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domingo, outubro 29, 2017

Combatendo Judith Butler e a Ideologia de Gênero




Teoria Queer: A mentira que quer se impor.
por Padre José Eduardo(*).




Os Falaciosos pressupostos da Teoria Queer.

A palavra “queer”, em inglês, significa “diferente, esquisito, estranho, bizarro”. E os teóricos “queer” sustentam que a personalidade humana seria espontaneamente assim: “diferente, esquisita, estranha, bizarra”.

Assim como uma árvore “cresce” de modo errático, isto é, imprevisivelmente, sem um curso definido, anormativa, irregular, a não ser que seja “endireitada” por alguma trave que delineasse retilineamente seu curso, seus contornos, a personalidade humana seria também esdrúxula, não fosse uma trave que a enquadrasse em limites odiosamente deterministas: a heteronormatividade.

Heteronormatividade, para eles, é esta ideologia sexista que cataloga a identidade de acordo com a biologia dos corpos: se você nasce macho, é homem; se fêmea, mulher.

Contudo, ressignificada a trave, esvaziada de conteúdo a heteronormatividade, a humanidade poderia retornar à indefinição basal de sua própria identidade.

Daí o conceito de “gênero”, que serve como instrumento para a dessignificação de qualquer identidade. Precisaríamos reconquistar a indefinição. Esta seria a libertação perfeita, que nos alforraria das determinações e nos abriria para a verdade de que, no fundo, o normal é ser estranho, troncho; o normal é ser anormal.

O problema central desta argumentação é que esta repousa sobre um PRINCÍPIO FALSO DE COSMOLOGIA: a ideia de que a natureza seria ERRÁTICA. Nada mais absurdo!

Os entes naturais se movem não a esmo, mas de acordo com pautas muito bem determinadas, a partir de informações que possuem inconscientemente, dentro de si, programando-os de acordo com uma direcionalidade muito clara, estudável, teorizável. É para isso que existem as ciências naturais!

Assim, uma árvore não cresce “queer” simplesmente: é a interação de sua própria “fisiologia” com o ambiente em que se encontra que causa aquele crescimento. A árvore se “estica” em busca de luz e umidade, seus alimentos, e isso não é nada “queer”, é mega determinado.

Obviamente, a natureza humana não é vítima de um determinismo biológico, mas possui racionalidade; a pessoa é capaz de interpretar suas próprias inclinações naturais equacionando-as em vista do próprio bem humano integral, o que supõe a aceitação de si, das próprias determinações, não se as enxergando como limites detestáveis, mas como pauta nas quais escreve a própria biografia, livre, mas não aleatória e irresponsável.

Na verdade, a tal da “heteronormatividade” da qual dizem nos querer libertar, quando vista no arco de todo o desenvolvimento histórico, apresenta-se-nos como um dos fenômenos mais onipresentes e espontâneos que abraçam a totalidade das culturas humanas. Não surge diante de nós como uma “trave” artificial, um estorvo de que nos seria grato o livramento. Nestes termos, inexiste.

Antes, é esta “gêneronormatividade” que se nos quer impor como superestrutura (ou, para utilizar o ludíbrio deles, super-superestrutura) aniquiladora de nossa espontaneidade.
De fato, para que tanto ardil, se o “heteronormativo” é irreal?, para que tanto esforço de desconstrução ou ressignificação do que chamam de “binarismo”, se este é meramente ideológico, enganoso?…

A realidade é evidente: os teóricos de gênero são verdadeiros “ideólogos”, querem nos sufocar na indefinição, nos expropriar de nós mesmos. A “gêneronormatividade” é a trave que nos quer impedir de simplesmente e espontaneamente ser como somos há milênios, sem rótulos de “queer” ou “no queer”, simplesmente ser!

Daí, todas as absurdidades que eles atribuem à artificialidade do heteronormativo, inexistindo este, se imputam à gêneronormatividade: a produção de invisibilidades, de desigualdade, violência, opressão etc. Este é o abuso mais absurdo, o desrespeito soberano, o autoritarismo assassino, o totalitarismo mais estrangulador.

O ser humano, até hoje livre, em se tornando gêneronormativo, se comprimirá numa personalidade vazia, indefinida, incapaz de se conhecer, e, desconhecendo-se, ignorante do cosmos, da verdade, do bem, de Deus…

LEIA TAMBÉM: Criadora da Ideologia de Gênero virá ao Brasil

Nota do Blogando Francamente: A petição pelo Cancelamento da Palestra de Judith Butler no SESC Pompéia entre 7 e 9 de novembro ainda está aberta, assine-a AQUI

Artigo publicado no site do Padre Rodrigo Maria
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Debate sobre identidade de gêneros na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (15/09/2014):



(*) Padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, tornou-se referência no que diz respeito à defesa da família em âmbito nacional.

