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sábado, abril 06, 2013

PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.



PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.
por Miguel Fernandes


Esta é a pequena história de um milagre. Em nossos dias, os milagres já não resolvem os problemas; muitas vezes só os impedem de piorar. Nosso milagre é ainda recente e não se sabe o seu alcance, mas há grande esperança de que ele ajude a impedir que o pior sobrevenha. Para entender essa história, é preciso lembrar que, há quase 20 anos, em 18 de julho de 1994…

(Agradecimento às colaboradoras e amigas Judite Orensztajn, Ida Apor e Claudia Henriques pelo encorajamento, pelo entusiasmo na adesão à ideia, pelas críticas, sugestões de melhoria e grande empenho na divulgação desta nossa primeira experiência na linguagem dos quadrinhos, que nasceu da vivência apaixonada de todo o processo dos fatos aqui descritos. O Alto abençoe as pessoas de boa-vontade!)
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Fonte: Pletz

terça-feira, outubro 16, 2012

Venezuela: o futuro será diferente do presente?.









Venezuela: o futuro será diferente do presente?.


por Eduardo Kohn (*)



O presidente Hugo Chávez, 58 anos, ex-policial militar, acredita que o “socialismo do século XXI”, venceu a eleição presidencial pela quarta vez consecutiva e foi felicitado imediatamente pelos presidentes Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador), Raul Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia) e Daniel Ortega (Nicarágua).

Na segunda-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, enviou uma nota de felicitações ao seu “irmão” Hugo:


Teerã, 9 out (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, felicitou nesta terça-feira seu colega venezuelano, Hugo Chávez, por sua vitória nas eleições presidenciais realizadas no domingo, e ressaltou a disponibilidade do Irã para ampliar os laços entre os dois países. No texto de sua mensagem, publicado no site oficial da presidência, Ahmadinejad manifesta que a vitória de Chávez confirma "sua bem-sucedida liderança". Ahmadinejad disse que "o povo da Venezuela, ao dar-lhe a reeleição, garantiu a continuidade da revolução bolivariana e o processo de desenvolvimento social, econômico, cientista e cultural destinado a construir um país independente, avançado e baseado na capacidade nacional" "Quero ressaltar a disposição da República Islâmica do Irã para ampliar a cooperação com a República Bolivariana da Venezuela", indicou o presidente iraniano em sua mensagem. EFE ar/rsd

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Com quase 98% dos votos já contados, o Conselho Nacional Eleitoral, disse que Chávez recebeu 55% dos votos. Seu rival, o ex-governador Henrique Capriles Miranda, recebeu 44%.

A oposição afirmou que a votação foi auditada e não questionou os resultados. “Capriles de forma muito “civilizada” telexou para o presidente Chávez e exigiu o diálogo e respeito”.

Mas, pela primeira vez nos 14 anos sob o regime de Chávez houve uma oposição organizada e forte apoio a um único candidato. Mesmo com os partidários de Capriles sentindo a agonia da derrota, o resultado positivo é que quase sete milhões de venezuelanos se atreveram a votar em alguém diferente. Quarenta e cinco por cento dos eleitores mostraram que gostariam de mudança no governo.

A campanha estava cheia de difamação e ameaças contra Capriles e seus seguidores. Chavez chamou Capriles de tudo, de “porco” a “medíocre”, mas nunca o chamou pelo nome. O antissemitismo também foi usado contra Capriles. Seus avós foram vítimas da Shoah, porém, foi criado como e ainda é católico.

Por um lado, ninguém dentro ou fora da Venezuela está desconfiado em relação aos resultados da eleição. Nem Capriles, nem outros presidentes latino-americanos, e nem a OEA. Todos concordam que as eleições foram bem conduzidas. Isso é o que o povo da Venezuela têm falado.

Mas, por outro lado, Chávez negou acesso a monitores eleitorais internacionais, controlava o sistema judicial, os jornalistas independentes foram perseguidos, com o medo de quem recebeu todo o tipo de “presentes” em sua campanha.

A oposição terá uma chance de mostrar o quão longe eles podem ir em frente neste ambiente em dezembro, quando o país enfrentará eleições regionais e locais. Mais uma vez, Chávez tem o controle total, tornando grande o desafio para a oposição.

