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quinta-feira, dezembro 27, 2018

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir







A cena de um ataque terrorista fora do assentamento de Ofra na Cisjordânia, em 9 de dezembro de 2018. (Magen David Adom)
por Bassam Tawil (*).

Três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Ninguém está insinuando que Abbas sabia que o ataque terrorista seria perpetrado. No entanto, a reação de Abbas e das autoridades de alto escalão da AP aos ataques levanta sérias dúvidas ao seu pretenso comprometimento em fazer a paz com Israel.

Horas antes do ataque à Ofra, Abbas ressaltou em um discurso perante os líderes de sua facção, Fatah, que continua comprometido com a "resistência popular pacífica" e com a diplomacia. "Não acreditamos em armas e não acreditamos em foguetes", salientou Abbas fazendo referência aos foguetes lançados pelo Hamas e por outros grupos terroristas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Este é o mesmo Abbas que, apesar de dizer se opor ao uso de armas e foguetes, não condenou o ataque terrorista no qual três israelenses foram mortos. Muito pelo contrário, tanto seus assessores como ele próprio têm condenado Israel todo santo dia pela repressão aos terroristas.

O incitamento contra Israel teve início logo após o ataque à Ofra, quando Abbas e membros da Fatah e da Autoridade Palestina começaram a condenar Israel pelo envio de soldados a Ramala em busca dos terroristas.

Em vez de condenar os assassinatos em Ofra, o Ministério da Informação de Abbas emitiu uma contundente condenação ao exército israelense por este entrar nos escritórios da agência de notícias palestina Wafa. O ministério definiu a entrada dos soldados como "ato de terrorismo" e pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel pela "agressão" aos palestinos.

Segundo a lógica do ministério de Abbas, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo" mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

O exército israelense não entrou em Ramala porque Israel quer "reocupar" a cidade e reinstalar o governo militar israelense. Tratava-se, na realidade, de uma operação limitada que durou poucas horas envolta no contexto da perseguição aos terroristas palestinos. Abbas e membros do alto escalão, no entanto, vêm empreendendo uma intensa campanha de incitamento contra Israel, espalhando mentiras e teorias conspiratórias fora de qualquer propósito.

Veja, por exemplo, o que o Secretário-Geral da OLP, Saeb Erekat, que se autodenomina como o "principal negociador palestino", tinha a dizer sobre a perseguição aos terroristas pelos agentes israelenses. Erekat, em uma bizarra declaração, afirmou que a "intrusão israelense em Ramala foi realizada com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump". Erekat também pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por seus "crimes" e que proporcione proteção internacional aos palestinos.

O que causa espécie na declaração de Erekat é que ele insinua que Israel precisava da permissão de Trump para enviar suas tropas a Ramala para capturar os terroristas que assassinaram três pessoas. É estranho também que Erekat acredita que a busca israelense para capturar terroristas é um "crime" pelo qual Israel deve ser responsabilizado na arena global.

No entanto, as declarações bizarras da AP não param por aí. Prestemos atenção na observação de Osama Qawassmeh, alto funcionário da Fatah e porta-voz, que afirmou que a operação militar israelense em Ramala foi na realidade dirigida contra o próprio Abbas. Segundo Qawassmeh, o exército israelense "invadiu" Ramala porque Abbas rejeitou o plano, ainda não divulgado, de Trump de paz para o Oriente Médio. Como se isso não bastasse, o membro da Fatah sustentou que o empenho do exército israelense de capturar os terroristas também estava ligado à oposição de Abbas a uma recente resolução dos EUA na Assembleia Geral da ONU para condenar o Hamas pelo disparo incessante de foguetes contra Israel e pelo incitamento à violência.

Essa sandice reflete a lógica distorcida de Abbas e de seus representantes em Ramala. Para eles, o verdadeiro problema não é o disparo de uma rajada de tiros e subsequente morte de uma mulher grávida e a morte de dois soldados. Longe disso, os líderes palestinos, incluindo Abbas, apontam o dedo acusador na direção de Israel pela audácia de enviar soldados para capturar terroristas palestinos e impedir outros ataques contra cidadãos israelenses. Desnecessário dizer que os soldados israelenses que entraram em Ramala em nenhum momento chegaram perto do gabinete ou da residência de Abbas e, com certeza, não tinham a menor intenção de alvejá-lo ou alvejar qualquer um de seus assessores. Na realidade, nenhum membro da Autoridade Palestina ou da Fatah foi detido nem ferido pelas tropas israelenses.

Será que esse membro da Fatah acha que o mundo lá fora é tão obtuso a ponto de acreditar que Israel colocaria em perigo a vida de seus soldados enviando-os a Ramala pelo simples fato de Abbas ter rejeitado um plano de paz que ninguém nunca viu nem sabe de seu conteúdo? Algum dos soldados que entraram em Ramala bateu na porta de Abbas e entregou-lhe uma carta dizendo que deveria aceitar o plano de Trump, (que ninguém conhece), caso contrário ele seria punido? É óbvio de não.

Abaixo mais um exemplo das mentiras e teorias de conspiração promovidas pelos assessores de Abbas nos últimos dias. Mahmoud Habbash, que ocupa o cargo de conselheiro de Abbas para assuntos religiosos, realçou, reagindo às medidas de segurança israelenses contra o terrorismo, que Israel e o Hamas estavam se enfrentando com o objetivo de "virarem a mesa" na Cisjordânia com o intuito de abrir caminho para a implementação do "acordo do século" de Trump que já despontava no horizonte.

Vale salientar também que o Hamas reconheceu publicamente que estava por trás da recente sucessão de ataques terroristas ocorridos na Cisjordânia. Mas, segundo Habbash, a repressão israelense contra o terrorismo nada mais é do que uma conspiração costurada por Israel e pelo Hamas para desgastar a Autoridade Palestina e abrir caminho para a "aprovação do acordo do século, que visa liquidar a causa palestina".

O conselheiro de Abbas, no entanto, está convencido que o mundo é tão tapado a ponto de acreditar que Israel e o Hamas estavam mancomunados por trás dos recentes ataques terroristas. Isso nada mais é do que mais um libelo de sangue de Abbas e de seu séquito contra Israel. A declaração acima não constitui somente uma mentira deslavada, trata-se também de um insulto à inteligência, parece até plágio de um programa humorístico. "Parece", quer dizer, porque esses comentários aparentemente ridículos se referem a uma série de ataques terroristas que ceifaram a vida de cidadãos israelenses. Assim sendo, as declarações devem ser levadas a sério e vistas no contexto da campanha da liderança palestina de incitação e disseminação de fake news contra Israel . É exatamente esse tipo de discurso incendiário que leva os terroristas palestinos a continuarem com os ataques contra Israel.

Em vez de culpar o Hamas pelos ataques terroristas, o gabinete de Abbas preferiu responsabilizar Israel pelo surto de violência na Cisjordânia. "O clima criado pela política de incursões recorrentes de Israel em cidades palestinas, bem como incitamento contra o presidente Abbas, desencadeou essa rodada de violência, que nós rejeitamos", ressalta uma declaração emitida pelo gabinete do presidente palestino.