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domingo, novembro 02, 2014

Socialismo católico?.










Socialismo católico?.

por padre José Eduardo.(para o Mídia Sem Máscara)





Uma das maiores vitórias do movimento socialista foi, como queria Antonio Gramsci, o aniquilamento da resistência católica.

De fato, nos tempos do Papa Pio XI, havia uma tão grande consciência a respeito, que o mesmo pôde escrever que "socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista" (Quadragésimo anno). Na sequência, ele inclusive preveniu a Igreja contra o socialismo cultural, que ele chamava de educacional, tão perverso quanto o anterior.

Contudo, as décadas se passaram e as advertências de Pio XI, Pio XII e João XXIII foram sendo ignoradas... Os socialistas entraram dentro da Igreja e começaram a confundir a mente dos fieis, até o ponto de que não apenas os mesmos não conseguiam mais discernir os porquês da Igreja em condená-los, mas passaram até a tornar-se seus defensores contra a mesma Tradição à qual diziam pertencer.

Chegamos à situação em que não apenas a contradição apontada por Pio XI parece anacrônica, mas poucos se encontram em condições de compreendê-la.

De um lado, alguns se prendem ao argumento de autoridade, dizendo que, se Pio XI falou, está falado, e pronto!, esquecendo-se de que aquilo é bom não porque o Papa mandou, mas o Papa mandou porque aquilo é bom. Os mais aguerridos se prendem à antiga pena canônica de excomunhão, que não vige do mesmo modo em nossos dias, desmoralizando, por fim, seus próprios postulados.

De outro lado, outros defendem a identidade entre o socialismo e o evangelho, criando uma confusão absurda, como se a própria doutrina social da Igreja fosse de raiz socialista. Como reação psíquica a isto, alguns destes chegam aos extremos da histeria, negando o óbvio simplesmente porque o querem, devotando às suas teses uma fé cega, injustificada, fanática, que os enclausura numa posição invencível, num engano hermético, patológico.
As reafirmações dos papas posteriores à doutrina de Pio XI foram ignoradas solenemente, dando a sensação, propositalmente causada, de que o socialismo era, enfim, harmonizado com a fé cristã.

As consequências deste quiproquó podem ser vistas, hoje, a olho nu. Com a melhor das boa-vontades, muitos católicos bem intencionados dão a vida por um sistema totalitário, emprestam o nome e as causas pelas quais trabalham a uma ideologia que existe para destruí-los, não conseguem perceber que estão do lado errado do tabuleiro da história. E a resistência católica não apenas foi bloqueada, mas mudou de sentido, tornou-se resistência "católica" anti-católica. A dialética entrou dentro da Igreja.

A única alternativa para sairmos deste imbróglio é não nos limitarmos ao argumento de autoridade, mas estudarmos para que se consiga explicar a qualquer pessoa porque o socialismo é incompatível com a reta razão e, portanto, com a fé cristã; porque um sistema que existe para desconstruir a sociedade inteira (inclusive as famílias, a Igreja, as instituições) e reconstruí-la sobre novos fundamentos, que não a verdade e o bem, deve ser rejeitado com a máxima energia.

Nos tempos de Pio XII, quando os socialistas iriam vencer as eleições na Itália, ele se reuniu com o presidente da Ação Católica italiana e pediu que cada membro visitasse a casa de cada católico, explicando a malícia do socialismo com termos simples, catequéticos: -- o pobre tem duas vaquinhas, o rico tem oito; os comunistas dizem que as dividirão por igual, cinco para o rico, cinco para o pobre; isto é mentira, no final das contas, eles tomarão as dez vacas de ambos e darão a cada um apenas o que quiserem.

Com argumentos deste tipo, os comunistas italianos foram vencidos em 1948. Talvez, hoje, a razão de nossos contemporâneos esteja tão violentada que não consigam entender sequer isso. Cabe a nós inventarmos modos de pedagogicamente os instruir.
Digo apenas que, neste sentido, nosso maior esforço deve ser entender racionalmente isto e explicá-lo com simplicidade e clareza. Sem isto, Pio XI continuará sendo jogado para baixo do tapete, juntamente com todos os papas que o reverberaram ao longo da história, e a vitória será historicamente entregue às mãos de Antonio Gramsci et caterva.