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quarta-feira, dezembro 20, 2017

Desmentindo o “Panorama Histórico da Palestina” da TV Cultura





por Tamara Stern(*).

No dia 13 de dezembro, o Jornal da Cultura trouxe a professora Arlene Clemesha para explicar 4 mapas da antiga Palestina/Israel que o programa chamou de “Panorama Histórico da Palestina”. Segundo o apresentador Willian Corrêa, era preciso voltar a 1946 para “explicar melhor o que está acontecendo em Israel” agora, com a decisão de Trump sobre Jerusalém:



Coincidentemente, os mapas acima, mostrados no telejornal, são os mesmos que aparecem no famoso e falso mapa da “perda de terra palestina” de 1946 até a atualidade, com legendas levemente modificadas de “terras judaicas” para “Israel”, e o último mapa podendo representar qualquer ano desde 2000.




O discurso da perda progressiva de territórios por parte dos palestinos usando o mapa acima, ficou conhecido em 2010, quando Juan Cole, um blogueiro anti-Israel e professor de história, começou a divulgá-lo em diversos artigos. Mas vamos ao que Clemesha diz sobre os mapas:

▶1o mapa:

O primeiro mapa mostra terras pertencentes à “Israel”, em amarelo, e terras à “Palestina” em verde, em 1946. Clemesha diz:
Esse primeiro mapa mostra em amarelo, as colônias israelenses, ainda sionistas do movimento sionista judaico que trouxe colonos, trouxe imigrantes da Europa pra Palestina. Então foram formando pontos de assentamento no território… Até 46 havia essa realidade.




Em 1o lugar, as legendas dos mapas são erradas, pois até 1948 não havia o Estado de Israel ainda. Judeus e árabes viviam na Palestina. Os judeus eram chamados de palestinos, e os árabes eram tidos como uma mistura de jordanianos, sírios e libaneses. Colocar Israel versusPalestina implica que havia um “Estado” da Palestina que foi depois tomado por Israel, quando na verdade os territórios são os mesmos, apenas o seu nome mudou, como fizeram os romanos quando trocaram o “Judéia” por “Syria Phalaestina”.

Em 2o lugar, este mapa não tem absolutamente nada a ver com a localização de judeus e árabes na Palestina em 1946. As partes amarelas são propriedades privadas de judeus (compradas) e as partes verdes são uma mistura de propriedades privadas árabes com áreas públicas controladas pelos britânicos (que constituíam pelo menos 50% de todo o território, incluindo o inabitado deserto do Negev). Judeus e árabes viviam em ambas as “cores”, em terras privadas e públicas.

O mapa apresenta uma divisão que passa a ideia de um território governado por árabes e não por britânicos. Seria possível também desenhar um mapa dos árabes versus a Palestina, combinando a terra privada judaica com as terras do governo sob o nome de Palestina. Assim, pareceria que os judeus possuiriam a maior parte da terra na época.

E um último ponto, Clemesha fala em “assentamentos” judaicos na Palestina, passando a ideia de ocupação ilegal (como existe hoje), sem mencionar que árabes provenientes de outros países também formaram assentamentos árabes na Palestina. As terras em amarelo foram compradas por judeus diretamente dos otomanos desde a 1a metade do século XIX.

▶2o mapa:

O segundo mapa apenas mostra o plano de partilha da ONU, de 1947, que foi rejeitado por toda a Liga Árabe e, portanto, nunca entrou em vigor. Clemesha diz:

Em 47, a ONU votou a partilha da Palestina na medida em que existia um conflito na região. Votou-se a partilha, o território verde, designado pra criação de um Estado árabe-palestino, e o território amarelo, designado pra criação de um Estado judeu, e Jerusalém seria uma zona administrada pela ONU, pela importância pras três religiões monoteístas.


Clemesha passa uma informação FALSA ao falar em Estado árabe-palestino. Naquela época, não existia o conceito de “palestino” atrelado somente a árabes. A ONU nunca falou em Estado árabe-palestino ou Estado palestino, apenas em Estado árabe. Vejam esta passagem da Resolução 181, e entendam que judeus e árabes eram tidos como palestinos, residentes da Palestina:


Imagem Traduzida: “1. Cidadania. Cidadãos palestinos residindo na Palestina fora da cidade de Jerusalém, bem como árabes e judeus que, sem cidadania palestina, residem na Palestina fora da cidade de Jerusalém, devem, após o reconhecimento da independência, tornar-se cidadãos do Estado em que residem e desfrutar de plenos direitos civis e políticos.”



O Plano de Partilha ganhou a forma que ganhou porque as cidades e aldeias judaicas estavam espalhadas por toda a Palestina e seu alto padrão de vida atraiu grandes porções de população árabe. Reconhecendo que o Estado judaico precisaria abrigar a maioria da população da Palestina (a maioria dos judeus e parte dos árabes), a partilha alocou 54% do território para isso. O restante formaria o Estado árabe. Os limites foram baseados exclusivamente em dados demográficos: O Estado judeu deveria ser composto por 538.000 judeus e 397.000 árabes, e o Estado árabe por 804.000 árabes e 10.000 judeus. 

Sobre Jerusalém internacionalizada, Willian comenta:


Mas isso não aconteceu… só no papel. Quem administrou mesmo foi Israel.
Clemesha dá a sua explicação:

Claro, porque em seguida, final de 47 começa uma guerra civil. Em 48, começa a guerra árabe-israelense. Com essa guerra Israel expandiu seu território pra todo esse amarelo. Então isso aqui nunca saiu do papel, o que aconteceu foi essa realidade em que o recém-criado, Israel se funda nesse momento conquistando 78% do território da Palestina histórica. E jerusalém ficou exatamente aqui, dividida ao meio. 

Quantas informações cruciais Clemesha pode esconder para fazer parecer que Israel simplesmente contrariou o Plano da ONU e tomou não só Jerusalém como a “maioria” da Palestina para si e sem motivos?

Israel não se fundou após a guerra, com a conquista de territórios, mas antes e respeitando as fronteiras do Plano de Partilha (ou seja, Jerusalém internacionalizada). E a guerra árabe-israelense não começou do nada. No dia seguinte à declaração de independência, o novo país foi atacado pelo Egito, Síria, Iraque, Transjordânia, Líbano e Arábia Saudita.

