Trump barrou o ingresso de transgêneros nas Forças Armadas. Do casamento gay aos trans no Exército, por que querem "pertencer" ao que odeiam?
Em um mundo incapaz de ter notícias Trump-free, ele, o presidente americano Donald Trump, após conversa com seu Estado-Maior, decidiu que as Forças Armadas americanas não aceitarão mais cidadãos que se auto-declarem “transgêneros”, ou seja, mulheres que “se sintam” homens e homens que “se sintam” mulheres, e queiram ter tratamento específico do gênero oposto.
A permissão para transgêneros fazerem parte das Forças Armadas como transgêneros veio de Barack Obama, que destruiu décadas de uma norma implícita nas Forças Armadas sobre a questão de sexualidade: don’t ask, don’t tell. Não pergunte, não diga.
O princípio sobre a sexualidade é claro e útil: no Exército, longe de suas famílias, a sexualidade atrapalha por si, e caso alguém sinta atração sexual pelo mesmo sexo, em um ambiente sem privacidade, todas as pessoas no pelotão sentir-se-ão incomodadas e pouco à vontade para tarefas como banhos coletivos ou exercícios corpo-a-corpo que são obrigatórios nas Forças Armadas.
Para evitar leis antigas que proibiam o homossexualismo (e o puniam violentamente), foi criado o princípio don’t ask, don’t tell: guarde a sua sexualidade para si, não a alardeie aos quatro ventos e sete mares, cada um guarde sua jiromba ou seu carpete para funções mais urgentes e menos área de lazer e as Forças Armadas funcionam.
Quando Barack Obama, para satisfazer as assim auto-declaradas “minorias”, permite nas Forças Armadas transgêneros como transgêneros – ou seja, Robert, 1,93 m, fuzileiro naval que passou no programa SEALs, mais músculos do que Hulk Hogan, mas “se sente” Sarah e quer freqüentar o banheiro feminino na hora do banho coletivo, jaramaralho em variegados graus de reação – o ex-presidente destruía um princípio de funcionamento maravilhoso baseado na mera idéia da privacidade: cada um guarde para si o que faz entre quatro paredes, mesmo porque nas Forças Armadas não tem esse lance de quatro paredes (às vezes nem na hora de romper o Tratado de Kyoto) e todos querem dormir tranqüilos ao redor de bombas, tiroteio de fuzil e RPGs, sem precisar se preocupar com um mastruço sendo hasteado misteriosamente na alta madrugada.
Ou seja: graças a Barack Obama, a sexualidade nas Forças Armadas se tornou pública, e não apenas pública como desabrida, impedindo que alguém pudesse ter o restolho de privacidade que se pode ter numa zona de escassez absoluta, limites sobre-humanos e prazer quase zerado como é o ambiente de guerra. Foi isso que Donald Trump restituiu à normalidade: piu-piu fica no lugar do piu-piu, concha-do-caramujo fica no lugar da concha-do-caramujo e todo mundo vive feliz para sempre, obrigado.
Não há nada de “anormal” no que Donald Trump decidiu, há tudo de bizarramente doentio e nojento no modelo Barack Obama (total de guerras vencidas: zero).
Mas a onda do momento é essa: “casais” gays reclamam da Igreja porque ela não aceita casais gays. Lésbicas reclamam por que um vendedor de bolos não quis fazer o seu bolo de casamento. Agora, “transgêneros” reclamam de não poder conviver com o sexo oposto sendo exibido nu para si o tempo todo nas Forças Armadas (com o agravante, no caso, de que sua presença ali não é mero empecilho à sua busca pela felicidade individual, mas é estorvo para outrem e incômodo incompatível com a dignidade própria, com toda a instituição e não se pode parar o mundo por que o cidadão Robert se acha Sarah e toda mulher agora precisa ficar nua em sua presença e achar normal ou é preconceito e tome textão com argumentos “científicos” retirados do Diário do C. do Mundo para corroborar como todo mundo precisa se subjugar à vontade de Robert).
Por que diabos, afinal, os progressistas, a esquerda, quer fazer parte justamente daquilo que mais odeia? Por que um “casal gay” quer se casar na Igreja Católica ou em igrejas evangélicas, senão tão somente para correr para a CNN dizendo que sofreu homofobia e ganhar holofotes? Ou por que raios as lésbicas que levaram um padeiro à falência por processo queriam dar dinheiro para o bolo dele, logo ele, o “homofóbico”? E como “transgêneros” querem fazer parte logo das Forças Armadas, o lugar onde hoje, ontem, anteontem e desde pelo menos a época de Gilgamesh a sua sexualidade é tabu e deve ser controlada, e não ostentada como se a marca da sua blusa?
Algum motivo além de ganhar holofotes? De fato, parece difícil hoje ter holofotes sem ser vítima de “preconceito”. Alguém aí tem um preconceito e um clube onde não possa me filiar para eu poder gritar que não me aceitaram?
É normal acreditar na explicação do "embargo cubano" na adolescência. Na vida adulta, é preciso ser muito tapado para usar essa desculpa.
O presidente americano Donald Trump revogou hoje o acordo quase unilateral entre a América e a ditadura socialista de Raúl Castro, que governa Cuba com mão de ferro. O acordo previa benesses aos cubanos.
O acordo feito pelo ex-presidente Barack Hussein Obama fora realizado a toque de caixa no dia 17 de dezembro último, um mês antes de encerrar os seus oito anos de dois mandatos e provisoriamente após a eleição presidencial, quando o Partido Democrata de Obama/Hillary Clinton sofreu a maior derrota federal desde 1926.
Barack Obama, como se lê em suas dissertações e seus escritos de juventude até a velhice, é um crente da tese do “anti-colonialismo”, crendo que as grandes potências, como a América, prejudicam o mundo ao exigir medidas “imperialistas” e “preconceituosas”, como respeito aos direitos humanos, liberdade política, representatividade ou a xenofobíssima eleição de nações que queiram desfrutar das maravilhas do capitalismo americano.
Graças a tal cabresto, o ex-presidente Obama calcou sua política externa, tendo Hillary Clinton como Secretária de Estado entre 2009 e 2013, na idéia de que a América deve pedir desculpas a países coitadinhos como Venezuela, Síria, Cuba e Irã (estes dois últimos com Acordos vultosos) por sua existência, e “concessões” devem ser feitas com o dinheiro do pagador de impostos americano para que tais países, governados fofamente pela auto-determinação dos povos em criar leis tirânicas, possam finalmente ser grandes países. Como a América.
O anti-colonialismo é a ideologia dominante nos cursos de História no Brasil, que confundem o reducionismo da doutrina com a própria noção do que seria a história (o infame “Eu estudei História”). Para explicar o fracasso do totalitarismo socialista de Cuba, tudo é reduzido a falar no ainda mais infame “embargo cubano” americano sobre a maior propriedade privada do mundo, a ilha particular da família Castro e seus escravos.
Com a patacoada do embargo cubano, tudo é explicado: por que Cuba não tem eleições. Por que Fidel Castro passa o poder a Raúl Castro. Por que o cubano tem dificuldade em fazer 3 refeições por dia. Por que a ilha não tem imprensa livre, não tem acesso à internet, não tem nem sequer o direito a se expressar. E, claro, por que a terra da “igualdade” e das conquistas “sociais” é, fora dos livros do MEC, uma ilha miserável, onde a população usa geladeiras como botes, enfrentando o estreito mais entupido de tubarões do planeta para fugir para o abençoado capitalismo selvagem de Miami.
