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domingo, abril 26, 2015

Reforma em imóveis e pernada de anão na Petrobras ligam Lula a Collor.















Reforma em imóveis e pernada de anão na Petrobras ligam Lula a Collor.

por Claudio Tognolli



Que potência viramos, não? Na era Collor, um Fiat Elba derrubava presidente. E hoje um rombo de 6 bilhões na Petrobras não derruba nem árvore…

A grande reportagem da revista Veja dessa semana, mais um rombaço do Robson Bonin, traz uma dica que todos os brasileiros esperavam: a promessa de vinculação de Lula à construtura OAS.
Quando comecei no jornalismo, a OAS tinha um apelido nas redações: Obras Arranjadas pelo Sogro. É que o chefão da construtora era Cesar Matta Pires, genro do ex-senador baiano Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, conseguia contratos milionários no governo graças ao sogrão…

Bom: a reportagem do Robson Bonin diz que Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, preso na Lava Jato, se prepara para fazer delação premiada.
A reportagem estabelece: o Santa Bárbara, de Lula, em Atibaia, de 150 mil metros quadrados, teve sua reforma encomendada a OAS. E o ex-homem forte da OAS estaria disposto a fazer delação premiada contando detalhes disso…
Vejamos um trecho da reportagem de Robson Bonin:

“Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago artificial para pescaria, o esporte preferido do ex-presidente. Desde que deixou o cargo, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve”.

Agora temos dois mesmos fatores a ligarem Collor a Lula: a reforma de um imóvel particular do presidente e também a Petrobrás.
Lembremos:

Outubro de 1990, a Petrobras de Collor
O advogado e administrador público Luis Octávio da Motta Veiga acusou o ex-tesoureiro e o então secretário-geral da Presidência, Marcos Coimbra, de pressionar a estatal para fechar um financiamento de US$ 40 milhões, por meio da BR Distribuidora, destinado à empresa de aviação Vasp.
Pela proposta de PC Farias, recusada por Motta Veiga, a Petrobras liberaria US$ 30 milhões em combustível e US$ 10 milhões em espécie, dívida que seria saldada em dez anos, sem juros.
Em troca, a Petrobras seria a fornecedora preferencial da Vasp. A proposta foi rejeitada pelo conselho da estatal, mas PC Farias teria continuado a pressionar o presidente da empresa, que renunciou.
Junho de 1992, a reforma da casa de Collor

Eriberto França, motorista da secretária particular de Fernando Collor, Ana Acioli, disse em entrevista à revista “IstoÉ” que a empresa Brasil-Jet, de PC Farias, pagava contas da residência presidencial, a Casa da Dinda. O ex-presidente chegou a fazer um pronunciamento para desmentir as declarações do motorista.
Mais tarde, a chamada CPI do PC Farias no Congresso apontou depósitos de PC e de integrantes do “esquema PC” na conta de Ana Acioli. Além disso, localizou-se um cheque fantasma que teria sido utilizado para a compra de um carro Fiat Elba para a primeira-dama, Rosane Collor. O cheque era assinado pelo ex-piloto Jorge Bandeira de Melo, sócio de PC Farias –ex tesoureiro de Collor, que arrancou toda essa grená de suas contas fantasmas.
Relatório da CPI atestou que US$ 6,5 milhões haviam sido transferidos irregularmente para financiar gastos do presidente.

Há mais cousas entre Lula e Collor do que imagina a nossa vã ideologia, não?

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Há muito governo na nossa gasolina.










por Daniel Marchi (para o Inst.Ludwig von Mises Brasil)




Com o preço médio da gasolina acima de R$ 3,50 na maior parte do país, e chegando a R$ 4,51 em algumas localidades (dependendo do tipo da gasolina escolhida) — e tudo isso justamente em um momento em que o preço da gasolina está em queda no resto do mundo —, a conclusão é que há muito governo em cada litro da gasolina brasileira.

No entanto, tudo isso é ainda muito pior do que parece.

Embora as principais intervenções diretas do governo sejam claras e visíveis a todos — o retorno da CIDE e a decisão da Petrobras de aumentar o preço para refazer seu caixa, esfacelado pela corrupção —, há também outras intervenções que o cidadão comum não consegue visualizar, mas que são ainda mais deletérias do que essas duas intervenções explícitas do governo.

A seguir, uma lista das 9 principais contribuições do governo brasileiro para o preço e para a qualidade da nossa gasolina:

1) O mercado de combustíveis no Brasil está longe de ser um genuíno mercado. Há uma vasta e complexa rede de subsídios, obrigações e proibições.

O setor energético é certamente um dos mais regulados da economia brasileira. Começa pelo fato de a Petrobras deter um monopólio prático da extração de petróleo. Após mais de 40 anos de monopólio jurídico (quebrado apenas em 1997), a Petrobras já se apossou das melhores jazidas do país. Nem tem como alguém concorrer. É como você chegar atrasado ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar com os piores. 

Depois da Petrobras, vem a ANP (Agência Nacional de Petróleo), cuja função autoproclamada é a de fiscalizar todo o setor petrolífero brasileiro, inclusive os setores de comercialização de petróleo e seus derivados, e o de abastecimento.

A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

Além da Petrobras e da ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

2) Há toda a carga tributária. Como anualmente demonstrado pelo IMB no Dia da Liberdade de Impostos, caso todos os impostos sobre a gasolina (PIS, Cofins, CIDE e ICMS) fossem abolidos, o preço do litro, hoje, cairia 53%, que é exatamente a carga tributária desses impostos que incidem sobre a gasolina. 

Uma carga tributária tão voraz como esta incidindo sobre os preços estimula a criação de todos os tipos de métodos burlescos que possibilitem a obtenção de um máximo de receitas através do menor volume possível de vendas do produto real — daí os recorrentes casos de gasolina batizada, por exemplo. 

3) Uma fatia do caríssimo preço da gasolina é utilizada pelo governo para subsidiar o preço do diesel. O argumento é que o diesel é um "combustível social" por ser utilizado no transporte público e no transporte de cargas.

Os empresários donos de concessões de ônibus e de transportadoras agradecem.

4) Por conta desse subsídio ao óleo diesel, é proibida a circulação de carros de passeio movidos a diesel no Brasil. Quem já foi à Europa sabe que veículos de passeio a diesel não apenas são muito comuns por lá, como já estão se tornando a maioria.

No Brasil, os únicos automóveis que podem utilizar o diesel são aqueles vistosos utilitários, de propriedade apenas dos mais ricos. Justamente por serem considerados "veículos utilitários", e não veículos de passeio, eles têm esse privilégio.

Os fazendeiros e os ricaços, que podem andar com combustível subsidiado pelo povo, agradecem o suado esforço da boiada.