No final, apesar da desvantagem em números e em armas, Israel ganha a guerra e conquista territórios em uma guerra defensiva, incluindo Jerusalém.


A Jordânia que veio ao socorro dos palestinos, estacionou suas tropas e conseguiu defender Jerusalém oriental, onde tá a Cidade Velha, onde estão os monumentos históricos. Então a Jordânia ficou com Jerusalém oriental, administrando ela em nome dos palestinos, a quem pertence os territórios historicamente, e Jerusalém ocidental israelense.

FALSAS, Clemesha passa apenas informações FALSAS. A Jordânia (na época ainda Transjordânia) não atacou Israel nem para socorrer palestinos nem para defender Jerusalém oriental, ou Jerusalém inteira. Assim como os outros países árabes, a Jordânia atacou Israel após a sua fundação com o intuito de exterminar os judeus e seu país como um todo.

Jamal Husseini, o porta-voz da Liga Árabe, já havia dito à ONU antes da partilha, que os árabes molhariam “o solo de nosso amado país com a última gota de nosso sangue.” Após os países árabes atacarem Israel, Abd al-Rahman Azzam Pasha, secretário-geral da Liga Árabe afirmou: “Será uma guerra de aniquilação. Será um importante massacre na história que será lembrado como os Massacres dos Mongóis ou as Cruzadas”.

A Jordânia não “defendeu” Jerusalém oriental, ela apenas estava parada no meio da cidade quando houve um cessar-fogo e posterior assinatura dos Acordos de Armistício em 1949. Os acordos declararam que Israel e Jordânia dividiriam geograficamente Jerusalém, por tempo provisório (sem constituir fronteiras políticas ou territoriais), e trabalhariam juntos para o reinício do funcionamento de instituições, acesso ao cemitério judaico no Monte das Oliveiras (onde os judeus enterraram seus falecidos por mais de 2.500 anos), e lugares sagrados.

Mas a Jordânia violou o acordo, e bloqueou e isolou o leste de Jerusalém com arame farpado e muros de concreto. Os judeus que ali viviam foram mortos ou expulsos, e o acesso aos locais sagrados foi negado a toda a população do lado israelense (inclusive árabes), contrariando os termos do armistício.

Se o intuito da Jordânia era administrar a região em nome dos “palestinos” e se esses “palestinos” tinham direito à região, como afirma Clemesha, por que a Jordânia proibiu que os árabes do lado de fora das linhas do armistício entrassem em Jerusalém oriental e Cisjordânia? Porque o intuito da Jordânia não era proteger os árabes da Palestina ou seus direitos – vide a falta de interesse em criar um Estado para eles quando justamente as terras estavam sob controle árabe -, mas manter um estado de guerra com Israel.

▶3o mapa:




O terceiro mapa mostraria a região após a primeira guerra Árabe-Israelense, colocando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob soberania palestina até 1967. Isto nunca ocorreu, pois neste período Jordânia e Egito tomaram o controle militar destas regiões. Clemesha 

continua: 

A ONU reconheceu exatamente isso, essa divisão de Jerusalém entre árabes-palestinos e israelenses nesse momento porque houve um armistício em 49, e a situação concreta ficou como sendo essa.

A ONU não reconheceu especificamente soberanias sobre Jerusalém, mas apenas supervisionou o acordo entre os dois países e aceitou as linhas de armistício.


E agora vem o Trump… – diz Willian.

Aqui Willian faz parecer que Trump veio para desfazer à força um acordo feito em 1949…Mas eis que falta comentar sobre a Guerra de 1967, o que Clemesha não consegue fazer de forma ética e profissional.


Porque em 67, o que aconteceu foi que Israel invadiu a Cisjordânia, toda essa parte, a Faixa de Gaza, as Colinas do Golã da Síria, e também o Sinai que já foi devolvido pro Egito… Invadiu essas regiões e manteve essa ocupação da Faixa de Gaza, Cisjordânia, Sinai… e Jerusalém leste, árabe-palestino, foi não só ocupada como anexada.

Não, Israel não invadiu a Cisjordânia ou as outras partes. Israel tomou estas terras em um ato defensivo, incluindo Jerusalém leste jordaniano.

Em 1967, as nações árabes tentaram eliminar Israel novamente: desta vez a guerra começou com uma escalada complexa que incluiu um casus belli inicial (atos de guerra) pelo Egito e um ataque preventivo de Israel contra a força aérea egípcia. No entanto, o objetivo das nações árabes combatentes (Egito, Jordânia, Síria) e das outras nações que apoiavam a campanha (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Argélia) foi o mesmo que em 1948: a destruição total de Israel.

A Jordânia resolveu se juntar ao Egito na guerra contra Israel, apesar de Israel emitir um comunicado claro dizendo que não atacaria aquele lado se a Jordânia ficasse de fora. Mas o descaso do país árabe seguido de intenso bombardeio de alvos israelenses levou à entrada de Israel na Cisjordânia e parte oriental de Jerusalém, derrubando as barreiras e reunificando a cidade.


Israel declarou a anexação de Jerusalém oriental, declarou que jamais devolveria Jerusalém oriental, e essa anexação não foi reconhecida pela ONU. Essa anexação foi considerada ilegal pela ONU, e na medida em que foi assim, nenhum país no mundo mantém sua embaixada em Jerusalém pra não reconhecer um ato que é tido como ilegal pela comunidade internacional, pela lei internacional.

A ONU não reconheceu a anexação de Jerusalém oriental em 1980, mas antes disso, ao fim da Guerra de 1967, a ONU emitiu a Resolução 242, que exigiu essencialmente duas coisas:

  • a retirada israelense dos “territórios ocupados”.
  • que todos os Estados envolvidos terminassem a sua beligerância e respeitassem as fronteiras uns dos outros.

O contexto da resolução deixou claro que a “retirada de territórios” não significava todos os territórios, mas retirada apenas na medida em que fosse necessário criar uma situação segura para todas as partes. Israel aceitou a resolução. A Organização de Libertação da Palestina (recém-criada) rejeitou a resolução e os Estados árabes retomaram suas tentativas de aniquilar Israel pouco depois, mais dramaticamente, na Guerra de Yom Kippur de 1973.

