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terça-feira, agosto 08, 2017

PT e grupos Irregulares enviam militantes para a Venezuela



por Equipe DefesaNet.




Grupos de "brasileiros" ligados ao PT, movimentos irregulares (MST e MTST), e a partidos de esquerda são financiados para irem à Venezuela.

O Partido dos Trabalhadores (PT), organizações sindicais de extrema esquerda e movimentos sociais como o MST e MTST, entre outros, estão financiando militantes para seguirem até a Venezuela. A intenção é apoiar e dar suporte, inclusive no reforço das milícias, ao governo de Maduro contra as manifestações pela deposição do presidente. As informações são dos serviços de inteligência do Brasil. (Nota - DefesaNet sempre adotou a terminologia de que estes movimentos são Irregulares, definição de “Guerra Irregular – não convencional” do Prof von der Heydte)

MST-A Violência desnecessária contra os bens
 alheios de um movimento de Desocupados


Essas caravanas estão seguindo de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Estados do Nordeste onde estão os principais redutos petistas. A organização do movimento em solidariedade e apoio à revolução bolivariana na Venezuela tem entre seus articuladores o próprio ex-presidente do Brasil e presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que tem mantido contatos diários com o presidente Maduro.

O pronunciamento da presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann em favor do governo bolivariano na Venezuela e denominando de golpe da direita reacionária as manifestações de rua, que já levaram a mais de 120 mortes nos últimos meses. O pronunciamento foi um chamado geral para que a militância seguisse para a Venezuela.

"Apoio e solidariedade ao governo do PSUV [Partido Socialista Unido da Venezuela], seus aliados e ao presidente Maduro frente à violenta ofensiva da direita", disse a senadora do Brasil na abertura do 23º encontro do Foro de São Paulo. O encontro foi usado para uma ampla articulação para apoiar o governo Maduro e preparar uma ofensiva, inclusive em diversos países, pela revolução socialista. A Bolívia foi o primeiro país a se movimentar neste sentido.


Mensagem do líder do MST João Pedro Stedile, em apoio 
à Assembleia Constituinte realizada no dia 30 Julho,  
publicado na página do movimento, em 28 Julho no Facebook 



O governo de Maduro montou diversas milícias armadas, extremamente violentas (chamados de “Colectivos”), que tem promovido um toque de recolher em Caracas e outros grandes centros do país. Um levante de militares contra o governo foi contido com extrema violência no último final de semana (Ver Comunicado da Fuerza Armada Nacional Bolivariana Link).

Maduro determinou que seus seguidores, os quais estão armados com equipamentos leves, de uso exclusivamente militar, adquiridos numa mega negociação com a Rússia ainda no governo Chaves, e mais recentemente com a China, promovam o fechamento de jornais, rádios e programas de televisão de cunho jornalístico.

As comunicações telefônicas estão sendo vigiadas e na capital há o movimento de recolha de aparelhos de telefones celulares. As milícias, que já contam com a presença de brasileiros de esquerda, promovem verdadeiros ‘arrastões’ na cidade e invadem lojas confiscando os aparelhos. O objetivo é isolar totalmente o país. A internet está sendo cortada, outra tática é restringir ao mínimo a banda tornando difícil o acesso e comunicação, seu uso monitorado pelos milicianos e integrantes do governo.

Portugal tem tentado retirar seus cidadãos que vivem na Venezuela de forma emergencial. Os cidadãos com moedas estrangeiras estão sendo presos e os valores confiscados. As ‘mulas’ que estão levando venezuelanos para outros países estão cobrando em dólares. As polícias foram unificadas sob um só comando e o serviço militar é obrigatório, para todos os adolescentes a partir de 17 anos, sem distinção de sexo. Os padres e pastores estão sendo expulsos do país, assim como os líderes de atividades assistenciais existentes.

Os números do Tribunal de Contas da União (TCU), apontam que 99% dos empréstimos ficaram com cinco grandes empreiteiras brasileiras, todas envolvidas na Lava-Jato, sendo que a Odebrecht ficou com 82% do total. Os países que mais receberam investimentos foram Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões) entre 2006 e 2014, feitos pelos governos petistas, e sem previsão de pagamento. O dinheiro, em grande parte, envolvia as empresas que são alvos da operação Lava-Jato.

Os empréstimos feitos para outros países são motivo de polêmica desde o início, quando a oposição passou a acusar os petistas de usar recursos brasileiros para contratar trabalhadores estrangeiros, financiar ditadores, dar dinheiro a financiadores de campanha entre outras críticas.

Um fato não investigado foram as negociações do grupo JBS com exportações de carnes para a Venezuela. Em 2015, o homem forte do regime bolivariano, Diosdado Cabello, esteve no Brasil sendo recebido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Joesley Batista, que organizou um recepção em sua residência.

O governo brasileiro também estuda fechar ou restringir a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçú. Oficialmente criada, em 2010, para a integração de natureza educativa e cultural, capaz de aproximar os povos da América Latina e do Caribe no governo. Localizada no território internacional da Binacional de Itaipu tem escapado ao controle do governo brasileiro e tem sido usada para a formação de ativistas latino-americanos.


Referência: 1 A Guerra Irregular Moderna – Prof Friedrich August Von der Heydte BIBLIEx - 1990

Vídeos Relacionados:

-As Barbaridades de Gleisi Hoffman - a Amante segundo planilha de Propinas da Odebrecht - no Foro de São Paulo


sexta-feira, dezembro 11, 2015

Para além do brado retumbante.





por Hermes Rodrigues Nery(*)



Caríssimos amigos,

A grave crise política agudizou-se após o pleito de 26 de outubro de 2014, quando apenas 23 técnicos do TSE, especialistas em informática, fizeram em três horas a apuração secreta de um segundo turno presidencial, colocando imediatamente em suspeita o esquema de manipulação operado pela empresa Smartmatic, com a cumplicidade do TSE. O objetivo era favorecer não apenas a reeleição de Dilma Rousseff, mas principalmente a consolidação de seu grupo de poder, especialmente o PT (e também os demais partidos, todos de esquerda) comprometidos com o projeto de poder totalitário do Foro de São Paulo: implantar o socialismo na América Latina, a “Pátria Grande” socialista.

Com a “redemocratização”, gestada pelo CEBRAP no início dos anos 70, com recursos da Fundação Ford obtidos por Fernando Henrique Cardoso, foi possível a intelectuais marxistas, muitos deles ainda antes, provenientes da USP, conceber um projeto de poder de longo prazo (eles pensaram mesmo em quarenta anos, por aí), para aparelhar todas as instituições do País e fazer a revolução socialista acontecer, de modo sutil e sofisticado, como quis Gramsci, com um partido político no controle de todo o processo.

