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sexta-feira, março 04, 2016

A natureza sexual masculina e a cultura de negação da esquerda









por Dennis Prager (*)



Na véspera do ano novo, em Colônia, na Alemanha, mais de 400 mulheres foram atacadas sexualmente e ao menos 3 foram estupradas por gangues de homens imigrantes, a maioria deles de países árabes.

Existem duas verdades que precisamos confrontar, mas por vivermos na Era da Rejeição de Verdades que Incomodam, não fazemos. Uma verdade que rejeitamos é a de que as mulheres são mantidas em baixa estima no Oriente Médio Árabe e em muitas outras partes do mundo muçulmano. Nossa rejeição é um produto do relativismo moral multiculturalista, que afirma que nenhuma cultura ou sistema de valores é moralmente superior a qualquer outro.

A outra verdade que rejeitamos refere-se à natureza sexual dos homens.

Todas as gerações anteriores de seres humanos dos quais temos conhecimento sabiam que a natureza sexual masculina é predatória. Sem os fortes valores morais trabalhando para inibir sua natureza sexual, os homens seguirão seu impulso natural de agarrar as mulheres a quem são atraídos e abusar delas sexualmente — assim como os machos no mundo animal agarram as fêmeas de sua espécie para o sexo. Ironicamente, as pessoas que mais insistem que os seres humanos são apenas mais um animal são as mais prováveis em negar o aspecto animal da natureza masculina. Em vez disso, elas alegam que os homens são “socialmente condicionados” a verem as mulheres como objetos sexuais — pela nossa “cultura Playboy”, por anúncios sexistas, pela pornografia entre outros elementos do “patriarcado”.

As pessoas que usam esse argumento não apenas ignoram sua própria crença de que os seres humanos são animais, mas também colocam a carroça na frente dos bois. A cultura Playboy, os anúncios que retratam as mulheres como objetos sexuais e a pornografia são resultantes da natureza masculina e não as causas do comportamento sexual predatório dos homens.

Na maioria dos países muçulmanos não há, certamente, nenhum anúncio sexual ou pornografia em lugar algum, e as mulheres não exibem seus corpos — às vezes nem ao menos seu rosto — em público. Mesmo assim, as agressões sexuais são muito mais comuns por lá, e os imigrantes muçulmanos cometem uma porcentagem desproporcionalmente maior de estupros na Europa Ocidental.

Com relação a Europa Ocidental, os anúncios sexuais — com imagens de mulheres quase nuas — são corriqueiros, a pornografia é totalmente disponível e as mulheres vestem o que elas querem (ou não querem) em público, geralmente mostrando bastante o que possuem. E apesar de tudo isso, o estupro e outras formas de violência sexual eram relativamente menores entre os europeus ocidentais antes do enorme fluxo recente de imigrantes muçulmanos.

Obviamente, não é uma nova cultura Playboy, ou a representação das mulheres como objetos sexuais na TV, nos filmes e nos outdoors que causam os estupros. Mesmo assim, a Europa Ocidental, os Estados Unidos e Israel — com taxas de estupro relativamente baixas — é que são as aberrações históricas. Ao longo da história, a menos que seja combatido pela sociedade ou por um forte sistema moral, os homens estupraram as mulheres o quanto puderam.

Apenas observe como os homens têm tratado as mulheres quando as normas sociais e morais são rompidas em tempos de guerra.

O ponto óbvio é que a natureza sexual masculina é programada para ver as mulheres como objetos sexuais e também fazer sexo com o máximo de mulheres possível.

A prova da primeira afirmação [acima] são os homens homossexuais. Eles veem os homens atraentes como objetos sexuais assim como os homens heterossexuais veem as mulheres atraentes. Os gays também foram moldados pela “cultura Playboy” ou pelo “sexismo”? Claro que não.

Considerando que é assim que os homens são programados, por que existe tanta negação do óbvio? Por que os feministas — homens e mulheres — e os outros da esquerda cultural ainda negam as verdades sobre a natureza sexual masculina?

Porque aceitar essas verdades significa reconhecer as enormes diferenças naturais entre homens e mulheres. Mas se você estudou em uma faculdade — ainda mais em uma pós-graduação — em qualquer período dos últimos cinquenta anos, você aprendeu a negar que os homens e mulheres são inerentemente diferentes.

Logo, a esquerda culpa as influências externas — a Playboy, cuja “cultura do estupro” supostamente permeia os campus de faculdades e o patriarcado — pelos estupros, violências sexuais e a exibição de mulheres como objetos sexuais; ou até argumentam que a natureza sexual das mulheres é exatamente como a dos homens: as mulheres querem tantos parceiros sexuais quanto os homens; as mulheres veem os homens como objetos sexuais assim como os homens veem as mulheres, e de que as mulheres sejam tão felizes em fazer sexo sem compromisso da mesma forma que os homens.

E como a esquerda explica o estupro? Como um ato de violência que tem pouco ou nada a ver com sexo. Quase todos os homens que leem isso (que não sejam estudantes de pós-graduação sobre estudos de gênero ou algum outro departamento de artes esquerdista) sabem o quanto é falsa essa afirmação. O estupro é esmagadoramente um ato sexual; é o sexo obtido através da violência. Descrever o estupro como algo essencialmente ligado a violência em vez do sexo é como dizer que o roubo seja fundamentalmente ligado a violência em vez do dinheiro.

Uma das diferenças mais importantes entre direita e esquerda é a negação da esquerda quanto as verdades indesejáveis e o reconhecimento da direita sobre elas. A natureza sexual masculina é apenas um desses exemplos.


Publicado na National Review.

Dennis Prager é colunista e âncora nacionalmente reconhecido em programas de entrevistas de rádio. Seu último livro “The Ten Commandments: Still the Best Moral Code” foi publicado pela editora Regnery. Ele é fundador da Prager University e pode ser contatado em dennisprager.com.

Tradução: Felipe Galves Duarte
Revisão: Hélio Costa Jr.



quarta-feira, novembro 25, 2015

Aplicando à França o que é imposto a Israel.




por Ezequiel Eiben









Se aplicarmos lei igual, deve-se tratar a França agora como os franceses e europeus tratam Israel. Isto seria:


1. Toda esta semana nos fazermos de idiotas com os atentados. Que não saia (a notícia) em nenhum jornal.

2. Quando a França responder, aí começaremos a falar. Mas a falar mal da França, não do ISIS.

3. Organizamos uma marcha contra a embaixada francesa pela desproporcionalidade em sua resposta. Cartazes com legendas “França imperialista”, “Fora franceses da França”, são de uso obrigatório.