5) A gasolina no Brasil vinha com 25% de álcool. Agora, por determinação do governo, esse percentual foi elevado para 27%. O que isso significa?


5.1) Em primeiro lugar, maior consumo. Quanto maior o volume de álcool na gasolina, maior é o consumo, pois o álcool possui menos poder calorífico em relação à gasolina. Isso faz com que seja necessária uma maior quantidade de combustível para que o motor realize o mesmo trabalho. Ou seja, seu carro consumirá mais e você terá de reabastecer com mais frequência. Prepare seu bolso.

5.2) O álcool é péssimo para o motor, pois é corrosivo. Isso afeta tanto a bomba de combustível do carro quanto a vida útil dos componentes do sistema de injeção. Mais álcool, mais estrago.

5.3) Os motores a gasolina não foram calibrados para tamanho teor de álcool, e nenhuma pesquisa de campo concluiu que os microprocessadores da injeção eletrônica têm a capacidade de processar uma mistura contendo mais de 25% de álcool para chegar a uma mistura ar-combustível ideal. Consequentemente, haverá a tendência de a mistura ar-combustível ficar mais pobre, gerando redução de potência e hesitações sob aceleração. Haverá mais emoção a cada ultrapassagem.

5.4) Se você quiser continuar comprando gasolina com "apenas" 25% de álcool, você terá de desembolsar mais para comprar a gasolina Premium, que não foi agraciada com essa resolução do governo. Seu litro custa bem acima de R$ 4 na maioria das cidades brasileiras.

5.5) Utilizar essa nova gasolina com 27% de álcool em motores anteriores a 2003 será um risco, pois as peças desses motores não foram fabricadas para suportar esse ataque químico. Lindamente, a ANFAVEA apenas pede que os proprietários desses carros paguem mais de R$4 pelo litro da gasolina Premium.

5.6) Moramos em um país que, se um dono de posto resolver vender gasolina pura, ele será preso por falsificação de combustíveis.

6) Como consequência disso tudo, no Brasil, todo proprietário de veículo de passeio, de um simples Corsa até o Fusion, é obrigado a colocar álcool no seu carro. Trata-se de um dos maiores mercados cativos para um produto do mundo.

Lembrem-se disso sempre que virem reportagens sobre usineiros reclamando que as coisas não vão bem e que precisam de mais dinheiro do BNDES.

7) Uma lei aprovada em janeiro do ano 2000 (Lei nº 9.956/2000) proíbe o funcionamento de bombas automáticas em postos de gasolina. Uma bela forma de iniciar o terceiro milênio, não? Tanto na Europa quanto nos EUA não existem frentistas. No Brasil, o governo tornou essa profissão obrigatória (assim como trocador de ônibus), o que só encarece os custos de se ter um posto de combustível.

Mas pensemos pelo lado positivo: ainda bem que esses gênios não legislavam nos anos 1950. Eles teriam proibido as colheitadeiras em nome da preservação do emprego.

8) A tudo isso acrescente toda a legislação trabalhista, urbanística e ambiental, que impede o surgimento de novos postos de gasolina para aumentar a concorrência, e encarece as operações daqueles já existentes. 

9) Nos EUA, cujo setor petrolífero é dominado por empresas privadas "malvadas e gananciosas", o preço da gasolina caiu e voltou ao mesmo valor nominal de dez anos atrás. Hoje, um litro de gasolina nos EUA está custando, em média, R$ 1,90. Já no Brasil, cujo setor petrolífero é controlado por uma estatal que ama os pobres, o preço da gasolina está hoje no maior valor da história do real, chegando a R$ 4 em algumas localidades.


Sinceramente, qualquer que seja o preço do combustível, trata-se de uma gigantesca fraude. E vamos continuar aceitando.
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Leandro Roque contribuiu para este artigo.

Daniel Marchi é economista graduado pela FEA USP Ribeirão Preto e membro do Instituto Carl Menger, em Brasília.

domingo, dezembro 21, 2014

Petrobrás e o orgulho roubado de uma nação.








Por Roberto Freire, para a Gazeta do Ipiranga e o Primeira Página



Um dos principais símbolos de nossa nacionalidade e motivo de orgulho para os brasileiros ao longo de seis décadas, a Petrobras parece ter conquistado espaço permanente nas páginas policiais sob os governos de Lula e Dilma Rousseff. Palco do maior escândalo de corrupção da história republicana, a empresa está enredada por uma série infindável de denúncias de operações ilícitas, pagamentos de propina, contratos irregulares, superfaturamento de obras e outros malfeitos que vêm derretendo sua reputação a cada dia. 



O mais recente episódio do assalto à empresa foi conhecido a partir do relato da ex-gerente Venina Velosa da Fonseca, em reportagem publicada pelo jornal “Valor Econômico”. Segundo a servidora, ela própria teria alertado a diretoria da Petrobras sobre as ilegalidades em contratos, por meio de e-mails enviados à presidente, Graça Foster, e ao então diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza. Após as denúncias, de acordo com a reportagem, a ex-gerente da Petrobras foi enviada à unidade da empresa em Cingapura e teria sido ameaçada e orientada a não trabalhar.



Subordinada ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, um dos principais acusados de desvios na estatal e antecessor de Cosenza no cargo, Venina contou que também procurou o chefe imediato para falar sobre as irregularidades nos contratos. O diretor teria apontado para uma foto de Lula e perguntado à funcionária se ela queria “derrubar todo mundo”. Talvez este seja o relato mais emblemático sobre a corrupção desenfreada da qual a Petrobras é vítima nos tempos do lulopetismo.



Ironicamente, o PT utilizou politicamente a estatal para atacar seus adversários em recentes disputas eleitorais, acusando-os de tentar privatizá-la. Mal sabiam os brasileiros que, enquanto entoavam o discurso falacioso de campanha, eram os próprios petistas e seus aliados que privatizavam a Petrobras para práticas criminosas. E o mais grave: com o conhecimento das autoridades da empresa, como indicam as revelações da ex-gerente.



O bom trabalho realizado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público deve ser reverenciado e incentivado para que os responsáveis pelo assalto à Petrobras sejam punidos de forma exemplar. E não devemos aceitar o discurso petista de que as investigações só acontecem por mérito de um governo supostamente republicano. Nada mais falacioso. A Polícia Federal é uma corporação de Estado, não de governo. E o Judiciário é um poder independente do Executivo. Nada disso se coaduna com o que prega o PT, com sua visão autoritária e equivocada sobre o funcionamento das instituições da República.