As resistências que emergiram após o pleito de 2014 não foram irrelevantes, e mesmo ainda sem uma organização sólida, deixaram quase toda a esquerda perplexa, pela capacidade de reação - foram dois milhões de pessoas só na avenida Paulista, em 15 de março deste ano. Ainda assim estão fazendo de tudo para driblar a atual crise, para não comprometer o projeto de poder que eles querem consolidar a todo custo, mesmo cientes de que é um projeto de poder que se volta contra o povo brasileiro, e favorece apenas uma facção inteiramente inescrupulosa. Algo que os fatos comprovam a cada dia.

Há aí, algumas personagens que quero destacar, que estiveram desde o início na gestação desse projeto, e hoje são os que mais se beneficiam disso tudo.

Fernando Henrique Cardoso, hoje membro da entidade globalista “The Elders”, por exemplo, naqueles anos iniciais do CEBRAP, foi quem subsidiou Ulisses Guimarães na elaboração do estatuto do então MDB, que está aí até hoje como um parceiro e tanto! E então sob tantos eufemismos, para a perversão dos “direitos humanos”1, a revolução cultural precisou ocorrer também no campo político.

Tal processo, na verdade, adensou o que já havia sido acenado, ao final da Segunda Guerra Mundial. Lembremos do que foi debatido em janeiro de 1945 no I Congresso Brasileiro de Escritores, época em que Fernando Henrique, muito novo, já confabulava com Oswald de Andrade. Naquele primeiro período de redemocratização, os intelectuais principalmente da USP, entre outros, já acalentavam a ambição por um partido proeminente de esquerda, mesmo ainda sob a influência de Vargas, que desejava “aglutinar suas heterogêneas bases de apoio em um único partido político”2 . Naquele período, tivemos, digamos assim, um primeiro balão de ensaio. O pai de FHC, “o tenente-coronel Leônidas, ao longo do ano de 1945, participa do movimento pela anistia dos presos e perseguidos políticos, defende a reconstitucionalização do país”3, etc. Naquela época, FHC já tinha sido seduzido pela esquerda e seduzia. O próprio “Darcy Ribeiro fala na malícia de Fernando Henrique, já bem visível desde a adolescência”4, quando “dizia as coisas com um pequeno sorriso no canto da boca e com um jeito malandro”5. E assim, ainda “no período do ginásio”6, FHC “em 1946 é eleito diretor do grêmio, depois vice-presidente em 1947, e presidente até 1948.”7 Quando ingressou, no ano seguinte, na Faculdade de Filosofia da USP (porque foi reprovado no vestibular para a Faculdade de Direito, por causa do latim”8), e seria aluno de outra personagem importante nessa história toda: o longevo, quase centenário, Antonio Cândido de Mello e Souza, que anos mais tarde fundaria o PT e ajudaria a fazer de Lula o monstro político que é hoje. E há ainda outro ilustre professor da USP, que ajudou nisso: Sérgio Buarque de Hollanda, pai do enfant gaté Chico Buarque, aquele que cantou para eleger Lula: Sem medo de ser feliz!9

Antonio Cândido de Mello e Souza, além de badalado crítico literário, entusiasta dos modernistas, foi militante do Partido Socialista Brasileiro, tendo participado do Grupo Radical de Ação Popular. A sua tese de doutorado em Ciências Sociais, Os Parceiros do Rio Bonito (1954), datilografada pelo seu aluno FHC, faz o ataque à propriedade privada, sob a premissa marxista. [E também faz, naquele estudo, à apologia à mandioca]. Defende também que “a formação de uniões novas e livres e aprovadas pela sociedade podem contribuir, segundo a tradição caipira [que é objeto de estudo de sua tese], para a correção de desequilíbrios sócios culturais.”10 Estão lá os elementos embrionários da agenda do marxismo aliado ao feminismo, hoje escancarada pelo governo do PT, que ele ajudou a fundar e que seu aluno FHC exerceu e exerce ainda hoje papel preponderante em sua implementação.

O embuste eleitoral de 2014 foi um ato de desespero a quem via ruir, pela evidência dos fatos, a chance de obter a hegemonia e, por isso, teve de recorrer à Smartmatic para forjar um consenso que não existiu e avançar, na consolidação da agenda e do projeto totalitário de poder, gestados fora do País, em longuíssima data.

O fato é que, com trinta anos exatos da “Nova República”, o que conseguiram essas personagens ilustres, que ainda estão aqui, e fazem parte da história atual, foi o nocaute da soberania nacional e a corrosão da democracia, a sua degeneração, ao que Aristóteles já chamava de demagogia, “dirigida antes de tudo para a conquista e manutenção de um poder pessoal ou de um grupo”11, o grupo de poder comprometido em tornar o Estado um Leviatã, com a ideologia marxista a perverter e subjugar toda a sociedade brasileira aos seus caprichos e equívocos, no afã de uma reengenharia social, que coloca o partido do governo numa guerra contra os princípios e valores da autêntica cultura e tradição brasileira, que é profundamente conservadora e cristã, do cristianismo que é “o cimento da nossa unidade”12, portanto, um partido que se voltou contra a identidade do povo brasileiro. Mas este é o partido [com seu líder demagogo, o chefe13, blindado pela imprensa e pelas demais instituições] que foi agora, esses dias, o mais beneficiado com a aprovação do financiamento público de campanha, apesar de todo lamaçal em que estão envolvidos muitos de seus membros, dirigentes e parlamentares. E para a manutenção do poder, não se importam mais com a máxima de Macbeth: um erro puxa outro erro.

Um partido, com um projeto de poder totalitário, que subsiste com “uma práxis política que se apoia na base das massas”14 (dos homens-ocos que referia T. S. Eliot), e não do povo; pois a democracia é o governo do povo e não das massas, e o PT é o partido das massas e não do povo, por isso, a corrupção em níveis tão degradantes, que destrói a própria democracia. E o povo brasileiro foi às ruas, não como a voz rouca das ruas(como certa vez disse FHC), mas sim, para dizer um não retumbante a tudo isso.

E em meio à grave crise atual, o que fez o PT (e todos os demais partidos filiados ao Foro de São Paulo? Ignorou o clamor do povo, aquela melhor parte do povo que saiu às ruas, consciente de suas responsabilidades, deveres e criatividade na busca de salvaguardar a democracia desse grupo de poder que a corroeu, com a conivência das instituições totalmente aparelhadas e vergonhosamente capituladas, inclusive setores da Igreja que ajudaram Lula chegar lá e ainda o ajudam a se manter, apesar de tudo o que a Operação Lava Jato tem exposto. 

Por isso esta crise política [uma crise profundamente moral e cultural] é também a crise da hegemonia. Esse é o x da questão. Eles ainda não a obtiveram plenamente, mas estão em guerra de posição, porque sabem que a hegemonia é o “centro nevrálgico de toda a estratégia política”15 Sabem também que eles não obtiveram o consenso da direção amoral e imoral que eles quiseram dar ao País, porque fraudaram as urnas em 2014, e nem conseguiram também a inteira passividade do povo, que saiu às ruas, primeiro com as jornadas de junho de 2013 (com todos aqueles distúrbios), depois com as grandes manifestações de 2015, quando, enfim, mostramos a nossa cara. E saímos de cara limpa.