Mais uma vez, a declaração mostra que Abbas considera as medidas anti-terroristas de Israel e não os ataques elaborados pelo Hamas, como causa dos protestos e da violência. A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: como esses israelenses ousam tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

Está claro que Abbas treme na base em condenar seus rivais no Hamas por desfecharem a última onda de ataques terroristas na Cisjordânia. Ele está cansado de saber que assim que condenar o disparo da rajada de tiros contra uma mulher israelense grávida, o povo se levantará e o acusará de colaborar com Israel. Mas Abbas só pode culpar a si mesmo: seu ininterrupto incitamento e mentiras lançadas contra Israel tornaram perigoso demais dizer uma palavra sequer contra os terroristas palestinos.

Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia. São os soldados israelenses, posicionados a uma pequena distância do gabinete e da residência de Abbas que o mantém são e salvo. Por mais inconveniente que seja a verdade, para Abbas e seus manipuladores em Ramala, é a verdade nua e crua






(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Original em inglês: Palestinians: Shooting a Pregnant Woman and Lying
Tradução: Joseph Skilnik

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Por que o Irã Banca Terroristas Palestinos?



por Bassam Tawil(*).



⚑     O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel." Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.


Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. A decisão se refere aos palestinos que forem mortos enquanto atacam soldados israelenses durante as manifestações que ocorrem todas as semanas, patrocinadas pelo Hamas, ao longo da fronteira entre Gaza e Israel. As manifestações começaram em março de 2018 sob o lema: "Marcha do Retorno".

Quais são as implicações da decisão iraniana? O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel". Em outras palavras, o Irã está dizendo às famílias palestinas que a melhor maneira de melhorar suas condições de vida é enviar os filhos para matarem ou ferirem judeus. Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.

A expansão da influência iraniana no Oriente Médio como um todo e na arena palestina em particular teve início durante a administração Obama, que fez vista grossa às intenções agressivas do Irã e mais tarde embarcou numa política de passar a mão na cabeça dos mulás. No governo Obama, os iranianos devem ter imaginado que tinham sinal verde para fazer o que bem entendessem. Isso é obviamente a razão deles estarem hoje presentes não só na Faixa de Gaza e no Líbano como também na Síria, Iêmen, Líbia e Iraque.

De uns tempos para cá, o Gatestone Institute expôs como o Irã tramava se apoderar da Faixa de Gaza. O artigo em questão apontou que os iranianos estavam estreitando os laços tanto com o Hamas quanto com a Jihad Islâmica para garantir que os dois grupos terroristas governassem com mão de ferro a população palestina da Faixa de Gaza.

Não há dúvida e ninguém deveria esperar outra coisa dos iranianos. Na realidade, a decisão de recompensar monetariamente as famílias dos palestinos mortos em ataques a israelenses tem tudo a ver com as políticas anti-israelenses e antissemitas dos governantes de Teerã, assim como as de outros. Os iranianos ainda bravateiam a sua decisão. Eles têm a esperança que a iniciativa fortaleça a reputação do Irã nos países árabes e islâmicos e permita que o país continue interferindo nos assuntos internos de países do Oriente Médio.

Não é por acaso que a decisão foi anunciada logo depois que o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado "moderado" pela imprensa internacional, chamou Israel de "tumor canceroso" e um "regime fake" estabelecido pelos países ocidentais com o objetivo de promover seus interesses no Oriente Médio.

As observações de Rouhani confirmam com mais força o objetivo abertamente declarado do Irã de destruir Israel
Foto: jovens palestinos em Gaza preparam fundas e estilingues para arremessarem pedras contra soldados israelenses que estão do outro lado da cerca que separa Gaza de Israel, 14 maio de 2018. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Os líderes iranianos e seus aliados palestinos têm o mérito de serem honestos e diretos com respeito às suas intenções. No começo do ano, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, chamou Israel de "cão raivoso" e disse que o mundo islâmico deveria se armar para lutar contra o Estado judeu.

No ano passado, os iranianos tornaram público a contagem regressiva digital mostrando que faltavam 8.411 dias para, segundo eles, a "destruição de Israel". A previsão baseia-se em uma declaração de Khamenei em 2015, na qual ele afirmou que não restaria "nada" de Israel até o ano 2.040.

A decisão de recompensar com dinheiro as famílias dos terroristas palestinos foi anunciada em um congresso do Fórum Mundial para a Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento, fórum estabelecido em 1990 por ordem de Khamenei com o objetivo de reconciliar as diferentes escolas e orientações islâmicas. Mohsen Araki, presidente do fórum, foi quem anunciou a medida. O Irã, salientou ele, resolveu "adotar" as famílias dos palestinos mortos na fronteira de Gaza com Israel. Quando os iranianos falam em "adotar" alguém, eles querem dizer que Teerã cuidará das famílias daqueles que têm como alvo os judeus e que lhes darão tudo que precisam, como dinheiro, assistência médica e educação.

Os representantes palestinos do Irã, Hamas e Jihad Islâmica, sem perder tempo, aplaudiram a decisão. Eles a chamaram de "passo positivo em direção à unificação dos muçulmanos". Nas palavras do líder da Jihad Islâmica, Khaled al-Batsh, "a nação islâmica não tem outra escolha a não ser a união. Esperamos que os demais árabes e muçulmanos sigam o exemplo e apoiem as manifestações e o fim do bloqueio (imposto à Faixa de Gaza)."

Os iranianos chegaram a convidar os caciques do Hamas para a conferência, sinalizando com mais ímpeto o apoio contínuo de Teerã ao grupo terrorista de Gaza, que também busca a destruição de Israel. A delegação do Hamas foi encabeçada por Mahmoud Zahar, considerado na Faixa de Gaza o "comandante em chefe" do Izaddin al-Qassam, braço armado do Hamas.

O objetivo declarado da conferência é forjar a união dos muçulmanos. Para os iranianos e suas milícias, a unidade islâmica é pré-requisito para o avanço do objetivo final de remover o "tumor cancerígeno" (Israel) da face da Terra. O Irã não mede esforços para alcançar esse objetivo.

Se não fosse pelo apoio iraniano, a organização terrorista xiita libanesa, Hisbolá, não estaria apontando dezenas de milhares de foguetes e mísseis na direção de Israel. Se não fosse pelo apoio militar e financeiro iraniano, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos terroristas não teriam condições de disparar mais de 400 projéteis contra Israel num espaço de 24 horas, como ocorreu no mês passado.

O Irã fornece os meios a qualquer um que tenha em comum os mesmos objetivos da República Islâmica de eliminar Israel. O Hisbolá vem recebendo bilhões de dólares dos iranianos a fim de se preparar para a próxima guerra contra Israel. O Hamas e a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza têm recebido assistência política, financeira e militar do Irã para levar adiante os ataques a Israel.

As ações do Irã não são dirigidas somente contra Israel, elas também são dirigidas contra os EUA. Conforme Hussein Sheikh al-Islam, autoridade do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Irã, explica: "a mais recente decisão (de recompensar monetariamente as famílias palestinas) visa apoiar os palestinos em face das conspirações americanas de eliminar a causa e os direitos dos palestinos".