O embargo cubano é uma série de medidas que impedem que americanos façam negócios com a ditadura socialista de Cuba. Vigente desde 1960, em resposta ao confisco de propriedade americana em Cuba, foi transformado em lei apenas em 1992, já sendo justificado como uma pressão contra a ausência de liberdades civis e violações dos direitos humanos por Fidel Castro e seu socialismo.
Bem ao contrário do que doutrinadores ideólogos dizem, na verdade o comércio entre América e Cuba permaneceu ativo, e sempre que a ilha particular de Fidel e Raúl Castro enfrentou crises e tragédias (o povo, não os Castro), dinheiro americano alimentou os cofres cubanos (os de Castro, não os do povo).
A premissa do embargo cubano não poderia ser mais universalmente aceita: capitalistas continuarão fazendo comércio entre si (o tal livre mercado, a globalização etc), socialistas, que preferem uma economia dirigida e tratam empresas como encarnações do demônio, não farão comércio com capitalistas.
O embargo cubano é um verdadeiro teste de ferro para testar teorias econômicas na prática: será que quem sai prejudicado são aqueles que viverão sob o sistema de livre mercado, ou aqueles abençoados com um governo de esquerda, social, que controle as grandes empresas e permita que o povo tenha acesso a saúde e educação “de graça”?
Ou seja: para se criticar o embargo, exige-se que se defenda o livre comércio. A premissa obrigatória é que o mercado é superior ao Estado em colocar três pratos de comida por dia na mesa do trabalhador, que o capitalismo é infinitamente superior ao comunismo.
Só há possibilidade de se querer comércio, e ainda mais comércio com a América, o grande vilão, se você prefere a delícia do livre mercado desregulado, a produção de comida às pencas com a industrialização, os impostos baixos, o empreendedorismo, investimento e poupança privada que só são possíveis em um regime em que as pessoas valham mais do que o Estado, em que o indivíduo seja soberano ao coletivo, e não o contrário.
Como a prática sempre desmente as superstições da esquerda, e como só se acredita na esquerda através da autoridade de professores de História doutrinando a partir da puberdade, ao invés de investigar, definir ou mesmo apenas pensar no que é o embargo cubano, basta pedir que adolescentes repitam roboticamente que toda a miséria cubana, que desmente as supostas delícias do socialismo a olhos vistos, é culpa do “embargo cubano”.
O púbere em questão estará imediatamente repetindo, sem atentar, que a miséria de Cuba grassa devido à falta de comércio. Que tudo seria melhor se os cubanos pudessem negociar a baixos impostos diretamente com empresas americanas, com pouca interferência do governo capitalista americano e, sobretudo, da brutal ditadura socialista cubana. Que ou se tem um regime de livre mercado, ou se tem miséria.
Exatamente o contrário do que seu próprio discurso repete in abstracto, é apregoado quando se trata de lidar com um único pobre no mundo in concreto. Toda a logorréia anti-capitalista é deixada apenas para o mundo das idéias platônicas, de uma pureza virginal hagiográfica ao menor contato com a realidade factual.
É natural buscar sua tribo, sua turminha de pessoas descoladas, de gente que se descreve pelo coletivo, sempre com um -ista no fim, quando se está na puberdade. Mas é demandado pela natureza e pela realidade que se pense sobre as coisas, que a experiência da vida verifique quais idéias funcionaram e quais são um desastre, apesar das palavras enganosas com as quais são vendidas.
É por isso que, após os terríveis anos de adolescência e de acreditar em qualquer autoridade que não seja a dos pais – como a de um professor de História – os homens vão parando de acreditar em ladainhas como “embargo cubano” para se tornarem questionadores de soluções milagrosas.
Graças a isso que a idade faz com que as pessoas sejam de esquerda quando jovens, e de direita quando experientes. Nunca o contrário ocorre
Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen
Bill Ayers o desconhecido mais influente do mundo.
Imagine uma única pessoa influenciar uma geração inteira de intelectuais e políticos americanos, liderar o principal grupo terrorista da história do país na juventude e lançar a carreira do atual presidente da sua sala de estar. Como se não bastasse, adicione ao currículo ajudar a articular os movimentos “Occupy” e hoje ser a principal mente por trás da restruturação dos currículos escolares da nação mais poderosa do planeta. E fazer tudo isso quase sempre longe do radar da imprensa e da opinião pública.
Caminhando pelas ruas de Chicago, esse senhor de brincos, óculos e roupas desgrenhadas, beirando os setenta anos, não chama atenção, mas poucos moldaram tanto o mundo ocidental nas últimas décadas quanto William “Bill” Ayers, que aposentou as bombas e agora quer “mudar os EUA a partir das salas de aula” e fazer do professor “uma influência maior que os pais” na cabeça das crianças.
Criado num lar de alta renda, até os 21 anos Bill era um universitário normal com corte de cabelo, óculos e roupas imitando Bob Dylan. Seu pai, Tom Ayers, chegou à presidência da ComEd, a poderosa concessionária de energia de Chicago, mas mesmo com uma sólida carreira como executivo sempre se identificou como um homem de esquerda e apoiador de tudo que o filho viria a fazer na política.
Bill Ayers começou a se envolver com o movimento estudantil em 1965, por conta dos protestos contra a Guerra do Vietnã e doutrinado pelos professores da faculdade, a tropa de choque ideológica de Althusser, Bourdieu e os filósofos franceses do pós-Guerra, marxistas e radicalmente antiamericanos, alguns deprimidos pela derrota do nazismo e outros ainda digerindo as revelações dos crimes de Stálin por Nikita Khrushchov em 1956.
Já transformado em militante, participou de piquetes, quebra-quebras e enfrentamentos com a polícia enquanto mergulhava de cabeça no SDS (“Students for a Democratic Society”), o principal movimento estudantil do país com mais de 100 mil filiados. Carismático e articulado, sua liderança na organização cresceu de forma meteórica ao lado de Bernardine Dohrn, jovem e bela advogada, ex-cheerleader no colégio, também uma comunista tão radical e comprometida com a causa quanto possível.
Juntos promoveram um racha no SDS, criando o “The Weather Underground” em 1969. A facção de Ayers e Dohrn rompeu com a SDS porque não aceitava seus métodos pacíficos de ação e queria partir para a luta armada imediatamente, com objetivo declarado de derrubar o governo americano e anexar o país ao comunismo internacional. Em 31 de julho de 1970, Bernardine Dohrn faz o famoso discurso público em que seu grupo declara guerra aos EUA.
O “The Weather Underground” justificava o terrorismo por conta da Guerra do Vietnã, dizendo que apenas reagia à violência “muito maior” patrocinada pelo governo, numa espécie de prévia do proselitismo da Al Qaeda. Eram jovens que conspiravam abertamente contra o país, inclusive passando informações a inimigos e dando treinamento revolucionário para grupos vietcongues. Mesmo quarenta anos depois da criação do “The Weather Underground”, nenhum dos seus membros mostra qualquer remorso. Numa entrevista em 2008, Ayers declarou: “me recuso a chamar os movimentos que participei de violentos, quem faz a violência é o governo mais poderoso e militarizado do mundo.”
