terça-feira, fevereiro 12, 2013

Malafaia versus Gabi: a loura perdeu.




por Mirian Macedo - 




Repórter não discute, nem opina, repórter pergunta. Marília Gabriela está lá para perguntar e provocar, isto ela sabe fazer com competência. Na entrevista com o pastor Silas Malafaia, Marília Gabriela quis meter os pés pelas mãos e falar do que não sabe; estrepou-se. Malafaia pulverizou-a. Bem feito.

A loura nada sabe de ciência nem de religião, mas tem lado: defende todos os mantras politicamente corretos da esquerda (aborto, gayzismo, etc). Malafaia é contra e não amarelou. Deixou a loura militante desconcertada.

Gabi está acostumada a entrevistar pessoas para quem ela só tem que levantar a bola. Desta vez, encontrou quem a enfrentasse. Malafaia só não calou Marília Gabriela porque ninguém cala uma mulher. 

O que ficou claro, pelo que se falou depois da entrevista, é que qualquer pessoa que ouse falar em religião, na Bíblia ou pronunciar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo é rebaixado, independente do que fala, à condição de tosco, precário, indigente mental, obscurantista e retrógrado. 
  



Em contrapartida, qualquer 'iluminado' que defenda a manjada cartilha libertária (gayzismo, abortismo, eutanásia, ateísmo, liberação de droga, legalização da prostituição, etc.) é incensado e louvado nas alturas. Impressionaram o apoio a Marília Gabriela, a torcida para que ela ganhasse a discussão e o sucesso do vídeo "Resposta de geneticista a Silas Malafaia".

Pode-se criticar a abordagem do homossexualismo feita pelo pastor; afinal de contas, as suas causas e fundamentos ainda são questão aberta, não há conclusão se ser gay é genética ou comportamento ou uma mistura dos dois. 

Há uma profusão de teorias explicativas, envolvendo/excluindo fatores biológicos, psicológicos, culturais, morais, espirituais etc. Mas as objeções à argumentação de Malafaia não tiram o brilho da entrevista. 

A verdade é que não há nenhuma prova científica conclusiva de que homossexualismo tem fundamento genético. Nem de que não tem. O pastor poderia ter sido mais coerente ao argumentar. Se, por um lado, ele afirma que não há pesquisa científica provando nada, ele não poderia declarar categoricamente que homossexualismo é só comportamento.



Mas se Eli Vieira, o geneticista, fosse honesto e conseqüente, do ponto de vista científico, ele também teria que dizer que o assunto está sob investigação, que o debate não está encerrado, por aí. Porque este é o 'status quaestionis', no que diz respeito às causas, origens, bases e fundamentos do homossexualismo. 

E eu pergunto: qual é a autoridade científica de Eli Vieira, que não tem mais que 25 anos? Um bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas na UnB (sou formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília, entrei em 72 e saí em 1980, quando a UnB já não era granché; aliás, nunca foi) e um mestrado em "Evolução molecular de loci associados ao comportamento humano", na UFRS. 
O doutorado em Cambridge - Eli faz crer que ele já é doutor - foi iniciado somente este ano. Ele se formou em 2009, é só fazer as contas. Este currículo jamais seria suficiente para tanto "como eu já mostrei" e "simples assim'.

Não é preciso recorrer a nenhuma revista especializada em genética para pôr em xeque todas as 'provas' que o 'geneticista' Eli Vieira apresenta. Em 2007 (e nada mudou substancialmente desde então), a revista Galileu publicou extensa matéria cujo título é ‘O polêmico gene gay’.

A publicação cita pesquisadores contra e a favor da teoria de que o homossexualismo tem base genética e demonstra cabalmente: não há nada provado sobre gene gay, nem sobre gêmeos univitelinos terem maior probabilidade de serem ambos gays.

Uma pesquisa com gêmeos univitelinos chegou a 60% de probabilidade; outra, num universo mais abrangente, achou 7%, o suficiente para levar seus autores a afirmar que, "se há influência genética (no homossexualimso), ela é inexpressiva". Repetindo: a ciência nada pode dizer de concreto sobre a questão e a genética é a área que apresenta mais dificuldades para que se obtenham resultados confiáveis.

Há outro aspecto a ser considerado: se querem impugnar os argumentos de Malafaia por ele ser um homem da religião, Eli Vieira é um militante gay. E ateu. Ele é presidente da LiHS- Liga Humanista Secular, que ostenta orgulhosa, entre os prêmios recebidos (o único), o Troféu Triângulo Rosa do Grupo Gay da Bahia. 

A LiHS é uma ONG que "apóia pessoas não-religiosas que buscam viver eticamente sem crenças sobrenaturais e supersticiosas e que trabalha por uma sociedade aberta, com liberdade de crença, liberdade de expressão, e laicidade nas leis, na educação, na mídia, e no cenário público em geral, sem privilégios para a religião, especialmente a historicamente estabelecida".

Uma curiosidade: entre os Membros Eméritos da Liga Humanista Secular, figuram o deputado homossexual Jean Wyllys, do PSOL; o filósofo ateu, Daniel Dannett; o lingüista americano, também ateu, Daniel Everett; a antropóloga abortista, Débora Diniz e a militante ateísta, a finladesa Åsa Heuser, que é vice-presidente da LiHS. 

(Um parenteses: Heuser ganhou notoriedade, tempos atrás, ao defender o militante ateu, Haroldo Galves, acusado de pedofilia. A polícia encontrou em seu poder 65 mil fotos de crianças nuas, arquivadas em seu computador pessoal. Sobre Galves, Ana Heuser declarou:

"Ele nunca foi acusado de nada além de possuir algumas fotos de nus de menores de idade; principalmente não há uma única acusação de qualquer contato com alguma criança". (Comentário do site Marxismo Cultural: "Aparentemente, para a Sra. Ana Heuser, ativista ateísta, Vice-Presidente da Liga Humanista Secular do Brasil, ter fotos de crianças nuas é perfeitamente normal").

Voltando a Eli Vieira, para complementar as informações sobre seu painel de interesses, basta entrar na sua página no Facebook e dar uma espiada no que ele 'curte'. Ali, acaba o mistério:

"Cem homens em um ano; 
Lgbtts Ateus e Agnósticos; 
Feminews; 
Direitos dos Animais; 
Homem Feminista de Verdade;
Assentamento Milton Santos;
Anarcomiguxos; 
Católicas Pelo Direito de Decidir – CDD; 
Aborto é um Direito. Pela legalização do aborto no Brasil." 

Quanto à Teoria da Evolução, que Eli Vieira brande como o Troféu Fiat Lux da ciência, a única coisa sensata que se pode afirmar é que ninguém sabe se ela aconteceu ou não.

Além disto, é preciso saber de que Teoria da Evolução estamos falando: intra-espécie ou inter-espécie? Macro-evolução ou micro-evolução? Dentro da mesma espécie é uma coisa. Uma virar outra...opa! Calma que aí complica. Hoje, a Teoria da Evolução é que virou religião. Crença cega.