Mesmo assim, a guerra de posição vai se intensificando, com estragos incontáveis, pois o que conta agora para eles é a obtenção da hegemonia, e mesmo que a obtenham devastando toda a nação, agem sabendo que quando falha a persuasão, resta a coação para a imposição do poder [legítimo ou não]. A democracia portanto [degenerada e violentada por eles] será ainda utilizada apenas como retórica e “método revolucionário”, até chegar à “última e lógica consequência da prática demagógica”16, que é a eliminação de “toda oposição”17 e que por sua vez é o fim da própria democracia.

Agem portanto “com uma política de potência agressiva e sem princípios”18, inteiramente pragmática, por todos os meios, pois, como disse Saulo de Tarso Manriquez, o “desejo ideológico’ de Lula é transformar o PT em um pleno partido de Estado”19. E mais: “conduzir o PT para além da hegemonia dos partidos de esquerda”, para Lula instaurar assim a sua “tirania ou ditadura pessoal20”, com apoio internacional especialmente das forças aliadas ao Foro de São Paulo. O Brasil está a caminho disso, se nós não formos capazes de deter (ou semos) a pedra colocada no meio do caminho. A Operação Lava Jato será capaz de detê-los? Ninguém sabe.

Desde 1945, com aquele primeiro balão de ensaio de redemocratização, que os intelectuais marxistas cobiçaram um partido de massas, para a completa manipulação e controle social, num país de débil tradição partidária e com sistemas eleitorais fragilíssimos. Se naquele tempo já se valiam do clientelismo e do populismo era justamente para que não houvessem partidos políticos capazes das expressões de uma sã democracia e evitar toda e qualquer forma de abuso de poder. Foi a partir dessa fragilidade que forjaram a redemocratização pós-64, e no CEBRAP, fizeram os estudos em buscas das estratégias adequadas, colocadas em ação desde o final dos anos 70 e início dos 80, criando uma infinidade de OnGs para ajuda-los nisso [agindo como “’mecanismos hegemônicos’ da sociedade civil”21 etc, para o desmonte de valores que aí estamos vendo, a que ponto chegaram. O próprio Antonio Cândido sabia que o partido (o PT) estaria imbuído da missão de minar o conservadorismo no Brasil, que, para ele, era o “maciço central”22 que até então havia dominado a “nossa vida intelectual”23. Por isso, em pouco mais de três décadas, liquidaram o que dava vigor ás nossas instituições, [a nossa cultura, a nossa literatura, o jornalismo, o magistério, a doutrina católica), hoje debilíssimas; e por isso, solaparam as bases morais da democracia, para “que apenas um único partido conduza toda a política nacional”24, mesmo chafurdado na lama em que está. Foi o que fizeram.

Veio então a resistência em 2015. E estamos aqui agora avaliando os primeiros passos dados e o que devemos fazer para que essa resistência não seja apenas um rompante. E um encontro como esse está em sintonia com os nossos sentimentos e a disposição para esse desafio: o de salvaguardar a democracia e a soberania nacional em nosso País e deter esse projeto de poder que ameaça as nossas liberdades e os nossos mais caros valores. Por isso a vigilância quanto ao sistema eleitoral [a indignação contra o embuste eleitoral de 2014, operado pela Smartmatic, em conivência com o TSE] e a exigência do voto impresso se fez necessário como primeira iniciativa nesse sentido, e de todas as ações, a mais urgente, que não pode ser mais protelada, é a que visa cassar o PT por sua vinculação ao Foro de São Paulo, por violação do artigo 28, alínea II, da Lei dos Partidos Políticos (Lei número 9.096 de 19 de setembro de 1995), que proíbe que qualquer partido esteja “subordinado a entidade ou governo estrangeiros”25, e por aí afora, e pelos frutos que aí estão – pelos frutos conhecereis a árvore].

Temos pois que começar o gigantesco trabalho que nos espera, de desaparelhar as instituições, de formar uma elite pensante capaz não só de diagnosticar toda essa situação, mas agir politicamente. Mas nada disso será feito somente com boa vontade, ou vocês pensam em enfrentar tudo isso somente com pena e prosa, oumemes nas redes sociais? É um trabalho sério que requererá tempo e a agregação do que temos de melhor, em todos os aspectos. E com estudo, planejamento, volição no fazer, avaliação, recursos e meios. E também coragem e patriotismo.

Se eles tem apoios internacionais [Cuba, China, Brics e tudo mais], que nós também possamos recorrer àquelas instituições, ás forças conservadores organizadas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Israel e outros, e também fundações que investem na promoção do conservadorismo, com experiência de lobby nos parlamentos e outras instâncias decisórias, e também nas universidades, na imprensa e tudo mais; instituições estas que investem em projetos e programas que valorizam o Estado mínimo, a livre-iniciativa, os valores tradicionais e a defesa nacional. 

Trouxe aqui uma lista desses organismos, por exemplo, que atuaram com eficácia no governo Reagan, e ainda hoje fazem investimentos nesse sentido. 

Se fazemos parte da resistência [pacífica e cívica] e até mesmo da desobediência civil, se necessário, qualquer que sejam as iniciativas e estratégias, não faremos a contra-revolução com tibieza, amadorismo e ingenuidade. Temos a expressa maioria do povo brasileiro do nosso lado, 93% da população é contra o governo que aí está, mas e então? O que nos falta? Mais do que ousadia e criatividade, é hora de arregimentar novamente os voluntários da Pátria, pois trata-se mesmo de um combate. Não basta apenas bradar “verás que o filho teu não foge à luta”26. E ainda “ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”27, sem agregar as forças varonis, para com “a clava forte”28, se equipar e se estruturar, se organizar e conhecer, a fundo, o adversário que se está enfrentando, para fazer emergir, em glória, e com vitória, o “impávido colosso”29. Mais do que o brado retumbante, mais do que a alma vigilante, é preciso agora ordenar tudo isso, para “conquistar com braço forte”30, “o sonho intenso”31, “de amor e de esperança”32 da “pátria livre”33 , amada e pujante, dar ao povo a razão da nossa fé, a fé no Brasil cristianíssimo, para que, se Deus quiser, “a mão mais poderosa”34 zombe deles35, e faça triunfar a “brava gente brasileira”36.

Muito obrigado.

(Pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery, Coordenador do Movimento Legislação e Vida, no Conclave de São Paulo pela Democracia, em 28 de novembro de 2015:




NOTAS:
SANAHUJA, Juan Cláudio, Poder Global e Religião Universal, p. 39, Ecclesiae, Campinas, 2012.
KAYSEL, André, Elementos para uma genealogia das direitas brasileiras, p. 60, no documento “Direita, Volver – o retorno da direita e o ciclo político brasileiro, Fundação Perseu Abramo, 2015.
LEONI, Brigitte Hersant, Fernando Henrique Cardoso – O Brasil do Possível, p. 52, Editora Nova Fronteira, 1997.
Ib. p. 57.
Ibidem.
Ibidem.
Ibidem.
Ib. p. 58.
BORGES, Caroline de Miranda e Carmem Maria Aguiar, Uma abordagem sumária de Parceiros do Rio Bonito. A história do caipira paulista, Efdeportes.com, Revista Digital, año 13, nº 126, Buenos Aires, novembro de 2008 [http://www.efdeportes.com/efd126/parceiros-do-rio-bonito-a-historia-do-caipira-paulista.htm]
ZUCCHINI, Giampaolo, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Demagogia, p. 318, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
FREYRE, Gilberto, Casa Grande & Senzala, pp. 91-92, Global Editora, 49ª edição, São Paulo, 2004.
ZUCCHINI, Giampaolo, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Demagogia, p. 318, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
BELLIGNI, Silvano, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Hegemonia, p. 580, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
ZUCCHINI, Giampaolo, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Demagogia, p. 319, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
Ibidem.
BELLIGNI, Silvano, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Hegemonia, p. 580, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
MANRIQUEZ, Tarso, PT total: para além da hegemonia da esquerda, publicado no Midia Sem Máscara, em 25 de novembro de 2015 [http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/16214-2015-11-25-21-08-29.html]
ZUCCHINI, Giampaolo, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Demagogia, p. 319, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
BELLIGNI, Silvano, Dicionário de Política, (org. Por Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino), Hegemonia, p. 580, Editora Universidade de Brasília, Vol. 1, 4ª edição)
KAYSEL, André, Elementos para uma genealogia das direitas brasileiras, p. 49, no documento “Direita, Volver – o retorno da direita e o ciclo político brasileiro, Fundação Perseu Abramo, 2015.
Ibidem.
MANRIQUEZ, Tarso, PT total: para além da hegemonia da esquerda, publicado no Midia Sem Máscara, em 25 de novembro de 2015 [http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/16214-2015-11-25-21-08-29.html]
Lei 9.096, de 19 de setembro de 1995 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9096.htm
Ibidem.
Ibidem.
Ibidem.
Ibidem.
Ibidem.
Ibidem.


(*)Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. 

quinta-feira, setembro 10, 2015

Comunismo em ação: breve ensaio sobre a destruição dos símbolos nacionais.









por Rafael Hollanda




Recentemente, o governo, através do noticiário, disponibilizou a população uma amostra do design do qual se comporão os novos passaportes utilizados por este país que se encontra sob o comando do partido mais corrupto, antinacional e mentiroso que a América Latina já presenciou.

A um observador ingênuo e despercebido, a face extremamente minimalista do documento que contém apenas a nomenclatura oficial do Brasil e o Cruzeiro do Sul com a inscrição “MERCOSUL” logo abaixo não tem absolutamente nada de suspeito. Sendo apenas uma versão “modernizada” do documento de viagem que simboliza o rosto do Estado brasileiro perante autoridade estrangeira.

Porém, ao olhar para o documento e fazer a analogia daquilo que ele representa e qual o contexto-geral que se encontra o que ele simboliza, percebe-se claramente que o Estado brasileiro, membro do MERCOSUL, que é a personificação exata do Foro de São Paulo (associação criada em 1991 por Lula e Fidel Castro para reunir a esquerda latino-americana no pós-guerra fria) no que concerne à materialização político-nacional do movimento, já começou o processo de destruição dos símbolos nacionais do Brasil. Algo que já vem sendo posto em prática desde o segundo governo Lula quando o poder legislativo do país concedeu o mesmo status legal aos símbolos do MERCOSUL em relação aos símbolos nacionais. Não é a toa que a bandeira do MERCOSUL é, por lei, obrigada a estar hasteada juntamente com a bandeira nacional em todas as repartições públicas do Brasil.

O que se nota cada vez mais nos países do América do Sul governados pelos partidos ligados ao Foro de São Paulo é a descaracterização dos símbolos nacionais para que, em um futuro não muito distante, todos eles sejam mesclados e reduzidos a um Cruzeiro do Sul, talvez, na bandeira de uma provável União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas (URSAL): o objetivo primário dos governos do Foro de São Paulo que foi criado justamente para isto.

Diagnosticar o patriotismo como uma barreira ao avanço da tirania comunista e tentar acabar com ele a qualquer custo através da construção de novos símbolos sem representatividade objetiva é algo que o comunismo tem consolidado em suas escrituras de fundação: o Manifesto Comunista, quando prega o fim das nações e a unificação mundial para um mundo comunista e a Quarta Internacional Trotskista quando diz que o internacionalismo é a única forma possível de construir o comunismo.

Marx dizia que os símbolos antigos, sejam eles de qual natureza forem, eram formas de expressão da classe dominante, alienando e aprisionando o proletariado que deverá tomar o poder, banir os símbolos tradicionais e substitui-los pelos símbolos do movimento revolucionário. Ele inclusive dizia que haviam povos tão ligados a seus símbolos “burgueses” que não teriam salvação e deveriam ser exterminados. Como os poloneses, fortemente ligados a Igreja Católica e os sérvios fortemente ligados a monarquia austríaca e suas tradições e símbolos. Cabe aqui um parêntese para dizer que Marx era um eslavofóbico inflamado, por isso achei conveniente citar aqui o exemplo de duas nações eslavas.

A doutrina comunista literalmente diz: “destruam as nações, seus símbolos, seu orgulho e sua unidade”. Depois dos símbolos propriamente ditos, o banimento passa inevitavelmente para os símbolos espirituais esvaziando-os do seu conteúdo original, como no caso do Brasil pela Revolução Cultural Gramsciana, ou os perseguindo abertamente como nos regimes comunistas clássicos.

Os revolucionários bolcheviques, logo após a revolução de 1917, baniram e proibiram por lei toda e qualquer exibição de símbolos nacionais russos, instaurando em seu lugar o famigerado pavilhão vermelho com a foice e o martelo. Uma bandeira nacionalmente inócua e sem sentido algum, mas que designava o movimento comunista que governava a União Soviética. E no comunismo não importa a nação, importa o governo. Em todas as quinze repúblicas as bandeiras regionais foram banidas e substituídas por bandeiras vermelhas com detalhes azuis, verdes ou brancos sem nenhum sentido nacional. A Igreja Ortodoxa Russa foi perseguida e as suas atividades tornaram-se proibidas. A destruição dos símbolos desorienta e se faz perder a consciência nacional de um povo. Tudo o que o comunismo precisa para o seu surgimento ou, no caso do Brasil, a sua consolidação. O governo brasileiro está preocupado em “consciência regional”, não em consciência nacional.