Um dos lemas mais conhecidos dos jovens da época era “Tragam a Guerra para Casa”, que resumia a ideia principal de fazer a Guerra do Vietnã visível para a opinião pública. Na lógica pervertida desses revolucionários, o conflito era muito distante e só criando o caos no próprio país o povo poderia entender o que estava acontecendo no outro lado do mundo, uma ideia que muitos carregam até hoje. Em 2011, ao ser perguntado por um jovem manifestante se o Occupy Wall Street deveria ser pacífico e respeitar as leis, Bill Ayers gargalhou: “revoluções não respeitam leis, sua pergunta é hilária.”
De 1970 a 1975, o “The Weather Underground” partiu para a realização de atentados terroristas com a explosão de bombas no Pentágono, no Capitólio (sede do poder legislativo do país) e no prédio central da polícia de NY e numa delegacia de São Francisco. Quando uma bomba explodiu acidentalmente na sede do grupo, matando três de seus membros, incluindo a namorada de Ayers, os remanescentes vão para a clandestinidade e somem até 1980. Há rumores de que Ayers deixou a namorada ainda viva no local e não prestou socorro para não comprometer a fuga. Com a morte da namorada, começa a relação de Ayers com Dohrn, que tiveram dois filhos e estão casados até hoje.
Ayers, Dohrn e seus “camaradas” eram jovens de classe média alta, mimados e criados na abundância conquistada por seus pais nas décadas após a vitória na Segunda Guerra. Hipnotizados pelas revoluções comunistas que aconteciam em várias partes do mundo (Maio de 68, Primavera de Praga e afins), abraçaram sem limites as drogas pesadas, a vida em “comunidades coletivistas” e o sexo grupal, um “ato revolucionário contra a opressão da monogamia burguesa”, entre outras racionalizações para viagens lisérgicas e orgias sem fim.
As bandeiras do “The Weather Underground” eram consistentes com o que defendia a “New Left”, a nova esquerda americana que seguia os passos da “Nouvelle Gauche” francesa de revisionismo marxista. O novo marxismo dos anos 60/70 defendia que não fazia mais sentido focar apenas na luta de classes, para eles uma batalha do século XIX. Para intelectuais como Hebert Marcuse ou ativistas como Saul Alinsky, o próximo passo para avançar a agenda comunista era se apropriar das causas da chamada contracultura (descriminalização das drogas e do aborto, ativismo gay, desmilitarização do ocidente, superação da religião cristã, ambientalismo radical, entre outros), ou seja, a face da esquerda ocidental de hoje e até de alguns inocentes úteis da direita.
Alguns membros do “The Weather Underground” chegaram a ser condenados e presos, mas a maioria deles, incluindo Ayers, conseguiu escapar da prisão com chicanas jurídicas, aproveitando falhas nas investigações. Bernardine Dohrn cumpriu pena de três anos.
Nasce o professor e acadêmico Bill Ayers
Com a exuberância econômica promovida por governos conservadores nos anos 80 e a derrocada da URSS, revolucionários já quarentões como Bill Ayers perceberam que a luta da esquerda não seria mais pelas armas mas “por dentro do sistema”, com os instrumentos políticos da própria democracia.
Nos anos 80, Ayers trocou as bombas pelas salas de aulas. Completou o doutorado em pedagogia para crianças em idade até cinco anos e começou a carreira como professor na mítica escola Summerhill, famosa pelos métodos não convencionais de aprendizado. Começou também a escrever livros sobre educação que estão entre os mais influentes do país. Poucos atalhos para o sucesso acadêmico são tão eficientes como ser um ídolo da panelinha de esquerda.
Na década seguinte, se envolve novamente com política. Começa a trabalhar em 1995 com o prefeito de Chicago para a elaboração da política educacional local e seu projeto de reforma da educação pública da cidade recebe US$ 50 milhões da Annenberg Foundation. Ele vira um herói da educação pública de Chicago, chegando a receber o título de cidadão do ano pouco depois.
Neste mesmo ano conhece o “jovem ambicioso” candidato ao senado estadual Barack Hussein Obama, na época com 34 anos. Ele vê o potencial do rapaz e resolve apostar suas fichas nele. Faz um evento na sua casa para lançar sua carreira política para os formadores de opinião de Chicago e levantar fundos para a campanha. Com o apoio, Obama atropela seus adversários internos no Partido Democrata e conquista a vaga nas primárias, sendo eleito em 1996 como senador estadual de Illinois.
Barack Obama vira, segundo a autobiografia de Ayers, um “amigo íntimo da família” e passa a frequentar sua casa. De 1995 a 2001, os dois trabalharam juntos regularmente nos projetos educacionais da prefeitura de Chicago. Em 1999, Ayers é empossado membro do board da organização filantrópica de esquerda Woods Fund, que tem Obama como um dos diretores, e os dois passam também a escolher em conjunto os movimentos sociais para financiar, dar treinamento e apoiar com o dinheiro da fundação até 2002.
Nessa época, Ayers esteve envolvido em outra polêmica: em 2001, lançou seu livro autobiográfico e deu diversas entrevistas dizendo que não estava arrependido de nada, pelo contrário, que sentia que não tinha feito o suficiente como ativista. Mesmo sendo apenas uma infeliz coincidência, quase satânica, ele estava em todos os principais jornais americanos exatamente no dia 11 de setembro de 2001 falando de seu livro e justificando o terrorismo. A repercussão foi a pior possível para um terrorista aposentado que tentava relativizar moralmente seus atentados exatamente naquele dia.
Suas idéias sobre a política externa americana, na prática, não mudaram desde a juventude. Numa palestra em 2012, Ayers fez a seguinte análise da situação do país: “Não há qualquer dúvida de que o império americano está em declínio e esse processo acontece felizmente sem o preço pago por outras nações imperialistas em milhões de vidas, como aconteceu com a Inglaterra, a França e a Alemanha. Somos apenas 4% da população mundial, consumimos os recursos desse planeta de uma maneira desproporcional e isso tem que acabar. Precisamos colocar um fim na mentalidade militarista e abraçar o processo do fim do império americano como uma coisa boa.”
Occupy Chicago e Occupy as salas de aula.
Barack Obama seguiu seu caminho com sucessivas vitórias eleitorais até as primárias do Partido Democrata para presidente em 2007, quando Hillary Clinton denunciou suas conexões com Bill Ayers e, percebendo o potencial tóxico da relação, o candidato passou a evitar contato público com o antigo apoiador, dizendo inclusive que mal conhecia e que era apenas “alguém que morava na vizinhança”. Ayers também disse em 2008 que foi mal interpretado ao escrever em seu livro que Obama era um amigo da família, que não era bem isso que queria dizer. Então tá.
Em 2008, Bill Ayers participa diretamente de uma nova revolução: a criação de um currículo nacional para todas as escolas do país, o “Common Core State Standards Initiative”, que começou a ser implementado em 2009. O programa tem a singela intenção de “transformar completamente a educação de cada criança americana” e, na prática, federaliza as diretrizes da educação tirando o poder dos estados sobre os currículos, algo que dá certo há 200 anos no país.
