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segunda-feira, dezembro 10, 2018

Por que o Irã Banca Terroristas Palestinos?



por Bassam Tawil(*).



⚑     O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel." Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.


Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. A decisão se refere aos palestinos que forem mortos enquanto atacam soldados israelenses durante as manifestações que ocorrem todas as semanas, patrocinadas pelo Hamas, ao longo da fronteira entre Gaza e Israel. As manifestações começaram em março de 2018 sob o lema: "Marcha do Retorno".

Quais são as implicações da decisão iraniana? O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel". Em outras palavras, o Irã está dizendo às famílias palestinas que a melhor maneira de melhorar suas condições de vida é enviar os filhos para matarem ou ferirem judeus. Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.

A expansão da influência iraniana no Oriente Médio como um todo e na arena palestina em particular teve início durante a administração Obama, que fez vista grossa às intenções agressivas do Irã e mais tarde embarcou numa política de passar a mão na cabeça dos mulás. No governo Obama, os iranianos devem ter imaginado que tinham sinal verde para fazer o que bem entendessem. Isso é obviamente a razão deles estarem hoje presentes não só na Faixa de Gaza e no Líbano como também na Síria, Iêmen, Líbia e Iraque.

De uns tempos para cá, o Gatestone Institute expôs como o Irã tramava se apoderar da Faixa de Gaza. O artigo em questão apontou que os iranianos estavam estreitando os laços tanto com o Hamas quanto com a Jihad Islâmica para garantir que os dois grupos terroristas governassem com mão de ferro a população palestina da Faixa de Gaza.

Não há dúvida e ninguém deveria esperar outra coisa dos iranianos. Na realidade, a decisão de recompensar monetariamente as famílias dos palestinos mortos em ataques a israelenses tem tudo a ver com as políticas anti-israelenses e antissemitas dos governantes de Teerã, assim como as de outros. Os iranianos ainda bravateiam a sua decisão. Eles têm a esperança que a iniciativa fortaleça a reputação do Irã nos países árabes e islâmicos e permita que o país continue interferindo nos assuntos internos de países do Oriente Médio.

Não é por acaso que a decisão foi anunciada logo depois que o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado "moderado" pela imprensa internacional, chamou Israel de "tumor canceroso" e um "regime fake" estabelecido pelos países ocidentais com o objetivo de promover seus interesses no Oriente Médio.

As observações de Rouhani confirmam com mais força o objetivo abertamente declarado do Irã de destruir Israel
Foto: jovens palestinos em Gaza preparam fundas e estilingues para arremessarem pedras contra soldados israelenses que estão do outro lado da cerca que separa Gaza de Israel, 14 maio de 2018. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Os líderes iranianos e seus aliados palestinos têm o mérito de serem honestos e diretos com respeito às suas intenções. No começo do ano, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, chamou Israel de "cão raivoso" e disse que o mundo islâmico deveria se armar para lutar contra o Estado judeu.

No ano passado, os iranianos tornaram público a contagem regressiva digital mostrando que faltavam 8.411 dias para, segundo eles, a "destruição de Israel". A previsão baseia-se em uma declaração de Khamenei em 2015, na qual ele afirmou que não restaria "nada" de Israel até o ano 2.040.

A decisão de recompensar com dinheiro as famílias dos terroristas palestinos foi anunciada em um congresso do Fórum Mundial para a Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento, fórum estabelecido em 1990 por ordem de Khamenei com o objetivo de reconciliar as diferentes escolas e orientações islâmicas. Mohsen Araki, presidente do fórum, foi quem anunciou a medida. O Irã, salientou ele, resolveu "adotar" as famílias dos palestinos mortos na fronteira de Gaza com Israel. Quando os iranianos falam em "adotar" alguém, eles querem dizer que Teerã cuidará das famílias daqueles que têm como alvo os judeus e que lhes darão tudo que precisam, como dinheiro, assistência médica e educação.

Os representantes palestinos do Irã, Hamas e Jihad Islâmica, sem perder tempo, aplaudiram a decisão. Eles a chamaram de "passo positivo em direção à unificação dos muçulmanos". Nas palavras do líder da Jihad Islâmica, Khaled al-Batsh, "a nação islâmica não tem outra escolha a não ser a união. Esperamos que os demais árabes e muçulmanos sigam o exemplo e apoiem as manifestações e o fim do bloqueio (imposto à Faixa de Gaza)."

Os iranianos chegaram a convidar os caciques do Hamas para a conferência, sinalizando com mais ímpeto o apoio contínuo de Teerã ao grupo terrorista de Gaza, que também busca a destruição de Israel. A delegação do Hamas foi encabeçada por Mahmoud Zahar, considerado na Faixa de Gaza o "comandante em chefe" do Izaddin al-Qassam, braço armado do Hamas.

O objetivo declarado da conferência é forjar a união dos muçulmanos. Para os iranianos e suas milícias, a unidade islâmica é pré-requisito para o avanço do objetivo final de remover o "tumor cancerígeno" (Israel) da face da Terra. O Irã não mede esforços para alcançar esse objetivo.

Se não fosse pelo apoio iraniano, a organização terrorista xiita libanesa, Hisbolá, não estaria apontando dezenas de milhares de foguetes e mísseis na direção de Israel. Se não fosse pelo apoio militar e financeiro iraniano, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos terroristas não teriam condições de disparar mais de 400 projéteis contra Israel num espaço de 24 horas, como ocorreu no mês passado.

O Irã fornece os meios a qualquer um que tenha em comum os mesmos objetivos da República Islâmica de eliminar Israel. O Hisbolá vem recebendo bilhões de dólares dos iranianos a fim de se preparar para a próxima guerra contra Israel. O Hamas e a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza têm recebido assistência política, financeira e militar do Irã para levar adiante os ataques a Israel.

As ações do Irã não são dirigidas somente contra Israel, elas também são dirigidas contra os EUA. Conforme Hussein Sheikh al-Islam, autoridade do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Irã, explica: "a mais recente decisão (de recompensar monetariamente as famílias palestinas) visa apoiar os palestinos em face das conspirações americanas de eliminar a causa e os direitos dos palestinos".

Para que não paire nenhuma dúvida no ar: o Irã quer que os palestinos se explodam e também quer varrer Israel do mapa e, se pudesse também varreria os EUA do mapa, conforme sugere seu expansionismo na América do Sul.

Ao que tudo indica, há mulás no Irã que não veem a hora da previsão de Khamenei sobre a destruição de Israel em 2040 se tornar realidade. O dinheiro iraniano prometido às famílias destina-se a incentivar mais árabes e muçulmanos a mandarem seus filhos lançarem ataques com foguetes contra Israel e atirarem pedras e bombas incendiárias contra os soldados israelenses.

