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domingo, agosto 27, 2017

Da libertação sexual à Sharia com as bênçãos da Esquerda Européia









por Giulio Meotti (*).





Dias após o Estado Islâmico ter conquistado a cidade de Sirte na Líbia há dois anos, apareceram gigantescos outdoors na fortaleza islamista, alertando as mulheres que elas deveriam usar hijabs para esconderem o corpo todo e nada de perfume. Entre outras coisas esses “mandamentos da sharia em relação à hijab” incluíam o uso de tecido grosso e opaco e que a hijab não “lembrasse trajes de infiéis”.

Dois anos mais tarde, as três cidades mais importantes da Europa – Londres, Paris e Berlim – estão seguindo a mesma “moda” da sharia.

Paris disse Au revoir aos anúncios “machistas” em outdoors. A Câmara Municipal de Paris anunciou a proibição depois que a prefeita socialista Anne Hidalgo salientou que a medida denotava que Paris estava “mostrando o caminho” na luta contra o machismo. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também proibiu anúncios que promovam “expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres”. Agora Berlim está planejando proibir imagens onde as mulheres são retratadas como “lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingênuas ou governadas pelas emoções”. O escritor e jornalista do jornal Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a orientação “tenha sido incorporada do manifesto do Talibã”.

A ironia é que esta onda de moralidade e “virtude” vem de cidades governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos fizeram campanha a favor da liberação sexual.

Há uma razão para esta campanha grotesca que proíbe essas imagens. Essas cidades possuem consideráveis populações muçulmanas e classe política – a mesma que promove freneticamente o multiculturalismo obrigatório – que deseja agradar o “Islã”. Virou tema de discussão “feminista” defender a conduta da sharia, como faz Linda Sarsour. A consequência é que hoje em dia pouquíssimas feministas se atrevem a criticar o Islã.

Isso está acontecendo em todos os lugares. Cidades holandesas estão “orientando” suas funcionárias a não usarem mini saias. Foi implantado horários somente para mulheres nas piscinas públicas suecas. Escolas alemãs estão enviando cartas aos pais pedindo que as crianças evitem usar “trajes vistosos”.

O primeiro a sugerir a proibição de cartazes e propaganda que “reduzam mulheres ou homens a objetos sexuais” foi o Ministro da Justiça da Alemanha Heiko Maas, social-democrata.

“A exigência de cobrir o corpo das mulheres ou domesticar os homens”, enfatizou o líder do Partido Liberal Democrata Christian Lindner, “é algo comum nos círculos de líderes religiosos islâmicos radicais, mas não vindo do Ministro da Justiça da Alemanha”.

Em 1969 a Alemanha estava sufocada devido a uma celeuma sobre a introdução nas escolas do “Sexualkundeatlas”, um “atlas” sobre a ciência sexual. Agora, a meta é dessexualizar a sociedade alemã. O jornal Die Welt comenta:

“Graças ao ministro da Justiça, Heiko Maas, finalmente ficamos sabendo porque, na Passagem do Ano Novo, na Estação Central de Trens de Colônia, cerca de mil mulheres foram vítimas de violência sexual: por causa da publicidade machista. Muitas modelos erotizadas, muita pele nua em nossos outdoors, muitas bocas eróticas, muitas mini saias em revistas de moda, muitos traseiros rebolantes e seios volumosos na publicidade televisiva. Mais um passo na direção da “submissão”.

Em vez de mamilos e nádegas, Die Welt conclui: “devemos exortar o uso da burca ou do véu como faz a Sra. Erdogan?”

As mesmas elites alemãs que sugerem a proibição de outdoors “machistas” censuraram os detalhes aterrorizantes dos ataques sexuais em massa em Colônia. Enquanto isso, uma mesquita liberal em Berlim, que proibiu as burcas e abriu as portas aos homossexuais e às mulheres sem véus, encontra-se agora sob proteção da polícia devido às ameaças dos supremacistas muçulmanos.

As elites europeias estão adotando o padrão de dois pesos e duas medidas: eles se orgulham em organizar uma exposição de um crucifixo cristão mergulhado em urina e mais que depressa capitulam às demandas muçulmanas de censurar caricaturas do Profeta Maomé. As autoridades italianas fizeram esforços hercúleos a fim de evitar que o presidente do Irã, Hassan Rouhani, tivesse um vislumbre da nudez de esculturas milenares dos Museus Capitolinos de Roma.

Parece que o Ocidente está fascinado pelos véus islâmicos. Ismail Sacranie, fundador da Modestly Active, fabricante e designer de burquínis, disse ao jornal New York Times que 35% de suas clientes não são muçulmanas. Aheda Zanetti, libanesa que reside na Austrália, que inventou o burquíni, afirma que 40% das suas vendas são para mulheres não muçulmanas. O público ocidental, que romanceia o islã, está, ao que tudo indica, absorvendo a devoção à Lei Islâmica (Sharia). The Spectator disse que isso é “um novo puritanismo” e “o porquê de certas feministas serem solidárias com o Islã”.

Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres celebrarem sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de estupefazer.

A Europa poderá logo logo ter que se retratar diante da prefeita de Colônia, Henriette Reker. Ela foi duramente criticada — vituperada até — por aconselhar mulheres a “manterem distância” de estranhos para evitarem ataques sexuais.

Se o Ocidente continuar traindo os valores democráticos de liberdade individual no qual se baseia a civilização ocidental, os fundamentalistas islâmicos, como aqueles que impuseram o uso de burcas às mulheres líbias, começarão a impô-las às mulheres do Ocidente. Eles podem até começar com as elites feministas que primeiramente fizeram a revolução sexual para emancipar as mulheres na década de 1960 e que agora estão apaixonadas por uma roupa obscurantista que esconde as mulheres em uma prisão portátil.





(*)Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik
Fonte: Mídiasemmáscara.org

quinta-feira, agosto 17, 2017

Mutilação genital feminina e a loucura suicida do multiculturalismo






por Khadija Khan (*).




Os advogados de defesa de dois médicos de Michigan, naturais da Índia e uma de suas esposas, que foram indiciados pelo júri em 22 de abril e acusados de mutilar os órgãos genitais de duas meninas de sete anos, pretendem apresentar o argumento de liberdade religiosa na representação de seus clientes muçulmanos.

Os réus são membros da Dawoodi Bohra, uma seita islâmica de sua terra natal. Na esfera federal, sendo este o primeiro caso desde que a mutilação genital feminina (FGM em inglês) foi proibida em 1996, a defesa afirma que a prática é um ritual religioso e, portanto, deve ser protegido pela lei dos Estados Unidos.

A petição revela involuntariamente as falsas alegações feitas por proeminentes muçulmanos – como o estudioso/apresentador de TV iraniano/americano Reza Aslan e a ativista palestina/americana Linda Sarsour, que insistem que a FGM não é “uma prática islâmica”.

A mutilação genital feminina, também conhecida como circuncisão feminina, é o corte ou a remoção do clitóris e/ou da lábia, como forma de eliminar o desejo e o prazer sexual de uma menina, garantir que ela seja virgem até o casamento e permanecer fiel ao seu marido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde:

A FGM não traz benefícios à saúde, além de causar danos às meninas e mulheres de diversas maneiras. A prática significa remover e lesar o saudável e normal tecido genital feminino, interferindo com as funções naturais dos corpos das meninas e das mulheres. De modo geral os riscos aumentam quanto maior for a severidade do procedimento.

Os procedimentos são realizados, na maioria das vezes, em meninas que estão entre a infância e a adolescência, ocasionalmente em mulheres adultas. Estima-se que haja mais de 3 milhões de meninas em risco de sofrerem a FGM por ano.

Mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje foram mutiladas em 30 países da África, Oriente Médio e Ásia, onde se concentra a FGM.

O influxo de imigrantes e refugiados dessas regiões do planeta para países ocidentais teve como consequência um aumento dramático e perigoso da FGM na Europa, Grã-Bretanha e Estados Unidos. De acordo com as estatísticas do Serviço Nacional de Saúde, pelo menos uma menina a cada hora está sujeita a este procedimento agonizante somente no Reino Unido – e já faz quase 30 anos que a prática lá é ilegal.




Concomitantemente, um Relatório da Comissão Europeia revelou que cerca de 500 mil mulheres na Europa foram submetidas à FGM, muitas outras correm o risco de serem forçadas a se submeterem a ela. Na Alemanha, por exemplo, foi inaugurada uma clínica em 2013 para fornecer tratamento físico e psicológico às vítimas do procedimento, cerca de 50 mil mulheres passaram pelo procedimento, sendo cerca de 20 mil em Berlim. Chamado de Desert Flower Center, o empreendimento foi encabeçado e financiado pela supermodelo/atriz natural da Somália Waris Dirie, proeminente ativista anti-FGM.


Em 15 de maio, na esteira do caso dos médicos da FGM em Michigan, a Câmara dos Deputados de Minnesota e o Senado de Michigan aprovaram uma legislação que estenderá aos estados as leis federais anti-FGM existentes aos pais de meninas que foram sujeitas ao ritual. Afinal de contas, são as mães e os pais que forçam as filhas a se submeterem ao ritual – como no caso da autora somali, Ayaan Hirsi Ali, foi a sua avó.

Em uma entrevista concedida ao Evening Standard, do Reino Unido em 2013, Hirsi Ali – ex-muçulmana que renegou sua fé e se tornou uma crítica que não faz rodeios quando se trata do Islã e da Lei Islâmica (Sharia), principalmente quando afeta as mulheres – explicou porque tem sido tão difícil processar membros da família envolvidos na FGM:

“Passei por isso aos cinco anos de idade e 10 anos mais tarde, mesmo 20 anos mais tarde, eu não teria testemunhado contra meus pais”, ressaltou ela. “É uma questão psicológica. As pessoas que estão fazendo isso são pais, mães, avós, tias. Nenhuma menininha vai mandá-los para a prisão. Como viver com uma culpa dessas?”