▶“4o mapa” ou HOJE:


E aí o Trump vem agora e muda, ou pelo menos reconhece Jerusalém como a capital… – diz Willian.
…Nenhum problema haveria se, havendo um acordo de paz, Israel declarasse Jerusalém ocidental a sua capital, e a Palestina pudesse declarar Jerusalém oriental a sua capital. Nenhum problema, porque afinal de contas essa cidade foi dividida e esse status foi reconhecido.

O problema é que como existe um ato de posse forçosa, ou seja, como existe um ato de conquista de Israel de uma metade que não é dela, então não se aceita que ela declare essa capital, essa cidade unificada como sendo a sua capital toda ela. (…)

Se algum lado tomou posse forçosamente, este lado foi a Jordânia em 1948. Israel conquistou terras em atos defensivos tanto em 1948, quanto em 1967, em guerras que ela não começou.

O quarto e último mapa mostraria a situação hoje como tendo resquícios da ocupação israelense em territórios da Palestina desde 1967. Na realidade, na Cisjordânia, as áreas verdes são as controladas pela Autoridade Palestina, e as que mudaram de verde para amarelo não são somente assentamentos israelenses, mas também áreas onde Israel mantém controle de segurança segundo acordos prévios.



As pequenas áreas verdes foram as primeiras a serem concedidas para um autogoverno verdadeiramente palestino, por Israel diretamente a Yasser Arafat e seus sucessores.

Estes mapas são amplamente utilizados até os dias de hoje em campanhas pró-palestinas. O discurso da perda territorial palestina abordada desta maneira confere ao último mapa um contexto deturpado, embora carregue uma representação precisa das soberanias israelense e palestina. Os três primeiros mapas foram intencionalmente organizados para passar a imagem de uma expropriação progressiva de terras palestinas por parte dos judeus e, posteriormente, Israel, ignorando governos, guerras e tomada de controle de terras ocorridos na história anteriormente.

A disseminação desses mapas ajuda somente a estabelecer a hegemonia da imagem dos palestinos como única vítima da história.



É vergonhoso que um veículo de notícias como o Jornal da Cultura utilize estes mapas, e ainda convide uma professora completamente parcial para explicar um assunto tão complexo. O público merece muito mais ética e profissionalismo de jornalistas.

(*) Tamara Ster do Honest Reporting Defending Israel From Media Bias

quarta-feira, dezembro 13, 2017

A verdadeira resposta palestina ao discurso de Trump sobre Jerusalém





Relato de um árabe islâmico:
por Bassam Tawil (*).



Não mais do que três horas depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, para informá-lo sobre sua intenção de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, um sem-número de fotojornalistas palestinos receberam um telefonema de Belém.

Os telefonemas vieram de “ativistas” palestinos, convidando os fotógrafos a irem à cidade para documentar um “acontecimento importante”. Quando os fotógrafos chegaram, descobriram que o “acontecimento importante” nada mais era do que meia dúzia de gatos pingados de “ativistas” palestinos que se dispuseram a queimar posters de Trump na frente das câmeras.

Os “ativistas” aguardaram pacientemente enquanto os fotojornalistas e cinegrafistas montavam seus equipamentos para registrarem o “acontecimento importante”. Logo, a mídia já estava toda alvoroçada com relatos sobre “manifestantes palestinos furiosos tomando as ruas para protestar” contra a intenção de Trump de transferir a embaixada para Jerusalém e o reconhecimento da cidade como a capital de Israel. As filmagens da meia dúzia de gatos pingados palestinos(Veja logo abaixo) queimando as fotos de Trump foram feitas de tal forma para que parecesse que faziam parte de um gigantesco protesto avassalando as comunidades palestinas.


Percebe-se que são sempre os mesmos integrantes.
Nota do Blogando Francamente: As manchetes pelo mundo não condizem com as imagens acima: 
  • Centenas de pessoas manifestaram-se na Cidade de Gaza contra a anunciada intenção do presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos de Donald Trump e bandeiras dos Estados Unidos.(Jn.pt)
 - Algumas matérias apresentam as fotos bem próximas para que não se tenha uma ideia do numero de manifestantes:
  • Decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel motiva protestos em vários países (G1.globo.com)

A cena mostra mais um caso do conluio entre os palestinos e os meios de comunicação, cujos representantes estão sempre ávidos em servir de porta-vozes da máquina de propaganda palestina e proporcionar uma plataforma aberta para transmitir ameaças dos palestinos contra Israel e os EUA.

Se os fotógrafos e os cinegrafistas não tivessem aparecido para registrar a “espontânea” queima das imagens, os ativistas palestinos teriam sido obrigados a debandarem, com o rabo entre as pernas, de volta para um dos coffee shops de Belém.

Até aqui nada de mais, nada incomum: os ativistas palestinos estão cansados de saber que os repórteres, tanto locais quanto estrangeiros, estão sedentos por sensacionalismo e, o que melhor para sair bem na fita do que pôsteres de Trump em chamas bem no lugar do nascimento de Jesus na véspera de Natal, quando milhares de peregrinos e turistas cristãos estão se dirigindo para a cidade?

Ao maquiar a “cerimônia” da queima de pôsteres como reflexo da fúria generalizada dos palestinos quanto à política de Trump em relação a Jerusalém, a mídia internacional está sendo mais uma vez cúmplice na disseminação da propaganda dos formadores de opinião palestinos. Líderes e porta-vozes palestinos dão tudo de si para criarem a impressão de que a política de Trump no tocante a Jerusalém incendiará a região. Eles também se esforçam ao máximo para mandar a mensagem ao povo americano de que a política de seu presidente põe em perigo suas vidas. Com efeito, a mídia se ofereceu para servir à campanha de intimidação dos palestinos. E a confluência da mídia na farsa da queima de pôsteres em Belém é só o começo.

Agora que os palestinos conseguiram, com a ajuda da mídia, incrustar essas imagens nas mentes de milhões de americanos, eles planejam encenar mais protestos. Objetivo: aterrorizar o povo americano e forçar Trump a rescindir sua decisão sobre o status de Jerusalém. Essa tática de intimidação através da mídia não é nova. Na verdade, ela vem acontecendo há décadas, em grande parte graças à adesão da grande mídia do Ocidente.