O destino do dinheiro não é para a construção de clínicas médicas ou escolas na Faixa de Gaza. O Irã está disposto a continuar sua luta contra Israel e os EUA até o último palestino ou árabe ou muçulmano. A bem da verdade, os mulás poderão contemplar mais árabes e muçulmanos morrerem como meio de promover a jihad contra Israel e os EUA. A questão é: será que a comunidade internacional irá permitir que esse plano continue ou será que ela vai acordar para o fato de que o Irã tem em vista muito mais do que só Israel e os EUA?


(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Fonte - instituto Gatestone (pt.gatestoneinstitute.org)
Imagem 1 - (https://honestreporting.com/urgente-ira-ataca-israel-e-midia-brasileira-vitimiza-siria/)
Original em inglês: Why Iran Funds Palestinian Terrorists
Tradução: Joseph Skilnik

sexta-feira, junho 29, 2018

Presidente da Conib responde a Gil e Azulay na Folha de S. Paulo






O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, respondeu ao segundo artigo escrito por Gilberto Gil e Tob Azulay, publicado no último dia 21 de junho. Leia abaixo a resposta na íntegra. 

“Nós não somos fundamentalistas” 

Gilberto Gil e Jom Tob Azulay voltaram a escrever nesta Folha de S.Paulo ("Israel, entre o sagrado e o profano", 21/6) sobre o conflito árabe-israelense. Desta vez, no entanto, não só para acusar Israel de forma injusta. Em seu segundo artigo, a dupla prefere atacar a mim e a "meus seguidores" (?). E, em vez de argumentarem, tentam deslegitimar quem pensa de forma diferente, agora com atribuições infundadas. Além de me atacarem por coisas que não disse — sugerem que acusei a União Europeia de antissemitismo, quando em meu texto ("Para além do maniqueísmo", 10/6) nem mesmo consta a palavra Europa—, acusam-me (e a meus supostos seguidores) de ser o que não sou: "São fundamentalistas, creem que Israel deve sua existência a um desígnio de Deus, conforme inscrito na Bíblia”. 

Novamente, não há nenhuma menção a divindade ou textos religiosos em meu artigo. Eles ainda me acusam de usar tática dissimuladora, comparando essa imaginada dissimulação aos americanos que votaram em Donald Trump. Tentar colar Trump em quem diverge já faz parte do repertório mais recente de ofensas. 

Já meu objetivo não é atacar Azulay e Gil. É defender posições e argumentar com fatos diante da constatação de que os dois acabam por apoiar, talvez involuntariamente, aqueles que buscam deslegitimar Israel perante o mundo. Criticar governos de turno de Israel, como israelenses e judeus fazem habitualmente, é direito de todos que buscam um governo melhor ou com o qual se identifiquem. Já quando a crítica passa ao patamar da demonização de um país —e da ideia que ele representa—, estamos diante do velho antissemitismo, agora reciclado pelo mais palatável antissionismo. 

Seria muito bom se a ONU pudesse atuar como parte da solução de todos os conflitos do Oriente Médio. É dentro da moldura das organizações internacionais que a solução pacífica de conflitos tem seu locus natural. Mas, examinando sua atuação nas últimas décadas, o equilíbrio tem sido escasso. 

Como explicar que Israel, democracia vibrante, tenha sido objeto de praticamente a metade das condenações do seu Conselho de Direitos Humanos e o país com maior número de condenações na Assembleia Geral? E, ainda, que a Unesco venha decidindo que o povo judeu não tem laços históricos com Jerusalém? 

Desde a infame resolução de 1975 igualando o sionismo ao racismo, só revogada em 1991, a ONU vem perdendo legitimidade para atuar como terceiro isento, ou um "honest broker". O próprio ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse: "Décadas de manobras políticas (na ONU) criaram um volume desproporcional de resoluções, relatórios e conferências criticando Israel. Em muitos casos, em vez de ajudarem os palestinos, essa situação comprometeu a capacidade da ONU de cumprir seu papel de forma efetiva". 

Quanto à Europa, berço do antissemitismo mais letal, ela vem se tornando novamente terra de risco para as comunidades judaicas. O triângulo formado por extrema direita, extrema esquerda e islamismo extremista, impulsionado pelo antissionismo, fez explodir os ataques antissemitas. Andar pelas ruas europeias exibindo símbolos judaicos tornou-se atividade de alto risco pessoal. 

Ver um artista da sensibilidade e grandeza de Gil atacar Israel de forma unilateral e desinformada entristece. Em seu segundo artigo, mais uma vez, não há crítica aos ataques terroristas contra civis israelenses ou à recusa em se aceitar a existência de Israel como Estado soberano. 

Termino chamando Gil e Azulay para uma conversa amistosa e franca, sem preconceitos, para que possamos debater com abertura e sobriedade a situação de Israel e de seus vizinhos. Não, nós não somos fundamentalistas.”

quinta-feira, junho 28, 2018

Espanha: Marco Zero do Movimento Anti-Israel na Europa





por Soeren Kern(*).


Valência, a terceira maior cidade da Espanha, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a cidade "zona livre de apartheid israelense". A moção foi aprovada poucos dias após Navarra, uma das 17 comunidades autônomas da Espanha, tomar o mesmo tipo de medida. Ao todo, mais de 50 cidades e regiões espanholas aprovaram moções condenando Israel. A proliferação do ativismo anti-Israel, impulsionado pela ascensão ao poder da extrema-esquerda, firma a Espanha como o Estado membro da UE mais hostil ao Estado Judeu.

A medida valenciana, apresentada pelo partido de extrema-esquerda València en Comú, foi aprovada durante uma sessão do plenário da câmara municipal em 31 de maio. A moção, que obriga a cidade a se abster de manter contatos comerciais ou eventos culturais com autoridades e empresas israelenses, visa firmar Valência como "referência global de solidariedade aos palestinos".

A moção, que difamatoriamente pinta Israel como sendo um "regime de apartheid", acusa o Estado Judeu de "colonialismo", "racismo", "limpeza étnica", "tirania" e "genocídio".

A medida, que sustenta ecoar a "dignidade, solidariedade e correção" do povo valenciano, foi apresentada por Neus Fábregas Santana, vereadora cujos tuítes revelam uma obsessão em demonizar e deslegitimar Israel.

Santana mantém estreita colaboração com um grupo chamado BDS País Valencia, braço local de um movimento mundial que busca deslegitimar Israel, a única democracia do Oriente Médio.