O problema maior, no entanto – que deve ser abordado juntamente com a legislação – abrange o multiculturalismo ocidental que enlouqueceu. Tomemos por exemplo a decisão por parte da editora da coluna Ciência e Saúde, Celia Dugger do New York Times, em abril, de parar de usar o termo “mutilação genital feminina”, alegando que ele está “culturalmente carregado”.

“Há um abismo entre os defensores ocidentais (e alguns africanos) que fazem campanha contra a prática e as pessoas que seguem o rito, eu senti que o linguajar utilizado ampliou ainda mais esse abismo”, salientou ela.

A FGM não é um crime menos estarrecedor do que o estupro ou a escravidão, no entanto as autoproclamadas feministas no Ocidente – incluindo muçulmanas como Linda Sarsour e ativistas não muçulmanas se engajam em uma cruzada contra a “islamofobia” – silenciam quando se trata de práticas bárbaras ou negam sua conexão com o Islã. Será que elas também apoiam a escravidão, outra prática respaldada pelo Islã, ainda praticada hoje na Arábia Saudita, Líbia, Mauritânia e Sudão, bem como pelo Estado Islâmico e pelo Boko Haram?

É por isso que a legislação anti-FGM, por mais crucial que seja, é insuficiente. Chegou a hora de estar vigilante não só contra praticantes e pais, mas também para expor e desacreditar qualquer um que tente proteger essa brutalidade.



(*)Khadija Khan é jornalista e comentarista paquistanesa, atualmente radicada na Alemanha.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte Midiasemmáscara.org

quarta-feira, junho 07, 2017

Querido Ocidente: Pare de cantar Imagine e compre fuzis.












Supermercado no Texas


por Flávio Morgenstern (*)

Si vis pacem, para bellum. Tocar Imagine pode render um show gratuito para ricos com consciência social, mas terrorismo se combate com armas.

No dia 22 de março de 2017, Khalid Masood, um muçulmano que já ensinou inglês na Arábia Saudita, passou com um carro pela Westminster Bridge em Londres, matando 5 pessoas e ferindo mais de 50. No dia 22 de maio de 2017, um muçulmano explodiu uma bomba de pregos em um show da diva adolescente Ariana Grande em Manchester, matando 24 pessoas e ferindo 119, sendo 23 em estado crítico. No dia 3 de junho de 2017, três muçulmanos passaram com uma van pela London Bridge, matando 4 pessoas, e depois sendo mortos quando feriram mais algumas no Borough Market.

Em todos os casos, o que se seguiu foi o velho roteiro: pessoas chocadas com abstrações, como “o ódio”, “a intolerância”, a falta de “direitos humanos”, alguma hashtag no Twitter modelo #PrayForLondon, cores trocadas em avatares de Facebook, prédios iluminados a noite com cores do país, e logo alguma celebridade fazendo um show público tocando alguma música com platitudes genéricas e abstratas – risco estupendo de a música em questão ser Imagine, do John Lennon.

Logo a seguir, esquece-se tudo, volta-se a acreditar que tudo ficará melhor se importarmos mais “refugiados” que não sabemos o que fazem e que o maior risco é espalhar o “preconceito”, e que qualquer visão minimamente negativa (ou, na verdade, não-aquiescente) de muçulmanos é “islamofobia”. E basta não fazer nada, esperando que o próximo terrorista, dessa vez, imagine um mundo sem paraíso e sem fronteiras e passe a adorar os infiéis que estava pensando em matar.

Ou seja: para o Ocidente, o problema dos atentados terroristas é que as pessoas ficam com medo de terroristas, e talvez até passem a cogitar votar em candidatos que façam alguma coisa contra terroristas, ao invés de não fazer nada (ou cantar Imagine).


Se é para acreditar no poder pacificador de Imagine, ou seja, da imaginação, seria necessário que o Ocidente voltasse a ter a imaginação que tinha antes do reducionismo venenoso da tríade marxismo-psicanálise-estruturalismo, que tanto afetou a mentalidade do homem comum.

Família de deputada americana posa para Cartão de Natal 



A primeira coisa a se imaginar é que a mentalidade, visão, valores, objetivos, padrões, comportamento e entendimento de uma religião completamente distinta do Ocidente, não vai ser a mesma mentalidade de quem costuma habitar grandes centros urbanos capitalistas, seja Londres ou Orlando, Manchester ou Paris, Munique ou Boston, a London Bridge ou a Avenida Paulista. Talvez, apenas talvez, cantar Imagine e falar de um mundo sem religiões, fronteiras e paraíso possa acabar não convencendo o suficiente terroristas.

O europeu já soube imaginar outros povos, sabendo que vivia na complexa e delicada civilização, e que fora do complexo judaico-cristão, com Direito romano e filosofia grega, não havia diplomacia –havia provavelmente força. Basta pensar nas histórias que podiam variar de Robson Crusoé a Johnny Quest, de Tarzan a Tintin, de Dança com Lobos a Indiana Jones. Seus melhores personagens, muitas vezes mais admiráveis do que os protagonistas, tinham virtudes e caráter, retidão e amabilidade, mas justamente por aprenderem a viver em um mundo inóspito, diferente de Londres, Nova York ou Paris.

Hoje, o Ocidente enxerga o muçulmano, o “refugiado”, como apenas um rapper da periferia com o agravante de já vir com sobrenome impronunciável de nascença. Na busca por abraçar a ideologia do “multiculturalismo” e tratar todos como “iguais”, acabam só caindo no preconceito do zoológico, tratando uma cultura que desconhecem de todo como animais a serem observados em jaulas.


A primeira coisa a se imaginar é que a mentalidade, visão, valores, objetivos, padrões, comportamento e entendimento de uma religião completamente distinta do Ocidente, não vai ser a mesma mentalidade de quem costuma habitar grandes centros urbanos capitalistas, seja Londres ou Orlando, Manchester ou Paris, Munique ou Boston, a London Bridge ou a Avenida Paulista. Talvez, apenas talvez, cantar Imagine e falar de um mundo sem religiões, fronteiras e paraíso possa acabar não convencendo o suficiente terroristas.

O europeu já soube imaginar outros povos, sabendo que vivia na complexa e delicada civilização, e que fora do complexo judaico-cristão, com Direito romano e filosofia grega, não havia diplomacia –havia provavelmente força. Basta pensar nas histórias que podiam variar de Robson Crusoé a Johnny Quest, de Tarzan a Tintin, de Dança com Lobos a Indiana Jones. Seus melhores personagens, muitas vezes mais admiráveis do que os protagonistas, tinham virtudes e caráter, retidão e amabilidade, mas justamente por aprenderem a viver em um mundo inóspito, diferente de Londres, Nova York ou Paris.

Hoje, o Ocidente enxerga o muçulmano, o “refugiado”, como apenas um rapper da periferia com o agravante de já vir com sobrenome impronunciável de nascença. Na busca por abraçar a ideologia do “multiculturalismo” e tratar todos como “iguais”, acabam só caindo no preconceito do zoológico, tratando uma cultura que desconhecem de todo como animais a serem observados em jaulas.

Neste neo-iluminismo, nenhum muçulmano é salvo, Imagine só vale como um teatrinho e um showzinho gratuito para ricos com “consciência social” (e integral inconsciência civilizacional) e a civilização só é enfraquecida.

Se queremos que menos pessoas sofram com ataques terroristas, e se partimos da premissa óbvia de que nem todos os muçulmanos são terroristas, a primeira coisa a fazer é falar a única linguagem que incíveis, selvagens e assassinos entendem: a força. Imagine não soa bem em árabe.



Tal como civilizados ordeiros não têm medo da polícia – pelo contrário, tiram selfies com ela, ficam honrados quando seus filhos se juntam à corporação – a força policial, o poder físico do Estado, a potestas romana, não há de assustar e incomodar muçulmanos ordeiros. Pelo contrário, países muçulmanos, mesmo os mais literais, até costumam cooperar com a América e o Ocidente na guerra contra o terrorismo.

Um terrorista que tenha um plano que ocidentais nem sonham em sequer admitir (islamizar o Ocidente), que mate franceses às dezenas no dia em que estes comemoram sua Revolução atéia, que degole um padre no meio de uma missa em Rouen, que atire em uma boate gay em Orlando (para ocidentais fazerem críticas… à Igreja Católica), que mate adolescentes com uma bomba de pregos (!) e não veja reação nenhuma do Ocidente só pode entender que o nocaute no inimigo virá no próximo round.


Este espírito de versão matinê-micareta de Revolução Francesa ocidental para lidar com o terror, a força bruta de uma religião que é pura vontade e pura potência, não tem como dar mais errado. E não há como o Ocidente já não ter entendido o recado do Estado Islâmico – que eles querem um califado, e só não o terão se forem derrotados pela força numa nova batalha nos Portões de Viena. Mas que ocidental hoje conhece a história da Batalha de Viena, que impediu que toda mulher européia (e, posteriormente, de qualquer país nas Américas) usasse burca ou fosse apedrejada?

O Ocidente precisa voltar a ter honra de ser o Ocidente, ao invés de pedir desculpas por ser o Ocidente. Precisa amar o que é, ao invés de inventar toda hora um novo -ismo e uma nova -fobia para aceitar qualquer coisa, exceto ele próprio, a única cultura que permite um espaço interno para outras culturas.

Sobretudo: o Ocidente precisa ser forte. Voltar a lidar não apenas com retórica, academicismo de ressentimento, inveja sexual e sentimentalismo de aceitação social. Se o próprio Ocidente quer tanto ignorar a islamização e pensar erroneamente apenas na dicotomia terrorista/não-terrorista, deve admitir a força tal como ela garante a civilização intra-muros, ao invés de derrubá-la.


