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sábado, março 24, 2012

Elvis morreu, mas Stalin vive.





Por Percival Puggina(*)

Para os senadores socialistas brasileiros, dar pitaco na política externa norte-americana é um dever. Mas nada de apontar o dedo para os horrores que a ditadura comunista cubana impõe aos dissidentes e a toda população da ilha-cárcere.


Confesso que volta e meia me vejo assistindo, pela tevê, às sessões do Senado Federal ou às da Câmara dos Deputados, embora esta últimas, não raro, se assemelhem a uma fila de telefone público mandando recados para o interior.

Pois foi num desses cateterismos televisivos através do coração da democracia brasileira que me deparei, na última quinta-feira, com a transmissão de uma sessão da Comissão de Relações Exteriores do Senado, sob a presidência do senador Fernando Collor. Na pauta, dois requerimentos apresentados por Eduardo Suplicy. O paulista, com sua retórica de hipnotizador, propôs o envio de duas moções. Uma ao governo dos Estados Unidos pedindo a desocupação de Guantánamo, a liberdade dos cinco agentes cubanos presos e condenados pela justiça norte-americana, e o fim do tal embargo comercial que ninguém respeita. A outra moção seria dirigida a Cuba, pedindo a libertação dos presos políticos e o levantamento das restrições às entradas e saídas de cidadãos cubanos no próprio país. Para quem não sabe, cubanos só saem de Cuba com beneplácito do governo ou dos tubarões. E o beneplácito do governo é o menos provável.

A primeira moção teve aprovação resoluta, unânime, indiscutível. A segunda abatumou. Os senadores Ranulfe Rodrigues, Vanezza Grazziotin, Fernando Collor e, principalmente, Delcídio do Amaral, entenderam inconveniente que o Brasil se imiscuísse em assuntos internos de Cuba. A moção foi rejeitada. Em vão Pedro Simon e Ana Amélia expressaram surpresa com a escancarada contradição. A maioria dos presentes não viu problemas em dar palpites à política norte-americana, mas fazer o mesmo em relação a Cuba, sim, constituiria grave intromissão em assuntos internos de uma nação soberana.

Exclame-se, amigo leitor. Xingue. Mas escolha adjetivos que correspondam a um diagnóstico político correto. Aquela turma conta muito com a ingenuidade alheia. Preza imensamente a ingenuidade alheia! Graças a essa ingenuidade, pela qual o ocorrido aponta direto para a rematada incoerência e para o absurdo, eles se dão o direito de fazer política segundo uma lógica própria, uma racionalidade disciplinada e obedecendo a um mínimo ético que é o máximo da malícia. As pessoas tendem a concluir assim: "Um peixinho de aquário perceberia tal contradição!". Sim, um peixinho de aquário e um senador stalinista. Então, entenda: qualquer deles, jamais votaria moção contra Cuba. Os repórteres que perguntaram à presidente Dilma e ao governador Tarso o que tinham a dizer sobre direitos humanos por lá, depois das recentes visitas à ilha, proporcionaram a ambos oportunidade de tecer pesadas críticas aos Estados Unidos. Sem qualquer embaraço. Sobre Cuba, nada. Contradição? Não, apenas ética stalinista. Tudo pela causa, camaradas! Digam-me quando não foi assim. É por serem assim que tais autoridades, homens e mulheres, fazem um discurso sobre direitos humanos no Brasil, criam um Ministério da Mulher - e andam aos abraços com as autoridades iranianas.

Vou encerrar reproduzindo parte de um artigo no qual Eça de Queiroz, em 1871, expressou seu constrangimento ante o que via acontecer em seu Portugal. No caso, ele menciona a Espanha. Nós deveríamos colocar-nos, pelos mesmos e muitos outros motivos, também constrangidos diante do mundo. Diz ele: "O país não pode, em sua honra, consentir que os espanhóis o venham ver. O país está atrasado, embrutecido, remendado, sujo, insípido. O país precisa fechar-se por dentro e correr as cortinas. E é uma impertinência introduzir no meio de nosso total desarranjo, hóspedes curiosos, interessados, de luneta sarcástica".

Com a sociedade ingenuamente adaptada a uma crise moral de rosto sujo e cauda longa, podíamos, muito bem, passar sem ressuscitar entre nós e exibir ao mundo uma ética stalinista de malícia e conveniência que se impõe sobre tudo. Espere a incoerência e não se surpreenderá jamais.


Fonte: Mídia Sem Máscara.

* Percival Puggina (67) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

quinta-feira, maio 31, 2007



USP - A FARRA CONTINUA















Parabéns às "autoridades" Paulistas. São 28 dias de bagunça e desrespeito à lei. Em 28 dias seria possível ganhar-se uma guerra, mas o governador Serra não consegue retirar, da reitoria da USP, um bando de desocupados. O que espera o governador? Estará o governador estudando canto para fazer dupla ao inútil senador Suplicy e cantarem juntinhos?
Caro governador, sabe como retirar esse bando da USP e fazer cumprir uma ordem judicial? "The answer, my friend, is blowin' in the wind: Batalhão de Choque, gás pimenta, bombas de efeito moral e cassetetes, muitos cassetetes.
As fotos ( Luciana Bonadio/G1) mostram o preparo de nossos bravíssimos futuros cidadãos: farão na vida Pública o que estão fazendo hoje na Privada. O muro pixado é o do Museu de Arte Contemporânea na USP. Será arte contemporânea pixar patrimonio público? Acorda governador!

terça-feira, maio 22, 2007

USP OU CASA DA MÃE JOANA?