Quanto ao pastor Silas Malafaia, eu, às vezes, o apoio e estou do lado dele; em outras ocasiões divergimos. Desta entrevista, eu gostei. Eu sou católica, logo, tenho implícitas divergências teológicas com Silas Malafaia. Nenhum problema, religião se discute. Fé é que não se impõe.

Mas, minhas ressalvas mais sérias a Malafaia são as que dizem respeito ao apoio (inaceitável e inadmissível) que ele hipotecou ao petista Lula na sua campanha de 2002 e à sua reeleição em 2006, em que era escancarada a defesa pelo PT do casamento gay e do aborto. Um cristão não pode aceitar o aborto e o casamento entre homossexuais em hipótese alguma.

(Ele também apoiou FHC: ainda que o PSDB não inclua a defesa do aborto e casamento homossexual em seu programa, o partido aceita as duas teses, como ficou claro na elaboração do PNDH-1 e 2, alterado para pior pelo PT no PNDH-3. Entre PT e PSDB, melhor PSDB, claro). 

Apesar do erro de apoiar Lula, Malafaia teve a coragem de rever sua posição e, na eleição de 2010 para Presidente da República, ele declarou seu voto contra Dilma Rousseff e contra Marina Silva pela defesa que seus partidos - o PT e o PV - fazem do aborto e do casamento gay.

Convém não esquecer que o cristão Silas Malafaia foi um dos únicos na comunidade evangélica - junto com o abençoado e brilhante Pastor Paschoal Piragine Jr., da Primeira Igreja Batista de Curitiba - a desencadear uma campanha corajosa contra o PT na campanha de 2010. A questão era a defesa da legalização do aborto no programa do Partido dos Trabalhadores.

Por ocasião da votação da PL 122, Malafaia foi, com milhares de pessoas, para a frente do Congresso Nacional denunciar a aberração do projeto de lei (que criminaliza a “homofobia” e fere a liberdade de culto) e defender a família brasileira. 

Quanto à denúncia de enriquecimento da Forbes, o assunto está fora da minha alçada. Para chamar Malafaia de ladrão, eu tenho que ter provas. Malafaia prometeu processar a revista. Aguardemos.


PS: Há um texto sobre homossexualismo escrito pelo psiquiatra Eduardo Adnet, de Curitiba, que formou-se em medicina há 25 anos (a idade de Eli). Vale a pena ler o ensaio de Adnet. A abordagem é bem ampla: médica, sociológica, psicológica e ideológica: Homossexualidade é Doença?

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Corrupção no Brasil faz hora extra.









Titulo original:Licença Ambiental Prévia de aterro sanitário da empresa Torre é emitido pela ADEMA de Sergipe em horário noturno

por Enio Noronha Raffin (do site Mafia do Lixo)



A revista Época, dessa segunda-feira (11/02), traz um detalhe que merece uma profunda investigação do Ministério Público do Estado de Sergipe.

O jornalista Felipe Patury, em sua coluna na revista Época, edição 768, página 26, diz que “a Grande Aracaju carece de aterro sanitário. À empreiteira Torre pretende resolver o problema construindo um no município de Nossa Senhora do Socorro. A área escolhida está em litígio. Ela foi loteada em 1983 por uma fundação. A prefeitura local deveria receber a área, destinada a 34 ruas e nove praças. A fundação vendeu o terreno á Torre, sem ressarcir a prefeitura. Desde o início de 2012, uma ONG tenta melar o negócio. A Torre diz que o município não teve qualquer dano, porque as ruas e praças não foram construídas, e o objeto da ação prescreveu.Neste ano, a entidade ambiental de Sergipe ignorou o processo e liberou a construção do aterro. O documento foi emitido às 22h53 do dia 23 de janeiro. Trabalham muito os funcionários da agência.”



Ora, é inacreditável que um funcionário público estadual, pertencente ao quadro da Administração Estadual do Meio Ambiente – ADEMA, de Sergipe, tenha fornecido o licenciamento ambiental, denominado Licença Prévia, para a Torre Empreendimentos Rural e Construções Ltda e seu Pólo de Gerenciamento de Resíduos de Itacanema, no horário extra e noturno das 22:51:53 do dia 23 de janeiro de 2013!.








No dia seguinte, 24 de janeiro, a empreiteira Torre Empreendimentos Rural e Construções Ltda já fazia uso do documento, tendo protocolado o ofício Ger. Cont.016/2013 na Empresa Municipal de Serviços Urbanos – EMSURB, da Prefeitura de Aracaju, encaminhando cópia da Licença Ambiental Prévia no. 227/2013 (aquela que foi emitida no horário das 22:51:53 no relógio da ADEMA), informando que “no mais curto tempo possível, estaremos recebendo também a Licença de Instalação, haja vista estarmos de todo o material, estudos, projetos destacados nesta LP, e assim iniciando as obras”.

O que a empreiteira Torre Empreendimentos Rural e Construções Ltda não informou para a Administração Estadual do Meio Ambiente – ADEMA, é que o RIMA (volume II) que integra o material, estudos, projetos destacados nesta Licença Ambiental Prévia no. 227/2013 traz uma fotografia digital de um empreendimento de Santa Catarina, denominado de Tijuquinhas, na tentativa de convencer os sergipanos, em especial os moradores da cidade de Nossa Senhora do Socorro, do quanto é aprazível a região do seu aterro sanitário.

Ora, apresentar o Polo de Gerenciamento de Resíduos de Itacanema no RIMA, com foto de um aterro sanitário em Santa Catariana, é uma fraude, até porque o titular proprietário da fotografia digital não concedeu autorização para a Torre Empreendimentos Rural e Construções Ltda a fazer uso da imagem, a qual pertence ao administrador Enio Noronha Raffin, editor do blog Máfia do Lixo.

A velocidade com que acontece o licenciamento ambiental do empreendimento dessa empreiteira (a ADEMA imitiu em horário extra e noturno dia 23 e no dia seguinte já era entregue na prefeitura de Aracaju) é um dos itens que deve ser investigado também pelo Ministério Público Federal (MPF), onde tramita o INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, processo no. 1.35.000000247-2012-05, que tem por objetivo a apuração de possíveis irregularidades na construção do aterro sanitário denominado “Polo de Gerenciamento de Resíduos – Itacanema”, de responsabilidade da empresa Torre Empreendimentos Rural e Construção LTDA., localizado no Povoado Taboca, em Nossa Senhora do Socorro, Sergipe.


domingo, fevereiro 10, 2013

O lado obscuro do milagre chinês.







por Luis Dufaur




O “milagre” chinês tem um lado sombrio. A coluna vertebral de seu salto econômico são os mais de 200 milhões de migrantes que abandonaram o campo para buscar trabalho na cidade – revelou a BBC.
Esses migrantes constituem um terço da população economicamente ativa (de 15 a 65 anos de idade) e não têm acesso à saúde ou à educação. Para eles, o “milagre” chinês é uma utopia ou um pesadelo.
A BBC Mundo entrevistou a escritora Hsiao Hung-pai, autora de Scattered Sands e Chinese Whispers, dois estudos-chave sobre o fenômeno da migração chinesa.

