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quarta-feira, setembro 13, 2017

O que é isto camarada Putin?




por Nelson During(*)




O quê é Isto Camarada sPUTINik?
A rede "agitprop" Sputnik ligada diretamente ao gabinete do Presidente Vladimir Putin continua com sua Guerra Híbrida ao Brasil.

Nota DefesaNet

Notícias recebidas de Washington, na noite de 12 SET 2017, informam que haverá uma recepção, organizada pelo Presidente Donald Trump, em Nova York, para os Presidentes Michel Temer (Brasil), Juan Manuel Santos (Colômbia) ePedro Pablo Kuczynski (Peru) este ainda pendente de confirmação. O evento será na segunda-feira, 18ASET2017.

Cardápio do jantar é a Venezuela. Curiosamente os quatro países que párticipam da AMAZONLOG.

O Editor

A rede de propaganda e ações de desestabilização da Federação Russa, é constituída principalmente pelas organizações Rússia Today e a Sputnik.

Ambas recebem semanalmente pautas e como desenvolver pontos de interesse russo diretamente do Kremlin. Inclusive com o chamado “telefone amarelo”, uma linha direta dos editores com o Kremlin.

Nada acontece por acaso nesta rede e portanto sempre é um indicador das intenções do Kremlin, leia-se Vladimir Putin. Para mascarar a real intenção normalmente realizam ações difusas e nem sempre percebidas pelo leitor ocasional. São instrumentos vitais nas ações contra a Ucrânia e podem ser observadas na Manobra Militar “ZAPAD2017”, 14-20 Setembro 2017.

DefesaNet tem tratado do Conceito Guerra Híbrida onde o domínio da informação e a capacidade de confundir e desinformar são vitais. 

Em duas recentes oportunidades a Sputnik desferiu dois fortes ataques ao Brasil, sendo estes:

1 - “Guerra no Rio? Favelas denunciam 'genocídio da juventude negra' em operações”, publicado 23 agosto 2017, clique AQUI para acessar o artigo.


A rede "agitprop" Sputnik ligada diretamente ao gabinete do Presidente Vladimir Putin
continua com sua Guerra Híbrida ao Brasil.

2 – “Um Exterminador do Futuro capaz de matar sua família? Culpe o Brasil”, publicado 09 setembro 2017, matéria republicada abaixo.



Se na primeira há um ataque direto às Forças Armadas Brasileiras, mas podem alegar que são questões de interpretação.

A segunda já não tem interpretação, mas sim desinformação pura. DefesaNet obteve a correspondência do Dr Matthew Rolland, “Permanent Representative in the Conference on Disarmament”, Nações Unidas, Genebra, datada de 06 Junho 2017. (pode ser acessada nesta página via Scribd).

O artigo da Sputnik além do título agressivo, abre com o lead:

”O Brasil está atrasando o debate sobre a regulamentações das armas automáticas de guerra, os chamados "robôs assassinos". Com o encontro marcado para os dias 25 a 29 de agosto foi cancelado por causa de débitos, dos quais o Estado Brasil é 68% responsável.”



Em nenhum momento o Dr Matthew menciona o Brasil, e sim a dificuldade de obter os US 516.000, para a conferência, que no dia 22 Maio, tinham disponível U$ 360.000. Exatos 69% do valor e isto por todos os países contratantes para a reunião de 3 dias do “Group of Governmental Experts on Lethal Autonomous Weapons Systems (GGE on LAWS)”,

Como nada acontece por vontade dos editores, então quais, são os alvos de Moscou frente ao Brasil?

Podemos avançar alguns pontos:


1 – Para contrapor ao refrão “Fora Temer” da esquerda continental, e ofuscar as reuniões dos próprios presidentes Temer e Putin, ao menos em 4 oportunidades, em um ano. Também reuniões de alto-nível como a do ministro Raul Jungmann com o seu contraparte russo, o poderoso Sergei Shoigu, em Moscou, Abril 2017;

2 - A importância da Venezuela para a estratégia russa. Desde que foi oficializado e avança celeremente os preparativos do Exercício Logístico Humanitário, AMAZONLOG, a ser realizado em Tabatinga, Amazonas, com os países: Brasil, Colômbia, e Peru, com os Estados Unidos como convidado, e,

3 - De alguma maneira obter a "Paralisia Estratégica" do Brasil.


O receio que o exercício AMAZONLOG sirva para uma futura operação na Venezuela, caso a situação deteriore-se ainda mais e fique incontrolável. Estas ações da Rússia não são acompanhadas de forma sistêmica por nenhum órgão Brasileiro. Aparentemente a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Itamaraty, Palácio do Planalto e Forças Armadas, tratam caso a caso.

Às solicitações de informações ao Itamaraty DefesaNet só escutou o silêncio. Ou por desconhecerem o assunto ou não avaliarem o fato como uma nova arma, tanto no campo diplomático como no campo de batalha

Isto pode ser avaliado no trabalho do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx), publicado em 2015.


“Dado o relativo desconhecimento sobre o assunto no Brasil, e à necessidade de aprimorar-se o saber acerca das TTP a ele relativos, convém que a Guerra Híbrida seja perscrutada por pesquisadores brasileiros, buscando a perspectiva mais adequada à defesa do País.” Paulo Cesar Leal – Cel R1 - A GUERRA HÍBRIDA: REFLEXOS PARA O SISTEMA DE DEFESA DO BRASIL, CEEEx.
Nota DefesaNet


Em 2016 o Departamento de Estado Americano excluiu o Brasil da "Declaração Conjunta sobre Exportação e Uso Subsequente de Veículos Aéreos Não Tripulados Armados ou de Ataque”, e por mais de 40 países, dentre os quais não se inclui o Brasil.