Para que não paire nenhuma dúvida no ar: o Irã quer que os palestinos se explodam e também quer varrer Israel do mapa e, se pudesse também varreria os EUA do mapa, conforme sugere seu expansionismo na América do Sul.

Ao que tudo indica, há mulás no Irã que não veem a hora da previsão de Khamenei sobre a destruição de Israel em 2040 se tornar realidade. O dinheiro iraniano prometido às famílias destina-se a incentivar mais árabes e muçulmanos a mandarem seus filhos lançarem ataques com foguetes contra Israel e atirarem pedras e bombas incendiárias contra os soldados israelenses.

O destino do dinheiro não é para a construção de clínicas médicas ou escolas na Faixa de Gaza. O Irã está disposto a continuar sua luta contra Israel e os EUA até o último palestino ou árabe ou muçulmano. A bem da verdade, os mulás poderão contemplar mais árabes e muçulmanos morrerem como meio de promover a jihad contra Israel e os EUA. A questão é: será que a comunidade internacional irá permitir que esse plano continue ou será que ela vai acordar para o fato de que o Irã tem em vista muito mais do que só Israel e os EUA?


(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Fonte - instituto Gatestone (pt.gatestoneinstitute.org)
Imagem 1 - (https://honestreporting.com/urgente-ira-ataca-israel-e-midia-brasileira-vitimiza-siria/)
Original em inglês: Why Iran Funds Palestinian Terrorists
Tradução: Joseph Skilnik

sexta-feira, junho 29, 2018

Presidente da Conib responde a Gil e Azulay na Folha de S. Paulo






O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, respondeu ao segundo artigo escrito por Gilberto Gil e Tob Azulay, publicado no último dia 21 de junho. Leia abaixo a resposta na íntegra. 

“Nós não somos fundamentalistas” 

Gilberto Gil e Jom Tob Azulay voltaram a escrever nesta Folha de S.Paulo ("Israel, entre o sagrado e o profano", 21/6) sobre o conflito árabe-israelense. Desta vez, no entanto, não só para acusar Israel de forma injusta. Em seu segundo artigo, a dupla prefere atacar a mim e a "meus seguidores" (?). E, em vez de argumentarem, tentam deslegitimar quem pensa de forma diferente, agora com atribuições infundadas. Além de me atacarem por coisas que não disse — sugerem que acusei a União Europeia de antissemitismo, quando em meu texto ("Para além do maniqueísmo", 10/6) nem mesmo consta a palavra Europa—, acusam-me (e a meus supostos seguidores) de ser o que não sou: "São fundamentalistas, creem que Israel deve sua existência a um desígnio de Deus, conforme inscrito na Bíblia”. 

Novamente, não há nenhuma menção a divindade ou textos religiosos em meu artigo. Eles ainda me acusam de usar tática dissimuladora, comparando essa imaginada dissimulação aos americanos que votaram em Donald Trump. Tentar colar Trump em quem diverge já faz parte do repertório mais recente de ofensas. 

Já meu objetivo não é atacar Azulay e Gil. É defender posições e argumentar com fatos diante da constatação de que os dois acabam por apoiar, talvez involuntariamente, aqueles que buscam deslegitimar Israel perante o mundo. Criticar governos de turno de Israel, como israelenses e judeus fazem habitualmente, é direito de todos que buscam um governo melhor ou com o qual se identifiquem. Já quando a crítica passa ao patamar da demonização de um país —e da ideia que ele representa—, estamos diante do velho antissemitismo, agora reciclado pelo mais palatável antissionismo. 

Seria muito bom se a ONU pudesse atuar como parte da solução de todos os conflitos do Oriente Médio. É dentro da moldura das organizações internacionais que a solução pacífica de conflitos tem seu locus natural. Mas, examinando sua atuação nas últimas décadas, o equilíbrio tem sido escasso. 

Como explicar que Israel, democracia vibrante, tenha sido objeto de praticamente a metade das condenações do seu Conselho de Direitos Humanos e o país com maior número de condenações na Assembleia Geral? E, ainda, que a Unesco venha decidindo que o povo judeu não tem laços históricos com Jerusalém? 

Desde a infame resolução de 1975 igualando o sionismo ao racismo, só revogada em 1991, a ONU vem perdendo legitimidade para atuar como terceiro isento, ou um "honest broker". O próprio ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon disse: "Décadas de manobras políticas (na ONU) criaram um volume desproporcional de resoluções, relatórios e conferências criticando Israel. Em muitos casos, em vez de ajudarem os palestinos, essa situação comprometeu a capacidade da ONU de cumprir seu papel de forma efetiva". 

Quanto à Europa, berço do antissemitismo mais letal, ela vem se tornando novamente terra de risco para as comunidades judaicas. O triângulo formado por extrema direita, extrema esquerda e islamismo extremista, impulsionado pelo antissionismo, fez explodir os ataques antissemitas. Andar pelas ruas europeias exibindo símbolos judaicos tornou-se atividade de alto risco pessoal. 

Ver um artista da sensibilidade e grandeza de Gil atacar Israel de forma unilateral e desinformada entristece. Em seu segundo artigo, mais uma vez, não há crítica aos ataques terroristas contra civis israelenses ou à recusa em se aceitar a existência de Israel como Estado soberano. 

Termino chamando Gil e Azulay para uma conversa amistosa e franca, sem preconceitos, para que possamos debater com abertura e sobriedade a situação de Israel e de seus vizinhos. Não, nós não somos fundamentalistas.”

segunda-feira, junho 25, 2018

Palestinos: Gays Aqui Não Têm Vez







Parada do Orgulho Gay 8 de junho de 2018 em Tel Aviv, Israel.


por Khaled Abu Toameh(*).

Em 8 de junho cerca de 250 mil pessoas participaram da Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv. Turistas de todo o mundo vieram a Israel para assistir e participar do evento. O tema do evento deste ano foi "A Comunidade Faz História", uma referência à comunidade LGBT de Israel.

Nesse ínterim, enquanto os israelenses estavam festejando a tolerância nas ruas de Tel Aviv, seus vizinhos palestinos estavam ocupados fazendo exatamente o contrário: eles estavam exigindo que os responsáveis por produzir programas humorísticos para a televisão sobre gays na Faixa de Gaza fossem demitidos.

O polêmico programa, chamado "Fora de Foco", suscitou duras condenações dos palestinos, que agora pedem a punição dos responsáveis por "insultarem os valores árabes e islâmicos".

Na sociedade palestina e árabe, a homossexualidade é duramente rechaçada e estigmatizada. A homossexualidade é ilegal sob o domínio do Hamas na Faixa de Gaza e dezenas de palestinos gays fugiram para Israel por temerem perseguição e assédio. Na Cisjordânia as leis da Autoridade Palestina também não protegem os direitos dos palestinos gays.

➤Nas últimas décadas, inúmeros palestinos gays foram mortos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Em 2016 o Hamas executou Mahmoud Ishtiwi, um dos seus principais comandantes militares, de 34 anos, por ser considerado culpado de "torpeza moral", referência velada à homossexualidade. Ishtiwi, que foi morto com três tiros no peito, estaria vivo e em segurança se ele fosse um cidadão israelense. Se ele morasse em Israel, poderia até ter participado da Parada do Orgulho Gay em Tel Aviv sem que tivesse que esconder sua identidade. Mas ele vivia na Faixa de Gaza onde se considera o homossexualismo um pecado que merece ser punido com a morte e foi assim que o puniram.