O mesmo fez a China, banindo a histórica bandeira colorida da República Chinesa e instaurando a bandeira vermelha com as estrelas amarelas. Mais uma vez, como em todo movimento comunista, a bandeira considerava apenas o movimento golpista de 1949 e não a nação chinesa em si. A Revolução Maoísta baniu até símbolos do antigo Império Chinês como o dragão, que era o animal oficial do país e perseguiu brutalmente a religião budista que era a religião majoritária da população chinesa, matando milhões de budistas em campos de concentração e confinando seus monges em um militarizado e policialesco Tibet.

Entre casos igualmente notáveis de revisionismo simbólico podemos citar o Camboja do Khmer Vermelho, o Laos, a Coréia do Norte, a Romênia governada pelo ditador Nicolae Ceaucescu e a Alemanha Oriental.

Como o Brasil adotou a linha ideológica de instaurar o comunismo pela revolução cultural, nenhum símbolo deve ser retirado de imediato. O processo de retirada deve ser longo e passar despercebido, substituindo os símbolos nacionais por um ambíguo que tenha, ao mesmo tempo, certa ligação com o país, mas nem tanto, como é o caso do Cruzeiro do Sul.

A constelação do Cruzeiro não é um símbolo exclusivamente brasileiro. É o símbolo da Austrália, da Nova Zelândia, da Samoa, da Papua Nova-Guiné e de uma série de micronações do Pacífico sul. Mais especialmente ela é o símbolo da organização que é a materialização do Foro de São Paulo como entidade politica e nacional. O que torna claro que o Cruzeiro do Sul como colocado no novo passaporte não simboliza de maneira nenhuma o Brasil, mas sim a tão sonhada unidade continental de uma América do Sul vermelha.

A conclusão sobre isto é simples: já se foram os tempos em que a esquerda brasileira, intoxicada pelo trabalhismo varguista, era nacionalista e prezava pelos símbolos nacionais. Hoje em dia a esquerda brasileira não é nacionalista. Ela é apenas comunista e tem um projeto de poder criminoso, internacionalista e expansionista. E isso já denota o caráter intrinsecamente antinacional da sua natureza que, sem a maior sombra de dúvidas, tenta transformar o patriotismo em algo ridículo e ultrapassado e a substituição de símbolos é apenas o começo.


Rafael Hollanda é estudante de Direito do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ) e membro-fundador do Movimento Universidade Livre.

terça-feira, julho 07, 2015

A barbárie bolivariana: juíza estuprada na prisão rompe o silêncio.









por Bruno Braga




Na Venezuela, María Lourdes Afiuni rompeu o silêncio. Em audiência realizada no dia 30 de junho a juíza expôs os detalhes da tortura, maus-tratos e estupro que sofreu em 2010, quando esteve presa no "Instituto Nacional de Orientación Feminina" (INOF).

Thelma Fernández, advogada da juíza, contou como foi o depoimento no Tribunal. Afiuni relatou "como lhe destruíram a vagina, o ânus e a bexiga, quando guardas do INOF e funcionários do Ministério da Justiça a estupraram" [...] "narrou que um agente da Guarda Nacional a feriu com uma botinada, causando-lhe uma distensão em parte do seio. Destacou que presas condenadas por ela foram transferidas para celas ao lado da sua, e que foi vítima de vários ataques, não sendo feito nada para evitá-los. Confessou que em várias oportunidades aspergiram gasolina na sua cela". Certa vez, no estabelecimento penal feminino, "houve um princípio de incêndio, retiraram todas as detentas, menos a juíza, que deixaram trancada na cela". Em outra ocasião, ainda segundo Thelma Fernández, Afiuni foi conduzida até o Hospital Militar "para fazer um exame ginecológico, e fizeram-na despir-se na presença de mais de 20 funcionários da GNB, a Guarda Nacional Bolivariana.

"Em seis anos destruíram a minha vida, a da minha filha e da minha família. Na Venezuela, os juízes não julgam, eles satisfazem os caprichos do governo", conta a própria María Lourdes Afiuni. Ouça o pesado depoimento no áudio abaixo:



María Lourdes Afiuni está sendo julgada por deixar em liberdade o empresário Eligió Cedeño, seguindo uma resolução da ONU. A juíza obteve liberdade condicional em junho de 2013, mas está proibida de sair da Venezuela, de falar nos meios de comunicação nacionais e internacionais, e de escrever nas redes sociais Twitter e Facebook.

Fontes:

Tradução e adaptações: Bruno Braga

terça-feira, outubro 28, 2014

Nada mudou, a farsa continua.










"Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. 
João 8:44

O momento pós eleição, mas também pós 2003, exigia uma reflexão bíblica; encontrei o que mais se assemelha ao partido que (des)governa o pais há 12 longos anos e, a julgar pelo silêncio dos que perderam a eleição de uma forma nem tanto republicana - fraude é a palavra que mais cabe aqui -, esse partido tem tudo para ficar eternamente no poder ou até que os setores mais conscientes resolvam a coisa de uma forma um tanto revolucionária.


Quanto vale uma Dilma de branco, no discurso da vitória, ao lado de Ciro Nogueira, citado no escândalo do petrolão? Ou: De terno branco, com alma vermelha. Ou: Ainda não será desta vez que Dilma vai sentir falta do meu mel
Por Reinaldo Azevedo



A presidente reeleita, Dilma Rousseff, resolveu tirar o terninho vermelho de campanha e de debates. Em seu lugar, vestiu o branco. Há a hora do Falcão e a hora da pomba. No discurso da vitória, falou em nome da paz. Cumprimentou todos os parceiros de jornada, com salamaleques especiais a Lula — nem poderia ser diferente. Entre os presentes, Ciro Nogueira, o presidente do PP, citado no escândalo do petrolão. No discurso, aquela que, segundo Alberto Youssef, sabia das vigarices na Petrobras, prometeu combater a corrupção. Ciro Nogueira aplaudiu com entusiasmo.

Dilma negou que o país esteja dividido, rachado ao meio — embora ela saiba que está, mas esse é tema para outro comentário, que ainda farei aqui. Venceu a eleição com pouco mais da metade dos votos válidos, numa disputa em que 27,44% dos eleitores se negaram a sufragar um nome: 1,71% dos votantes decidiram pelo branco; 4,63%, pelos nulos, e 21,1% se ausentaram. De fato, ela é presidente por vontade de 38% dos eleitores aptos a participar do pleito. É bem menos do que a metade. É a reeleita legítima, mas isso não muda os números.

Assim, cumpre que Dilma busque ganhar a confiança não apenas dos 51.041.155 que votaram em Aécio, mas também dos 32.277.085 que não quiseram votar em ninguém. Juntos, eles são 83.100.453, bem mais do que os 54.501.118 que a escolheram. Neste blog, eu adverti várias vezes para esse fato, não é mesmo? Critiquei severamente a campanha suja movida pelo PT porque ela acabaria deixando um rastro de ressentimentos, de rancor.