Brasil fica fora de declaração americana sobre drones armados

(*)Nelson During é Editor-chefe do site DefesaNet.com.br

segunda-feira, agosto 07, 2017

Promotores lideram manifesto contra garantismo e bandidolatria.









por DefesaNet.



A partir das redes sociais, um grupo de 145 promotores de Justiça — 100 deles atuantes no RS — divulgaram documento criticando o que consideram decisões judiciais benéficas a criminosos.

Um grupo de 145 promotores de Justiça de vários estados, nove advogados e um juiz lançou na última quinta-feira (03JUL2017) um manifesto que reacende uma polêmica no mundo jurídico. Defendem maior rigor nas penas impostas a criminosos e criticam o que chamam de "garantismo e bandidolatria" no sistema jurídico e nos cursos de Direito.

— Foi uma iniciativa que partiu de nossos grupos de discussão no WhatsApp a partir do caos que se está construindo no sistema jurídico brasileiro. As reformas propostas aos Códigos Penal e de Processo Penal vão impedir ainda mais a punição aos criminosos. Quando se fala em garantias de direitos, é uma enganação. Estão é em busca de não punir quem comete crimes — critica o promotor com atuação na Vara do Júri, em Porto Alegre, Eugênio Paes Amorim.

Ele é um dos idealizadores do manifesto intitulado: "Você tem sido enganado!". Cita entre os principais pontos de contestação a medida que impediria o uso de depoimentos de testemunhas na fase de inquérito policial nos júris. No manifesto, a crítica à reforma proposta é evidente:

— Quem opera a Justiça diariamente, defendendo a sociedade, somos nós. É sabido que uma testemunha muitas vezes volta atrás, sob ameaça, quando depõe à Justiça. Hoje, no Brasil, condena-se apenas 1% dos homicidas. No Rio Grande do Sul esse índice ainda é maior, mas a tendência, se aprovadas as propostas de mudança nos códigos, é terrível — justifica.

Em um dos trechos do manifesto disseminado a partir de grupos de discussão na internet, diz: "O que eles chamam de processo penal democrático: deveriam chamar de democida (aquele que extermina o povo)"

Para o promotor da Justiça Militar gaúcha, Luiz Eduardo de Oliveira Azevedo, é uma questão ideológica que precisa ser modificada.

— Pior que garantistas, muitos juízes e alguns promotores são contra prisões. A sociedade já está farta de verdadeiros absurdos jurídicos em nome do discurso do problema social, de que o indivíduo se torna bandido por necessidade. A academia está com essa mentalidade de esquerda encrustada. O que propomos é o debate, o contraditório — explica.

Outro ponto polêmico no documento faz menção a medidas para esvaziar cadeias. O desencarceramento, para os promotores que assinam o ato significa "bandidos soltos e você preso em casa".

— É um culto bandidólatra, embasado na falta de escolha para a entrada na vida criminosa. O que eu vejo na execução penal é que o crime é cada vez mais uma escolha lucrativa, e as interpretações da lei são sempre muito benéficas aos criminosos. Então, quando eles cometem crimes, já sabem que é muito baixo o risco de lhes acontecer algo ruim — conclui a promotora responsável pelo acompanhamento da execução penal, em Porto Alegre, Débora Balzan.

Outros dois pontos de crítica do manifesto são a nova lei de abuso de autoridade e a necessidade de construção de mais presídios.

"Eu sou, sim, um garantista"

Integrante da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a recordista e concessões de habeas corpus entre as 10 câmaras do tribunal, o desembargador Diógenes Vicente Hassan Ribeiro concorda em ao menos um ponto com os críticos. Sobre a necessidade de criação de vagas em presídios.

— Eu lido com dados concretos. Nos últimos dois anos, a população carcerária gaúcha aumentou em oito mil pessoas. Isso significa uma elevação de 30% sem que novas vagas tenham sido criadas. Quer dizer que está havendo a condenação: as polícias, o Ministério Público e a Justiça estão funcionando — aponta.

Diante dos conceitos de "garantismo e bandidolatria" apresentados no manifesto, o magistrado não titubeia:

— Eu sou, sim, um garantista. Tomo decisões de acordo com a lei e a Constituição. Se há críticas às decisões da 3ª Câmara, é normal. Juízes, promotores, qualquer um erra. É para isso que servem os recursos. E, afinal, qual o problema na revisão da lei de abuso de autoridade? O controle das ações é necessário.

Para o sociólogo e coordenador do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUCRS, Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, o manifesto é reflexo da "pré-falência da segurança pública", que deixa a sociedade mais insegura. O medo, por sua vez, com facilidade, se converte em caldo de cultura para demandas vingativas. 

— Esse é um debate superado, desconectado no tempo, que pode se situar no período pré-Revolução Francesa. O manifesto já vinha sendo gestado há tempo, mas o que nos surpreende é a quantidade de promotores que estão apoiando — disse.

O manifesto não é institucional, e sim uma iniciativa de alguns promotores. Procurada pela reportagem, a Procuradoria-Geral de Justiça enviou, via assessoria de imprensa, um pronunciamento do coordenador do Centro de Apoio Criminal do MP, Luciano Vaccaro. Segundo o representante do Ministério Público, o manifesto "expressa a opinião de vários promotores que atuam na área criminal e verificam, no dia a dia, as deficiências no sistema de Justiça Criminal e também chamam a atenção para várias modificações legislativas que estão em curso e que precisam ser acompanhadas pela sociedade.


Fonte:DefesaNet.com.br