➤O caso de Ishtiwi escancara a gigantesca diferença entre a sociedade e a cultura israelense em comparação à palestina.

Israel vem avançando em direção à tolerância e aceitação dos direitos da comunidade gay, enquanto os palestinos continuam intolerantes como sempre foram em relação àqueles que ousam se comportar e se expressar de maneira diferente.

O alvoroço no tocante ao programa de televisão sobre gays na Faixa de Gaza é mais um exemplo de como a sociedade palestina ainda está a anos luz de reconhecer e respeitar os direitos da comunidade gay. O programa, gravado recentemente na Faixa de Gaza, apresenta uma cena cômica em que um ator é flagrado se insinuando sexualmente na frente de rapazes como parte de um programa do tipo "câmera escondida". Em outras palavras, as insinuações sexuais não são reais, são apenas uma brincadeira, os 'participantes' sequer sabiam que estavam sendo filmados.

➤No mundo palestino, no entanto, isso não é motivo para risos.

Mousa Shurrab, comediante da Faixa de Gaza, idealizador do show ofensivo, está com a corda no pescoço. Em uma postagem no Facebook, Shurrab foi obrigado a se retratar. Ele disse que retirou o vídeo das redes sociais. "Pedimos desculpas a todos os nossos telespectadores" salientou ele. "O programa foi retirado pouco depois de ser postado. Cometemos um erro pelo qual nos arrependemos."

No entanto, o pedido de desculpas do comediante não acalmou os críticos, que foram às redes sociais para expressar sua repulsa ao programa e ao comportamento do comediante.

"De que vale essa desculpa depois que você ofendeu todos os valores religiosos e culturais em nome da fama?" ressaltou Taghreed Alemoure em um comentário no Facebook. Outros usuários do Facebook acusaram o comediante de promover "anormalidades sexuais" e fizeram uso de comentários depreciativos e xingamentos para condená-lo e ameaçá-lo. "Remover o vídeo não te exime desse crime moral" comentou Mohamed Al-Aila.

Alguns palestinos exortaram o Hamas a tomar providências contra Shurrab e os produtores do programa. O pedido não caiu no vazio. O Ministério do Interior do Hamas, sem demora, intimou um dos produtores do programa, Emad Eid, para ser interrogado. Embora Eid tenha sido liberado poucas horas depois, o Hamas afirmou que continuará a investigar o caso.

A agência de notícias Ma'an com sede em Belém, acusada de produzir a comédia, está fazendo de tudo para se distanciar do programa. Em um comunicado, a Ma'an salientou que nunca autorizou a transmissão do programa, alegando que ele foi vazado para as redes sociais. "Um dos atores postou o programa nas redes sociais com nosso logotipo", afirmou a agência de notícias. "Reservamo-nos o direito de entrar com uma ação na justiça contra os responsáveis por esse ilícito". A agência também apresentou um pedido de desculpas aos telespectadores por "melindrar nosso povo e nossos valores".

Nesse ínterim, a Autoridade Palestina iniciou uma investigação própria sobre o programa de televisão, também considerando-o "prejudicial ao nosso povo e a nossos valores". O Ministério da Informação de Ramala emitiu um comunicado segundo o qual estava planejando entrar com uma ação na justiça contra os responsáveis pelo programa.

O que se pode concluir da controvérsia em torno da versão palestina da "câmera escondida"? Basicamente, que é mais seguro ser membro do Hamas do que ser gay. Os líderes palestinos preferem ver jovens palestinos tentando matar israelenses do que falar sobre gays em sua sociedade. No mundo do Hamas e da Autoridade Palestina não há espaço para comédias ou sátiras.

Como poderia haver, se não há espaço para gays ou para alguém que se atreva a mexer em tabus? Não é segredo para ninguém que há gays na sociedade palestina, mas suas vidas são bem diferentes das de seus pares a apenas poucos quilômetros de distância, em Israel. Quão coincidente e simbólico é o fato da controvérsia gay palestina ter aparecido justamente no mesmo dia em que dezenas de milhares de israelenses festejavam o orgulho gay em Israel.

(*)Khaled Abu Toameh, jornalista radicado em Jerusalém, Ilustre Colaborador Sênior do Gatestone Institute.
Fonte - pt.gatestoneinstitute.org

quinta-feira, maio 17, 2018

Não faz sentido criticar o nazismo e defender a “Palestina”






    ➤É costume não só na esquerda acusar discordantes de "nazistas" e defender a Palestina como um "Estado". Tanto o Terceiro Reich quanto o Hamas só querem matar judeus.


por Flávio Morgenstern(*).

Nenhuma palavra é mais pesada no vocabulário político do que “nazista”, quase nunca usada como uma descrição, quase sempre usada como um xingamento (vide o episódio Esquerda fascista do Guten Morgen, o nosso podcast). No entanto, basta Israel se tornar o tema da discussão para que num átimo de segundo o falante tome a mesmíssima postura que, historicamente, Adolf Hitler tomou: a destruição do Estado judeu (sob a palavra-anátema “sionismo”) e a fundação de um novo Estado no lugar: a Palestina.

De maneira completamente grosseira, poderíamos resumir o nazismo como um Estado totalitário, controlado por populistas, onde judeus são proibidos de existir, tendo como punição a morte em massa, a limpeza étnica (para uma definição mais trabalhada do nazismo, e a resposta sobre por que os nazistas odiavam especificamente judeus, ouça o episódio O nazismo era de direita? do mesmo Guten Morgen).

Podemos resumir o que é a Palestina de maneira bem menos grosseira exatamente da mesma forma: um “Estado” inventado ad hoc no meio do século XX apenas para tomar as cidades dos judeus, habitadas desde o Antigo Testamento, e varrê-los do mapa, trocando-os por um povo inventado, matando cada judeu que ouse pisar no território palestino (para entender a idéia por trás do nacionalismo palestino, ouça o episódio Jerusalém: Capital de Israel? do Guten Morgen).

Israel, o país moderno, é uma república laica (ouça, desta vez, o episódio O que raios é a direita?, ainda do Guten Morgen). Isto significa que o chefe de governo, justamente escorando-se na tradição criada exclusivamente na Revelação judaica, não é o chefe religioso. Uma pessoa pode ser muçulmana, cristã, judia, atéia, yázidi ou o que for em Israel, inclusive contando com tolerâncias específicas da lei segundo a religião e costume.

Na Universidade de Tel Aviv, alguns dos cursos mais disputados são sobre islamismo, inclusive no Direito. A Suprema Corte de Israel possui árabes em sua formação (como George Barra, árabe cristão), e neste ano, um dos nomeados foi Khaled Kabub, que seria o primeiro árabe muçulmano na Suprema Corte israelita.