O BDS País Valencia está promovendo um documentário espanhol sobre a Faixa de Gaza chamado "Gas the Arabs," título que alega, falsamente, que os judeus de Israel estão fazendo hoje contra os árabes o que os nazistas da Alemanha fizeram aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A cidade de Valência, aprovou uma moção para boicotar e difamar Israel, declarando a
cidade "zona livre de apartheid israelense". (Imagem: Ben Bender/Wikimedia Commons)


Mireia Biosca, ativista do BDS País Valencia, salientou que a moção adotada em Valência tem três objetivos:
"O primeiro é derrubar o muro do apartheid e o retorno às fronteiras de 1967. O segundo é o fim do apartheid tanto na Palestina quanto em Israel e o terceiro é o direito de retorno".
Biosca também ressaltou que o BDS País Valencia trabalhará para impedir que o Festival Eurovisão da Canção seja realizado em Israel em 2019:
"A diretriz é extremamente clara: primeiro garantir que países não participem do festival e, obviamente, fazer uma campanha com o objetivo de impedir que o festival seja realizado em Jerusalém. Para mim é igualmente passível de boicote se for resolvido que a Eurovisão seja realizada em Tel Aviv.."
A organização com sede em Madri, Action and Communication on the Middle East (ACOM), que luta contra o movimento anti-Israel BDS na Espanha, realçou que a moção aprovada em Valência é antissemita e incita ao ódio. A organização salientou que estava estudando se deveria tomar medidas legais contra a Câmara Municipal de Valência por violar a constituição espanhola e promover a discriminação com base na religião, etnia e nacionalidade:
"A declaração está repleta de mentiras, manipulações e difamações, ela exorta que a cidade adira formalmente ao movimento BDS e se declare 'livre do apartheid israelense' (eufemismo conhecido na Espanha para o Judenrein (livre de judeus), onde qualquer um que tenha um traço de simpatia para com o Estado judeu seja obrigado a condenar publicamente as políticas da única democracia do Oriente Médio para que possa participar de atividades sociais, políticas, econômicas e cívicas do município)...
"Informamos à imprensa local sobre a ilegalidade da campanha do BDS, detalhando dezenas de casos judiciais ganhos pela ACOM nos tribunais espanhóis que provaram a inconstitucionalidade de medidas excludentes".

A ACOM ingressou com mais de vinte ações na justiça contra conselhos distritais e municipais que promulgaram boicotes a Israel.

Grande parte da atividade do BDS na Espanha é promovida pelo 'Podemos', partido neocomunista fundado em março de 2014 para protestar contra as medidas de austeridade econômica postas em prática em virtude da crise da dívida europeia. O 'Podemos' recebeu mais de 20% dos votos nas eleições gerais realizadas em 20 de dezembro de 2015 e já é o terceiro maior partido do Parlamento.

Pablo Iglesias líder do 'Podemos' e seu vice Íñigo Errejón, foram assessores do já falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, eles foram acusados de receber mais de US$8 milhões de Chávez para financiar suas atividades políticas na Espanha.O 'Podemos' também é acusado de receber ajuda financeira da República Islâmica do Irã.

Iglesias conta com uma longa história de antissemitismo: ele minimiza a importância do Holocausto, descrevendo-o como "uma decisão burocrática e administrativa", compara a Faixa de Gaza ao Gueto de Varsóvia e pinta a polícia espanhola que detêm imigrantes ilegais como sendo a mesma coisa que os guardas da SS.

Iglesias apresenta o programa de TV "Fort Apache", transmitido pela HispanTV, uma rede de TV a cabo em língua espanhola do governo iraniano. Ele é acusado de usar o programa para repetir teorias de conspiração e clichês antissemitas.

Em uma entrevista concedida em 7 de junho à RTVE, uma importante rede estatal de rádio e televisão, Iglesias disse que Israel é um país "ilegal": "precisamos agir com mais firmeza contra um estado ilegal como Israel. As ações de Israel são ilegais. As políticas do apartheid de Israel são ilegais". "

València en Comú, partido político que patrocina o movimento BDS em Valência, é um braço local do 'Podemos'. A moção foi aprovada com o apoio da Compromis, coalizão de partidos nacionalistas de esquerda e comunistas, bem como do Partido Socialista Espanhol (PSOE), que acaba de assumir o governo central em Madri.

As moções do BDS também foram aprovadas em: Abrera, Alcoi, Alhaurín da Torre, Artés, Badalona, Barberá do Vallès, Barcelona, Benlloch, Campillos, Casares (Málaga), Castrillón, Castro del Rio, Catarroja, Concentaina, Córdoba, Corvera, El Prat, Gijón, Gran Canaria, La Roda Llangreu, Los Corrales, Madri, Mairena del Aljarafe, Molins de Rei, Montoro, Muro, Navalafuente, Navarra, Oleiros, Olesa de Montserrat, Onda, Pamplona, Petrer, Ripollet, Rivas-Vaciamadrid , San Fernando, São Roque, Sant Adrià del Besòs, Sant Cebriá de Vallalta, Sant Celoni, Santa Eulària (Ibiza), Sant Boi de Llobregat, Sant Feliu de Llobregat, Sant de Pere de Ruidebitlles, Santiago de Compostela, Sant Quirze del Vallès, Sevilha, Telde, Terrassa, Trebujena, Málaga-Velada, Viladamat, Viloria del Henar, Xeraco e Zaragoza, entre outras.

O presidente da ACOM, Ángel Más explicou a dinâmica por trás da ascensão do movimento BDS na Espanha:
"O BDS é um fenômeno global que nasce do reconhecimento por parte dos antissemitas modernos da improbabilidade de derrotar Israel por meio de confrontos militares ou ataques terroristas. O objetivo é o mesmo: o aniquilamento da pátria judaica, 'do rio ao mar'. Mas agora, o BDS quer impelir a comunidade internacional a condenar Israel como estado pária e isolar todos aqueles que o apoiam: sionistas e judeus.
"Os que querem deslegitimar Israel, como os racistas dos velhos tempos, mascaram sua barbárie, se fazendo de vítimas, escondendo suas verdadeiras intenções. Eles apelam para os sentimentos da população contra a opressão e o abuso e a simpatia pelos coitadinhos e pelas minorias que sofrem.
"O movimento BDS na Espanha adquiriu a atual virulência com o surgimento do 'Podemos', um partido de extrema esquerda do tipo 'chavista' financiado pela Venezuela e pelo Irã. O Podemos conquistou 25% dos votos nas eleições locais espanholas de 2015. Antes das eleições, o BDS era uma confederação marginal de pequenos grupos que dirigiam o foco em boicotes acadêmicos e culturais contra Israel. O grupo principal que formou o Podemos, atuante nas iniciativas do BDS por anos a fio, tinha como prioridade máxima de sua agenda política a hostilidade contra Israel.
"À medida que o Podemos se assenhorou do controle dos governos municipais nas principais cidades espanholas, como Madri, Barcelona, Zaragoza e Cádiz, o movimento anti-Israel teve acesso a inúmeros recursos econômicos, humanos e organizacionais. Quando esses grupos de extrema-esquerda ocuparam as instituições públicas, eles não fizeram distinção entre sua própria agenda sectária e a agenda de governo.
"As administrações locais (provinciais e municipais) aderiram formalmente ao movimento BDS e declararam seus territórios 'livres do apartheid israelense'. Na realidade Judenrein. Foram distribuídos adesivos para serem exibidos em lojas e escritórios, empresas públicas foram instruídas a não trabalharem com firmas ou cidadãos israelenses e cidadãos espanhóis suspeitos de estarem associados ou serem simpatizantes do Estado judeu foram intimados a repudiá-lo publicamente para que não sejam excluídos da vida social, política, econômica e cívica.
"O 'Podemos' coagiu mais de 90 pessoas a fazerem declarações desse tipo na Espanha em jurisdições cobrindo uma população de mais de oito milhões de habitantes. O plano era criar uma avalanche de ódio com o objetivo de atingir a maioria na Espanha em um espaço de 18 meses. Tratava-se de uma ameaça existencial e tivemos que agir".
"Nenhum boicote local é pequeno demais para ficar sem resposta. Os grupos BDS manipulam cuidadosamente as informações, atingem personalidades com poder de decisão, gastam recursos exorbitantes em campanhas na mídia além de serem mestres na inebriação das redes sociais. Em geral, grupos pró-Israel estão ficando para trás no tocante à análise e ação nesses campos. "
(*)Soeren Kern é membro sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque.
Fonte - pt.gatestoneinstitute.org