A esta altura, jornalistas palestinos e ocidentais já foram convidados a cobrir uma série de protestos programados pelos palestinos para os próximos dias e semanas em resposta à política de Trump. Os jornalistas, incluindo fotógrafos e cameramen, receberam planilhas detalhadas especificando data e hora das manifestações que terão lugar em diferentes regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Aos jornalistas foram prometidas mais cenas de fotos de Trump e da bandeira dos EUA em chamas. Foram até dadas dicas a jornalistas sobre os locais onde os “confrontos” irão ocorrer entre os arruaceiros palestinos e os soldados da Força de Defesa de Israel. Em outras palavras, os jornalistas foram informados exatamente onde deveriam estar para documentar os palestinos atirando pedras contra os soldados, juntamente com a previsão da resposta da FDI.

O engraçado é que, se por alguma razão os cameramen não aparecerem, os “ativistas” também não aparecerão. No mundo palestino, tudo gira em torno da manipulação da mídia e do recrutamento dela em favor da causa palestina. E a causa é sempre atacar Israel e atacar Trump não fica muito atrás.

Sim, os palestinos irão protestar nos próximos dias contra Trump. Sim, eles tomarão as ruas e atirarão pedras contra os soldados da FDI. Sim, eles queimarão imagens de Trump e bandeiras dos Estados Unidos. E sim, eles tentarão perpetrar ataques terroristas contra os israelenses.

“Quando estamos em nossas salas de estar assistindo aos noticiários transmitidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, por que não nos perguntamos: quantos desses ‘eventos’ não são, de fato, paródias da mídia? Por que os jornalistas se deixam levar pela máquina de propaganda palestina que vomita ódio e violência da manhã até à noite? E por que os jornalistas exageram e agravam as ameaças de violência e anarquia dos palestinos?

Primeiro, muitos jornalistas querem agradar seus leitores e editores, oferecendo-lhes histórias que apresentam uma imagem negativa de Israel. Segundo, há também aqueles jornalistas que acreditam que escrever histórias anti-israelenses os ajudarão a ganhar prêmios de diversas organizações autoproclamadas de defesa da moral. Terceiro, muitos jornalistas acreditam que escrever artigos anti-Israel lhes darão acesso aos assim chamados grupos ‘liberais’ e a um clube fechado, exclusivo, teoricamente ‘esclarecido’ que romantiza estar ‘no lado direito da história’. Eles não querem ver que 21 estados muçulmanos procuraram por muitas décadas destruir um único estado judeu, eles acham que se os jornalistas forem ‘liberais’ e ‘de mente aberta’, eles têm que apoiar os ‘coitadinhos’, que eles acreditam serem ‘os palestinos’. Quarto, muitos jornalistas veem o conflito como sendo entre bandidos (supostamente os israelenses) e mocinhos (supostamente os palestinos) e que é dever deles ficarem do lado dos ‘mocinhos’, ainda que os ‘mocinhos’ estejam praticando atos de violência e terrorismo.”

Não faz muito tempo, mais de 300 fiéis muçulmanos foram massacrados por terroristas também muçulmanos enquanto eles oravam em uma mesquita no Sinai, Egito. Essa tragédia provavelmente foi coberta por menos jornalistas do que o episódio orquestrado sobre o poster de Trump em Belém. Houve alguma comoção no mundo árabe e islâmico? Agora se fala sobre “dias de fúria” nos países árabes e muçulmanos em sinal de protesto contra Trump. Por que não houve “dias de fúria” nos países árabes e islâmicos quando mais de 300 fiéis, entre eles muitas crianças, foram massacrados durante as rezas da sexta-feira?

Já está mais do que na hora de certa autoreflexão por parte da mídia: eles realmente querem continuar servindo como porta-vozes dos árabes e muçulmanos que intimidam e aterrorizam o Ocidente?

Os jornalistas mancomunam diligentemente com a Autoridade Palestina e o Hamas para criarem a falsa impressão de que eclodirá a Terceira Guerra Mundial se a embaixada dos EUA for transferida para Jerusalém. Centenas de milhares de muçulmanos e cristãos foram massacrados desde que teve início a “primavera árabe” há mais de seis anos. Eles foram mortos por terroristas muçulmanos e outros árabes. O derramamento de sangue continua até hoje no Iêmen, Líbia, Síria, Iraque e Egito.

Não se deixe enganar: os prometidos “rios de sangue” jorram nesse exato momento. No entanto, é a faca de árabes e muçulmanos que corta a garganta de irmãos árabes e muçulmanos que é a fonte desta torrente vermelha e não uma declaração feita por um presidente dos EUA. Talvez isso possa finalmente ser um evento que vale a pena cobrir pelos itinerantes repórteres da região?



(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: midiasemmascara.org

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Os palestinos e sua verdadeira identidade





por Norbert Lieth(*)




Não apenas os israelenses são enganados, os palestinos também ouvem sua parcela de inverdades. Eles são usados apenas como meio para se alcançar um alvo, pois são transformados em um povo que nem existe. O nome "palestinos" deriva de "filisteus". Estes, porém, vieram originalmente de Creta (Caftor), ocuparam partes da região e exterminaram seus habitantes. Em Deuteronômio 2.23 lemos: "Também os caftorins que saíram de Caftor destruíram os aveus, que habitavam em vilas até Gaza, e habitaram no lugar deles" (veja também Js 13.3; Gn 10.14; Jr 47.4; Am 9.7). Os filisteus, por serem oriundos de Creta, nem eram árabes.


A palavra "Palestina" é simplesmente uma designação genérica para a terra de Israel, criada pelo imperador romano Adriano. Adriano era um inimigo ferrenho de Deus e dos judeus. No ano de 135 d.C. ele sufocou a revolta dos judeus sob a liderança de Bar-Kochba. Seu alvo era acabar definitivamente com a memória de Israel e de Jerusalém. Com essa intenção, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aelia Capitolina". À terra de Israel ele deu o nome de seus inimigos mais ferrenhos, os filisteus.


Com toda a franqueza, Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na "Palestina":


Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe... Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia."[1]


O povo palestino é enganado, explorado e usado como massa de manobra contra Israel. Nessa terra simplesmente viviam árabes cuja origem era, em sua maioria, síria e libanesa, mas nela também viviam judeus. Nesse sentido, os judeus também são palestinos. Golda Meir, que foi primeira-ministra de Israel, disse em sua época: "Eu sou palestina." Foi também Golda Meir que afirmou: "Somente teremos paz com os árabes quando o amor pelos seus filhos for maior que o ódio que eles sentem por nós".