BBC – A Sra. descreve uma marginalização e grande vulnerabilidade dos migrantes no setor de mineração, onde mais de três mil morrem por ano, nas fábricas ou nas construções.

Hsiao Hung-pai – Os trabalhadores migrantes ganham a metade do salário típico urbano e não têm nenhuma proteção trabalhista ou legal.

Não têm contrato, as condições de segurança são precárias ou inexistentes, o salário é baixo e, dada a ausência de direitos trabalhistas, muitas vezes simplesmente não são pagos.
A isso se soma o tema do registro domiciliar, o Hukou, que dá acesso à saúde e à educação públicas. Um camponês se ficar doente, deve pagar como paciente particular ou voltar à sua região de origem para ser atendido. Uma operação de emergência pode ser uma tragédia.
Estes mais de 200 milhões de migrantes internos são fantasmas que circulam pelas cidades chinesas sem qualquer tipo de direitos.

BBC – Eles migram porque na cidade estão melhores que no campo.

Hsiao – Trata-se de uma decisão desesperada. A saúde está nas mãos do Estado, mas desde que Deng Xiaoping lançou sua Gaige Kaifan – abertura pró-capitalista da economia – ela é gerenciada com critérios de benefício econômico e o atendimento médico é caro e inacessível para muitos.
Outra razão típica da migração é o confisco de terra. As autoridades municipais confiscam a terra sem pagar a compensação de acordo com a lei. Sem essa terra, os camponeses migram para a cidade.

BBC – A China precisa de consumidores que sem acesso à saúde e à educação terão de economizar em vez de consumir. 

Hsiao –Na China não existe o conceito de que esses camponeses são cidadãos.Na saúde, a situação é dramática, os camponeses ficaram sem cobertura médica.

BBC – O grau de conflitos sindicais é muito alto.

Hsiao – Com a crise econômica de 2008 milhões perderam seus empregos, muitas vezes sem que lhes pagassem o que lhes deviam. Segundo as autoridades, houve uma média de 80 mil incidentes por ano desde 2008, entre eles distúrbios, protestos, greves e ocupações.
O sindicato oficial não representa os trabalhadores e se opõe a qualquer tipo de protesto, e os trabalhadores se organizaram informalmente e obtiveram várias vitórias.
Mas na China não é possível ter organizações independentes. Cerca de 80% das ONGs são ilegais.
Hsiao – Não há mudança à vista. As mudanças não podem ocorrer.

BBC – Não é uma ironia que depois de mais de 60 anos de uma revolução encabeçada pelos camponeses, eles sejam os grandes excluídos?

Hsiao –Durante [o governo de] Mao, a coletivização do campo serviu para manter o crescimento industrial e a população urbana.
O mundo fala de um milagre chinês. Mas se alguém vai aos mercados de trabalho informais das grandes cidades, a história que ouve é totalmente diferente. Os migrantes falam da exploração, da corrupção, da discriminação e da marginalização em que vivem. É um mundo totalmente diferente que afeta a mais de 200 milhões de pessoas.
Como é possível considerar milagroso um modelo que explora um terço de sua população economicamente ativa?
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E tudo começou em novembro de 2004:



O Brasil reconheceu a China como uma economia de mercado durante a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao (China), em Brasília, como queria o governo chinês.


"O presidente Lula anunciou (durante a reunião) o reconhecimento do status de economia de mercado para a China", disse Hu Jintao, depois do encontro. No fim do dia, Lula confirmou a informação.

"O Brasil hoje deu uma demonstração de confiança, deu uma demonstração de que a nossa relação estratégica é para valer. Isso é a demonstração mais inequívoca da objetividade, da seriedade e da prioridade que nós damos à relação Brasil-China", afirmou Lula.

Hu Jintao elogiou a decisão brasileira. "Essa postura do Brasil vai certamente criar as condições para uma relação estratégica muito mais rica e vai favorecer a cooperação econômica e comercial (entre os dois países)."
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A modernidade chinesa:


Uma agência de notícias chinesa, o Shanghai Evening Post, conseguiu retratar uma realidade muito pouco conhecida pela população mundial. No início do mês de setembro, o veículo infiltrou um de seus jornalistas na fábrica da Foxconn em Taiyuan, na China, onde é produzido o novo iPhone 5, lançado no último dia 12. 

O jornalista se passou por um funcionário novato durante dez dias, reunindo informações e imagens sobre o trabalho da fábrica, o processo de produção e a rotina intensa e desumana imposta aos profissionais. A empresa realiza a montagem de outros aparelhos eletrônicos como o iPad e o Xbox 360 e é conhecida pelas péssimas condições de trabalho que oferece aos seus empregados. 



Alojamentos destinados aos funcionários não possuem limpeza e conforto mínimos. (Foto: Reprodução)



Os funcionários trabalham sobre a pressão de cumprir uma meta de 57 milhões de iPhones fabricados ao ano, prazo este estipulado e fiscalizado com rigor pela Apple. Logo no primeiro dia, o jornalista passou por um rápido processo de seleção, pouco depois de responder questões sobre suas faculdades mentais. Em seguida foi levado à fabrica, onde teve início o período de treinamento.

Os alojamentos, por sua vez, chamaram ainda mais a atenção do repórter do que a rigidez na empresa. Todos eram sujos e apresentavam mau cheiro, além de não possuírem condições mínimas de conforto e estarem infestados de baratas. Já no segundo dia de trabalho todos os novos funcionários foram obrigados a assinar contratos após se alimentarem num refeitório superlotado. Neles, haviam cláusulas a respeito do vazamento de informações adquiridas no local, sem ao menos citar assuntos como acidentes de trabalho e horas extras. 


Funcionários se alimentam com comida de má qualidade e em um refeitório superlotado. (Foto: Reprodução)

  




Ao longo dos outros dias de treinamento o repórter ressaltou a naturalidade com que os funcionários responsáveis pela supervisão do trabalho de produção tratavam mal os operários.
Segundo o jornalista, os instrutores afirmavam que o tratamento era adotado daquela forma para o bem de todos. O estresse era aliviado em uma área livre, reservada para os gritos guardados dos trabalhadores durante o período de trabalho, enquanto que tentativas de suicídios eram combatidas com a instalação de grades em todas as janelas da fábrica.


Operários passam por revista diária antes de acessar a linha de produção do novo iPhone 5 (Foto: Reprodução)


   

Após a fase de treinamento, os novos operários conheceram a linha de produção do novo iPhone. Para entrar no local, cuja segurança é máxima, todos são revistados e passam por detectores de metais, obrigando todos a retirar fivelas de cintos, correntes, brincos e aparelhos eletrônicos. Vale lembrar que cada operário ganha em média R$ 8 a cada duas horas, mesmo que sejam realizadas durante a madrugada.