domingo, março 04, 2018

Limpeza Étnica na França: Antissemitismo Islâmico







por Guy Millière(*).



  • Pichações em casas de judeus alertam os proprietários para que "fujam imediatamente" se quiserem continuar vivos. Cartas anônimas com balas de verdade são colocadas em caixas postais de judeus.

  • As leis destinadas a punir as ameaças antissemitas agora são usadas para punir aqueles que as denunciam. Uma nova edição de um livro escolar de história da oitava série afirma que na França é proibido criticar o Islã.

  • Os judeus franceses que têm condições de emigrar, emigram mesmo. A maioria das partidas é feita às pressas, muitas famílias judias vendem suas casas a preços bem abaixo do valor de mercado. Os bairros judeus que outrora prosperavam agora encontram-se à beira da extinção.

  • "O problema é que o antissemitismo de hoje na França vem menos da extrema-direita do que de indivíduos da fé ou da cultura muçulmana". − Ex-primeiro-ministro da França Manuel Valls.



Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018. Sarcelles. Uma cidade nos subúrbios no norte de Paris. Uma menina de 15 anos a caminho de volta da escola de ensino médio. Ela usa um colar com uma estrela de David e o uniforme de uma escola judaica. Um homem a ataca com uma faca, corta o rosto dela e foge. Ela ficará desfigurada para o resto de sua vida.

Em 29 de janeiro, novamente em Sarcelles, um menino de 8 anos usando uma quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos) é agredido com chutes e socos por dois adolescentes.

Um ano antes, em fevereiro de 2017, em Bondy, dois jovens judeus usando quipás foram brutalmente espancados com pedaços de paus e barras de ferro. Um deles teve os dedos cortados fora com uma serra.

Mais cedo em Marselha, um professor judeu foi atacado com um facão por um estudante do ensino médio dizendo que queria "decapitar um judeu". O professor usou a Torá que carregava consigo para se proteger. Ele sobreviveu, mas ficou gravemente ferido.

Na França, os ataques antissemitas têm se multiplicado.

A maioria desses ataques é perpetrada em plena luz do dia. Os judeus sabem que eles têm que ficar de orelha em pé. Agressores arrombam e invadem casas de judeus.

Em setembro de 2017 Roger Pinto, presidente da Siona, principal organização pró-Israel da França, foi espancado e mantido refém por horas a fio por elementos que arrombaram sua porta.

Sarah Halimi, judia idosa, foi espancada e torturada em seu apartamento em Paris e depois jogada pela varanda.

Em 18 de janeiro de 2018 seis dias após o ataque com a faca em Sarcelles, um dos líderes da comunidade judaica em Montreuil, região leste de Paris, foi torturado a noite toda por dois homens que arrombaram sua casa pela janela e o atacaram enquanto ele dormia.

Pichações em casas de judeus alertam os proprietários para que "fujam imediatamente" se quiserem continuar vivos. Cartas anônimas com balas de verdade são colocadas em caixas postais de judeus dizendo que a próxima bala será disparada contra a cabeça do destinatário.

A palavra "judeu" é pintada com letras maiúsculas em lojas e restaurantes judeus. No terceiro aniversário do ataque a um supermercado kasher em Paris, uma mercearia kasher foi incendiada e destruída.

"A cada três ataques racistas perpetrados na França nos últimos dois anos um foi contra judeus, tendo em mente que os judeus representam menos de 1% da população francesa", denota o mais recente estudo enviado ao governo francês pelo Serviço de Proteção da Comunidade Judaica.

"O antissemitismo aumentou recentemente de tal forma", acrescenta o estudo, "que os atos de agressão que não causam ferimentos não são mais denunciados. A maioria das vítimas se sente impotente, temendo represálias caso prestem queixa".

Os judeus franceses que têm condições de emigrar, emigram mesmo.

Aqueles que ainda não resolveram deixar o país ou cuja situação financeira não permite, se mudam para bairros mais seguros.

A maioria das partidas é feita às pressas, muitas famílias judias vendem suas casas a preços bem abaixo do valor de mercado. Há famílias que se mudam para apartamentos pequenos demais, mas preferem o desconforto do que o risco de serem agredidas ou assassinadas.

A comunidade judaica francesa aparentemente ainda é a maior da Europa, mas está encolhendo celeremente. Em 2000 estimava-se que a comunidade judaica contava com 500 mil pessoas, mas desde então o número já é inferior a 400 mil e continua diminuindo. Os bairros judeus que outrora prosperavam agora encontram-se à beira da extinção.

"O que está acontecendo é uma limpeza étnica que não ousa dar nome aos bois. Em poucas décadas não haverá mais judeus na França," segundo Richard Abitbol, presidente da Confederação dos Judeus Franceses e Amigos de Israel.

Sem os judeus da França, a França não será mais a França, salientou o ex-primeiro-ministro Manuel Valls em 2016. Mas ele nada fez.

Recentemente ele afirmou que fez o possível, que não tinha condições de fazer mais. "O problema" ressaltou ele, "é que o antissemitismo de hoje na França vem menos da extrema-direita do que de indivíduos da fé ou da cultura muçulmana".

Ele acrescentou que na França, pelo menos nas duas últimas décadas, todos os ataques desferidos contra judeus em que o autor foi identificado vieram de muçulmanos e que os recentes ataques também foram perpetrados por eles.

Valls logo sofreu as consequências de sua franqueza. Ele foi marginalizado da vida política. Sites muçulmanos chamaram-no de "agente do lobby judeu" e "racista". Ex-líderes de seu próprio partido, como o ex-ministro das relações exteriores Roland Dumas, realçou que a esposa de Valls é judia, insinuando que ele estava "sendo influenciado por ela".

Na França, é perigoso falar a verdade sobre o antissemitismo islâmico. Para um político, é suicídio.