Sob Chávez, a Venezuela tornou-se o mais forte aliado do Irã na região e abriu a porta para a penetração do Irã na América Latina. Após esta eleição, o relacionamento entre os dois países crescerá tanto política quanto economicamente.(Chávez e Ahmadinejad fortalecem aliança e criticam EUA)

Embora as sanções econômicas isolem o Irã, Teerã se voltou aos regimes simpatizantes em uma tentativa de enfraquecer as sanções que procuram impedir a construção de armas nucleares. Explorando os sentimentos antiamericanos na América Latina, a República Islâmica tem aumentado o número de embaixadas na região e consolidou fortes laços com Cuba, Nicarágua, Bolívia e Equador.(Estados Unidos celebram reforço das sanções econômicas europeias contra o Irã)

O encontro entre os ministros argentino e iraniano na ONU, em Nova York, para discutir a questão legal referente ao ataque à AMIA na Argentina, em 1994, foi a mais recente manifestação da influência do Irã na região. É amplamente aceito que o ataque foi planejado em Teerã. (O mundo deve responsabilizar o Irã pelo ataque à AMIA)

Esta reunião chocou as famílias das vítimas do ataque à AMIA e as comunidades judaicas em toda a região. A influência venezuelana na Argentina já era forte, e esta mudança política inesperada só piorará após a reeleição de Chávez.

(*)Eduardo Kohn, diretor da B’nai B’rith para a América Latina.


sábado, outubro 06, 2012

Os laços entre Argentina e Irã.











A reunião entre o Irã e Argentina (que será membro permanente do Conselho de Segurança a partir de Janeiro de 2013) para “falar” sobre o brutal ataque terrorista à AMIA em 1994, onde 85 pessoas foram mortas, é motivo de grande preocupação.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Hector Timerman e o chanceler Ali Akbar Salehi do Irã se encontraram em Nova York “para discutir contextos legais ligados ao ataque.” Investigações judiciais e policiais concluíram há muito tempo que o Irã estava por trás do ataque à maior instituição de serviço da comunidade judaica na Argentina. Na semana passada, na ONU, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, iniciou a reunião entre os dois chanceleres em uma cerimônia onde a atitude era clara e objetiva de acordo com o movimento iraniano para expandir sua presença na região

A reunião e o que foi relatado sobre a mesma criou um impacto profundo na B’nai B’rith, na comunidade judaica em todo o mundo e logicamente nos familiares e chocou as vítimas do ataque à AMIA. O impacto é muito mais profundo, quando se leva em conta que o promotor argentino Alberto Nissman demonstrou evidências convincentes do envolvimento iraniano no ataque que por sua vez resultou em um mandado de captura da Interpol contra as autoridades iranianas diretamente envolvidos no ato terrorista.

Conversas com o Irã e Argentina e a recente declaração do seu ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman spbre apoiar o desenvolvimento do programa nuclear do Irã é preocupante e levanta a questão se, entre outras coisas, não é uma estratégia para fortalecer ainda mais os laços com a política do governo e ação Venezuela atual e seus aliados na região. Esta conversa tem contribuído diplomática para gerar preocupação nas comunidades judaicas da América Latina.

A B’nai B’rith Internacional expressa sua rejeição de penetração do Irã na região, que deve continuar a ser motivo de monitoramento de alarme e preocupação.

via Bbpress


terça-feira, setembro 04, 2012

O novo enfoque atual.




por Herman Glanz

O enfoque sobre a política global, (não mais mundial), deve ser atualizado. De um lado, temos o Irã, que não deixa de dizer a que veio, declarando explicitamente ter interesse em destruir o Estado de Israel e, evidentemente, os judeus. Caso se tratasse exclusivamente do Estado de Israel não teria promovido ataques a alvos judaicos mundo afora, como foi o caso da AMIA, em Buenos Aires.

E o governo iraniano não tem nenhum pudor, como fez diplomata do Irã no Brasil, publicando artigo no jornal “Folha de São Paulo”, em 20 de agosto passado, demonstrando a intenção de seu país eliminar Israel, e que mereceu repúdio na imprensa local. Mas, ao lado de outras ações para sobressair no meio árabe e muçulmano, e no mundo, com a construção da bomba nuclear, o Irã fomenta o Hizbollah, no Líbano e mais ainda, no Sinai, para se introduzir na Faixa de Gaza e cercar Israel também pelo sul.