A Margem Ocidental do Jordão e Gaza estavam sob domínio árabe de 1948 a 1967, ou seja, nas mãos de jordanianos e egípcios. Se naquela época houvesse uma "questão palestina", como a conhecemos hoje, por que não lhes foi concedido um Estado quando essa região estava sob domínio árabe? Simplesmente porque os "palestinos" nunca foram reconhecidos como um povo autônomo, mas sempre foram considerados árabes jordanianos, sírios ou de outras nacionalidades!


O nome "palestinos" surgiu a partir de 1964, quando o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização Para a Libertação da Palestina (OLP). O semanário egípcio El Mussawar escreveu a respeito:

A criação de uma nação palestina é o resultado de um planejamento progressivo, pois o mundo não admitiria uma guerra de cem milhões de árabes contra uma pequena nação israelense."[2]

Antes de 1964 os moradores da "Palestina" ainda eram chamados de "árabes". Em 15 de maio de 1948, quando sete exércitos árabes atacaram o recém-criado Estado de Israel, os árabes da Palestina foram convocados a deixarem temporariamente a região colocando-se em segurança até que Israel estivesse aniquilado. Foram os próprios países árabes que animaram os palestinos a saírem dali; eles não foram expulsos pelos israelenses. Em torno de 68% deles partiram sem jamais ter visto um único soldado israelense. Um refugiado palestino resumiu a questão com as seguintes palavras: "O governo árabe disse-nos: ‘Saiam para que possamos entrar.’ Assim, nós saímos, mas eles não entraram."[3] 





1-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 141.
2-Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 140.
3-Philister, Ramon Bennett, p. 118


(*)Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética.Por alguns anos trabalhou como missionário na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.



domingo, julho 30, 2017

Vitória Palestina no Monte do Templo







por Daniel Pipes(*)
Tradução: Joseph Skilnik



O Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, do Partido Fatah, divulgou um comunicado no último sábado que a "campanha por Jerusalém começou de fato e que não irá parar até a vitória palestina e a libertação dos lugares sagrados da ocupação israelense". O Fatah exigiu a remoção dos detectores de metais e demais dispositivos de segurança da entrada da Mesquita de Al-Aqsa no Monte do Templo. Uma semana antes, dois policiais israelenses foram assassinados por terroristas que haviam escondido suas armas no interior da mesquita.


O comunicado do Fatah não tem lógica, além de ser hipócrita. Muitas mesquitas em países de maioria muçulmana usam essas mesmas medidas de segurança para protegerem fiéis, turistas e policiais. No entanto, o Sr. Abbas conseguiu forçar o governo israelense a remover os dispositivos. A façanha foi alcançada desviando a atenção dos assassinatos dos policiais e, ao mesmo tempo, incutindo medo de uma conflagração religiosa com vastas repercussões.


A crise do Monte do Templo destaca com excepcional nitidez três fatores que explicam porque imutáveis 80% dos palestinos acreditam que podem eliminar o estado judeu: doutrina islâmica, ajuda internacional e timidez israelense.


No bojo do Islã reside a expectativa de que qualquer território que certa vez esteve sob controle muçulmano é uma dádiva que deve, inevitavelmente, voltar para o domínio muçulmano. Essa concepção desfruta de uma força perene: pense no sonho de Osama bin Laden de ressuscitar Andaluzia e a esperança do presidente turco Recep Tayyip Erdogan de reconquistar a influência nos Bálcãs. Os palestinos consistentemente asseveram sua crença segundo a qual o Estado de Israel entrará em colapso em questão de décadas.


O embate em torno do Monte do Templo instiga singularmente esta expectativa, visto que ele vai muito além da população local e desperta as paixões de muitos dos 1,6 bilhões de muçulmanos nos quatro cantos mundo. Os líderes e instituições muçulmanas mais proeminentes apoiaram incondicionalmente o posicionamento do Fatah no tocante às medidas de segurança no Monte do Templo. Vozes islâmicas fora do consenso pró-palestino são raras. Os palestinos se regozijam em seu papel de serem a ponta de uma enorme lança.


                                      

No Vídeo:Entenda o Conflito pelo MONTE do 
TEMPLO em JERUSALÉM

As ilusões de poder dos palestinos desfrutam de considerável apoio internacional. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura aprova rotineiramente resoluções desfavoráveis dirigidas a Israel. A Universidade de Columbia conta com um Centro de Estudos da Palestina. As corporações mais influentes como o Google e órgãos de imprensa como a British Broadcasting Corp. fazem de conta que existe um país chamado Palestina. A ajuda externa criou uma pseudoeconomia palestina que em 2016 teve uma fenomenal taxa de crescimento de 4,1%.


Na crise do Monte do Templo, o governo dos EUA, os europeus e praticamente todo mundo se alinharam no sentido de apoiar a exigência de retirar os detectores de metais, juntamente com câmeras de alta tecnologia e quaisquer dispositivos para prevenir ataques jihadistas. O Quarteto do Oriente Médio aplaudiu "as garantias do primeiro-ministro de Israel de que o status quo nos lugares sagrados em Jerusalém será mantido e respeitado". Com esse tipo de apoio quase unânime, os palestinos tranquilamente imaginam serem mais fortes do que o estado judeu.


Os serviços de segurança de Israel timidamente evitam tomar medidas que possam incomodar os palestinos. Essa abordagem tolerante não resulta de um idealismo deslumbrado e sim de uma visão extremamente negativa em relação aos palestinos como encrenqueiros irresponsáveis. Consequentemente, a polícia, as agências de inteligência e os militares concordam com qualquer coisa que assegure a calma, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer iniciativa de privar os palestinos de fundos, puni-los mais severamente ou infringir suas inúmeras prerrogativas.


Os órgãos de segurança israelenses sabem que a Autoridade Palestina continuará a incitar e sancionar os assassinatos ao mesmo tempo que procuram deslegitimar e isolar o Estado de Israel. Mas os serviços de segurança categoricamente preferem conviver com esses desafios do que punir Abbas, reduzir seu status e se arriscar a enfrentar outra intifada. O colapso da Autoridade Palestina e o retorno da Cisjordânia ao domínio israelense são o pesadelo dos serviços de segurança. Abbas sabe disso, e o fiasco desta semana demonstra que ele não tem medo de explorar os receios israelenses e nutrir seu sonho de achincalhar e no futuro eliminar o estado judeu.

