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quarta-feira, janeiro 24, 2018

A verdadeira cara de Abbas





por Debora Srour(*).


Às vezes, somente após uma tragédia é que as vidas de pessoas especiais são reveladas ao público.



Este foi o caso do Rabino Raziel Shevach de 35 anos. Educador, mohel, voluntário do Magen David Adom, a Cruz Vermelha de Israel, do Kav L’Chaim, uma organização que ajuda crianças com câncer, distrofia muscular e problemas cerebrais e de outras organizações. Ele também era pai de seis crianças pequenas e um marido exemplar. Rav Shevach usou seu tempo aqui na terra para fazer o máximo de bem aos outros.

Há duas semanas, ele foi assassinado por islamistas que crivaram seu carro de balas perto de sua casa em Havat Gilad. Em seu funeral dezenas de pessoas falaram de sua bondade, carinho, senso de humor e sua inestimável contribuição para um mundo melhor. Pequena consolação para uma perda tão grande.

Há três dias, Israel encontrou os terroristas que mataram o Rabino. Dois foram presos e outro, filho de um líder do Hamas, foi morto no tiroteio com o exército. O Hamas elogiou os terroristas dando a entender que eram membros do grupo, mas sem reclamar a autoria do assassinato. Não é nem preciso dizer que os que puxaram o gatilho estavam agindo estritamente dentro de um clima religioso e cultural diariamente promovido pela supostamente “moderada” Autoridade Palestina.

Automóvel do Rabino Raziel Shevach após ataque terrorista


O embaixador americano em Israel, David Friedman disse em seu tweet que:

 “O Hamas louva os assassinos e a Autoridade Palestina os premia com dinheiro”.

Isto mostra a divisão de tarefas entre o Hamas e a AP. Enquanto o primeiro apoia ataques contra civis, a Autoridade diz ser contra o uso de violência para alcançar objetivos políticos. Mas ela só diz isto para manter sua legitimidade internacional. No entanto, ela recompensa os terroristas que matam civis ou que estão na cadeia por participarem de atividades terroristas com salários milionários.

Como os Estados Unidos dão à Autoridade Palestina centenas de milhões de dólares anualmente, os contribuintes americanos estão diretamente patrocinando o terrorismo palestino. E Israel está fazendo o mesmo. Israel transfere para a Autoridade Palestina todo o mês, milhões de shekels em impostos retidos na fonte de palestinos que trabalham em Israel, ou seja, para uma entidade que ativamente encoraja ataques contra israelenses.

A administração americana hoje se dá conta deste absurdo e está tomando passos para acabar com isso. O Taylor Force Act, um ato do Congresso feito em nome de um turista americano de 28 anos, morto em Tel Aviv por um terrorista palestino, já foi aprovado. De acordo com esta lei, os Estados Unidos não mais poderão transferir dinheiro para a Autoridade Palestina enquanto ela continuar a pagar os terroristas. Há também uma iniciativa de Trump de cortar pela metade a ajuda à UNRWA, a agência da ONU específica para os refugiados palestinos.

É claro que Mahmoud Abbas não está nada contente com estas medidas dos Estados Unidos. No domingo passado, ao discursar frente ao Conselho Central da OLP, Abbas resolveu tirar a máscara e não mediu as palavras ao falar de Trump. Repetiu várias vezes o insulto em árabe “Yikhrab Beito”, que significa que a sua casa seja destruída, e seu dinheiro seja amaldiçoado. Alguns comentaristas classificaram o discurso de Abbas como desafiador. Para mim desafiou a lógica, isto sim!

Abbas, que se diz historiador, conseguiu falar de história por 2 horas. É muito fácil fazer isso quando é só inventar fatos. Ele primeiro declarou que a ideia do retorno dos judeus à terra prometida foi de Oliver Cromwell, o Lorde Protetor inglês do século 17, antes de culpar os Holandeses e Napoleão. Ao mesmo tempo, Abbas negou qualquer elo judaico com Jerusalem dizendo que “Israel é uma empresa colonialista que nada tem a ver com o judaísmo!” Ele repetiu esta mesma frase três dias depois no Cairo.

Rabino Raziel Shevach e sua família


Na Universidade Al-Azhar, que é o centro de estudos do sunismo islâmico, Abbas repetiu o que se tornou seu mantra: que os palestinos são descendentes dos Canaanitas e, portanto estavam em Jerusalem antes dos judeus e mesmo antes do patriarca Abraão!

Sua lógica e conhecimento histórico são tão distorcidos que não sabemos se os atribuímos à senilidade ou à pobreza de estudos da Universidade Patrice Lumumba de Moscow aonde ele ganhou seu doutorado com a tese que a liderança sionista estava em conluio com os nazistas para matarem judeus durante a Segunda Guerra.

Mas somente a título de argumento, se fosse possível identificar os ancestrais de Abbas aos Jebusitas-Cananitas-Palestinos conquistados pelo rei David, isso tornaria o caso dos palestinos ainda mais patético, senão cômico: quer dizer que durante milhares de anos, mesmo de posse da terra e de Jerusalém, os palestinos forma tão incompetentes que não conseguiram fundar um estado com sua capital na cidade?

Abbas nega que houve dois Templos em Jerusalem, apesar de todas as confirmações arqueológicas. Aonde estavam estes cananitas-jebusitas-palestinos durante estes séculos que não deixaram qualquer marca de sua presença no chão? Não, Abbas não quer lidar com fatos. Ele prefere exigir desculpas dos ingleses pela declaração Balfour de 100 anos atrás. E em seu revisionismo do holocausto, Abbas diz que os judeus preferiram ficar na Europa durante a Shoah. Claro, não é interessante ele trazer o fato que os ingleses, a pedido dos árabes, não permitiram aos judeus imigrarem para a Terra Santa, mesmo os que procuravam refugio da Solução Final nazista.