Cada atentado terrorista deve ser seguido de uma massiva campanha para alistamento no Exército, com foco declarado em combater o Estado Islâmico e qualquer tentativa de conquista territorial muçulmana. A cada morte ocidental, uma campanha de arrecadação para fundos militares deve ser organizada, pois o califado tem medo de drones armados, não de Imagine. Cada Allahu akbar ouvido deve lembrar os ocidentais de honrarem a tradição cultural que permite sua liberdade, dobrando seus joelhos a quem possui um reino que não é deste mundo, e não a quem trata as mortes em nome do califado como acidente urbano.

A civilização, do cristianismo à geladeira, da penicilina ao sensor de estacionamento, do microchip ao Merthiolate-que-não-arde, permite que o fraco também sobreviva, que nem tudo seja resolvido pela força. Mas nossa diplomacia que não põe o cotovelo na mesa só funciona para quem entende nossa abstrata linguagem cada vez mais frescurenta.

A força, nas franjas da civilização, sempre foi o que manteve o fraco protegido. Os fortes, caçadores e guerreiros, sempre permitiram que os lavradores e poetas vivessem em paz. E hoje, a fronteira que protege a civilização é frágil como uma calçada.


O Ocidente precisa parar de cantar Imagine e pedir hashtags e tolerância e paz. Não funciona com racistas, como qualquer leitor de Caros Amigos sabe, por que funcionaria com terroristas? Os antigos já sabiam: Si vis pacem, para bellum. Passou muito da hora de pensar menos em Academia e mais em academia de ginástica. Em comprar rifles. Em aprender a atirar. Em fazer abdominais e flexões. Em se matricular em aulas de kung fu, muay thai e krav magá. Em aprender a caçar, como seus antepassados aprendiam a se proteger. Em sobreviver na selva e correr e nadar quilômetros por dia. Em proteger sua família.

O autor de Imagine teve uma morte prematura diante de um bárbaro. O Ocidente que não protege crianças e velhos em suas ruas, e nem reage a uma bomba de pregos contra jovens, simplesmente está caminhando para uma morte prematura em escala continental.

Ao invés de imaginar um mundo sem fronteiras, imagine um mundo com bíceps e fuzis nas fronteiras para proteger os seres amados?
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Fonte: sensoincomum.org

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

domingo, fevereiro 19, 2017

Fui escrava sexual do Estado Islâmico






por Maria Laura Neves (Revista Marie Claire)(*)



Nadia Murad levava uma vida simples No interior do Iraque, até que foi sequestrada pelo grupo terrorista e passou três meses sob o comando dos extremistas. Depois de ver sua família ser brutalmente assassinada, foi torturada e estuprada. Conseguiu fugir até a Alemanha, onde vive. E, desde então, passou a viajar o mundo para denunciar crimes cometidos pelos radicais islâmicos. Em entrevista à Marie Claire, ela dá detalhes de sua história de sobrevivência e militância, que acaba de lhe render uma aliada poderosa: a advogada britânica Amal Clooney (esposa do ator George Clooney)

Fazia sol e a temperatura girava em torno dos 18 graus ao meio-dia, hora em que encontrei Nadia Murad, 23 anos, no jardim do Palazzo delle Stellini, hotel onde estava hospedada em Milão. Depois de meses de negociação, consegui um horário na agenda da iraquiana, na Itália, onde ela era convidada para palestrar em um festival de direitos humanos. Com os braços e pernas cobertos, os cabelos longuíssimos, o olhar triste e os passos lentos, esboçou um sorriso ao me cumprimentar, mas não me olhou nos olhos. A apatia mostrava o quão desconfortável estava em relembrar sua história. Durante a hora que se seguiu, me contou sobre o assassinato brutal de sua mãe, irmãos, sobrinhos, o extermínio de sua comunidade, a tortura e os estupros a que foi submetida durante três meses. Antes de começar, sugeriu que conversássemos ali mesmo, sentadas na grama alta do pátio do hotel, a céu aberto. “Ela tem saudades do calor  do nosso país", explicou uma amiga conterrânea que segurou a mão da jovem durante toda a entrevista.

Nascida na região do Monte Sinjar, no norte do Iraque, Nadia só fala kurmanji, o dialeto local. Ela é membro da etnia yazidi (*), um dos maiores inimigos do Estado Islâmico (EI) no Oriente Médio. Por não seguirem Alá, os yazidis viraram alvo de sua fúria. Desde 2013, o EI faz investidas contra as minorias religiosas do Iraque e da Síria porque consideram infiéis os seguidores de outras crenças. Nesses ataques, matam homens e mulheres casadas e sequestram meninas para torná-las escravas sexuais.


Yazidis: Minoria que faz parte da etnia curda, mas se diferem da maioria por sua religião, que mistura várias tradições e era praticada pela maioria dos curdos até a expansão do islamismo, durante a Idade Média. Os yazidis acreditam em reencarnação e não seguem nenhum livro sagrado. Creem que Deus colocou a Terra sob a proteção de sete divindades (anjos), sendo o principal deles Malek Taus, o Anjo-Pavão, o mesmo nome que o Alcorão dá a Santanás. Por isso, são chamados de “adoradores do diabo” pelos muçulmanos e foram perseguidos por séculos e hoje o são pelos radicais. Nos últimos anos, o EI expulsou milhares de yazidis de seu reduto, a cidade de Sinjan, no Norte do Iraque. Parte deles está recebendo treinamento bélico no Curdistão. Além do EI, sua população também luta contra a sede, a fome e o calor.


Foi o que aconteceu com Nadia em agosto de 2014, quando viu sua família ser dizimada por um grupo de criminosos. Depois de três meses nas mãos da milícia, conseguiu fugir. Hoje, vive na Alemanha, em um campo de refugiadas yazidi, todas ex-escravas do grupo terrorista. Por medida de segurança, a localização do abrigo não é divulgada, mas sabe-se que se encontra nos arredores de Stuttgart. Livre, passou a viajar o mundo dando palestras e fazendo reuniões com políticos da Europa e dos Estados Unidos para chamar atenção para o genocídio que o Estado Islâmico está cometendo contra seu povo. Mais de 5 mil yazidis já foram assassinados e 2 mil meninas ainda estão sob o domínio do grupo.


A militância lhe rendeu a indicação ao prêmio Nobel da Paz de 2016 e o cargo de embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas. Também figura na última edição da lista das cem pessoas mais influentes do mundo da revista americana Time. Em setembro, a advogada especializada em direito internacional Amal Alamuddin Clooney, mulher de George Clooney, passou a representar Nadia na Corte Internacional de Justiça da ONU, em Haia, na Holanda. Com isso, colocou o genocídio na pauta das Nações Unidas. Em uma conversa entrecortada, em que Nadia e seu intérprete, Murad Ismael, também refugiado yazidi que a acompanha em viagens, interromperam, emocionados, a entrevista algumas vezes, ela contou à Marie Claire os detalhes de sua história de sobrevivência e o que a motiva a lutar.

Confira os principais trechos a seguir. A íntegra você confere na edição que chega às bancas no dia 1º de novembro

Marie Claire - Quando conheceu o Estado Islâmico?
Nadia Murad - A primeira vez que os vi foi quando tiraram os cristãos assírios de suas terras, no nordeste do Iraque, em 2013. Muitos se mudaram para a parte curda do país, onde eu vivia.

Amal Clooney e Nadia Murad na ONU


MC E qual foi seu primeiro contato com esses terroristas?
NM Foi quando tomaram nossa cidade. Dias antes, os vi na televisão, em uma reportagem. Fiquei com medo, estavam vestidos de preto, eram muito assustadores.

MC Seu vilarejo, Kocho, esperava ser atacado?
NM Não acreditávamos que isso aconteceria. Mesmo que eles estivessem percorrendo o Monte Sinjar [onde vivem os yazidis], não imaginávamos que nossos homens seriam assassinados e as mulheres e crianças sequestradas da maneira que foram.

MC Onde você estava quando tudo aconteceu?
NM Na noite de 3 de agosto estava em casa, dormindo. Minha mãe me acordou dizendo que o Estado Islâmico tinha atacado os yazidis no Sinjar. Começamos a nos preparar para fugir, mas não tivemos tempo. Logo chegaram e controlaram nosso vilarejo, tomaram as ruas. Kocho ficou tomado do dia 3 ao dia 15 de agosto. Durante esse tempo, o mundo inteiro sabia que havia quase 1.800 pessoas sitiadas, mas ninguém tentou nos ajudar. Nem o governo do Iraque, nem os curdos, nem o Ocidente. Além disso, os vilarejos vizinhos eram muçulmanos [e apoiadores do EI] e não nos abrigariam se pedíssemos ajuda.

MC Como foi a chegada deles?
NM Eram muitos homens, centenas, que chegaramem caminhões e escavadoras. Estavam muito armados, alguns mascarados e falavam línguas diferentes. Vieram mesmo para matar.

MC E o que se passou depois?
NM Primeiro roubaram todas as nossas coisas: dinheiro, joias, celulares e documentos. Até 15 de agosto, ficamos em casa – eles estavam rondando a cidade. Nesse dia, às 11h da manhã, nos levaram para a escola do vilarejo. As mulheres e crianças ficaram no andar de cima e os homens no de baixo. Fiquei com as minhas irmãs, minha mãe e sobrinhos. Depois, pegaram os homens e levaram para um terreno não muito longe dali, os encapuzaram e os mataram um a um. Nós vimos toda a cena da escola. Depois, pegaram as mulheres e as crianças e levaram para um centro de treinamento deles, no Solar do Sinjar.

MC Quandofoi a última vez que você viu sua mãe?
NM [suspira] Nesse dia, no Solar do Sinjar. Estava sentada na porta do centro e vi minha mãe dentro de um caminhão vermelho. Ela estava muito assustada, em pânico, porque estavam dirigindo muito rápido.

