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sexta-feira, outubro 07, 2016

Perseguição aos cristãos sírios no Oriente e no Ocidente.








Perseguição aos cristãos sírios no Oriente e no Ocidente.

Foto de 2014 

Crimes de guerra russos visam forçar migrações.

Há algo de profundamente enganoso e podre nos promotores dessas migrações, que ocupam as mais altas posições no Ocidente e fingem revestir-se de abundante palavreado humanista e cristão.

Os cristãos na Síria “estão dispostos a dar suas vidas e a que suas cabeças sejam cortadas para testemunhar Jesus Cristo”, afirmou a religiosa missionária Maria de Guadalupe.

Ela está na cidade de Aleppo há cinco anos e vive o drama da perseguição cristã desencadeada pelo Estado Islâmico, informou ACI Digital.



A irmã, que é do Instituto do Verbo Encarnado (IVE), passou 18 anos na Terra Santa, no Egito, e desde 2011 está na Síria. Ela teve a possibilidade de ir embora deste país quando começou a guerra, mas decidiu ficar.

“Eu acredito realmente que Deus lhes dá, como retribuição pela sua generosidade, fortaleza para ir até as últimas consequências”, sustentou a religiosa.

Trata-se dos “mártires de nossos tempos”, que “estão dispostos a entregar tudo, inclusive o bem mais precioso que é a própria vida”. Eles também “confiam nas orações do resto do mundo cristão que os apoia”.

A missionária explicou que, pela primeira vez em alguns anos, o Estado Islâmico está retrocedendo e algumas cidades estão sendo recuperadas. Isto faz com que os rebeldes “queiram mais vingança e intensifiquem os ataques aos civis”.

Do mesmo modo, denunciou que “o cristianismo ocidental tem pouco acesso às informações do que realmente está acontecendo, porque os meios de comunicação internacionais mais importantes não estão divulgando as notícias e isto não é uma casualidade”.

A irmã Maria de Guadalupe é missionária na Síria e Oriente Médio há 18 anos.

A religiosa insistiu que “os cristãos perseguidos na Síria e no Iraque confiam nas orações do resto do mundo”. Portanto, concluiu a Irmã Maria de Guadalupe, “eu não considero uma ignorância culpável do mundo cristão ocidental”, mas uma “anestesia provocada”.

A religiosa dá exemplos disso.

“O lógico seria que os países islâmicos, por exemplo, os países do Golfo, que são muitos ricos, abrissem suas fronteiras para receber seus irmãos refugiados muçulmanos”, explicou, segundo o site Actuall.

Observamos que a afinidade religiosa, a proximidade geográfica, a riqueza dos países petrolíferos do Golfo e sua necessidade de mão de obra fazem deles o destino natural dos asilados muçulmanos do Meio Oriente

Mas há uma “anestesia provocada” dessa opção natural para aliviar os necessitados. Nos jornais ocidentais, nos órgãos internacionais e do Vaticano só se fala e só se exige da imigração islâmica que vá para Europa, cujas raízes são cristãs, que exigem uma viagem em que morrem milhares, onde não há trabalho e cujas línguas são outras.

Que estranho fato está acontecendo nas capitais ocidentais e na Santa Sé para não verem a contradição?

A irmã Maria de Guadalupe pergunta por que aqueles que gastam milhões de euros construindo mesquitas na Europa não acolhem os mais necessitados.


“Por que não fazem isso? Seria conatural e muito mais simples se adaptarem em sua própria religião e em suas próprias terras. Então a Europa poderia receber seus irmãos cristãos. Isso não é discriminação, mas simplesmente perceber que a caridade não significa ‘bonismo tolo’”.




Soror Maria de Guadalupe também denuncia as falsas propagandas de demagogos humanitários e de eclesiásticos sobre a origem dos refugiados que entraram na Europa no último ano.

Com toda sua experiência, ela denúncia que os imigrantes não foram impulsionados pela guerra na Síria. “Há de tudo. Há na Alemanha famílias da nossa paróquia de Alepo, que conseguiram chegar e estão aterrorizadas”.

Entre os fatos que os grandes meios de comunicação e os demagogos políticos e eclesiásticos não contam, está o caso de uma cristã que foi parar na Alemanha fugindo da perseguição religiosa e que está sendo maltratada pelos muçulmanos em território europeu.


“Após tudo o que sofreram para chegar, estão padecendo maus-tratos horrorosos da parte dos refugiados muçulmanos com os quais foram alojados".