Esta e outras invenções históricas absurdas ele cria e publica diariamente para justificar sua manutenção no poder.

Se até agora Abbas era considerado um parceiro da paz e o rosto da moderação, esta semana ele mostrou seu lado feio, o lado que jorra ódio e mentiras. Para ele, insultar Trump não tem qualquer consequência. Ele já se arrumou com bilhões de dólares roubados das contribuições aos palestinos e enviados para contas na Europa gerenciadas por seus filhos.

Mas o fato é que ele não deveria ter jogado pedras na casa de Trump quando a sua tem teto de vidro. Abbas está no 13º ano de governo do que deveria ter sido um termo de quatro anos. Ele não fez nada para reduzir a corrupção que o cerca e cada vez mais se aproveita das doações do exterior para pagar seus capangas e nada para melhorar a vida dos palestinos que estão sob sua responsabilidade.

Ele não larga o osso por que teme que o Hamas ganhe a eleição, se houver uma. Enfim, ele prefere se manter em sua zona de conforto de pregar a destruição de Israel a construir um Estado palestino aonde os árabes possam viver e se desenvolver.

Abbas precisa sair, ser demitido ou removido.

Israel não para de construir desvios, instalar câmeras e construir muralhas para proteger a vida de meio milhão de israelenses que moram na Judeia, Samaria e Jerusalem. O exercito e as agências de inteligência têm redobrado esforços para confiscar as montanhas de armamentos ilegais em lugares como Nablus e Jenin para que nenhum terrorista possa atirar 22 balas num homem como o Rabino Shevach. Mas a habilidade de Israel é limitada enquanto a Autoridade Palestina continuar a oferecer prêmios para os assassinos.

Mas por outro lado, não fazer nada é um preço muito alto a continuar a pagar pela vida de pessoas como o Rav Shevach.


Fonte: Pletz.com

(*)Debora Srour é advogada formada pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em direito pela Universidade de São Paulo, foi admitida, em 1993, para a prática de Direito americano perante a Corte Estadual e Corte Federal de New York. É membro da New York Bar State Association, American Bar Association e diversas Câmaras de Comércio.

quarta-feira, agosto 28, 2013

O fim da credibilidade Americana.












por Deborah Srour

O mundo parece que enlouqueceu. Imagens chocantes dos subúrbios da capital Síria atordoaram a mídia e os políticos. Filas de pequenos corpos sem vida foram mostrados incessantemente neste final de semana. Aonde estão os limites? Eles existem? Não parece.

Ninguém se anima a apartar a guerra civil na Síria e o caos já alcançou outro marco importante: mais de 1 milhão de crianças refugiadas, morando em tendas ou nas ruas sem água encanada, esgotos, escolas ou médicos. E ninguém dá um basta! Isto está acontecendo não só com a Síria, mas com a Hezbollah arrastando o Líbano para a guerra civil, com o programa nuclear do Irã, com a Irmandade Muçulmana e suas organizações terroristas afiliadas a Al-Qaeda e Hamas.

O mundo deve uma tremenda dívida de gratidão para com o General Abdel-Fattah el Sissi e seus homens por terem tirado o Egito das garras do islamismo radical mas ele não está recebendo agradecimentos, somente condenações. E aonde está a América, o Presidente Obama e suas “linhas vermelhas”?? Neste final de semana a única coisa que ele conseguiu regurgitar para a CNN é que o alegado uso de armas químicas na Síria é causa de preocupação…

O fato de Assad ter simplesmente ignorado a “linha vermelha” estabelecida por Obama vinculando o uso de armas químicas a uma intervenção americana mostra o quanto a influência americana e seu poder de dissuasão estão falidos e se tornaram irrelevantes no Oriente Médio. Hoje mesmo, o Irã impôs sua própria linha vermelha avisando os Estados Unidos para não cruza-la na Síria ou haverá sérias consequências para os americanos. Agora são os párias da comunidade internacional que impõe suas regras ao resto do mundo?

Desde o fim da segunda guerra mundial os Estados Unidos decidiram ser uma boa coisa impor seu tipo de democracia aos países do terceiro mundo. Eleições resolvem tudo. Mas eleições nestas partes significam somente a ditadura da maioria sobre as minorias e o esmagamento dos valores democráticos. É só verificar o que aconteceu com a retirada americana do Afeganistão e do Iraque. E esta política louca continua.

Em 2009 Obama decidiu abrir um novo capítulo com o mundo muçulmano tentando se aproximar dos grupos radicais achando que se eles fossem reconhecidos, moderariam suas posições. Com a explosão da primavera árabe e seus slogans de democracia, Obama se convenceu de que se apresentava uma oportunidade única para levar adiante a democratização do Egito ao estilo ocidental. Isto apesar das instituições e da sociedade egípcias não terem caminhado nesta direção. Ao contrário, tanto uma como a outra têm-se tornado mais conservadoras e islâmicas.

Mas esta administração americana completamente cega por sua própria retórica apoiou a queda de Hosni Mubarak, um de seus maiores aliados na região. E assim, exatamente como haviam feito com o Shah do Irã, os Estados Unidos repetiram o mesmo erro de 30 anos atrás. Obama então endossou a eleição de Mohamed Morsi apesar dele e sua Irmandade Muçulmana imediatamente terem tomado passos para revisarem a constituição para lhes garantir poder absoluto e outras coisinhas mais como tornar legal o casamento de meninas de 9 anos.