4. Exortamos Hollande a que se sente na mesa de negociações com o ISIS imediatamente para ouvir seus pedidos.

5. Apoiamos o Conselho de Direitos Humanos da ONU em sua reunião de urgência após a condenável reação francesa, quando sancionar o país europeu por não se medir.

6. Repetimos nos jornais e televisão uma história fraudulenta de que os muçulmanos viviam na França antes dos franceses.

7. Exigimos ao Estado francês que mude sua bandeira, hino e demais simbologias nacionais porque não são representativas de todas as culturas que há na França e ofende os muçulmanos.

8. Faremos documentais financiados pelo resto da Europa e Arábia Saudita sobre a pobre vida que os jovens magrebes vivem na França, e os trataremos como “vítimas do sistema”.

9. Exigimos que a França seja repartida em duas: uma parte vai para os muçulmanos. “Dois Estados para dois povos”, como agrada aos europeus pró-palestinos.

10. Paris deve ser divida em Paris ocidental em Paris oriental, esta última exclusiva para muçulmanos, e a primeira de matiz cosmopolita.

11. Todo francês que viver no novo Estado, Al-França Jihadistão, deve ser assinalado como um colono invasor e transferido, até pelo próprio exército francês. Os produtos franceses neste lado devem ser etiquetados para que as pessoas saibam que estão consumindo imperialismo.

12. Todo muçulmano que queira viver na França ocidental poderá fazê-lo em igualdade de condições.

13. Denunciaremos a França como um regime apartheid, por estabelecer precauções de segurança para evitar futuros atentados provenientes da Al-França Jihadistão.

14. Exigiremos da França a abertura total de fronteiras para o livre trânsito de muçulmanos. Exigiremos que não haja postos de controle nas fronteiras.

15. Condenaremos o governo francês se ele decidir demolir as casas dos terroristas.

16. Pediremos boicote, desinvestimentos e sanções contra a França se os franceses construírem casas do lado muçulmano. Os muçulmanos podem construir do lado francês sem problema.

Creio que, com isto, a França vai ser julgada corretamente, com o mesmo padrão que usam para Israel, não? Se lhes ocorrer outras, acrescentem. Não podemos permitir que a França se mova um centímetro do caminho, embora alegue auto-defesa.


Tradução: Graça Salgueiro

sábado, outubro 10, 2015

“Fora Dilma”, “fora Lula” e “fora PT” não bastam.




“Fora Dilma”, “fora Lula” e “fora PT” não bastam.

por Ricardo Alfaya Saravia.


E eis que após sete meses de governo, parcelamento de salários de funcionários públicos, protestos, paralisações e ameaças, sobretudo de aparelhos sindicais, o atual governo do Rio Grande do Sul, eleito em repúdio ao governo petista anterior, apresentou uma proposta genial para consertar a ruína causada pelos administradores petistas: Aumentar impostos! Uma proposta genuinamente... petista!



Enquanto o vigarista neobolchevique Tarso Genro e a esquerdalha, a esquerda canalha, que acabaram de arruinar as finanças do Rio Grande do Sul, debochavam da falta de soluções por parte do governo que os sucedeu, os eleitores de José Ivo Sartori (PMDB), desorientados, passivos, nem pensaram em reagir contra a proposta de aumento da extorsão tributária apresentada pelo governo que elegeram. E assim terminaram trocando seis por meia dúzia. Assegurando a continuidade do jeito petista de governar, enquanto o PT estiver oficialmente fora do governo e ao mesmo tempo pavimentando o caminho para sua volta ao governo oficial.


Entenda-se jeito petista de governar como basicamente: deficiência nos serviços essenciais do estado, decorrente da dissipação dos recursos públicos em assistencialismo populista, privilégios corporativos estatais, beneficialismos previdenciários insustentáveis e déficits públicos sistemáticos. Impostos extorsivos e discriminatórios. Aparelhamento e inchaço da máquina estatal. Intervencionismo, despotismo burocrático, expansionismo de crédito sem lastro, chinelagem administrativa, falcatruas contábeis, corrupção institucionalizada e degradação sociocultural generalizada. Este modelo petista verte do padrão de estado e governo esquerdistas mundo a fora: concentração de poder e riqueza nas mãos dos agentes do estado, opressão das liberdades individuais, avassalamento da iniciativa privada e obstinação em burlar por decreto a realidade, a natureza humana, leis inexoráveis da economia e princípios elementares da boa administração pública. Sempre em nome de “justiça social”, inclusão, etc.


A proposta de aumento de impostos mostrou que o atual governo, em vez de enfrentar tudo isso, pretende manter a estrutura. Não apenas por ser muito mais fácil achacar impostos dos contribuintes vassalos que enfrentar as corporações estatais, onde se encontram os verdadeiros donos do poder, mas também porque o governo Sartori, predominantemente esquerdista da cúpula à base, não concebe formas de governar ou modelos de estado fora do padrão esquerdista. A passividade dos contribuintes ante mais um achaque estatal mostrou que a população, perdida entre a alienação e o esquerdismo consciente ou inconsciente, tampouco consegue imaginar um outro estado possível.


Desalojar o PT do governo e manter o jeito petista de governar é mudar para que as coisas fiquem como estão. É como tomar uma fortaleza, trocar os uniformes dos combatentes inimigos e mantê-los no comando. O PT é apenas a organização intelectual-político-criminosa que viabilizou a ascensão da esquerda neocomunista ao poder oficial, servindo como uniforme de camuflagem. Um uniforme cheio de simbolismo, mas que pode ser descartado de acordo com a conveniência. O que importa para ideólogos e agentes esquerdistas é comandar, independente do uniforme. Na verdade, em algumas situações é mesmo muito melhor comandar usando uniformes dos adversários. O próprio Lula teria admitido isso, ao avaliar que “do jeito que as coisas estão, seria melhor que o Aécio tivesse ganhado a eleição”.


A grande maioria da população do “estado mais politizado do país” (risos), incluindo intelectuais, jornalistas e doutos formadores de opinião, não consegue perceber sequer as táticas ostensivas do PT, muito menos as estratégias mais ardilosas do jogo político no qual é manobrada.


Como não sou intelectual, jornalista ou douto formador de opinião, na última eleição cheguei à conclusão de que ainda não era o melhor momento para tirar o PT do comando dos executivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.... A bomba-relógio que petistas e aliados fabricaram sem desarmador, estava prestes a explodir e precisava explodir nas mãos deles próprios. Eles precisavam colher o que semearam. Além do mais, nem Sartori nem Aécio pareciam ter intenção ou força para promover as reformas estruturais que o Rio Grande do Sul e o Brasil necessitam. Aécio, pelo menos demonstrara coragem nos debates com Dilma, mas Sartori fora de uma covardia repulsiva diante de Tarso Genro e era óbvio que se não tivera coragem nem para contra-atacar um vigarista político que arruinara o Rio Grande do Sul, muito menos teria para atacar os problemas estruturais do estado. Concluí então que, nesse contexto, seria melhor manter o PT nos governos estadual e federal, mas aumentar as bancadas de oposição nos legislativos.