O governo Obama diz que o programa federal é “voluntário”, mas parte importante das verbas federais de educação para os estados está atrelada à aceitação do programa, criando um constrangimento quase irresistível na prática. Todo o poder politico do governo federal está sendo usado para enfiar o “Common Core” goela baixo dos estados e 46 deles já aderiram, com honrosas exceções como o Texas.
Há a impressão digital de Ayers do começo ao fim do “Common Core”, que foi estruturado pela “Achieve”, uma associação sustentada pela fundação de Bill Gates, o bilionário esquerdista da Microsoft que recentemente disse lamentar que nos EUA haja tantos limites constitucionais aos poderes de Obama, já que em outros países o presidente tem mais liberdade para implementar sua agenda sem tantas amarras. Kim Jong-un não diria melhor.
O pacotão do “Common Core” é ainda mais assustador quando se considera o enorme banco de dados que será montado para monitorar cada criança do país. Todas as leis que protegem a privacidade das crianças estão sendo revistas para permitir o acesso direto do governo federal às informações escolares de cada estudante. Alguns dos pontos a serem avaliados pelo programa em discussão são puramente políticos: a capacidade do aluno de identificar o “viés ideológico” das informações que recebem, sua “aceitação da diversidade” e disponibilidade de submissão à autoridade superior, como denunciado por vários professores horrorizados com algumas dessas propostas.
Além da Microsoft, o Google também está de corpo e alma no projeto, dando um grande foco à aceitação do seu pacote de aplicativos pelas escolas participantes, que integradas ao database da empresa darão ao governo a capacidade de monitorar tudo que o estudante busca, envia, recebe e lê, um pesadelo orwelliano que é o sonho de qualquer autoritário. O próprio Ayers já disse: “a grande arma da esquerda hoje é a sua presença em todas as salas de aula”.
O principal grupo de trabalho que elaborou o “Common Core”, como denunciado por alguns veículos independentes, não tinha nenhum professor com experiência suficiente em sala de aula, só “intelectuais renomados” como Ayers, movimentos sociais e sindicalistas. Professores fora do aparato partidário e sindical eram apenas convidados a enviar “sugestões”, mas não se tem notícia de que tenham sido aproveitadas. É como se toda a educação brasileira fosse recriada por Aloízio Mercadante, a CUT, a Apeoesp e “intelectuais renomados” escolhidos por eles.
Na prática, o currículo unificado cria, segundo os opositores, uma redução drástica nos padrões e exigências para os alunos. No ensino de inglês, por exemplo, o “Common Core” promove a diminuição dos estudos dos clássicos da literatura em troca de obras mais populares e técnicas, como preparação para cursos profissionalizantes. Em matemática, o único professor de fora convidado para o ‘comitê de validação’, James Milgram de Stanford, se recusou a assinar o documento final dizendo que o novo currículo atrasaria o ensino para os alunos em pelo menos dois anos, que o que se ensina para alunos da sexta série, por exemplo, passaria a ser ministrado na oitava. Se você quiser conhecer mais sobre o “Common Core” há farto material disponível na internet, mas prepare-se para ter pesadelos do provável futuro da educação americana e do que ela vai apontar como tendência para o mundo.
Ainda hoje, quando citado na imprensa, a influência de Bill Ayres nas políticas educacionais do país é justificada por seu notório saber em educação, suas posições políticas radiciais, seu passado terrorista e seu antiamericanismo são relevados como arroubos juvenis, mesmo que ele nunca tenha dado qualquer sinal de arrependimento ou autocrítica. Como disse o jornalista Timothy Noah, “tratar Ayers apenas como um especialista em reforma educacional é como tratar Stálin como apenas um especialista em reforma agrária.”
Indícios de que ele não mudou não faltam, ele no máximo adaptou e atualizou as táticas revolucionárias. Em 2011, quando começam as manifestações conhecidas como “Occupy Wall Street”, Ayers participou ativamente desde a organização dos protestos, alguns financiados pelas fundações de esquerda apoiadas por ele, até sua presença em reuniões preliminares e nas próprias manifestações. Numa entrevista à Andrew Breitbart, ao ser perguntando se a luta política do “The Weather Underground” tinha acabado junto com o grupo, respondeu: “não acabou, ele está aí, ele é o Occupy Wall Street”. Ele foi também líder dos movimentos na sua cidade, o “Occupy Chicago”.
Em 2012, num discurso para manifestantes do Occupy, o ex-terrorista confessou: “acordo todo dia dizendo para mim mesmo que hoje vou derrubar o capitalismo, é o que me mantem vivo”. Quem vê tudo o que ele já conseguiu e o que ainda pode fazer sabe que não é um sonho impossível.
(*) Instituto Liberal
O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal
Obama dificulta entrada de cubanos. E os refugiados, a xenofobia, a Meryl Streep…?
Nos últimos dias de seu último mandato como presidente americano, Barack Obama mudou a lei de imigração do país para um maior controle das fronteiras americanas e a aplicação de um pente fino na aceitação de refugiados, e vindos de um país específico: os verdadeiros refugiados cubanos, que fogem do totalitarismo da ilha onde todos são propriedade privada de Raúl Castro, usando até geladeiras como botes para chegar a Miami após atravessar um dos pontos com mais tubarões no planeta.
A política americana, desde a época da Revolução Comunista em Cuba, era a de facilitar o visto para cubanos, visto que fogem de um totalitarismo socialista em busca da liberdade capitalista da América. Barack Obama, sem nenhuma consulta à população e sem coragem para realizar tal ato antes de sua reeleição, ou após algum anúncio público, escolheu os últimos dias de seu mandato para acabar com a geopolítica americana de imigração de cubanos com décadas de existência. O ato lembra o de Bill Clinton, que perdoou os crimes do terrorista de extrema-esquerda Bill Ayers na manhã em que entregaria o cargo.
A partir de agora, cubanos fugindo da ditadura de Raúl Castro terão o mesmo tratamento burocrático dado a imigrantes de outros países. Caso refugiados cubanos cheguem à América sem toda a complexa documentação necessária exigida de um país livre como o Brasil, o imigrante cubano poderá ser extraditado de volta para a ditadura socialista de Cuba, onde ele e sua família poderão sofrer conseqüências terríveis por “traição”.
A medida fere mortalmente o discurso do Partido Democrata de open borders, de um mundo “sem fronteiras” com poderes cada vez mais globais e soberanias nacionais cada vez mais diluídas. A canetada na calada da noite destrói o discurso a favor de “refugiados” que, na prática, significa quase que integralmente encher a América de muçulmanos vindos sobretudo da Síria, país em guerra civil onde mesmo o Departamento de Estado chefiado por Hillary Clinton não teve a mais remota idéia de como diferenciar quem matava de quem morria. Fere de morte a histeria contra Donald Trump por prometer construir um muro para proteger as fronteiras americanas de uma invasão de imigrantes. E quem se lembra do discurso choroso de Meryl Streep na semana passada lembrando de maneira torta que a América é uma nação de imigrantes, e que não se deve praticar bullying contra eles?
As pessoas que passaram os últimos meses em uma campanha fanática contra Donald Trump baseada em boatos, historietas falsas e histeria coletiva dizendo que refugiados sírios merecem ter entrada livre na América, sem nenhuma averiguação de suas atividades em um país tomado pelo salafismo jihadista, se calaram vexaminosamente a respeito da medida de Barack Obama nos últimos dias de sua administração. Não se falou sobre o humanismo de aceitar refugiados, não se comentou que apenas estão fugindo de uma situação ruim, não se defendeu que são pacíficos. Barack Obama só não construiu um muro porque Cuba é uma ilha.