Quando a metade mais iluminada dos egípcios reagiu, exigindo que os militares retomassem o poder, em vez de Obama ver nisto uma oportunidade para uma democratização real do Egito, ele condenou Al-Sissi. O que ele quer? Quando mais de 20 igrejas coptas são queimadas, soldados egípcios executados no Sinai, confrontos diários com mortos em ambos os lados nas ruas do Cairo e outras cidades, ele espera o quê? Que o exército e a polícia não façam nada?? É claro que o uso da força se faz necessário!

Mas o pior de tudo foi a confissão de Chuck Hagel, o novo Secretário da Defesa, que hoje a influência americana no Egito é limitada. A América de Obama não quer mais o papel de líder do mundo. Ela quer ficar em casa, pensando em campanhas e eleições mesmo que o preço a ser pago é abandonar sua posição de liderança no Oriente Médio. O problema é que não só a atitude de Obama para com Al-Sissi encoraja os jihadistas radicais na região como um todo, mas qualquer suspensão da ajuda ao Egito terá um impacto no acordo de paz com Israel.

Mas até agora, as ameaças de Obama não se concretizaram. Até a Europa decidiu amenizar sua posição simplesmente adiando o envio de material para controle de multidões. Com a volta da calma no Egito o mundo está procurando a linha vermelha imposta por Obama na Síria. Políticos israelenses e também o povo de Israel estão examinando com horror as fotos dos corpos das crianças nas cidades sírias e o que parece ser a consequência de um ataque com gás sarin, perpetrado pelo regime de Assad.

Não há como não perguntar “e se fosse conosco?”

Nos seus sonhos mais negros Assad provavelmente nunca imaginou usar este gás mortífero em seu próprio povo. É muito mais provável que ele adquiriu este estoque para usa-lo contra Israel. Nestas circunstâncias, imaginem se Israel tivesse se dobrado à pressão internacional e se retirado das colinas do Golã? Não haveria como defender o norte de um ataque químico.

E nestas circunstâncias, com a prova que Obama esquece suas linhas vermelhas, como pode Israel confiar que a América não lhe dará as costas quando o Irã adquirir a bomba nuclear? Como podem os israelenses acreditar que Obama irá correr para salvá-los numa guerra nuclear e não simplesmente apresentá-los como um sacrifício no altar do apaziguamento?

O escândalo da ONU e do resto do mundo não é suficiente face às atrocidades que vimos esta semana na Síria. Tem horas que o plano moral supercede os interesses estratégicos. Se esta não for uma delas, não sei quando será.

sábado, abril 06, 2013

PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.



PEQUENA HISTÓRIA DE UM MILAGRE.
por Miguel Fernandes


Esta é a pequena história de um milagre. Em nossos dias, os milagres já não resolvem os problemas; muitas vezes só os impedem de piorar. Nosso milagre é ainda recente e não se sabe o seu alcance, mas há grande esperança de que ele ajude a impedir que o pior sobrevenha. Para entender essa história, é preciso lembrar que, há quase 20 anos, em 18 de julho de 1994…

(Agradecimento às colaboradoras e amigas Judite Orensztajn, Ida Apor e Claudia Henriques pelo encorajamento, pelo entusiasmo na adesão à ideia, pelas críticas, sugestões de melhoria e grande empenho na divulgação desta nossa primeira experiência na linguagem dos quadrinhos, que nasceu da vivência apaixonada de todo o processo dos fatos aqui descritos. O Alto abençoe as pessoas de boa-vontade!)
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Fonte: Pletz

sábado, março 23, 2013

TRADIÇÃO.






por Henrique Veltman





Ma Nishtaná a Laila azé micol a leilot? 
O que diferencia esta noite de todas as outras noites?

Tradição.

Tradição é isso, costumes que vão se repetindo e viram uma regra a ser seguida. A palavra vem do latim e significa trazer, entregar, transmitir, ensinar. No caso específico desta noite, tradição é a transmissão dos costumes de pais para filhos, no decorrer dos tempos, ao sucederem-se as gerações, Le dor va dor. É a memória cultural de um povo, um conjunto de idéias, usos, memórias, recordações, símbolos conservados pelos tempos, pelas gerações.

Nos últimos dias, uma mensagem tem sido repetida na internet, lembrando um momento vivido, em 1954, por David Ben Gurion, então Primeiro Ministro de Israel. Eu e muitos dos que aqui estão reunidos com certeza lembram do episódio, mas vale a pena relembra-lo. Ben Gurión viajou aos EUA para reunir-se com o presidente Eisenhower e solicitar apoio e ajuda para os momentos difíceis pelos quais passava o jovem Estado de Israel.

Num encontro com o então secretário de estado, John Foster Dulles, conhecido por seu reacionarismo e antissemitismo latente, este o encarou com um alto grau de soberba e perguntou: – “Diga-me, Primeiro Ministro, a quem você e seu Estado representam realmente? Acaso aos judeus da Polônia, Iemen, Romênia, Marrocos, Iraque, da União Soviética ou do Brasil – são todos uma mesma coisa? Depois de 2.000 anos de Diáspora é possível falar de um só povo judeu, de uma única cultura, tradição ou costume judaico?”.

Ben Gurión respondeu, e toda essa conversa está nas memórias do Primeiro Ministro: “Veja Sr. Secretário. Há mais de 300 anos atrás zarpou da Inglaterra o navio Mayflower, que transportava os primeiros colonos que se instalaram no que hoje é a grande potência democrática dos Estados Unidos de América. Te rogo que saias a rua e pergunte a dez meninos norte-americanos o seguinte: – Qual era o nome do capitão do barco? Quanto tempo durou a travessia? O que comeram os tripulantes durante a viagem? E como se comportou o mar durante o trajeto? Seguramente não receberás respostas pontuais”.