MC O que aconteceu com ela?
NM Naquela mesma noite, eles levaram para outro cativeiro, em Mosul. Algumas meninas que continuaram no Sinjar disseram que, naquela noite, eles pegaram 80 mulheres e 12 crianças e as obrigaram a andar. Depois, ouviram os tiros. Quando o Sinjar foi retomado, encontraram uma grande cova com 80 mulheres. Nós achamos que elas foram assassinadas.

MC Você foi vendida em Mosul?
NM Sim. Fiquei três dias em outro centro do EI, com minhas sobrinhas em uma sala – minhas irmãs estavam no mesmo prédio, mas não comigo. Havia marcas de mãos com sangue nas paredes do banheiro, feitas por mulheres que tentaram se matar. Como eu era a mais velha – as sobrinhas tinham 13 e 15 anos –, elas me viam como uma protetora. Quando eles [os compradores] chegaram, elas se agarraram a mim. [pausa e chora]

MC Quer interromper a conversa?
NM [suspira e enxuga as lágrimas] Não, tudo bem, vamos seguir.

MC O que aconteceu então?
NM Primeiro chegou um homem que queria me levar. Ele era muito grande, gordo, com barba e cabelos compridos. Fiquei com muito medo. Me atirei aos pés de outro homem que estava com ele, implorando que me levasse. Esse segundo homem, que era um comandante, um líder entre os terroristas, me pegou. Mas o homem grande levou minhas sobrinhas com ele [pausa]. Ele mandou eu esperar no jardim porque ainda havia 18 meninas que estavam sendo vendidas. De lá, podia ouvir os gritos de desespero delas. Naquela noite, 63 mulheres foram distribuídas aos terroristas, as mais novas tinham 9 e 10 anos.

MC Você sabe o que houve com as meninas da sua família?
NM [suspira] Não no momento. [O tradutor interrompe a entrevista para dizer que Nadia vive com uma irmã na Alemanha e que duas semanas antes ela ficou sabendo que uma de suas sobrinhas tinha morrido nas mãos do EI, ao tentar fugir do cativeiro, e que a outra ficou gravemente ferida, com o rosto desfigurado, em uma explosão. Ele pede que Marie Claire não entre nos detalhes dessa história porque Nadia não conseguiria se recuperar da emoção.]

Amal Clooney discursando na Assembleia Geral da ONU, depois da nomeação de Nadia Murad como Embaixadora da Boa Vontade, disse estar “envergonhada como ser humano” por se continuar “a ignorar o pedido de socorro” daqueles que sofrem às mãos do Estado Islâmico, nomeadamente da etnia yazidi de que a jovem iraquiana faz parte.


MC Para onde você foi levada?NM Para a casa desse comandante. Ele tinha uma família, que não conheci. Numa noite escura, ele me obrigou a me vestir e me maquiar e fez o ato [sexo]. Mas nós, escravas sexuais, não pertencíamos a eles como indivíduos. Sempre nos diziam que éramos propriedade do Estado Islâmico. Depois de nos sequestrar e estuprar, eles nos passavam para outra pessoa.

MC Você tentou fugir antes de finalmente conseguir escapar?
NM Sim, pulei de uma janela alta. Na primeira vez, fui capturada.

MC Foi castigada?
NM Sim. Eles me colocaram em um quarto escuro com seis homens, me bateram e estupraram. E continuaram praticando crimes comigo até mesmo quando estava inconsciente.

MC Como conseguiu fugir?
NM Um dos homens esqueceu a porta destrancada. Corri para longe. A maioria das casas próximas aos centros do EI é de seus apoiadores. Essas famílias têm luz elétrica, que é fornecida pelos terroristas. A casa onde pedi ajuda estava escura. Eles me abrigaram e é só por isso que estou aqui hoje. Num primeiro momento, me deram um telefone e disseram que podia ligar para quem eu quisesse. Depois, me ajudaram a atravessar a fronteira.

MC Algum terrorista mostrou arrependimento ou pena? 
NM Não vi nenhum sinal de humanidade neles. Eles nos viam como as filhas dos infiéis, as escravas do califado.

MC Como você vê o fato de jovens ocidentais, de países desenvolvidos, entrarem para o Estado Islâmico por vontade própria? O que buscam?
NM Eles não sabem como é a vida dos terroristas de verdade. Vão em busca de mulheres e poder, mas não sabem que a realidade é muito dura.

MC Pode descrever como era sua vida antes do ataque?
NM Meu pai tinha duas mulheres, No total teve 18 filhos, 13 da minha mãe. Ele morreu em 2003, de ataque cardíaco. Não éramos miseráveis, éramos financeiramente pobres, mas tinamos uma vida boa e feliz. Nossa casa era feita de terra, porque não tínhamos dinheiro para comprar concreto. Alguns dos meus irmãos trabalhavam como militares e também tínhamos uma marcenaria. Minha mãe tinha uma criação de animais dos quais tirávamos alimentos.

MC Você ia para a escola?
NM Sim. Eu adorava as aulas de história e de artes. Faltava uma ano para terminar o colegial quando tudo aconteceu. Queria ser professora de história e ter um salão de beleza porque gosto muito de moda e maquiagem.

MC Você ainda tem parentes nas mãos dos terroristas?
NM Sim. Irmãs, cunhadas e sobrinhos. Também tenho irmãos que moram em campos de refugiados no Iraque.

MC Quais são seus planos para o futuro?
NM Não tenho planos. Vou continuar passando a mensagem do povo yazidi ao mundo.

(*)Entrevista publicada na Revista Marie Claire de Novembro de 2016, edição número 308.

sábado, outubro 08, 2016

A avó mais temida pelo ISIS.










A avó mais temida pelo ISIS.




Wahida Mohamed é uma avó iraquiana, do distrito de Shirqat, que foi obrigada a se transformar em uma dona de casa guerrilheira. Essa mulher, com apenas 39 anos, é hoje em dia uma figura importante na guerra contra o Estado Islâmico e uma pessoa movida pela vingança. Armada com um facão, ela procura jihadistas, decapita-os e cozinha as suas cabeças.


A história de Wahida Mohamed é trágica. A mulher iraquiana tem vivido de perto as atrocidades do autoproclamado Estado Islâmico. A organização terrorista foi responsável por muito sofrimento dentro da sua família ao assassinar o seu pai, três irmãos e dois maridos.



Parece um argumento saído de um filme de ação, mas a mulher de 39 anos, que já é avó e que tem duas filhas, uma com 20 e outra com 22 anos, decidiu vingar-se de todos aqueles que são terroristas do Isis.



Desde o ano de 2004 que Wahida Mohamed, também conhecida como Um Hanadi (algo como agradável aroma!), lidera uma milícia de 70 homens que combate em Shirwat, uma cidade iraquiana a apenas 80 quilômetros de Mossul, a principal cidade do grupo terrorista Estado Islâmico.

Wahida Mohamed mostra algumas das marcas deixadas pelo ISIS


Recentemente o grupo liderado por Wahida Mohamed (significado do nome aproximado para "única, incomparável), conseguiu uma vitória importante. Eles conseguiram libertar a sua cidade depois de longas e sangrentas batalhas. A história dessa mulher chamou a atenção da mídia internacional que a quis entrevistar. À CNN, a avó guerreira afirmou que lutou com vários terroristas, decapitou-os, cozinhou as suas cabeças e depois queimou-os. Declarações que a iraquiana fez com toda a calma e naturalidade.


Devido a tudo isso, Wahida Mohamed tem hoje em dia a sua cabeça a prêmio. O líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, já a ameaçou de morte e já por seis vezes a tentaram assassinar. À CNN, como toda a naturalidade que a caracteriza, a mulher disse que sabe que está no topo da lista dos mais procurados pelo Estado Islâmico, afirmando mesmo que está acima do Primeiro-Ministro do Iraque.

Em sua entrevista ao canal de notícias americano CNN, ela revelou que, devido às várias batalhas, tem estilhaços na cabeça e nas pernas, mas que isso não a vai impedir de continuar lutando.



Por tudo isso o ISIS teme essa mulher. Não só pela sua atitude no campo de batalha, mas por não ser um homem. Acontece que, os membros do Daesh acreditam que se forem assassinados por uma mulher serão desviados do paraíso.



Fonte: Veja/Blasting News/CNN

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Vencendo uma guerra não convencional.






por Clifford D. May








A guerra é – e sempre será - um inferno. A Lei de Conflito Armado não pretende mudar isso – mas apenas torná-la um pouco menos infernal. Há armas com cujo uso você não concorda. Em troca, o seu inimigo não usa essas armas contra você. Você trata humanamente os combatentes capturados. Você espera o mesmo quando os seus soldados são feitos prisioneiros.

É um conceito racional e esclarecido e, na guerra global do século 21, ele falhou espetacularmente. Aqueles que se chamam jihadistas se sentem vinculados apenas à sua leitura da lei islâmica – não pelas Convenções de Genebra e outras obrigações e restrições internacionais.

Algumas pessoas acham essa simples verdade difícil de entender. Lembre-se do debate de 2004 amplamente divulgado entre o então senador Biden e o então procurador-geral John Ashcroft. O primeiro, impaciente, informou ao último por que ele considerava vital que os Estados Unidos não usassem métodos coercitivos de interrogatório – tortura, em sua opinião e de outros – contra militantes da Al Qaeda.

"Há uma razão pela qual nós assinamos esses tratados: para proteger o meu filho no exército", disse ele. "É por isso que temos esses tratados. Então, quando os americanos são capturados eles não são torturados. Essa é a razão. Para o caso de alguém esquecer. Essa é a razão." Não parece ter ocorrido ao Sr. Biden que a Al Qaeda não reconhece nem os acordos internacionais nem a lógica de contenção recíproca.