No discurso da vitória, leiam a íntegra abaixo, Dilma afirma, por exemplo:
“Toda eleição tem que ser vista como forma pacífica e segura. Toda eleição é uma forma de mudança. Principalmente para nós que vivemos em uma das maiores democracias do mundo.”

Pois é. Posso concordar em parte ao menos, embora, de fato, nas democracias, eleições signifiquem, antes de mais nada, conservação de um método: recorre-se às urnas para decidir quem governará o país. Mas sigamos. Quando o PT e Dilma transformaram os adversários em verdadeiros satãs, que fariam o país recuar nas conquistas sociais; quando os acusaram de representantes de “fantasmas do passado” — sim, essa expressão foi empregada; quando lhes atribuíram um passado que não tiveram e intenção que não teriam, será que a presidente e seu partido expressavam, de fato, fé na democracia?

Quando a chefe da nação, ainda que nas vestes da candidata, investe contra um veículo de comunicação que apenas cumpriu o seu dever, estimulando milicianos a atacar uma empresa jornalística, onde estava essa Dilma que agora veste o branco? Quando Lula comparou os opositores do PT a nazistas, acusando-os de golpistas, onde estava o PT da paz e do entendimento? “Ah, mas Aécio Neves não criticou Dilma?” É certo que sim! Mas nunca deixou de reconhecer avanços nas gestões petistas. Uma coisa é criticar a condução de políticas; outra, distinta, é acusar o adversário de articular, de forma deliberada, o mal do país.

A fala pacificadora de Dilma não me convence — até porque Gilberto Carvalho, seu secretário-geral da Presidência, quase ao mesmo tempo, falava uma linguagem de guerra. Tratarei dele em outra oportunidade. E não me convence por quê? Porque Dilma afirmou que a principal e mais urgente tarefa de seu governo é a reforma política. Ainda voltarei muitas vezes a esse assunto. Mas a tese é falaciosa. Diz a presidente reeleita que pretende conduzir o debate por meio de plebiscito — para que e com que pergunta? Em debates na TV, expressou o entendimento absurdo de que o mal essencial do nosso sistema está no financiamento de campanhas por empresas. Errado! O mal essencial no que diz respeito ao Estado está no aparelhamento do bem público em favor de partidos e camarilhas. Ou não vimos um agente do petismo, disfarçado de presidente da Agência Nacional de Águas, a fazer proselitismo eleitoral em São Paulo de maneira descarada?

Ignorar a crise de fundamentos — para ser genérico — que hoje assola a economia brasileira e que deixa o país sem perspectiva de futuro para brincar de plebiscito, constituinte exclusiva, como ela já defendeu, e reforma política corresponde a apagar incêndio com gasolina. Dilma não tenha a ilusão de que gozará de um período de lua de mel. Com ou sem razão, espero que sem (e também sobre isso falarei em outra ocasião), naquelas partes do Brasil em que pouco se olha quem sobe ou desce a rampa, desconfia-se até da inviolabilidade das urnas eleitorais.

Se a dita reforma política vai ser o seu “chamamento à união”, então, posso afirmar, com pouca chance de errar, que ela está é querendo provocar ainda mais conflitos. Não adianta vestir um terninho branco quando a alma segue vermelha, governanta.

Em seu discurso, Dilma insiste que o Brasil votou para mudar — é, talvez para que o governo mude os métodos. No que concerne às instituições, o voto crescente é para “conservar” — no caso, conservar instituições. Espero que também as oposições se deem conta disso e não tergiversem, como já fizeram no passado, na defesa dos fundamentos da democracia representativa.

No que me diz respeito, é preciso bem mais do que um terninho branco para me comover. Ademais, sigo a máxima de que um indivíduo se dá a conhecer muito mais por seus atos do que por suas palavras.

As palavras recentes da presidente-candidata estimularam uma milícia de vagabundos a atacar uma empresa de comunicação. Por enquanto, não tem a minha simpatia nem meu voto pessoal de confiança — sei que é irrelevante para ela, mas é meu, e dele, cuido eu. E também não consigo imaginar que alguém que proponha constituinte exclusiva para fazer reforma política esteja com boa intenção. Bondade assim, já vi antes na Venezuela, no Equador e na Bolívia.

Ainda não será desta vez que Dilma vai sentir falta do meu mel.

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, março 10, 2014

Não é o Brasil, senhores!.














por Percival Puggina





Dize-me a quem admiras. E eu te direi que isso me basta. Muito tem sido escrito sobre as afeições do governo brasileiro no cenário internacional. Eu mesmo já escrevi sobre a carinhosa saudação de Lula na 10ª Reunião do Foro de São Paulo, em Havana, no ano de 2001: “Obrigado, Fidel, por vocês existirem!”. E não satisfeito com tão derretida manifestação de afeto, Lula arredondou o discurso com esta faiscante pérola: “Embora o seu rosto esteja marcado por rugas, Fidel, sua alma continua limpa porque você não traiu os interesses do seu povo”. Que coisa horrível! E note-se: é uma adoração coletiva. Interrogue qualquer membro do governo sobre violações de direitos humanos, prisões de dissidentes, restrições às liberdades individuais na ilha dos Castro. Verá que ele, imediatamente, passa a falar de ianques em Guantánamo. Essa afinidade entre nossos governantes e os líderes cubanos é carnal, como unha e dedo. Quando se separam, dói. Noutra perspectiva, parece, também, algo estreitamente familiar. Filial, como quem busca a bênção do veterano e sábio pai, fraternal na afinidade dos iguais, e crescentemente paternal, pelo apoio político, moral e financeiro à velhice dos dois rabugentos ditadores caribenhos. E haja dinheiro nosso para consertar o estrago que a dupla já leva mais de meio século produzindo.

Um pouco diferente, mas ainda assim consistente e comprometida, solidária e ativa, a relação do nosso governo com o delirante Hugo Chávez e seu fruto Maduro. Ali também se estendeu - e estendida permanece, resolutamente disponível - a mão solidária do governo brasileiro. Pode faltar dinheiro para as penúrias humanas do nosso semiárido, para um tratamento menos indigno aos aposentados e pensionistas do país, para os portos e aeroportos nacionais, mas que não faltem recursos para pontes, portos e aeroportos na Venezuela e em Cuba. Parece, também, que entramos num infindável ano bíblico de perdão de dívidas. Onde houver um tiranete africano ou ibero-americano em necessidade, lá vai o Brasil rasgar seus títulos de crédito. Quando foi deposto o virtuoso Fernando Lugo, com suas camisas tipo clergyman adornadas com barras verticais que lembravam estolas, nosso governo experimentou tamanha dor que preferiu perder a amizade dos paraguaios. A parceria se reuniu, expulsou o Paraguai do Mercosul e importou, não a Venezuela, mas o folclórico Hugo Chávez.