USP OU CASA DA MÃE JOANA?
Tudo bem que dona Suely Vilela, Reitora da USP, faça corpo mole e cantarole "...deixa vida me levar, vida leva eu..." do filósofo cervejeiro Zeca Pagodinho. Suely Vilela nasceu na USP, enquanto acadêmica deve ter feito seus protestos, contra a ditadura, contra o esfriamento global - não estava tão quente naquele tempo -, contra a invasão da Lua pelos Imperialistas americanos e blá, blá, blá e, talvez porisso fique titubeando em fazer cumprir uma ordem judicial. Não aceitamos, mas entendemos.
Tudo bem que a PM espere um sinal de alguém com mais Competência do que dona Suely, para cumprir a ordem de desocupação. É compreensível a atitude da PM, afinal o Senador Rapper Suplicy está por lá e vai criticar os métodos utilizados, sejam quais forem. Suplicy defende transgressores da lei com uma desenvoltura que so se vê em Marcola. Entendemos a posição da PM, mas não aceitamos. O que não se pode aceitar, definitivamente, é a atitude do Governador Serra. A USP, caso o governador não saiba, é sustentada com impostos dos Paulistas. Os mauricinhos e patricinhas uspianos já depredaram, invadiram a privacidade de alunos e professôres através do cadastro da Reitoria e se negam a cumprir ordem LEGAL para desocupar a USP; todos os Paulistas pagarão para reformar as instalações, querendo ou não. E, parecendo estar em Marte, o governador não toma nenhuma atitude. Foi para isso que José Serra foi eleito governador? Mostre autoridade senhor governador ou assuma de vez o viés lulista de afagar transgressores. Um Lula só já enche; dois explodem o saco.

terça-feira, agosto 29, 2006

DEBATE: VOCÊ VIU?; SE NÃO VIU NÃO PERDEU NADA






DEBATE: VOCÊ VIU?; SE NÃO VIU NÃO PERDEU NADA





José Serra não foi, mas não fez falta. O ganhador do debate? Lógico que foi o Plinio de Arruda (Psol), que logo de cara matou a pau todos os "debatedores(??)":
Nem segurança nem educação; o que falta no país é DISTRIBUIÇÃO DE RENDA.

A FORÇA TAREFA do filho do general Oliva é mais uma peça de ficção. Os dez milhões de empregos do Lulla ou o plano de Segurança do Genoíno agora virou FORÇA TAREFA.

Lamentável que Aloizio Oliva diga sempre que é professor; isso desestimula os verdadeiros.
Notaram que o Aloizio Oliva resolveu colocar o pai no curriculo? Agora também apareceu a mãe, a esposa e a filha. Mas as outras qualidades do Aloizio quem explica melhor é o Suplicy:




DOIS ÍCONES DA POLÍTICA PAULISTA



domingo, maio 21, 2006

Homens que tombaram tentando proteger os cidadãos.


Homens que tombaram tentando proteger os cidadãos.

Foram assassinados fria e covardemente pela escoria da sociedade. Escoria que todos nós brasileiros, somos responsaveis; uns mais,outros menos.

A hora seria a de se reverem pontos de vista, erros propositais ou não, politicas de segurança - que nunca existiram - enfim, reconstruir.

Mas o chefe do pais (não da nação) com discursos desconexos vem tentando se apegar ao poder, jogando a culpa para seus antecessores.

O presidente em exercício esqueceu (o que é perfeitamente normal vindo delle), que seu (des)governo tem mesmo é alimentado fartamente aos banqueiros e porcamente aos 8 milhões de "clientes" do "bolsa-família". Esses dois segmentos da sociedade serão sem sombra de duvida os seus mais fieis cabos-eleitorais.

Reverenciar os mortos, sem a incomoda presença dos defensores de bandidos e sem os arroubos ridículos dos Srs. Hélio Bicudo, padre Lancelotti ou do Hilário senador Suplicy.

Aos familiares desses agentes da segurança publica, nossos respeitos.
-Policiais Civis
Ailton Carlos Santana- Elias Pereira Dantas- João Marques Fernandes- José Antônio Prada Martinez- Paulo José da Silva- Tamer Ramos Orlando
-Policiais Militares
Fernando Bispo de Santana - Edilson Ferreira de Farias- Nelson Pinto- João Alberto da Costa- Izaias Lopes Viana Júnior- Adilson Umbelino Carvalho- Anderson Andrade- Ricardo Carvalho- Marcelo Martins Prestes- Davi de Oliveira - Edimilson Simões da Silva- Wilson de Jesus Santos- André Fernandes Júnior- Ricardo Savino- Marco Antonio Rodrigues de Mello- Messias Ponte Barreto- Arildo Ferreira da Silva- Ricardo José Martins de Lara - José Eduardo de Souza- Teodoro Bastos Leite- Romulo Henrique David- André Luis Santos Nunes- Edison Batista de Paula