(*)Daniel Pipes é o presidente do Middle East Forum

segunda-feira, julho 17, 2017

A incessante encenação das mentiras palestinas




por Bassam Tawil



Os enviados Jason Greenblatt e Jared Kushner dos Estados Unidos, que se encontraram nesta semana em Jerusalém e em Ramala com funcionários do alto escalão de Israel e da Autoridade Palestina (AP) com o objetivo de viabilizar a retomada do processo de paz, descobriram o que os enviados anteriores americanos ao Oriente Médio constataram nas últimas duas décadas – que a AP não mudou, não tem como mudar e que não vai mudar.

No encontro em Ramala com o presidente da AP, Mahmoud Abbas, os dois emissários americanos foram informados que os palestinos não aceitarão nada que não seja um estado independente na fronteira pré-1967 tendo como capital Jerusalém Oriental.

Abbas também deixou claro que ele não tem nenhuma intenção de fazer concessões no tocante ao “direito de retorno” na questão dos “refugiados” palestinos. Isso significa que ele quer um estado palestino ao lado de Israel e também quer que Israel seja inundado com milhões de “refugiados” palestinos transformando o país em outro estado palestino.

Na reunião Abbas também reiterou sua exigência que Israel liberte todos os prisioneiros palestinos, incluindo assassinos condenados com as mãos manchadas de sangue judeu, como parte de qualquer acordo de paz. No passado a libertação de terroristas só fez com que aumentasse o terrorismo contra Israel.

De acordo com o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudaineh, o presidente da AP disse a Kushner e a Greenblatt que uma “paz justa e abrangente deveria se basear em todas as resoluções das Nações Unidas (relativas ao conflito árabe-israelense) e à Iniciativa de Paz Árabe (2002)”. Tradução: Israel deve se retirar para as linhas indefensáveis pré-1967 e permitir que facções palestinas armadas se posicionem nas colinas com vista para o aeroporto Ben Gurion e Tel Aviv.

A posição de Abbas reflete com precisão a política da liderança da AP nas duas últimas décadas – política esta normalmente comunicada a todas as administrações americanas, sucessivos governos israelenses e à comunidade internacional.

Há de se reconhecer, Abbas tem sido consistente. Ele nunca mostrou nenhuma disposição em aceitar fazer quaisquer concessões a Israel. Ele jamais perde a oportunidade de reafirmar suas exigências a todos os líderes mundiais e altas autoridades de governo com os quais ele se reúne regularmente.

No entanto, há aqueles na comunidade internacional que ainda acreditam que Abbas ou algum outro líder palestino poderá fazer concessões em troca da paz com Israel.

É inacreditável, mas tanto Kushner quanto Greenblatt, ao que tudo indica, acreditam que possam ter sucesso onde todos deram com os burros n’água.

Os dois enviados americanos, inexperientes, estão trabalhando na ilusão de que persuadirão Abbas e a liderança da AP de desistirem de certas exigências como o “direito de retorno”, a libertação de terroristas presos e a cessação da construção em assentamentos.

O porquê dos enviados do presidente Trump estarem criando a impressão perigosamente ilusória segundo a qual é possível alcançar a paz com a atual liderança da AP é simplesmente um mistério.

Criar uma expectativa dessas é como dar um tiro no pé juntamente com uma vingança, quanto mais alta a expectativa, maior a decepção. Dar aos palestinos a sensação de que a administração Trump possui uma varinha mágica para resolver o conflito israelense-palestino acabará aumentando o ódio e a hostilidade dos palestinos em relação aos americanos e a Israel. Quando os palestinos acordarem para o fato de que o governo Trump não colocará Israel de joelhos, eles irão retomar seus ataques retóricos contra Washington, acusando o governo americano mais uma vez de ser “tendencioso” a favor de Israel.

Foi exatamente esta a sorte das administrações e dos presidentes anteriores dos EUA que decepcionaram os palestinos ao não imporem os ditames a Israel. Os palestinos ainda sonham com o dia em que os EUA ou qualquer outra superpotência force Israel a aceitar todas as suas exigências.

Quando Israel não concorda em aceitar a lista de exigências, os palestinos acusam o país de “destruir” o processo de paz.

Pior do que isso, os palestinos usarão esta acusação como desculpa para redobrar seus ataques terroristas contra os israelenses. A reivindicação palestina, como sempre, será a de que eles estão sendo forçados a recorrer ao terrorismo em face do fracasso de mais um processo de paz patrocinado pelos EUA.

A administração Trump está cometendo um erro colossal ao pensar que Abbas ou qualquer um de seus colegas da Autoridade Palestina têm condições de mostrar alguma flexibilidade em relação a Israel, particularmente em relação a Jerusalém, assentamentos e o “direito de retorno”.

Não há dúvida que Abbas não tem condições de mostrar aos enviados americanos que ele não foi incumbido pelo seu povo para dar um passo na direção da paz com Israel. Abbas sabe, mesmo que os representantes americanos não saibam, que um movimento nessa direção acabaria com sua carreira e possivelmente com a sua vida.

Abbas também não quer entrar para a história palestina como o líder traidor que “se vendeu aos judeus”.

Não obstante as melhores intenções dos enviados americanos e de outros da comunidade internacional, Abbas está cansado de saber a sorte de qualquer líder palestino que considere “colaborar” com a “entidade sionista”.

Abbas, cujo mandato terminou em 2009, é visto como um presidente ilegítimo por inúmeros palestinos, sequer está em condições de oferecer a Israel concessões para fechar um acordo de paz. Para começar, mais tarde poderá surgir alguém e dizer, com toda razão, que como Abbas excedeu seu mandato legítimo no cargo, qualquer acordo feito por ele é ilegal e ilegítimo.

Abbas também não tem condições de conter o incitamento contra Israel, ele não tem como impedir os pagamentos aos assassinos condenados e às suas famílias e também não tem como aceitar a soberania judaica sobre o Muro das Lamentações em Jerusalém.

Ainda que certos assessores, vez ou outra, apareçam com declarações sugerindo que a liderança da AP estaria disposta a considerar algumas concessões em relação a essas questões, tais observações não devem ser levadas a sério: elas são destinadas apenas e tão somente aos países ocidentais.

A assertiva da AP é que ela já fez concessões suficientes meramente por reconhecer o direito de Israel de existir e de desistir das reivindicações palestinas sobre “toda a Palestina”. Segundo este posicionamento é Israel e não os palestinos que precisa fazer concessões pela paz.