Bastaram alguns meses de reeleição do PT no governo federal e de substituição no governo do Rio Grande do Sul, para comprovar isso. Enquanto no resto do Brasil a população desiludida se voltou contra Dilma, Lula e o PT, aqui no “politizadíssimo” (mais risos) Rio Grande do Sul, em meio à ruina financeiro-administrativa deixada pelo governo petista, à fúria de corporações estatais diante da possibilidade de precisarem se adequar a um limite de espoliação tributária e à perplexidade passiva dos contribuintes vassalos, eis que o governo eleito para rechaçar o PT, apresentou mais do mesmo como única saída para a ruína causada pelo PT.... Mais jeito petista de governar!


Pior que o achaque tributário proposto como única alternativa, foi a mensagem passada de que não existe outra forma de governar, que é impossível mudar a estrutura estatal vigente e que não existe outro modelo de estado a estabelecer. Pior que a mensagem passada pelo governo Sartori, foi a conivência generalizada no jornalismo formador de opinião da grande mídia, que se encarregou de ocultar da população a alternativa de mudar a estrutura estatal parasita, incompetente, corrupta e opressora que aí está.


No jornalismo independente, praticado apenas na Internet, se destacaram os combativos jornalistas Gilberto Simões Pires, Políbio Braga e Vitor Vieira, que através de seus blogs, ousaram posicionar-se contra o aumento de impostos e esclarecer a respeito da necessidade de reformas estruturais no estado. Vitor Vieira chegou a publicar uma lista detalhada com 29 medidas concretas (privatizações, extinções de privilégios corporativos, etc.) que proporcionariam saneamento financeiro, aumento de arrecadação e eficiência sem aumentar impostos.


Embora tudo indicasse que o achaque seria aprovado na Assembleia Legislativa, eu e uns poucos amigos resolvemos fazer um protesto público, por mais inócuo e quixotesco que fosse. Como adversidade adicional tínhamos o contexto de vivermos em uma decadente cidade do interior do Rio Grande do Sul, que de tão politizada é governada pelo PT há 15 anos e onde a mentalidade é tão avançada que, entre outras peculiaridades, foi proibido asfaltar avenidas ainda pavimentadas com pedra lascada irregular, construir edifícios com mais de cinco andares e abrir supermercados aos domingos.


Realizamos nosso protesto com a satisfação de quem se afasta da enganosa zona de conforto onde se mantém a massa submissa e a sensação de quem combate um incêndio florestal jogando baldes de água. Num domingo à tarde, nos dirigimos aos prédios das secretarias de fazenda estadual e municipal, com faixas e cartazes. Distribuímos um manifesto e um panfleto com uma relação de medidas que deveriam ser tomadas para sanear as finanças estaduais, sem aumento de impostos. Nos cartazes, que foram afixados nas fachadas dos órgãos arrecadadores estadual e municipal, mensagens claras como: “Em vez de aumentar impostos diminuam privilégios no setor público“, “em vez de aumentar impostos diminuam a corrupção”, “em vez de aumentar impostos diminuam o estado”, “o maior explorador do povo é o estado”, “Aumentar impostos é o jeito petista de governar”, “parasitas estatais, chega de achacar os contribuintes”, etc.


Entre demonstrações de alienação predominante, tímidas simpatias e alguns apoios por parte da população achacada, quem mais parece ter entendido nossa mensagem foram os agentes estatais que, pelo que se soube, lepidamente removeram os cartazes no início do expediente na manhã seguinte.


Dias depois, como previsto, o governo Sartori conseguiu aprovar seu aumento de impostos, para manter o modelo de estado parasita, ineficiente, corrupto e opressor, padrão esquerdista. De quebra, Sartori e aliados ainda proporcionaram palco para a esquerdalha se apresentar cinicamente contra o aumento de impostos e como “alternativa” a si própria. Enquanto entre a população decepcionada ganharam força as opiniões de que “não tem jeito”, “políticos são todos iguais, “isso nunca vai mudar”, e “não há o que fazer”.


A experiência de falsa mudança no Rio Grande do Sul serve de alerta para o resto do Brasil: Não adianta tirar Lula, Dilma e o PT do governo, se os sucessores derem continuidade ao jeito petista de governar. O governo petista e seu modelo estatal precisam cair juntos. O governo já está desmoronando, mas sua estrutura estatal ainda se escora em interesses de beneficiários privilegiados e apaniguados, na passividade comodista e sobretudo na falta de entendimento da população.


Se por um lado, nunca antes tantos brasileiros identificaram o PT como uma organização político-criminosa da qual precisam se livrar, por outro, poucos percebem que por trás dessa organização político-criminosa há uma ideologia, centrada em um modelo de estado em uma forma de governar, que está para o PT assim como um combatente está para um uniforme e é ela que precisa ser combatida, independente do uniforme que use.


Antes de defenestrar Dilma, Lula e o PT, ainda há trabalho a fazer... É preciso esclarecer à população que quem está arruinando o Brasil não são apenas Dilma, Lula, o PT e os petralhas, mas sobretudo uma visão socioeconômica radicalmente tacanha, um modelo de estado opressor e uma forma de governar canalha, que podemos chamar de mentalidade esquerdalha.


“Fora Tarso” e “fora PT”, não bastaram no Rio Grande do Sul. “Fora Lula”, “fora Dilma” e “fora PT” não bastam para o Brasil.

sábado, setembro 19, 2015

Os muros do Oriente Médio e do Norte da África que ‘’ninguém’’ conhece.












por Blog da Conib



Israel é o único país no mundo que tem sido condenado por construir uma barreira de segurança para proteger seus cidadãos. Enquanto isso, vários outros países, muitos deles no Oriente Médio e Norte da África, constroem barreiras para se proteger de imigrantes ilegais, terroristas e inimigos. E ninguém dá bola...

Israel começou a construir a barreira de segurança na fronteira com a Cisjordânia somente em 2003 (o Estado judeu foi fundado em 1948), depois que mais de 700 israelenses foram mortos em ataques terroristas a partir do início da Segunda Intifada, em setembro de 2000. Até dezembro de 2005, 1.100 israelenses foram mortos. Após a construção, o número de ataques e mortes dentro de Israel originários da Cisjordânia foi reduzido a quase zero (veja estatísticas abaixo). 