Na teoria, isso cria um dilema: devem os militares ocidentais continuar a respeitar as regras que seus inimigos desprezam? Na prática, não há debate: combatentes de sociedades democráticas aspiram conduzir-se moral e honradamente – pouco importando a barbárie exibida pelos seus inimigos. Esses inimigos não estão envergonhados por esta disparidade – eles aproveitam as vantagens que obtêm.

O High Level Military Group (Grupo Militar de Alto Nível) – que inclui ex- autoridades dos EUA, Reino Unido, Índia, Austrália, França, Espanha e Colômbia - fixaram-se na tarefa de explorar "as implicações para nações democráticas da guerra contra inimigos que têm um total desrespeito pela vida e pela lei, mas que exploram ativamente a adesão de nossas próprias nações ao Estado de Direito para obter ganhos estratégicos e táticos”. O HLMG foi organizado no ano passado pelos the Friends of Israel Initiative, entre cujos membros fundadores estão o ex-presidente espanhol José Maria Aznar, o ex-primeiro-ministro australiano John Howard e o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo.

Este mês, o HLMG publicou um estudo que chega a conclusões perturbadoras. Em particular, as tropas que combatem as forças jihadistas "estão expostas a um perigo maior, e de fato a morrer, como resultado do cuidado tomado para lutar de acordo com nossas leis e valores".

O estudo também constatou que "adversários irregulares e terroristas" muitas vezes exibem "uma capacidade extraordinariamente bem desenvolvida para explorar a tecnologia de comunicações e a mídia, a fim de influenciar a batalha das narrativas políticas para efeito estratégico." Em outras palavras, na guerra de idéias, os jihadistas estão pagando pouco ou nenhum preço por sua bestialidade.

Um estudo separado concluído pelo HLMG em outubro passado observou especificamente o conflito de 2014 entre Israel e o Hamas, no qual encontrou talvez a mais notória "perversão do nosso atual sistema legal."

"Não importa o quão eficaz e legítima seja a conduta das Forças de Defesa de Israel (IDF)", o estudo concluiu, "há sempre uma enxurrada de alegações contra ela. Conceitos como ‘crimes contra a humanidade’, genocídio, e acusações em organismos como as Nações Unidas e no Tribunal Penal Internacional, são ampla e facilmente utilizados com a finalidade de obter vantagem política."

O HLMG constatou que essas acusações não têm mérito, que "a conduta de Israel no Conflito de Gaza em 2014 atendeu e, em alguns aspectos excedeu o mais alto padrão que estabelecemos para militares de nossas próprias nações." Enquanto isso, o Hamas "não apenas flagrantemente violou a Lei dos Conflitos Armados como uma coisa natural, como parte de seu conceito estratégico híbrido terrorista-exército, mas abusou das proteções oferecidas pela lei para tirar vantagem militar".

Entre outras coisas, o Hamas mirou em não-combatentes israelenses e usou não-combatentes palestinos como escudos humanos. "O conceito estratégico do Hamas busca ativamente a morte de seus próprios civis como um reforço vantajoso para sua estratégia que visa a erosão da legitimidade de Israel", constatou o HLMG.

O HLMG cita a "coerção de jornalistas baseados em Gaza", "motivação ideológica" e "a ausência de conhecimento e de juízo militares e legais adequados ", como fatores que contribuem para o preconceito contra Israel e a favor do Hamas, uma organização auto-proclamada jihadista comprometida abertamente com o extermínio de Israel.

Um aspecto da conduta de Israel preocupa o HLMG: O IDF vai muito além do que é exigido nos termos da Lei de Conflito Armado em seus esforços para prevenir danos colaterais e, por isto, que elas criam novas normas de guerra que outras nações ocidentais passam a emular .

Por exemplo, os israelenses muitas vezes abandonam folhetos e bombas fictícias em edifícios sendo usados pelo Hamas para fins militares, a fim de induzir os ocupantes a sair. Às vezes eles até telefonam para indivíduos para aconselhá-los a buscar segurança.

Os israelenses podem fazer isso porque Gaza é relativamente pequena e a inteligência de Israel tem se concentrado em sua população há anos. Mas se as forças aliadas decidissem, por exemplo, atacar o Estado Islâmico na sua capital de fato, Raqqa, eles não poderiam tomar precauções semelhantes.

O conflito global agora em curso é muitas vezes chamado de "não convencional". Entre as formas que indicam isto: O Ocidente decidiu lutar com meias medidas ao tentar "resolver as queixas" de seus inimigos e daqueles que poderiam estar inclinados a se juntar a eles.

Os jihadistas, pelo contrário, têm a intenção de ganhar. Eles estão preparados para fazer o que for preciso. Um experimento sem precedentes está em andamento. Do seu resultado depende o futuro do Ocidente.


Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies (FDD) e colunista do Washington Times. 

Tradução: William Uchoa




sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Islã: Soldado executa a própria mãe e rapaz amputa a mão para não ser morto por blasfêmia.








por Luis Dufaur



Um jovem de 20 anos que aderiu à “guerra santa islâmica” do Estado Islâmico (EI) executou de público sua própria mãe.

O “crime” dela teria consistido em tentar convencê-lo a abandonar o grupo criminoso que pratica contínuos assassinatos de cristãos, membros de outras tendências religiosas ou ligados ao Ocidente civilizado. 

A informação é do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) e foi reproduzida pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. 

A mulher viajou 50 quilômetros desde Tabaqa, onde morava, até Raqqa, principal covil dos adeptos incondicionais do Corão, para implorar ao filho que retornasse para casa, pois temia sua morte nos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos EUA.

O jovem já tinha lutado nas fileiras de combatentes islâmicos “moderados”. Quando os líderes do Estado Islâmico viram a mãe falando com o filho, mandaram prendê-la.

Logo depois ordenaram ao filho que a assassinasse com um tiro na cabeça diante de quase 100 pessoas, em uma praça de Raqqa.

Por sua vez, a BBC Brasil informou que no Paquistão – país islâmico cujo nome significa “país dos puros” – um menino amputou por iniciativa própria uma de suas mãos, após ter sido acusado publicamente de blasfêmia. 

De fato, o adolescente de 15 anos se enganou quando o pregador de uma mesquita na Província de Punjab, no leste do país, fazia perguntas sobre Maomé, pedindo que, em resposta, as crianças levantassem a mão.

Mas o jovem entendeu errado uma das perguntas e levantou a mão num sentido “coranicamente incorreto”.

O pregador islâmico imediatamente acusou o garoto de blasfêmia diante de cem pessoas.

O rapaz percebeu que seria morto, pois é a única pena que o Islã define para esse “crime”. A pena pode ser executada por qualquer pessoa, sem passar por julgamento algum. Também sua família poderia ser linchada.

Voltando a sua casa, ele correu para um cortador de grama, amputou a própria mão, colocou-a num prato e apresentou-a ao clérigo de Bafoma.

O monstruoso gesto de desespero foi religiosamente glorificado no país como exemplo de “fé” no profeta do Islã e em seu livro, o Corão.

No Paquistão, há leis “antiblasfêmia” que, na prática, servem para justificar o martírio dos cristãos e vinganças pessoais entre muçulmanos.

Os fatos divulgados pela imprensa e pela Internet só confirmam mais uma vez que Maomé, segundo Tomás de Aquino, foi portador de “sinais que não faltam em ladrões e tiranos”.

“Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas,mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei” (Santo Tomás de Aquino, Summa contra Gentiles Livro I, capítulo 6.)


Fonte: http://ascruzadas.blogspot.com.br/

sexta-feira, janeiro 29, 2016

A origem do Estado Islâmico.









por Carlos I. S. Azambuja(*)


O texto abaixo é um pequeno extrato da apresentação do livro “A Origem do Estado Islâmico – O Fracasso da ‘Guerra ao Terror’ e a Ascensão Jihadista”. O livro foi escrito por Patrick Cockburn, e a apresentação, que recebeu o título de “Uma Serpente entre as Pedras”, foi escrita por Reginaldo Nasser, mestre em Ciência Política (Unicamp) e doutor em Ciências Sociais (PUC-SP), professor do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais – San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e PUC) e chefe do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP.


Patrick Cockburn fez as melhores reportagens sobre o tema. Descreve a situação como uma estratégia de Alice no País das Maravilhas. Os EUA querem destruir o ISIS (Estado Islâmico), mas se opõem a todas as forças que estão combatendo o ISIS. O principal Estado que se opõe ao ISIS é o Irã, que apóia o governo xiita do Iraque. Mas o Irã, como se sabe, é nosso “inimigo”.


Provavelmente as principais tropas terrestres que combatem o ISIS são os curdos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) e os seus aliados, que estão na lista de terroristas dos EUA. A Arábia Saudita, principal aliada norte-americana junto com Israel, está comprometida e dominada por uma versão extremista do Islã (a doutrina wahabita, uma forma particular do islamismo sunita), o que a faz ter uma posição omissa ou até de apoio a movimentos como o ISIS, que é, aliás, orientado pela mesma doutrina wahabita. A Arábia Saudita é um Estado missionário. Cria escolas e mesquitas espalhando a sua versão radical do Islã. Assim, eles são os nossos aliados; e os nossos inimigos são os que estão combatendo o ISIS.


O parágrafo acima, que faz parte da orelha do livro, é de autoria de Noam Chomsky (filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano, reverenciado em âmbito acadêmico como "o pai da linguística moderna". É também uma das mais renomadas figuras no campo da filosofia analítica).


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Transcrevemos, a seguir, um pequeno trecho, escrito em junho de 2015, da “Apresentação – Uma Serpente entre as Pedras”,de Reginaldo Nasser:
Cockburn mostra, fartamente, exemplos de ações militares e diplomáticas completamente equivocadas por parte dos EUA, que, ao invés de derrotar o ISIS, só o fortaleceu.