Os políticos franceses, sejam de direita sejam de esquerda, sabem que reina a correção política e que transgredir suas normas tácitas engendram a exclusão da mídia e efetivamente a condenação ao ostracismo. Eles sabem que certas palavras não podem ser ditas na França e que as organizações "antirracistas" garantem que ninguém possa criticar o Islã.

Uma nova edição de um livro escolar de história da oitava série de uma escola pública, afirma explicitamente que na França é proibido criticar o Islã e cita uma sentença judicial para respaldar a afirmação.

Os políticos veem que o número de muçulmanos na França é tão grande que é praticamente impossível vencer uma eleição sem o voto muçulmano e que a diferença na taxa de natalidade entre muçulmanos e não muçulmanos tornará essa disposição ainda mais premente nos próximos anos.

A classe política também vê que as 600 "zonas proibidas" estão se multiplicando, que os muçulmanos radicalizados podem matar e que revoltas violentas podem explodir a qualquer momento. Na França, mais de 500 pessoas foram assassinadas ou mutiladas por terroristas islâmicos em menos de quatro anos.

Os políticos também veem que ondas de migrantes do Oriente Médio e África criaram favelas que estão, em grande medida, fora do controle da polícia, que as prisões francesas estão prestes a explodir, que os judeus não têm peso eleitoral e que no fundo são impotentes.

De modo que a classe política optou pela inércia, negação e acovardamento.

Nos bairros muçulmanos da França, os imãs islâmicos fazem duras críticas à "má influência" dos judeus e disseminam teorias da conspiração antissemita. Os políticos franceses se calam.

As livrarias islâmicas da França vendem livros proibidos, como o fraudulento Protocolos dos Sábios de Sião, além de CDs e DVDs de violentos discursos antissemitas de pregadores radicais. Por exemplo, Yussuf al-Qaradawi, líder espiritual da Irmandade Muçulmana, proibido de entrar na França e nos EUA, afirma lamentar que Hitler não "terminou o serviço". Os políticos franceses se calam.

Em que pese que as sinagogas da França não tenham sido atacadas desde 2014, todas estão sendo protegidas 24 horas por dia. Soldados armados usando coletes à prova de balas estão entrincheirados atrás de sacos de areia, bem como escolas e centros culturais judaicos.




Enquanto isso, as leis destinadas a punir as ameaças antissemitas agora são usadas para punir aqueles que as denunciam.

Seis anos atrás o escritor Renaud Camus publicou Le Grand Remplacement ("A Grande Substituição"), um livro observando que os judeus e os cristãos não estão apenas sendo substituídos pelos muçulmanos, mas que são muitas vezes assediados e perseguidos. Ele lamentou a destruição de igrejas e descreveu os ataques aos judeus como "lento pogrom". Ele foi duramente criticado por "incitar o ódio".

Recentemente, o jornalista Éric Zemmour salientou que nos bairros muçulmanos, os muçulmanos vivem "de acordo com suas próprias leis", forçando os não muçulmanos a se mudarem. Ele foi considerado culpado por "incitamento" e multado.

Um repórter que recentemente fez um documentário sobre os bairros muçulmanos na França, concluiu que a Irmandade Muçulmana e outras organizações islamistas radicais estão se apoderando rapidamente das comunidades muçulmanas francesas, espalhando ódio contra os judeus e o Ocidente, constatando que eles possuem inúmeras escolas onde se leciona a jihad.

O governo francês, salientou ele, está financiando essas escolas, sendo portanto cúmplice em semear a devastação que poderá facilmente ir muito além da destruição dos judeus franceses. "A ocupação do Ocidente", ressaltou ele, "será alcançada sem guerras, silenciosamente, por meio da infiltração e subversão". Nenhuma emissora de TV francesa transmitiu isso, nem planeja transmitir. O documentário foi ao ar somente em Israel.

As manifestações anti-Israel apoiam o terrorismo. As pessoas gritam "morte aos judeus", mas essas pessoas nunca são presas por "discurso de incitamento ao ódio".

Levantamentos mostram que a disseminação desenfreada do antissemitismo muçulmano e a consequente violência geraram a escalada do antissemitismo generalizado que claramente lembra os períodos sombrios da história.

Uma porcentagem cada vez maior de franceses dizem que os judeus na França são "numerosos demais" e "visíveis demais".

Estudos do Ministério da Educação da França revelam que expressões como "não aja como um judeu", cujo objetivo é criticar um aluno que esconde o que pensa, são amplamente utilizadas em escolas públicas. Estudantes judeus são cada vez mais objeto de abuso, não só de estudantes muçulmanos.

Há poucos dias, a comediante Laura Laune foi a vencedora do programa de TV "A França tem um Talento Impressionante". Algumas de suas piadas debocham do fato de que havia menos judeus no mundo em 1945 do que em 1939. Organizações judaicas protestaram, em vão. Agora, suas apresentações ficam superlotadas. O comediante antissemita Dieudonné também se apresenta com a casa cheia.

Recentemente, a prestigiada editora francesa Gallimard, se dispôs em publicar novamente as obras antissemitas de Louis Ferdinand Celine, francês admirador da Alemanha Nazista e forte defensor do extermínio dos judeus da Europa durante o governo francês de Vichy. O primeiro-ministro francês Edouard Philippe salientou que era a favor de publicar novamente a obra, enfatizando que não se pode negar o "papel central de Celine na literatura francesa". O famoso caçador de nazistas Serge Klarsfeld respondeu que os textos que mandaram seus pais para a morte "não devem ser disponibilizados novamente". Gallimard adiou a publicação, por ora.

Anos atrás, o "dever da memória", o que tinha sido feito aos judeus, foi objeto de muitos artigos. No mês passado, em 27 de janeiro, dia internacional do "Remembrance Day", dia dedicado à memória do Holocausto, nenhum jornal francês tocou no assunto.

O presidente francês Emmanuel Macron também ficou calado. Ele tuitou evocando "Auschwitz" e a necessidade de "se preservar a paz, união e tolerância". Ele não disse uma palavra sobre judeus ou Holocausto. É difícil ver onde estão a "paz, união e tolerância", na França de hoje, principalmente se você for um judeu francês.

Fonte- pt.gatestoneinstitute.org
(*)Dr. Guy Millière, professor da Universidade de Paris, é autor de 27 livros sobre a França e a Europa.
Tradução - Joseph Skilnik

quarta-feira, abril 06, 2016

A tomada de Jerusalém pelo Islã e suas implicações globais.










A tomada de Jerusalém pelo Islã e suas implicações globais.

por Adam Eliyahu Berkowitz





“Assim diz o Senhor: Estou voltando para Sião e habitarei em Jerusalém. Então Jerusalém será chamada Cidade da Verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos será chamado monte Sagrado”.
Zacarias 8.3, NVI.