O repórter retratou também passagens onde funcionários descarregaram a raiva esmurrando aparelhos ainda na esteira de montagem, enquanto seus supervisores não estavam por perto. Ainda segundo o jornalista, apenas dois dos 36 operários que iniciaram o processo de seleção permaneceram no trabalho. Após o 10º dia, ele não suportou o cansaço e o estresse e pediu demissão da empresa.


Fontes: IPCO; BBC Brasil e br.finanças.yahoo

sábado, fevereiro 09, 2013

Como o estado irá definhar até se tornar irrelevante.











Como o estado irá definhar até se tornar irrelevante.

por Jeffrey Tucker





O Google comprou o YouTube em 2006, quando a histeria sobre violações de direitos autorais estava em seu auge. Os novos proprietários do YouTube imediatamente se ocuparam em tentar criar uma plataforma condizente com os padrões legais para evitar bilhões de dólares em processos pendentes. Os usuários do YouTube estavam postando uma enorme quantidade de material protegido por direitos autorais, e a Google seria responsabilizada judicialmente por isso. 

Durante os três anos seguintes, as retiradas de materiais postados ocorreram furiosamente. Usuários estavam tendo seus materiais deletados. Filmes caseiros que utilizavam músicas de fundo protegidas por direitos autorais tiveram seu som apagado. Vídeos que faziam homenagens a artistas populares utilizando suas músicas sumiram. Até mesmo vídeos que mostravam pessoas dançando em seus carros enquanto ouviam alguma música foram abolidos.

Isso não era divertido para ninguém. Os artistas não gostaram dessas medidas. Eles são os mais beneficiados quando um fã faz um vídeo em sua homenagem e ficam contentes (e lisonjeados) em ver sua música sendo difundida. Os proprietários dos direitos autorais também não ganharam nada com essa censura. Eles não obtinham nenhuma receita com a retirada dos materiais.

Já a Google não gostou nada de ter de fazer isso por causa de todos os gastos que teve de incorrer para criar programas que vasculhassem continuamente o site. Era também constrangedor quando esses seus programas deletavam um vídeo caseiro de uma festa infantil só porque as crianças estavam cantando "Parabéns pra Você". Para os consumidores e usuários, ter seu vídeo removido é um insulto imperdoável.

Ou seja, ninguém realmente se beneficiava desse sistema. E a situação estava se tornando cada vez mais difícil de ser controlada, uma vez que os uploads de vídeos cresciam exponencialmente (48 horas de vídeos novos surgem a cada minuto). Mas ainda assim a censura perdurou. A presunção de que músicas protegidas por direitos autorais não podiam ser postadas no YouTube estava enraizada no sistema.

Ninguém realmente gostava da maneira como o sistema funcionava. Mas era difícil imaginar outra forma. Afinal, aquele era o sistema que a lei havia construído. E certamente a lei deve prevalecer independentemente de quão absurdo seja o resultado. Era como as cenas de As Bruxas de Salem, de Arthur Miller: ninguém em Salem realmente acreditava na prática de matar bruxas, mas as pessoas prosseguiam com a carnificina porque era assim que o sistema funcionava.

Era evidente que a lei havia criado uma situação insustentável. Ela criou um sistema custoso demais para todos. Não podia continuar assim. Mas o que iria mudá-lo? E como? Foi exatamente aí que as forças da economia de mercado vieram ao resgate.

A Google criou um novo sistema que exibe anúncios comerciais na parte inferior de cada vídeo. E permitiu também a veiculação de propagandas antes do início dos vídeos. Várias dessas propagandas são incrivelmente interessantes, diga-se de passagem, e nada aborrecidas para os usuários, como poderiam ser — mesmo porque há a opção de pulá-las após 5 segundos de exibição. (Toda a instituição dos anúncios comerciais no YouTube merece um artigo à parte).

Adicionalmente, a Google costurou um acordo entre os usuários do YouTube e os proprietários de direitos autorais. Se um determinado vídeo infringisse direitos autorais, o proprietário destes direitos seria notificado e teria então duas opções: ordenar a retirada do vídeo ou permitir um anúncio comercial neste vídeo, o qual lhe garantiria receitas. Praticamente todos optaram pela solução comercial, e simplesmente porque é mais vantajoso para o proprietário ganhar dinheiro do que perseguir o criador do vídeo utilizando o sistema judicial.

Os proprietários dos direitos autorais aprenderam nesse processo algo que já era óbvio para muitos de nós havia muito tempo, mas que, por motivos estranhos, ainda não havia sido captado pelos fiscais da lei. Eles aprenderam que aquilo que parece ser uma violação da lei e uma transgressão dos direitos de propriedade pode ser retrabalhado e transformado em uma forma pacífica e mutuamente benéfica de publicidade. O maior inimigo de qualquer empreendimento comercial é a obscuridade; e não há maior aliado do que pessoas atentas que podem eventualmente vir a se tornar clientes.

Hoje, o YouTube hospeda uma vasta quantidade de materiais que, dois anos atrás, eram considerados piratas e ilegais. Está tudo lá, atendendo às demandas de milhões de usuários que não pagam um centavo para utilizar este serviço. Ele está fazendo aquilo que o Napster fazia na virada do século, antes de ser destruído pelo governo. A diferença é que o acesso gratuito é financiado por meio de formas pacíficas de publicidade. Aquilo que a lei estatal havia transformado em uma guerra de todos contra todos, o mercado converteu em um sistema de paz e abundância para todo mundo.

Trata-se de uma solução absolutamente brilhante, além de ser um fantástico exemplo de como o mercado é capaz de fornecer soluções pacíficas para problemas que, caso contrário, o estado iria abordar com coerção e brutalidade. A solução do mercado para este caso foi do tipo "breaking bad"[1], no sentido de que foi uma rejeição explícita a tudo que o estado estava tentando impor. E como os custos impostos pela agressiva abordagem estatal estavam crescendo enormemente, o mercado encontrou outra saída. Guerra custa caro.

Já a prosperidade requer paz. O estado queria guerra, mas o mercado disse 'não'. É claro que seria muito melhor se as regulamentações e as proteções aos monopólios intelectuais fossem revogadas e o próprio mercado fosse incumbido da tarefa de criar modelos comerciais de distribuição em um ambiente livre de intervenções. Porém, em vez de apenas ficar inerte esperando por mudanças na lei, o setor privado encontrou uma forma de contornar a lei.

E esta solução está mudando completamente a maneira como se faz distribuição musical. Quando o cantor/rapper sul-coreano PSY surgiu com sua música "Gangnam Style", ainda em julho deste ano, seu vídeo se tornou um viral muito além das expectativas de qualquer ser humano. Ele está fadado a ser o primeiro vídeo do YouTube a receber 1 bilhão de visualizações, e tudo isso em um extremamente curto período de tempo.