“Atingimos o limite no que diz respeito às concessões (em relação a Israel)”, elucidouAshraf al-Ajrami, ex-ministro da AP. “Nós já fizemos uma série de concessões quanto às questões centrais ao passo que Israel não nos apresentou nada”.

É bom lembrar que esta declaração do ex-funcionário da AP é uma mentira deslavada, dadas as generosas propostas, gestos e concessões feitas por sucessivos primeiros-ministros e governos israelenses nas últimas duas décadas.

Reiteradamente, todas as iniciativas israelenses foram rechaçadas pelo rejeicionismo palestino e pela intensificação da violência.

A proposta apresentada pelo primeiro-ministro Ehud Barak em Camp David em 2000 de se retirar da maior parte dos territórios capturados por Israel em 1967 teve como consequência a Segunda Intifada.

A retirada israelense da Faixa de Gaza cinco anos depois foi interpretada, equivocadamente, pelos palestinos como sinal de fraqueza e recuo, resultando no lançamento de milhares de foguetes e mísseis contra Israel.

Outra proposta generosa e sem precedentes do primeiro-ministro Ehud Olmert caiu no vazio.

A atual política da liderança da Autoridade Palestina é evitar alienar a administração Trump fazendo de conta que Abbas e seus cupinchas estão empenhados seriamente em alcançar a paz com Israel. É por esta razão que os representantes de Abbas estão pisando em ovos para não criticar Trump nem seus enviados.

Abbas quer ludibriar a administração Trump para que ela acredite que ele tem a coragem, a vontade e o mandato para fechar um acordo de paz com Israel, da mesma maneira que ele mentiu para os ex-primeiros-ministros israelenses. É o mesmo Abbas que, nos últimos 10 anos, não conseguiu voltar para sua residência privada na Faixa de Gaza, que permanece sob o controle do Hamas.

Mas, ao pé do ouvido, funcionários palestinos do alto escalão têm criticado a administração Trump por simplesmente se atreverem a fazer exigências da liderança da AP, como parar com a incitação anti-Israel e o pagamento de salários aos terroristas presos e às suas famílias. Em outras palavras, o que as autoridades palestinas estão dizendo é: ou Trump aceita nossas exigências ou que vá para o inferno.

“Os americanos já endossaram a posição de Israel” reclamou Hanna Amireh, cacique da OLP.

“A liderança palestina rejeita a exigência de interromper a ajuda financeira aos detentos e às suas famílias… Em vez de apresentar pré-condições aos palestinos, os americanos deveriam exigir o fim do incitamento e da construção em assentamentos israelenses”.

No mundo distorcido da liderança da Autoridade Palestina, as demandas israelenses no tocante ao fim da glorificação palestina de assassinos são por si só um ato de “incitamento”.

Como Israel se atreve a exigir que a liderança da AP suspenda a remessa de dinheiro para terroristas presos e às suas famílias? Como Israel se atreve a desmascarar o incitamento e a glorificação de assassinos e terroristas?

A liderança da AP simplesmente não consegue entender qual o problema de dar nomes de assassinos de judeus às ruas, praças públicas e centros para a juventude.

É uma mera questão de tempo até que a liderança da AP comece a acusar abertamente a administração Trump de ser tendenciosa a favor de Israel. No mundo de Abbas e de seus cupinchas, qualquer administração dos EUA que não engula as mentiras e as invenções palestinas é considerada um círculo “hostil” controlado por judeus e sionistas.

E é exatamente isso que os palestinos disseram em relação a Trump e à sua equipe durante a campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos.

A liderança da AP, a bem da verdade, baixou o tom contra Trump e seus assessores a partir do momento que ele venceu as eleições. No entanto, este tom mais ameno tem o seguinte objetivo: que a AP não seja acusada de ser contra a paz.

Na realidade a liderança da AP mudou o tom mas não a música. Estamos testemunhando uma providência tática e temporária por parte dos palestinos. Esse teatro acabará em breve. A pergunta que continua no ar é: o Ocidente irá perceber que o espetáculo acabou?



Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Midia Sem Máscara

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

O mito do genocídio palestino.






Esse artigo foi escrito de forma colaborativa por Bruno Lima, Yair Mau e Marcelo Treistman e não reflete a opinião do Conexão Israel como um todo.



Um dos maiores mitos na narrativa do conflito árabe-israelense é o de que há um genocídio palestino cometido por Israel – uma suposta “limpeza étnica”, como afirmam de forma difamadora. Apesar de não podermos julgar as intenções daqueles que o criaram, podemos definitivamente afirmar que a sua perpetuação é, no melhor dos casos, um ato de ignorância, e muitas vezes pura e simples desonestidade intelectual.

Há cinco aspectos que juntos ajudaram a construir a ideia de que há um genocídio perpetrado por israelenses sobre o povo palestino. O primeiro é legal-jurídico – “Israel comete um genocídio com base nas leis internacionais”. Em relação a esse ponto, nosso colega de Conexão Israel, Claudio Daylac, explica em seu artigo “Análise do direito internacional e das leis da guerra“, porque o termo não se aplica ao que ocorre entre israelenses e palestinos. É uma excelente leitura que rebate em termos jurídicos o argumento de que Israel promove ou possui a intenção de promover um genocídio.

Ainda assim, é importante ressaltar que a disputa pela definição das atitudes de Israel vai muito além da questão conceitual ou terminológica. Em efeito, o termo genocídio é apenas uma representação/síntese de uma ideia que, dependendo das circunstâncias, pode se apresentar como “massacre”, “assassinato sistemático” e outras derivações. Além disso, há uma imensa quantidade de interpretações dadas ao termo genocídio que variam de acordo com a conveniência daquele que o emprega. Portanto, seria um equívoco tornar esse artigo uma discussão sobre terminologias e nomenclaturas – seria interminável e contraproducente. É muito mais frutífero – e por isso optamos por essa direção – desconstruir a ideia que serve de base para toda e qualquer expressão que passe a ideia de que Israel promove uma matança indiscriminada e deliberada de palestinos. Dessa forma, o uso do termo “genocídio” ao longo do texto é inespecífico.

