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sábado, dezembro 03, 2016

A defesa da pregação inconveniente, aborto eleições e outras coisas







por Fabio Blanco



Se o homossexualismo é pecado, é óbvio que ele pode ser prevenido e, inclusive, revertido. Não fosse assim, estaríamos diante de uma pecado infalível, o que, por definição, seria a antítese mesma de pecado. E por mais que o cristão acredite nisso, por força da doutrina que segue, sente que, a cada dia, expor essa convicção tem se tornado algo desagradável. Tratar o homossexualismo como pecado está colocando o cristão à beira de cometer um crime.

Isso ficou bem claro nas reações à palestra que seria promovida pela Igreja Batista Getsêmani que, com o título original de Como prevenir e reverter a homossexualidade, provocou a ira de diversas pessoas que tomaram conhecimento do evento. A página da igreja foi então infestada de indignados que não se fizeram de rogados em manifestar, com a brutalidade típica dos integrantes de movimentos ideológicos, sua revolta. Com isso, a igreja fora forçada a mudar o título da palestra e emitir uma nota explicativa, pela qual, mais do que justificar sua escolha, tenta apaziguar os ânimos. Após, então, acabar por cancelar o evento.

A questão é que, independente do quanto isso possa suscitar a ira dos revoltados, o fato é que a Igreja tem todo o direito de expressar sua opinião sobre esse assunto e proibi-la de fazer isso é um atentado não apenas contra uma instituição religiosa, mas contra o próprio conceito de democracia e liberdade que todos ousam dizer que defendem.

É inegável que para a doutrina cristã o homossexualismo é pecado. Isso está explicitamente ensinado em seus cânones. Sendo assim, para ela, o homossexualismo é algo passível de escolha do ser humano. Apenas aquilo que pode ser evitado pode ser pecado, portanto, praticar o homossexualismo, segundo a concepção da Igreja, é algo que está sob o controle de cada pessoa. Assim, se é passível de escolha é prevenível e se é prevenível nada impede que se ensine como prevenir.

Se a Igreja evitar de fazer isso, de ensinar algo que está claro em sua doutrina, apenas para agradar as expectativas politicamente corretas, estará negando a si mesma. E, desta maneira, será o seu fim como instituição religiosa, que se caracteriza, principalmente, por sua independência de consciência. Passaria a ser apenas um local de encontro social, completamente submissa aos ditames do Estado. Seria, portanto, sua destruição.

O que os revoltosos não percebem é que a proteção de liberdade de consciência e expressão das instituições religiosas é, antes de tudo, a proteção da liberdade de todos. Se a Igreja for impedida de pregar conforme seus próprios ensinamentos, nenhuma outra entidade ou indivíduo poderá ter garantida a mesma liberdade. Por isso, a preservação da livre expressão religiosa é a manutenção de ilhas de liberdade que impedem que o Estado tome conta de tudo e passe a ser o definidor final do que é justo, ético e moral.

Fica evidente, portanto, que a liberdade de todos passa necessariamente pela liberdade de expor os conteúdos de cada crença. Ainda que tais conteúdos sejam inconvenientes para alguns grupos e até irritem outros, suprimi-los é um passo largo para a tirania estatal.



Eu sei que quando a Igreja diz que o homossexualismo pode ser revertido ou prevenível isso afeta o âmago daqueles que acreditam que essa é uma condição inescapável de alguns indivíduos. É inclusive lícito que estes tentem provar que o ensinamento cristão está equivocado. Porém, o que não podem fazer, sob pena de sofrerem, eles mesmos, as consequências, é tentar calar a Igreja. Se fizerem isso, nada garante que eles mesmos não sejam proibidos de expressarem seus pensamentos logo em seguida.

E, do lado da Igreja, é preciso, desde já, que ela comece a ser mais explícita sobre o que realmente acredita. É necessário perder o medo de expor o que crê, de fato. Deve acabar com a hipocrisia de tentar mostrar alguma tolerância em relação a uma atitude que ela considera abertamente pecaminosa. Como no caso da Igreja Getsêmani que, em sua nota de esclarecimento, afirma que a veiculação equivocada da informação não representa a opinião da Igreja. Dizendo isso, estaria ela negando que acredita que o homossexualismo pode ser prevenido e até revertido? Bom, sinto informá-los que esse é exatamente o ensinamento cristão, corolário óbvio da convicção de que o homossexualismo é pecado.

Claro que isto não significa que se deva pregar o ódio contra os homossexuais. Isto seria, inclusive, um erro, pois o cristianismo jamais ensinou assim. Mas que a Igreja tem o homossexualismo como um pecado sério e deve falar essas coisas abertamente, sobre isto não há a menor dúvida.

Os ataques contra os religiosos, como no caso contra os organizadores dessa palestra, são até esperados. Aliás, a própria Igreja deve continuar defendendo o direito das pessoas expressarem sua indignação. No entanto, não se pode achar justo que ela precise cancelar ou mudar o nome do evento, com medo de alguma retaliação judicial. Quando as leis humanas passarem a definir o que é lícito e o que é ilícito pregar dentro das Igrejas será o fim da vida como a conhecemos e podemos dar definitivamente as boas-vindas ao admirável mundo novo, onde reina a opressão e o policiamento.

Razões para ser absolutamente contra o aborto
Permitir o aborto de qualquer tipo é permitir, em pouco tempo, todo tipo de aborto. Sabendo disso, há uma enormidade de pessoas que, por amor à vida, lutam para que essa prática não seja permitida de maneira nenhuma. Ainda assim, estes, por mais paradoxal que pareça, são logo tachados, pelos defensores do assassinatos dos bebês em gestação, de insensíveis e, apenas para não perder o costume, fascistas. Por isso, nessa matéria, não é possível qualquer tipo de concessão.

Não importa a afetação de preocupação que esse tipo de gente demonstra, como se fossem as pessoas mais misericordiosas deste mundo. Antes de ser enganado por suas carinhas de anjos, é bom captar o espírito assassino que os acomete.

O problema é que aceitar o aborto por qualquer motivo é escancarar as portas de possibilidades para que infinitos outros motivos sejam considerados também justificadores de tal prática. Isso porque quaisquer motivos que sejam apresentados jamais podem ser totalmente objetivos e é essa margem de subjetividade que permitirá que, cada vez mais, sejam solicitados, pelas razões mais diversas, autorizações para abortar.

O fato é que nenhuma pessoa é capaz de definir o que é uma vida inferior, inviável e de sofrimento. Quem pretender fazer isso está arrogando para si poderes evidentemente divinos. E, apenas para argumentar, ainda que esses fatos fossem razões para abortar, e considerando que o são apenas em determinado graus, ninguém seria capaz de afirmar qual o grau exato deveria ser considerado para permitir o aborto.

Sendo assim, não se deve ceder nem um pouco para o abortistas. Um mínimo que se lhes permita agora será o muito que exigirão amanhã. Até porque o abortismo, antes de tudo, é uma ideologia e já estamos cansados de saber que os movimentos ideológicos nunca estão satisfeitos em suas demandas. Pelo contrário, os militantes são bastante pacientes para conquistá-as progressivamente e de uma forma tão sutil que poucos conseguem captar a estratégia existente por trás.

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As nomeações ao STF de Barroso, Fux, Toffoli e Fachin representam a maior excrescência que o universo jurídico brasileiro poderia engendrar. Além de não representarem, nem de longe, o que há de melhor entre os juristas do país, não passam de paus mandados das determinações de seus nomeadores, os quais, por seu lado, rezam na cartilha globalista/comunista. E para piorar tudo, neles reside, paradoxalmente, o completo desprezo pelas leis. O que importa para eles é aproveitar do poder para colocar em prática seus delírios ideológicos.

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Fica cada vez mais fácil entender como um homem como Michel Temer, aparentemente distinto e com um nível intelectual superior, pôde estar junto à máfia petista por tanto tempo. Os últimos fatos estão trazendo à tona uma rede de articulações, que culminam agora na tentativa de deter as investigações que começam a chegar nos caciques de seu partido. Se há uma diferença de forma, no fundo vê-se que tratam-se do mesmo tipo de políticos. O Brasil permanece à mercê da pior forma de homens públicos, porém agora de barba feita e fala mansa.