PSY (Park Jae-Sang) é um artista que padecia no anonimato havia uma década. Ele sabia o valor da exposição. Quando sua música começou a ser pirateada, quando restaurantes com o nome de Gangnam Style começaram a surgir, quando camisetas e produtos com sua marca começaram a pipocar por todos os lados, ele veementemente se recusou a impingir sua propriedade intelectual. Ele muito sabiamente percebeu que qualquer tipo de compartilhamento de sua imagem poderia ser positivo para ele. E, sem nenhuma surpresa, estima-se que ele irá faturar US$8,1 milhões este ano apenas com downloads de sua música no iTunes, ingressos para suas apresentações e publicidade. Graças à sua recusa em participar do sistema estatal de proteção ao monopólio intelectual, ele se tornou um dos músicos mais famosos do mundo, e rapidamente será um dos mais ricos também.

Vale a pena pararmos para refletir um pouco sobre as lições deste exemplo. Em nossa época, o aparato de regulação estatal — não apenas para a propriedade intelectual, mas também, e principalmente, para todas as áreas da economia — criou uma situação intolerável e insustentável para todos os cidadãos. Até mesmo aqueles que imaginavam que iriam se beneficiar das regulamentações protecionistas não estão colhendo as promessas — pelo menos não no grau em que imaginaram. E é assim porque a marcha da história não pode ser interrompida nem mesmo pelas maiores e mais violentas tentativas de coerção estatal. O mercado sempre irá prevalecer — o que é apenas outra forma de dizer que a ação humana irá preponderar sobre a coerciva maquinaria do estado — no longo prazo.

Estamos testemunhando isso em todas as áreas da vida. As leis estatais antidrogas estão sob séria pressão de pessoas revoltadas com as horrendas ondas de encarceramento por causa de ações que a maioria das pessoas não considera serem crimes sérios (como fumar maconha). A educação pública, por mais poderosos que sejam os sindicatos de seus funcionários, está desacreditada, e sua decadência está levando os pais a optarem pelo ensino doméstico autônomo, pela educação via internet ou por alternativas criativas oferecidas pelo mercado (como a Khan Academy). Em poucos anos, a educação pública — e sua usina de doutrinação marxista — deixará de ter qualquer importância.

Até mesmo o até então poderoso e intocável setor bancário está passando por turbulências, não obstante todas as tentativas dos bancos centrais e dos governos de monopolizarem o sistema. A nova moeda Bitcoinestá crescendo e prosperando, não obstante todas as tentativas de dizer que o arranjo é uma farsa e uma fraude. Novos sistemas de pagamento estão surgindo diariamente na forma de cartões-presentes [também chamado de Gift Card, é um cartão pré-pago que tem como objetivo ser usado para presentear pessoas para quem você não sabe qual presente específico dar] e de cartões que podem ser instantaneamente carregados com dinheiro. Aplicações digitais estão permitindo novas formas de empréstimos que contornam completamente o sistema oficial chancelado pelo estado.

Pessoal, se vocês quiserem entender como o estado entrará em colapso no futuro, é para essa direção que vocês têm de olhar. O colapso do estado não ocorrerá pela via política. Não ocorrerá por meio de reformas implementadas de cima para baixo. Ocorrerá, isso sim, por meio do sistema empreendedorial de tentativa e erro, pois o mercado não ficará inerte. Tendo de lidar com os pavorosos custos impostos pelo anacrônico sistema estatal, o mercado continuará encontrando maneiras criativas e surpreendentes de burlar o aparato coercivo, inventando com eficácia novas esferas de liberdade que permitirão que o progresso ocorra.

Todo e qualquer ato de empreendedorismo é, por definição, revolucionário. Há um espírito anarquista em sua raiz. Um ato empreendedorial é um ataque ao cerne do status quo. Empreender significa estar insatisfeito com a atual situação. Empreender significa imaginar algo novo e melhor. Empreender é um ato que produz mudanças graduais, inesperadas e não consentidas, pois acrescenta uma nova dimensão de experiência a como nos vemos, a como nos entendemos e a como interagimos com os outros.

Sem empreendedorismo, a história não registraria nenhum momento de progresso, a nossa compreensão do quão singular e especial é essa nossa época neste mundo seria para sempre indefinida, e toda a sociedade iria atrofiar até finalmente morrer. Com o empreendedorismo, toda e qualquer tentativa de controlar e paralisar o mundo encontra resistência e, no longo prazo, sempre fracassa.

A história nos ensina que aqueles que ousam tentar bloquear o progresso humano sempre acabam sendo atropelados. Sim, haverá muito atrito e vários poderosos serão vitimados à medida que tentamos nos mover do atraso para o progresso. Mas chegaremos lá, um ato de desobediência criativa de cada vez.


[1] Trocadilho com um seriado americano homônimo. O termo "breaking bad" é uma gíria do sul dos EUA que significa que alguém se desviou do caminho correto e passou a fazer coisas erradas.




sexta-feira, fevereiro 08, 2013

A CAPIVARA DO RENAN.













Título original:“A imoralidade ri dos cidadãos de bem”



Acusado dos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito para o seu segundo mandato a frente do Senado Federal por 56 votos contra 18, nesta sexta-feira, dia 1º. Alçado ao mais alto posto do Legislativo, Calheiros também responde a processos por crime ambiental, improbidade, notas frias, nepotismo e tráfico de influência.

Na opinião do cientista político Luiz Felipe D’Ávila, a eleição de Renan Calheiros representa a vitória do corporativismo e da perpetuação do espírito oligárquico que se instalou no Senado. D’Ávila interpreta a eleição do peemedebista como o fracasso da oposição.

“Isso retrata a fragilidade da oposição e sua incapacidade de exercer o seu papel constitucional de fiscalizador do governo e de propositor de ideias e propostas alternativas”, afirma D’Ávila.

Assim como o cientista político, o advogado Sebastião Ventura da Paixão criticou a letargia da oposição. Para ele, a paralisia oposicionista repercute sobre ânimo do povo que parece não mais acreditar na política e no seu inerente poder renovador.

O novo mandato de Renan Calheiros reforça a ideia de que no Brasil existem dois pesos e duas medidas, pois mesmo havendo a Lei da Ficha Limpa um político com histórico de desrespeito às leis assumirá a presidência do Senado. Sebastião lembra que de nada valem boas leis de eficácia zero. “O Brasil gosta muito de mudar a lei, mas não tem o hábito de aplicar a lei”.

Ele explica que, no caso de Renan Calheiros a própria Constituição inviabilizaria a candidatura. “Ora, o artigo 37 da Lei Maior fixou a moralidade como princípio obrigatório e cogente de qualquer dos Poderes da República. E aí, me pergunto: será que os senhores congressistas desconhecem o artigo 37 da Constituição? Ou será que o desconhecido é a própria moralidade pública?”.

Sobre o impacto da eleição de Renan Calheiros para a política nacional, Ventura diz que a situação é preocupante porque os costumes políticos vão de mal a pior com o passar do tempo. “Infelizmente, o panorama político nacional é árido e pouco animador. A imoralidade ri dos cidadãos de bem”.