Nenhum “espelho”, nenhuma comparação e nenhuma simetria pode ser encontrada nos territórios palestinos ocupados por grupos de islamo-fascismo como o Hamas. O tão propalado discurso de que são “oprimidos” por Israel é simplesmente o mesmo discurso de Adolf Hitler: os jihadistas do Hamas odeiam ver judeus. Odeiam que judeus respirem perto deles. Odeiam que judeus inventem de existir bem onde eles queriam que apenas muçulmanos estivessem, impondo a shari’ah como a única lei possível (e adeus, república laica).

Basta ver como toda a esquerda mundial, e a ONU incluída, reverbera o discurso de que assentamentos judeus na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental ou nas Colinas de Golan “ferem os direitos humanos”. Afinal, o que esses judeus pensam, inventando de morar e existir bem onde muçulmanos querem se ver livre deles?! Quem vai reclamar dos “direitos humanos” de muçulmanos poderem andar por uma terra que por 5 mil anos não foi deles sem precisar ver um único judeu nas ruas? (para entender por que a esquerda ocidental e atéia defende a religião mais opressora do mundo, ouça o episódio Por que a esquerda adora muçulmanos? do nosso podcast).




Toda a questão Israel-Palestina é exatamente isto: saber se o território da Palestina continuará sendo parte de Israel, que pretende simplesmente ir retirando os judeus dali em nome dos “direitos humanos” de jihadistas e de quem quer viver sob a shari’ah (e obrigar outros a viver sob o fio da espada), ou se o território deixará de vez de ser uma soberania israelense atacada pelos maiores inimigos da liberdade do mundo e, depois de ser roubado, se tornar um totalitarismo muçulmano nos moldes do Estado Islâmico, sendo reconhecido como um “país” por agências de lobby internacional, acadêmicos e jornalistas que, no minuto seguinte, reclamarão do aumento do racismo, do preconceito, da intolerância e, claro, do nacionalismo como os maiores problemas do mundo.

A “Palestina” seria formada por um povo que nunca existiu: não é preciso ser um gênio para saber que desde o Antigo Testamento até as conquistas pela cimitarra de Maomé e seu bando, foram quase 5 milênios sem nenhum islâmico no território que judeus conquistaram fugindo da escravidão nos impérios egípcio, babilônico e assírio.

O, digamos, escritor Assaf A. Voll escreveu o livro “A History of the Palestinian People: From Ancient Times to the Modern Era”, justamente contando a história do povo palestino desde a Antigüidade até os dias atuais. O livro, que se tornou best seller instantâneo em Israel, é totalmente em branco.



A fragmentação do Império Otomano no fim da Primeira Guerra que gerou povos nômades, rejeitados por países árabes da região, que inventaram que deveria existir um país islâmico bem no coração de Israel. E, claro, limpando-se de todos os judeus do mesmo modo que Adolf Hitler fez no Terceiro Reich nazista. O Império Otomano e a Alemanha recém-unificada lutaram lado a lado na Primeira Guerra.



O fundador do “nacionalismo palestino” não apenas pensava como Hitler: Mohammad Amin al-Husayni, o “Grande Mufti de Jerusalém”, se encontrou de fato com Adolf Hitler para exigir a “independência árabe” e se opor à criação de um Estado judeu modernamente consolidado na Palestina. É exatamente a historiografia “anti-colonialista” que aprendemos nas doutrinárias aulas de História brasileira. Um dos principais nomes da doutrina anti-colonialista na modernidade é o ex-presidente americano Barack Obama.

    ➤“Você vê, tem sido nossa desgraça ter a religião errada. Por que não temos a religião dos japoneses, que consideram o sacrifício para a pátria como o bem supremo? A religião muçulmana também teria sido muito mais compatível conosco do que o cristianismo. Por que tem que ser o cristianismo com sua mansidão e flacidez?
É notável que, mesmo antes da guerra, às vezes ele prosseguisse:

  ➤“Hoje, os siberianos, os russos brancos e as pessoas das estepes vivem vidas extremamente saudáveis. Por esta razão, eles estão melhor equipados para o desenvolvimento e, a longo prazo, biologicamente superiores aos alemães.     [Fonte: Albert Speer: Inside the Third Reich]
Fonte-sensoincomun.org

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura





por Tamara Stern(*).

No dia 13 de dezembro, o Jornal da Cultura trouxe a professora Arlene Clemesha para explicar 4 mapas da antiga Palestina/Israel que o programa chamou de “Panorama Histórico da Palestina”. Segundo o apresentador Willian Corrêa, era preciso voltar a 1946 para “explicar melhor o que está acontecendo em Israel” agora, com a decisão de Trump sobre Jerusalém:



Coincidentemente, os mapas acima, mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no famoso e falso mapa da “perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade, com legendas levemente modificadas de “terras judaicas” para “Israel”, e o último mapa podendo representar qualquer ano desde 2000.




O discurso da perda progressiva de territórios por parte dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em 2010, quando Juan Cole, um blogueiro anti-Israel e professor de história, começou a divulgá-lo em diversos artigos. Mas vamos ao que Clemesha diz sobre os mapas:

▶1o mapa:

O primeiro mapa mostra terras pertencentes à “Israel”, em amarelo, e terras à “Palestina” em verde, em 1946. Clemesha diz:
Esse primeiro mapa mostra em amarelo, as colônias israelenses, ainda sionistas do movimento sionista judaico que trouxe colonos, trouxe imigrantes da Europa pra Palestina. Então foram formando pontos de assentamento no território… Até 46 havia essa realidade.




Em 1o lugar, as legendas dos mapas são erradas, pois até 1948 não havia o Estado de Israel ainda. Judeus e árabes viviam na Palestina. Os judeus eram chamados de palestinos, e os árabes eram tidos como uma mistura de jordanianos, sírios e libaneses. Colocar Israel versusPalestina implica que havia um “Estado” da Palestina que foi depois tomado por Israel, quando na verdade os territórios são os mesmos, apenas o seu nome mudou, como fizeram os romanos quando trocaram o “Judéia” por “Syria Phalaestina”.

Em 2o lugar, este mapa não tem absolutamente nada a ver com a localização de judeus e árabes na Palestina em 1946. As partes amarelas são propriedades privadas de judeus (compradas) e as partes verdes são uma mistura de propriedades privadas árabes com áreas públicas controladas pelos britânicos (que constituíam pelo menos 50% de todo o território, incluindo o inabitado deserto do Negev). Judeus e árabes viviam em ambas as “cores”, em terras privadas e públicas.

O mapa apresenta uma divisão que passa a ideia de um território governado por árabes e não por britânicos. Seria possível também desenhar um mapa dos árabes versus a Palestina, combinando a terra privada judaica com as terras do governo sob o nome de Palestina. Assim, pareceria que os judeus possuiriam a maior parte da terra na época.

E um último ponto, Clemesha fala em “assentamentos” judaicos na Palestina, passando a ideia de ocupação ilegal (como existe hoje), sem mencionar que árabes provenientes de outros países também formaram assentamentos árabes na Palestina. As terras em amarelo foram compradas por judeus diretamente dos otomanos desde a 1a metade do século XIX.