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Segundo Aécio Neves, Fidel Castro foi um homem incrível, cheio das melhores intenções, que apenas errou no método. E pensar que eu torci pela vitória dessa besta na eleição contra a anta.


segunda-feira, setembro 26, 2016

A Rússia de Putin esmagando a Fé Cristã e a Família.





por Luis Dufaur (*)


O cristianismo é promovido apenas enquanto instrumento domínio político


O historiador francês Philippe Fabry registrou em seu blog uma estranha contradição em seu país. Políticos e jornalistas que oscilam entre os partidos de direita passaram repentinamente a ecoar uma imagem que parece ter sido mandada fazer pelo Kremlin.

Entre eles, cita o político e ensaísta Yvan Blot, que passou a defender que o regime de Putin é o guardião dos valores tradicionais do cristianismo e da família, e que a “nova Rússia” seria uma espécie de baluarte no qual o Ocidente deve se apoiar para não afundar na decadência.

Fabry relembra então alguns dados de conhecimento geral que são omitidos por essa visualização:

— a “nova Rússia” pseudo-cristã, cuja população é mais do que o dobro da francesa, aborta proporcionalmente duas vezes mais crianças (800 mil por ano) do que a França laicista (200 mil).

— a “nova Rússia” é o primeiro consumidor mundial de heroína. Embora esse extenso país represente apenas 2% da população mundial, consome 21% da produção planetária dessa droga pesada. Trata-se de uma herança recebida por Putin, mas não se tem notícia de que ele aja eficazmente para extirpar o vício que devora a nação.

— o desmantalamento da família está provocando uma catástrofe demográfica: a população russa – mais de 140 milhões – ruma para 80 milhões de habitantes por volta de 2050, segundo as projeções.

— os índices econômicos da Rússia de Putin neste século, após um momento episódico de euforia pela alta do petróleo, afundam hoje assustadoramente. A Providência dotou a Rússia de insondáveis recursos materiais. No entanto, o problema é o coletivismo soviético, que continua de pé. E sobre essa estrutura socialista reina a nomenklatura da “nova Rússia”, uma das mais corruptas do mundo.

Costumes cristãos estão sendo achincalhados com objetivos políticos.


Por que essas figuras da direita francesa, tão dignas de respeito, caíram no conto de uma propaganda povoada de fantasmas tão contrários à realidade?

A pergunta de Fabry suscitou comentários. Sobre a calamitosa situação moral da Rússia, Robert Marchenoir observou que

“de fato, a Igreja ortodoxa russa é na prática uma dependência do FSB (ex-KGB), que professa uma concepção da religião próxima à do Islã e oposta ao catolicismo e ao protestantismo; é uma correia de transmissão fanática e supersticiosa do poder político (...). A causa não é uma influência do Islã, mas está ligada ao cisma bizantino, (...) à irracionalidade russa, e ao papel do clero ortodoxo na história da Rússia”.


Outro comentarista acrescentou que a

“Igreja Ortodoxa Russa não tem mais nada a ver com o cristianismo, é uma religião consagrada ao culto do Estado russo. O próprio Kirill [patriarca de Moscou] declarava nos anos 90 que sua igreja tinha necessidade de se reformar para se separar da KGB, mas depois mudou de opinião”.


Essas afirmações sobre o Patriarcado de Moscou ajudam a compreender a descristianização geral no interior da Rússia, mas não chegam a explicar por que políticos de direita no Ocidente vejam na “nova Rússia” um modelo de cristianismo.

A irrigação desses setores direitistas com dinheiro russo, com quantias por vezes milionárias, é uma das explicações comumente apontadas.

As máquinas de financiamento que funcionam no Ocidente em geral visam marginalizar as direitas, suas organizações, seus intelectuais e representantes. Compreende-se que, em decorrência disso, se sentindo objetivamente injustiçadas e aparecendo uma sedutora proposta, possam ter caído.

O exemplo mais citado é o empréstimo de 9 milhões de euros, feito em 2014 ao Front National francês por um banco russo de estrita observância à vontade de Putin.


Culto da personalidade de Putin reedita o culto a Stalin,
instrumentalizando e desvirtuando o cristianismo.


Mas Cécile Vaissié, professora de estudos russos e soviéticos da Universidade Rennes 2, em seu extenso livro Les réseaux du Kremlin en France, publicado em 2016, apresenta uma interpretação mais complexa e rica.

De fato, a Rússia consagra anualmente 3,5 bilhões de euros para a sua propaganda. E, ao fazê-lo, segundo a professora, “o Kremlin utiliza os velhos métodos da KGB: prefere promover sua imagem internacional, ao mesmo tempo em que reprime a população russa”.

O Kremlin visa expandir as “igrejas ortodoxas” de acordo com um projeto em nada religioso, mas completamente político.

“Tudo o que está ligado à igreja ortodoxa russa (mais conhecida como ‘Patriarcado de Moscou’) é político.

“Na chefia dessa igreja se encontram dignitários que trabalharam para a KGB na época soviética”, explica.


Hoje, acrescenta a professora, Putin se serve dela. Na Rússia, a ortodoxia é uma ideologia de estado, antidemocrática e antiocidental.

A partir dos anos 1920 a diáspora russa rompeu com o Patriarcado de Moscou, porque este dependia do Kremlin, o senhor temporal comunista ou nostálgico do comunismo que define os princípios pastorais e religiosos, bem como a nomeação dos clérigos.

O Patriarcado de Moscou foi criado em 1589 pelo czar da Rússia, que queria um apoio religioso para expandir seu império até o Mediterrâneo.

Dito Patriarcado foi suprimido pelo czar Pedro o Grande em 1721, e reconstituído em 1917 após a Revolução Comunista de Lênin.

Desde então ele vem servindo ao ditador marxista de turno que o fechou em 1925. Stalin o restaurou em 1943, após os bispos “ortodoxos” jurarem fidelidade absoluta ao regime e aos interesses soviéticos.

Segundo explicou a professora Vaissié ao Médiapart, o resultado é que a propaganda russa montou no Ocidente uma imagem “que não tem nada a ver com a Rússia real".

“Esse falso imaginário faz crer que a Rússia seria a ‘Santa Rússia’ de outrora, que defende as tradições familiares e cristãs.

“Essas tradições familiares foram imensamente destruídas na Rússia, elas são muito mais vivas na França. O cristianismo foi enormemente destruído na Rússia” – completou.


Prof.a Cécile Vaissié: as redes do Kremlin na França:




(*)Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO e webmaster de diversos blogs.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Paquistão: "Meninas cristãs servem apenas para satisfazer os desejos sexuais dos islâmicos"










por Raimond Ibrahim


Sumble, uma jovem cristã paquistanesa de 20 anos de idade teve seu quadril fraturado quando um grupo de muçulmanos jogou um veículo sobre ela e suas amigas. Os homens atacaram as meninas cristãs porque elas se recusaram a ter relações sexuais com eles. Kiran Masih de 17 anos, amiga de Sumble, foi assassinada no ataque.



Recentemente no Paquistão três meninas cristãs foram espancadas por terem rejeitado os avanços de alguns abastados jovens muçulmanos. Uma das meninas veio a falecer.

Wilson Chowdhry, natural de Londres, presidente da Associação Britânica dos Cristãos Paquistaneses (BPCA) e ativista dos direitos humanos que revelou o caso em primeira mão, denunciou que um dos homens disse o seguinte: "meninas cristãs servem apenas para uma coisa, satisfazer os desejos (sexuais) dos homens muçulmanos".

O incidente ocorreu em 13 de janeiro em Lahore. As três adolescentes com idades de 17, 18 e 20 anos estavam caminhando para casa após um pesado dia de trabalho. Quatro jovens muçulmanos em um veículo seguiram e assediaram as meninas. Os rapazes "se comportaram mal" gritavam "palavras indecentes e faziam comentários grosseiros", molestaram as meninas insistindo para que elas entrassem no carro deles para "darem uma volta e se divertirem".

As meninas recusaram o "convite", acrescentando que eram "cristãs devotas e que não se relacionavam sexualmente fora do casamento".

Essa postura provocou a imediata mudança de atitude dos rapazes que se tornaram mais agressivos ameaçando-as, dizendo que se elas não entrassem no carro por bem entrariam por mal. Apavoradas diante da escalada do perigo em que se encontravam, um surto de pânico se abateu sobre elas, fazendo com que saíssem correndo. Isso somente enfureceu ainda mais os rapazes muçulmanos, um deles gritou com elas, dizendo: "como vocês ousam fugir de nós, meninas cristãs servem apenas para uma coisa, satisfazer os desejos sexuais dos homens muçulmanos".