Eu poderia falar sobre o silêncio do Brasil em relação ao que a Rússia está fazendo na Criméia. Aliás, haveria muito, mas muito mais, do mesmo. Mas isso me basta. Percebam os leitores que em todos os casos, a reverência, o apreço, a dedicação fluem para as pessoas concretas dos líderes políticos, membros do clube, e não para os respectivos povos. Não são os cubanos, mas os Castro. Não são os venezuelanos, mas os bolivarianos Chávez e Maduro. Não eram os paraguaios, mas Lugo. Não são os bolivianos ou os nicaraguenses, mas Evo e Ortega. Não são os povos africanos, mas seus ditadores. Há algo muito errado em nossa política externa. Tão errado que me leva a proclamar: não é o Brasil, senhores, mas é Lula, Dilma e seus companheiros!

Isso me basta. No entanto, ocorre-me uma investigação adicional e para ela eu peço socorro à memória dos meus leitores: você é capaz de identificar uma nação ou um estadista realmente democrático, uma democracia estável e respeitável, que colha dos nossos governantes uma consideração minimamente semelhante à que é concedida nos vários exemplos que acabo de citar? Pois é, não tem.


Fonte: Mídia Sem Máscara

domingo, julho 15, 2012

MÉDICOS CUBANOS: NÓS SEREMOS AS VÍTIMAS.





(Mas a desgraça só será anunciada após as eleições de 2012)

por Helio Viana

Isolado na América Latina até o advento do Foro de São Paulo – segundo declarou Lula em vídeo-mensagem à 18ª. versão do referido foro, realizado em Caracas –, o regime comunista cubano está em vias de “exportar” para o Brasil, entre janeiro de fevereiro de 2013, nada menos que 1.500 médicos, para atender às regiões do interior do País. A escolha dessa data teria sido para não repercutir no resultado das eleições municipais de 2012.

O principal “mercado consumidor” de tais médicos – cuja capacidade para o exercício da profissão é mais do que duvidosa, como se verá, ao passo que sua formação ideológica não deixa lugar a nenhuma dúvida – foi até o momento a Venezuela chavista, onde não se sabe bem até que ponto eles se restringiram a simples atendimentos médicos e com que resultados.

Contudo, nos termos do referido vídeo-mensagem de Lula, no qual ele se jacta da militância hegemônica do PT e de seus aliados cubanos e bolivarianos para a implantação da “democracia” em todo o continente latino-americano (a Alemanha comunista também se chamava República Democrática Alemã – DDR), a pergunta que se depreende é se os tais 1.500 médicos não serão agentes comunistas destinados a colaborar na consecução de tal fim.

Tanto mais quanto ficou patente aos olhos de todos a inconformidade do bloco petista-bolivariano em face do impeachment inteiramente legal do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, a exemplo do que ocorrera em Honduras em relação a Manuel Zelaya, quando o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou que era algo inadmissível, porque a direita não podia ter mais vez na América Latina. Que democracia sui generis é essa, que só admite a esquerda?

Existe grande preocupação de que Hugo Chávez não se reeleja pela terceira vez ao cargo (sua nova candidatura foi obtida graças a mudanças arbitrárias feitas por ele na Constituição, sem que a esquerda protestasse – a mesma esquerda que gritou furiosa quando Álvaro Uribe quis fazer o mesmo na Colômbia, só que com fortíssimo respaldo popular) –, e foi para evitá-lo que o internacionalismo petista deslocou para a Venezuela a equipe de marketing de João Santana, sob os protestos da opinião pública, que reclama de interferência externa.

Não se sabe se além do João marqueteiro e de outro João – o “João de Deus”, curandeiro goiano que teria viajado à Venezuela em avião da FAB para tratar de Chávez –, a solidariedade petista enviará também, a exemplo do que ocorreu nas eleições anteriores do período chavista, as urnas eletrônicas brasileiras, as quais, não se sabe bem por que, Hugo Chávez, responsável pelo “excesso de democracia” em vigor na Venezuela, como disse Lula, quis introduzir sorrateiramente em Honduras antes da queda de Zelaya.

Voltando ao tema de Cuba – para cuja sobrevivência o regime chavista foi até aqui imprescindível –, cumpre lembrar que tudo, menos a “exportação” de médicos, poderia ser o resultado imediato da vultosa soma de dinheiro destinada pelo governo da presidente Dilma para a reforma do Porto de Mariel.

Para o leitor aquilatar a qualidade do “produto” a ser importado pelo governo petista, finalizo transcrevendo estes dois trechos de um artigo publicado por “O Estado de S. Paulo” em 3 de janeiro de 2011, sob o título de “Médicos reprovados”:

“Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

Sôbre a Elam, escrevia José Luiz Gomes do Amaral – Presidente da Associação Médica Brasileira,em 2008:
Quando a vontade política dobra a lógica e a lei.
Não há limite quando se trata de impor a vontade política. Alunos selecionados por meio de partidos políticos e movimentos sociais fazem um curso de “medicina” em Cuba e buscam ter seus diplomas reconhecidos no Brasil. Sem passar, porém, pelo processo avaliatório que habitualmente trata do reconhecimento dos diplomas. Buscam um status especial como se o curso feito em território cubano justificasse.
Longe de justificá-lo, a Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba (Elam), cujo o currículo parece mais voltado para a doutrinação política do que para a prática clínica, não aplica aos alunos brasileiros o mesmo processo seletivo que aplica aos cubanos e nem permite aos egressos do Brasil clinicarem em Cuba da forma como pretendem.
Face a dificuldade de aprovar tais privilégios absurdos no Congresso, o governo criou um projeto piloto de validação de diplomas estrangeiros com foco específico em brasileiros formados pela Elam. A Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina e outras entidades médicas têm se manifestado escandalizados com essa manobra. Os critérios devem ser os mesmos para todos: exames nacionais nos moldes dos que já são feitos, e aplicados a todos os candidatos formados no exterior, depois de análise de equivalência curricular.
Não há, portanto, necessidade de procurar o caminho dos fundos quando a porta da frente pode ser aberta, a menos que não se tenha a chave para fazê-lo. Nesse caso, as chaves são o currículo e uma avaliação coerente.


“[...] As faculdades cubanas – a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana – são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.”

O eficiente ensino proporcionado por escolas fora do Brasil:



Médicos reprovados formados em escolas bolivianas, cubanas e argentinas



Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exteriorconfirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina deCuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas.