“Agora preste atenção. Há mais de 3.000 anos que os judeus saíram do Egito. Te peço que em algumas de suas viagens pelo mundo, trate de encontrar-se com dez meninos judeus em diferentes países e pergunte-lhes como se chamava o capitão desta saída; quanto tempo durou a travessia; o que comeram durante a viagem e como se comportou o mar. Quando tiveres as respostas, e se surpreender, trate de se recordar, refletir e avaliar a pergunta que me acaba de formular”. O Senhor me entende, Secretário?”

Tradição, claro.

Pessach é a maior e mais antiga das festividades judaicas. Também festa da primavera: os frutos saem da casca, como Israel saiu do Egito.

Há alguns dias, enviei para minha mulher e minhas cunhadas uma mensagem de Chag Sameach. Nesse e-mail eu dizia que é uma tradição, recente, enviar votos de Chag Sameach, Boas e Alegres Festas, especialmente em Pessach, a Páscoa. Nesses meus votos eu salientei o espírito libertário que impregna a História por trás da ceia de Pessach.

Em primeiro lugar, é a reunião de familiares e de amigos, sempre na esperança de que a Tradição, como me dizia o meu saudoso sogro Moishe Z’L, nas muitas ocasiões em que conversamos sobre o Judaísmo, não importa sob que forma, a Tradição continue. Nosso sonho libertário estabelece que nossa liberdade só será plena se todos forem livres. Assim, viver a saída do Egito é hoje olhar à nossa volta, criar e fortalecer laços de solidariedade com os que sofrem com a pobreza, o preconceito e todas as formas de violência.


fonte: Pletz

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Membro Muçulmano do Parlamento Britânico apóia Israel.






O Secretario britânico do Tesouro e deputado por Bromsgrove, Sajid Javid, filho de um motorista de ônibus, que estudou em colégios oficiais britânicos e ganhou um lugar para estudar economia e política na Universidade de Exeter. Há 21 anos, tornou-se um membro ativo do Partido Conservador da Grã-Bretanha. Em 2010, ele foi eleito para o Parlamento britânico como membro do Partido Conservador. É um muçulmano secular que se casou com uma mulher cristã e afirma ser um defensor de Israel.

Como um membro do Parlamento britânico, dirigiu uma audiência de 700 pessoas no encontro dos Amigos Conservadores de Israel, em um almoço de trabalho onde verbalizou seu apoio a Israel. "Se por algum motivo você tem uma jovem família e lhe dissessem que você teria que ir e viver com ela no Oriente Médio, há apenas um lugar que você poderá ir: Israel. O único país do Oriente Médio que compartilha os mesmos valores democráticos como o Reino Unido e a única nação no Oriente Médio, onde minha família sente o caloroso abraço da liberdade. Na Grã-Bretanha estamos orgulhosos da nossa longa história como nação. Mas nós somos meros novatos em comparação com Israel, uma nação que está governando no mesmo território, sob o mesmo nome, com a mesma religião e a mesma língua, como fez há 3.000 anos. Se você quiser ter alguma chance de entender as complexidades do Oriente Médio, você não pode simplesmente ler sobre Israel, você tem que viver em Israel".

Sajid Javid não foi tímido ao fazer estas declarações, apesar de muitas vozes no Reino Unido, especialmente no seio da comunidade muçulmana britânica, opor-se ao Estado de Israel. Ambos os muçulmanos moderados e os judeus que frequentam universidades britânicas afirmam que o anti-semitismo e o bullying são um grande problema nos campi britânicos. Sem mencionar que a imprensa britânica está cheia de artigos anti-Israel, além de movimentos antisemitas.

Esta não é a primeira vez que Sajid Javid apoia o povo judeu. Este ano, para lembrar as vítimas do Holocausto, no Dia Internacional de Recordação do Holocausto ele participou da assinatura do livro “Holocausto Educational Trust”. De acordo com Sajid Javid, esta é uma oportunidade importante para lembrar as vítimas de genocídio e para homenagear os homens e mulheres extraordinários que, tendo sobrevivido ao Holocausto, trabalham para educar os jovens sobre o que eles passaram pelo programa divulgação do Trust Holocaust Educational. É muito importante lembrar e aprender com os terríveis acontecimentos do Holocausto e continuar a desafiar todas as formas de intolerância.

Com informações do site UWI

Fonte:Pletz

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Hamas e Fatah: juntos combatendo Israel.






As crianças do Hamas: Isso é futuro?




Na última segunda-feira, o líder do Hamas, Mahmoud Zahar, exortou o Fatah a juntar-se ao seu movimento para combater Israel e não perder tempo nem esforços com o processo de paz. O chamado de Zahar foi feito quando os representantes do Hamas e do Fatah se reuniram num esforço para terminar com suas diferenças e para alcançar a “reconciliação nacional”.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse à imprensa em Ramala que sua prioridade no momento é terminar com a rivalidade entre os dois movimentos e que não vê motivo para que os dois lados não possam chegar a um acordo para as eleições presidenciais e parlamentares. Falando num comício do Hamas na cidade de Gaza, Zahar disse: “Nossas mãos estão estendidas para o Fatah juntar-se a nós no programa de resistência (armada) e de liberação da Palestina”.

Dirigindo-se ao Fatah ele acrescentou: “Venham e juntem-se ao programa de resistência e deixem de perder tempo e esforços. Vamos dar as mãos e, juntos, carregar os rifles”. Zahar disse também que os membros do Fatah que desejarem embarcar no “vagão dos vencedores, comemorar conosco e tornarem-se nossos parceiros serão bem-vindos”.

