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sábado, março 17, 2012

Atentado terrorista contra a embaixada de Israel.


20 anos depois...


Artigo do Dr. Eduardo Kohn.

Em 17 de março de 1992, às 14h42, horário da Argentina, um Ford F-100 carregado com explosivos foi jogado contra o edifício da Embaixada de Israel em Buenos Aires. Vinte e nove pessoas foram assassinadas, entre elas, vários diplomatas israelenses, e 242 ficaram feridos. O edifício da Embaixada foi destruído pelo ataque, uma igreja e uma escola foram seriamente danificadas.

Foi, até então, o pior ataque a uma missão diplomática de Israel. Em 1997, a ação judicial que até aquele momento não havia avançado em sua investigação, determinou que a explosão deveu-se a um carro bomba e que o governo do Irã era o responsável político pelo ataque. Além disso, foi declarou que o coordenador fora Imad Mugniyah, líder do Hezbollah.

Hoje, do ponto de vista judicial, é uma causa prescrita e impune. Seus autores nunca foram detidos e levados perante a Justiça. A América Latina começou então, há 20 anos, a entender através do sofrimento de tantas vítimas, o que significa esta forma de terrorismo suicida. A reação não foi a adequada.

Prova disto, é que apenas dois anos depois, em 18 de julho de 1994, o Irã atacou novamente a Argentina, cometendo outro atentado bárbaro contra o edifício da comunidade judaica ,, assassinando 85 pessoas e deixando mais de 300 feridos. A impunidade destes atentados, o fato de que seus perpetradores são procurados pela Interpol, mas não se consegue obter Justiça, assinala uma marca profundamente negativa no coração da América Latina.

O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto, e ameaçou “varrer” Israel do mapa, mantêm alianças estratégicas com a Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e Nicarágua. Isto, além dos grupos do Hezbollah que chegaram à nossa região, nos indica que 20 anos após o atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, o perigo não terminou, ao contrário, é muito maior.

A aliança do Irã com os membros da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas) é uma espada de Dâmocles sobre toda a América Latina, quando o terrorismo ataca, assassina indiscriminadamente. Lamentavelmente, desta dura lição não se quis aprender, e por isso, a ameaça está latente e presente.

Dr. Eduardo Kohn é Diretor para América Latina da B’nai B’rith Internacional

sábado, abril 01, 2006

ATÉ QUANDO A ESTUPIDEZ VENCERÁ ?



Brasileira Helena Halévy, morta na noite de quinta-feira em um ataque palestino na Cisjordânia.

O atentado ocorreu depois que o terrorista Mahmud Masharka, de 24 anos, que estava vestido como um judeu ortodoxo, forçou a entrada no carro do casal, que havia oferecido carona para outros dois jovens judeus. Após perceber a intenção do palestino, Rafi recusou-se a dirigir em direção ao assentamento de Kedumim, onde o terrorista pretendia executar o ataque.


As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa assumiram a autoria do atentado. A organização é um braço armado dissidente da Fatah, o partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas. Além de Hele e Rafi, morreram no ataque Shaked Lasker, de 16 anos, também de Kedumim, e Reut Feldman, de 20 anos, de Herzliya. Os dois foram enterrados nesta sexta-feira.


Helena Halévy, que tinha 59 anos, vivia no assentamento judeu de Kedumim. A brasileira, nascida no Rio de Janeiro, vivia em Israel desde os 18 anos.


Fonte:yahoo noticias /foto Ag Estado