Lançados de Gaza, dois mísseis feriram dois israelenses hoje mesmo. Portanto, o Irã está na fronteira de Israel por meio de seus representantes. Segundo o diário libanês Al-Joumhouria, o Hizbollah colocou 10.000 homens de sua tropa de elite em manobras no Líbano, para se preparar para uma guerra contra Israel, que será decidida pelo Irã. O jornal kuaitiano Al-Seyassah informa que o Hizbollah está implicado nos atos de terror no Sinai. A célula do Hizbollah no Sinai, sob o comando de Zial Al-Kachache, mandado por Talal Hamieh, responsável pelas operações no exterior do Hizbollah, tem duas finalidades: perturbar as relações de Israel com o Egito e fincar um pé em Gaza.

Todavia, entre as preocupações do mundo ocidental, capitaneado pelos Estados Unidos, com vistas à segurança global, estão os problemas com a Rússia e a China, que estão se armando e colocando seus esquemas de combate em situações estratégicas, para atrair os Estados Unidos, em caso de guerra, para posições mais próximas das próprias bases russas e chinesas. Tais preocupações incluem ainda Israel na disputa, para ganhar a hegemonia do poder global. A Rússia ajuda o Irã e a Síria, e a China vende armas para a Síria e Irã, também disputa ilhas com o Japão, numa escalada que provoca instabilidade mundial; entretanto a situação de Israel com os palestinos é apresentada como desestabilizadora da paz.

Desde o início sabia-se no Ocidente que os árabes muçulmanos se mostravam contra o reconstruído Estado de Israel. Já o provaram em 1948 quando atacaram o recém reconstruído Israeç. Depois os árabes buscaram o apoio da então União Soviética para seu pan-arabismo e posições antiocidentais. Nesta semana lembramos dos três “nãos” da Liga Árabe de 1º de setembro de 1967 – não à paz, não reconhecimento e não negociações com Israel. As coisas começaram a mudar com a paz firmada por Israel com o Egito, e, a seguir, começaram as intifadas do finado Arafat, até os Acordos de Oslo, que acabaram conduzindo à apresentação d os palestinos como “coitadinhos” maltratados por Israel.

Não importa que os fatos tenham sido falseados e a história deturpada, mas Israel ficou sendo o problema, devendo sempre ceder às exigências palestinas e ao mundo árabe. Israel é que provoca os atentados terroristas árabes pelo tratamento cruel dispensado aos palestinos, assim se destaca na mídia. É dessa forma que se apresenta a postulação do reconhecimento unilateral pela ONU de um Estado Palestino, contra a situação já existente do reconhecimento de Israel pela Carta das Nações Unidas; é substituir um pelo outro, que muitos não percebem.

A “Primavera Árabe” veio mudar a situação, com a passagem do Egito para o poder da Irmandade Muçulmana. O Sinai não é mais uma zona tampão do Tratado de Paz do Egito, se seus dirigentes já se falam em mudar o Tratado com Israel. Diz-se que se irá tomar Jerusalém, dispondo de milhares de mártires para marcharem àquela cidade. Segundo a mídia, o Presidente do Egito, na sua viagem ao Irã, para a Cúpula dos Não Alinhados, passará pela China para comprar armas nucleares. As eleições americanas trabalham a favor do Irã, que poderá detonar uma bomba ainda antes das eleições, se Israel não se adiantar.

É um dilema difícil, mas as opções devem ser estudadas, porque os fatos mudam rapidamente e é preciso ficar alerta diante do novo enfoque.

Fonte: Pletz.

quarta-feira, julho 25, 2012

Porque o Hezbollah?.



por Deborah Srour (no Pletz)




O ataque de quarta-feira na Bulgaria foi uma dolorosa lembrança de que uns 70 anos depois do Holocausto os judeus mais uma vez não estão seguros no mundo. O fato de não vermos atos como este todos os dias é devido somente ao esforço sobre humano dos serviços de segurança e não do enfraquecimento do inimigo. Imediatamente após o ataque, que se deu no 18º. Aniversário do ataque ao Centro Comunitário Judaico AMIA em Buenos Aires, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu apontou o dedo para o Irã e seu grupo terrorista em chefe, a Hezbollah.

É muito raro que um chefe de estado faça acusações tão categóricas contra qualquer um, ainda mais um governo, antes de ter em mãos os resultados das investigações. Mas qualquer um que leia os jornais e preste um mínimo de atenção ao que se passa no mundo, sabe que há uma guerra entre o Irã e o mundo ocidental e que se os Ayatollahs colocarem suas mãos em armas nucleares, poderão aniquilar o mundo livre ou exigir sua submissão.