Sim, é possível e é provável que erros de análise e de compreensão de fenômenos sociais e políticos sejam cometidos, mas será que é razoável supor que o aparato diplomático militar dos EUA seja tão despreparado a ponto de cometer, reiteradamente, erros grosseiros?


Ou podemos ter também, como hipótese, que talvez o fracasso da guerra possa ser de fato o seu sucesso? Os líderes políticos e generais em Washington e Londres podem estar recebendo pesadas críticas domésticas por seus erros no Iraque e na Síria, mas alguns analistas do mundo árabe observam que, na verdade, estão sendo muito bem sucedidos na execução de um plano para dividir o país. No fundo, a unidade entre a resistência sunita e xiita sempre foi motivo de preocupação por parte desses líderes. 


Seja como for, o fato é que a ascensão meteórica do ISIS e sua declaração de restabelecer o Califado são algo sem precedentes na história do sistema estatal árabe que teve início após o fim do Império Otomano e a Conferência de Paz de Paris, em 1919. Pela primeira vez, um ator não-estatal islâmico, que agora é simultaneamente nacional e transnacional, esculpiu uma nova unidade política no mundo árabe, onde as fronteiras permanecem relativamente inalteradas aio longo de todo o Século XX.


Embora mencione em vários momentos, Cockburn não explora em profundidade o surgimento de uma nova forma de especialidade política ligada à criação do Estado Islâmico no Oriente Médio, negando claramente a essência geográfica do campo das relações internacionais: o Estado Islâmico com um território claramente delimitado. 


Ainda que se possa duvidar da sua durabilidade, trata-se, evidentemente, de uma demonstração da fraqueza do processo de criação artificial de estados-nação na região do Oriente Médio, caracterizado pelo arroubo das potências ocidentais em construir um sistema político na região à sua imagem e semelhança. O fracasso do nacionalismo como uma ideologia política no Oriente Médio influenciou o surgimento de movimentos radicais islâmicos que reivindicam a constituição de uma nova ordem política nesses territórios: o Califado.


O colapso do Iraque e da Síria como estado-nação tem dado a esses movimentos força para consolidar os seus projetos e alargar os seus objetivos sobre um território que pode cobrir a região do Oriente Médio e além. De fato, esse espaço geopolítico deve ser analisado também sob a perspectiva de que novas possibilidades de exploração de recursos (petróleo, principalmente) podem dar ao novo Califado em termos de Poder dentro do sistema internacional.


O ISIS é especialista em estimular o medo. Os vídeos que produz, de seus combatentes executando soldados e pilotos de avião, tiveram um papel importante para aterrorizar e desmoralizar seus inimigos. Entretanto, esse medo também pode unir um amplo arco de oponentes do ISIS que eram antes hostis uns em relação aos outros.


Como nota Cockburn, se o apelo do Estado Islâmico aos muçulmanos sunitas na Síria, no Iraque e em todo o mundo funciona, em parte, com num sentimento de que suas vitórias são presentes de Deus e inevitáveis, isso também pode ser sinal de fragilidade, já que qualquer derrota pode afetar a alegação de apoio divino.


Ainda que seja improvável cumprir a promessa de garantir a viabilidade de seu Califado no Iraque e na Síria contra o poderio militar dos EUA e sua coalizão dentro do território governado por dois governos xiitas, sua ideologia provavelmente continuará a inspirar seguidores. Quer se trate de um ISIS abrigado nos centros urbanos de Mosul e Raqqa ou espalhado nas periferias, mesmo assim será capaz de lançar ataques esporádicos dentro das cidades iraquianas e sírias, em particular por meio de carros-bombas e ataques suicidas. O Estado Islâmico poderia rasgar o Oriente Médio e causa ainda mais agitação, para as gerações futuras, onde os Estados não têm uma ideologia que lhes permita competir com um foco de lealdade baseada em seitas religiosas ou grupos étnicos. 


A capacidade do ISIS para apelar a um imaginário islâmico através de fronteiras e sua restauração do Califado representa a cristalização de uma ideologia jihadista que se desenvolveu ao longo dos últimos 30 anos. Seu líder, Abu Bakr AL-Baghdadi, propaga que o Califado é um tipo de Estado onde “árabes e não árabes, homens brancos e negros, orientais e ocidentais são todos irmãos...A Síria não é para os sírios e o Iraque não é para os iraquianos. A Terra é de Alá”.


O grande pensador da guerra, Karl Von Clausewitz, julgava que sempre reinará uma grande incerteza durante os confrontos armados, já que é simplesmente impossível ter conhecimento pleno de todas as informações em jogo. Como conseqüência, toda a ação, em certa medida, será planejada na “névoa da guerra”, que pode dar aparência deturpada às coisas.


É impossível dissipar a névoa, mas o leitor perceberá com certeza que, após a leitura dessa obra, poderá acompanhar com mais segurança as inúmeras peças em movimento nesse verdadeiro xadrez geopolítico do Oriente Médio.



(*)Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
Publicado no Alerta Total

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Um cristão é massacrado a cada cinco minutos.







por Raimond Ibrahim




Durante todo o mês de setembro, à medida que mais e mais cristãos foram massacrados e perseguidos por conta da religião, não só pelo Estado Islâmico, mas também pelos muçulmanos "comuns" dos quatro cantos do planeta, um contingente cada vez maior de pessoas e organizações clama para que alguma medida seja tomada. Enquanto isso, aqueles que estão em condições de fazer alguma coisa, particularmente o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o Papa Francisco nada fazem.

"Por que perguntamos ao mundo ocidental, por que não levantar a voz diante de tanta crueldade e injustiça"? Essa foi a pergunta levantada pelo Cardeal Angelo Bagnasco, Presidente da Conferenza Episcopale Italiana.

Gregory III, Patriarca da Igreja Greco-Católica Melquita disse o seguinte: "Eu não entendo porque o mundo não levanta a voz diante de atos de tamanha crueldade".

Nas palavras da reportagem: "ativistas dos direitos humanos estão vendo o que está acontecendo. Líderes estrangeiros estão vendo. E mais de 80 membros do Congresso dos EUA estão vendo. Juntos eles estão pressionando o líder do mundo livre (Presidente Obama) a declarar que há um genocídio de cristãos em andamento no Oriente Médio".

Em resposta, a Casa Branca disse que estava preparando a liberação de uma declaração acusando o Estado Islâmico de cometer genocídio contra minorias religiosas, dando nome aos bois e identificando diversos grupos, como por exemplo os yazidis, como vítimas. Aparentemente os cristãos não serão incluídos como vítimas, pelo fato, segundo sustentam funcionários alto escalão da administração Obama, dos cristãos "ao que tudo indica, não se encaixarem no alto padrão estabelecido pelo tratado que trata de genocídio".

Entretanto, o Padre Behnam Benoka, iraquiano, explicou em detalhes em uma carta enviada ao Papa Francisco os horrores pelos quais os cristãos do Oriente Médio estão passando. Para sua empolgação, o Papa telefonou ao padre e lhe disse: "eu jamais o abandonarei". Nas palavras de Benoka "ele me telefonou. Ele me disse de forma bem precisa, é claro que eu estou ao seu lado, jamais o abandonarei... Farei o que estiver ao meu alcance para ajudá-lo".

No entanto, no final de setembro quando o Papa Francisco se encontrava na tribuna das Nações Unidasdiscursando para o mundo, sua energia mais uma vez foi dedicada em nome da defesa do meio ambiente. Durante todo o seu discurso, que se estendeu por cerca de 50 minutos, o Papa não mais que uma vez se referiu à perseguição dos cristãos, e mesmo assim eles não receberam uma atenção especial, tanto que sem tomar fôlego, na mesma sentença, seus sofrimentos foram mesclados com os sofrimentos supostamente iguais dos "membros da religião majoritária", ou seja, os muçulmanos sunitas (o único grupo que não deverá ser atacado pelo Estado Islâmico, uma organização sunita):


"Eu me sinto na obrigação de reiterar os apelos em relação à dolorosa situação em que se encontra todo o Oriente Médio, Norte da África e outros países africanos, onde cristãos, juntamente com outros grupos culturais ou étnicos e até mesmo membros da religião majoritária que não desejam se envolver pelo ódio e pela insensatez, foram forçados a testemunhar a destruição de seus lugares de culto, patrimônio cultural e religioso, seus lares e suas propriedades, além de se defrontarem com a opção de fugir ou pagar com a própria vida a adesão ao bem e à paz ou então pagarem com a escravidão."

Ainda assim conforme mostra o resumo do mês de setembro, "membros da religião majoritária", no caso os sunitas, não estão sendo massacrados, decapitados e estuprados por conta da sua fé, nem suas mesquitas estão sendo bombardeadas e incendiadas, eles também não estão sendo encarcerados ou assassinados por apostasia, blasfêmia ou proselitismo.

Selvageria e Massacre
Uganda: Três muçulmanos espancaram e estupraram uma cristã de 19 anos de idade. A jovem estudante estava voltando para casa da St. Mary's Teachers College em Bukedea quando ela foi emboscada por três homens mascarados. "Eu tentei gritar, mas um deles tampou a minha boca enquanto o outro me esbofeteava à medida que me arrastavam para fora do caminho", segundo a vítima. "Ouvi um deles dizer aos outros que eu deveria ser morta porque meus pais abandonaram o Islã. Um deles ainda disse: mas nós não temos certeza se essa garota é cristã". Em vez de assassiná-la, eles a estupraram e espancaram com tal violência que ela ainda está sob cuidados médicos em um hospital.