Os rapazes muçulmanos foram atrás das meninas jogando o carro em cima delas. Duas delas caíram no chão, uma quebrou o quadril a outra teve as costelas quebradas. A mais nova, Kiran Masih, de 17 anos, foi arremessada para o alto vindo a cair no para-brisa do carro que continuava acelerando. Os muçulmanos ao verem a menina estatelada no para-brisa, riam e aceleravam o veículo ainda mais. Logo em seguida, ao que tudo indica, o motorista pisou no freio com toda força. O solavanco causado pela freada arremessou a menina para o alto. Ela logo se espatifou no chão, com fratura exposta no crânio e esmagamento dos ossos. Em questão de minutos ela estava morta.

Como de costume a polícia paquistanesa, segundo consta, está "fazendo muito pouco para apreender os jovens, além de postergarem o processo de investigação". Chowdhry ressaltou:

Em qualquer outro país (menos no Paquistão) os criminosos seriam presos, condenados por assassinato e sentenciados a passar muito tempo na prisão... A violência contra cristãos é raramente investigada e ainda que seja, é altamente improvável que a justiça seja feita. As mulheres sofrem de uma condição social muito baixa no Paquistão, mas nada se compara às mulheres cristãs, que se encontram tolhidas e apavoradas, principalmente depois desse ataque. A ONG muçulmana "Movimento de Solidariedade e Paz" afirma que cerca de 700 mulheres cristãs são sequestradas, violentadas e forçadas a se casarem a cada ano no Paquistão, ou seja, praticamente duas por dia e o mundo nada faz.

Relatos como esses, incluindo a alegação segundo a qual é de direito do homem muçulmano estuprar mulheres cristãs e "infiéis", são corriqueiros no Paquistão.

Um estuprador muçulmano, ao atacar uma menina cristã de 9 anos no Paquistão, disse para ela "não se preocupar porque ele já fez a mesma coisa com outras meninas cristãs".

Os residentes daquela localidade se manifestaram da seguinte maneira ao conversarem sobre o que o estuprador disse a sua vítima de 9 anos: "é vergonhoso. Esses incidentes acontecem o tempo todo. Meninas cristãs são consideradas mercadorias que podem ser arruinadas ao bel prazer. Abusar delas é um direito. Isso de acordo com a mentalidade da comunidade não é sequer um crime. Os muçulmanos consideram-nas espólios de guerra".

O conceito islâmico de "espólio" é explicado por uma das maiores autoridades em lei e jurisprudência islâmica, o já falecido Majid Khadduri, em War and Peace in the Law of Islam (Guerra e Paz segundo a Lei do Islã):

O termo espólio (ghanima) é aplicado especificamente à propriedade adquirida por meio da força de não-muçulmanos. Entretanto, isso inclui não apenas propriedades (móveis ou imóveis), mas também pessoas, seja na qualidade da asra (prisioneiros de guerra) ou sabi (mulheres e crianças). ... Em se tratando de uma escrava, o mestre tem o direito de tem relações sexuais com ela como concubina.

Mesmo nas nações ocidentais, os muçulmanos do Paquistão acreditam ser direito deles estuprar e abusar sexualmente de mulheres "infiéis" ou até mesmo de mulheres muçulmanas se estiverem desacompanhadas à noite ou se não estiverem usando um véu. É claro que uma mulher que estiver usando um véu também poderá ser atacada, mas neste caso o estupro será o mesmo como se tivesse sido cometido por um estuprador não-muçulmano, ele quer o que ele quer e ponto final. Mas se for uma muçulmana que estiver sozinha, ele pode racionalizar ou justificar o estupro como "direito seu", uma vez que ela está agindo como uma infiel, portanto merecedora do que lhe acontecer. O autor não conhece nenhum caso em que um muçulmano atacou uma muçulmana porque ele acreditava ser "direito"seu.

Em 2012 na Grã-Bretanha, nove muçulmanos, oito do Paquistão, foram condenados por estuprar e explorar sexualmente crianças na Grã-Bretanha. E assim como cristãs e outras "infiéis" no Paquistão são informadas pelos estupradores antes do estupro, estes também constantemente "diziam às suas vítimas que eles tinham o direito de passá-las a outros homens, dezenas deles, porque é o que nós fazemos em nosso país".

Hoje, com a multiplicação dos muçulmanos no Ocidente, o que eles fazem com as mulheres "infiéis" nos países que os abrigam é cada vez mais parecido com o que eles fazem com as mulheres "infiéis" em seus países de origem, conforme milhares de mulheres na cidade de Colônia e em outras cidades puderam constatar recentemente.


(Imagens: Associação Britânica dos Cristãos Paquistaneses (esquerda), Projeto Investigativo sobre o Terrorismo (direita).)



Raymond Ibrahim, é autor de Crucified Again: Exposing Islam's New War in Christians (da Gatestone Publication, publicado pela editora Regnery, abril de 2013), também é Membro da Fundação Shillman do David Horowitz Freedom Center e Membro do Instituto de Pesquisa Judith Friedman Rosen Writing do Middle East Forum.

Tradução: Joseph Skilnik

Publicado no site do The Gatestone Institute.

Fonte: Mídia Sem Máscara

sexta-feira, janeiro 01, 2016

A perspectiva Cristã.











por Rodorval Ramalho




Provavelmente, nunca vivemos um tempo tão temeroso da verdade. Esse temor se expressa através do relativismo, do niilismo, do cinismo, do ceticismo e várias outras doenças do espírito. Tais enfermidades têm um canto de sereia envolvente – a facilidade com que se chega ao cume dos seus argumentos.

Por outro lado, emergem versões das mais variadas formas de cientificismo, tentando nos convencer de que o império do conceito é a única maneira de nos relacionarmos com o mundo que nos envolve. Para estes, esse mundo pode ser, gradativamente, resumido a uma idéia, um sistema, uma equação. Assim, o que não vier dos esforços experimentais da ciência é considerado futilidade, ilusão, engano, delírio.

O cristianismo tem sido a maior e mais consistente alternativa a essas patologias modernas do espírito; não é à toa que é a religião mais perseguida do mundo, por mais que isso não figure com o devido destaque nas manifestações da imprensa.

Assim, em tempos de tanta desorientação e numa conjuntura de perseguição sistemática, a permanência e a força do cristianismo me parecem um milagre e uma necessidade. Faz lembrar-me de uma passagem do texto sagrado que se refere à crucificação e à desistência do soldado romano de quebrar os ossos do Cristo, após ter quebrado os dos homens que lhe ladeavam, como mandava a tradição.

Cumpria-se mais uma profecia: “Iahweh guarda seus ossos todos, nenhum deles será quebrado.” (Salmo 33). Bela imagem da história do cristianismo: conseguem até saturá-lo de dores e perseguições, mas não eliminá-lo, como foi (e continua sendo) a vontade de setores importantes das “luzes” modernas.

Portanto, não é demais lembrar, principalmente aos cristãos, que a afirmação dessa tradição depende, profundamente, de uma busca permanente da verdade, da pesquisa incansável e de um esforço racional sistemático. Nada disso exclui a fé.

O brilhante historiador inglês Paul Johnson, em seu incontornável 'Uma História do Cristianismo', nos chama a atenção.

“O cristianismo é, por essência, uma religião histórica. Baseia suas alegações nos fatos históricos que declara. Se estes forem abolidos, ele não é nada. Assim sendo, poderá um cristão examinar a verdade desses fatos com a mesma objetividade que apresentaria com relação a qualquer outro fenômeno? Poder-se-á esperar dele que cave a sepultura de sua própria fé, se for esse o caminho apontado por suas investigações? No passado, poucos estudiosos cristãos tiveram coragem ou a confiança de colocar a livre perseguição da verdade antes de qualquer outra consideração. Quase todos estabeleceram um limite em algum ponto. Não obstante, como seus esforços defensivos provaram-se fúteis!”.

E segue o erudito historiador inglês.

“Afinal, o cristianismo, identificando verdade com fé, deve ensinar –e, adequadamente compreendido, de fato o faz – que qualquer interferência à verdade é imoral. Um cristão com fé nada tem a temer dos fatos; um historiador cristão que estabelece limites para o campo de investigação, em qualquer ponto que seja, está admitindo os limites de sua fé. E, naturalmente, também destruindo a natureza de sua religião, qual seja uma revelação progressiva da verdade. Por conseguinte, o cristão, a meu ver, não deve ser impedido, nem no mais leve grau, de seguir o fio da verdade; com efeito, é positivamente fadado a segui-la.”