A Operação Mãos Limpas, que praticamente implodiu o sistema político na Itália e desbaratou um megaesquema de corrupção nos anos 1990, foi levada a cabo durante o governo da Democracia Cristã – e o partido que comandava o país acabou desaparecendo, assim como as legendas que sustentavam o governo, como consequência de seu envolvimento direto na corrupção. Embora as circunstâncias do caso brasileiro sejam distintas às da Itália, há algumas semelhanças entre os dois acontecimentos – entre elas, o eixo da corrupção estar localizado no Palácio do Planalto e centrado no PT e nos partidos aliados.



Não se sabe ao certo quais serão os novos desdobramentos do escândalo, mas é evidente que o buraco da corrupção é bem mais fundo do que se imagina. A quadrilha que se apoderou da Petrobras não assaltou apenas os cofres da empresa, mas também roubou o nosso orgulho.



Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS 

Nota do Blogando: Não vejo o menor orgulho em ser a Petrobrás uma empresa brasileira, o monopólio da exploração nos moldes atuais, continua sendo um mal, por exemplo, para os consumidores que têm a sua disposição uma das piores gasolinas do mundo a um preço nem tão barato assim.

quinta-feira, dezembro 18, 2014

O estupro da Petrobrás e a gritaria contra Bolsonaro.










Muito se poderia dizer sobre a gritaria contra Jair Bolsonaro (PP/RS), que ironicamente reafirmou que a deputada Maria do Rosário (PT/RS) não merecia ser estuprada. Reafirmou, pois Bolsonaro já havia feito a afirmativa em outra ocasião. Mais precisamente em 2003. Após ser chamado de estuprador pela parlamentar petista, Bolsonaro rebateu com a frase: “Não estupro porque você não merece”.

É evidente que Bolsonaro não teve a intenção de fazer apologia ao estupro, como afirma a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, que denunciou o parlamentar por incitar publicamente a prática do crime de estupro. Crime este que tem crescido em proporções alarmantes: Segundo dados do Anuário de Segurança Pública, o país teve 50.617 casos registrados em 2012, um crescimento de mais de 18% em relação ao ano anterior.

A questão é que ninguém merece ser estuprada. Sobretudo as mulheres. “Estupro” procede do termo latino stupru que deriva da palavra violatione. Bolsonaro disparou contra Maria do Rosário, por sua vigarice ideológica, quando ela fugia do Plenário da Câmara para não ouvir seu discurso contra a dita Comissão Nacional da Verdade. “Não saia, não, Maria do Rosário, fique aí! Há poucos dias, você me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu falei que eu não estuprava você porque você não merece. Fique aqui para ouvir”.



Maria do Rosário é uma das responsáveis pelo estupro da dignidade militar. Uma afronta petista contra as Forças Armadas, instituição que sempre apareceu entre as mais respeitadas nas pesquisas. O povo ainda tem em alta nossos militares. Aliás, este é justamente outro sentido da palavra latina stupru: sentido genérico de afronta ou infâmia.

Outra instituição que foi estuprada, mesmo não merecendo, foi a Petrobrás. As denúncias de corrupção e os escândalos envolvendo o Governo nos levam a sensação de que não havia defesa contra esta violação. Em terra sem lei o que se faz não merece atenção, mas o que se diz provoca o borburinho ensurdecedor dos moralistas contumazes.

terça-feira, outubro 14, 2014

Como Roubaram a Petrobrás





Editorial Estado de São Paulo
de 12 de outubro de 2014.





Começam a brotar os detalhes daquele que se afigura como um dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira - o assalto à Petrobrás, que teria movimentado ao menos R$ 10 bilhões. Os mais recentes depoimentos dos principais personagens desse escabroso esquema, montado para drenar os recursos da maior empresa estatal do País, revelam a quem foi repassado o produto do roubo - e, mais uma vez, como tem sido habitual ao longo dos governos lulopetistas, aparecem fartas digitais do PT.


Fica cada vez mais claro que figuras de proa desse partido - muitas das quais já foram presas por corrupção - permitiram na última década o arrombamento dos cofres do Estado por parte de delinquentes, servindo-se desse dinheiro para financiar seu projeto de poder.

À Justiça Federal no Paraná, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobrás e um dos pivôs do escândalo, confirmou que uma parte do dinheiro desviado financiou as campanhas do PT, do PMDB e do PP em 2010.

Contando detalhes que só quem participou da operação poderia conhecer, Costa revelou que de 2% a 3% dos contratos superfaturados eram desviados para atender os petistas. Segundo ele, várias diretorias da estatal eram do PT. "Então, tinha PT na Diretoria de Produção, Gás e Energia e na área de Serviços. O comentário que pautava a companhia nesses casos era que 3% iam diretamente para o PT", relatou o ex-diretor, em depoimento gravado. 
No caso de sua diretoria, Costa afirmou que os 3% eram repartidos entre o PP, ele e o doleiro Alberto Youssef, o outro operador do esquema. Já a Diretoria Internacional repassava os recursos desviados para o PMDB, segundo disseram Costa e Youssef.

Costa afirmou que o contato dos diretores envolvidos nos desvios era feito "diretamente" com João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. O nome de Vaccari Neto foi confirmado por Youssef, que também prestou depoimento à Justiça Federal.

Os tentáculos do esquema não se limitavam às diretorias da Petrobrás. Em 2004, segundo declarou Youssef, os "agentes políticos" envolvidos no escândalo pressionaram o então presidente Lula a nomear Costa para a Diretoria de Refino e Abastecimento, ameaçando trancar a pauta do Congresso. "Na época, o presidente ficou louco e teve de ceder", disse o doleiro. 
Esse relato, se confirmado, revela como a máfia instalada na Petrobrás se sentia à vontade para manipular até mesmo o presidente da República e o Congresso em favor de seus interesses criminosos. E essa sem-cerimônia talvez se explique pelo fato de que membros proeminentes do próprio partido de Lula, a julgar pelos depoimentos, estavam cobrando pedágio e se beneficiando da roubalheira na estatal.

Os depoimentos de Costa e de Youssef foram os primeiros dados à Justiça depois do acordo em que decidiram contar tudo o que sabem em troca de redução de pena. Se oferecerem informações falsas, perderão imediatamente o benefício - logo, os dois têm total interesse que sua delação seja levada a sério.

Além disso, ambos ofereceram atas e documentos que, segundo eles, comprovariam as reuniões da quadrilha, os esquemas de pagamento e as transações para lavagem de dinheiro em empresas offshore. As autoridades sabem que estão lidando com material explosivo. Segundo a defesa de Youssef, ele e Costa foram apenas operadores do esquema - os verdadeiros líderes "estão fora desse processo, são agentes políticos".