Já a Arábia Saudita construiu uma barreira de mais de 100 km ao longo da fronteira com o Iêmen, para deter o contrabando de armas, e uma cerca de 800 km ao longo de sua fronteira com o Iraque, para se proteger dos terroristas do Estado Islâmico. 

Para não ficar atrás, a Turquia construíu uma barreira na fronteira com a Síria, em área que os sírios reivindicam como sua. Em 2015, os turcos resolveram fortalecer ainda mais sua proteção na fronteira com a Síria, após um atentado suicida, com a construção de um muro de 800 km.

A Tunísia, que não é boba, começou a construir um muro na fronteira com a Líbia, para tentar controlar o contrabando e a infiltração de jihadistas, após o massacre que matou há poucos meses 38 turistas estrangeiros, cuja autoria foi assumida por terroristas do Estado Islâmico.

Até mesmo o Estado Islâmico constrói barreiras para defender seu território no Iraque e impedir as pessoas de escaparem do seu jugo.

Três décadas antes de tudo isso, o Marrocos construiu o maior e mais antigo muro, com 2.700 km de extensão, para separar as zonas do Saara Ocidental controladas por ele e pela frente separatista Polisário, em conflito de mais de 30 anos que deixou cerca de 100 mil refugiados. Em 2014, o país mostrou que muro é com ele mesmo e começou a construção de um novo, ao longo de sua fronteira com a Argélia.

Isso sem falar no muro "vovô" construído no longínquo ano de 1974, para separar gregos e turcos na ilha de Chipre.

No entanto, apenas a barreira de segurança de Israel tem sido alvo de condenação da ONU. Pode, Ban Ki-moon?






Trecho da barreira entre Arábia Saudita e Iraque. Foto: iraqidinarchat.net.

Localização do muro Arábia Saudita-Iraque. Imagem:freerepublic.



Localização do muro construído por Marrocos. Imagem: sandanddust.



Fronteiras políticas na região do muro de 2.700 km construído por Marrocos. Imagem: haamnews.



Muro separa Tunísia e Líbia. Foto: gatewaypundit.

Mapa político da região do muro Tunísia-Líbia. Imagem: Daily Mail.







Imagem do muro de 800 km entre Turquia e Síria, em construção. Reprodução/CCTV.





Marrocos constrói muro na fronteira com a Argélia. Foto:worldbulletin.



Número de mortos em atentados terroristas em Israel. Em 2006, 362 km da barreira de segurança já haviam sido construídos. Fonte: MFA.
















Fonte: Blog da Confederação Israelita do Brasil -http://www.conib.org.br/blog

domingo, julho 05, 2015

Educação domiciliar, casamento gay, liberais ateus e outras notas.










Por Alexandre Magno Fernandes Moreira



Dias atrás um amigo brincou, dizendo: "do jeito que as coisas estão indo, o STF vai acabar considerando obrigatória a educação domiciliar!" Na hora, achei engraçado o otimismo dele, mas depois me lembrei que na verdade a educação domiciliar já é obrigatória. Quando a Constituição declara que a educação é um dever da família, está obrigando os pais a educarem seus filhos em casa. A educação domiciliar, portanto, não é um direito dos pais, mas um dever que deve ser cumprido por eles, sem possibilidade alguma de delegação.


O que está em discussão agora no STF é se um dos componentes da educação, a instrução, pode ser dada exclusivamente em casa ou se requer a frequência a uma escola. Nós estamos preparados para demonstrar não apenas que os pais têm autonomia para decidir sobre isso como também em regra têm condições adequadas para instruir os filhos em casa.

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Está confirmado para a Global Homeschool Convention (Rio de Janeiro, março de 2016) Sugata Mitra, uma das maiores autoridades mundiais em inovação educacional. Vale a pena conferir sua fantástica palestra no TED:






O pessoal "mais esclarecido" adora propagar a existência de uma equação que seria mais ou menos assim: "mais escolas é igual a menos presídios". Em outras palavras, quanto maior o acesso à educação formal, menor a criminalidade. O curioso é que no Brasil tem acontecido o fenômeno inverso: há pelo menos três décadas, o aumento da criminalidade está ocorrendo de forma concomitante com o aumento do acesso à educação formal, e ambos de forma bem expressiva. Quem tiver paciência, pode conferir, por exemplo, a evolução do número de homicídios conjugada com o número de estudantes universitários; nas duas situações, os números foram multiplicados por várias vezes nas últimas décadas. Em estatística, isso pode significar duas coisas: a) não há relação nenhuma entre essas duas variáveis; ou b) o aumento de uma contribui, ou é até mesmo determinante, para o aumento da outra. Neste ponto, sou obrigado a fazer uma pergunta incômoda: e se a verdadeira equação for "mais escolas é igual a mais presídios"? Em outros termos, e se o aumento do acesso à escola estiver de algum modo contribuindo para o aumento da criminalidade?

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Não acredito no discurso do pragmatismo. Seres humanos são profundamente emocionais e simbólicos, e apenas raramente agem tendo em vista um resultado futuro favorável. Então, quase sempre em que alguém usa um raciocínio consequencialista, fico me indagando qual é a sua real motivação.

Isso me veio à mente quando assisti o entusiasmo dos deputados de esquerda com a rejeição da emenda constitucional que previa a redução da maioridade penal para 16 anos (apenas para crimes hediondos). Afora alguns que têm um interesse concreto no aumento da criminalidade, todos estavam agindo para defender sua visão de mundo, essencial à sua identidade como seres humanos. O esquerdista típico acredita na bondade inata das pessoas, que seriam corrompidas pela "sociedade" (sim, isso é Rousseau!), mais exatamente por não ter tido oportunidades suficientes nessa sociedade.

É inconcebível para a esquerda a existência do mal. Tudo seria resolvido por mais oportunidades econômicas e mais educação. É mais ou menos assim: o sujeito mata e estupra porque é pobre (já perceberam o preconceito contra os pobres?) e porque não estudou suficientemente Geografia, Química e Matemática. Faz sentido pra você?

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É difícil imaginar um sujeito mais esquizofrênico do que o militante liberal e ateu. Ele realmente acredita na utopia de um mundo sem religião e com Estado mínimo. Para essa pessoa, além de sugerir um bom psiquiatra, não custa nada lembrar que, ao menos no mundo ocidental, a principal força contra a expansão do poder estatal é a religião, essencialmente as várias denominações cristãs. Aliás considerando que quase toda caridade privada é feita por meio de organizações religiosas, se estas deixarem de existir, qual entidade você acha que vai assumir esse espaço?