Uma guerra religiosa está sendo travada em torno de Jerusalém, com os muçulmanos reivindicando o monte do Templo como sua propriedade exclusiva e exigindo soberania sobre a cidade. Todavia, a base para tal reivindicação, universalmente aceita pelos governos estrangeiros, é, de fato, inexistente. Um político israelense adverte que essa apropriação fraudulenta da capital eterna dos judeus é meramente um prelúdio para os planos islâmicos para a Europa e para a América.


O ponto crucial da reivindicação de Jerusalém é a mesquita al Aqsa no monte do Templo. Frequentemente mencionada como o terceiro sítio mais sagrado do islamismo, ela é tida como o local de uma jornada noturna miraculosa que Maomé fez de Meca a Masjid al-Aqsa (“a mesquita mais distante”, em árabe), embora seja improvável que o lugar desse [suposto] milagre seja a al Aqsa em Jerusalém.



Isto ocorre parcialmente porque “a mesquita mais distante” é entendida por estudiosos do Corão como uma metáfora, significando “entre o céu e a terra”, e não como um local específico. Mesmo como uma referência geográfica, Israel, mencionado no Corão (30.1) como “a terra mais próxima” (adna al-ard), é um candidato improvável.



Na verdade, embora Jerusalém seja mencionada na Bíblia 669 vezes, e a palavra Sião, que é sinônimo de Jerusalém, seja mencionada 154 vezes, nenhuma dessas duas palavras aparece uma única vez no Corão.



Outro defeito na teoria da correlação da mesquita com Maomé é que, na ocasião da viagem dele, não havia mesquitas em Israel e o início modesto da [construção da] al Aqsa não ocorreu até várias décadas depois da morte de Maomé (632 d.C.).



Também é significativo que, a despeito de ser coberta por mosaicos e caligrafia árabe, não há na mesquita nenhuma referências à suposta jornada de Maomé ao sítio.



Embora Maomé inicialmente tenha usurpado a prática judaica de orar voltado para Jerusalém -- como ele fez com muitas outras práticas, raciocinando: “Temos mais direito sobre Moisés do que vocês” (Ibn Abbas, Número 222) --, mais tarde ele estabeleceu que a oração deveria ser feita voltada para Mecca (qibla). Esse foi um teste para medir o tamanho da população dos judeus de Medina, pois, por meio da direção para a qual eles se voltassem enquanto oravam, seriam claramente revelados os verdadeiros islamitas.



De acordo com Maomé, um verdadeiro muçulmano vira as costas para Jerusalém enquanto está orando.



Muitas vezes o Domo da Rocha é chamado, erroneamente,[1] de al Aqsa. A ignorância sobre o monte do Templo no islamismo é tão prevalecente que até mesmo vários sites islâmicos têm tentado educar seu público. JustIslam[2] observou que “muitas pessoas têm quadros em suas casas mostrando a mesquita errada! Ela é um dos três lugares mais sagrados”.



Na verdade, o Domo da Rocha, construído pelo califa Abd al'Malik [em 691 d.C], depois da morte de Maomé [em 632 d.C.], foi escolhido precisamente porque era o local dos templos judeus, e não por causa de seu significado para o islamismo. Ele é anterior à mesquita al Aqsa e, embora mais tarde tenha sido incorporado ao complexo da mesquita, sua construção não teve nada a ver com a história de Maomé.



O lugar foi escolhido com base no conselho de um judeu, Ka'ab al-Ahbâr, um rabino do Iêmen que se convertera ao islamismo e que levou os árabes ao local da antiga Pedra do Fundamento*, capacitando-os a erigirem o Domo da Rocha em cima da Pedra.



O sítio foi bastante insignificante para os muçulmanos até que Israel conquistou o monte do Templo em 1967. Fotografias dos anos 1950 mostram um complexo negligenciado e avariado, com ervas daninhas crescendo entre as pedras e pouquíssimos visitantes.



Atualmente, a Autoridade Palestina[3] exige que Jerusalém seja sua capital e, para ela, este é um ponto não negociável no processo de paz, a despeito de não haver precedentes de Jerusalém ser a capital de um país islâmico.



Em 2001, Daniel Pipes,[4] presidente do Fórum do Oriente Médio, descreveu a história da ambivalência muçulmana com respeito a Jerusalém, apontando que, durante o Mandato Britânico, “o governo britânico reconheceu o interesse mínimo dos muçulmanos por Jerusalém durante a Primeira Guerra Mundial”.



A Grã-Bretanha decidiu não incluir Jerusalém nos territórios a serem designados aos árabes porque, como disse o negociador chefe britânico, Henry McMahon: “Não havia lugar (...) suficientemente importante (...) ao sul de Damasco, ao qual os árabes atribuíam importância vital”.



Pipes também relatou uma parte da história que ilustra a avaliação árabe de Jerusalém como de somenos importância. Em 1917, “Jamal Pasha, o comandante-em-chefe otomano, instruiu seus aliados austríacos a “explodirem e mandarem Jerusalém para o inferno” se os britânicos entrassem na cidade”, escreveu ele.



Quando solicitamos a Pipes uma atualização sobre como esta teoria está funcionando atualmente, sua resposta foi amarga: “Um padrão de catorze séculos de duração sugere que, enquanto Israel controlar Jerusalém, os muçulmanos responderão focalizando a cidade e querendo dominá-la”. E ele teorizou: “A intifada das facas é a tática deste momento com este objetivo; depois que ela fracassar, deve-se esperar outra, e mais outra depois desta”.



Moshe Feiglin, presidente do partido Zehut em Israel e vice-porta-voz anterior do Knesset, viu uma ameaça mais universal e sinistra na tentativa árabe de dominar Jerusalém. “Isto é parte da cultura islâmica e de seu conceito sobre uma entidade nacional, que é diferente do conceito ocidental ou do conceito dos judeus. Os muçulmanos creem que, se eles conquistarem Jerusalém, cultural e depois fisicamente, a cidade pertencerá ao islamismo, mesmo que não exista nenhuma conexão histórica ou religiosa com o islã”.



Jerusalém está na agenda deles agora, mas em breve o islamismo irá em busca de outras cidades. Feiglin advertiu: “Assim como eles veem uma ligação com Jerusalém, eles já estão vendo uma ligação com Nova York e com cidades na França”.





* Sobre a qual Abraão ia sacrificar Isaque e sobre a qual ficava o Santo dos Santos.



Notas:








Adam Eliyahu Berkowitz é um colunista do noticiário Breaking Israel News. Ele emigrou para Israel em 1991 e serviu nas Forças da Defesa de Israel como médico combatente.

Publicado na revista Notícias de Israel 5/2016 – www.beth-shalom.com.br

Fonte: Mídia Sem Máscara

domingo, janeiro 31, 2016

Palestinos: viés e ignorância da mídia ocidental.









por Khaled Abu Toame(*).




Recentemente dois jornalistas pediram para que fossem escoltados até a Faixa de Gaza para entrevistarem colonos judeus que lá residem.