O sentimento difuso no ar propagado pela campanha de mídia faz com que pessoas fugindo de uma ditadura socialista querendo se integrar e trabalhar na América livre tenham menos direitos do que islâmicos que, em sua maioria, prefere seguir a shari’ah, ou mesmo praticar a jihad, ao invés de seguir a Constituição americana.
Barack Obama tem um ranço terrível com cubanos por um fator óbvio: ao contrário de muçulmanos, cubanos votam em peso nos Republicanos, por saberem que as políticas de esquerda dos Democratas são uma espécie de socialismo a conta gotas (Michael Moore defendendo o Obamacare e o sistema de saúde cubano em Sicko que o diga). Até mesmo um pré-candidato Republicano era filho de cubanos, Marco Rubio.
Como foram um dos principais grupos a garantir a acachapante vitória de Donald Trump em um dos estados-chave, a Flórida, mereceram ser “punidos” por Barack Obama sem um pio de lamúria pelos defensores de “fronteiras livres” e “refugiados”, mesmo de publicações claramente anti-socialistas. Nenhuma razão foi apresentada por Obama – não é preciso, pois nenhum jornalista mainstream o questiona no planeta.
Aliás, o que dizia O Globo assim que Donald Trump foi eleito? Chega a ser hilário ler a manchete: Trump coloca benefícios a cubanos em risco, dizem analistas. Não se sabe se houve muitas vezes na humanidade em que a verdade esteve na posição tão diametralmente oposta ao que dizem os “inteligentes” e “antenados” de plantão.
Ao contrário da imigração islâmica, também conhecida como hégira, que tem o objetivo de conquistar e islamizar, não há motivo para Barack Obama acreditar que há algum perigo com cubanos fugindo de Cuba quererem instaurar um totalitarismo socialista modelo cubano na América: já há jornalistas, professores universitários, artistas e políticos o suficiente na América defendendo a cubanização totalitária americana. Inclusive Barack Obama.
Abro o Facebook e vejo meus amigos postarem imagens enaltecendo Obama e sua família. Ligo a TV e noto que a imensa maioria do noticiário dá mais destaque ao presidente que sai do que ao que entra. A notória Globo News chegou ao ineditismo de transmitir, ao vivo, um discurso de despedida (?!), no qual, entre outras coisas, o presidente faz declarações de amor à primeira-dama. Tudo calculado, como num conto de fadas. Mas nunca é demais lembrar que a América não é uma monarquia, onde esse tipo de folhetim faria algum sentido.
É difícil transmitir a escala em que Obama – o ícone – tem dominado as atenções mundo afora e, particularmente, como não poderia deixar de ser, em Pindorama. O presidente que sai não é meramente popular, nem é apenas um político popstar. Obama tornou-se outra coisa aos olhos do mundo. Ele é agora um ídolo. E como todos os ídolos, sua imagem está em toda parte.
A verdade é que Obama inspirou uma devoção mais apaixonada do que qualquer outro político contemporâneo. As pessoas gritam e desmaiam em seus comícios, cujos discursos são preparados com extremo cuidado. Alguns usam camisetas proclamando-o “The One”. Um editor da Newsweek chegou ao cúmulo da adulação ao descrevê-lo como “acima do país, acima do mundo; uma espécie de Deus.” Como bem ressalta o jornalista Roberto Dias, no entanto, “sem a mediação de lentes e microfones, porém, o saldo de seu governo parece menos iluminado do que a imagem pessoal. Nove anos depois, é difícil enxergar um mundo que tenha andado no rumo daquele desenhado pelo senador em 2008. Pode-se dizer até que está mais distante – ainda mais intolerante, ainda mais protecionista, ainda mais perigoso. Dotado dos maiores poderes conferidos a um humano, ele não conseguiu realizar algo bem específico como fechar a prisão de Guantánamo, símbolo da era Bush que prometera desmontar. A falta de gosto pela pequena política cobra seu preço.”
Ainda que seu governo tivesse sido um fragoroso sucesso, esse culto à personalidade de Obama seria algo perigoso e indesejável, pelo menos àqueles que prezam a liberdade e a democracia, regidas por leis e instituições, e não por ungidos e luminares. Não por acaso, durante a Guerra Fria, os americanos costumavam criticar os países comunistas pelo culto à personalidade que cercava seus líderes, cuidadosamente planejado pelos respectivos ministérios de propaganda (Agitprop). Mas a Cuba castrista, a China maoista e a Rússia stalinista não têm nada a ver com a América de Obama, dizem seus seguidores. Claro!
Concedamos a ele o benefício da dúvida. Talvez Obama não tenha incentivado o culto à personalidade que o rodeia. Talvez tudo isso seja resultado de sua personalidade forte e carismática. Mas ele por certo não o desencorajou. Como candidato, embalado pelo slogan “yes, we can!”, prometeu “mudar o mundo”, “transformar este país” e até mesmo “criar um novo Reino aqui na terra”. Como presidente, ele continuou acrescentando detalhes a essa ambiciosa lista de desejos. Prometeu criar milhões de empregos, curar o câncer, buscar um mundo sem armas nucleares, frear o aquecimento global e, last but not least, reduzir as desigualdades. Infelizmente, a realidade é sempre mais poderosa que as nossas vontades e desejos, mas os fracassos do ídolo não mudaram a sua imagem imaculada perante os fiéis.
Como bem lembrou Helen Sealrs, em quase tudo esse culto à Obama se parece com o que aconteceu ao famigerado Che Guevara, cuja imagem – legada à posteridade pelo fotógrafo Alberto Korda -, era apenas um rosto, totalmente apartado de sua vida política, usada para decorar os quartos da juventude ocidental, sempre ávida por revoluções que pudessem (ora, ora!) “mudar o mundo”. Poucos dos que possuíam o famoso poster sabiam muito sobre o real Che Guevara, mas tê-lo em sua parede sinalizava que você era de alguma forma progressista e idealista. Com Obama, o progresso e o idealismo foram substituídos pela esperança e pela fé, senão pelo empoderamento – essa palavra horrorosa que, infelizmente, tomou conta dos corações e mentes de muita gente. Para completar, hoje não são só os adolescentes imaturos e radicais que se identificam com esta mensagem quase religiosa e transformaram Obama em algo que, definitivamente, ele não é.
João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.
Faça uma breve reflexão e pense se você é o tipo de pessoa em busca de uma figura "carismática" para admirar.
É óbvio que ninguém sozinho consegui ir muito longe apenas com a sanha autoritária. Os sociopatas presentes nos meios políticos dependem de outros, como aliados motivadas pela mesma sede de controle, por dinheiro ou benefícios e privilégios, além das pessoas que por alguma motivação que leva à obediência (seja por culpa, necessidade afetiva, mas sobretudo psicológica), assume e propaga massivamente um tipo de devoção ao algoz, que já foi conhecida como síndrome de Estocolmo e hoje talvez se chame “síndrome de Suécia”.