“Eles obrigam os cristãos a rezar cinco vezes por dia com eles e as mulheres são obrigadas a se cobrirem como muçulmanas".

“Estão fugindo da perseguição religiosa na Síria, chegam à Europa, terra cristã, e sofrem essa perseguição em pleno coração do continente”, disse a religiosa.

Há algo de profundamente enganoso e podre nos promotores dessas migrações, que ocupam as mais altas posições no Ocidente e fingem revestir-se de abundante palavreado humanista e cristão.


quarta-feira, agosto 28, 2013

O fim da credibilidade Americana.












por Deborah Srour

O mundo parece que enlouqueceu. Imagens chocantes dos subúrbios da capital Síria atordoaram a mídia e os políticos. Filas de pequenos corpos sem vida foram mostrados incessantemente neste final de semana. Aonde estão os limites? Eles existem? Não parece.

Ninguém se anima a apartar a guerra civil na Síria e o caos já alcançou outro marco importante: mais de 1 milhão de crianças refugiadas, morando em tendas ou nas ruas sem água encanada, esgotos, escolas ou médicos. E ninguém dá um basta! Isto está acontecendo não só com a Síria, mas com a Hezbollah arrastando o Líbano para a guerra civil, com o programa nuclear do Irã, com a Irmandade Muçulmana e suas organizações terroristas afiliadas a Al-Qaeda e Hamas.

O mundo deve uma tremenda dívida de gratidão para com o General Abdel-Fattah el Sissi e seus homens por terem tirado o Egito das garras do islamismo radical mas ele não está recebendo agradecimentos, somente condenações. E aonde está a América, o Presidente Obama e suas “linhas vermelhas”?? Neste final de semana a única coisa que ele conseguiu regurgitar para a CNN é que o alegado uso de armas químicas na Síria é causa de preocupação…

O fato de Assad ter simplesmente ignorado a “linha vermelha” estabelecida por Obama vinculando o uso de armas químicas a uma intervenção americana mostra o quanto a influência americana e seu poder de dissuasão estão falidos e se tornaram irrelevantes no Oriente Médio. Hoje mesmo, o Irã impôs sua própria linha vermelha avisando os Estados Unidos para não cruza-la na Síria ou haverá sérias consequências para os americanos. Agora são os párias da comunidade internacional que impõe suas regras ao resto do mundo?

Desde o fim da segunda guerra mundial os Estados Unidos decidiram ser uma boa coisa impor seu tipo de democracia aos países do terceiro mundo. Eleições resolvem tudo. Mas eleições nestas partes significam somente a ditadura da maioria sobre as minorias e o esmagamento dos valores democráticos. É só verificar o que aconteceu com a retirada americana do Afeganistão e do Iraque. E esta política louca continua.

Em 2009 Obama decidiu abrir um novo capítulo com o mundo muçulmano tentando se aproximar dos grupos radicais achando que se eles fossem reconhecidos, moderariam suas posições. Com a explosão da primavera árabe e seus slogans de democracia, Obama se convenceu de que se apresentava uma oportunidade única para levar adiante a democratização do Egito ao estilo ocidental. Isto apesar das instituições e da sociedade egípcias não terem caminhado nesta direção. Ao contrário, tanto uma como a outra têm-se tornado mais conservadoras e islâmicas.

Mas esta administração americana completamente cega por sua própria retórica apoiou a queda de Hosni Mubarak, um de seus maiores aliados na região. E assim, exatamente como haviam feito com o Shah do Irã, os Estados Unidos repetiram o mesmo erro de 30 anos atrás. Obama então endossou a eleição de Mohamed Morsi apesar dele e sua Irmandade Muçulmana imediatamente terem tomado passos para revisarem a constituição para lhes garantir poder absoluto e outras coisinhas mais como tornar legal o casamento de meninas de 9 anos.

Quando a metade mais iluminada dos egípcios reagiu, exigindo que os militares retomassem o poder, em vez de Obama ver nisto uma oportunidade para uma democratização real do Egito, ele condenou Al-Sissi. O que ele quer? Quando mais de 20 igrejas coptas são queimadas, soldados egípcios executados no Sinai, confrontos diários com mortos em ambos os lados nas ruas do Cairo e outras cidades, ele espera o quê? Que o exército e a polícia não façam nada?? É claro que o uso da força se faz necessário!