▶2o mapa:

O segundo mapa apenas mostra o plano de partilha da ONU, de 1947, que foi rejeitado por toda a Liga Árabe e, portanto, nunca entrou em vigor. Clemesha diz:

Em 47, a ONU votou a partilha da Palestina na medida em que existia um conflito na região. Votou-se a partilha, o território verde, designado pra criação de um Estado árabe-palestino, e o território amarelo, designado pra criação de um Estado judeu, e Jerusalém seria uma zona administrada pela ONU, pela importância pras três religiões monoteístas.


Clemesha passa uma informação FALSA ao falar em Estado árabe-palestino. Naquela época, não existia o conceito de “palestino” atrelado somente a árabes. A ONU nunca falou em Estado árabe-palestino ou Estado palestino, apenas em Estado árabe. Vejam esta passagem da Resolução 181, e entendam que judeus e árabes eram tidos como palestinos, residentes da Palestina:


Imagem Traduzida: “1. Cidadania. Cidadãos palestinos residindo na Palestina fora da cidade de Jerusalém, bem como árabes e judeus que, sem cidadania palestina, residem na Palestina fora da cidade de Jerusalém, devem, após o reconhecimento da independência, tornar-se cidadãos do Estado em que residem e desfrutar de plenos direitos civis e políticos.”



O Plano de Partilha ganhou a forma que ganhou porque as cidades e aldeias judaicas estavam espalhadas por toda a Palestina e seu alto padrão de vida atraiu grandes porções de população árabe. Reconhecendo que o Estado judaico precisaria abrigar a maioria da população da Palestina (a maioria dos judeus e parte dos árabes), a partilha alocou 54% do território para isso. O restante formaria o Estado árabe. Os limites foram baseados exclusivamente em dados demográficos: O Estado judeu deveria ser composto por 538.000 judeus e 397.000 árabes, e o Estado árabe por 804.000 árabes e 10.000 judeus. 

Sobre Jerusalém internacionalizada, Willian comenta:


Mas isso não aconteceu… só no papel. Quem administrou mesmo foi Israel.
Clemesha dá a sua explicação:

Claro, porque em seguida, final de 47 começa uma guerra civil. Em 48, começa a guerra árabe-israelense. Com essa guerra Israel expandiu seu território pra todo esse amarelo. Então isso aqui nunca saiu do papel, o que aconteceu foi essa realidade em que o recém-criado, Israel se funda nesse momento conquistando 78% do território da Palestina histórica. E jerusalém ficou exatamente aqui, dividida ao meio. 

Quantas informações cruciais Clemesha pode esconder para fazer parecer que Israel simplesmente contrariou o Plano da ONU e tomou não só Jerusalém como a “maioria” da Palestina para si e sem motivos?

Israel não se fundou após a guerra, com a conquista de territórios, mas antes e respeitando as fronteiras do Plano de Partilha (ou seja, Jerusalém internacionalizada). E a guerra árabe-israelense não começou do nada. No dia seguinte à declaração de independência, o novo país foi atacado pelo Egito, Síria, Iraque, Transjordânia, Líbano e Arábia Saudita.

No final, apesar da desvantagem em números e em armas, Israel ganha a guerra e conquista territórios em uma guerra defensiva, incluindo Jerusalém.


A Jordânia que veio ao socorro dos palestinos, estacionou suas tropas e conseguiu defender Jerusalém oriental, onde tá a Cidade Velha, onde estão os monumentos históricos. Então a Jordânia ficou com Jerusalém oriental, administrando ela em nome dos palestinos, a quem pertence os territórios historicamente, e Jerusalém ocidental israelense.

FALSAS, Clemesha passa apenas informações FALSAS. A Jordânia (na época ainda Transjordânia) não atacou Israel nem para socorrer palestinos nem para defender Jerusalém oriental, ou Jerusalém inteira. Assim como os outros países árabes, a Jordânia atacou Israel após a sua fundação com o intuito de exterminar os judeus e seu país como um todo.

Jamal Husseini, o porta-voz da Liga Árabe, já havia dito à ONU antes da partilha, que os árabes molhariam “o solo de nosso amado país com a última gota de nosso sangue.” Após os países árabes atacarem Israel, Abd al-Rahman Azzam Pasha, secretário-geral da Liga Árabe afirmou: “Será uma guerra de aniquilação. Será um importante massacre na história que será lembrado como os Massacres dos Mongóis ou as Cruzadas”.

A Jordânia não “defendeu” Jerusalém oriental, ela apenas estava parada no meio da cidade quando houve um cessar-fogo e posterior assinatura dos Acordos de Armistício em 1949. Os acordos declararam que Israel e Jordânia dividiriam geograficamente Jerusalém, por tempo provisório (sem constituir fronteiras políticas ou territoriais), e trabalhariam juntos para o reinício do funcionamento de instituições, acesso ao cemitério judaico no Monte das Oliveiras (onde os judeus enterraram seus falecidos por mais de 2.500 anos), e lugares sagrados.

Mas a Jordânia violou o acordo, e bloqueou e isolou o leste de Jerusalém com arame farpado e muros de concreto. Os judeus que ali viviam foram mortos ou expulsos, e o acesso aos locais sagrados foi negado a toda a população do lado israelense (inclusive árabes), contrariando os termos do armistício.

Se o intuito da Jordânia era administrar a região em nome dos “palestinos” e se esses “palestinos” tinham direito à região, como afirma Clemesha, por que a Jordânia proibiu que os árabes do lado de fora das linhas do armistício entrassem em Jerusalém oriental e Cisjordânia? Porque o intuito da Jordânia não era proteger os árabes da Palestina ou seus direitos – vide a falta de interesse em criar um Estado para eles quando justamente as terras estavam sob controle árabe -, mas manter um estado de guerra com Israel.

▶3o mapa:




O terceiro mapa mostraria a região após a primeira guerra Árabe-Israelense, colocando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob soberania palestina até 1967. Isto nunca ocorreu, pois neste período Jordânia e Egito tomaram o controle militar destas regiões. Clemesha 

continua: 

A ONU reconheceu exatamente isso, essa divisão de Jerusalém entre árabes-palestinos e israelenses nesse momento porque houve um armistício em 49, e a situação concreta ficou como sendo essa.

A ONU não reconheceu especificamente soberanias sobre Jerusalém, mas apenas supervisionou o acordo entre os dois países e aceitou as linhas de armistício.


E agora vem o Trump… – diz Willian.

Aqui Willian faz parecer que Trump veio para desfazer à força um acordo feito em 1949…Mas eis que falta comentar sobre a Guerra de 1967, o que Clemesha não consegue fazer de forma ética e profissional.


Porque em 67, o que aconteceu foi que Israel invadiu a Cisjordânia, toda essa parte, a Faixa de Gaza, as Colinas do Golã da Síria, e também o Sinai que já foi devolvido pro Egito… Invadiu essas regiões e manteve essa ocupação da Faixa de Gaza, Cisjordânia, Sinai… e Jerusalém leste, árabe-palestino, foi não só ocupada como anexada.

Não, Israel não invadiu a Cisjordânia ou as outras partes. Israel tomou estas terras em um ato defensivo, incluindo Jerusalém leste jordaniano.