Veja o caso da comoção popular, mesmo no Brasil, com a figura do Obama. Muita gente que não se ateve aos fatos e legado da gestão do advogado, simplesmente declara gostar do ex-presidente dos EUA, que chora, se declara para a esposa, dança e almoça em um bandejão. Em seu discurso de despedida, ao defender a paz, a democracia e a força da lei, muitos ignoraram que o ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2009 bombardeou a Líbia imediatamente após a falha dos órgãos de inteligência dos EUA com seus próprios diplomatas, que culminou na morte de dezenas de civis. Além da Líbia, em seus 2 mandatos, Obama atacou outros 6 países, ininterruptamente. Apenas o Paquistão sofreu mais de 340 ataques com drones.
Para não fugir à regra da grande potência, presidente Obama também interferiu na política internacional, principalmente na Síria, onde desde 2012 há o alerta de financiamento de rebeldes (ou terroristas, dependendo da sinceridade do analista), com o apoio do Catar, Arábia Saudita, Turquia e França. Fato confirmado em 2015, com o registro do envio de munições por via aérea.
A pretensão de “polícia do mundo” na administração Obama avançou (ou revelou fatos) em escândalos envolvendo ações da Agência de Segurança Nacional (NSA) para o escrutínio massivo de políticos ao redor do mundo e principalmente adversários políticos do partido democrata, como o professor e ativista Dinesh D’Souza, que passou um período preso, sem apelação, pela extrapolação de uma doação partidária em US$ 10 mil. Houve também o registro de e-mails e ligações telefônicas de jornalistas do canal Fox News que foram “investigados” a pedido do departamento de Justiça, no melhor estilo latino-americano.
Hans Sennholz, economista e professor, produziu uma excelente reflexão a partir da chamada “ciência do caos”. A teoria do caos dá relevância para experiências simples que descartamos. Elas podem ser desordenadas e aleatórias à primeira vista, mas, para este método de estudo, a complexidade tende a revelar padrões profundos de regularidade.
Para tentar identificar a dinâmica pela qual os sistemas se organizam autonomamente, utiliza-se os chamados “atratores”. Tendo o complexo sistema social como exemplo, entende-se que um leilão de bens antigos pode ser visto como um atrator para colecionadores de antiguidades; hospitais como atratores para doenças e restaurantes atratores para pessoas com fome, portando dinheiro ou não. Na economia de mercado, o sistema de preços é um atrator para produtores, compradores e vendedores que desejam, voluntariamente, trocar suas propriedades e auferir riqueza.
Mas o estado, de maneira direta, realista e verdadeira, pode ser definido como “um sistema que usufrui um monopólio legal do uso da violência e das decisões jurídicas supremas dentro de um dado território”. E apesar de todas as propagandas institucionais e da doutrina do sistema de ensino controlado pelo governo, no sistema político as pessoas são compelidas — por meio da violência e da ameaça de violência — a fazer aquilo que elas voluntariamente não fariam ou são obrigadas a deixar de fazer aquilo que gostariam.
Que tipo de indivíduo se sente atraído por carreiras que lhe dão o poder arbitrário de obrigar terceiros a seguir ordens, em um trabalho cuja premissa é a imposição da obediência? Seriam apenas pessoas incapazes ou insatisfeitas em adquirir riquezas por meios econômicos, pelas relações de oferta de valor e acordos de ganho mútuo?
O indivíduo que está preparado para aprovar ou iniciar um ato de punição, que através de um decreto ou regulamentação, força a obediência, não é diferente da figura do policial valentão, integrante de uma equipe de força-tarefa que sente prazer em invadir residências, confiscar bens e torturar pessoas. A mentalidade é a mesma. Não interessa se um utiliza a caneta e o outro a força física. Os métodos são diferentes, mas a mentalidade autoritária que os estimula é a mesma. Há um apetite pelo poder absoluto sobre terceiros, que guia estas pessoas.
Faça uma breve reflexão e pense se você é o tipo de pessoa em busca de uma figura “carismática” para admirar. Talvez seja melhor passear em um parque, visitar um shopping, assistir um filme no cinema ou uma peça de teatro. Há quanto tempo você não faz isso?
O lazer é saudável e todos precisamos viver emoções diferentes para sair do tédio. Mas cuidado com os lugares e as figuras onde você busca. Donald Trump participou do filme Esqueceram de Mim 2 em 1992, Um Maluco no Pedaço em 1994, liderou o reality show O Sócio em 1996, apareceu no seriado Sex and the City em 1999 e em diversos outros programas de entretenimento antes de se tornar presidente. Tente perceber se você não está sendo conduzido por mera propaganda. Não é possível que o sistema político seja o melhor ambiente para investir suas caras emoções.
É difícil conceber uma farandula maior do que a que se faz hoje em torno do aquecimento global. E a dificuldade vem exatamente do fato de que a tese e sobretudo a necessidade de mudança de hábitos frente à mudança climática é tão cientificamente comprovada quanto o fato de a Terra ser plana.
É difícil conceber uma farandula maior do que a que se faz hoje em torno do aquecimento global. E a dificuldade vem exatamente do fato de que a tese e sobretudo a necessidade de mudança de hábitos frente à mudança climática é tão cientificamente comprovada quanto o fato de a Terra ser plana.
Para quem não acompanha o assunto, recomendo vivamente que se informe. Pululam de todos os lados as declarações de cientistas renomados que demonstram que o CO2 não é um vilão, que o homem não interfere no clima global, e mais, que o planeta está gradualmente entrando em uma fase de… resfriamento! E para o planeta, o esfriamento, conforme diz por exemplo o famoso climatologista Dr. Luis Carlos Molion, é mais prejudicial do que o aquecimento
Mas farandula é farandula. O que é lamentável é que ela tenha atingido tão altas cúpulas, de tantos países.
Vejamos por exemplo:
– Em discurso na Conferência do Clima em Paris, a presidente Dilma Rousseff “cobrou a adoção de um tratado justo, universal e ambicioso e “legalmente vinculante”, ou seja, com caráter obrigatório.” (OESP 1/2/15)
– O presidente americano, embora tenha colocado só meia mão na cumbuca, “admitiu pela primeira vez ontem, em Paris, que o acordo para controlar o aquecimento global, que vem sendo negociado (…) possa incluir cláusulas obrigatórias para os países signatários.” (OESP, 2/12/15)
– Para Mauricio Macri, recém-eleito para a presidência da Argentina, um dos pontos prioritários de sua agenda nas relações como Brasil inclui “as medidas a adotar para enfrentarmos a mudança climática” (OESP, 23/11/15)
– A recente Encíclica Laudato Si propõe a governança global como solução para o aquecimento global. No último dia 31 de outubro, o Papa exortou novamente no mesmo sentido os 195 chefes de Estado e governo reunidos na França (Cfr. OESP 1/12/15).
Ninguém se opôs à farandula? Sim, embora em termos que aceitam o pressuposto da Terra plana… perdoe-me, quis dizer do aquecimento global. De qualquer modo, uma pitada de bom senso se percebe na declaração do premier indiano Narendra Modi ao Finantial Times: “A justiça exige que com o pouco de carbono que podem ainda queimar com segurança, os países em desenvolvimento
sejam autorizados a crescer.”
Chegamos ao ponto de pedir de joelhos autorização para crescer!