Estados Unidos da América: Freddy Akoa, um cristão de 49 anos de idade, profissional da saúde, em Portland, Maine, foi cruelmente espancado até a morte em sua própria casa por três muçulmanos. Ao lado do corpo de Akoa foi encontrada sua Bíblia manchada de sangue. O falecido apresentava cortes e ferimentos por todo o corpo além de um traumatismo craniano que o levou a morte. Ele teve 22 costelas fraturadas e o fígado dilacerado. O documento oficial da polícia atesta que Akoa "foi espancado e chutado na cabeça, também foi golpeado na cabeça com alguma peça do mobiliário durante o ataque que persistiu sem tréguas durante horas". Akoa foi atacado antes ou durante uma festa que ele estava dando em sua casa. Os três criminosos eram refugiados muçulmanos de origem somali. Ultimamente tanto nos Estados Unidos quanto na Europa ficou-se sabendo que vários "refugiados" eram na realidade terroristas islâmicos, alguns com ligações com o Estado Islâmico (ISIS). (A facção do Al Shabaab, a principal organização jihadista da Somália, recentemente jurou aliança ao ISIS).

Síria: Um cristão do vilarejo de Qaryatain na província de Homs foi executado pelo Estado Islâmico por se recusar a aceitar as condições impostas aos aldeões cristãos, a dhimmi (ser cidadão de segunda classe, ser "tolerado"). O ISIS também assassinou um sacerdote cristão, esquartejou seu corpo e enviou as partes do corpo a sua família dentro de uma caixa. Mais cedo o ISIS tinha sequestrado o padre e exigido o pagamento de um resgate no valor da US$120.000 de sua família, que depois de dois meses conseguiu juntar o dinheiro. Após o pagamento porém, o ISIS não cumpriu sua palavra assassinando o padre com requintes de crueldade.

Paquistão: A família muçulmana de uma mulher que se converteu ao cristianismo e se casou com um cristãoassassinou seu marido além de ferir a jovem. Aleem Masih de 28 anos de idade se casou com Nadia de 23 no ano passado depois dela ter se convertido ao cristianismo. Depois do casamento o casal fugiu da aldeia, uma vez que a família da moça queria "vingar a vergonha que a filha lhes trouxe por ela ter desistido do Islã e se casado com um cristão", isso segundo um advogado que cuidou do caso. Com o passar do tempo o pai de Nadia Muhammad Din Meo e seus capangas deram um jeito de sequestrar o casal levando os cônjuges a uma propriedade agrícola perto dali. "Primeiramente os muçulmanos torturaram o casal com chutes e socos, em seguida deram três tiros em Aleem Masih, uma das balas acertou o tornozelo, a segunda pegou as costelas e a terceira teve como alvo seu rosto," segundo o advogado. "Nadia levou um tiro no abdome". Os parentes muçulmanos deixaram o local acreditando que tinham assassinado o casal. "Os agressores retornaram à aldeia e proclamaram publicamente que tinham vingado a humilhação e restaurado o orgulho dos muçulmanos através do assassinato, a sangue frio, do casal". A polícia, contudo, ao chegar à propriedade agrícola encontrou Nadia ainda respirando. "Ela foi levada ao General Hospital em Lahore, onde está lutando pela vida depois de passar por uma cirurgia muito complicada na qual duas balas foram retiradas de seu abdome". Um enorme contingente de muçulmanos estava reunido em frente ao hospital quando a mulher gravemente ferida chegou. "Os baderneiros, alguns deles carregando armas, gritavam furiosamente palavras de ordem anticristãs... Eles também elogiavam Azhar por ele ter restaurado o orgulho da Ummah (comunidade) muçulmana dizendo que ele tinha garantido seu lugar no paraíso por ter assassinado um infiel".

Filipinas: Suspeita-se que terroristas islâmicos do grupo jihadista Abu Sayyaf realizaram o atentado a bombaa um ônibus na cidade predominantemente cristã de Zamboanga em 18 de setembro, que matou uma menina de 14 anos de idade e feriu outras 33. Fontes da inteligência já tinham alertado que o grupo Abu Sayyaf tinha como alvo cidades e comunidades com grandes contingentes de cristãos. Apenas 20% de Zamboanga são muçulmanos, o restante é praticamente todo formado por cristãos (em sua maioria católicos).

Egito: A mãe de um padre copta foi roubada e assassinada na cidade de Fekria em Minya.

Ataques de Muçulmanos contra Igrejas Cristãs
Estados Unidos da América: No Domingo dia 13 de setembro, Rasheed Abdul Aziz de 40 anos de idade foi preso por ameaçar a Igreja Batista Missionária de Corinto em Bullard, Texas. O americano muçulmano carregava uma arma de fogo e estava vestido com traje completo de combate usando capacete com camuflagem, calças de camuflagem, jaquetas e botas táticas, quando ingressou na igreja por volta das 13 horas. De acordo com o Pastor John Johnson, Aziz disse que Alá tinha lhe ordenado a "matar infiéis" e que "gente vai morrer hoje". O pastor acrescentou: "eu acredito que a intenção dele, quando se dirigiu à nossa igreja, era a de matar alguém".

Tanzânia: No espaço de uma semana seis igrejas foram incendiadas e reduzidas a cinzas. Em 23 de setembro três igrejas foram incendiadas: a Living Waters International Church, Buyekera Pentecostal Assemblies of God e a Evangelical Assemblies of God Tanzania Church. Três dias depois, em 26 de setembro mais três igrejas foram incendiadas: a Evangelical Lutheran Church, Kitundu Roman Catholic Church e a Katoro Pentecostal Assemblies of God Church. De acordo com fontes locais, "as pessoas acordaram no dia 27 de setembro e se deparam com seus santuários reduzidos a cinzas... Os cenários são sempre os mesmos, desconhecidos arrombam a porta, empilham objetos no altar, jogam gasolina em cima e ateiam fogo. Eles fugiram sem que ninguém tivesse visto nada, de modo que continuam como desconhecidos". As nações da África Oriental são compostas, em sua maioria por cristãos e muçulmanos, embora haja controvérsias em relação à proporção de cada um deles.

Belém: Muçulmanos atearam fogo no Mosteiro de São Charbel. Sobhy Makhoul, Chanceler do Patriarcado Maronita de Jerusalém disse que se "trata de um incêndio criminoso, não de um incêndio causado por uma falha elétrica (como querem as autoridades locais), trata-se de vandalismo sectário perpetrado por radicais muçulmanos". O fogo não causou fatalidades nem ferimentos, felizmente o edifício estava desocupado e em reformas, mas os estragos são evidentes e a comunidade cristã local obviamente teme mais violência. O líder maronita acrescentou: "o ataque é anticristão, assim como muitos outros incidentes que ocorrem em todo o Oriente Médio. Grupos extremistas operam na região, incluindo células do Hamas".

Iraque: Um relatório que examina o massacre de um cristão a cada cinco minutos no Iraque, complementa que "militantes do Estado Islâmico no Iraque estão utilizando igrejas cristãs como câmaras de tortura, onde cristãos são forçados a se converter ao Islã ou morrer".

Síria: Poucos dias depois de capturar a cidade de Qaryatain, o Estado Islâmico destruiu um mosteiro católico da antiguidade e jogou fora os restos de um santo reverenciado. O grupo terrorista sunita emitiu um ultimato aos cristãos de Qaryatain para que pagassem a jizya (dinheiro da extorsão), se convertessem ao Islã ou deixassem a cidade.

Iêmen: Um dia depois que a igreja católica em Aden foi destruída, um grupo de criminosos não identificados "" em um edifício cristão, segundo palavras de uma testemunha. Das 22 igrejas em funcionamento em Aden antes de 1967, quando a cidade era uma colônia britânica, poucas permanecem abertas, são raramente utilizadas por trabalhadores estrangeiros e refugiados africanos. A Igreja St. Joseph, incendiada, é uma delas.

Indonésia: No Domingo dia 27 de setembro, a Igreja GKI Yasmin em Bogor realizou o centésimo serviço ao ar livre desde 2008, quando os muçulmanos locais começaram a reclamar da existência da igreja. Muito embora a igreja estivesse em situação totalmente regular, as autoridades condescendentemente a fecharam. Em dezembro de 2010, o Supremo Tribunal da Indonésia determinou que a igreja fosse reaberta, mas o prefeito de Bogor se recusou a cumprir a ordem e a manteve fechada. Desde então a congregação realiza os serviços dominicais nas residências dos membros e de vez em quando na rua, diante da zombaria e dos ataques das turbas muçulmanas.

Ataques Muçulmanos contra a Liberdade Cristã
(Apostasia, Blasfêmia e Proselitismo)

Uganda: Uma senhora de 36 anos de idade, mãe de oito filhos requisitou uma reza depois que muçulmanos daquela região forçaram-na a retornar ao Islã ou perder os filhos e ser morta. Apesar de Madina ter se mantido fiel ao cristianismo depois que seu marido a abandonou há uma década por ela renunciar o Islã, ela voltou ao Islã em setembro: "os parentes do meu marido ameaçaram me matar e tirar meus filhos de mim se eu me recusasse a voltar ao Islã. Eles disseram: nós não vamos perder nossas crianças para o cristianismo.Preferimos te matar e trazer as crianças de volta... Eu não tenho para onde ir com meus filhos, de modo que resolvi voltar ao Islã para salvar meus filhos e a mim mesma. Eu sei que um dia Issa (Jesus) se lembrará de mim".

Reino Unido: Um paquistanês, sua esposa e seus seis filhos estão passando por "um pavoroso suplício nas mãos dos vizinhos que os consideraram blasfemos". O "crime" deles é terem se convertido ao cristianismo, isso há mais de 20 anos. Apesar de serem "prisioneiros em sua própria casa após serem atacados na rua, terem o para-brisa estilhaçado repetidamente e ovos arremessados contra as janelas" a família cristã disse que tanto a polícia quanto a igreja anglicana não providenciaram nenhum apoio razoável e "relutam em tratar o problema como crime de intolerância religiosa". Nissar Hussain, o padre, disse: "nossas vidas estão sendo sabotadas e isso não deveria acontecer no Reino Unido. Nós vivemos em uma sociedade livre e democrática e o que eles estão fazendo contra nós é abominável".