Não nos enganemos, entretanto, sobre o alcance dos conceitos humanamente formulados. Não nos deixemos levar pelos malefícios de uma atitude que imagina ser possível capturar o mundo com as palavras e enclausurá-lo numa gaiola conceitual.

O interesse pela verdade, ao qual se refere o historiador inglês, é semelhante ao que nos propõe Olavo de Carvalho em texto recente:

“Hoje, quando nos preparamos para contemplar uma vez mais o Menino Deus em seu berço humilde, por favor lembrem-se: Ele é a fonte e o limite do nosso conhecimento. Ele é a medida, a régua e a balança. Ele é o alfa e o ômega. Para além desses limites, existe apenas o mistério insondável da Liberdade Divina.”

Portanto, a tradição cristã nos orienta a nunca temer ou abandonar a busca da verdade, seja qual for o momento, o diálogo e os interlocutores. Ao mesmo tempo, nos indica que não devemos cair na tentação herética de reduzir a criação a conceitos, fórmulas ou equações.

É este o fio da navalha no qual se movimenta o cristão.


Imagem: São Paulo na Prisão, de Rembrandt, 1627.

José Rodorval Ramalho é sociólogo.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Um cristão é massacrado a cada cinco minutos.







por Raimond Ibrahim




Durante todo o mês de setembro, à medida que mais e mais cristãos foram massacrados e perseguidos por conta da religião, não só pelo Estado Islâmico, mas também pelos muçulmanos "comuns" dos quatro cantos do planeta, um contingente cada vez maior de pessoas e organizações clama para que alguma medida seja tomada. Enquanto isso, aqueles que estão em condições de fazer alguma coisa, particularmente o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o Papa Francisco nada fazem.

"Por que perguntamos ao mundo ocidental, por que não levantar a voz diante de tanta crueldade e injustiça"? Essa foi a pergunta levantada pelo Cardeal Angelo Bagnasco, Presidente da Conferenza Episcopale Italiana.

Gregory III, Patriarca da Igreja Greco-Católica Melquita disse o seguinte: "Eu não entendo porque o mundo não levanta a voz diante de atos de tamanha crueldade".

Nas palavras da reportagem: "ativistas dos direitos humanos estão vendo o que está acontecendo. Líderes estrangeiros estão vendo. E mais de 80 membros do Congresso dos EUA estão vendo. Juntos eles estão pressionando o líder do mundo livre (Presidente Obama) a declarar que há um genocídio de cristãos em andamento no Oriente Médio".

Em resposta, a Casa Branca disse que estava preparando a liberação de uma declaração acusando o Estado Islâmico de cometer genocídio contra minorias religiosas, dando nome aos bois e identificando diversos grupos, como por exemplo os yazidis, como vítimas. Aparentemente os cristãos não serão incluídos como vítimas, pelo fato, segundo sustentam funcionários alto escalão da administração Obama, dos cristãos "ao que tudo indica, não se encaixarem no alto padrão estabelecido pelo tratado que trata de genocídio".

Entretanto, o Padre Behnam Benoka, iraquiano, explicou em detalhes em uma carta enviada ao Papa Francisco os horrores pelos quais os cristãos do Oriente Médio estão passando. Para sua empolgação, o Papa telefonou ao padre e lhe disse: "eu jamais o abandonarei". Nas palavras de Benoka "ele me telefonou. Ele me disse de forma bem precisa, é claro que eu estou ao seu lado, jamais o abandonarei... Farei o que estiver ao meu alcance para ajudá-lo".

No entanto, no final de setembro quando o Papa Francisco se encontrava na tribuna das Nações Unidasdiscursando para o mundo, sua energia mais uma vez foi dedicada em nome da defesa do meio ambiente. Durante todo o seu discurso, que se estendeu por cerca de 50 minutos, o Papa não mais que uma vez se referiu à perseguição dos cristãos, e mesmo assim eles não receberam uma atenção especial, tanto que sem tomar fôlego, na mesma sentença, seus sofrimentos foram mesclados com os sofrimentos supostamente iguais dos "membros da religião majoritária", ou seja, os muçulmanos sunitas (o único grupo que não deverá ser atacado pelo Estado Islâmico, uma organização sunita):


"Eu me sinto na obrigação de reiterar os apelos em relação à dolorosa situação em que se encontra todo o Oriente Médio, Norte da África e outros países africanos, onde cristãos, juntamente com outros grupos culturais ou étnicos e até mesmo membros da religião majoritária que não desejam se envolver pelo ódio e pela insensatez, foram forçados a testemunhar a destruição de seus lugares de culto, patrimônio cultural e religioso, seus lares e suas propriedades, além de se defrontarem com a opção de fugir ou pagar com a própria vida a adesão ao bem e à paz ou então pagarem com a escravidão."

Ainda assim conforme mostra o resumo do mês de setembro, "membros da religião majoritária", no caso os sunitas, não estão sendo massacrados, decapitados e estuprados por conta da sua fé, nem suas mesquitas estão sendo bombardeadas e incendiadas, eles também não estão sendo encarcerados ou assassinados por apostasia, blasfêmia ou proselitismo.

Selvageria e Massacre
Uganda: Três muçulmanos espancaram e estupraram uma cristã de 19 anos de idade. A jovem estudante estava voltando para casa da St. Mary's Teachers College em Bukedea quando ela foi emboscada por três homens mascarados. "Eu tentei gritar, mas um deles tampou a minha boca enquanto o outro me esbofeteava à medida que me arrastavam para fora do caminho", segundo a vítima. "Ouvi um deles dizer aos outros que eu deveria ser morta porque meus pais abandonaram o Islã. Um deles ainda disse: mas nós não temos certeza se essa garota é cristã". Em vez de assassiná-la, eles a estupraram e espancaram com tal violência que ela ainda está sob cuidados médicos em um hospital.

Estados Unidos da América: Freddy Akoa, um cristão de 49 anos de idade, profissional da saúde, em Portland, Maine, foi cruelmente espancado até a morte em sua própria casa por três muçulmanos. Ao lado do corpo de Akoa foi encontrada sua Bíblia manchada de sangue. O falecido apresentava cortes e ferimentos por todo o corpo além de um traumatismo craniano que o levou a morte. Ele teve 22 costelas fraturadas e o fígado dilacerado. O documento oficial da polícia atesta que Akoa "foi espancado e chutado na cabeça, também foi golpeado na cabeça com alguma peça do mobiliário durante o ataque que persistiu sem tréguas durante horas". Akoa foi atacado antes ou durante uma festa que ele estava dando em sua casa. Os três criminosos eram refugiados muçulmanos de origem somali. Ultimamente tanto nos Estados Unidos quanto na Europa ficou-se sabendo que vários "refugiados" eram na realidade terroristas islâmicos, alguns com ligações com o Estado Islâmico (ISIS). (A facção do Al Shabaab, a principal organização jihadista da Somália, recentemente jurou aliança ao ISIS).

Síria: Um cristão do vilarejo de Qaryatain na província de Homs foi executado pelo Estado Islâmico por se recusar a aceitar as condições impostas aos aldeões cristãos, a dhimmi (ser cidadão de segunda classe, ser "tolerado"). O ISIS também assassinou um sacerdote cristão, esquartejou seu corpo e enviou as partes do corpo a sua família dentro de uma caixa. Mais cedo o ISIS tinha sequestrado o padre e exigido o pagamento de um resgate no valor da US$120.000 de sua família, que depois de dois meses conseguiu juntar o dinheiro. Após o pagamento porém, o ISIS não cumpriu sua palavra assassinando o padre com requintes de crueldade.

Paquistão: A família muçulmana de uma mulher que se converteu ao cristianismo e se casou com um cristãoassassinou seu marido além de ferir a jovem. Aleem Masih de 28 anos de idade se casou com Nadia de 23 no ano passado depois dela ter se convertido ao cristianismo. Depois do casamento o casal fugiu da aldeia, uma vez que a família da moça queria "vingar a vergonha que a filha lhes trouxe por ela ter desistido do Islã e se casado com um cristão", isso segundo um advogado que cuidou do caso. Com o passar do tempo o pai de Nadia Muhammad Din Meo e seus capangas deram um jeito de sequestrar o casal levando os cônjuges a uma propriedade agrícola perto dali. "Primeiramente os muçulmanos torturaram o casal com chutes e socos, em seguida deram três tiros em Aleem Masih, uma das balas acertou o tornozelo, a segunda pegou as costelas e a terceira teve como alvo seu rosto," segundo o advogado. "Nadia levou um tiro no abdome". Os parentes muçulmanos deixaram o local acreditando que tinham assassinado o casal. "Os agressores retornaram à aldeia e proclamaram publicamente que tinham vingado a humilhação e restaurado o orgulho dos muçulmanos através do assassinato, a sangue frio, do casal". A polícia, contudo, ao chegar à propriedade agrícola encontrou Nadia ainda respirando. "Ela foi levada ao General Hospital em Lahore, onde está lutando pela vida depois de passar por uma cirurgia muito complicada na qual duas balas foram retiradas de seu abdome". Um enorme contingente de muçulmanos estava reunido em frente ao hospital quando a mulher gravemente ferida chegou. "Os baderneiros, alguns deles carregando armas, gritavam furiosamente palavras de ordem anticristãs... Eles também elogiavam Azhar por ele ter restaurado o orgulho da Ummah (comunidade) muçulmana dizendo que ele tinha garantido seu lugar no paraíso por ter assassinado um infiel".