Ele declarou que, agora, o Ocidente compreende melhor a estratégia da resistência armada do Hamas: “Eles não veem mais o nosso povo como terrorista e assassino sem respeito por mulheres e crianças e que só ama o sangue. Os ocidentais vieram à Faixa de Gaza e viram que nós estamos entre os povos mais civilizados”. (Sobre a "civilidade do Hamas leia aqui: A pedofilia do Hamas)

Após o voto da Assembleia Geral da ONU da semana passada que concedeu aos palestinos o status de estado observador não membro, os líderes, tanto do Hamas como do Fatah, prometeram trabalhar com afinco para terminar com a cisão entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Como gesto de boa vontade o governo do Hamas permitiu que 17 ativistas do Fatah que fugiram para o Egito há cinco anos voltem para casa. Os ativistas fugiram quando eclodiu a luta entre o Hamas e o Fatah e que resultou na tomada do poder pelo movimento islâmico na Faixa de Gaza.

Hamas e Fatah: Unidos pelo mal comum

O Ministério do Interior do Hamas disse que esta decisão visa pavimentar o caminho para a criação de uma atmosfera positiva para a reconciliação e o fim das diferenças entre os dois partidos rivais. Na segunda-feira apenas 12 dos ativistas do Fatah tinham voltado para a Faixa de Gaza. Nabil Sha’ath, membro do Comitê Central do Fatah, expressou otimismo quanto à perspectiva de alcançar a unidade com o Hamas. Ele disse que a Autoridade Palestina libertou apoiadores do Hamas de suas prisões na Cisjordânia.

A Autoridade Palestina decidiu também reabrir instituições do Hamas na Cisjordânia que tinham sido fechadas por questões de segurança, disse Sha’ath, acrescentando que a liderança da Autoridade Palestina está preparada para a “parceria total” com o Hamas em qualquer medida política futura e que os dois lados se reunirão em breve no Cairo para discutir o fim da disputa. Sha’ath disse também que os líderes do Fatah e do Hamas estão satisfeitos com a participação dos seus seguidores em comemorações e comícios conjuntos nas duas últimas semanas, tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.

Wasel Abu Yusef, membro do Comitê Executivo da OLP, disse que o Fatah e o Hamas agora esperam o convite do presidente egípcio Mohamed Mursi para realizar conversações de reconciliação no Cairo. Ele acrescentou que os egípcios vêm exercendo pressões sobre os dois partidos para que terminem com suas diferenças e formem um governo de união palestina.

Apesar da aparente aproximação entre os dois lados, o Hamas declarou na segunda-feira que as forças de segurança da Autoridade Palestina prenderam dois de seus apoiadores na Cisjordânia. Vários outros apoiadores do Hamas foram também chamados para interrogatórios pelas forças de segurança da Autoridade Palestina nos últimos dias.

Uma fonte do Hamas disse que o Serviço Geral de Inteligência da Autoridade Palestina prendeu Saleh Amer, da vila de Kufr Qalil, próximo a Nablus. Em Ramala a segurança prendeu Amjad Hussein, residente na vila de Der Qadees. Ra’fat Nasif, oficial graduado do Hamas na Faixa de Gaza advertiu a liderança do Fatah contra a prisão de membros do movimento Hamas. Ele disse que apesar das conversações “positivas” sobre reconciliação, as forças de segurança da Autoridade Palestina continuam a prender e interrogar os apoiadores do Hamas.

“A repressão da segurança da Autoridade Palestina é um obstáculo no caminho para alcançar a unidade palestina”, reclamou Nasif.

Artigo publicado no Jerusalem Post e citado no WJC- World Jewish Congress em 04 de dezembro de 2012
Tradução: Adelina Naiditch – Na´amat Pioneiras Brasil/ Pletz



Hamas: 25 fatos por 25 anos.

por Simon Plosker 
Grande parte dos meios de comunicação deu cobertura aos acontecimentos em Gaza, onde Khaled Meshal, líder do Hamas, comemorou os 25 anos de sua organização terrorista.

O que o Hamas está realmente celebrando? Seguem os 25 fatos para que você se lembre:

1. O Hamas tem o seu nome baseado em um acrônimo que significa “Movimento Islâmico de Resistência”, em árabe.

2. O Hamas se recusa a reconhecer o direito de existência do Estado de Israel como uma nação independente e soberana, e é totalmente oposto a qualquer acordo ou negociação que reconheça tal direito de existir. No início de seu estatuto, há uma citação atribuída a Hassan al-Bana, o fundador da Irmandade Muçulmana, que diz: “Israel surgirá e continuará a existir até que o islamismo o apague, assim como apagou o que veio antes”.

3. O Hamas está comprometido com a jihad (guerra santa). Seu estatuto expressa a importância da jihadcomo o principal meio para o Movimento Islâmico de Resistência (Hamas) atingir seus objetivos. Uma jihadintransigente deve ser travada contra Israel. A jihad é o dever pessoal de todos os muçulmanos.

4. O Hamas é uma organização anti-semita. De acordo com seu estatuto, o povo judeu tem apenas características negativas e planeja tomar posse do mundo. O estatuto usa mitos extraídos do anti-semitismo europeu clássico e do anti-semitismo de base islâmica.

5. O estatuto do Hamas inclui mitos anti-semitas extraídos dos Protocolos dos Sábios de Sião (mencionados no Artigo 32), com respeito ao controle judeu sobre a mídia, a indústria cinematográfica e a educação (Artigos 17 e 22). Os mitos são constantemente repetidos para apresentar os judeus como sendo responsáveis pela Revolução Francesa e pela Revolução Russa e por todas as guerras locais do mundo: “Nenhuma guerra acontece em nenhum lugar sem que os judeus estejam por detrás dela” (Artigo 22). O estatuto demoniza os judeus e os descreve como pessoas que se comportam brutalmente, da mesma forma como os nazistas tratavam as mulheres e as crianças (Artigo 29).

