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sábado, julho 27, 2013

Edward Snowden e a hipocrisia mundial.




por Heitor de Paola



Um governo que tem um agente da DGI cubana, José Dirceu, como um dos seus líderes pode criticar alguém?



"Quando não existem bons conselhos, o povo cai, a segurança está na existência de múltiplos conselheiros’.
Provérbios 11,14.

As denúncias de Snowden sobre a ampla rede de espionagem da National Security Agency foi recebida com protestos mais ou menos histéricos pelos países observados, como se isto fosse novidade. Todos espionam todos, o tempo todo, o diferencial é a competência. A espionagem é tão antiga quanto a existência de seres humanos no planeta. Mas falemos de países: a espionagem é generalizada, é como um gato escondido com rabo de fora. Todos fingem que é só um rabo, não tem gato. Quando um destes bichos aparece é um fuzuê. Começa um ritual já bem conhecido. Como diz João Ubaldo, no excelente artigo ‘O Ritual do Esperneio’: “não há um só dos diretamente envolvidos que não saiba tratar-se de uma encenação, mas ela é levada adiante”.

Há milênios uma boa informação vale mais do que mil armas. Sun Tzu já enunciava: 

‘Os guerreiros vitoriosos, primeiro ganham a guerra e depois vão guerrear, enquanto os perdedores primeiro vão à guerra e então tentam ganhar (...). Se você conhece o inimigo e a você mesmo, não precisa temer o resultado de centenas de batalhas’.

Ora, como se entendem estes dois axiomas da obra ‘Arte da Guerra’? A maioria das guerras é ganha antes de começar, geralmente devido a um eficiente serviço de inteligência para conhecer o inimigo, e também os amigos que podem virar inimigos sem aviso prévio, armar suas próprias forças de antemão, saber quando e onde atacar.

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o crescimento das tensões árabe-israelenses levou ambos os lados a mobilizarem suas tropas. Antecipando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, Israel lançou um ataque preventivo à força aérea egípcia. De nada adiantou a frente árabe, formada por Egito, Jordânia e Síria, apoiados por Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão, além do apoio incondicional da União Soviética.

Israel certamente tinha a melhor Força Aérea do mundo, os soldados de todas as armas defendiam suas próprias casas, mas se não existisse o serviço secreto militar, interior e de contra espionagem Shin Beit – Agência de Segurança de Israel, e o Mossad – Instituto de Inteligência e Operações Especiais, não haveria as informações necessárias e todo o aparato militar se mostraria inútil.

É também relevante a questão do foco: onde e o quê deve-se espionar. No Brasil pós-64, o SNI, as agências das três forças armadas e os DOPS estaduais certamente eram eficientes, mas focaram a inteligência apenas nos movimentos armados, negligenciando a cabeça do gato: as escolas, a cultura (editoras, cinema, teatro), as redações de imprensa, as estatais, que eram a menina de seus olhos nacionalistódes. Resultado: no que focaram venceram, no essencial que deixaram de lado, até mesmo estimulando (vide Embrafilme e financiamento das estatais para notórios comunistas) perderam feio e hoje têm de amargar as “comissões da verdade”, as indenizações milionárias para terroristas e até idiotas inúteis, como Cony, Ziraldo et caterva.Além, é claro, da sede de vingança que leva ao sucateamento das forças e ao achatamento dos soldos.




O artigo de Carlos Azambuja, Echelon – A rede de espionagem global, que o Mídia Sem Máscara republica hoje, é uma obra que mostra aos iniciantes como funciona há décadas uma das redes de espionagem global. Especialista em história dos movimentos revolucionários e serviços secretos, o Autor nos dá uma clara noção de como é possível criar e funcionar por anos a fio uma rede de informações mundial sem precisar se esconder. Pode-se dizer que o gato era visível para quem quisesse ver, claro que escondendo suas entranhas.

O artigo vem bem a propósito para desmoralizar o alarido causado pelas revelações de Snowden. Não que ele deva ser considerado um herói, creio mesmo que deveria ser preso, julgado e condenado à morte como prevê a lei americana para os traidores.

* * *

Outro ponto deve ser levantado: por que o esperneio agora por governos como do Brasil e demais do ‘poderosíssimo’ MERCOSUL que estão inflados de agentes, informantes, e simpatizantes das mesmas ações levadas a cabo pela central de informações, espionagem, assassinatos, atos terroristas e financiamento de guerrilhas, mas principalmente de desinformação da União Soviética e seus satélites? Um governo que tem um agente da DGI cubana, José Dirceu, como um dos seus líderes - apesar de condenado por crime comum e não pelo de espionagem e traição como deveria ter sido -, pode criticar alguém?