Não, não é o começo de uma piada. Esses jornalistas se encontravam em Israel no final de 2015 e estavam falando sério.

Imagine o constrangimento deles ao serem informados que Israel tinha se retirado totalmente da Faixa de Gaza há dez anos.

Convenhamos que se faz necessário ter certa compaixão para com eles. Esses colegas estrangeiros eram novatos que desejavam causar sensação por estarem se dirigindo para um lugar "perigoso" como a Faixa de Gaza, para fazer uma reportagem sobre os "colonos" que lá residem. O pedido deles não causou nenhuma surpresa a ninguém, nem mesmo aos meus colegas locais.

Esses "jornalistas paraquedistas", como são às vezes chamados, são soltos na região sem terem recebido o mínimo de informações sobre os fatos básicos do conflito israelense-palestino. Lamentavelmente, correspondentes dessa estirpe são a regra e não a exceção. Um repórter britânico, particularmente sem noção, vem à mente:

Quando Israel assassinou o líder espiritual e fundador do Hamas, Ahmed Yasmin, em 2004, um jornal britânico despachou seu repórter investigativo para cobrir o caso. Para esse repórter, a região, bem como o Hamas, eram terra virgem. Seus editores enviaram-no ao Oriente Médio, segundo ele, porque ninguém estava disposto a ir.

Muito bem, nosso herói fez a reportagem sobre o assassinato de Ahmed Yassin no bar do Hotel American Colony. O subtítulo da sua reportagem assinalava que ele se encontrava na Faixa de Gaza e que tinha entrevistado parentes do líder morto do Hamas.

Não é raro se sentir como um para-raios desse tipo de histórias. Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.

Em três décadas cobrindo a mesma ladainha, fiquei bem familiarizado com esse tipo de jornalista. Eles pegam um avião, leem um ou dois artigos no Times e acham que estão aptos a se tornarem especialistas no que tange o conflito israelense-palestino.

Alguns até me garantiram que antes de 1948 havia aqui um estado palestino cuja capital era Jerusalém Oriental. A exemplo dos mal informados jovens colegas que desejavam entrevistar os não-existentes colonos judeus na Faixa de Gaza de 2015, eles ficaram um tanto surpresos ao saberem que antes de 1967 a Cisjordânia estava sob o controle da Jordânia e que a Faixa de Gaza era governada pelo Egito.

Há alguma diferença entre um cidadão árabe de Israel e um palestino da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza? Meus colegas estrangeiros podem muito bem não serem capazes de saber se há ou não há. A carta magna do Hamas realmente preconiza que o movimento islâmico objetiva substituir Israel por um império islâmico? Se for este o caso, meus colegas de trabalho de diversos países, não terão condições de elucidar a sua dúvida.

Há alguns anos, uma memorável jornalista pediu para visitar a "destruída" cidade de Jenin, onde "milhares de palestinos foram massacrados por Israel em 2002". Ela estava se referindo à operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) no campo de refugiados em Jenin onde cerca de 60 palestinos, muitos deles milicianos e 23 soldados da IDF foram mortos em um combate.

Deixando a compaixão de lado, é difícil imaginar que na era da Internet ainda haja esse grau de desinformação e preguiça profissional.

Mas quando se trata de cobrir o conflito israelense-palestino, aparentemente a ignorância é a glória. Ideias equivocadas sobre o que acontece aqui assolam a mídia internacional. A dualidade da designação mocinho/bandido é o norte por aqui. Alguém tem que ser o mocinho (os palestinos foram incumbidos para esta tarefa) e alguém tem que ser o bandido (esta ficou para os israelenses). E tudo é refletido através deste prisma.

No entanto o buraco é mais embaixo. Muitos jornalistas ocidentais que cobrem o Oriente Médio não sentem a necessidade de disfarçar seu ódio contra Israel e contra os judeus. Mas em se tratando dos palestinos, esses jornalistas não veem mal nenhum. Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. Eles provavelmente temem ser considerados "agentes sionistas" ou "propagandistas" de Israel.

Para completar há os jornalistas locais contratados pelos relatores ocidentais e veículos de mídia para auxiliarem na cobertura do conflito. Esses jornalistas podem se recusar a cooperar em qualquer história que possa ser considerada "antipalestina". O "sofrimento" palestino e o "mal" da "ocupação" israelense são os únicos tópicos admissíveis. Os jornalistas ocidentais, por sua vez, estão propensos a não irritarem seus colegas palestinos: eles não querem ver seu acesso às fontes palestinas ser negado.

Portanto, não deveria causar nenhuma surpresa a indiferença da mídia internacional em face da atual onda de esfaqueamentos e atropelamentos intencionais contra os israelenses. Qualquer um teria imensa dificuldade em encontrar um jornalista ocidental ou órgão da mídia que se refira aos homicidas palestinos como "terroristas". Na realidade, as manchetes internacionais, amiúde, demonstram muito mais comiseração com os algozes palestinos que são mortos no ato da agressão do que com os israelenses que são, antes da mais nada, primeiramente atacados.

Obviamente, o exposto acima não se aplica a todos os jornalistas. Alguns jornalistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa são bem informados e imparciais. Lamentavelmente, contudo, estes representam um grupo extremamente pequeno da grande mídia do Ocidente.

Repórteres ocidentais, especialmente aqueles que são "soltos de paraquedas" no Oriente Médio, fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser "pró" verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.


(*)Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

Publicado no site do The Gatestone Institute.

Tradução: Joseph Skilnik

quarta-feira, novembro 25, 2015

Aplicando à França o que é imposto a Israel.




por Ezequiel Eiben









Se aplicarmos lei igual, deve-se tratar a França agora como os franceses e europeus tratam Israel. Isto seria:


1. Toda esta semana nos fazermos de idiotas com os atentados. Que não saia (a notícia) em nenhum jornal.

2. Quando a França responder, aí começaremos a falar. Mas a falar mal da França, não do ISIS.

3. Organizamos uma marcha contra a embaixada francesa pela desproporcionalidade em sua resposta. Cartazes com legendas “França imperialista”, “Fora franceses da França”, são de uso obrigatório.

4. Exortamos Hollande a que se sente na mesa de negociações com o ISIS imediatamente para ouvir seus pedidos.

5. Apoiamos o Conselho de Direitos Humanos da ONU em sua reunião de urgência após a condenável reação francesa, quando sancionar o país europeu por não se medir.

6. Repetimos nos jornais e televisão uma história fraudulenta de que os muçulmanos viviam na França antes dos franceses.

7. Exigimos ao Estado francês que mude sua bandeira, hino e demais simbologias nacionais porque não são representativas de todas as culturas que há na França e ofende os muçulmanos.

8. Faremos documentais financiados pelo resto da Europa e Arábia Saudita sobre a pobre vida que os jovens magrebes vivem na França, e os trataremos como “vítimas do sistema”.

