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terça-feira, outubro 31, 2017

Judith Butler e aTeoria Queer de desconstrução sexual




...que invadiu o Brasil e objetiva reorientar a sexualidade humana


Por Marisa Lobo.

Esclarecendo sobre a “invencionice” da teoria Queer, que está promovendo e influenciando fortemente os saberes humanistas, a reorientação sexual e a desconstrução da heterossexualidade, ou seja, da família tradicional.





“Se a teoria Queer pode tentar desconstruir a heterossexualidade, acusando-a de ser ‘anormal’ ou ‘compulsória’, também posso eu descontruir a homo normatividade e chamar a atenção para o preconceito mundial contra a família tradicional, que representa o avanço dessa teoria e que negligencia totalmente o saberes médicos, jurídicos e religiosos que fazem parte igualmente da vida de todo sujeito. Saberes estes garantidos pela constituição e pela declaração dos direitos humanos. Temos que debater e promover o equilíbrio e direitos, é fato. Porém, sem ferir nossos princípios, que também são direitos, e ficar refém de invencionices sociais que por querer defender seus direitos à dignidade, fere a dignidade do outro”.

Do que se trata a teria Queer.

A teoria Queer, oficialmente queer theory (em inglês), é uma teoria sobre o gênero que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual, ou de gênero, dos indivíduos são o resultado de um constructo social e que, portanto, não existem papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana, antes formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais. A teoria Queer teve origem nos Estados Unidos em meados da década de 1980 a partir das áreas de estudos gay, lésbicos e feministas, tendo alcançado notoriedade a partir de fins do século passado. Fortemente influenciada pela obra de Michel Foucault e pelo movimento feminista, dentro dessa teoria está a desconstrução da heterossexualidade como normal, pela criação crítica de “heteronormatividade”, sugerindo que a heterossexualidade é imposta e normativa. Este seria um gênero neutro, onde crianças seriam criadas sem definição de papeis sexuais e ou social, pois, para a teoria, não existe diferença entre o sexo. Desta forma a teoria garante que se extinguiria o preconceito entre homens e mulheres e gênero.

Em minha opinião é um objetivo é até nobre, mas que abriga uma prática perigosa ao colocar este sujeito em conflito com sua sexualidade, podendo gerar muitos transtorno de identidade de gênero, pois sabemos o quanto os papéis, bem como figura e modelos de pai e mãe, são essenciais na construção de um cidadão.

Embora essa dinâmica social contemporânea pulse de forma intensa na tentativa de desconstruir a heterossexualidade como natural e a família nuclear fundamentalmente heterossexual, patriarcal e fundada em laços sanguíneos; apesar desses esforços, prevalece a heterossexualidade como modelo, conforme a sua natureza biológica e não de forma normativa e/ou compulsória, como tenta aludir a teoria Queer.

Não podemos negligenciar a verdade de que o sujeito é predisposto a desenvolver características psicológicas do sexo a que pertence. A teoria Queer promove um discurso nobre em seu meio, mas promove uma prática totalmente arriscada, uma “invencionice” acolhida por aqueles que defendem apenas um grupo, como se este grupo vivesse em uma ilha e pudesse criar saberes, regras e normas, e os impor para a maioria da população mundial, o que sabemos não ser possível. Faz parte de uma educação saudável e da construção do sujeito saber lidar com a frustração e entender que nem tudo é ou pode ser como idealizamos e ou queremos.

O mundo caminha para essa reorientação sexual, que deveria ser vista pelas áreas médicas e psicológicas com grande desconfiança e cuidado. Sabemos que é uma preocupação mundial. Há os que a defendam, mas também os que criticam.



Ou seja, para os heterossexuais é a certeza da desconstrução da família tradicional e de uma reorientação social acerca da sexualidade do sujeito que, sendo imposta, não eliminará preconceito algum apenas criando mais um tabu, pois acusam a heterossexualidade da maioria da humanidade de ser “anormal”, colocando a homossexualidade como “normal”. A dicotomia permanece sobre outra ótica: a da desconstrução da heterossexualidade.

O ser humano deve ser entendido como um todo, como a soma de suas partes. A significação e a formação indenitária se dão exatamente ao respeito dessa máxima: somos um corpo que é resultado da soma de várias partes e cada uma deve ser ouvida, mas se pensando no sujeito em sua totalidade.