Filipinas: Suspeita-se que terroristas islâmicos do grupo jihadista Abu Sayyaf realizaram o atentado a bombaa um ônibus na cidade predominantemente cristã de Zamboanga em 18 de setembro, que matou uma menina de 14 anos de idade e feriu outras 33. Fontes da inteligência já tinham alertado que o grupo Abu Sayyaf tinha como alvo cidades e comunidades com grandes contingentes de cristãos. Apenas 20% de Zamboanga são muçulmanos, o restante é praticamente todo formado por cristãos (em sua maioria católicos).

Egito: A mãe de um padre copta foi roubada e assassinada na cidade de Fekria em Minya.

Ataques de Muçulmanos contra Igrejas Cristãs
Estados Unidos da América: No Domingo dia 13 de setembro, Rasheed Abdul Aziz de 40 anos de idade foi preso por ameaçar a Igreja Batista Missionária de Corinto em Bullard, Texas. O americano muçulmano carregava uma arma de fogo e estava vestido com traje completo de combate usando capacete com camuflagem, calças de camuflagem, jaquetas e botas táticas, quando ingressou na igreja por volta das 13 horas. De acordo com o Pastor John Johnson, Aziz disse que Alá tinha lhe ordenado a "matar infiéis" e que "gente vai morrer hoje". O pastor acrescentou: "eu acredito que a intenção dele, quando se dirigiu à nossa igreja, era a de matar alguém".

Tanzânia: No espaço de uma semana seis igrejas foram incendiadas e reduzidas a cinzas. Em 23 de setembro três igrejas foram incendiadas: a Living Waters International Church, Buyekera Pentecostal Assemblies of God e a Evangelical Assemblies of God Tanzania Church. Três dias depois, em 26 de setembro mais três igrejas foram incendiadas: a Evangelical Lutheran Church, Kitundu Roman Catholic Church e a Katoro Pentecostal Assemblies of God Church. De acordo com fontes locais, "as pessoas acordaram no dia 27 de setembro e se deparam com seus santuários reduzidos a cinzas... Os cenários são sempre os mesmos, desconhecidos arrombam a porta, empilham objetos no altar, jogam gasolina em cima e ateiam fogo. Eles fugiram sem que ninguém tivesse visto nada, de modo que continuam como desconhecidos". As nações da África Oriental são compostas, em sua maioria por cristãos e muçulmanos, embora haja controvérsias em relação à proporção de cada um deles.

Belém: Muçulmanos atearam fogo no Mosteiro de São Charbel. Sobhy Makhoul, Chanceler do Patriarcado Maronita de Jerusalém disse que se "trata de um incêndio criminoso, não de um incêndio causado por uma falha elétrica (como querem as autoridades locais), trata-se de vandalismo sectário perpetrado por radicais muçulmanos". O fogo não causou fatalidades nem ferimentos, felizmente o edifício estava desocupado e em reformas, mas os estragos são evidentes e a comunidade cristã local obviamente teme mais violência. O líder maronita acrescentou: "o ataque é anticristão, assim como muitos outros incidentes que ocorrem em todo o Oriente Médio. Grupos extremistas operam na região, incluindo células do Hamas".

Iraque: Um relatório que examina o massacre de um cristão a cada cinco minutos no Iraque, complementa que "militantes do Estado Islâmico no Iraque estão utilizando igrejas cristãs como câmaras de tortura, onde cristãos são forçados a se converter ao Islã ou morrer".

Síria: Poucos dias depois de capturar a cidade de Qaryatain, o Estado Islâmico destruiu um mosteiro católico da antiguidade e jogou fora os restos de um santo reverenciado. O grupo terrorista sunita emitiu um ultimato aos cristãos de Qaryatain para que pagassem a jizya (dinheiro da extorsão), se convertessem ao Islã ou deixassem a cidade.

Iêmen: Um dia depois que a igreja católica em Aden foi destruída, um grupo de criminosos não identificados "" em um edifício cristão, segundo palavras de uma testemunha. Das 22 igrejas em funcionamento em Aden antes de 1967, quando a cidade era uma colônia britânica, poucas permanecem abertas, são raramente utilizadas por trabalhadores estrangeiros e refugiados africanos. A Igreja St. Joseph, incendiada, é uma delas.

Indonésia: No Domingo dia 27 de setembro, a Igreja GKI Yasmin em Bogor realizou o centésimo serviço ao ar livre desde 2008, quando os muçulmanos locais começaram a reclamar da existência da igreja. Muito embora a igreja estivesse em situação totalmente regular, as autoridades condescendentemente a fecharam. Em dezembro de 2010, o Supremo Tribunal da Indonésia determinou que a igreja fosse reaberta, mas o prefeito de Bogor se recusou a cumprir a ordem e a manteve fechada. Desde então a congregação realiza os serviços dominicais nas residências dos membros e de vez em quando na rua, diante da zombaria e dos ataques das turbas muçulmanas.

Ataques Muçulmanos contra a Liberdade Cristã
(Apostasia, Blasfêmia e Proselitismo)

Uganda: Uma senhora de 36 anos de idade, mãe de oito filhos requisitou uma reza depois que muçulmanos daquela região forçaram-na a retornar ao Islã ou perder os filhos e ser morta. Apesar de Madina ter se mantido fiel ao cristianismo depois que seu marido a abandonou há uma década por ela renunciar o Islã, ela voltou ao Islã em setembro: "os parentes do meu marido ameaçaram me matar e tirar meus filhos de mim se eu me recusasse a voltar ao Islã. Eles disseram: nós não vamos perder nossas crianças para o cristianismo.Preferimos te matar e trazer as crianças de volta... Eu não tenho para onde ir com meus filhos, de modo que resolvi voltar ao Islã para salvar meus filhos e a mim mesma. Eu sei que um dia Issa (Jesus) se lembrará de mim".

Reino Unido: Um paquistanês, sua esposa e seus seis filhos estão passando por "um pavoroso suplício nas mãos dos vizinhos que os consideraram blasfemos". O "crime" deles é terem se convertido ao cristianismo, isso há mais de 20 anos. Apesar de serem "prisioneiros em sua própria casa após serem atacados na rua, terem o para-brisa estilhaçado repetidamente e ovos arremessados contra as janelas" a família cristã disse que tanto a polícia quanto a igreja anglicana não providenciaram nenhum apoio razoável e "relutam em tratar o problema como crime de intolerância religiosa". Nissar Hussain, o padre, disse: "nossas vidas estão sendo sabotadas e isso não deveria acontecer no Reino Unido. Nós vivemos em uma sociedade livre e democrática e o que eles estão fazendo contra nós é abominável".

Turquia: Desde 27 de agosto nada menos que 15 igrejas receberam ameaças de morte por "negarem Alá". Mesmo assim, "ameaças não são nenhuma novidade para a comunidade protestante que vive nesse país e quer educar seus filhos aqui," segundo líderes da igreja. Tanto que ex-muçulmanos, muitos deles participantes desta congregação, apóstatas do Islã, já foram ameaçados com a decapitação. As mensagens acusam os cristãos de terem "escolhido o caminho que nega Alá" e "de terem arrastado outros a acreditarem no mesmo que vocês... Sendo hereges vocês cresceram em número graças a seguidores ignorantes". Uma das mensagens retratava a bandeira do Estado Islâmico com as seguintes palavras: "infiéis pervertidos, a hora em que nós iremos cortar suas cabeças está próxima. Que Alá receba a glória e o louvor".