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Boa parte das pessoas se casa e tem filhos principalmente por status. Constituir família seria um atestado de que a pessoa tornou-se madura, ultrapassou os desvarios da juventude. A pressão implícita dos amigos tem papel fundamental nessa decisão (quando quase todos os amigos se casaram, você sente que "o cerco está se fechando"). A partir de certa idade, pega mal não estar casado ou não ter filhos. O resultado dessa busca por status são casamentos que nunca deveriam ter acontecido, pois um ou mesmo os dois cônjuges não têm nenhuma vocação matrimonial e assim apenas conseguem criar um inferno para si mesmos. Da mesma forma, filhos são muitas vezes gerados apenas para que seus genitores possam se declarar "pai e mãe" perante seus pares; obviamente, gerar é muito mais fácil que educar, o que leva ao conhecido fenômeno da "terceirização dos filhos".

Permitam-me perguntar: como seria se o casamento e a criação de filhos não gerassem absolutamente nenhum status, nenhuma nova forma de respeitabilidade?

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Nessas discussões coloridas e acaloradas sobre a decisão da Suprema Corte americana, acho que dois fatores importantes estão passando despercebidos.

Em primeiro lugar, tanto nos EUA quanto aqui, a Constituição não prevê o direito ao casamento gay. Em ambos os países, as cortes supremas fingiram interpretar a Constituição quando na verdade apenas expressaram a ideologia da maioria de seus membros (no caso do STF, de todos os seus membros). Isso deveria deixar de cabelo em pé todas as pessoas que atuam na área jurídica, independente da sua opinião sobre o assunto. Pelo visto, não provocou comoção nenhuma. Bem, tanto aqui como lá, o desprezo pela Constituição vem travestido como interpretação desta. Nunca se sabe o que virá a seguir...

Em segundo lugar, parece que esqueceram de alguém nessa equação: as crianças, que, nos termos da Constituição, devem ter "prioridade absoluta". Alguém por acaso já ouviu falar em um estudo empírico sobre menores criados por casais gays? Pois é, nem eu! Quer dizer que criaram uma nova instituição jurídica sem saber qual o efeito que terá sobre os membros mais frágeis da sociedade? Vale lembrar o óbvio: reconhecer a existência jurídica do casamento homossexual significa necessariamente reconhecer o direito de os cônjuges adotarem. E o direito dos futuros adotandos? Ninguém está preocupado com isso?

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O conservadorismo em uma frase: "a realidade existe" (você é livre para ir contra ela, mas terá que arcar com as consequências). O esquerdismo em uma frase: "tudo são opiniões" ("e nós queremos impôr nossas opiniões a vocês ").

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Há uma gigantesca diferença entre ser vítima e fazer o papel de vítima. Todos nós já fomos vítimas de injustiças incontáveis vezes. Desde um chefe que indevidamente não reconheceu o trabalho do subordinado até a pessoa que brigou com o cônjuge apenas para descontar em alguém a sua frustração com a vida, não faltam situações em que somos injustamente prejudicados. A grande questão é como reagir aos infortúnios inevitáveis da vida.

De modo bastante simples, a pessoa pode agir ou reclamar. Ao agir, os reveses são reconhecidos como oportunidades de crescimento, amadurecimento e aprendizado. Não se perde tempo buscando culpados: ou se busca uma solução ou se releva o infortúnio como algo irrelevante. Essa é atitude de uma pessoa emocionante adulta.

Por outro lado, quem apenas reclama escolhe o papel de vítima. Ele decidiu jogar toda a responsabilidade por sua vida nas costas alheias. "O mundo é injusto e eu nunca sou responsável pelas coisas ruins que me acontecem" é o lema de sua vida. E com muita facilidade racionalizam esse sentimento. Sempre encontram bons argumentos. São os adolescentes emocionais, mesmo que há muito já tenham passado dos 18 anos.

Todos são livres para escolher uma ou outra atitude. Porém, ao escolher o papel de vítima, as pessoas abrem mão da maior dádiva que o ser humano tem: a de definir seu próprio destino.

*

É muito fácil descobrir se uma pessoa é feliz ou não: basta pedir que ela fique totalmente parada, sem fazer nada, por, digamos, cinco minutos. Se ao final desse período, ela se sentir ansiosa para fazer algo, qualquer coisa mesmo, a infelicidade predomina. Se, ao contrário, ela se sentir bem consigo mesma, sem angústia ou ansiedade, estamos diante de uma pessoa feliz. A verdadeira felicidade é isso: saber que o simples fato de você existir já é o suficiente para sentir-se bem.


Alexandre Magno Fernandes Moreira é advogado.

quinta-feira, julho 02, 2015

Favorável à taxação de grandes fortunas? Não seja trouxa!.







Favorável à taxação de grandes fortunas? Não seja trouxa!.

por David Amato





Então você é a favor da taxação de grandes fortunas? Você por acaso já ouviu falar sobre o Massacre de Ludlow? Não? Então vamos voltar no tempo e entender que diabos o massacre tem a ver com a taxação de grandes fortunas.

Em 20 de abril de 1914, no Colorado, mais precisamente no que hoje é a cidade fantasma de Ludlow, que fica no Condado de Las Animas, nos EUA, a Guarda Nacional massacrou dezenas de mineiros a mando do proprietário das minas, John D. Rockefeller, Jr..

Entre os mortos estavam mulheres e crianças, algumas mortas por asfixia e incineração, uma vez que os lacaios da Combustíveis e Ferro Colorado, também propriedade de John D. Rockefeller, Jr., atacaram os mineiros juntamente com a já citada Guarda Nacional.

A reputação de John e seu clã foram seriamente manchadas com o episódio, e o resgate da imagem mediante a opinião pública só se deu com muitas décadas de enormes somas de dinheiro doado à "filantropia".


A filantropia é um grande negócio nos EUA: uma vez que parte da sua fortuna seja prometida à filantropia, você adere a um programa chamado Lifetime Legacies. Nele, as deduções de imposto da fortuna, que pode ser gerenciada/especulada até o fim da sua vida, são muito atrativas.

Dessa maneira, as doações feitas a fundações e universidades pela elite metacapitalista, que já transcendeu o esquema financeiro e não quer mais estar sujeita as oscilações e concorrências do mesmo, passa a moldar o cenário político e cultural.

São essas mesmas elites intocáveis que inoculam a palhaçada de taxação de grandes fortunas, uma vez que as fortunas confiscadas não serão as delas. Ou você conhece algum político capaz de peitar e amealhar dinheiro dos Rockefellers, Rothschilds, Warburgs, Morgans, Schiffs e turma? Nem a pau.