A eleição do peemidebista já era dada como certa. Mesmo assim, houve pressão da sociedade civil, que reuniu mais 300 mil assinaturas em uma petição virtual contra a candidatura. Em outro protesto, a ONG Rio de Paz colocou 81 vassouras e baldes em frente ao Congresso Nacional, na última quarta-feira, dia 30 de janeiro.

DÁvila questiona o alcance das reivindicações populares. Para ele, a indignação popular é rasa e se restringe a publicar um post na internet, assinar uma petição ou mandar uma carta ao jornal. Segundo D´ Ávila, é necessário mobilização popular e ação política. “Enquanto a indignação não ocupar as ruas e o Parlamento os oligarcas da política vão rir da nossa cara”, concluiu.

(Fonte: Instituto Millenium)

No jargão popular, vamos à "capivara" do Renan:
(extraído do jornal Folha de São Paulo de 01/02/2013)

Em 2007, Renan tornou-se suspeito de pagar despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, que trabalha para a empreiteira Mendes Júnior. Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e afirmou que tinha ganhos com a venda de gado. O senador pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

A denúncia foi revelada pelo site da revista "Época". Nela diz Gurgel: "Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira".

Renan foi acusado de falsidade ideológica e uso de documento falso porque, segundo a Procuradoria, "utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada".

De 118 cheques por Renan como pagamentos da pensão, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas. Além disso,39 tinham como beneficiário o próprio senador."No verso de alguns destes cheques destinados ao próprio Renan, havia manuscritos que indicam o provável destino do dinheiro, tais como 'mão de obra reforma da casa', 'reforma Barra' e 'folha de pagamento', o que diminui ainda mais sua capacidade de pagamento", escreveu Gurgel.

A maior parte das provas usadas pelo Procuradoria já estavam presentes no laudo preparado pela PF em 2007. Por exemplo, o depoimento de José Leodácio de Souza, que teria comprado 45 bois, mas negou. Para Gurgel, isso, "confirma a falsidade ideológica dos documentos apresentados".

Por fim, a denúncia aponta a suposta lucratividade recorde dos negócios do senador. Segundo a PF apontou em 2007, houve "resultado fictício". Em sua denúncia, diz o procurador: "A ausência de registro de despesas de custeio () implica resultado fictício da atividade rural, o que explica a espantosa 'lucratividade' obtida pelo denunciado entre 2002 e 2006".

Segundo a denúncia, o peculato estaria configurado com desvio de verba indenizatória do Senado."No curso deste inquérito, também ficou comprovado que, no período de janeiro a julho de 2005, Renan Calheiros desviou, em proveito próprio e alheio, recursos públicos do Senado Federal da chamada verba indenizatória, destinada ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar".

O dinheiro ia para a Costa Dourada, uma locadora de carros de Alagoas em nome de Tito Uchôa, que já foi apontado como laranja de Renan em rádios e TVs. 


quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Não distorçam os fatos, o Hezbolá é terrorista.









por José Maria Aznar e David Trimble (*)






O terrorismo jihadista ainda vive e, como mostram os fatos ocorridos no Mali e na Algéria, ainda pode nos ameaçar diretamente. Os tumultos ocorridos no norte da África nos fazem lembrar que o jihadismo não tem fronteiras e que, ao confrontar o terrorismo, é sempre melhor prevenir que lidar com suas consequências. A União Europeia (EU), no entanto, algumas vezes se recusa a encarar a realidade do terrorismo. Um forte argumento a favor da nossa opinião é o Hezbolá.

Em julho do ano passado, um ônibus lotado com turistas israelenses foi explodido por um jovem suicida em Burgas, Bulgária. Cinco israelenses e o motorista búlgaro foram mortos. Todas as evidências apontam para um ato concebido e executado pelo Hezbolá. Apesar desta atrocidade, alguns governos europeus não querem declarar o Hezbola´ uma ameaça à segurança e colocá-lo na lista de terroristas da EU. Esta recusa baseia-se no desconhecimento da natureza do grupo. O Hezbolá não é apenas uma milícia libanesa e um partido político. Ele é o braço armado do Irã. Desde a sua concepção em Teerã em 1982, ele tem se dedicado aos objetivos revolucionários da expansão internacional do islamismo xiita, como sonhava o aiatolá Komeini.

O fato de ter assentos no Parlamento libanês e cargos no gabinete não significa que os seus líderes considerem-se apenas mais uma facção libanesa – ele também comete o assassinato dos seus opositores políticos (um tribunal da ONU declarou que o assassinato de Rafiq al-Hariri, primeiro-ministro libanês, foi tramado pelo Hezbolá).

O Hezbolá tem visão e alcance globais. Ele já perpetrou ataques em lugares tão distantes como a Argentina, Geórgia, Israel, Tailândia, Turquia e Arábia Saudita, além do Líbano. Ele já esteve envolvido em atividades ilegais, mas muito lucrativas, na América Latina e na África Ocidental. Por exemplo, ele já traficou drogas e fez lavagem de dinheiro na selva colombiana sob o controle das FARC. De acordo com agentes americanos, o Hezbolá está profundamente envolvido no contrabando de drogas para a Europa.

Algumas pessoas argumentam que existe uma diferença entre a ala militar, a ala política e suas atividades beneficentes. Estão enganados, é tudo um único corpo e cada parte desempenha um papel na estratégia geral. Os líderes que dirigem seus hospitais e escolas, o líder militar, e os representantes políticos, estão todos juntos sob a liderança do secretário-geral, Hassan Nasrallah. Naim Qassem, seu sub-secretário, declarou em outubro último: “Nós não temos uma ala militar e outra ala política. Nós não temos o Partido de Alá e o Partido da Resistência. Estas diferenças não existem, nós as rejeitamos”.

O Hezbolá está comprometido com a revolução violenta, ele se considera em confronto total com o nosso modo de vida. A ideia de que o engajamento do Hezbolá no processo político e institucional libanês poderia moderá-lo já provou ser uma ilusão perigosa. Atualmente, ele intervém na Síria a favor de Bashar al Assad e nós logo saberemos de todas as atrocidades cometidas por seus militantes.

Alguns governos europeus argumentam que ainda não chegou a hora de colocar o Hezbolá na lista de terroristas da EU. Mas o que mais é necessário para tomar tal decisão? Fatos oficiais, pesquisas particulares, inquéritos parlamentares, um após o outro, têm revelado as conexões terroristas.

Nós entendemos a cautela de nações que têm cidadãos vivendo no Líbano ou tropas de pacificação lá estacionadas. Mas o temor não pode ser o substituto da atitude moral. Nós precisamos lembrar que a UNIFIL II (força de paz da ONU no Líbano) foi enviada em 2006 para desarmar o Hezbolá, não para tornar-se refém dele. Pelo que sabemos o Hezbolá conseguiu rearmar-se desde o conflito de seis anos atrás. De acordo com a Inteligência de Israel, o arsenal de 10.000 foguetes tinha sido reduzido pela metade durante a guerra, mas hoje expandiu-se em seis vezes o número inicial, apesar da missão da ONU.