Paquistão: A polícia prendeu Pervaiz Masih, um funcionário cristão de uma olaria no Distrito Kasur na província de Punjab, depois que um homem de negócios muçulmano, concorrente seu, o acusou falsamente de insultar Maomé, o profeta do Islã. Pervaiz, pai de quatro filhos, incluindo um nenê de sete meses, fugiu de sua casa depois que Muhammad Kahlid prestou queixa, dizendo que ele havia feito comentários ofensivos sobre Maomé durante uma discussão. Os policiais detiveram quatro parentes de Pervaiz, em seguida arrastaram sua esposa para o meio da rua, rasgaram suas vestes enquanto tentavam arrancar informações sobre o paradeiro de seu marido. Os policiais também espancaram cristãos locais e invadiram residências na cidade de Pervaiz para obter informações. No final Pervaiz acabou se entregando à polícia para que seus parentes fossem soltos.

Etiópia: Um grupo de 15 cristãos adolescentes foi atacado e preso por se dedicar à evangelização no leste da Etiópia. Paralelamente seis líderes cristãos foram considerados culpados por incitarem distúrbios, destruírem a confiança do povo nas autoridades governamentais e disseminarem o ódio. Os seis homens, membros do comitê administrativo da igreja, escreveram uma carta à liderança nacional da igreja em 11 de março, descrevendo a perseguição que estavam sofrendo por serem cristãos que vivem na zona Silte de maioria muçulmana. Eles reclamaram da discriminação nas oportunidades de emprego, demissão sem justa causa, tratamento hostil no ambiente de trabalho, incêndio de igrejas, ataques contra a pessoa e ameaças de morte. O teor da carta foi vazada para a mídia local e amplamente difundida, provocando a prisão e condenação dos seis.

Dhimmitude:
Alemanha: De acordo com um relatório, "muitos cristãos refugiados da Síria, Iraque e Curdistão estão sendo intimidados e atacados por refugiados muçulmanos. Em diversos centros para refugiados estabelecidos por autoridades locais, a lei da Sharia está sendo imposta sobre a minoria cristã, vítima de bullying." Gottfried Martens, pastor de uma igreja ao sul de Berlim, disse que "muçulmanos muito religiosos estão espalhado a seguinte ideia nos centros para refugiados: a lei da Sharia rege onde quer que nos encontremos". Martens expressa uma preocupação em especial em relação aos muçulmanos que se convertem ao cristianismo, apóstatas, que de acordo com a lei islâmica podem ser mortos: "há uma chance de 100% que essas pessoas serão atacadas".

Líbano: os cristãos estão sendo ultrapassados em número pelos refugiados muçulmanos da Síria e do Iraque e correm perigo de perderem seu lugar em seu próprio país, segundo o Ministro das Relações Exteriores do Líbano Gebran Bassil: "o que está acontecendo no Líbano é uma tentativa de substituir a população existente pelos sírios e palestinos (muçulmanos)". Pelo fato da população cristã do Líbano ser, e assim tem sido historicamente, minoria, Bassil diz que seus direitos estão sendo ameaçados porque "alguns estão procurando impor os muçulmanos sobre os cristãos" (um cenário que também está ocorrendo nos EUA). Mais cedo em uma entrevista, Bassil disse que a comunidade cristã do Oriente Médio como um todo está sendo corroída "em larga escala": "no Iraque isso aconteceu durante mais de 20 anos e vimos que 90% dos cristãos saíram do Iraque. Na Síria não dispomos de levantamentos atualizados por conta do caos que está acontecendo naquele país. Não temos condições de avaliar. Sabemos que houve e que está havendo muita imigração interna e externa, fora os deslocamentos... Mas o que é certo é que igrejas foram destruídas e muitos já partiram".

Reino Unido: Noureden Mallaky-Soodmand, um iraniano de 41 anos de idade, deveria ser deportado para o Irã após ser preso por fazer ameaças e brandir armas nas ruas de Londres. Mesmo assim ele não foi deportado, ao que tudo indica porque a embaixada iraniana estava fechada. Mas não, ele foi realojado a 400 km em Stockton-on-Tees. Anteriormente, em 2 de abril, empunhando uma faca encurvada ele saiu correndo atacando pessoas, às cegas, feito um louco gritando: "eu sou muçulmano e vou cortar a m*** das suas cabeças , fdp***... Eu sou Isis e minha gente vai cortar seus sa*** fora, cristãos... Eu vou matar vocês, eu vou matar todos vocês. Eu vou cortar a cabeça de vocês e f*** vocês".

Dhimmitude Egípcia
Ataques de muçulmanos contra cristãos foram desencadeados em dois vilarejos separados em Samalout, ao norte do distrito de Minya. Um dos ataques, aparentemente ocorreu em "represália" à construção de uma pequena igreja. Em um vilarejo, cinco coptas ficaram feridos, em outro vilarejo, muçulmanos amontoados em uma série de carros atacaram uma cerimônia cristã de casamento. Três coptas ficaram feridos e nas redondezas mocinhas cristãs sofreram assédio sexual.

Paralelamente, em 20 de setembro, um grupo de muçulmanos do vilarejo de al-Oula, perto de Alexandria, atacou residências cristãs e uma igreja, depois que a polícia tentou devolver terras roubadas por um muçulmano ao proprietário legítimo, um cristão. Assim que a polícia chegou ao local para executar a ordem, ela foi atacada e fugiu. "Após a fuga das forças de segurança", segundo um líder da igreja, "uma enorme multidão cercou a igreja e começou a atirar pedras contra ela. Em seguida atacaran quatro residências de propriedade dos cristãos". Pelo menos dois cristãos ficaram gravemente feridos, um deles teve a coluna vertebral fraturada. "A família El Houty (a família muçulmana que se apropriou de terras cristãs) usou microfones na mesquita local e em vilarejos vizinhos para conclamar os muçulmanos das redondezas, dizendo que a polícia veio para desapropriar as terras e entregá-las aos cristãos".

Mariam, uma estudante cristã copta, que sofreu discriminação, virou manchete na grande mídia egípcia e criou um escândalo. Conhecida como "Estudante Zero", ela foi descrita por ex-professores como uma "estudante brilhante" que tinha planos de se tornar médica. O aproveitamento dela atingiu 97% nos primeiros dois anos de estudo e a expectativa era de resultados semelhantes no último ano, pasma porém, descobriu que tinha fracassado, não tinha passado: sua nota final foi zero. Ela fez questão de ver os resultados das provas, o que lhe foi negado. Quando o caso veio à tona e virou manchete, ela conseguiu ver as provas. Tanto ela quanto outros, incluindo especialistas em caligrafia, disseram que a caligrafia dos exames não era dela.

Dhimmitude Paquistanesa
Uma família cristã foi quase queimada viva em uma tentativa de "grilagem" de sua casa por muçulmanos. Pelo fato de Boota Masih de 38 anos de idade, juntamente com sua esposa e família terem se recusado a abandonar sua casa e propriedade e entregá-la a alguns muçulmanos, eles foram violentamente espancados. Em seguida os muçulmanos derramaram gasolina nos cômodos da casa e atearam fogo, e trancaram Boota e sua família em um quarto. Os Masihs quebraram uma janela e conseguiram escapar através dela. Apesar de haver testemunhas, a polícia local relutou em fazer um boletim de ocorrência e como se isso não bastasse, de acordo com os advogados, prendeu Masih com acusações falsas.

Os trabalhos mais degradantes continuam a ser reservados aos cristãos e a outras minorias. O exemplo mais recente vem de um anúncio de vagas do Instituto de Cardiologia de Punjab em Lahore. Na lista de vagas todos os postos de trabalho estão abertos a todos, menos os de "serviços sanitários", como por exemplo a manutenção de toaletes: somente candidatos não-muçulmanos são qualificados para esse posto de trabalho. De acordo com advogados trabalhistas, "trata-se de uma forma de opressão direta, racismo e preconceito contra as minorias religiosas do país", acima de tudo cristãos, hindus e muçulmanos não-sunitas.


Sobre essa Série de Artigos
Embora nem todos, nem mesmo a maioria dos muçulmanos esteja envolvida, a perseguição aos cristãos está aumentando. A série "Perseguição Muçulmana aos Cristãos" foi desenvolvida para reunir algumas, nem todas, as instâncias de perseguição que aparecem a cada mês.

Ela documenta o que a grande mídia frequentemente deixa de noticiar.

Ela postula que esse tipo de perseguição não é aleatória e sim sistemática, e que ocorre em todos os idiomas, etnias e lugares.


Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam's New War in Christians (publicado por Regnery em cooperação com o Gatestone Institute, abril de 2013).