Esse movimento (queer) argumenta que a família homo afetiva deve ser motivada e afirma em seus discursos que a intenção é colocar definitivamente em xeque esse conjunto que eles chamam de “normativo ocidental”, e colocam em construção o seguinte:



Não lhe parece que este pensamento, que motiva ações contra a família e os que eles chamam “religiosos”, sugere e motiva um preconceito mundial contra o mundo ocidental por sua tradição e ou fé? A teoria Queer trata da questão da sexualidade com alienação psicológica; não podemos nos esquecer de que há coisas que podemos mudar e outras que ainda que manipulemos com palavras, permanecem imutáveis. Portanto, será um grande gerador de conflitos se não reconhecermos esta máxima. Minha critica é que movimentos ideológicos, políticos ou antiifamília tradicional vêm se vitimando e nos induzindo a nos inclinarmos a defendê-los por emoção, e não pela lógica da razão, que faz parte da construção do pensamento humano e dos direitos que devem ser consolidados e conscientes.

A critica que faço abertamente à teoria Queer, ou seja, ao movimento LGBTT que é o verdadeiro mentor dessa desconstrução, é que eles impõem a aceitação da família homo afetiva não como um direito o que é perfeitamente louvável, mas com um absolutismo como questão fechada, não deixando espaço para argumentações e ou opiniões contrarias. Tentam com este pensamento o avanço na desconstrução total da normalidade da heterossexualidade, objetivando afetar a família tradicional, negligenciando estatisticamente a sua existência; não levando, inclusive, em consideração que vivemos em um estado democrático de direito. Agindo assim violam o próprio direito humano.



Neste sentido, entendo que a teoria Queer tenta impor a homossexualidade afirmada como conceito/lugar seguro para a afirmação indenitária de sujeitos, e não percebe este movimento que é mais político e ideológico, que estão confinados à construção imaginária de nossa história e práticas sociais, ou seja, querem desconstruir a heterossexualidade como normal, impondo culturalmente a homossexualidade de maneira compulsória. Em linguagem popular: vamos trocar 6 por meia dúzia?




Esse movimento deixa claro em sua teoria que está embasado nos engajamentos políticos, assumindo a necessidade de se postular algo como uma noção de pós-identidade e de uma política que sustente tal existência à convenção indenitária, fazendo claramente criticas aos saberes religiosos, médicos, psicológicos e jurídicos, afirmando que esse discurso de normas e naturalidade é forjado por estes profissionais. Vou usar aqui uma fala do psiquiatra Dr.Adnet “contra a ciência legítima não cabem malabarismos”.

As críticas à heterossexualidade da maioria da população mundial são severas e descartam totalmente a biologia e genética, desconstruindo estes saberes afirmando que são historicamente arquitetados por poderosos e devem ser desconstruídos pelo movimento queer, numa forma de alinhamento epistemológico com o construcionismo crítico.



E é nesta perspectiva que esse movimento vem se constituindo como referencial teórico à temática da sexualidade e influenciando, no Brasil, as ciências humanas; e que vem exercendo grande influência sobre o campo sociocultural e, em particular, no campo psicológico. Influenciando, ou melhor, norteando toda a psicologia pós-moderna.

Desta forma, na desconstrução, a religião e a fé de todo cidadão têm sido usadas de forma negativa e como reforçador de preconceito contra os homossexuais. Com manipulação intelectualmente desonesta, tentam atribuir ao judaísmo/Cristianismo a normativa da heterossexualidade, levando ao delírio de seus seguidores a lógica da desconstrução da heterossexualidade desrespeitando, inclusive, a laicidade do estado.



Por um lado devemos entender que a interferência e a influência existem como algo que mesmo um Estado laico não está isento de sofrer. Por isso , o embate democrático entre os mais diversos atores sociais se faz necessário, pois dessa forma se estabelecem políticas públicas. Então, todo o seguimento religioso tem que ter este entendimento de que as políticas que contemplem a todos os cidadãos são políticas públicas construídas muitas vezes com nossa omissão. O estado legitima esta políticas públicas que são construídas por vários seguimento, e não podem ser definidas por um grupo e/ou um segmento. Cabe aos religiosos também lutarem pela atenção do estado assim como todos os movimentos fazem

Por outro lado, creio que é chegado o momento de enfrentarmos essa desconstrução e lutarmos por um equilíbrio nessa “invencionice” que levará a humanidade a viver, em um futuro muito próximo, de maneira muito mais intolerante e conflituosa. Porém, esclareço que não podemos negar, de forma alguma, direitos constitucionais de qualquer pessoa, mas, de forma, alguma perverter e/ou inventar direitos. Estamos caminhando para uma cultura do desrespeito ao próximo e de privilégios e cerceamento de direito das maiorias e levantar esta questão é agir com preconceito, segundo essa teoria e esse movimento de reorientação sexual.