Para terminar, algumas perguntas:
1. Sobre o tratado universal obrigatório para sustar o aquecimento global, conforme sugeriu a presidente Dilma: o que se fará contra os países que não obedecerem o tratado? Uma Gestapo universal do clima? Quem dirigirá essa Gestapo? Quem lhe ditará os parâmetros?
2. Será que economizando os rios de dinheiro utilizados para as inúteis COPs e Rio+20s do gênero, e para as políticas públicas delas decorrentes, não se poderia fazer uma coalizão séria – séria, repito, e não folclórica e de show publicitário – contra o perigo islâmico, por exemplo?
3. Uma outra pergunta me incomoda a respeito disso tudo, que escrevo aqui sem maiores pretensões, apenas pelo gosto de perguntar: para a formação de um governo internacional, (ditatorial ou não…) qual seria o melhor pretexto para certos aproveitadores de plantão: o terrorismo ou o aquecimento global?
"Em Al-Bukamal, destruímos 116 caminhões-tanque, o que acreditamos irá reduzir a capacidade do ISIL de transportar os seus produtos petrolíferos roubados", disse Warren. "Este é o nosso primeiro ataque contra caminhões-tanque, e para minimizar os riscos para os civis, realizamos um lançamento de folhetos antes do ataque. Fizemos uma demonstração de força. Fizemos as aeronaves essencialmente zumbir sobre os caminhões a baixa altitude."
Os panfletos, que caíram ao solo cerca de 45 minutos antes dos ataques, diziam simplesmente: "Saiam de seus caminhões agora, e fujam deles. Aviso: Ataques aéreos estão vindo. O caminhões-tanque serão destruídos. Afastem-se de seus caminhões-tanque imediatamente. Não arrisque sua vida."
"Nós combinamos os lançamentos destes folhetos com muitas passagens em baixa altitude de alguns de nossos aviões de ataque, o que envia uma mensagem muito poderosa", acrescentou o coronel.
Ele disse que a decisão de soltar as advertências veio depois que se "avaliou que esses caminhões, embora estivessem sendo utilizados para operações que dão suporte ao ISIL, os motoristas de caminhão, eles próprios, provavelmente não são membros do ISIL, eles são provavelmente apenas civis."
"Então tivemos que descobrir uma maneira de contornar isso. Nós não estamos nesse negócio para matar civis, estamos neste negócio para deter o ISIL – para derrotar o ISIL."
Assim, eles tentaram vir com uma estratégia "meio que espantando as pessoas sem feri-las."
"Então tivemos que passar por todo esse processo de se determinar se ou não sentimos que era de nosso interesse atacar estes caminhões. E, em seguida, uma vez que se determinou que, sim, que é do nosso interesse atacar esses caminhões, como é que vamos garantir que somos capazes de mitigar o potencial de baixas civis? E essas coisas levam tempo", disse Warren. "... Nós sabemos que o petróleo financia mais de 50 por cento das operações do ISIL. Isto é algo que nós queremos tirar-lhes. Que nós precisamos tirar isso deles – assim são operações mais difíceis de conduzir."
Então, depois de todo esse tempo, eles vieram com um grande plano lançamento de panfletos sobre caminhões do ISIS de modo que os motoristas, que podem ou não podem ser membros do ISIS, possam fugir a tempo. Enquanto isso o ISIS ganha 45 minutos de advertência.
Agora você sabe por que nós realmente não vamos bombardear as forças principais do ISIS. E o mesmo acontece com o ISIS. Tudo o que tem a fazer é cercar-se de civis e tornar-se invulnerável. Assim como os Talibans fizeram no Afeganistão.
Enquanto isso o ISIS continua financiando suas operações com dinheiro que poderia ter sido tirado dele, mas não o fizemos porque poderia ter significado ferir seus motoristas. Imaginem esse bando de palhaços combatendo na 2ª Grande Guerra e nós não precisamos imaginar uma versão alternativa da história em que os nazistas ganhariam.
Se a esquerda permanecer no poder, os nazistas islâmicos vão ganhar nesta versão da história.
Tomar partido de terroristas contra vítimas do terrorismo é um bom resumo de toda política externa de Obama e isso não é muito surpreendente. Arnold Ahlert do FrontPageMagazine abordou este tema.
Em 23 de Fevereiro de 2015 um júri federal em Nova York ficou do lado de 10 famílias americanas, declarando a Autoridade Palestina (AP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) responsáveis por seis ataques terroristas ocorridos em Israel há mais de uma década atrás. As famílias foram indenizadas em 218,5 milhões dólares por uma série de atos terroristas atribuídos às Brigadas Al-Aqsa Martyrs e ao Hamas, perpetrados entre 2002 e 2004, durante a Segunda Intifada. Na segunda-feira, o governo Obama sinalizou que pode intervir no processo, possivelmente em favor dos terroristas palestinos ...
Nesse meio tempo, Kent Yalowitz, advogado das famílias, solicitou que as duas organizações depositem 30 milhões de dólares por mês em juízo, enquanto o processo avança. O juiz George Daniels indicou que estava inclinado a exigir que os palestinos ofereçam algum tipo de fiança, como forma de indicar "alguma demonstração significativa de que o réu está pronto e disposto a pagar pelo julgamento".
Entra o Departamento de Justiça do governo Obama. Apesar de não ter envolvimento prévio no caso de 11 anos atrás, o DOJ notificou o tribunal no mês passado que estava considerando a apresentação de uma "declaração de interesse" no caso, em 10 de agosto. Uma fonte disse à FoxNews.com que tanto o DOJ como o Departamento de Estado estavam trabalhando juntos sobre o assunto.
E agora o dia chegou.
A administração Obama, citando o potencial dano econômico e político à Autoridade Palestina e ao processo de paz mais amplo, pediu a um juiz na segunda-feira para "considerar cuidadosamente" o valor da fiança que ele exige para que a Autoridade Palestina recorrer por uma enorme indenização por dano por seu papel em seis ataques terroristas em Israel que mataram e feriram americanos ...
A peça também incluiu uma declaração por Antony J. Blinken, o vice-secretário de Estado, elaborando sobre as preocupações do governo com o impacto de exigir uma fiança tão elevada. Privar a Autoridade Palestina de "uma parcela significativa de suas receitas provavelmente comprometeria severamente a capacidade da AP de operar como uma autoridade governamental", escreveu ele ....
No mês passado no tribunal, o juiz Daniels deixou claro que ele queria algum tipo de fiança como uma "demonstração significativa" de que os réus estavam "dispostos e capazes de pagar um julgamento, se uma decisão for afirmada incluindo em caso de recurso".
Obviamente, eles não pretendem pagar. Obama não pretende cobrar deles.
Enquanto isso, enquanto a OLP e seus aliados da mídia afirmam que o terror da Brigada de Mártires Al-Aqsa não tinha nada a ver com eles, acabaram de dar o nome de uma praça em homenagem ao seu comandante.
A Autoridade Palestina dedicou uma outra praça da cidade à memória de um assassino terrorista responsável pelas mortes de civis. Um memorial em Nablus recebeu o nome do Abu Naif Sharakh que esteve envolvido em muitos ataques terroristas contra israelenses, incluindo um duplo atentado suicida em Tel Aviv em 05 de janeiro de 2003, em que 23 pessoas foram mortas e dezenas feridos. Ele era "comandante em Nablus da ala militar do Fatah, a organização terrorista Brigadas de Mártires Al-Aqsa, e foi morto pelo exército israelense em 26 de junho de 2004.