Tradução: Joseph Skilnik 


Publicado no site do Gatestone Institute.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Governo Norueguês tira 5 filhos de uma família por motivo de doutrinação cristã.












Na cidade de Naustdal, Noruega, uma família cristã formada pelo romeno Marius Bodnariu e a norueguesa Ruth tiveram seus cinco filhos sequestrados pelo governo, após uma denúncia encaminhada ao serviço social do país, alegando “radicalização e doutrinação cristã”. ¹


Sequestro das crianças
Conforme relatado pelo irmão do sr. Marius, “no dia 16 de novembro pp., funcionários do serviço de assistência às crianças do governo da Noruega (Barnevernet) sequestraram dois filhos que estavam na escola. O sequestro foi feito sem o conhecimento dos pais. Logo após, a Barnevarnet, acompanhada pela polícia foi para a casa dos Bodnariu e tomou à força a guarda de mais dois filhos, deixando a sra. Ruth desolada em casa, com apenas a criança de colo de três meses de idade, enquanto seu marido estava no trabalho. Marius saiu do trabalho às pressas e foi direto para a sua casa a fim de entender o que estava ocorrendo. Depois o casal foi até a delegacia e a sede da Barnevernet para resolver a situação. No outro dia, 17 de novembro, funcionários da Barnevernet, acompanhados de quatro policiais, voltaram novamente à residência do casal, sem qualquer ordem judicial ou documentação e levaram também a criança de apenas três meses de idade que ainda estava sendo amamentada”.

Na quarta-feira, 18 de novembro, a Barnevernet notificou o casal que seus filhos foram entregues a duas famílias, e que as crianças já começaram a se integrar no “seu novo estilo de vida”. Os assistentes sociais da Barnevernet também disseram â sra. Ruth que as “as crianças nem sequer sentiram sua falta, que tipo de mãe é você?” Por outro lado, eles incutiram nas cabeças das crianças que seus pais as abandonaram e que não se importam por elas.

O tio das crianças comentou: “Estas ações da Barnevernet aterrorizam qualquer pai normal que ama os seus filhos.”
Denúncia: “Radicalização e doutrinação cristã”

Aparentemente a remoção das crianças foi instigada por uma denúncia do diretor da escola que se queixou à Barnevernet dizendo que os Bodnarius estavam “muito cristãos” e sua crença de que Deus castiga o pecado “cria uma deficiência nas crianças.” O diretor alegou que estava preocupado com a disciplina na casa da família e que lá haveria castigo corporal. Porém, exames feitos nas crianças não constataram nenhum abuso físico.
Decisão da (in)Justiça

A audiência realizada no dia 27 de novembro negou provimento ao recurso dos Bodnarius para se reunir com seus filhos. O tribunal decidiu que as crianças deveriam ficar com os seus pais adotivos e permitiu apenas que o casal visitasse o seu filho de três meses de idade duas vezes por semana, durante duas horas. Eles também poderiam ver os seus dois filhos uma vez por semana, mas o tribunal se reusou a conceder-lhes o direito de visitar as outras duas filhas.


Salutar comoção popular
Foi iniciada uma petição na internet em apoio àquela família. Até o momento em que escrevemos já foram recolhidas mais de 30.000 assinaturas e uma página no Facebok foi criada para documentar o calvário da família.

No dia 2 de dezembro, o senador romeno Titus Corlatean discursou em nome da família Bodnarius na Comissão da Igualdade e Não Discriminação da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PAEC), Paris. Corlatean condenou a conduta abusiva por parte do governo norueguês, e pediu para a Assembleia investigar esse caso. Ele também denunciou ações prévias por parte dos serviços de proteção das crianças da Noruega (Barnevernet) que envolviam crianças separadas de seus pais com base em acusações infundadas.

Há alguns anos os noruegueses vêm fazendo manifestações contra as ações abusivas da Barnevenet.

Enquanto isso a família Bodinarius está a considerar outras ações judiciais no sentido de ter de volta seus filhos, que de uma forma abusiva lhes foram impiedosamente arrancados do lar pela tirania de um Estado que tem a desfaçatez de gabar-se de ser o campeão da liberdade e dos direitos humanos.

* * *

Vai aumentando no mundo o número de pessoas sendo presas, torturadas ou mortas por serem cristãs. E não é só nos países muçulmanos. Por exemplo: a Tabeliã Kim Davis, nos Estados Unidos, que por razão de consciência se recusou a assinar os termos das uniões homossexuais, e por isso foi presa. Ou os pais de nove filhos que foram presos na Alemanha porque uma filha não participou da aula de “educação sexual”. Agora, na Noruega, vemos mais um caso nessa sequência de atos de cristianofobia, com abuso de autoridade que age em nome dos “direitos humanos”.

Em nome da “liberdade” arrancam os filhos de seus pais, alegando “doutrinação religiosa” ou então prendem pessoas que, por motivo religioso ou de consciência, não concordam com certa ideologia que vai contra a ordem natural posta por Deus no Universo, como é o caso da famigerada “ideologia de gênero”. E o Brasil, com a tentativa de se implantar tal “ideologia”, poderá ser a próxima vítima dessa ditadura religiosa-psicológica.

Fonte IPCO

quarta-feira, dezembro 09, 2015

A miopia do relativismo cultural.


A miopia do relativismo cultural.

por Filip Mazurczk
O Islã é baseado em três desigualdades:
entre homem e mulher, homem livre e escravo, e muçulmanos e infiéis.



Quando indagado por um repórter inglês sobre o que pensava da civilização ocidental, Mahatma Gandhi alegadamente gracejou: “seria uma boa ideia”. Estudiosos duvidam de que esta conversa tenha ocorrido. Porém, a popularidade da anedota mostra quão amplamente odiada nossa civilização se tornou, inclusive entre nossa própria elite cultural relativista. A auto-aversão é frequentemente conjugada à glorificação do Extremo Oriente e à apologia ao Islã.


Na verdade o Ocidente criou a maior civilização da história do mundo, e foi apenas após o Iluminismo que seu declínio começou. Uma comparação com as sociedades orientais e muçulmanas revela que apenas no Ocidente liberdade, beleza e busca pela verdade puderam florescer.


Para os relativistas culturais o ano de 1789 serve como a linha divisória entre o barbarismo e o progresso. Em sua perspectiva equivocada, o Ocidente antes da Revolução Francesa era um lugar sombrio, ignorante e supersticioso. Romanos e gregos eram cruéis, os papas da Igreja eram misóginos e a Idade Média – a Idade das “Trevas” - foi um constrangimento irredimível. A Renascença, temporariamente, foi tratada um pouco melhor, enquanto ela foi incorretamente vista como uma virada em direção à secularização, mas agora ela é mais apropriadamente apresentada como a era dos corruptos papas Bórgia e a época dos primeiros encontros dos europeus com o resto do mundo, um prelúdio para a opressão destes últimos. Foi apenas graças ao Iluminismo e à Revolução Francesa que o Ocidente “descobriu” ideais como liberdade, igualdade e fraternidade, que finalmente conduziram ao “progresso”, à abolição da monarquia, à secularização e às noções de igualdade que têm recentemente conduzido ao ápice da realização humana: a legalização do aborto e “casamentos” homossexuais, segundo tais relativistas.


É claro, a descrição acima da narrativa histórica anti-Ocidente é de certa forma uma caricatura. Entretanto, esta construção é mais ou menos o que é ensinado à maioria dos estudantes no Ocidente a respeito de sua civilização. Eles são doutrinados a odiar a tradição, a religião e a ordem, idealizando por sua vez progresso e emancipação e virando-se em direção ao Oriente em busca de orientação.

Estes ocidentais que se auto-odeiam estão certos a respeito de uma coisa: 1789 foi de fato um divisor de águas na história do Ocidente, na medida em que a Revolução Francesa criou o primeiro regime totalitário do mundo. O filósofo russo Vladimir Solovyov escreveu que a diferença entre Cristo e Marx é que o primeiro orientou que seus discípulos descem seus próprios bens aos pobres, enquanto o último orientou seus seguidores a tomar os bens dos outros à força e redistribuí-los “igualitariamente”. O mesmo se aplica à Revolução Francesa, que tentou forçar a liberdade, a igualdade e a fraternidade pela guilhotina.