Diante da enorme gravidade dos fatos até aqui relatados, e ante a certeza de que se trata apenas de uma fração de um escândalo muito maior, seria legítimo esperar que Lula e a presidente Dilma Rousseff viessem a público para dar explicações convincentes sobre o envolvimento de seus correligionários nos crimes relatados. 
No entanto, Dilma preferiu queixar-se do vazamento dos depoimentos de Costa e de Youssef - como se o mais importante não fosse o vazamento, pelo ladrão, de dinheiro da Petrobrás. Já a reação de Lula foi típica daqueles que se consideram moralmente superiores: ele se disse "de saco cheio" das denúncias de corrupção contra o PT. Pois os brasileiros podem dizer o mesmo.

quinta-feira, maio 08, 2014

O governo brasileiro é uma comédia.








E precisaria um editorial do Financial Times com esse título? Na verdade não é bem uma comédia, a não ser que dilapidar uma outrora grande empresa do mundo (Petrobrás caiu do décimo segundo lugar para o centésimo vigésimo lugar durante as desadministrações Lula/Dilma).


domingo, março 23, 2014

Dilma e Petrobrás: quanto mais se mexe pior fica.












Eu não sou o único a tentar entender a tumultuada cabeça de Dilma Rousseff — nos limites, deixo claro, de sua atuação pública (sou um homem de ambições modestas…). Outros tentam fazê-lo sem chegar a um desfecho satisfatório. Alguém consegue explicar por que ela mandou demitir, em 2014, um diretor que lhe teria dado um truque em 2006, induzindo-a e aos demais conselheiros ao erro? Por que agora e não antes?

A hoje presidente da República demorou oito anos para concluir que Nestor Cerveró não teria agido, então, com a devida transparência? A gente sabe que membros de conselhos administrativos não leem milhares de páginas eventualmente disponíveis sobre determinados investimentos. Contentam-se, nem poderia ser diferente, com memoriais executivos, pareceres de analistas, dos bancos etc. É assim em qualquer lugar do mundo. O ponto não está aí. A questão é saber por que Dilma demorou tanto para agir. E, ao fazê-lo, CONFESSA A SUA OMISSÃO DE OITO ANOS. Reitero: COMO ADMINISTRADORA E SENHORA ABSOLUTA DO SETOR ENERGÉTICO, DILMA DESMORALIZA DILMA AO DEMITIR CERVERÓ SÓ AGORA.

Parafraseando Ricky em Casablanca, ao se despedir de Ilse, “US$ 1,18 bilhão (na verdade, um pouco mais) é um punhado de feijão quando a empresa perdeu mais de R$ 200 bilhões em valor de mercado de 2010 a esta data, despencando de R$ 380 bilhões para R$ 179 bilhões. Era a 12ª maior empresa do mundo em 2010 e agora é a 120ª. Performance tão desastrada e desastrosa não é corriqueira. Ainda que fossem verdadeiras todas as bobagens que o petismo disse sobre a privatização de estatais no governo FHC, só o tombo dado na Petrobras já faria do PT um vitorioso no campeonato da dilapidação da patrimônio público. E, não custa notar, eram acuações falsas, num misto, em doses idênticas, de ignorância e pilantragem ideológica. Mas a dilapidação da Petrobras é verdadeira.

Reportagem da VEJA desta semana intitulada “Um poço de suspeitas” agrega um documento novo ao imbróglio de Pasadena — aquele que está lá no alto da página. No dia 2 de julho de 2008, o então procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, que é hoje advogado-geral da União, enviou à então secretária-geral da Casa Civil, Erenice Guerra, um e-mail em que solicitava que se incluíssem na ata de uma reunião do conselho de administração da Petrobras duas ressalvas sobre a compra da refinaria de Pasadena. A primeira advertia que a tal Cláusula Marlim (aquela segundo a qual a Petrobras garantia à sua sócia, Astra, uma rentabilidade anual de 6,9% independentemente dos resultados da refinaria) não havia sido objeto de aprovação. A segunda informava que a diretoria executiva da empresa havia aberto um procedimento para investigar a falha.

O e-mail reforça a informação de que o conselho acabou aprovando, originalmente, uma operação sem ter conhecimento de todos os dados. Mas, então, que fique claro: a partir de 2 de julho de 2008, Dilma não poderia alegar ignorância de mais nada. E ATENÇÃO! NÃO SE TRATA DE EVOCAR, NESTE MOMENTO, A ENTÃO PRESIDENTE DO CONSELHO, MAS A CHEFE DA CASA CIVIL, A GERONTONA DO PAC, A SABICHONA, A QUE DECIDIA TUDO, A DAMA DE FERRO, A SENHORA DO ÓLEO, DOS VENTOS, DAS ÁGUAS, DOS RAIOS…

Compra tudo!
Mas Dilma nem precisaria ter esperado o e-mail de Adams para saber de tudo. Reportagem da Folha publicada neste domingo informa que a direção da Petrobras defendeu diante do conselho, no dia 3 de março de 2008, a compra da outra metade da refinaria — e de seu estoque de óleo — por US$ 788 milhões. Sabem quem foi, de novo, o orador da turma? Nestor Cerveró — sim, o tal senhor que Dilma mandou agora demitir. Era ele quem falava, mas o fazia em nome de toda a direção executiva da Petrobras, a saber: José Sérgio Gabrielli, então presidente, e os diretores Graça Foster, Almir Barbassa, Renato Duque, Cerveró (afastado da diretoria da BR Distribuidora) e Paulo Roberto da Costa (preso em operação que apura lavagem de dinheiro).

Note-se: isso aconteceu no dia 3 de março de 2008. O que se debateu, então, nessa reunião era a tal cláusula “PuT Option”. Até porque, ATENÇÃO PARA OUTRO DADO, a Astra já havia recorrido à Justiça americana no ano anterior: 2007! Se Dilma não sabia de nada em 2006 porque o resumo executivo de Cerveró era incompleto, ela certamente tomou ciência — NEM QUE FOSSE COMO MINISTRA DA CASA CIVIL, NÃO COMO PRESIDENTE DO CONSELHO — da ação judicial. Não fosse isso, teria sido informada de sua existência no dia 3 de março de 2008; se escapou de ficar sabendo ali, o e-mail de Adams, do dia 2 julho, era mais uma advertência.

Dilma não apenas se omitiu como ouviu a nova exposição de Cerveró. O conselho se recusou a pagar o que pediam os belgas, e a Petrobras teve de ir à Justiça se defender. Contratou um escritório de advocacia por US$ 7,9 milhões ligado a ex-integrantes da cúpula da empresa.

sábado, março 22, 2014

Dilma aprovou refinaria no Japão ciente de cláusula.