Texto sobre o monumento: "líder Mártir, Naif Abu Sharakh, comandante das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, líder dos caçadores de martírio".
A OLP / AP vive perpetuamente em falência, mas isso é porque sua economia consiste de ajuda externa que seus próprios líderes desviam para suas contas bancárias. Isso, obviamente leva a constantes crises financeiras que exigem resgates da comunidade internacional.
A OLP / AP não é um governo. É um grupo terrorista internacional subsidiado que obtém dinheiro, muito dinheiro, para não se envolver em terrorismo, com resultados extremamente mistos. O contra-argumento equivale à velha e cansada afirmação de que se os terroristas "moderados" forem derrotados, os terroristas "extremistas" assumirão. Como este processo nos lembra, a OLP já é bastante desagradável por conta própria.
Na prática, o processo judicial em questão iria interferir com a capacidade de Obama de financiar terroristas da OLP. Assim ele vai encontrar uma maneira ou outra para encerrá-lo de qualquer maneira.
Aqui está um pequeno flashback de como Bill Clinton lidou com um processo de vítima do terror contra o Irã. No início de outubro de 1998, a secretária de Estado Madeleine Albright começou a chamar os membros do comitê de estudo orçamentário do Congresso, advertindo-os de que o presidente Clinton iria paralisar as atividades governamentais na véspera das eleições de meio de mandato se eles aprovassem uma emenda para ajudar as vítimas do terrorismo.
A emenda, conhecida como Seção 117, era parte do Projeto de Lei de Dotações Orçamentárias do ano fiscal de 1999. Ele obrigava a Secretaria de Estado e a Secretaria do Tesouro a ajudar as vítimas do terrorismo dos estados terroristas nos Estados Unidos, para compensar as famílias por suas perdas.
O Congresso havia redigido a legislação, a pedido de Stephen Flatow, o pai da estudante universitária de 20 anos de idade Alisa Flatow de Nova Jersey, que foi assassinada em abril de 1995 em Gaza por terroristas apoiados pelo Irã. Eles estavam “empurrando com a barriga” porque a administração Clinton havia explorado uma brecha numa lei de 1996 aprovada precisamente com o mesmo propósito ...
Numa entrevista recente, Flatow explicou que a razão porque ele ficou chocado foi que o presidente Clinton tinha acabado de assegurar-lhe pessoalmente que o governo dos EUA iria ajudar as famílias a apreender os bens não-diplomáticos pertencentes ao governo iraniano nos EUA para pagar 247.500 mil dólares em indenização atribuída a eles por um Tribunal Distrital em Washington, DC
A ruptura de relações entre os Estados Unidos e Cuba foi uma decisão da Casa Branca, que pôs um ponto final ao deterioro das relações entre os dois países.
O presidente Dwight Eisenhower, na nota executiva referia a respeito: “É minha esperança e minha convicção de que em um futuro não muito distante será possível que a amizade histórica entre nós encontre uma vez mais seu reflexo em relações normais, de todo tipo”. A parte final do documento apontava: “Enquanto isso, nossa simpatia está com o povo de Cuba que agora sofre sob o jugo de um ditador”.
Eisenhower, tampouco o futurólogo mais qualificado, podia pressagiar que os Estados Unidos restabeleceria relações diplomáticas com uma Cuba que cinqüenta e cinco anos depois mostra a penosa distinção de contar com dois ditadores e não com um, como sucedia em 3 de janeiro de 1961.
Neste 20 de julho os governos radicados em Washington e Havana restabeleceram relações diplomáticas, uma decisão que, como afirmam muitos analistas, abre uma rota na qual não faltaram desencontros e problemas, desafio que ambos governos decidiram enfrentar.
Embora a ruptura tenha sido uma decisão de Washington, uma investigação superficial permite conhecer que o presidente John F. Kennedy fez ao menos uma tentativa para descongelar as relações com Cuba, gestão que não recebeu resposta de Havana.
O republicano Ronald Reagan determinou que o embaixador Vernon Walter voasse à ilha e mantivesse uma entrevista com Fidel Castro. Antes, no primeiro ano de seu governo, determinou que Alexander Haig, secretário de Estado, se encontrasse no México com Carlos Rafael Rodríguez, vice-presidente do regime da ilha.
Antes de Reagan e sob o governo de Richard Nixon, afirma-se que o mandatário ignorava a gestão, o secretário de Estado Henry Kissinger enviou uma mensagem a Fidel Castro, estabelecendo que considerava absurda a política de seu país para com a ilha.
Os esforços de aproximação de Kissinger à ditadura cubana se acentuaram sob a presidência de Gerald Ford, quando Washington determinou não se opor à decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de que os Estados membros, que assim desejassem, estavam liberados para normalizar suas relações com Havana. Ford também eliminou o embargo comercial imposto a Cuba de comercializar com subsidiárias de corporações dos Estados Unidos.
Kissinger, em seu afã de repetir lauréis, fez com que dois enviados seus se reunissem com vários funcionários cubanos com a finalidade de explorar a possibilidade de restabelecer relações. Os representantes de Havana foram categóricos: as relações passavam ao menos por um relaxamento do embargo. Poucos dias depois Cuba enviava milhares de soldados a Angola. A frustração do inefável secretário de Estado foi tão visceral, que propôs a Ford esmagar Castro.
O presidente James Carter foi o mandatário que mais se esforçou por restabelecer relações com Cuba, exceto o presidente Barack Obama, entretanto, seus esforços foram torpedeados pelos Castro porque entre seus requerimentos demandava um irrestrito respeito aos direitos humanos, compensação pelas propriedades confiscadas de cidadãos dos Estados Unidos e o cessar das intervenções militares de Cuba além de suas costas.
Entre outras decisões Carter suspendeu os vôos de aviões espiões sobre Cuba, assinou um acordo pesqueiro e de limites marítimos, autorizou as viagens de norte-americanos à ilha e estabeleceu contatos diplomáticos diretos ao acordar ambos os governos na abertura de escritórios de interesse nas respectivas capitais. Esforços que inexplicavelmente Havana congelou, ao incrementar sua presença militar em Angola e enviando um contingente de milhares de soldados à Etiópia.
Por último, a ditadura obsequiou ao mandatário norte-americano o êxodo do El Mariel, o que afetou dramaticamente a política migratória dos Estados Unidos e a figura presidencial.
Durante seu mandato Bill Clinton assina um segundo acordo migratório com Cuba, porém Havana impede outro tipo de aproximação quando derruba os aviões de Hermanos al Rescate. Por sua parte, o presidente George W. Bush incrementou as sanções contra o governo cubano, sem dar mostras de estar interessado em estabelecer relações melhores.
O presidente Barack Obama, ao contrário, durante a campanha eleitoral em 2007 declarou enfaticamente que a política para a ilha era falida e que era preciso mudá-la, promessa que se materializou no passado 20 de julho.
A realidade é que até agora o governo de Cuba havia ignorado todos os esforços dos Estados Unidos a favor de uma aproximação diplomática, talvez porque no passado a vontade de Washington de descongelar as relações passava por demandas que os irmãos Castro nunca estiveram dispostos a satisfazer, porque consideram que a Casa Branca deve outorgar tudo e o Palácio da Revolução nada.