Esse embate, esse diálogo entre atores diferentes, movimentos sociais, sociedade e Estado, é algo que não deve ser suprimido, pois constitui-se fruto da democracia brasileira. Não podemos aceitar um estado refém de qualquer ideologia política. Isso não é democracia. Temos que aprender a conviver com o diferente, mas para isso não precisamos nos tornar um. É nosso dever, como cristãos, promover a tolerância, mas também é nosso direito não ser discriminados por nossa fé e por nossa maneira de viver, pois é nossa escolha e nosso princípio.

Estudantes e profissionais devem entender seus deveres de respeito ao próximo, mas devem lançar um olhar crítico aos saberes, inventado e conhecendo de leis e de política É necessário aprender, compreender e lutar, no nosso caso, para que nosso modo de vida não seja desconstruído. Não é preconceito e sim direitos. Vale lembrar que vivemos em um estado democrático de direito e temos os nossos.




Leia Também:



Fonte: .gospelmais.com.br


Este artigo é registrado e faz parte do Livro: “Desconstrução da heterossexualidade, uma imposição LGBTT” é proibida sua reprodução sem autorização e citação da autora.

Referência Bibliográfica
-Lobo, Marisa . Desconstrução da heterossexualidade uma imposição LGBTT- ed. Jocum, Curitiba ,2013
-CECCARELLI, Paulo. A invenção da homossexualidade. Bagoas: estudos gays, gêneros e sexualidades, Natal, n. 2, p. 71-93, 2008.
-CECCARELLI, Paulo. Sexualidade e preconceito. Revista Latino americana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 3, n. 3, p. 18-37, set. 2000
-FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas completas de S. Freud. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1980b. v. 7.
-SANTOS JÚNIOR, A. A laicidade estatal no direito constitucional brasileiro. 2008. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11236>. Acesso em: 28 ago. 2009.
-SOUSA FILHO, Alípio. Por uma teoria construcionista crítica. Bagoas: estudos gays, gêneros e sexualidades, Natal, v. 1, n. 1, jul./dez. 2007. Disponível em: <http://www.cchla.ufrn.br/bagoas/v01n01art02_sfilho.pdf>. Acesso em: 28 ago. 2009.
-Lizardo de Assis, Cleber Queer theory and the CFP n. 1/99 resolution: a discussion about heteronormativity versus homonormativity – http://www.cchla.ufrn.br/bagoas/v05n06art06_assis.pdf
-Biblia sagrada . ed. Almeida Revista e Atualizada

Em Cristo Marisa Lobo

quinta-feira, outubro 29, 2015

O documentário que fez a Noruega cortar fundos para a Ideologia de Gênero.





por Rodrigo Dias,




Em 2011 o Conselho Nórdico de Ministros – uma organização de cooperação interparlamentar entre Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia – cortaram fundos para o Instituto Nórdigo de Gênero (Nordisk Institutt for Kunnskap om Kjønn – NIKK em norueguês). Isto levou ao fechamento do NIKK na Noruega no dia 31 de dezembro de 2011. Este Instituto tinha o seu escritório localizado na universidade Oslo desde 1995.

O NIKK foi o durante décadas o grande promotor da “teoria de gênero” nos países nórdicos e chegou a colocar em 2008 a Noruega como o país com a maior “igualdade de gênero” em todo o mundo. Sendo assim, o que é que fez o Conselho Nórdico de Ministros cortar o financiamento do NIKK e, com isso, levar ao fechamento desta Instituição na Noruega? A resposta para essa pergunta está na primeira parte de um documentário norueguês chamado Hjernevask (“Lavagem Cerebral” em português), que foi divulgado pela televisão estatal norueguesa, NRK1, em 2010.

Com o sugestivo título de “O paradoxo da igualdade” esta primeira parte do referido documentário pode ser acessada no final desse artigo.