9. Exigimos que a França seja repartida em duas: uma parte vai para os muçulmanos. “Dois Estados para dois povos”, como agrada aos europeus pró-palestinos.

10. Paris deve ser divida em Paris ocidental em Paris oriental, esta última exclusiva para muçulmanos, e a primeira de matiz cosmopolita.

11. Todo francês que viver no novo Estado, Al-França Jihadistão, deve ser assinalado como um colono invasor e transferido, até pelo próprio exército francês. Os produtos franceses neste lado devem ser etiquetados para que as pessoas saibam que estão consumindo imperialismo.

12. Todo muçulmano que queira viver na França ocidental poderá fazê-lo em igualdade de condições.

13. Denunciaremos a França como um regime apartheid, por estabelecer precauções de segurança para evitar futuros atentados provenientes da Al-França Jihadistão.

14. Exigiremos da França a abertura total de fronteiras para o livre trânsito de muçulmanos. Exigiremos que não haja postos de controle nas fronteiras.

15. Condenaremos o governo francês se ele decidir demolir as casas dos terroristas.

16. Pediremos boicote, desinvestimentos e sanções contra a França se os franceses construírem casas do lado muçulmano. Os muçulmanos podem construir do lado francês sem problema.

Creio que, com isto, a França vai ser julgada corretamente, com o mesmo padrão que usam para Israel, não? Se lhes ocorrer outras, acrescentem. Não podemos permitir que a França se mova um centímetro do caminho, embora alegue auto-defesa.


Tradução: Graça Salgueiro

domingo, novembro 22, 2015

A melhor maneira de lembrar o Holocausto é trazendo muçulmanos para matar os judeus americanos.




por Daniel Greenfield


68 por cento dos muçulmanos abrigam atitudes antissemitas












O mais estúpido meme sobre "refugiados" que a esquerda lançou até esta data são as comparações entre as políticas de refugiados do Holocausto de Franklin Delano Roosevelt que excluíam os judeus e as dos líderes políticos de hoje que querem excluir genuínos refugiados cristãos e Yazidis em vez de imigrantes muçulmanos falsos que representam sérias ameaças de terrorismo.

Vivendo em Nova York, eu já perdi a conta do número de atentados terroristas muçulmanos contra sinagogas desde o 11 de Setembro. O ataque anterior de Paris pelos muçulmanos tinha como alvo um supermercado judeu. (Ou como Obama disse, "pessoas aleatórias em uma delicatessen.")

Claro que #NotAllMuslims (nem tudo são os muçulmanos). É apenas o suficiente deles que repete esse comportamento constantemente. Até terminar em cidades européias como Malmö, onde há tantos muçulmanos que os judeus têm a fugir.

Porque os muçulmanos não gostam de não-muçulmanos e realmente não gostam de judeus.




Os pesquisadores descobriram que a percentagem que exprime "pontos de vista favoráveis" sobre os judeus era uniformemente baixa: Egito, 2 por cento Jordânia, 2 por cento Paquistão, 2 por cento Líbano, 3 por cento Palestina, 4 por cento Turquia, 4 por cento.

E sim, os muçulmanos no Ocidente também odeiam os judeus.

Bélgica: 68 por cento dos muçulmanos abrigam atitudes anti-semitas, em comparação com 21 por cento do total
Espanha: 62 por cento, em comparação com 29 por cento do total Alemanha: 56 por cento, em comparação com 16 por cento do total Itália: 56 por cento, em comparação com 29 por cento do total Reino Unido: 54 por cento, em comparação com 12 por cento do total França: 49 por cento, em comparação com 17 por cento do total.

Teologicamente, o Islã é violentamente anti-semita. O comando final de Mohammed foi a limpeza étnica de judeus. O grito Allahu Akbar originou-se de um de seus massacres de judeus.

É simples assim. Os muçulmanos odeiam os judeus. Trazer mais muçulmanos para a América torna o país mais anti-semita. Promove a violência contra os judeus e a perseguição de judeus.

Os números demonstram ...

Na França, 73 por cento dos judeus entrevistados disseram que tinham testemunhado ou experimentado o anti-semitismo de alguém com "pontos de vista muçulmanos extremistas."

Por que os liberais querem trazer esta mesma realidade horrível para a América?

Dizer aos americanos que se espera que eles "expiem" o Holocausto, ajudando os muçulmanos a perseguir e assassinar judeus é tão retrocesso quanto uma tentativa de pedir desculpas pela escravidão com mais escravidão.

A pior maneira possível de responder ao Holocausto é promovendo a perseguição muçulmana de judeus nos Estados Unidos.

Se queremos receber os tipos de refugiados semelhantes aos judeus na 2 ª Guerra Mundial, devemos receber as minorias perseguidas apátridas, cristãos e yazidis.

Muçulmanos sírios não são apátridas e eles não são uma minoria. Eles são um grupo supremacista cuja própria intolerância às diferenças religiosas dividiu a Síria. Se nós trazemos essa intolerância à América, vamos todos sofrer.

Migrantes muçulmanos sírios já estão atacando refugiados cristãos sírios na Europa.

Said atravessou a Turquia a pé. Ele nunca pensou que seus problemas só estavam começando quando alcançou a Alemanha.

"No Irã, a Guarda Revolucionária prendeu meu irmão em uma igreja doméstica. Fugi da polícia secreta iraniana, porque eu pensei que na Alemanha eu poderia finalmente viver livremente com minha religião", diz Said. "Mas no lar dos requerentes de asilo, não posso sequer admitir abertamente que sou cristão."

Principalmente refugiados sírios, em sua maioria muçulmanos sunitas devotos, vivem no lar. "Eles me acordam antes do amanhecer durante o Ramadã e dizem que eu deveria comer antes do sol nascer. Se eu recusar, eles dizem que eu sou um, kuffar , um descrente. Eles cuspiram em mim", diz Said. "Eles me tratam como um animal. E ameaçam matar-me."

Por que os liberais querem trazer isso para a América? Se eles não se preocupam com os refugiados cristãos sírios, que dizer dos refugiados sírios homossexuais?

Rami Ktifan tomou uma decisão repentina de fugir. Um colega sírio tinha visto uma bandeira do arco íris perto dos pertences de um estudante universitário de 23 anos de idade num centro de refugiados lotado. O homem curioso, Ktifan recordou, pegou-a antes de casualmente perguntar: "O que é isso?"

"Eu decidi dizer a verdade, que é a bandeira para os gays como eu", disse Ktifan. "Eu pensei, eu estou na Europa agora. Na Alemanha, eu não deveria ter que esconder mais."

O que se seguiu ao longo das próximas semanas, porém, foi abuso – tanto verbal como físico – de outros refugiados, incluindo uma tentativa de queimar os pés de Ktifan no meio da noite.

Trazer essas pessoas para a América é como trazer para cá nazistas durante o Holocausto para atacar as minorias aqui. É apenas mau e errado.

Tradução: William Uchoa