Fontes: IPCO/Revista Vigor/perisccopio.bligoo.com.br

quinta-feira, agosto 19, 2010

O BRASIL ESPERA QUE O SERRA CUMPRA O SEU DEVER




Afinal José Serra resolveu endurecer o debate (UOL ontem,18/08), é claro que sem perder a ternura:

– Em matéria de quanto pior, melhor, o PT é imbatível – acusou Serra - quanto à tentativa do Petê de barrar a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Fundef.
— O PT ganha nesse torneio do quanto pior melhor, inclusive em matéria de ingratidão. Você tem fixação no passado. É muito ingrata com o Fernando Henrique, porque ele fez Plano Real e o Fundef, que é dinheiro para a educação no Nordeste.
O tucano também respondeu ao vergonhoso aparelhamento do estado:
– Chegamos ao ponto extremo no caso da administração federal. O loteamento chegou a praticamente todas as esferas.
– A Funasa foi praticamente jogada no chão pelo loteamento político. Um descalabro. Nos Correios, foi tudo loteado entre partidos, setores de partidos e grupos de deputados, baixando muito o nível dos serviços.

A cumplicidade de Dilma com a corrupção e vazamentos de dados sigilosos, também foram citados por José Serra.

Foi um começo. Quem sabe Serra esteja relembrando Mario Covas na campanha de 89, quando virou o jogo. Covas chegou ao segundo turno com menos de 100 mil votos à frente de Marta Suplicy e mais de 1,5 milhão atrás de Paulo Maluf: No segundo turno, com mais de 9,8 milhões de votos, Covas superou Maluf por quase 2 milhões. “O caráter fez a diferença”.

É o caráter, não só do candidato Serra, que está em jogo, mas o de todos os brasileiros que prezam a honestidade, a família e os valores morais. É no caráter de Serra que muitos querem votar, porque nele se identificam.É a falta de valores éticos e morais, da concorrente chapa-branca, que Serra deve combater e bater, porque assim os brasileiros de bem têm feito através das redes sociais.

Serra só tem essa oportunidade para escancarar o governo corrupto que a candidata do planalto representa, já que os meios de comunicação estão comprometidos com a continuidade da bandalheira.
Serra deve, na próxima e em todas as outra oportunidade, revelar o verdadeiro complô entre os Institutos de Pesquisa que escolhem o ninho do pt e aliados para realizarem suas pesquisas (se as fazem mesmo, nunca saberemos) e com essas darem o aval à manipulação dos votos.

É a ultima oportunidade para começar a passar o Brasil a limpo. Não é a ultima oportunidade do Serra, mas a nossa, a dos que almejam ainda viverem num país minimamente honesto e democrático.
Serra, Dilma, Marina, Plinio, o execrável Lula e tantos outros passarão, mas o Brasil ainda sobreviverá, apesar deles. O que a maioria quer saber é como sobreviveremos; se como um país destruído como a Venezuela ou como num país em que as oportunidades não sejam dadas apenas aos pelegos sindicalistas (um pleonasmo, desculpem-me), ex-guerrilheiros, ex-assaltantes de bancos ou ex-sequestradores.

O futuro do José Serra está garantido, ganhando ou perdendo a eleição. A ele será sempre possível sair do país, curtir uma aposentadoria ou lecionar em qualquer grande instituição pelo mundo.

E o futuro de quem fica? Daqueles que não têm a oportunidade de "fugir" caso a quadrilha continue no poder?

Cabe ao José Serra cidadão brasileiro decidir se quer ganhar essa eleição acreditando em Urnas Eletrônicas manipuláveis e fazendo o papel do bom moço ou se quer ganhar - e junto com ele levar os brasileiros de bem ao poder - falando alto e grosso, intimidando os que estão forjando resultados nas pesquisas, mas também aos que ousarão manipular os resultados já no primeiro turno.

A escolha é sua Serra; a nossa - de votar em você - nós já fizemos desde 1989: não queremos a petralhada no poder.

terça-feira, agosto 03, 2010

ULTIMO AVISO, DEPOIS SERÁ TARDE



Os meios de comunicação estão brincando com fogo. A CNBB - que não representa a Igreja Católica, salvo um ou outro bispo - e algumas denominações evangélicas - que não representam o protestantismo; antes representam os interesses de seus líderes no enriquecimento às custas de seus fiéis - estão desafiando o inferno.
A ascensão de Lula e sua camarilha ao poder, foi o primeiro passo para a realização do que sempre foi acordado no Foro de São Paulo; no entanto a ganância dos aliados úteis (setores do PMDB, PDT, PTB e outros envolvidos no escândalo do mensalão) barrou a tomada do poder, momentâneamente.
Desnecessário citar que, ao final do primeiro mandato com uma aprovação em torno dos 62%, o candidato Lula fácilmente ganharia a eleição no primeiro turno; estranhamente assim não aconteceu: ou erraram os Institutos de Pesquisas (alguém acredita neles?) ou a realidade era bem outra, some-se o desaparecimento de 11 milhões de votos dados a Alckmin no primeiro turno e teríamos uma eleição sob suspeição, mas quem levantou o problema?
No segundo mandato as investidas para calar a imprensa, interferir na Internet, legalização do aborto e outras maldades vermelhas, foram sendo sistematicamente adiadas, mas não abandonadas.
Em todo o primeiro mandato e também no segundo, o que não se viu foi uma imprensa atuante, formadora de opinião que escancarasse a realidade de um governo espúrio e desprovido de caráter. O que não se viu também foi a Igreja Católica (leia-se CNBB) e os evangélicos (AD - Madureira, Renascer, Sara Nossa Terra, IIGD e IURD entre outras) defendendo o que, à luz da Bíblia, seria contrário aos preceitos cristãos. O que se viu - e se vê agora, às vésperas de uma nova eleição - são esses setores dito Cristãos, se locupletando com o poder.

As pesquisas de avaliação do governo - que continuam em alta, provavelmente a caminho dos 99,99% de aprovação - são feitas pelos mesmos Institutos que se sentem acanhados em cumprirem a ordem dada: É Dilma na cabeça. Vagarosamente, mas consistentemente, Dilma ora empata, ora passa à frente. Os Institutos seguem o script de um filme de crime e mistério, não há graça nenhuma em saber-se o final logo no começo; Hitchcock ao invés de Tarantino. Mas já está tudo pronto. Na última pesquisa (do segundo turno 2010) Dilma estará à frente em todos os estados, pouca margem, mas suficiente para que ninguém venha a contestar o resultado final dado pelas urnas eletrônicas, tão seguras quanto subir os morros cariocas com um colete do BOPE só e desarmado.

Para a volta triunfal de Lula em 2014 será um pequeno passo; não que ele seja importante, não que seja ele o mentor intelectual de qualquer coisa, mas ele é necessário, é hilário, é quase um mico leão para as esquerdas de cá e de todo o mundo que aprenderam que a carranca de Stálin, de Mao, Pol Pot ou Fidel, não apaixonam tanto quanto a do bufão Chávez. É preciso um pouco de ternura. O assassino Chê vive estampado nas camisetas dos idiotas em todas as partes do mundo e está na hora de subistituí-las por Lula talvez.