Enquanto o Irã fica cada vez mais nervoso com o impacto das sanções, a possibilidade de Teerã contra-atacar através dos seus afilhados terroristas deve merecer uma consideração mais séria. David Benjamin, coordenador do antiterrorismo do Departamento de Estado norte-americano, declarou em agosto passado: “Nós estamos cada vez mais preocupados com as atividades do Hezbolá em numerosas frentes, inclusive sua campanha terrorista em todo o mundo… e nós avaliamos que ele pode atacar em qualquer lugar sem nenhum aviso”. Colocar o Hezbolá na lista de terroristas diminuirá sua habilidade de servir os propósitos sinistros dos aiatolás de Teerã.

Após o ataque na Bulgária, alguns governos europeus disseram que devemos esperar até que a investigação oficial esteja concluída para decidir se o grupo deve ou não ser incluído na lista. Outros argumentam que apenas a ala militar deve ser considerada como terrorista. Nós sabemos por experiência própria, na Espanha e na Irlanda do Norte, que o terrorismo não pode ser derrotado a não ser que você corte todos os seus tentáculos e isto inclui as organizações políticas e financeiras. Não se enganem – as organizações terroristas usam todos os meios ao seu dispor para sobreviver, florescer e alcançar seus objetivos.

O Hezbolá já está presente e ativo no solo europeu, suas atividades e redes ilegais cobrem o continente. Ele já mostrou que quer agir na Europa. E por este motivo os governos europeus devem agir agora para estigmatizar o Hezbolá e suas atividades, visões e objetivos.. O Hezbolá não é o Partido de Deus, é o Partido do Terror e nós devemos tratá-lo como tal.


David Trimble (Primeiro Ministro da Irlanda de 1998 a 2001 e Nobel da paz de 1998)
Eles são cofundadores da Iniciativa dos Amigos de Israel.

Tradução: Adelina Naiditch – Naamat Pioneiras Brasil

Imagem do Ilhas.blogspot.com

domingo, fevereiro 03, 2013

Por dentro das Forças de Defesa de Israel.



Chesed, Misericórdia.


por Lorna Simcox(*)


“É inimaginável”, disse Gruber, “que um exército diga ao inimigo antecipadamente quando irá atacar. Mas nós o fazemos para evitar danos colaterais. Arriscamos nossa vida para proteger os palestinos”.

Quando um deles é morto ou fica ferido, outro rapidamente toma a arma dele para parecer que as FDI atiraram em um civil desarmado. Está tudo ali, no filme.



Situação 1
Sua missão é bombardear uma casa em território inimigo, ocupada por conhecidos terroristas. Dentro dela, eles estocaram uma enorme quantidade de munições exclusivamente para uso contra seu país. Segundos antes de soltar a bomba, você observa do seu avião que há pessoas se ajuntando no telhado. O que você faz? Você bombardeia a casa e se arrisca a matar as pessoas? Você abandona a missão? Você tem oito segundos para decidir.

Situação 2
Sua missão é lançar um míssil e destruir um jipe que está levando um grupo de conhecidos terroristas, que já assassinaram muitos de seus compatriotas. Subitamente, o jipe começa a entrar no estacionamento fechado de um prédio em território inimigo. Você não sabe nada sobre aquele prédio. É uma escola? Uma casa de repouso para idosos? Quem está lá dentro? O que você faz? Você bombardeia o veículo e se arrisca a matar as pessoas dentro do prédio? Você abandona a missão? Você tem oito segundos para decidir.

Situação 3
Sua missão é matar um conhecido terrorista em território inimigo; ele está fugindo com seu rifle de ataque AK-47. Ele vê você. Subitamente, ele corre em direção a um grupo de crianças que estão com suas mochilas nas costas e que parecem estar esperando por um ônibus escolar. Com a mão direita, ele puxa aleatoriamente um menino pelo colarinho com tanta força que chega a levantar o menino do chão. Com o AK-47 em uma mão, a criança na outra, ele corre para ter cobertura em meio à multidão, usando a criança como escudo. O que você faz? Você atira e se arrisca a matar a criança? Você abandona a missão? Você tem menos de oito segundos para decidir.

Os militares israelenses enfrentam todos os dias essas situações na vida real. E, em cada caso, os soldados israelenses chegam a medidas nunca imaginadas para evitar causar males a civis palestinos. Na verdade, mais de 600 pessoas viram a exibição de filmes reais dessas três situações e de outras, em uma apresentação feita pelo coronel israelense Bentzi Gruber, que falou na sede de The Friends of Israel em Nova Jersey e na Conferência Profética em Winona Lake/Indiana.

Gruber, um homem alto, elegante, que fala bem, com cerca de 50 anos, é casado e tem cinco filhos. Ele é engenheiro computacional e está trabalhando em sua tese de doutorado em ciência comportamental. Mas, em Israel, poucos homens têm o luxo de serem civis. Em um país do tamanho do estado de Sergipe, meros 15 quilômetros separam Samaria (Margem Ocidental) do mar Mediterrâneo. Além disso, 600 milhões de muçulmanos estão ao redor dos 5,6 milhões de judeus em Israel. Assim, Israel deve sempre lutar para se proteger dos inimigos bem armados que juraram sua destruição.

Gruber é um veterano de 30 anos de carreira nas Forças de Defesa de Israel (FDI). Ele tem 20 mil soldados sob seu comando, já viu muitos combates e conhece em primeira mão quão diligentemente Israel protege inimigos não-combatentes, a despeito dos relatos nos noticiários que pintam os israelenses como assassinos. Em um esforço para tornar a verdade conhecida, ele preparou uma apresentação chamada “Ética no Campo de Batalha”, usando imagens aéreas de aviões israelenses e, em muitos casos, vídeos feitos pelos próprios palestinos, que filmam com regularidade os homens-bomba saindo em missão.

“Não queremos matar civis”, disse Gruber. Então, antes da Situação 1, na qual o prédio em Gaza era o alvo, as FDI soltaram milhares de folhetos em várias línguas, 48 horas antes do ataque, dizendo aos palestinos quando o prédio seria bombardeado e que deveria ser evacuado. Depois, os israelenses fizeram telefonemas e enviaram mensagens de texto. Geralmente, eles obtêm os números da maior parte das pessoas da área. Este é um procedimento-padrão israelense.

“É inimaginável”, disse Gruber, “que um exército diga ao inimigo antecipadamente quando irá atacar. Mas nós o fazemos para evitar danos colaterais. Arriscamos nossa vida para proteger os palestinos”.

Todavia, os palestinos bolaram uma maneira de tirar vantagem da misericórdia de Israel. Quando se aproxima a hora do ataque, eles se reúnem no telhado do prédio que será o alvo, sabendo que as FDI não o bombardearão. Assim, Israel inventou um procedimento que se chama “Batendo no Telhado”. Eles atiram um míssil na beirada do telhado como um aviso de que a bomba grande está vindo a seguir. Então, os palestinos se espalham.