Dilma aprovou refinaria no Japão ciente de cláusula.



por Andreza Matais, Murilo Rodrigues Alves, Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo - O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - Como presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil do governo Lula, aprovou em 2007 a aquisição de parte de uma refinaria no Japão. Diferentemente do que ocorreu um ano antes, quando, segundo Dilma, o conselho decidiu comprar a refinaria de Pasadena, nos EUA, usando informações incompletas, os integrantes do colegiado da estatal foram avisados, no caso japonês, da existência da cláusula Put Option, que obriga uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desentendimento.

Em texto assinado pela Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto e encaminhado ontem ao Estado, Dilma disse ter autorizado a compra da refinaria japonesa Nansei Sekiyu com base num "resumo" elaborado pela diretoria internacional da Petrobrás, na época comandada por Nestor Cerveró, no qual "está referida a existência de cláusulas contratuais que materializaram o Put Option, bem como as informações técnicas correspondentes". No caso da refinaria de Pasadena, a presidente havia informado ao Estado que o resumo que recebeu do mesmo Cerveró, demitido ontem de um cargo de diretor na BR Distribuidora, era "falho" e omitia condições do contrato como as cláusulas de Put Option e Marlim (que garantia à sócia da Petrobrás um lucro mínimo independentemente da situação do mercado).

Dilma disse na nota de terça que, se soubesse das cláusulas, não apoiaria o negócio. As declarações da presidente sobre Pasadena provocaram forte reação no meio político e empresarial.

Sobre a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, Dilma justificou que "a aquisição estava alinhada com a estratégia geral da companhia (...) no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior" e ressaltou que "a refinaria detinha uma vantagem (...) por possuir um grande terminal de petróleo e derivados".

Documentos internos da empresa, aos quais o Estado teve acesso, mostram que o conselho, presidido por Dilma na época, aprovou a compra de 87,5% do negócio no Japão. O ministro Guido Mantega (Fazenda) também era integrante do conselho e avalizou a compra. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli citou o contrato da refinaria de Okinawa como exemplo de que o Put Option era comum nos contratos da empresa, colocando em dúvida a versão da presidente de que foi surpreendida pela cláusula no caso Pasadena. O contrato do Japão não continha a cláusula de Marlim.

Negócio. A compra da refinaria Nansei foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás em novembro de 2007. O negócio se assemelha à compra de Pasadena em pontos como o fato de a refinaria japonesa, que custou US$ 71 milhões, não processar o óleo pesado produzido pelo Brasil. Segundo pessoas envolvidas no negócio, a Petrobrás foi obrigada a fazer investimento bilionário para adequá-la e reparar danos. Procurada, a estatal não quis falar sobre a Nansei Sekiyu.

A Petrobrás chegou a anunciar que tinha um comprador para a refinaria japonesa em 2013. No entanto, com a licença de funcionamento da unidade vencida, o negócio não foi adiante. A petroleira colocou a refinaria como um dos ativos de que pretende se desfazer para reforçar o caixa e dar conta do plano que prevê investimentos de US$ 236,7 bilhões entre 2013 e 2017.

A refinaria foi comprada de um grupo japonês ligado à americana Exxon Mobil. A Petrobrás nunca detalhou publicamente os investimentos feitos na instalação. / COLABOROU LISANDRA PARAGUASSU

Espantado com tanta corrupção? Então leia mais aqui O DINHEIRO DA REFINARIA PASADENA NAS CAMPANHAS DE LULA E DILMA 

sábado, setembro 22, 2012

Da gasolina à conta de luz.











Da gasolina à conta de luz e a farsa da bondade.



por Carlos Alberto Sardenberg


Quer dizer que em fevereiro de 2013 os brasileiros pagarão suas contas de luz com uma redução de 16,2% em relação aos valores atuais? Repararam? Nem 16%, nem 16,5%, mas exatos 16,2% de queda.

Como a presidente Dilma e seus assessores conseguem tamanha precisão?



Uma parte da redução é fácil de fazer e de entender. Algo como 10% das contas atuais vem dos chamados “encargos setoriais”, cálculo amplamente conhecido. O governo vai tirar uma parte substancial desses itens e, só por aí, a conta final ao consumidor cai 7%. Ainda fica um restinho de encargos.

Não haverá reduções de impostos, basicamente o federal PIS-Cofins e o estadual ICMS, que formam outros 40% da conta paga pelo consumidor residencial. Ou seja, o sistema nacional continua com a maior carga tributária nesse insumo, entre os países relevantes.

Assim, aqueles outros 9,2% de queda prometidos pela presidente só podem ser tirados da operação propriamente dita – geração, transmissão e distribuição da energia elétrica. Dito de outro modo: será menor a parte faturada pelas companhias, estatais e privadas, que prestam aqueles serviços.

O mercado entendeu isso rapidamente. As ações das elétricas estão despencando desde a véspera do anúncio do pacote. Alguém poderia dizer: problema delas, empresas, e deles, investidores (especuladores?). Mas não é bem assim: companhias com menor rentabilidade terão menos recursos para investir em obras e serviços. Trata-se de uma questão nada trivial, pois a presidente Dilma já anunciou que pretende tarifas menores e, ao mesmo tempo, mais investimentos.

Mas como será reduzida a parte das empresas? Muitas concessionárias têm seus contratos vencendo em 2015. Com uma nova legislação, o governo vai oferecer uma escolha: a renovação da concessão por mais 30 anos, desde que a companhia aceite uma nova tarifa, menor, claro, e uma espécie de indenização por investimentos ainda não amortizados, se for o caso.

É o governo que vai examinar a situação de cada usina e determinar quanto houve de amortização. E, com base nisso, vai fixar a tarifa nova, para remunerar apenas a operação.



Reparem que se trata de um cálculo complexo, envolvendo usinas que estão, obviamente, em situação diferente. Umas mais modernas e eficientes, outras atrasadas e mais velhas, e assim por diante. Como o governo pode saber desde já que, tudo somado e subtraído, vai resultar uma tarifa que bate nos 16,2% de redução na conta ao consumidor brasileiro?

Considere ainda que a concessionária terá a opção de não aceitar o negócio. Assim, continuará com sua usina até 2015, com as tarifas atuais, conforme os contratos vigentes.

Nesse quadro, só existe uma possibilidade de o governo entregar a redução prometida: ele vai impor tarifas que resultem naquele número, os tais 16,2%. E a empresa que não topar a mudança do contrato?

Boa parte das concessionárias nessa situação é estatal federal. Seus dirigentes não poderão nem chiar. Vão engolir a nova tarifa e pronto. Como se sabe, no governo Dilma não tem esse negócio de separação, autonomia ou independência ainda que relativa da gestão.

As estatais estaduais, como é o caso da Cesp ou da Cemig, ficarão em situação, digamos, politicamente delicada. E as privadas ficarão entre topar a coisa ou arrumar briga com um governo que não alivia nas relações com empresas.