Mas o pior de tudo foi a confissão de Chuck Hagel, o novo Secretário da Defesa, que hoje a influência americana no Egito é limitada. A América de Obama não quer mais o papel de líder do mundo. Ela quer ficar em casa, pensando em campanhas e eleições mesmo que o preço a ser pago é abandonar sua posição de liderança no Oriente Médio. O problema é que não só a atitude de Obama para com Al-Sissi encoraja os jihadistas radicais na região como um todo, mas qualquer suspensão da ajuda ao Egito terá um impacto no acordo de paz com Israel.

Mas até agora, as ameaças de Obama não se concretizaram. Até a Europa decidiu amenizar sua posição simplesmente adiando o envio de material para controle de multidões. Com a volta da calma no Egito o mundo está procurando a linha vermelha imposta por Obama na Síria. Políticos israelenses e também o povo de Israel estão examinando com horror as fotos dos corpos das crianças nas cidades sírias e o que parece ser a consequência de um ataque com gás sarin, perpetrado pelo regime de Assad.

Não há como não perguntar “e se fosse conosco?”

Nos seus sonhos mais negros Assad provavelmente nunca imaginou usar este gás mortífero em seu próprio povo. É muito mais provável que ele adquiriu este estoque para usa-lo contra Israel. Nestas circunstâncias, imaginem se Israel tivesse se dobrado à pressão internacional e se retirado das colinas do Golã? Não haveria como defender o norte de um ataque químico.

E nestas circunstâncias, com a prova que Obama esquece suas linhas vermelhas, como pode Israel confiar que a América não lhe dará as costas quando o Irã adquirir a bomba nuclear? Como podem os israelenses acreditar que Obama irá correr para salvá-los numa guerra nuclear e não simplesmente apresentá-los como um sacrifício no altar do apaziguamento?

O escândalo da ONU e do resto do mundo não é suficiente face às atrocidades que vimos esta semana na Síria. Tem horas que o plano moral supercede os interesses estratégicos. Se esta não for uma delas, não sei quando será.

terça-feira, setembro 18, 2012

O perigo externo e o perigo interno.



por Herman Glanz –



O ancestral ódio aos judeus persiste. Não tem explicação, mas existe. A tônica atual foi desviada para o antissionismo e o anti-israelismo. Os antissemitas disfarçam para assumir claramente essa posição, criando outros ‘ismos’.

O Movimento Sionista surgiu visando tornar normal a vida judaica, restabelecendo a antiga pátria dos judeus, que retornariam à sua antiga pátria, deixando de constituir habitantes estranhos nos diversos países onde se encontravam, e onde eram objeto de repulsa além dos maus tratos e matanças. O sionismo buscava dar aos judeus um país como os demais, uma soberania no seu lugar histórico de onde foram alijados por forças imperialistas, as mais diversas, e com o correr dos tempos.

Não era um movimento destinado a melhorar o mundo, mas um movimento de autodeterminação de um povo com a reconstrução da sua antiga pátria, cuja denominação chegara até a ser alterada para ser conhecida como Palestina. O sionismo era um movimento de autodeterminação como tantos outros que foram emergindo em todo o mundo. Pensavam os formuladores do Movimento que, com um país próprio dos judeus, eliminar-se-iam as bases do antissemitismo.

Ledo engano. O antissemitismo não acabou. Nem de longe se poderia pensar na ocorrência do Holocausto e, finalmente, reconstruída a soberania judaica em parte de seu antigo território, o novo Estado, Israel, passou a ser o judeu das nações e o sionismo sendo contestado. E a contestação vem, não só de conhecidos nazistas, (que são chamados, hoje, de neonazistas, mas são nazistas simplesmente), como de uma parte da esquerda que se dizia defensora dos oprimidos e do direito, e contra os fascistas.

Um candidato a vereador dessa esquerda, nas eleições atuai,s escreveu, no site de seu partido político que “Toda a história e tradição da esquerda marxista e socialista tem sido de rejeição ao sionismo o que é bem diferente de ser antissemita”. Não, não é bem diferente: enquanto se apoia a autodeterminação palestina, por exemplo, se rejeita a autodeterminação do sionismo, e isto só pode ser explicado pelo antissemitismo. Não há justificativa para o uso de dois pesos e duas medidas, não fosse pelo antissemitismo.