Fora isso, a camada mais baixa de bilionários e milionários faz como fez na França: arruma as malas e vai embora. A conta da fuga de capital estrangeiro e investimento fica para o povo babão pagar.

Se tudo isso parece absurdo, consulte o livro The New Leviathan, de David Horowitz, onde há diversas provas documentais de como a esquerda retributiva e sua agenda revanchista recebe doações bilionárias, pois acabam sugando as preciosas moedinhas dos elos mais fracos e depositando no cofre da verdadeira elite mundial.

Mas não é sequer preciso adquirir o livro: aí estão os Fóruns Social Mundial e Econômico, fundados e custeados pela elite metacapitalista, que zomba do intelecto alheio quando entrega para a militância pelega e descerebrada pautas como "a crise do capitalismo". O capitalismo vai muito bem, obrigado, e graças a ele você pode esquerdar loucamente nos respectivos fóruns.

Então, em vez de ficar entoando o mantra de "um outro mundo é possível", tire alguma lição com o Tio Patinhas e saia desse barco furado, afinal, tempo é dinheiro

domingo, junho 14, 2015

Menos direitos, por favor.










Menos direitos, por favor.por Colombo Mendes







Nas eleições passadas e nos discursos políticos de sempre, “direito” foi e é uma das palavras mais utilizadas por políticos em seus discursos. A estratégia é eficaz, pois nós, eleitores e cidadãos em geral, somos especialmente simpáticos à ideia de receber. Oferecer algo, contudo, é um pouco mais difícil – a não ser que usemos verbas públicas e façamos o “bem” com dinheiro alheio.

Nestes primeiros meses de novos mandatos, já vemos ações que visam à reeleição em 2018. Governantes e legisladores seguirão prometendo e, de fato, até distribuindo privilégios travestidos de direitos, por puro eleitoralismo, em um projeto egoísta de acúmulo de poder econômico. Todavia, há quem proceda de forma muito mais periculosa, dentro de um projeto de poder político mais amplo. Falo de quem promete e distribui benesses em nome de ideologias – e a humanidade sabe (sobretudo os milhões de russos, ucranianos, chineses, cubanos, alemães etc.) o potencial de devastação das abstrações ideológicas. 
Seguindo a máxima do “dividir para conquistar” (atribuída ora a Júlio César, ora a Napoleão), políticos populistas e demagogos prometem vantagens a determinados grupos (normalmente, organizados e queixosos) e deixam outros grupos insatisfeitos. Com a divisão consolidada e o caos instalado, apresentam-se, então, como arautos da sensatez, dispostos a mediar as tensões, oferecendo colheradas de bondade a gregos e a troianos.

O rol dos supostos direitos prometidos é vasto, em quantidade e irresponsabilidade, pois ignora-se que cada direito traz consigo uma proporcional carga de deveres e entra em conflito com outros direitos. Trabalhemos com um exemplo prático: se estudantes não pagarem passagens no transporte público, como defenderam alguns candidatos, o serviço acabará sendo pago pelos trabalhadores que utilizam os coletivos e pelos empresários que subsidiam vale-transporte a seus funcionários. Além disso, a concorrência fugirá do processo e a qualidade do serviço, então monopolizado pelo Estado, tenderá à queda. Ou seja, direitos para uns, deveres para outros, com a tensão social devidamente estabelecida, levando todos à solicitação da mediação estatal.

Outro exemplo: organizações não governamentais pressionam autoridades para que deem proteção especial a homossexuais. Não deixa de ser um pedido justo, mas esse zelo deve ser estendido a todos os outros brasileiros, vítimas de mais de 50 mil assassinatos e de milhões de assaltos, sequestros, estupros e outras violências por ano. Por fim, cito a questão das cotas raciais em vestibulares. Ora, privilegiar vestibulandos em função de sua cor de pele, pressupondo que estão menos capacitados para uma disputa meritocrática, é diferenciação racial; logo, é racismo. Aliás, é racismo de mão-dupla: contra o negro, por pressupor que ele precisa de uma vantagem competitiva; e contra o não negro, por prejudicá-lo na disputa. Novamente, são agraciados estes e depreciados aqueles – e quem possibilita essa tensão é quem detém o remédio.

Não, não tenho absolutamente nada contra os indivíduos que compõem as [supostas] minorias citadas ou tangenciadas nesses exemplos. O problema é tão somente o ativismo oportunista, que caça vantagens a determinados grupos em função de preferências que deveriam limitar-se à vida íntima das pessoas (no caso das “minorias sexuais” [sic], por exemplo) e de características físicas e naturais que não determinam nada per se (como a cor da pele ou o sexo do indivíduo). Apenas para ilustrar o quão artificiais são essas tensões: a quem alega que cotas são uma política de reparação histórica inegociável, vale lembrar que eram negros os líderes de tribos africanas que capturavam seus conterrâneos e os vendiam aos europeus e que eram brancos os europeus escravizados – oito séculos antes da escravidão nas Américas – por hordas islâmicas, repletas de negros do Norte da África.

A verdade é que supostas reparações e correções artificiais de aparentes injustiças servem apenas a tensionar a população, a colocar-nos uns contra os outros, a dividir para conquistar, enfim. A atual sanha por privilégios só faz aumentar as tensões sociais, opondo-nos em raças, gêneros, classes etc.; mas geram dividendos eleitorais, enriquecem e cobrem de poderes os pretensos benfeitores. São essas situações claros indícios de por que o Brasil atravessa tamanha crise ética e moral. Quando cada um coloca os direitos de sua preferência à frente do bem comum, o resultado é a guerra de todos contra todos.


Publicado na revista Voto.

sexta-feira, junho 12, 2015

O que é visto e o que não é visto no controle de armas.





por Sheldon Richman




O número abominável de assassinatos por todo o país tem, previsivelmente, renovado o apelo pelo maior controle de armas. Defensores do banimento de armas caem na falácia clássica que é usualmente associada às políticas econômicas. Mas isto se aplica completamente a todas as políticas governamentais, incluindo controle de armas.

No século XIX, o economista francês Frederic Bastiat, explicou que para que compreendamos as consequências de uma política devemos considerar tanto o que é visto como o que não é visto. Esta foi também a lição ensinada por Henry Hazlitt, discípulo intelectual de Bastiat, em seu famoso livro “Economia numa única lição”. Hazlitt identificou a “persistente tendência dos homens em ver apenas os efeitos imediatos de uma dada política ou apenas seus efeitos num grupo em particular, e a negligenciar a pesquisa de que os efeitos de longo prazo daquela política atingirão não apenas aquele grupo em particular, mas todos os grupos. Esta é a falácia de omitir as consequências secundárias”.