Resumindo, as estatais aceitarão a tarifa nova, mesmo que não traga remuneração suficiente. No dia do lançamento do programa, em Brasília, dirigentes da Eletrobrás, calculando ali no papel, estimavam (temiam) perdas de até R$ 7 bilhões em receita anual.

E as privadas, se a tarifa não for rentável, vão acabar devolvendo as usinas. Haveria uma reestatização. Não seria estranho: a presidente Dilma, que é do setor, sempre foi crítica da privatização da era FHC.

É muito possível também que esse novo modelo leve a tarifas artificialmente baixas, subsidiadas pelo contribuinte, e que completariam o duplo serviço de ajudar a derrubar a inflação e obter apoio político. O nome disso é populismo, um tanto mais sofisticado do que na Argentina, por exemplo.

Mas o governo faria isso, colocando em risco um setor tão crucial? Por que não? Está fazendo exatamente isso com a gasolina e a Petrobras. A estatal vende o combustível por um preço inferior ao que paga na importação. Amarga prejuízo, mas a gasolina fica congelada na bomba.


Reduzir o custo de energia é bom. Já o método…

A farsa da bondade onde fica?




O ministro Edson Lobão anunciou com toda ênfase: “a partir de 2013, todos os brasileiros, trabalhador e empresário de todas as regiões e de todos os lugares, vão pagar menos pela energia elétrica consumida”. E acrescentou: “a redução vai variar de 19,7% a 28%”. Para o consumidor residencial, a redução será de 16,2% a partir de 2013, tudo resultado de cortes em encargos embutidos na conta de luz cobrados há muitos anos".

Mas o comentarista do SBT, Luiz Carlos Prestes, colocou o dedo no buraco da tomada ou a boca no trombone e denunciou que de 2002 a 2010 nas contas de energia elétrica cobradas e pagas pelos brasileiros, em todo o país, constava um “erro” que fez o Governo arrecadar 7 bilhões de reais indevidamente. Reconhecido o “erro”, o Tribunal de Contas impôs decisão determinando a devolução de todo o valor arrecadado indevidamente. Eis a razão e a verdade do porquê da redução no valor das contas de luz, pelo Governo!


Diante disso, o comentarista chamou os brasileiros de trouxas por acreditar na “generosidade” da presidente Dilma Rousseff que anunciou “a redução espontânea na tarifa de energia elétrica” em troca da renovação automática das concessões das operadoras já em 2015, porque segundo o pronunciamento da presidente, o “governo age sempre certo”. O que mais estará por trás de tudo isso? Será que os Governos dos Estados reduzirão “espontânea” ou “eleitoralmente” os valores de ICMS que chegam até a 25% nas contas de luz?


Será mesmo? Ao fantasiar de “redução das tarifas de energia elétrica” a devolução do produto arrecadado dos contribuintes brasileiros que pagaram todas as contas de luz, também os valores de contas de água e telefone porque as recebem e sempre confiam cegamente que os valores estão corretos, a presidente Dilma simplesmente confessou que também é dependente da mentira e tentou transformar em “presente” a entrega de parte do que foi faturado indevidamente pelas companhias elétricas.


O comentarista do SBT garantiu que o Governo de Dilma, para livrar o PT e a base aliada que Luiz Carlos Prestes chamou de “base alugada” do Governo, fazendo uma ligação com o escândalo do “mensalão” que está sendo julgado pelo Supremo, disse que a presidente está transformando em “presente” a “devolução” do que foi cobrado indevidamente dos consumidores nas contas de luz. Luiz Carlos Prestes disse que “os brasileiros são trouxas por acreditar” nesse presente de grego, imposto pelo Tribunal de Contas da União.


Mas será que o Governo Federal fará mesmo chegar aos consumidores finais o total de descontos que espera que aconteça nas contas de luz? Será que os Estados, independentes e autônomos para estipular os valores de impostos estaduais de ICMS de até 25% em alguns deles, cobrados nas contas de água, luz e telefone, também farão redução nessas taxas que no caso da conta de luz?



Se o Governo Federal não “combinou” com os Governadores dos Estados a redução no valor cobrado de ICMS cobrado sobre o valor da conta de energia, certamente de nada valerá a retirada de alguns impostos ridículos cobrados há muitos anos e que engordaram os cofres do Planalto em bilhões de reais.


Os brasileiros poderão nem perceber que existe luz ou que o Governo Federal “deu de presente” um desconto generoso e impositivo por decisão do Tribunal de Contas nos valores da energia elétrica.


O Brasil precisa é de uma ampla reforma econômica, monetária, tributária, fiscal e bancária para caminhar rumo ao desenvolvimento de forma tranquila, segura e sem medo! Enquanto isso, eles pequenos paliativos de meio de caminho ajudam, mas não resolvem no todo!




Fontes: O Globo/carloscostajornalismo.blogspot.com.br





sábado, dezembro 17, 2011

A maior entrega da história do Brasil






Ildo Sauer denuncia como José Dirceu entregou o Pré-Sal para Eike Batista (Parte final - Os leilões dos campos da Petrobras)

Filho de ministro...negócio sinistro





Agradecendo ao comentarista Mario Assis, que nos enviou a matéria, publicamos hoje a segunda parte da importantíssima entrevista do professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, concedida a Pedro Estevam da Rocha Pomar e Thaís Carrança, da revista da Associação dos Docentes da USP (Adusp).

Considerado um dos maiores especialistas em energia do país, ex-diretor da Petrobras no primeiro governo Lula, Sauer conta como foi descoberto o Pré-Sal e denuncia o lobby feito por José Dirceu para entregar a Eike Batista a maior parte das reservas.

Revista Adusp: Você ainda estava na Petrobras, quando o Pré-Sal foi descoberto?

Ildo Sauer - Eu ajudei a tomar essa decisão. Nós tomamos essa decisão, não sabíamos quanto ia custar. O poço de Tupi custou US$ 264 milhões, para furar os 3 km de sal e descobrir que tinha petróleo. O Lula foi avisado em 2006 e a Dilma também, de que agora um novo modelo geológico havia sido descoberto, cuja dimensão era gigantesca, não se sabia quanto. Então, obviamente, do ponto de vista político, naquele momento a nossa posição, de muitos diretores da Petrobras, principalmente eu e Gabrielli,

que tínhamos mais afinidade política com a proposta do PT de antigamente, a abandonada, achávamos que tinha que parar com todo e qualquer leilão, como aliás foi promessa de campanha do Lula.