Na Situação 2, quando o jipe cheio de terroristas fez a curva e entrou no estacionamento, o soldado israelense em comando teve oito segundos para desviar o foguete, que explodiu em uma área vazia. “Isso acontece centenas de vezes”, disse Gruber. Os terroristas fugiram.

“Estamos enfrentando o risco”, disse ele. “O objetivo não é matar pelo que alguém fez no passado, mas prevenir que faça algo assim no futuro”.

Na Situação 3, o terrorista que agarrou o menino também escapou. Quando os terroristas sabem que estão sendo perseguidos pelas ruas, “eles enviam crianças (palestinas) para fora, às ruas, para jogar futebol porque sabem que nós não atiraremos”, disse Gruber.

Ele explicou que Israel tem duas regras principais no que se relaciona a danos colaterais: (1) usar de força apenas para realizar a missão; e (2) não causar danos a inocentes - que significa mulheres, crianças, civis e não-combatentes.

Entretanto, determinar quem é não-combatente nem sempre é fácil. Os palestinos, diz Gruber, usam de propósito calças jeans, camisetas e tudo o mais que os torne indistinguíveis no meio da multidão. Eles não se vestem como soldados, como o fazem os israelenses. Além disso, quando um deles é morto ou fica ferido, outro rapidamente toma a arma dele para parecer que as FDI atiraram em um civil desarmado. Está tudo ali, no filme.

Gruber também mostrou tomadas de filmes que pareciam ser de um banheiro comum em uma casa da Faixa de Gaza, até que soldados das FDI removeram o armarinho debaixo da pia, expondo um túnel bem escondido e centenas de explosivos, inclusive TNT líquido. Os residentes também aproveitaram da panfletagem feita antecipadamente por Israel e usaram as 48 horas para disfarçar a cozinha.

Túneis para contrabando, disse Gruber, são um grande negócio. Quatro famílias em Rafah, localizada na parte sul da Faixa de Gaza, possuem 900 túneis tão grandes que os palestinos dirigem jipes e caminhões por ali para o contrabando de armamentos.

Gruber também mostrou um filme de uma ambulância claramente marcada como pertencente às Nações Unidas, com dois terroristas dentro. Sete outros subiram nela com suas armas. Ele disse que a ONU tem um orçamento de 1,3 bilhões de dólares em Gaza, e dali veio o salário do motorista da ambulância e os fundos para a manutenção do veículo e para o combustível.

“Enviamos tudo para Gaza”, disse Gruber, “inclusive alimentos e medicamentos. Trinta e cinco por cento da eletricidade de Gaza vem da nossa estação de energia em Ashkelon [Israel], a qual eles tentam alvejar todos os dias com seus foguetes”.

Infelizmente, estar em constante estado de semi-guerra tem um alto preço. Mesmo assim, o pequenino estado judeu não comprometerá seus princípios nem se rebaixará ao nível dos terroristas. O coronel Gruber disse que o estresse pós-traumático é um sério problema, e que a nação perde 45 soldados por ano por suicídio -- o que seria o equivalente a 2.500 soldados americanos. A maioria deles sofria de inevitáveis danos colaterais e não conseguia viver com as lembranças. “Quando mata uma pessoa inocente, você carrega aquela pessoa em suas costas pelo resto de sua vida”, disse Gruber.

De fato, o coronel Gruber fundou uma organização chamada “Chesed (palavra hebraica que significa "gentileza' e "misericórdia') in the Field” [Misericórdia no Campo/Gentileza no Campo], que reúne soldados das FDI e pessoas com doenças terminais ou deficientes, para terem experiências que educam e que inspiram. “Quando nossos soldados são pessoas boas, temos um exército forte e um país seguro”, diz ele em seu site: www.bentzigruber.com.

Gruber falou em Harvard, na Universidade da Califórnia em Berkeley, e em uma grande quantidade de outras universidades americanas que são abertamente hostis a Israel. Contudo, ele continua a trazer sua mensagem. “Quando você ouve mentiras, deve ter coragem para se levantar contra elas”.

“É um privilégio para mim”, disse ele, “estar no exército para proteger minha família, para proteger Israel, e para proteger o mundo ocidental”. 



(*)Lorna Simcox é editora-chefe de The Friends of Israel.

Publicado na revista Notícias de Israel - www.Beth-Shalom.com.br

sábado, fevereiro 02, 2013

Renan é novamente o Incitatus do Planalto.













Calígula nomeou seu cavalo, Incitatus, como senador. Lula e Dilma não nomearam, mas adoraram que o "Renan sem Tatus" fosse o senador presidente do Congresso.

A presidente Dilma Rousseff telefonou no final da tarde desta sexta-feira 
(1°de fevereiro de 2013) para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL)
 para cumprimentá-lo pelo sucesso na eleição à presidência do Senado.

Calígula concedeu prêmios à guarda pretoriana, mandou encerrar todos os casos de traição, pôs fim às proscrições e chamou de regresso muitos exilados.

Lula e Dilma, têm "agradado" a sua guarda pretoriana com aumentos de até 130%, afaga todos os traidores da pátria e, no governo deles, 'está cheio de gente que viveu em Marte e que não entende lhufas de administração pública, mas têm uma volupia incrível nos cofres.

Calígula era extremamente ignorante e mal preparado para governar, a dupla do continuísmo da corrupção..(Sem Comentários). As coincidências terminam por aqui: Calígula foi aclamado pelo seu povo Latino; a dupla dinâmica vem sendo aclamado pelo seu povo Latindo.



E o Renan?

O Renan não é o Incitatus da dupla dinâmica, mas já distribuiu patadas em  2007:

"Se quiserem minha cadeira vão ter que sujar as mãos": Renan é, segundo ele mesmo, mais daquilo que fazemos na privada do que um senador?.
Renan revelou o seu lado sádico: "Não vão me tirar fazendo cara feia"; e, naquela época - como hoje - é possível mexer em dejetos sem fazer cara feia?

Em 2013, mais calmo e com a certeza de que a impunidade impera neste país, Renan candidamente disse:


"ética é obrigação de todos nós". "A ética não é um objetivo em si mesmo. A ética é meio, não é fim". Não satisfeito, enlameou a ética: "Alguns falaram sobre ética. E seria injusto com este Senado Federal que votou com uma celeridade nunca vista a Lei da Ficha Limpa, demonstrando sobejamente que esse é o compromisso de todos nós".


E não contente, vai criar: "Vamos criar, com o apoio da Mesa [Diretora do Senado], a secretaria da transparência, sem custo adicional ao Senado"; ou seja continuará sendo transparente, já que parece que a imprensa não vê os desmandos nem do senado nem da câmara e muito menos do Planalto. 

Se tiverem estômago, leiam a íntegra do "discurso" de Renan aqui


Assim é demais!