Todavia, há também um problema interno. O Profeta Isaías já alertava contra o perigo interno. Muitos dos nossos se colocam como suicidas, pois pensam em salvar o mundo, esquecendo-se que a defesa dos direitos alheios pode se voltar contra eles mesmos, e mais ainda, contra os demais dos seus.

Em Israel e afora, há muitos defendendo os direitos dos palestinos, isto é, dos atuais árabes palestinos, porque, antes, os palestinos eram os judeus, onde despontava o mote: “Judeu, vá para a Palestina”. Mas hoje o mote é “judeus saiam da Palestina”, e isso demonstra que os atuais palestinos não reconhecem o direito de Israel, ou melhor, da “entidade sionista” existir. Então, como defender os direitos dos palestinos, cujos direitos que entendem são a aniquilação dos israelenses? Será que pensam que com eles, os defensores, nada ocorrerá? E o que ocorrerá com os demais que querem viver sua vida num Estado reconstruído?

O historiador Benny Morris, que defendeu os palestinos, declara que o principal obstáculo à paz é o movimento palestino que quer ocupar todo o território para si, onde não há lugar para Israel. Mas não é só uma esquerda suicida, pois existem ultra-ortodoxos que consideram o Estado um pecado, numa interpretação particular das escrituras, apoiando Ahmadinejad, como apoiaram Arafat e apoiam Abbas, numa verdadeira colocação de que querem o aniquilamento de Israel. E há aqueles que querem inundar Israel com imigrantes africanos.

Lemos que existe quem se coloca contra o muro porque houve uma redução significativa dos ataques por homens-bomba infiltrados. Ora, a redução dos ataques ocorreu, justamente, pela presença do muro; retirá-lo, seria fazer voltarem os ataques. Vejam as conclusões mentirosas sob o disfarce de uma realidade inconteste, justamente para permitir a retomada do terror por homens-bomba. O muro não defende contra foguetes, pois ontem, dois Grad atingiram a localidade de Netivot, no sul.

O antissionismo se tornou um novo termo para o velho antissemitismo, que Martin Luther King Jr. já havia esclarecido. Todavia, com todos os percalços, o Estado de Israel segue em frente, e se prepara para mais um ano novo do calendário hebreu, e está preparado para enfrentar os desafios dos inimigos declarados, como o Irã. E está preparado porque não tem com quem contar, não pode depender de ninguém.

A luta fraticida na Síria nada tem a ver com Israel, onde militares turcos já ajudam os rebeldes para derrubar Assad. Mas Assad pode criar condições para, por meio do Hizbollah, atacar Israel e desviar a atenção; quase ocorreu esta semana, com o perigo de armas químicas. O velho ódio impõe convivência e uma defesa competente.

terça-feira, julho 17, 2012

O silêncio dos covardes.






Antes, um aviso: O DE OLHO NA MÍDIA VOLTOU. Daniel Benjamin Barenbein, o editor do de Olho na mídia, como sempre contundente, está de volta e começa bem, revoltando-se contra uma mídia muitas vezes - para não dizer sempre - tendenciosa, que distorce fatos internacionais - e aqui no Brasil nem é preciso dizer que estão sempre ao lado do governo -. Mas vamos ao Daniel e o seu artigo:

Enquanto na Síria tropas governamentais esmagam a oposição - e o pior, civis - como moscas, no Brasil, o barulho das metralhadoras é abafado por um silêncio ensurdecedor. Mídia e políticos, cadê os protestos agora?


Dá para se ouvir o barulho de um alfinete caindo no chão. É puro silêncio. Dos mais nojentos. Dos mais condenáveis. Do mais cúmplice.

Onde estão as esquerdas que condenaram a ação israelense em Gaza no início de 2009, visando parar o lançamento de mísseis contra seu território e outras operações similares? Onde estão as manifestações na Paulista? Cadê o povo de direitos humanos pra reclamar do que está acontecendo agora?

É um silêncio ensurdecedor aqui!! O Brasil, agora está calado. Mas fosse Israel estaria gritando. Onde esta o Sr. Marco Aurélio Garcia (Top,Top,Top) pra falar em “ato deplorável e assassinatos em séries”? Onde está Valter Pomar? Onde está Jamil Murad? Onde está Jandira Feghali? Onde está esse povo que a cada morte palestina sai por ai berrando: “Israel assassino”, mas calam-se para a morte de dezenas de crianças e demais pessoas a sangue frio na Síria, ou diante de atrocidades no Irã?!?! Cadê a Yara Lee?!?! Porque não embarcar em uma flotilha rumo a Síria agora?