O sociólogo e humorista Harald Eia, produtor do documentário, deixa claro logo no início, que apesar de todos os esforços dos engenheiros sociais na Noruega para colocar uma maior igualdade entre os sexos masculinos e femininos, as mulheres continuam a optar por profissões “femininas” (por exemplo: enfermeiras, professoras etc.) e os homens atraídos por carreiras adequadas ao seu sexo (engenheiros, técnicos, construção civil etc.).

Para buscar uma explicação deste estranho fenômeno, Eia se dirigiu para a Universidade de Oslo para entrevistar Cathrine Egeland e Jørgen Lorentzen – ambos “especialistas” do Instituto Nórdico de Gênero – e acabou descobrindo que estas pessoas não têm nenhuma base cientifica empírica em seus postulados. Quando ele comentou a existência de estudos que provam que homens e mulheres têm cérebros diferentes, e, portanto, aptidões, gostos, preferências diferentes, Cathrine contestou dizendo que “é espantoso como as pessoas se interessam em procurar essas diferenças”. Ao ser questionada ela, sem conseguir provar suas teses, simplesmente respondeu que“não se interessa por este tipo de pesquisas científicas”.

Em seu documentário, além destes “especialistas” em gênero, Eia realizou algumas perguntas aos principais investigadores e “cientistas” da NIKK. Em seguida, apresentou as respostas a diversos cientistas especialmente do Reino Unido e dos Estados Unidos. Estas entrevistas provocaram risos e incredulidade entre a comunidade científica internacional porque a ideologia de gênero defendida pelos “especialistas” do NIKK é constituída de mera teoria e suposição, sem nenhuma investigação ou prova empírica.

Diante do ridículo das teses do NIKK, evidenciado no programa televisivo apresentado por Eia Harald, onde ficou evidente a falsidade da ideologia de gênero, os cidadãos nórdicos começaram a se perguntar porque era necessário o Estado financiar com 56 milhões de euros um Instituto que não tinha nenhuma credencial científica. Consequentemente o governo da Noruega retirou a fabulosa ajuda financeira para uma farsa que pretendia se passar por científica, mas que na verdade vai contra a ordem natural posta por Deus no Universo.

Assim, um documentário com algumas perguntas aparentemente simples, mas objetivas, foi suficiente para desmascarar o mito da ideologia de gênero numa TV norueguesa.

Apesar disso, no Brasil, esta ideologia tenta em seu discurso implantar estratégias políticas para obter a utópica igualdade entre homens e mulheres, e na prática busca a eliminação de qualquer distinção entre os sexos. Esperamos que isso sirva de lição para a nossa nação.

O amor à igualdade pregado pela Revolução

Os defensores da Ideologia de Gênero idolatram a igualdade como valor absoluto e supremo e a buscam mais do que tudo e acima de todas as coisas – inclusive acima da Natureza e seu Criador, Deus Nosso Senhor. Sendo assim, fica evidente sua verdadeira adoração pela igualdade, o mito utópico da igualdade absoluta.

O que é esta igualdade absoluta aos olhos da Religião?

Segue um trecho em que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira trata do assunto em uma de suas reuniões, proferidas na capital paulista em 1957:




“Podemos, então, legitimamente perguntar: esta igualdade o que é aos olhos da Religião?

Temos aqui a tese revolucionária: em todas as coisas, o maior bem que elas podem atingir é serem iguais entre si, e tudo ser igual a tudo. Desta tese revolucionária devemos perguntar o que pensa a Igreja.

Então, a respeito disto eu enuncio a tese e depois demonstro que é assim que pensa a Igreja Católica.

A desigualdade é um bem: odiar a desigualdade é querer o contrário de Deus

A tese da Igreja é a seguinte: não é verdade que a igualdade seja um bem. Pelo contrário, é verdade que a desigualdade é um bem.

Deus criando o universo, criou-o na desigualdade, para que na desigualdade melhor se configurasse a semelhança de Deus. O universo consegue exatamente suas melhores expressões da semelhança de Deus pela desigualdade.