O famoso caso de negligenciar o que não é visto, é claro, é o caso da vidraça quebrada (de Bastiat). Os observadores estão propensos a notar que o vidraceiro obterá novas receitas. Não atentam em que se a vidraça não tivesse sido quebrada, o proprietário da vidraça poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação ao invés de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.

Se você pensa que esta é uma falácia que ocorre raramente, apenas leia os jornais após o próximo furacão, terremoto ou desastre natural. Certamente alguém enunciará o bordão: projetos de reconstrução.

Se observamos apenas as consequências óbvias imediatas, avaliaremos mal e incorretamente as circunstâncias e qualquer política daí resultante será ruim. Este é o problema com o controle de armas.

O não visto na venda de armas
Os defensores do banimento de armas reagem à notícia de um tiroteio dizendo que se o assaltante/assassino não tivesse tido acesso a armas de fogo aquele tiroteio não teria ocorrido. É claro, isto é verdade: o tiro requer uma arma. Mas isto prova muito menos do que pensam os controladores. Isto não significa que se o assassino não tivesse sido capaz de obter uma arma legalmente ele não a obteria de algum outro modo. Defensores do controle de armas, (Brady Law, nos EUA) algo que requer um período de espera e verificação de antecedentes para os compradores de armas, exultam que dezenas de milhares de pessoas tenham tido seus pedidos de porte de armas recusados. A maioria, com certeza, não eram criminosos violentos. Mas este não é o fim da estória. Um bandido que teve sua aquisição de armas negado desistirá tão facilmente? Ou ele está apto a recorrer ao mercado negro para adquirir uma arma? Ou pior, ele não pode assaltar uma loja de armas ou a casa de alguém para roubar uma arma?

O controle de armas dá as costas a este simples fato: pessoas que usam armas para infringir a lei, infringirão a lei para obter armas.

Os controladores veem a diminuição da venda de armas. Eles não veem, e consequentemente não levam em consideração, os meios alternativos para aquisição de armas.

As vítimas não vistas
A falha em considerar o não visto não para aqui. Após cada assassinato, ouvimos a enumeração de estatísticas de quantas pessoas são assassinadas por armas de fogo a cada ano. A implicação é que sem armas a taxa de assassinatos diminuiria. Somos lembrados também de como muitos acidentes com armas ocorrem (a taxa de acidentes com armas, entretanto, tem caído), e somos levados a acreditar que se a posse legal de armas fosse restringida severamente menos pessoas morreriam a cada ano por disparos. Não é verdade.

Para ser claro, algumas pessoas que foram mortas poderiam estar vivas hoje. Mas algumas que não foram mortas, teriam sido. Como assim? Isto pode surpreender, por não ter nenhuma publicidade, mas pessoas usam armas defensivamente (quase sempre sem dispará-las) dois milhões e meio de vezes a cada ano. Como aponta John Lott, da Escola de Direito da Universidade de Chicago, este número inclui os incidentes em que massacres são prevenidos ou reduzidos e nos quais mães impedem roubos quando suas crianças estão em seus carros.

Em um artigo para o The American Enterprise, Lott escreveu: “Na superfície, os tiroteios em escolas parecem um forte argumento para restrição da posse privada de armas. Mas a verdade é que armas manejadas por cidadãos têm salvo vidas em tais incidentes, incluindo alguns recentes”. Ele nos lembra o tiroteio ocorrido recentemente numa escola em Pearl, Mississipi, que poderia ter alcançado um número maior de vítimas caso um assistente não tivesse pego sua arma no carro e a utilizado para conter o agressor até que a polícia chegasse. Um caso similar ocorreu para acabar com um incidente de tiroteio em Edinboro, Pennsylvania.

As mortes que não ocorrem devido a pessoas decentes terem armas não podem ser vistas, e portanto não são introduzidas na apuração do saldo de vítimas. Se as armas forem banidas, as pessoas decentes, não os criminosos, terão perdido um método chave de uso da força para defenderem a si mesmas e a outros. Então, mais pessoas poderão morrer nas mãos de criminosos do que hoje.

Podemos demonstrar isto negativamente com um incidente real. Alguns anos atrás George Hennard Junior entrou numa cafeteria em Killeen, Texas, e abriu fogo matando 23 usuários e ferindo outros 28. Suzanne Gratia Hupp estava lanchando lá com seus pais e os viu sendo assassinados. Acontece que esta mulher usualmente carregava uma pistola em sua bolsa (o que naquela época era ilegal). Mas neste dia, temendo a revogação de uma licença ocupacional recentemente obtida, ela deixou a arma em seu carro quando ela e seus pais entraram na cafeteria. Ela está convencida de que se ela tivesse a arma consigo poderia ter parado o atirador. Seus pais, e outros, poderiam ter sido poupados. Eles podem ser contabilizados entre as vítimas do controle de armas.

Há ainda um outro tipo de “não visto” na questão do controle de armas. A maioria dos estados tem agora legalizado o porte de armas para cidadãos que satisfazem a alguns critérios. Formalmente, as autoridades locais têm ampla discrição na outorga destas permissões. Onde o porte é permitido, são os criminosos que são atormentados pelo que “não é visto”. Eles não podem saber quem tem uma arma e quem não tem. Isto cria um problema para os bandidos. As pessoas que escolhem não portar armas, não obstante, se beneficiam do fato de que outros podem portá-las. Criminosos, tipicamente, não gostam de atacar alvos perigosos. Uma vez que os criminosos não podem saber com antecedência quem está ou não portando uma arma, eles têm de assumir que qualquer um pode estar, se não a vítima em potencial, alguém próximo. Isto é um modo de criar segurança nas ruas.

Um mundo sem armas não seria um mundo mais seguro do que um mundo em que pessoas decentes tenham permissão de possuí-las. Sem armas, os bandidos maiores e mais fortes teriam vantagem sobre as vítimas menores e mais fracas. As mulheres, especialmente, sofreriam. Num mundo sem armas o “não visto” seriam as vítimas de espancamentos fatais e esfaqueados que teriam permanecido vivas se possuíssem armas de fogo com as quais pudessem se defender.


http://sheldonfreeassociation.blogspot.com.br/

Tradução: Flávio Ghetti

sábado, maio 16, 2015

Esquerda & eugenia: uma história de amor.








Esquerda & eugenia: uma história de amor.
por Tiago Cortês (*)





Além do seu racismo politicamente correto, a esquerda tem uma longa história de amor pela eugenia. Aliás, historicamente, é possível apontar alguns pensadores de esquerda como percussores do movimento eugenista na Europa e nos Estados Unidos.