6. O Hamas é o ramo palestino local da Irmandade Muçulmana, que recentemente tomou o controle do governo do Egito.

7. O Hamas é designado como uma organização terrorista por Israel, pelos Estados Unidos, pelo Canadá, pela União Europeia e pelo Japão.

8. Embora membros da comunidade internacional tenham proposto tratar as alas política e militar do Hamas como entidades separadas, a infraestrutura do Hamas coloca a ala política no comando da ala militar. Como declarou o fundador do Hamas, sheikh Ahmad Yassin, em 1988: “Não podemos separar a asa (ala) do corpo. Se o fizermos, o corpo não conseguirá voar. O Hamas é um corpo”.

9. O primeiro ataque suicida do Hamas aconteceu em 16 de abril de 1993, quando um homem-bomba suicida detonou o carro que estava dirigindo no entroncamento de Mehola, perto de Beit El.

10. No dia 27 de janeiro de 2002, a primeira mulher-bomba suicida palestina, Wafa Idris, explodiu-se na rua Jaffa, no centro de Jerusalém, matando uma pessoa e ferindo cerca de outras 100. O Hamas reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

11. O Hamas tem sido responsável por muitos atos terroristas apavorantes, inclusive pelo bombardeio suicida no Park Hotel na cidade costeira de Netanya, em meio ao sêder da Páscoa, com 250 convidados. O Hamas reivindicou a autoria do ataque no qual 30 pessoas foram mortas e 140 ficaram feridas, 20 das quais seriamente.

12. Em dezembro de 2011, o Hamas “celebrou” seu 24º aniversário, ostentando o fato de ter matado 1.365 “soldados sionistas” desde 1987. O Hamas não faz diferenciação entre soldados israelenses e civis israelenses.

13. O Hamas obteve um mandato de quatro anos na presidência do Conselho Legislativo Palestino em 2006, mas permanece no cargo indefinidamente.

14. Em junho de 2007, o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza através de um golpe violento, matando inúmeros palestinos, alguns dos quais sendo empurrados abaixo de altos prédios em Gaza. A Cruz Vermelha estimou que, pelo menos, 118 pessoas foram mortas e mais de 550 foram feridas durante a luta na semana de 15 de junho.

15. Os membros do Hamas usam crianças palestinas como escudos humanos quando realizam ataques contra soldados israelenses.
16. No dia 16 de abril de 2001, o Hamas lançou seu primeiro foguete contra Israel a partir de Gaza.

17. Desde o início de 2012, mais de 1.800 lançamentos de foguetes foram identificados contra o território israelense.

18. O Hamas deliberadamente alveja civis israelenses, atirando foguetes indiscriminadamente, enquanto se esconde em meio à sua própria população civil, o que é um “duplo crime de guerra”.

19. O Hamas é um grupo sunita, embora seu patrocinador principal ao longo dos anos tem sido o Irã xiita.

20. O Irã ajuda e suporta financeiramente o Hamas das seguintes maneiras: transferindo enormes somas de dinheiro ao governo do Hamas na Faixa de Gaza e ao movimento do Hamas; treinando ativistas do Hamas em habilidades militares; contrabandeando armamento para a Faixa de Gaza, inclusive foguetes de longo alcance recentemente usados para atacar cidades de Israel; transmitindo conhecimento técnico-operacional usado para fabricar e melhorar as armas em posse do Hamas, inclusive aumentando o poder de destruição dos Dispositivos Explosivos Aperfeiçoados e de foguetes construídos localmente e usados para atacar Israel.

21. O orçamento anual do Hamas foi estimado em torno de US$ 70 milhões, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores.

22. De modo rotineiro, o Hamas informa erroneamente seus seguidores. Recentemente, Khaled Meshal alegou falsamente ao público palestino que o Hamas havia destruído a casa de Ehud Barak em Tel Aviv. Na verdade, Israel destruiu a casa do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh.

23. Embora o Hamas tenha reclamado de falta de produtos na Faixa de Gaza, ele tem se concentrado no contrabando de milhares de foguetes para aquela área.

24. O Hamas e o Fatah têm realizado conversações de reconciliação intermitentemente desde 2008, mas ainda não chegaram a um acordo sustentável.

25. “A Palestina, do rio ao mar, do norte ao sul, é nossa terra. Nem uma polegada pode ser concedida. A libertação da Palestina, de toda a Palestina, é um dever, um direito e um objetivo. A guerra santa e a resistência armada são o caminho real e correto para a libertação e a recuperação dos direitos” – Khaled Meshal, falando nas “celebrações” do 25º aniversário do Hamas.
O Hamas não está interessado na paz nem em fazer concessões a Israel – os fatos falam por si mesmos. 





Publicado na revista Notícias de Israel - www.beth-shalom.com.br/ Midia sem Máscara




domingo, novembro 25, 2012

A responsabilidade nasce dos sonhos.





por Paulo Rosenbaum (*)


Por que um dos julgamentos mais importantes da história contemporânea aconteceu em Nuremberg? E por que ao processo que envolveu os genocidas nazis foi selado sob o nome de “tribunal de exceção”?

A cidade era uma escolha simbólica, e os fatos, sem paralelo na história contemporânea. Em 1935, naquele histórico sítio alemão, foram editadas as leis raciais e de “proteção do sangue” que inauguraram um dos períodos de sombra da humanidade. Sancionadas pelo chanceler eleito e pelos ministros do interior e da justiça a promulgação daquela legislação tornou-se prova de que a manipulação da razão pode tomar destinos equivocadíssimos, mesmo na democracia. Se esta razão vier escoltada por alguma ideologia então, é mesmo para tremer e esperar pelo pior, sempre! Dito e feito!