Odiar a desigualdade é odiar, portanto, aquilo que há de mais semelhante a Deus no universo. Odiar a semelhança de Deus é odiar o próprio Deus. Portanto, querer a igualdade como valor supremo é querer o contrário de Deus.” [3]


O paradoxo da igualdade:






[1] http://www.norden.org/en/news-and-events/news/nikk-moves-to-sweden – acessado no dia 25 de outubro de 2015

[2] http://www.aftenposten.no/kultur/Kjonnsforskningen-mister-56-millioner-6704899.html#.U7z9SbFTA2x acessado no dia 25 de outubro de 2015

terça-feira, junho 09, 2015

Documentário expõe farsa do gênero na Noruega.







Documentário expõe farsa do gênero na Noruega.

Por Heitor de Paola







Um golpe devastador para a "Ideologia de Gênero": o Conselho Nórdico de Ministros – uma organização de cooperação interparlamentar entre Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia – decidiu cortar fundos para o Instituto Nórdico de Gênero (NIKK, na sigla sueca). As pesquisas conduzidas pelo NIKK lançaram as bases para as políticas sociais e educacionais que, a partir dos anos 1970, transformaram os países nórdicos nas sociedades com a maior "igualdade de gênero" do mundo.

A decisão foi tomada depois que um documentário norueguês, chamado Hjernevask ("Lavagem Cerebral", em português) expôs a farsa das pesquisas de gênero, em 2010. O sociólogo e humorista Harald Eia estava intrigado com o fato de que, não obstante os constantes esforços de engenharia social para remover os chamados "estereótipos de gênero", mulheres continuavam a optar por profissões tipicamente femininas e homens continuavam atraídos por carreiras masculinas. De fato, ao invés de as políticas de gênero reverterem esse quadro, as diferenças só se tinham acentuado ainda mais.

Então, ele se dirigiu à Universidade de Oslo para entrevistar nomes como Cathrine Egeland e Jørgen Lorentzen, ambos "especialistas" do Instituto Nórdico de Gênero. Depois, levou as suas respostas a outros renomados cientistas ao redor do mundo – principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido –, pedindo a eles que comentassem as descobertas de seus colegas noruegueses. Como era de se esperar, as teses provocaram risos e incredulidade na comunidade científica internacional – especialmente porque seus estudos eram baseados em mera teoria, sem base em qualquer pesquisa empírica. Harald filmou as suas reações, voltou à Noruega e mostrou tudo aos pesquisadores do NIKK. Confrontados com a verdade científica, os estudiosos ficaram atônitos, absolutamente incapazes de defender a sua teoria.

A farsa do gênero foi exposta ao ridículo na TV e na Internet, quando o programa em inglês, sob o nome Brainwash, ganhou fama no mundo inteiro. Os cidadãos da Noruega começaram a se perguntar por que era necessário um investimento tão alto – e com dinheiro dos contribuintes – para uma ideologia sem nenhum crédito científico.

Como consequência, o Conselho Nórdico de Ministros cortou mais da metade dos fundos que eram gastos com as pesquisas de gênero, ainda no ano de 2011. Foi determinado também que apenas dois membros permanentes da equipe poderiam receber investimentos do Conselho. O NIKK chegou a ser dissolvido, migrando para a Suécia, onde passou a chamar-se "Informação Nórdica sobre Gênero".

Ainda que os estudiosos e pessoas ligadas à promoção da Gender Theory neguem, o documentário norueguês desempenhou um papel importante no corte de fundos para o NIKK. Em 2010, foram travados vários debates públicos na Noruega, mencionando a influência do programa Brainwash. O político Henning Warloe, do partido conservador norueguês Høyre, chega a afirmar que "as escolas da Noruega hoje têm falhado, não levando em conta as grandes diferenças biológicas existentes entre homens e mulheres, como as pesquisas têm comprovado".

O primeiro episódio da série apresentada por Harald Eia é bem conhecida e fala justamente sobre o paradoxo da igualdade de gênero. Quem ainda não viu, pode assistir abaixo, com legendas em português:



A Noruega já entendeu a mentira por trás da Teoria de Gênero. Que não demore muito para que o Brasil e o resto do mundo abram os olhos.

Fonte: http://www.heitordepaola.com/

domingo, fevereiro 02, 2014

Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou.









O horrendo experimento com os gêmeos Reime realizado pelo mentor da teoria de gênero, o sexólogo neozelandês John William Money (1921-2006), tem sido solenemente ignorado pela grande mídia, ou, quando muito, ocasionalmente mencionado por um ou outro articulista, sempre com o desvelo de não se comprometer, no essencial, a validade de uma noção canônica em exótico ramo da psicologia contemporânea: o gênero em “sentido amplo” (isto é, mais “inclusivo” que o anacrônico binômio masculino-feminino) e suas derivações.