Na transição, ainda a Dilma falou, “não vai ter mais leilão”. Mas se subjugaram às grandes pressões e mantiveram os leilões. Fernando Henrique fez quatro, Lula fez cinco. Lula entregou mais áreas e mais campos para a iniciativa privada do petróleo do que Fernando Henrique.

Um ex-ministro do governo Lula e dois do governo FHC foram assessorar Eike Batista. O que caberia a um governo que primasse por dignidade? Cancelar o leilão. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, estavam nessa empreitada.

Revista Adusp: Mas Gabrielli era contra e acabou concordando?

Ildo Sauer - Não. A Petrobras não manda nisso, a Petrobras é vítima, ela não era ouvida. Quem executa isso é a ANP [Agência Nacional do Petróleo], comandada pelo PCdoB, e a mão de ferro na ANP era da Casa Civil. Então a voz da política energética era a voz da Dilma, ela é que impôs essa privatização na energia elétrica e no petróleo. Depois do petróleo já confirmado em 2006, a ANP criou um edital pelo qual a Petrobras tinha limitado acesso. Podia ter no máximo 30% ou 40% dos blocos, necessários para criar concorrência. Porque, em 2006, Tupi já havia sido furado e comunicado. O segundo poço de Tupi, para ver a dimensão, foi feito mais adiante, esse ficou pronto em 2007. Só que o Lula e a Dilma foram avisados pelo Gabrielli em 2006.

Muitos movimentos sociais foram a Brasília, nós falávamos com os parlamentares, os sindicatos foram protestar. O Clube de Engenharia, que é a voz dos engenheiros, mandou uma carta ao Lula, em 2007, pedindo para nunca mais fazer leilão.

Em 2005-6, o [Rodolfo] Landim, o queridinho do Lula e da Dilma, saiu da Petrobras. Porque o consultor da OGX, do grupo X, do senhor [Eike] Batista, era o ex-ministro da Casa Civil (José Dirceu), e ele sugeriu então que Eike entrasse no petróleo. Aí ele contratou o Landim, que começou a arquitetar. Como o centro nevrálgico da estratégia da Petrobras é a gerência executiva de exploração, o geólogo Paulo Mendonça, nascido em Portugal, formado aqui na USP, e o Landim, articularam para em 2007 criar uma empresa nova, a partir dos técnicos da Petrobras. E o senhor Batista queimou alguns milhões de dólares para assinar os contratos e dar as luvas desses novos cargos, que estavam dentro da Petrobras mas, desde que o Landim foi trabalhar com o senhor Batista, ele já estava lá para arrancar de dentro da Petrobras esses técnicos.

Aí chegou o fim de 2007, todos nós pressionando para não ter mais leilão, o Lula tira 41 blocos… Mas vamos voltar a 2006. Em 2006, quem anulou o leilão foi a Justiça, por discriminação contra a Petrobras fazer essas coisas. Ouvi isso da Jô Moraes, num debate na Câmara dos Deputados.

Só que aí se criou o seguinte imbróglio: um ex-ministro do governo Lula e dois do governo Fernando Henrique, Pedro Malan e Rodolpho Tourinho, foram assessorar o Eike Batista. Ele já tinha gasto um monte para criar sua empresa de petróleo. Se o leilão fosse suspenso, ele ia ficar sem nada, e já tinha aliciado toda a equipe de exploração e produção da Petrobras.

O que caberia a um governo que primasse por um mínimo de dignidade para preservar o interesse público? Cancelar o leilão e processar esses caras que saíram da Petrobras com segredos estratégicos. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, os dois do governo anterior e um do governo Lula, estavam nessa empreitada.

Revista Adusp: Quem era o ex-ministro?

Ildo Sauer - O ex-chefe da Casa Civil, antecessor de Dilma.

Revista Adusp: José Dirceu?

Ildo Sauer - É, ele foi assessor do Eike Batista, consultor. Para ele, não era do governo, ele pegou contrato de consultoria, para dar assistência nas negociações com a Bolívia, com a Venezuela e aqui dentro. Ele [Dirceu] me disse que fez isso. Do ponto de vista legal, nenhuma recriminação contra ele, digamos assim. Eu tenho (recriminação) contra o governo que permitiu se fazer.

E hoje ele [Eike] anuncia ter 10 bilhões de barris já, que valem US$ 100 bilhões. Até então, esse senhor Batista era um milionário, tinha cerca de US$ 200 milhões. Todo mundo já sabia que o Pré-Sal existia, menos o público, porque o governo não anunciou publicamente. As empresas que operavam sabiam, tanto que a Ente Nazionale Idrocarburi D’Italia (ENI) pagou US$ 300 milhões por um dos primeiros poços leiloados em 2008. Três ou quatro leilões foram feitos quando o leilão foi suspenso pela justiça. Até hoje, volta e meia o [ministro] Lobão ameaça retomar o leilão de 2008, 2006. A oitava rodada. Para entregar. Tudo em torno do Pré-Sal estava entregue naquele leilão. No leilão seguinte, o governo insiste em leiloar. E leiloou. E na franja do Pré-Sal é que tem esse enorme poderio.

Como é que pode? A empresa dele (Eike) foi criada em julho de 2007. Em junho de 2008 ele fez um Initial Public Offering, arrecadou R$ 6,71 bilhões por 38% da empresa, portanto a empresa estava valendo R$ 17 bilhões, R$ 10 bilhões dele. Tudo que ele tinha de ativo: a equipe recrutada da Petrobras e os blocos generosamente leiloados por Lula e Dilma. Só isso. Eu denunciei isso já em 2008. Publicamente, em tudo quanto é lugar que eu fui, eu venho falando para que ficasse registrado antes que ele anunciasse as suas descobertas. Porque fui alertado pelos geólogos de que lá tinha muito petróleo.

Foi um acordo que chegaram a fazer, numa conversa entre Pedro Malan, Rodolpho Tourinho e a então ministra-chefe da Casa Civil (Dilma), em novembro, antes do leilão. O Lula chegou a concordar, segundo disse o pessoal do MST e os sindicalistas, em acabar com o leilão. Mas esse imbroglio, de o empresário ter gasto dezenas de milhões de dólares para recrutar equipe e apoio político nos dois governos fez com que eles mantivessem… Tiraram o filé-mignon, mas mantiveram o contra-filé. O contra-filé é alguém que hoje anuncia ser o oitavo homem mais rico do mundo.

E tudo foi mediante essa operação no seio do governo. Contra a recomendação dos técnicos da Petrobras, do Clube de Engenharia, do sindicalismo. Foi a maior entrega da história do Brasil. O ato mais entreguista da história brasileira, em termos econômicos. Pior, foi dos processos de acumulação primitiva mais extraordinários da história do capitalismo mundial. Alguém sai do nada e em três anos tem uma fortuna de bilhões de dólares.