Alguns comentaristas jogaram a possibilidade de Netanyahu ter dito que a guerra do Irã é contra o Ocidente para preparar o terreno para uma ação militar conjunta contra as instalações nucleares iranianas. Acho isso pouco provável. Aqueles “aliados” que deveriam estar preocupados em coordenar tal ação militar estão muito atarefados com os fúteis e improdutivos “diálogos” com Teherã, enquanto os mullas marcham direto para o enriquecimento do urânio.

Sim, estou falando da administração Obama. Mesmo se pudessemos acreditar por um minuto que os Estados Unidos não deixarão os iranianos adiar o momento da verdade indefinidamente, com tantas coisas aparentemente mais urgentes, Israel não consegue que o mundo dê prioridade para o problema da bomba iraniana. Ao norte de Israel, a Síria está transferindo seu arsenal de armas químicas para a Hezbollah no sul do Líbano e os Estados Unidos pediram hoje a Netanyahu de não fazer um ataque preventivo à este arsenal para não dar a Assad uma oportunidade de unir os sírios. Quer dizer, para Obama então é mais importante depor Assad do que proteger Israel de um ataque com armas químicas.

E ao sul de Israel a instabilidade do Egito e sua aproximação com o Hamas complica e estica as defesas do estado judeu. Hoje o gaseoduto entre o Egito, Israel e a Jordania, foi explodido pela enésima vez. Enquanto isso, a secretária de estado Hillary Clinton está ocupada com discursos sobre as dificuldades econômicas do Oriente Médio – apesar deles estarem sentados sobre o petróleo – e como os Estados Unidos continuarão a enviar bilhões de dólares dos seus contribuintes para a região.

Netanyahu sabe que o objetivo principal do Irã é alcançar uma hegemonia com seus vizinhos para liderar uma coalisão muçulmana contra o ocidente restaurando o califato que existia antes da Primeira Guerra Mundial. Uma idéia que ainda é negada e tida como absurda pelo mundo livre. Assim Netanyahu precisa martelar e reiterar o perigo de um Irã nuclear mesmo se Ahmadinejad diz que está pronto a “negociar”.

Alguns analistas disseram que este ataque na Bulgaria reflete a frustração da Hezbollah em não conseguir vencer Israel no campo de batalha e de ter outros ataques prevenidos na India, Georgia, Tailandia, Azerbaijão, Turquia, Chipre e Grécia. Algus outros disseram que este ataque foi em retaliação ao assassinato do terrorista Imad Mughniyeh em Fevereiro 2008 que a Hezbollah atribui ao Mossad. Mughniyeh era um agente senior da Hezbollah responsável por espetaculares ataques terroristas contra alvos Israelenses e Americanos como o ataque ao quartel americano no Líbano em1983 e o ataque à embaixada israelense em Buenos Aires em 1992.

Acho que a desculpa ao ataque, definida como“retaliação” não cabe aqui. Israel negou te-lo matado e ele pode ter sido morto por qualquer outra facção rival do Líbano. Mughniyeh morreu por ter dedicado sua vida a planejar e a cometer assassinatos em massa contra os “infiéis” do Ocidente. A diferença é que a Hezbollah, nesta semana, alvejou um grupo de turistas israelenses num ônibus na Bulgária, como parte de uma estratégia global antisemita de aniquilar ou subjugar judeus. A mesma estratégia que levou Mohamed Mehra a executar uma menina de 9 anos e outros inocentes em Toulouse. O mesmo objetivo do Irã.

A Hezbollah não precisa de uma desculpa para perpetrar um ato de Guerra. Nem Israel poderia fazer algo diferente para evitar a ira dos mullas e seus agentes. É o infinito ódio à própria existência dos judeus e de Israel que faz com que os seguidores de Nasrallah prendam bombas aos próprios corpos e morram só para matar alguns judeus. E isso foi verdade muito antes de Mughniyeh partir deste mundo e ainda o seria se estivesse vivo.

Hoje a França comemorou os 70 anos da prisão e deportação de mais de 13 mil judeus de Paris para Auschwitz e morte. Destes, somente 100 sobreviveram. O presidente francês hoje lembrou a vergonha que seu país teria que carregar já que nenhum soldado alemão participara da operação – conduzida totalmente por policiais franceses. Desde 1995 nenhum presidente francês pensou em marcar desta data. E o antisemitismo volta, com toda a força e com toda a racionalização possível.