Em 1967, as nações árabes tentaram eliminar Israel novamente: desta vez a guerra começou com uma escalada complexa que incluiu um casus belli inicial (atos de guerra) pelo Egito e um ataque preventivo de Israel contra a força aérea egípcia. No entanto, o objetivo das nações árabes combatentes (Egito, Jordânia, Síria) e das outras nações que apoiavam a campanha (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Argélia) foi o mesmo que em 1948: a destruição total de Israel.

A Jordânia resolveu se juntar ao Egito na guerra contra Israel, apesar de Israel emitir um comunicado claro dizendo que não atacaria aquele lado se a Jordânia ficasse de fora. Mas o descaso do país árabe seguido de intenso bombardeio de alvos israelenses levou à entrada de Israel na Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém, derrubando as barreiras e reunificando a cidade.


Israel declarou a anexação de Jerusalém oriental, declarou que jamais devolveria Jerusalém oriental, e essa anexação não foi reconhecida pela ONU. Essa anexação foi considerada ilegal pela ONU, e na medida em que foi assim, nenhum país no mundo mantém sua embaixada em Jerusalém pra não reconhecer um ato que é tido como ilegal pela comunidade internacional, pela lei internacional.

A ONU não reconheceu a anexação de Jerusalém oriental em 1980, mas antes disso, ao fim da Guerra de 1967, a ONU emitiu a Resolução 242, que exigiu essencialmente duas coisas:

  • a retirada israelense dos “territórios ocupados”.
  • que todos os Estados envolvidos terminassem a sua beligerância e respeitassem as fronteiras uns dos outros.

O contexto da resolução deixou claro que a “retirada de territórios” não significava todos os territórios, mas retirada apenas na medida em que fosse necessário criar uma situação segura para todas as partes. Israel aceitou a resolução. A Organização de Libertação da Palestina (recém-criada) rejeitou a resolução e os Estados árabes retomaram suas tentativas de aniquilar Israel pouco depois, mais dramaticamente, na Guerra de Yom Kippur de 1973.

▶“4o mapa” ou HOJE:


E aí o Trump vem agora e muda, ou pelo menos reconhece Jerusalém como a capital… – diz Willian.
…Nenhum problema haveria se, havendo um acordo de paz, Israel declarasse Jerusalém ocidental a sua capital, e a Palestina pudesse declarar Jerusalém oriental a sua capital. Nenhum problema, porque afinal de contas essa cidade foi dividida e esse status foi reconhecido.

O problema é que como existe um ato de posse forçosa, ou seja, como existe um ato de conquista de Israel de uma metade que não é dela, então não se aceita que ela declare essa capital, essa cidade unificada como sendo a sua capital toda ela. (…)

Se algum lado tomou posse forçosamente, este lado foi a Jordânia em 1948. Israel conquistou terras em atos defensivos tanto em 1948, quanto em 1967, em guerras que ela não começou.

O quarto e último mapa mostraria a situação hoje como tendo resquícios da ocupação israelense em territórios da Palestina desde 1967. Na realidade, na Cisjordânia, as áreas verdes são as controladas pela Autoridade Palestina, e as que mudaram de verde para amarelo não são somente assentamentos israelenses, mas também áreas onde Israel mantém controle de segurança segundo acordos prévios.



As pequenas áreas verdes foram as primeiras a serem concedidas para um autogoverno verdadeiramente palestino, por Israel diretamente a Yasser Arafat e seus sucessores.

Estes mapas são amplamente utilizados até os dias de hoje em campanhas pró-palestinas. O discurso da perda territorial palestina abordada desta maneira confere ao último mapa um contexto deturpado, embora carregue uma representação precisa das soberanias israelense e palestina. Os três primeiros mapas foram intencionalmente organizados para passar a imagem de uma expropriação progressiva de terras palestinas por parte dos judeus e, posteriormente, Israel, ignorando governos, guerras e tomada de controle de terras ocorridos na história anteriormente.

A disseminação desses mapas ajuda somente a estabelecer a hegemonia da imagem dos palestinos como única vítima da história.



É vergonhoso que um veículo de notícias como o Jornal da Cultura utilize estes mapas, e ainda convide uma professora completamente parcial para explicar um assunto tão complexo. O público merece muito mais ética e profissionalismo de jornalistas.

(*) Tamara Ster do Honest Reporting Defending Israel From Media Bias

quarta-feira, dezembro 13, 2017

A verdadeira resposta palestina ao discurso de Trump sobre Jerusalém





Relato de um árabe islâmico:
por Bassam Tawil (*).



Não mais do que três horas depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, para informá-lo sobre sua intenção de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, um sem-número de fotojornalistas palestinos receberam um telefonema de Belém.

Os telefonemas vieram de “ativistas” palestinos, convidando os fotógrafos a irem à cidade para documentar um “acontecimento importante”. Quando os fotógrafos chegaram, descobriram que o “acontecimento importante” nada mais era do que meia dúzia de gatos pingados de “ativistas” palestinos que se dispuseram a queimar posters de Trump na frente das câmeras.

Os “ativistas” aguardaram pacientemente enquanto os fotojornalistas e cinegrafistas montavam seus equipamentos para registrarem o “acontecimento importante”. Logo, a mídia já estava toda alvoroçada com relatos sobre “manifestantes palestinos furiosos tomando as ruas para protestar” contra a intenção de Trump de transferir a embaixada para Jerusalém e o reconhecimento da cidade como a capital de Israel. As filmagens da meia dúzia de gatos pingados palestinos(Veja logo abaixo) queimando as fotos de Trump foram feitas de tal forma para que parecesse que faziam parte de um gigantesco protesto avassalando as comunidades palestinas.


Percebe-se que são sempre os mesmos integrantes.
Nota do Blogando Francamente: As manchetes pelo mundo não condizem com as imagens acima: 
  • Centenas de pessoas manifestaram-se na Cidade de Gaza contra a anunciada intenção do presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos de Donald Trump e bandeiras dos Estados Unidos.(Jn.pt)
 - Algumas matérias apresentam as fotos bem próximas para que não se tenha uma ideia do numero de manifestantes:
  • Decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel motiva protestos em vários países (G1.globo.com)

A cena mostra mais um caso do conluio entre os palestinos e os meios de comunicação, cujos representantes estão sempre ávidos em servir de porta-vozes da máquina de propaganda palestina e proporcionar uma plataforma aberta para transmitir ameaças dos palestinos contra Israel e os EUA.

Se os fotógrafos e os cinegrafistas não tivessem aparecido para registrar a “espontânea” queima das imagens, os ativistas palestinos teriam sido obrigados a debandarem, com o rabo entre as pernas, de volta para um dos coffee shops de Belém.

Até aqui nada de mais, nada incomum: os ativistas palestinos estão cansados de saber que os repórteres, tanto locais quanto estrangeiros, estão sedentos por sensacionalismo e, o que melhor para sair bem na fita do que pôsteres de Trump em chamas bem no lugar do nascimento de Jesus na véspera de Natal, quando milhares de peregrinos e turistas cristãos estão se dirigindo para a cidade?