Turquia: Desde 27 de agosto nada menos que 15 igrejas receberam ameaças de morte por "negarem Alá". Mesmo assim, "ameaças não são nenhuma novidade para a comunidade protestante que vive nesse país e quer educar seus filhos aqui," segundo líderes da igreja. Tanto que ex-muçulmanos, muitos deles participantes desta congregação, apóstatas do Islã, já foram ameaçados com a decapitação. As mensagens acusam os cristãos de terem "escolhido o caminho que nega Alá" e "de terem arrastado outros a acreditarem no mesmo que vocês... Sendo hereges vocês cresceram em número graças a seguidores ignorantes". Uma das mensagens retratava a bandeira do Estado Islâmico com as seguintes palavras: "infiéis pervertidos, a hora em que nós iremos cortar suas cabeças está próxima. Que Alá receba a glória e o louvor".

Paquistão: A polícia prendeu Pervaiz Masih, um funcionário cristão de uma olaria no Distrito Kasur na província de Punjab, depois que um homem de negócios muçulmano, concorrente seu, o acusou falsamente de insultar Maomé, o profeta do Islã. Pervaiz, pai de quatro filhos, incluindo um nenê de sete meses, fugiu de sua casa depois que Muhammad Kahlid prestou queixa, dizendo que ele havia feito comentários ofensivos sobre Maomé durante uma discussão. Os policiais detiveram quatro parentes de Pervaiz, em seguida arrastaram sua esposa para o meio da rua, rasgaram suas vestes enquanto tentavam arrancar informações sobre o paradeiro de seu marido. Os policiais também espancaram cristãos locais e invadiram residências na cidade de Pervaiz para obter informações. No final Pervaiz acabou se entregando à polícia para que seus parentes fossem soltos.

Etiópia: Um grupo de 15 cristãos adolescentes foi atacado e preso por se dedicar à evangelização no leste da Etiópia. Paralelamente seis líderes cristãos foram considerados culpados por incitarem distúrbios, destruírem a confiança do povo nas autoridades governamentais e disseminarem o ódio. Os seis homens, membros do comitê administrativo da igreja, escreveram uma carta à liderança nacional da igreja em 11 de março, descrevendo a perseguição que estavam sofrendo por serem cristãos que vivem na zona Silte de maioria muçulmana. Eles reclamaram da discriminação nas oportunidades de emprego, demissão sem justa causa, tratamento hostil no ambiente de trabalho, incêndio de igrejas, ataques contra a pessoa e ameaças de morte. O teor da carta foi vazada para a mídia local e amplamente difundida, provocando a prisão e condenação dos seis.

Dhimmitude:
Alemanha: De acordo com um relatório, "muitos cristãos refugiados da Síria, Iraque e Curdistão estão sendo intimidados e atacados por refugiados muçulmanos. Em diversos centros para refugiados estabelecidos por autoridades locais, a lei da Sharia está sendo imposta sobre a minoria cristã, vítima de bullying." Gottfried Martens, pastor de uma igreja ao sul de Berlim, disse que "muçulmanos muito religiosos estão espalhado a seguinte ideia nos centros para refugiados: a lei da Sharia rege onde quer que nos encontremos". Martens expressa uma preocupação em especial em relação aos muçulmanos que se convertem ao cristianismo, apóstatas, que de acordo com a lei islâmica podem ser mortos: "há uma chance de 100% que essas pessoas serão atacadas".

Líbano: os cristãos estão sendo ultrapassados em número pelos refugiados muçulmanos da Síria e do Iraque e correm perigo de perderem seu lugar em seu próprio país, segundo o Ministro das Relações Exteriores do Líbano Gebran Bassil: "o que está acontecendo no Líbano é uma tentativa de substituir a população existente pelos sírios e palestinos (muçulmanos)". Pelo fato da população cristã do Líbano ser, e assim tem sido historicamente, minoria, Bassil diz que seus direitos estão sendo ameaçados porque "alguns estão procurando impor os muçulmanos sobre os cristãos" (um cenário que também está ocorrendo nos EUA). Mais cedo em uma entrevista, Bassil disse que a comunidade cristã do Oriente Médio como um todo está sendo corroída "em larga escala": "no Iraque isso aconteceu durante mais de 20 anos e vimos que 90% dos cristãos saíram do Iraque. Na Síria não dispomos de levantamentos atualizados por conta do caos que está acontecendo naquele país. Não temos condições de avaliar. Sabemos que houve e que está havendo muita imigração interna e externa, fora os deslocamentos... Mas o que é certo é que igrejas foram destruídas e muitos já partiram".

Reino Unido: Noureden Mallaky-Soodmand, um iraniano de 41 anos de idade, deveria ser deportado para o Irã após ser preso por fazer ameaças e brandir armas nas ruas de Londres. Mesmo assim ele não foi deportado, ao que tudo indica porque a embaixada iraniana estava fechada. Mas não, ele foi realojado a 400 km em Stockton-on-Tees. Anteriormente, em 2 de abril, empunhando uma faca encurvada ele saiu correndo atacando pessoas, às cegas, feito um louco gritando: "eu sou muçulmano e vou cortar a m*** das suas cabeças , fdp***... Eu sou Isis e minha gente vai cortar seus sa*** fora, cristãos... Eu vou matar vocês, eu vou matar todos vocês. Eu vou cortar a cabeça de vocês e f*** vocês".

Dhimmitude Egípcia
Ataques de muçulmanos contra cristãos foram desencadeados em dois vilarejos separados em Samalout, ao norte do distrito de Minya. Um dos ataques, aparentemente ocorreu em "represália" à construção de uma pequena igreja. Em um vilarejo, cinco coptas ficaram feridos, em outro vilarejo, muçulmanos amontoados em uma série de carros atacaram uma cerimônia cristã de casamento. Três coptas ficaram feridos e nas redondezas mocinhas cristãs sofreram assédio sexual.

Paralelamente, em 20 de setembro, um grupo de muçulmanos do vilarejo de al-Oula, perto de Alexandria, atacou residências cristãs e uma igreja, depois que a polícia tentou devolver terras roubadas por um muçulmano ao proprietário legítimo, um cristão. Assim que a polícia chegou ao local para executar a ordem, ela foi atacada e fugiu. "Após a fuga das forças de segurança", segundo um líder da igreja, "uma enorme multidão cercou a igreja e começou a atirar pedras contra ela. Em seguida atacaran quatro residências de propriedade dos cristãos". Pelo menos dois cristãos ficaram gravemente feridos, um deles teve a coluna vertebral fraturada. "A família El Houty (a família muçulmana que se apropriou de terras cristãs) usou microfones na mesquita local e em vilarejos vizinhos para conclamar os muçulmanos das redondezas, dizendo que a polícia veio para desapropriar as terras e entregá-las aos cristãos".

Mariam, uma estudante cristã copta, que sofreu discriminação, virou manchete na grande mídia egípcia e criou um escândalo. Conhecida como "Estudante Zero", ela foi descrita por ex-professores como uma "estudante brilhante" que tinha planos de se tornar médica. O aproveitamento dela atingiu 97% nos primeiros dois anos de estudo e a expectativa era de resultados semelhantes no último ano, pasma porém, descobriu que tinha fracassado, não tinha passado: sua nota final foi zero. Ela fez questão de ver os resultados das provas, o que lhe foi negado. Quando o caso veio à tona e virou manchete, ela conseguiu ver as provas. Tanto ela quanto outros, incluindo especialistas em caligrafia, disseram que a caligrafia dos exames não era dela.

Dhimmitude Paquistanesa
Uma família cristã foi quase queimada viva em uma tentativa de "grilagem" de sua casa por muçulmanos. Pelo fato de Boota Masih de 38 anos de idade, juntamente com sua esposa e família terem se recusado a abandonar sua casa e propriedade e entregá-la a alguns muçulmanos, eles foram violentamente espancados. Em seguida os muçulmanos derramaram gasolina nos cômodos da casa e atearam fogo, e trancaram Boota e sua família em um quarto. Os Masihs quebraram uma janela e conseguiram escapar através dela. Apesar de haver testemunhas, a polícia local relutou em fazer um boletim de ocorrência e como se isso não bastasse, de acordo com os advogados, prendeu Masih com acusações falsas.

Os trabalhos mais degradantes continuam a ser reservados aos cristãos e a outras minorias. O exemplo mais recente vem de um anúncio de vagas do Instituto de Cardiologia de Punjab em Lahore. Na lista de vagas todos os postos de trabalho estão abertos a todos, menos os de "serviços sanitários", como por exemplo a manutenção de toaletes: somente candidatos não-muçulmanos são qualificados para esse posto de trabalho. De acordo com advogados trabalhistas, "trata-se de uma forma de opressão direta, racismo e preconceito contra as minorias religiosas do país", acima de tudo cristãos, hindus e muçulmanos não-sunitas.


Sobre essa Série de Artigos
Embora nem todos, nem mesmo a maioria dos muçulmanos esteja envolvida, a perseguição aos cristãos está aumentando. A série "Perseguição Muçulmana aos Cristãos" foi desenvolvida para reunir algumas, nem todas, as instâncias de perseguição que aparecem a cada mês.

Ela documenta o que a grande mídia frequentemente deixa de noticiar.

Ela postula que esse tipo de perseguição não é aleatória e sim sistemática, e que ocorre em todos os idiomas, etnias e lugares.


Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam's New War in Christians (publicado por Regnery em cooperação com o Gatestone Institute, abril de 2013).

Tradução: Joseph Skilnik 


Publicado no site do Gatestone Institute.