O mesmo pode ser dito da Alemanha, dirigida por Angela Merkel, uma ativista da DDR-Jugendverbandes - a substituta comunista da Hitlerjugend -, e informante da Stasi.
(Voltarei a este tema brevemente).

terça-feira, novembro 20, 2012

A Guerra Preto no Branco.









por Mirian Assor






Gostaria de saber qual seria a reação de François Hollande, da senhora Merkel, do Papa, se Paris, Berlim e o Vaticano fossem atacados dia sim, dia sim, por um inimigo vizinho violento e assassino, que já lançou milhares de mísseis, mas que se apresenta como magoado e indefeso.

País com juízo não tolera agressão. Claro. Um míssil não pode ser recebido com bolo brigadeiro. Obviamente. Governo que encolhe as omoplatas diante de uma ameaça feroz prostitui a independência. Certíssimo. A defesa de uma nação não possui a consistência da bavaroise. Seria a catástrofe. A proteção contra o terrorismo não se faz com conversa mole.

Ahmaed Jaabari, que fora preso, em 1998, pelo fantoche Serviço de Segurança Preventiva da Autoridade Nacional Palestiniana, e quem dirigiu o operativo de custódia do soldado Gilad Shalit, movendo-o entre diferentes esconderijos até o momento de sua troca por mil palestinianos cheiinhos de sangue nas manápulas, em Outubro de 2011, teve a sepulcro que cavou. Pois é.

Um criminoso que anda à chuva molha o lombo. Os talhantes da laia do hamas, da jihad Islâmica e de bandoleiros afins, sofrem de tamanha gula pelo ventre aberto que os sanguinários treinam os próprios filhos para serem futuros monstros, fardando-os com cinto de explosivos e utilizando-os como escudos humanos. Esta perversidade conta com o obsceno aval silencioso da Unicef, que supostamente devia zelar pelos direitos das crianças, mas, escandalosamente, nunca interveio. Adiante. A técnica recorrente de os bombistas se esconderem em mesquitas, escolas e hospitais, onde ninguém reza, estuda e está doente, conquista a opinião facciosa burra e alcoviteira.

Israel é, talvez, o único estado livre ao cimo da terra, que tem tido demasiada contenção para assegurar a sua existência e um caso, quase, de estudo porque o mundo espera sempre dele tantas e tantas explicações por defender a sua soberania. As operações militares na Faixa de Gaza, que goza de uma das maiores densidades populacionais do globo, com 1,5 milhão de habitantes numa região de apenas 40 km de comprimento e cerca de 6 km a 12 km de largura, são efetuadas com escrúpulos que mais nenhum exército quer conhecer.

Panfletos escritos em árabe a avisarem que determinada área será alvo de ataque, dizem por si. A egoísta Comunidade Internacional teima em ver o conflito de olhos estrábicos. O mapa desfruta de um presente chamado petróleo e, idem, sorte; não há mísseis apontados em sua direção e por isso, canta de galo com o estômago cheio. Não só o palerma aparelho digestivo egocêntrico é o culpado de uma leitura absurda.

Há um suor analfabeto compulsivo ridículo em igualar o Estado de Israel com um bando de homicidas. Depois, chega a esquizóide atitude; a guerra, para os covardes do costume e para os tradicionais imbecis, apenas estoura quando Israel responde às agressões. O edema de mácula propositado, desvairado, indecoroso de valores universais, travestida de anti-semitismo, fá-los considerar que o hamas só retruque e goza de depósito bélico inofensivo. Uma ova.

Não é preciso ir muito atrás para afirmar e reafirmar que o gangue não brinca à Cinderela. Na quinta-feira dia 15 de Novembro matou três israelitas na cidade Kiryat Malachi. Feriu um bebé e uma criança. Coloca cerca de três milhões e meio debaixo de fogo. Os foguetes mortíferos, desta vez, de pata superior, estão a atingir Telavive e Jerusalém. O míssil Fajr-5 de fabrico do irmão canibal iraniano, capaz de atingir alvos até 75 quilômetros de distância, constitui o último grito da moda do curral. Estão com azar e terão azar.

O sistema defensivo de Israel funciona e facilita o caminho daqueles que, ao praticarem o terror, ambicionam um encontro festivo com as hipotéticas e, convínhamos, infindáveis 72 virgens.


Fonte: Pletz