A Petrobras durante a vida inteira conseguiu descobrir 20 bilhões de barris de petróleo, antes do Pré-Sal. Este senhor, está no site da OGX, já tem 10 bilhões de barris consolidados. Os Estados Unidos inteiros têm 29,4 bilhões de barris. Ele anuncia que estará produzindo, em breve, 1,4 milhão de barris por dia — o mesmo que a Líbia produz hoje.

É esse o quadro. Ou a população brasileira se dá conta do que está em jogo, ou o processo vai ser o mesmo de sempre. Do jeito que foi-se a prata, foi-se o ouro, foram-se as terras, irão também os potenciais hidráulicos e o petróleo, para essas negociatas entre a elite. O modelo aprovado não é adequado. Mantém-se uma aura de risco sem necessidade, para justificar que o cara está “correndo risco”, mas um risco que ele já sabe que não existe.

Qual é a nossa proposta? Primeiro, vamos mapear as reservas: saber se temos 100 bilhões, 200 bilhões, 300 bilhões de barris. Segundo, vamos criar o sistema de prestação de serviço: a Petrobras passa a operar, recebe por cada barril de petróleo produzido US$ 15 ou US$ 20, e o governo determina o ritmo de produção. Porque há um problema: a Arábia Saudita produz em torno de 10 milhões de barris, a Rússia uns 8 milhões de barris, depois vêm os outros, com 2 a 4 milhões de barris por dia: Venezuela, Iraque, Irã. O Eike Batista anuncia a produção de 1,4 milhão de barris, a Petrobras anuncia 5 milhões de barris e pouco. Significa que o Brasil vai exportar uns 3 ou 4 milhões de barris. Já é o terceiro ator. Não se pode fazer mais isso.

quarta-feira, outubro 17, 2007

LULA EDWIGES DA SILVA




"São aproximadamente US$ 400 milhões, e o Brasil tem todo o interesse em resolver esse problema" - Luís Inácio Edwiges da Silva.

Uma das hipóteses em estudo pelo Tesouro Nacional é o perdão total da dívida


Definitivamente o presiMente não tem nada a ver com a padroeira dos Endividados. Edwiges nasceu em família nobre e bem abastada, mas viveu na simplicidade e com humildade. O presiMente nasceu em família humilde, mas vive como um nababo - às nossas custas, é claro -. Edwiges socorria os

endividados presos com seus próprios recursos; já o presiMente perdoa dividas com o bolso do contribuinte e a complacência dos nossos cretinos Senadores, que aceitam tudo com a ligeireza de um gato. Edwiges transformou água em vinho; já o presiMente vem transformando o Brasil em Penico, cheio de caca, diga-se de passagem.

O Congo é uma ditadura militar mas o NOÇUGUIA blasfemou "ensinando a construir uma democracia cada vez mais forte e na paz". Esse é o modelo de Democratura que o Noçuguia almeja.

PS - No site da Paróquia de Santa Edwiges, consta: Modelo dos Políticos, Protetora das Famílias,Socorro dos Necessitados, Nossa Padroeira. Naturalmente esses Políticos não são daqui; essa inscrição ficará bem no Mausoléu do PresiMente acrescentando-se "Protetor da (própria) Família, Socorro dos Militantes, Nosso Coveiro".



EM TEMPO: Esse Cartaz abaixo é patrocinado pela Petrobrás, hoje um antro de imbecis no comando (clique na imagem para melhor visualizar essa Porcaria feita com dinheiro público)

FORA, LULA!

quarta-feira, setembro 12, 2007

AS PIADAS DO DIA

AS PIADAS DO DIA
Piada 1
No maior jornal do país (do faz-de-conta), Renan é tratado como "altivo presidente". O pessoal da "Hora do Povo" (alienado) induz os seus leitores (??) a erro ou estão de gozação. Segundo o Aurélio (parente do Chico de Havana): "altivo" =1 Elevado, alto; 2 Nobre, digno, ilustre; mas também significa 3 Arrogante, presunçoso. Depois dizem que os Tucanos não são explícitos. Se o Renan cair fora (meio difícil hein?) a Hora do Povo dirá que estavam falando do Arrogante e Presunçoso, uai.
Piada 2
"Nós estaremos trabalhando para que não haja superaquecimento da economia. Nós não queremos isso, mas também não queremos esfriá-la" - Luis, o Inácio. Isso quer dizer que continuaremos com o grande crescimento maravilhoso, criador de milhões de empregos, distribuidor de riquezas ou o presiMente vai facilitar a compra de ar condicionado, via crédito consignado, aos aposentados?
PIADA 3
"... uma segunda coisa extremamente importante vai ser criar um certificado social que possa garantir que quem estiver comprando no Brasil ou no exterior [o etanol], está comprando o resultado de um trabalhador registrado em carteira, com emprego formal tendo seus direitos inteiramente respeitados..." Luis Inácio, o Lula. Porém, "Nas atuais condições, [os cortadores de cana]passaram a ter uma vida útil de trabalho inferior à do período da escravidão" - pesquisadora Maria Aparecida de Moraes Silva (UNESP). Resumindo, além da volta de Jesus, Lula aguarda a volta da Princesa Izabel.
PIADA 4
Não é bem uma piada para nós idiotas que sustentamos esse governo. Talvez um marciano possa rir, ao recordar que o presiMente disse que "não existe um governo mais ético e moral que o dele" e constatar a manchete:
Petrobras já liberou R$ 34 bilhões sem licitação na gestão Lula.
Falando sério; onde está o sindicato dos humoristas, que não protesta contra o Lulla, que não é sindicalizado e mesmo assim tem um programa humorístico 24 horas por dia, 365 dias por ano?

quinta-feira, julho 12, 2007

RELAXA E GOZA

RELAXA E GOZA.


(Antes que algum engraçadinho diga que o correto é Relaxe e Goze, corrijam primeiro a ministra-sexóloga).




As notícias são ou não motivo para relaxar e gozar?
-Brasil vai fazer hidrelétrica binacional com Bolívia
-Nível de corrupção no Brasil piora em 10 anos, afirma Bird
-Fraudes na Petrobras envolve ONGs, suspeita MP
-Acusado de comandar esquema{Petrobrás] doou a petista Ruy Castanheira de Souza figura nas contas de campanha do deputado Carlos Santana (PT-RJ) como doador de R$ 50 mil. A quantia foi doada em 26 de outubro de 2006, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
-Águas Profundas: IESA, teria doado R$ 1,5 milhões, para campanha de Lula







Enquanto isso... Renan Calheiros, não arriscou ver a tropa da operação "mãos-sujas" em ação, retirou-se para o Palácio do Planalto e foi conversar com o Rei Medas.