Se índios, negros e outras etnias não tem alma porque os respeitaríamos rezava o consenso dos juízes da Inquisição. Por que povos inferiores devem ter os mesmos direitos que brancos europeus civilizados, reafirmavam os higienistas. Medições de crânios, a chamada “craniometria” dos cientistas que trabalharam pela e para a ideologia nazista apresentaram suas “evidencias empíricas”: o encéfalo dos não arianos “era menos evoluído e tendia à degeneração”. Os arianos, “intrinsecamente superiores”, representavam a “raça pura, de ascendência sem vícios ou corrupção genética”.

Era o apogeu político da eugenia, uma doutrina que embora encontrasse raízes pré-existentes nas ciências naturais, tomou corpo e se fortaleceu graças à causa organizada pelo terceiro Reich. Foi assim que profissionais liberais especialmente médicos, pequenos comerciantes, o grande capital e professores universitários da Alemanha começaram a achar que poderiam acertar as contas com a humilhação decorrente do tratado de Versalhes e se safar da crise econômica com hiperinflação do final nos anos 20.

Finalmente, os juízes se prestaram ao papel e começaram a definir novas regras para a sociedade alemã: judeus, ciganos, homossexuais, negros, doentes mentais, mestiços – e alguém se lembrou de incluir gente politicamente desviada – mereciam tratamento especial. O cólume desta arquitetura, todos sabem, resultou no maior drama da história ocidental e, provavelmente, o mais sistemático e sem paralelo massacre da história recente.

A ideologia ariana forçou os cofres do Estado alemão a desembolsar milhões para divulgar e patrocinar a doutrina do Führer, e ali, muitos dizem, o berço da mentira como indústria e, portanto, do marketing político moderno. Centenas de milhões do opúsculo raivoso de Hitler circularam e não possuir um exemplar de “Mein Kampft” era tomado como séria ofensa ao Estado. A palavra nazista originária de nazional sozialism – literalmente nacional socialista, diferentemente de matizes à direita e à esquerda do fascismo, comporta uma designação precisa. Trata-se de um termo em franca vulgarização, que tem evocado banalmente o mal genérico e universal. A linguagem não costuma trair. Hoje em dia, se bobear, qualquer porteiro mal educado, jornalista independente ou sujeito crítico corre o risco.

Quando o Estado, centralizado em poucas cabeças, obriga todos os outros a segui-las, e há obediência civil, está aberta uma trilha ao abismo. Na lista de aberrações, temos o livro vermelho de Mao, o livro verde de Khadafi, a obra marrom de Pol Pot, fora as outras tonalidades de muitos outros. O mínimo múltiplo comum é que todos eles se auto-intitulam salvadores; sim, claro, de si mesmos. Pois nascem, crescem e morrem com um só objetivo, narcísico, o culto à própria personalidade.

Pulo para o nada sóbrio relatório do diretório do partido governista acusando o STF de “tribunal de exceção” e comparando ambos, processo e julgamento, aos procedimentos nazistas. Dado o respaldo popular e apoio maciço aos juízes deixaram para emitir a nota depois das eleições. Professores universitários e jornalistas decanos emprestaram suas habilidades e estilos à causa, dando os retoques finais ao documento. É aqui que nos perguntamos se a isso chamam honestidade intelectual?

Bastou para a enxurrada de pseudo-artigos na web, e na grande, média e minúscula imprensa, classificando o julgamento da ação penal 470, “erro jurídico rotundo”. Depois espalharam rumores e insinuações gravíssimas contra a corte jurídica e o procurador geral da República. Além das calúnias, exageros retóricos e grotesca falta de acurácia terminológica esses dirigentes partidários ficaram devendo às novas gerações uma versão verossímil dos fatos.

Poderiam ter afirmado, por exemplo, que as penas foram desproporcionais, que as provas deveriam ser mais consistentes, e até esbravejar para discordar da decisão do tribunal. Aliás, ninguém duvidaria que fosse esse o papel do partido. Infelizmente, veio a imprecisão panfletária, a palavra de ordem, a conclamação das massas, o intransigente desrespeito à constituição. Já que uma virada humanista e um governo de coalização parecem alternativas impensáveis, o único e involuntário aspecto favorável da ação dos dirigentes do partido hegemônico talvez tenha sido acelerar sua decadência.

Os magnatas do poder podem estar se aposentando coletivamente. Que durmam bem e nem precisam mais mandar notícias. Não custa sonhar que nos novos postos de trabalho, gente mais crítica e mais disposta a ir além do sectarismo ranzinza, assuma responsabilidades e conceda nada além do que deveriam ser nossos direitos naturais: plena cidadania e direito à vida.

Viajei, sei que viajei! Mas, como escreveu o poeta irlandês Willian Butler Yeats, é nos sonhos que começa a responsabilidade.

(*)Paulo Rosenbaum é médico e escritor. É autor de “A Verdade Lançada ao Solo” (Ed. Record)
Fonte: Pletz


quinta-feira, outubro 11, 2012

A Primavera Árabe e o Inimigo Israelense.











por Abdulateef Al-Mulhim 

Trinta e nove anos atrás, no dia 6 de outubro de 1973, teve inicio a terceira maior guerra entre árabes e israelenses.A guerra durou apenas 20 dias. Os dois lados já haviam se envolvido em duas outras grandes guerras, em 1948 e em 1967.

A guerra de 1967 durou apenas seis dias. Mas, estas três guerras não foram os únicos confrontos árabe-israelense. De 1948 até hoje, muitos confrontos aconteceram. Alguns deles foram pequenos conflitos e muitos foram batalhas generalizadas, mas não aconteceram grandes guerras afora as acima mencionadas. O conflito árabe-israelense é o conflito mais complicado que o mundo já viu. No aniversário da guerra de 1973 entre árabes e israelenses, muita gente no mundo árabe está começando a levantar muitas questões relativas ao passado, o presente e o futuro do conflito árabe-israelense.