Todavia, um veículo da grande mídia internacional - o periódico francês “Le Figaro” - tem publicado uma série de artigos instigantes sobre os desdobramentos práticos da ideologia de gênero: as políticas públicas de gênero. Em um deles, elas são descritas como “um conjunto de incitações insidiosas que visam mudar o comportamento dos jovens e substituir, aos poucos, um modelo de sociedade por outro” (1).

Traduzo aqui Theórie du genre: comment la premiére expérimentation a mal tourné [Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou] (2), publicado na edição de 31 de janeiro de 2014 do jornal citado. Nele é descrito o caráter criminoso dos testes efetuados por Money que, como o leitor poderá facilmente constatar, em nada diferiam das técnicas do “Anjo da Morte” no campo de Auschwitz, o Dr. Joseph Mengele.


Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou
Le Figaro

Nos anos 60, um médico neozelandês experimentou em dois gêmeos a “teoria de gênero”, convencendo os pais a transformarem um deles em menina. Uma experiência de consequências dramáticas.

Ainda que a polêmica sobre a teoria de gênero não cesse de crescer, a experiência trágica conduzida na metade dos anos 60 pelo seu criador, o sexólogo e psicólogo neozelandês John Money, volta à superfície, como relatou na quarta-feira o Le Point. Uma experiência frequentemente ocultada por seus discípulos atuais nos estudos “de gênero”, pois, se o fosse (tendo sido conduzida em dois gêmeos canadenses nascidos meninos, sendo que um que deles foi educado como menina) não seria bem vista.

O especialista em hermafroditismo na universidade americana Johns Hopkins, John Money, definiu desde 1955 o “gênero” como uma conduta sexual que escolhemos adotar, a despeito de nosso sexo de nascença. Ele estudou notadamente os casos de crianças nascidas intersexuais para saber a qual sexo elas poderiam pertencer: aquele que a natureza lhes deu ou aquele no qual foram educadas. Em 1966, os pais iriam oferecer ao controvertido médico a possibilidade de testar sobre seus próprios filhos a teoria de gênero. O casal Reimer eram pais de gêmeos de oito meses. Eles desejavam circuncidá-los, porém a operação não foi bem sucedida em um dos dois bebês, Bruce, cujo pênis foi queimado após a uma cauterização elétrica. Seu irmão, Brian, por sua vez, saiu ileso da operação.



Para John Money (foto ao lado), era a ocasião de mostrar com base em um modelo vivo que o sexo biológico não era mais que um erro. Ele propôs então aos pais desamparados que educassem o filho como uma menina, sem jamais revelarem a ele seu sexo de nascença. Bruce, que desde então passou a se chamar Brenda, recebeu a princípio um tratamento hormonal, pois se queria retirar seus testículos depois de quatorze meses. Doravante uma menina, “Bruce-Brenda” usa saias e brinca com bonecas. Durante sua infância, os gêmeos Brian e Brenda seguem um desenvolvimento harmonioso, fazendo da experiência de sexologia uma vitória. Ao menos foi o que John Money - que mantinha guarda sobre sua evolução - examinando-os uma vez por ano, acreditava. Ele publica então numerosos artigos sobre o assunto, mais um livro, em 1972, “Homem-mulher, garoto-garoto”, no qual afirma que é a educação e não o sexo de nascença que determina se alguém é homem ou mulher.

Mas se Brenda viveu uma infância sem choques, as coisas se complicaram na adolescência. Sua voz se tornou mais grave e ela se sente atraída por garotas. Pouco a pouco, ela rejeita seu tratamento, substituindo-o por outro, com testosterona. No fundo, ela se sente mais um garoto que uma moça. Desamparado, o casal Reimer conta a verdade a seus filhos. Desde então, Brenda se torna um homem, David, no qual é criado cirurgicamente um pênis e são retirados os seios. Este último se casará com uma mulher, com a idade de 24 anos. Mas esta experiência identitária fora dos padrões deixou desgastes irreparáveis sobre os gêmeos.


Brian se suicidou em 2002, David em maio de 2004.

Fonte: Mídia Sem Máscara