Cadê esse povo, que está quietinho sem abrir a boca?!?!

Onde estão as colunas de jornais, os artigos de opinião, os extensos editoriais falando em massacre agora? Comparando o que acontece na Síria com "nazismo", com "genocídio", com "Holocausto"? E Houla, não seria o novo "Gueto de Varsóvia"? Não convêm, não é? Talvez estes exageros e comparações estapafúrdias tenham que estar reservadas somente aos judeus, porque ali há um ponto: mostrar que as vítimas de ontem são os algozes de hoje, não é verdade? Na Síria, onde um rolo compressor passa por cima da população, quem liga?

Afinal, quando a coisa acontece com Israel estas figuras estão SEMPRE na primeira fileira dos protestos, sendo as primeiras a se manifestarem, condenando e fazendo passeatas que vez por outra chegam a queimar a bandeira de um país legitimo.

Agora quando o governo de outro país membro da ONU se insurge contra sua população, estas mesmas figuras ficam mudas, não se manifestam, tiram o corpo fora. É como se os direitos humanos só valessem para aquilo que dá ibope, aquilo que vende o produto deles, o de se postarem SOMENTE contra Israel.

Os dois pesos e duas medidas adotados por esta turma é algo tão ultrajante e hipócrita que só podemos lamentar quando um assunto tão sério como os direitos humanos - que foi criado justamente para proteger cidadãos indefesos, com a carta dos direitos do cidadão sendo aprovada logo depois da experiência do holocausto - serem sequestrados por esta turma de oportunistas que usam desse instituto protetor para atacarem e se calarem quando lhes convêm.

São tão cegos e cheio de ódios, que não conseguem mais ver um palmo a frente, a realidade que ocorre no mundo. Onde estes senhores estão quando ocorre um massacre na Somália? Ou então um genocídio em Ruanda, ou ainda uma chacina no Sudão? Que moral lhes é conferida para serem os defensores dos direitos humanos em relação a Israel, se os mesmos NUNCA defenderam direitos humanos de nenhum outro cidadão do mundo (incluso dos próprios israelenses vítimas de terrorismo, foguetes, homens-bomba, etc...), e usam a causa palestina e a defesa dos direitos humanos em Gaza somente para se propagandearem como paladinos da causa?

Conclama-se a Sra Yara Lee a apresentar suas câmeras, aquelas mesmas que “flagraram” a “matança” como ela descreveu, na Flotilha de Gaza. Mas onde estará esta senhora, justamente agora, em um momento de tanta matança real?


(Nota do blogando: o relato real de quem estava nos acontecimentos veja aqui)

Simples, deve estar na frente de sua TV, provavelmente acusando Israel de ser o culpado de tudo, afinal, mais fácil ser um covarde escondido atacando quem lhe protegeu apesar de tudo e a deportou ilesa, do que ser corajoso em um lugar onde não há garantias. Se depender de pessoas assim como as citadas, os direitos humanos não servirão nem para defender animais.


terça-feira, junho 19, 2012

A Síria e o fim da ONU.




por Deborah Srour


Mais uma vez estamos diante de uma crise em que milhares de pessoas são massacradas e outra vez a ONU nos prova que está aí como um cabide de empregos de alta escala. A crise na Síria é só o mais recente caso de assassinato em massa em que a ONU decidiu não agir e não cumprir o mandato para o qual ela foi criada.

A Organização das Nações Unidas foi estabelecida em 1945 para impedir que os horrores do Holocausto se repetissem. Um dos seus documentos mais fundamentais é a Declaração Universal dos Direitos do Homem aprovada em 1948 que falava dos “atos bárbaros que escandalizaram a consciência da humanidade”. Junto com a Declaração, a Assembléia Geral adotou a Convenção Contra o Genocídio. Na época estava claro para todos que a ONU havia sido criada para prevenir que este tipo de assassinato em massa acontecesse outra vez.

Mas nos anos 90, a ONU provou ser completamente incompetente para impedir os atos de genocídio.

Em 1994, o comandante das forças da ONU em Rwanda, General Romeo Dallaire, enviou uma mensagem para a sede da organização em Nova Iorque dizendo que os Hutus estavam planejando um massacre dos Tutsis. Dallaire informou então que iria destruir os depósitos de armas das milícias Hutus. O chefe da força de paz da ONU na época era Kofi Annan e ele ordenou ao general não interferir. Nos três meses que se seguiram, nada menos que 800 mil Tutsis foram abatidos como gado.