Foi o período anterior ao Iluminismo francês que permitiu que Ocidente florescesse. A interação de Atenas, Roma e Jerusalém criou uma civilização baseada na busca da verdade, beleza, igualdade real, liberdade e racionalidade. Os antigos filósofos gregos ensinaram-nos como buscar a verdade, enquanto os romanos deram-nos a base da lei moderna e, aplicando a razão, construir cidades, estradas e trabalhos de arquitetura. A maior revolução filosófica no Ocidente, entretanto, ocorreu após o Édito de Milão em 313. Foram os cristãos que construíram os primeiros hospitais e abrigos para os pobres, fundaram as mais antigas universidades e criaram obras-primas da arte. Acima de tudo, os valores judaico-cristãos fizeram o homem ocidental ver seu vizinho como um igual – porque, para citar São Paulo, “em Cristo, não há gregos nem judeus”.

A Revolução Francesa, e o Iluminismo francês que a precedeu, representam uma ruptura hermenêutica com o passado, um ponto em que os pensadores ocidentais separaram-se da lei romana, da busca da verdade, da herança e tradição judaico-cristã do Ocidente. No século XIX, Comte substituiu Deus pelo culto da razão; Marx criou o plano do que deveria ser uma sociedade sem desigualdade (violentamente imposta, é claro); Nietzsche nos convenceu de que alguns são fracos e portanto um fardo para a sociedade; e Bentham rejeitou a noção de que todos os homens são dotados de igual dignidade como “absurda em seus fundamentos”. O que se seguiu foi uma série de desastres: genocídios, guerras, campos de concentração e o Gulag.

Os principais influenciadores intelectuais do Ocidente atual são descendentes de Comte, Nietzsche, Bentham e Marx – pessoas como Michel Foucault, Slavoj Zizek (que escreveu um panegírico a Lenin, o assassino em massa) e Judith Butler. Eles postulam um mundo em que tudo é relativo, elevando simultaneamente a agenda homossexual e o aborto a dogma religioso. Os pós-modernistas de hoje rejeitam vigorosamente a busca da verdade objetiva, especialmente se ela não se encaixa em sua agenda ideológica.

Por exemplo, a despeito do fato de todas as evidências científicas mostrarem que crianças não nascidas são, de fato, humanos capazes de sentir dor, que as diferenças entre os sexos são reais, e que uma criança precisa de fortes modelos de macho e fêmea para seu desenvolvimento estável, os ideólogos de hoje defendem a agenda homossexual e leis permissivas para o aborto. Eles querem interferir diretamente na liberdade de culto. (Nos meses recentes nos EUA, a legislação destinada a proteger a liberdade religiosa em Indiana foi espancada pela elite intelectual e política, enquanto a candidata à presidência Hillary Clinton disse que o Cristianismo deve mudar seu ensino sobre o aborto). Na verdade, muitas destas pessoas não mais escondem que eles desejam destruir a família tradicional – um desfecho que Marx e Engels prescreveram noManifesto Comunista.

Portanto, o Ocidente tem se contentado com a mediocridade, mesmo com a fealdade. É difícil ler Petrarca ou se maravilhar com a perfeição das esculturas de Michelangelo sem sentir admiração e orgulho por ser o receptor de herança tão rica. A cultura de massa de hoje, entretanto, aspira pela vulgaridade. Quando o filósofo espanhol José Ortega y Gasset escreveu A Desumanização da Arte em 1925, ele dificilmente poderia ter predito que em 1999 as elites intelectuais de Nova Iorque venerariam, como símbolo de liberdade religiosa, uma pintura da Virgem Maria coberta com fotografias de genitálias femininas de revistas pornográficas e fezes de elefante.

Como mencionado antes, a escola anti-ocidental de fato dirigiu-se para o Extremo Oriente, especialmente a Índia, em busca de inspiração. Enquanto a Índia é uma das maiores economias emergentes, sua cultura produz enormes desigualdades, improváveis de desaparecer não importa quão robusto seja o crescimento do PIB. Enquanto o Cristianismo ensina que “não há Gregos ou Judeus”, o Hinduísmo conserva um sistema de castas que relega milhões à pobreza e negligência devido às famílias nas quais eles nasceram. O abuso de mulheres é corriqueiro na Índia e as viúvas, consideradas “agourentas”, são rejeitadas por suas famílias e vilas.

Os valores ocidentais tradicionais – os verdadeiros, que os jovens são ensinados a manter a despeito da academia, do The Guardian e do New York Times – representam a única esperança para milhões de indianos infelizes sofrendo devido a tais (antiprogressistas) grilhões culturais. Os missionários europeus e americanos, (os Missionários da Caridade de Madre Teresa são o exemplo mais conhecido), continuam a socorrer incontáveis indianos da imundície, da negligência e da fome. A Igreja Católica na Índia também é a maior defensora dos direitos das viúvas. Estes movimentos não são motivados por proselitismo: os fiéis servem a pessoas de todos os credos, e embora a Igreja Católica seja a maior organização de caridade da Índia, apenas cerca de 2% da população é de cristãos.

Mais duplos padrões abundam – cortesia dos proponentes da equivalência moral, não menos. Os jornais ocidentais revelam histórias de má conduta por uma pequena minoria de padres católicos, a despeito da adoção pelo Vaticano de uma linha rigorosa contra clérigos desviados. Em contraste, o falecido Santya Sai Baba Indiano – um líder de seita que afirmava ser uma divindade e possuir poderes milagrosos (tal como “materializar” um relógio Rolex, um truque desmascarado por ilusionistas) – foi acusado de molestar dezenas de meninos de vários continentes. As cortes indianas recusaram-se a investigar, pois,como “homem sagrado”, ele desfruta de impunidade. Tal licença contrasta fortemente com o conceito romano de igualdade perante a lei e separação entre Igreja e Estado, que remonta ao Papa Gregório VII (falecido em 1085).

Os relativistas culturais de hoje têm uma abordagem igualmente bizarra do mundo muçulmano, abraçando o Islã e rejeitando o Cristianismo. Um sintoma peculiar desta inversão é que em 2007 a Universidade de Columbia convidou Mahmoud Ahmadinejad para discursar, enquanto que um ano depois a Universidade Sapienza, de Roma, cancelou uma conferência do Papa Bento XVI para satisfazer professores anticlericais. O novo dogma pode ser resumido pelos comentários desdenhosos de Barack Obama (supostamente feito em consideração à ameaça do ISIS) no Café com Oração de 2015: “E temo que avancemos em nossa soberba e pensemos que isto seja exclusivo de algum outro lugar, lembrem-se que durante as Cruzadas e a Inquisição as pessoas cometeram atos terríveis em nome de Cristo”.

Certamente, os cristãos cometeram crimes contra outros. Entretanto, este fato vem com qualificações importantes não atribuídas a todas as outras religiões. Primeiro, o direito de matar inocentes nunca foi parte do Cristianismo, que sempre pregou o amor ao próximo e o perdão. Os crimes de cristãos não resultaram da teologia, mas simplesmente da desventura de indivíduos. Este não é o caso da “religião da paz”.

O jesuíta egípcio Samir Khalil Samir observou que o Islã é baseado em três desigualdades: entre homem e mulher, homem livre e escravo, e muçulmanos e infiéis. Quando durante o sermão de 2006 o Papa Bento XVI citou o imperador bizantino, que disse que o Islã é incompatível com a razão, os muçulmanos mataram, em resposta, uma freira Italiana e um missionário na Somália. Em contra partida, quando cristãos são constantemente insultados dia e noite na televisão do Ocidente, eles mostram a outra face.

Segundo, cristãos – com exceções extremamente raras, que são inevitáveis desde que seu número excede os dois bilhões – não mais cometem violência em nome da fé. Muitos muçulmanos, entretanto, o fazem. Esta distinção não se dá porque mais cristãos vivem em países desenvolvidos e, como sustenta a opinião dominante, o progresso econômico torna as pessoas menos selvagens. A Arábia Saudita, lar de duas cidades sagradas do Islã, é um país rico que desposa o wahhabismo, uma forma particularmente radical do Islã, que crucifica apóstatas e sujeita mulheres a mutilação genital. Embora ela tipicamente receba aprovação da esquerda.

É indiscutível que desde 1789, e especialmente nas décadas recentes, o Ocidente tem estado numa condição decadente. Se alguma vez desejar recuperar sua estatura anterior, deve abraçar o fato de que foi outrora grande e reconhecer a única fonte de sua força. Esta revitalização só pode acontecer se uma mudança fundamental for feita em como a história é ensinada no Ocidente, e se um olhar honesto – desembaraçado do relativismo cultural e do politicamente correto – for lançado sobre as diferenças entre culturas.


Publicado no The European Conservative. Original aqui.

Tradução: Flávio Ghetti