Da anarquista Emma Goldman (1869-1940) até o escritor George Bernard Shaw (1865-1950), passando pelo economista John Maynard Keynes (1883-1946), a galeria de intelectuais progressistas que flertou com a eugenia é tão grande quanto notável.

Décadas antes que o Partido Nacional Socialista chegasse ao poder na Alemanha, o irlandês George Bernard Shaw – um convicto socialista Fabiano – já defendia abertamente as teses da eugenia, entre elas a eliminação de indivíduos que não fossem produtivos.

Ainda em 1910, Shaw participou da Conferência da Sociedade de Educação Eugênica – que tinha muitos progressistas como membros – e defendeu em termos pragmáticos a eliminação da parcela da população que, segundo ele, “não se encaixava na sociedade moderna”.

Naqueles tempos em que a ciência era apresentada como única salvação possível para a humanidade, a eugenia não tinha a aparência diabólica de hoje. Pelo contrário, defendê-la era como um atestado de generosidade dos humanistas de plantão.

Por isso, o fato de Shaw ter defendido o extermínio de certa parcela da população não o impediu de ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1925. Com o Nobel debaixo do braço, Shaw se tornou o intelectual mais reverenciado de sua época.

Em 1931, a convite de Stálin, o escritor humanista visitou a União Soviética. Shaw sabia que Stalin estava matando parte da população russa simplesmente lhe privando de comida. Ele foi informado de que isso era necessário para livrar a sociedade russa dos “párias”.

É desnecessário dizer que Shaw ficou encantado com a política eugenista soviética, convicto de que os engenheiros sociais construíam uma sociedade perfeita. Ele descreveu a URSS como “uma terra de esperança, um exemplo para as potências ocidentais”:

“O extermínio deve ser justificado com uma base científica e sempre ser levada a cabo de forma humana e pensado como um bem maior. Desejamos certo tipo de civilização e devemos exterminar aquelas pessoas que não se encaixam nele”.

Eugenia, aborto e racismo
A anarquista Emma Goldman combinava a defesa da eugenia com o aborto e controle de natalidade. Ela não estava sozinha: as feministas diziam o mesmo. A pioneira do aborto nos EUA, Margaret Sanger (1879-1966), o defendia como meio de esterilização social.

Ela é a fundadora da Planned Parenthood, organização voltada à promoção do aborto e do controle de natalidade. Socialista, Margaret Sanger dizia que o aborto era um método eugenista que purificaria os EUA – tal como Shaw prometia na Europa.

Na década de 1930 a Planned Parenthood iniciou o famigerado Projeto Negro. Foi um esforço colaborativo com a Liga Americana de Controle da Natalidade para eliminar o “impróprio” da população americana nativa. Por impróprios leia-se “negros-pobres-do-Sul”:

“Nós queremos exterminar a palavra negro do nosso vocabulário, mas eles [os negros] não podem ficar sabendo de nada disso”

Calcula-se que mais de um milhão de negros tenham sido abortados pela organização fundada pela humanista – era assim que ela e Shaw se autodescreviam – Margaret Sanger. Não por acaso, a socialista Sanger aceitava convites para falar às piedosas esposas de cavalheiros da Ku Klux Klan.

A bondosa Sanger queria prevenir o nascimento daqueles que considerava inferior ou impróprio. A crença eugenista, portanto, foi a base da política de controle de natalidade da Planned Parenthood e do próprio movimento feminista pró-aborto.

As almas progressistas de hoje podem se assustar com a associação entre aborto e eugenia, mas a verdade é que são causas gêmeas. A eugenia pretende impedir o nascimento de “seres inferiores” e o aborto muitas vezes é defendido como um método para tal fim.

Até hoje é possível ouvir um eco desta crença mórbida na boca daqueles que defendem o aborto enquanto política pública, ou seja, como método de esterilização social para impedir o nascimento de pobres infelizes que podem infelicitar suas comunidades.

Eugenia: uma causa progressista
No seu clássico “Tábula Rasa – a negação contemporânea da natureza humana”, o psicólogo evolucionista Steven Pinker relembra que a maioria das almas progressistas do século 20 abusava da ciência para defender a eugenia:

“Os progressistas adoravam a eugenia porque ela estava ao lado da reforma e não do status quo, do ativismo e não do laissez-faire, da responsabilidade social e não do egoísmo. Quem lhes fazia oposição eram os conservadores católicos e protestantes do Cinturão da Bíblia, que odiavam a eugenia porque a viam como uma tentativa da elite tomar o lugar de Deus”.

Pinker cita vários pensadores progressistas que eram eugenistas apaixonados: HG Wells, Theodore Rossevelt, Harold Laski, J.B.S. Haldane, Beatrice Webb, entre muitos outros.

Keynes era uma dessas almas progressistas, amante da reforma e da ciência – ou do que ele entendia por ciência.Keynes presidiu Sociedade da Eugenia de 1937 até 1944 e classificou a eugenia como “o ramo mais genuíno e importante da ciência que existe”.

A obsessão eugenista dos esquerdistas é fruto de duas características centrais do pensamento progressista: a busca utópica da perfeição e a fé desmedida na Razão. Para a alma progressista, a perfeição é possível aos homens por meio da Razão e da ciência.

Tudo é uma questão de encontrar os métodos certos. A engenharia social é a apenas a forma concreta dos dois principais dogmas progressistas: o racionalismo e o perfeccionismo. 

Os progressistas buscam uma sociedade humana perfeita e estão dispostos a usar qualquer meio – do extermínio à esterilização social – para atingir tal fim. Ontem era a eugenia, hoje é o aborto e a destruição do gênero. Quem sabe o que virá amanhã?


Fontes:

“Tábula Rasa – a negação contemporânea da Natureza Humana”, Steven Pinker, Companhia das Letras, 2002.











(*)Thiago Cortês é jornalista.
Fonte: Mídia Sem Máscara

segunda-feira, abril 22, 2013

O BRASIL NUNCA PERTENCEU AOS ÍNDIOS.






O BRASIL NUNCA PERTENCEU AOS ÍNDIOS.
por Sandra Cavalcanti (*)


Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não aguento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.


Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. 

Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil. 

Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse. 


O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas. 

Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembleias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a ideia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade. 

Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira. 

De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização. 

De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe. 

Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos. 

Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever. 

Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar. 

Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo. 

Portanto, vamos parar com essa paranoia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira. 

Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar. 

O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi. 

(*)Sandra Cavalcanti é Professora Aposentada