Aí o Conselho de Segurança da ONU fez reuniões para decidir que ação tomar e no final não fez absolutamente nada. O cúmulo foi ter o representante do regime de Rwanda sentado no Conselho como parceiro legítimo dos debates.

Depois tivemos a Bósnia. Em 95 o Conselho de Segurança criou uma “area de segurança” para os muçulmanos da cidade de Srebrenica. O comandante das forças da ONU prometeu que nunca os abandonaria. Mas em Julho de 1995 o exército sérbio atacou e matou mais de 8 mil muçulmanos que viviam na cidade. O batalhão holandês da ONU que havia fugido dias antes, estava numa festa da cerveja em Zaghreb, capital da Croácia, durante os massacres.

A cada vez que foi testada, a ONU fracassou em sua missão. No ano passado, os conselheiros de Barack Obama disseram que se o ocidente não agisse na Líbia, Srebrenica iria parecer um passeio no parque na frente do que Khadafi iria fazer com Benghazi. E aí Obama acionou as forças da OTAN para fazer o trabalho.

Hoje o mundo está frente à uma nova Srebrenica. A revolução na Síria começou em Março de 2011. Todos os dias centenas de civis morrem enquanto o Conselho de Segurança continua a fazer reuniões que não levam a nada. Uma resolução proposta em outubro do ano passado foi vetada pela Russia e China. No final de maio deste ano, o Conselho de Segurança finalmente condenou o governo sírio pela morte de 108 civis em Houla. Mas nenhuma ação concreta foi aprovada.

Outra vez o gênio das forças de paz, Kofi Annan, foi nomeado como enviado especial da ONU e da Liga Árabe para lidar com a crise na Síria. Em março ele anunciou um plano de 6 pontos que resultou em nada! Mas enquanto Annan ia e vinha a Damascos, o ocidente tinha uma boa desculpa para lavar as mãos e não tomar qualquer medida concreta contra Bashar Al-Assad. Nesse meio tempo, 14 mil sírios perderam suas vidas. E mais uma vez, a ONU falhou no seu maior objetivo: prevenir o assassinato em massa de civis inocentes.

A razão pela qual a ONU fracassa a cada vez que tem que tomar uma atitude para evitar um genocídio é por que a organização perdeu foco de seu objetivo em favor dos interesses dos estados membros. A ONU se recusa a tomar qualquer posição moral firme condenando aqueles que cometem massacres ou impondo medidas efetivas contra eles – com exceção de Israel.

No caso da rebelião de Darfur que começou em 2003, quando os Estados Unidos pediram para a ONU agir contra o genocídio praticado pelo exército sudanês, ela simplesmente recusou reconhecer que estava ocorrendo um genocídio e deixou meio milhão de pessoas serem mortas nos oito anos que se seguiram.

Há duas lições para Israel aprender da falta de resposta da comunidade internacional para a crise na Síria: primeiro, o comportamento da organização prova mais uma vez, que Israel nunca deve comprometer sua doutrina de contar consigo própria quando sua segurança estiver em jogo e nunca deve contar com a proteção de forças internacionais.

Em 29 de maio, o Wall Street Journal acusou a organização de ser “cúmplice” do massacre de Houla. Isto pode ter sido uma crítica dura mas contém uma verdade que não pode ser ignorada: as Nações Unidas dizem que irão proteger as pessoas ameaçadas de extermínio, e ao final, não fazem absolutamente nada além de dar um assento de primeira fila às suas forças de paz para assistirem as agressões e massacres.

E esta é a segunda lição: Israel deve responder de modo diferente às constantes críticas que ela recebe de vários órgãos da organização.
Se a ONU é um corpo paralisado, que não pode tomar decisões sobre genocídios, que trata os agressores e suas vítimas da mesma forma, então Israel deve se recusar a aceitar julgamentos morais sobre o seu conflito com os palestinos. Quem são eles para emitirem dia após dia, declarações contra Israel?

A crise na Síria é só o último exemplo de como a ONU perdeu a autoridade moral que tinha quando foi fundada. De fato, ela perdeu qualquer função prática além de causar congestionamentos em Nova Iorque e empilhar multas de estacionamento dos seus diplomatas.

Acho que Israel precisa mudar sua atitude para com a ONU e responder à altura a próxima vez que for “condenada” por um outro funcionário de cabide.