As questões agora são: Qual o custo real destas guerras para o mundo árabe e para o seu povo. E a questão mais difícil que nenhum cidadão árabe quer perguntar é: Qual o custo real pelo não reconhecimento de Israel em 1948 e por que os países árabes não gastaram seus recursos na educação, saúde e infraestrutura em vez de gastá-los com guerras? Mas, a questão mais dura que nenhum cidadão árabe quer ouvir é se Israel é o verdadeiro inimigo do mundo árabe e deu povo.

Eu decidi escrever este artigo após ver fotos e matéria sobre uma criança faminta no Iêmen, ver um antigo mercado árabe de Alepo, na Síria, ser queimado, ver o sub desenvolvido Sinai no Egito, ver carros bomba no Iraque e os prédios destruídos na Líbia. As fotos e as reportagens foram mostradas na rede Al-Arabiya, que é o mais visto e respeitado canal de notícias do Oriente Médio.

A única coisa comum entre tudo o que eu vi foi que a destruição e as atrocidades não foram feitas por um inimigo externo. A fome extrema, os assassinatos e a destruição nestes países árabes são causadas pelas mesmas mãos que deveriam proteger e construir a unidade destes países, além de proteger suas populações. Então, a questão agora é quem é o verdadeiro inimigo do mundo árabe?

O mundo árabe perdeu centenas de bilhões de dólares e dezenas de milhares de vidas inocentes lutando contra Israel, que eles consideravam ser o seu inimigo declarado, um inimigo cuja existência eles nunca reconheceram. O mundo árabe tem muitos inimigos e Israel deveria estar no último lugar da lista. Os verdadeiros inimigos do mundo árabe são a corrupção, a falta de uma boa educação, a falta de uma boa assistência médica, falta de liberdade, falta de respeito pela vida humana e, finalmente, o mundo árabe teve muitos ditadores que usaram o conflito árabe-israelense para reprimir o seu próprio povo.

As atrocidades cometidas por estes ditadores contra o seu próprio povo são de longe piores do que as guerras generalizadas entre árabes e israelenses.

No passado, nós falamos sobre a razão de alguns soldados israelenses atacarem e maltratarem os palestinos. Além disso, vimos aviões e tanques israelenses atacarem vários países árabes. Mas, será que esses ataques se igualam às atuais atrocidades que estão sendo cometidas por alguns estados árabes contra o seu próprio povo?

Na Síria, as atrocidades vão além da imaginação de qualquer pessoa. E, não são os Iraquianos os únicos que estão destruindo seu próprio país? Não foi o ditador da Tunísia quem foi capaz de roubar 13 bilhões de dólares dos pobres tunisianos? E como pode ter uma criança morrendo de fome no Iêmen se suas terras são as mais férteis do mundo? Por que os cérebros iraquianos deixam o país, um país que faz 110 bilhões de dólares de exportação de petróleo? Por que os libaneses fracassaram em governar um dos menores países do mundo? E o que fez os Estados árabes começarem a afundar para dentro do caos?

No dia 14 de maio de 1948, o estado de Israel foi declarado. E apenas um dia depois, em 15 de maio de 1948, os árabes declararam guerra à Israel para conseguir a Palestina de volta. A guerra terminou no dia 10 de março de 1949. Ela durou nove meses, três semanas e dois dias. Os árabes perderam a guerra e chamaram esta guerra de Nakbah (guerra catastrófica). Os árabes não ganharam nada e milhares de palestinos se tornaram refugiados.

Em 1967, os árabes, liderados pelo Egito, governado por Gamal Abdul Nasser, declararam guerra à Israel e perderam mais terras palestinas e criaram mais refugiados palestinos que vivem da misericórdia dos países que os abrigaram. Os árabes chamaram esta guerra de Naksah (frustração). Os árabes nunca admitiram a derrota em ambas as guerras e a causa palestina ficou mais complicada. E agora, com a interminável Primavera Árabe, o mundo árabe não tem tempo para os refugiados palestinos ou para a causa palestina, porque muitos árabes são agora, eles mesmos, refugiados e estão sob constantes ataques de suas próprias forças. Os sírios estão abandonando seu próprio país, e não é porque os aviões israelenses estejam jogando bombas neles. É a Força Aérea Síria quem está jogando as bombas. E agora, os mais inteligentes cérebros árabes muçulmanos iraquianos,estão trocando o Iraque pelo Ocidente. No Iêmen, a peça mais triste da tragédia humana está sendo escrita pelos Iemenitas. No Egito, o povo do Sinai está esquecido.

Finalmente, se muitos dos estados árabes se encontram em tamanha desordem, então o que aconteceu com o inimigo declarado dos árabes (Israel)? Israel agora tem os mais avançados centros de pesquisa , universidades de ponta e uma infra-estrutura avançada. Muitos árabes não sabem que a expectativa de vida dos palestinos que vivem em Israel é muito maior do que a de muitos estados árabes e que eles gozam de muito mais liberdade política e social do que muitos de seus irmãos árabes. Mesmo os palestinos que vivem sob a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desfrutam de mais direitos políticos e sociais do que em alguns lugares do mundo árabe. Não seria um dos juízes que mandaram um ex-presidente de Israel para a cadeia um israelense-palestino?

A Primavera Árabe mostrou ao mundo que os palestinos são mais felizes e se encontram em melhor situação do que seus irmãos árabes que lutaram para os liberar dos Israelenses. Agora, é tempo de parar com o ódio e com as guerras e de começar a criar melhores condições de vida para as futuras gerações árabes.


Tradução: Ivan Kelner – Blog Pass ItOn
Fonte: Liveleak/Pletz