Ao maquiar a “cerimônia” da queima de pôsteres como reflexo da fúria generalizada dos palestinos quanto à política de Trump em relação a Jerusalém, a mídia internacional está sendo mais uma vez cúmplice na disseminação da propaganda dos formadores de opinião palestinos. Líderes e porta-vozes palestinos dão tudo de si para criarem a impressão de que a política de Trump no tocante a Jerusalém incendiará a região. Eles também se esforçam ao máximo para mandar a mensagem ao povo americano de que a política de seu presidente põe em perigo suas vidas. Com efeito, a mídia se ofereceu para servir à campanha de intimidação dos palestinos. E a confluência da mídia na farsa da queima de pôsteres em Belém é só o começo.

Agora que os palestinos conseguiram, com a ajuda da mídia, incrustar essas imagens nas mentes de milhões de americanos, eles planejam encenar mais protestos. Objetivo: aterrorizar o povo americano e forçar Trump a rescindir sua decisão sobre o status de Jerusalém. Essa tática de intimidação através da mídia não é nova. Na verdade, ela vem acontecendo há décadas, em grande parte graças à adesão da grande mídia do Ocidente.

A esta altura, jornalistas palestinos e ocidentais já foram convidados a cobrir uma série de protestos programados pelos palestinos para os próximos dias e semanas em resposta à política de Trump. Os jornalistas, incluindo fotógrafos e cameramen, receberam planilhas detalhadas especificando data e hora das manifestações que terão lugar em diferentes regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Aos jornalistas foram prometidas mais cenas de fotos de Trump e da bandeira dos EUA em chamas. Foram até dadas dicas a jornalistas sobre os locais onde os “confrontos” irão ocorrer entre os arruaceiros palestinos e os soldados da Força de Defesa de Israel. Em outras palavras, os jornalistas foram informados exatamente onde deveriam estar para documentar os palestinos atirando pedras contra os soldados, juntamente com a previsão da resposta da FDI.

O engraçado é que, se por alguma razão os cameramen não aparecerem, os “ativistas” também não aparecerão. No mundo palestino, tudo gira em torno da manipulação da mídia e do recrutamento dela em favor da causa palestina. E a causa é sempre atacar Israel e atacar Trump não fica muito atrás.

Sim, os palestinos irão protestar nos próximos dias contra Trump. Sim, eles tomarão as ruas e atirarão pedras contra os soldados da FDI. Sim, eles queimarão imagens de Trump e bandeiras dos Estados Unidos. E sim, eles tentarão perpetrar ataques terroristas contra os israelenses.

“Quando estamos em nossas salas de estar assistindo aos noticiários transmitidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, por que não nos perguntamos: quantos desses ‘eventos’ não são, de fato, paródias da mídia? Por que os jornalistas se deixam levar pela máquina de propaganda palestina que vomita ódio e violência da manhã até à noite? E por que os jornalistas exageram e agravam as ameaças de violência e anarquia dos palestinos?

Primeiro, muitos jornalistas querem agradar seus leitores e editores, oferecendo-lhes histórias que apresentam uma imagem negativa de Israel. Segundo, há também aqueles jornalistas que acreditam que escrever histórias anti-israelenses os ajudarão a ganhar prêmios de diversas organizações autoproclamadas de defesa da moral. Terceiro, muitos jornalistas acreditam que escrever artigos anti-Israel lhes darão acesso aos assim chamados grupos ‘liberais’ e a um clube fechado, exclusivo, teoricamente ‘esclarecido’ que romantiza estar ‘no lado direito da história’. Eles não querem ver que 21 estados muçulmanos procuraram por muitas décadas destruir um único estado judeu, eles acham que se os jornalistas forem ‘liberais’ e ‘de mente aberta’, eles têm que apoiar os ‘coitadinhos’, que eles acreditam serem ‘os palestinos’. Quarto, muitos jornalistas veem o conflito como sendo entre bandidos (supostamente os israelenses) e mocinhos (supostamente os palestinos) e que é dever deles ficarem do lado dos ‘mocinhos’, ainda que os ‘mocinhos’ estejam praticando atos de violência e terrorismo.”

Não faz muito tempo, mais de 300 fiéis muçulmanos foram massacrados por terroristas também muçulmanos enquanto eles oravam em uma mesquita no Sinai, Egito. Essa tragédia provavelmente foi coberta por menos jornalistas do que o episódio orquestrado sobre o poster de Trump em Belém. Houve alguma comoção no mundo árabe e islâmico? Agora se fala sobre “dias de fúria” nos países árabes e muçulmanos em sinal de protesto contra Trump. Por que não houve “dias de fúria” nos países árabes e islâmicos quando mais de 300 fiéis, entre eles muitas crianças, foram massacrados durante as rezas da sexta-feira?

Já está mais do que na hora de certa autoreflexão por parte da mídia: eles realmente querem continuar servindo como porta-vozes dos árabes e muçulmanos que intimidam e aterrorizam o Ocidente?

Os jornalistas mancomunam diligentemente com a Autoridade Palestina e o Hamas para criarem a falsa impressão de que eclodirá a Terceira Guerra Mundial se a embaixada dos EUA for transferida para Jerusalém. Centenas de milhares de muçulmanos e cristãos foram massacrados desde que teve início a “primavera árabe” há mais de seis anos. Eles foram mortos por terroristas muçulmanos e outros árabes. O derramamento de sangue continua até hoje no Iêmen, Líbia, Síria, Iraque e Egito.

Não se deixe enganar: os prometidos “rios de sangue” jorram nesse exato momento. No entanto, é a faca de árabes e muçulmanos que corta a garganta de irmãos árabes e muçulmanos que é a fonte desta torrente vermelha e não uma declaração feita por um presidente dos EUA. Talvez isso possa finalmente ser um evento que vale a pena cobrir pelos itinerantes repórteres da região?



(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: midiasemmascara.org

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Os palestinos e sua verdadeira identidade





por Norbert Lieth(*)




Não apenas os israelenses são enganados, os palestinos também ouvem sua parcela de inverdades. Eles são usados apenas como meio para se alcançar um alvo, pois são transformados em um povo que nem existe. O nome "palestinos" deriva de "filisteus". Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: "Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles" (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.


A palavra "Palestina" é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aelia Capitolina". À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.


Com toda a franqueza, Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na "Palestina":


Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe... Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia."[1]


O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel. Nessa terra simplesmente viviam árabes cuja origem era, em sua maioria, síria e libanesa, mas nela também viviam judeus. Nesse sentido, os judeus também são palestinos. Golda Meir, que foi primeira-ministra de Israel, disse em sua época: "Eu sou palestina." Foi também Golda Meir que afirmou: "Somente teremos paz com os árabes quando o amor pelos seus filhos for maior que o ódio que eles sentem por nós".


A Margem Ocidental do Jordão e Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma "questão palestina", como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Simplesmente porque os "palestinos" nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, mas sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades!


O nome "palestinos" surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito:

A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense."[2]

Antes de 1964 os moradores da "Palestina" ainda eram chamados de "árabes". Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: "O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram."[3] 





1-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 141.
2-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 140.
3-Philister, Ramon Bennett, p. 118


(*)Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética.Por alguns anos trabalhou como missionário na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.