E é isso que Netanyahu tem tentando transmitir aos líderes da Europa e Estados Unidos sem qualquer sucesso. Pura e simplesmente. Sem tentar dissecar, analisar, comentar, arrumar explicações ou desculpas para cada evento, cada ataque, em separado. Elas só servem para que o mundo continue a culpar Israel não só por árabes mortos mas por seus próprios mortos também.


Texto publicado no Pletz

Nota Importante: Venezuela e Brasil: principais centros do Hezbollah na América Latina, leia aqui 




Leia mais:

Israel acusa o Irã de introduzir terrorismo na América Latina com apoio de Chávez

quarta-feira, julho 18, 2012

Atentado a AMIA de Buenos Aires.

Atentado a AMIA de Buenos Aires.


18 de Julho de 1994 - 18 de Julio de 2012 : "Porque Sinto vergonha, exijo Justiça"






Las Manos que no están.



Faltan las manos que ayudaban,

a despertar cada mañana.

Las que servían el desayuno,

las que por la calle saludaban;

cargaban la compra,

abrazaban al amigo,

firmaban un documento,

apretaban una tuerca,

y sostenían un cuento.





Faltan las manos,

de los hombres y mujeres,

que amaban, que crecian,

que simplemente soñaban....



Faltan las manos que dibujaban,

que escribían, que contemplaban,

las que recibían a los padres,

las que palmeaban a los hijos;

las que estiraban las sábanas,

y que con un leve y cariñoso saludo,

decían un "hasta mañana"!



Sobran otras manos,

las desconocidas, las asesinas,

las que daban las órdenes,

las uniformadas.

Las que manejaban la bomba;

las que aún hoy transpiran,

y aplauden a otros asesinos,

en la Argentina y en otros lugares del mundo,

y están libres; sin ataduras, sin castigo.



Faltan 170 manos,

de los que ya no están.

Sobran muchas otras,

no sabemos cuantas,

las de los asesinos,

las que no deberían estar......


Por José Caro
Raanana, Israel.


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sábado, março 17, 2012

Atentado terrorista contra a embaixada de Israel.


20 anos depois...


Artigo do Dr. Eduardo Kohn.

Em 17 de março de 1992, às 14h42, horário da Argentina, um Ford F-100 carregado com explosivos foi jogado contra o edifício da Embaixada de Israel em Buenos Aires. Vinte e nove pessoas foram assassinadas, entre elas, vários diplomatas israelenses, e 242 ficaram feridos. O edifício da Embaixada foi destruído pelo ataque, uma igreja e uma escola foram seriamente danificadas.

Foi, até então, o pior ataque a uma missão diplomática de Israel. Em 1997, a ação judicial que até aquele momento não havia avançado em sua investigação, determinou que a explosão deveu-se a um carro bomba e que o governo do Irã era o responsável político pelo ataque. Além disso, foi declarou que o coordenador fora Imad Mugniyah, líder do Hezbollah.

Hoje, do ponto de vista judicial, é uma causa prescrita e impune. Seus autores nunca foram detidos e levados perante a Justiça. A América Latina começou então, há 20 anos, a entender através do sofrimento de tantas vítimas, o que significa esta forma de terrorismo suicida. A reação não foi a adequada.

Prova disto, é que apenas dois anos depois, em 18 de julho de 1994, o Irã atacou novamente a Argentina, cometendo outro atentado bárbaro contra o edifício da comunidade judaica ,, assassinando 85 pessoas e deixando mais de 300 feridos. A impunidade destes atentados, o fato de que seus perpetradores são procurados pela Interpol, mas não se consegue obter Justiça, assinala uma marca profundamente negativa no coração da América Latina.

O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto, e ameaçou “varrer” Israel do mapa, mantêm alianças estratégicas com a Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e Nicarágua. Isto, além dos grupos do Hezbollah que chegaram à nossa região, nos indica que 20 anos após o atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, o perigo não terminou, ao contrário, é muito maior.

A aliança do Irã com os membros da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas) é uma espada de Dâmocles sobre toda a América Latina, quando o terrorismo ataca, assassina indiscriminadamente. Lamentavelmente, desta dura lição não se quis aprender, e por isso, a ameaça está latente e presente.

Dr. Eduardo Kohn é Diretor para América Latina da B’nai B’rith Internacional