Há quatro outros aspectos que sustentam o mito do “genocídio palestino”. Vejamos quais são eles.
“Israel matou e segue matando deliberadamente milhares de palestinos”

Analisar o número de mortes palestinas requer o entendimento do contexto em que estas ocorreram e da intenção daqueles que as provocaram. Ao longo dos últimos 67 anos, Israel esteve envolvido em guerras e operações militares contra países e grupos que objetivaram (alguns ainda objetivam) a sua destruição. Nessas ofensivas anotaram-se mortes de agressores, terroristas e inocentes civis. Essa é a triste porém real consequência de uma situação de guerra. Portanto, para que entendamos a dimensão do número de mortes no lado palestino é importante esclarecer de antemão que estas não ocorreram de forma deliberada, mas dentro de um contexto marcado pelo conflito.

Para avaliarmos a existência ou não de um “genocídio”, temos que dar base comparativa aos números e colocá-los em perspectiva. É como dizer: “dez é muito”. Em relação a que? Quanto é pouco? Qual é a média? Enfim, a vida, para ser analisada de forma objetiva, deve ser colocada em contexto.

Podemos avaliar a existência de um genocídio com base nas estatíticas tanto de forma absoluta — número de mortos — quanto relativo ao tempo — número de mortos por ano. Para não haver dicussão apresentaremos os dados das duas formas.

Comecemos pelos números de mortos palestinos desde 1948, ano da criação do Estado de Israel. Apesar de haver um intenso debate quanto ao número de vítimas palestinas desde a Guerra de Independência — não há uma clara distinção na literatura entre jordanianos e palestinos até os conflitos mais recentes — tomamos a liberdade de utilizar o mais alto indíce: 30 mil mortos 1. Note que esse é o mais alto número se calcularmos o número de jordanianos e palestinos mortos desde 1948 sem qualquer diferenciação entre os povos. Em uma escala de tempo significa dizer que o Estado de Israel causou a morte de aproximadamente 448 palestinos por ano.

Coloquemos agora os números do “genocídio palestino” em perspectiva. Segue a lista em ordem decrescente — em números absolutos — de algumas das maiores matanças cometidas nos últimos dois séculos.
  1. Mao-Tsé-Tung (China, 1958-61 e 1966-69, Tibet 1949-50) – 80 milhões de mortos.
  2. Adolf Hitler (Alemanha, 1939-1945) – 12 milhões de mortos.
  3. Leopoldo II da Bélgica (Congo, 1886-1908) – 8 milhões de mortos.
  4. Joseph Stalin (URSS, 1932-1939) – 7 milhões de mortos.
  5. Hideki Tojo (Japão, 1941-1944) – 5 milhões de mortos.
  6. Ismail Enver (Império Turco-Otomano,, 1915-1920) – 2.5 milhões de mortos.
  7. Pol Pot (Cambodia, 1975-79) – 1.7 milhões de mortos.
  8. Kim Il Sung (Koreia do Norte, 1948-94) – 1.6 milhões de mortos.
  9. Menghistu (Etiópia, 1975-78) – 1.5 milhões de mortos.
  10. Yakubu Gowon (Nigéria, 1967-1970) – 1 milhão de mortos.
  11. Leonid Brezhnev (Afeganistão, 1979-1982) – 900.000 de mortos.
  12. Jean Kambanda (Ruanda, 1994) – 800.000 de mortos.
  13. Saddam Hussein (Irã 1980-1990 e Kurdistão 1987-88) – 600.000 de mortos.
  14. Tito (Iugoslávia, 1945-1980) – 570.000 de mortos.
  15. Suharto/Soeharto (Indonésia 1965-66) – 500.000 mortos.
  16. Fumimaro Konoe (Japão, 1937-39) – 500.000 mortos.
  17. Jonas Savimbi (Angola, 1975-2002) – 400.000 mortos.
  18. Mullah Omar – Talibã (Afeganistão, 1986-2001) – 400.000 mortos.
  19. Ante Pavelic (Croácia, 1941-45) – 359.000 mortos.
  20. Idi Amin (Uganda, 1969-1979) – 300.000 mortos.
  21. Yahya Khan (Paquistão, Bangladesh 1970-71) – 300.000 mortos.
  22. Benito Mussolini (Etiópia, 1936; Líbia, 1934-45; Iugoslávia, 1939-1945) – 300.000 mortos.
  23. Charles Taylor (Libéria, 1989-1996) – 220,000 mortos.
  24. Foday Sankoh (Serra Leoa, 1991-2000) – 200,000 mortos.
  25. Suharto (Achém, Timor Leste, Nova Guiné, 1975-98) – 200,000 mortos. 2

Não perdamos de vista os números absolutos do “genocídio palestino” – que estipulamos a título referencial no exagerado número de 30 mil mortos. Não é possível saber ao certo em que posição Israel entraria na lista acima, mas seria plausível supor que não estaria nem entre os 100 primeiros.






De qualquer forma, vejamos agora o número de mortes por ano:






Para entendermos proporcionalmente, coloquemos todas as mortes em genocídios do mundo em um só gráfico e vejamos onde Israel se encontra.



Como podemos observar, há inúmeros conflitos (não concebidos como genocídio) antes de chegarmos tanto nos 30 mil palestinos mortos desde 1948, quanto na média de 448 vítimas anuais. Aliás, se utilizássemos apenas a média anual, não haveria qualquer razão para escrever um artigo como esse —a taxa anual de 448 mortes palestinas (um povo em conflito com Israel) é tão baixa que chega a ser menor do que o número de mortes provocadas por perseguição governamental presente em quase todos os países árabes, que o número de vítimas na guerra civil síria, no combate ao crime nos Estados Unidos, no Brasil e em outros muitos países. Isso sem contar os conflitos em curso na África.


“Israel promove uma limpeza étnica”

Quem utiliza esse argumento deve estar preparado para responder objetivamente a uma pergunta singela: “Como Israel pode promover uma limpeza étnica se a população palestina cresce a uma taxa de 2.9% ao ano?”

Isto significa que, mantendo-se a taxa atual, a população palestina duplicará em apenas 24 anos. Levando-se em conta apenas a população de Gaza (crescimento de 3.4% por ano), a duplicação levaria apenas 20 anos. Comparemos com o Brasil, que cresce 0.9% ao ano (77 anos para duplicar). 3


Como pode um país que sofre ou sofreu um genocídio ter uma taxa de natalidade positiva? Em Gaza, vivem cerca de 1.8 milhão de pessoas. Crianças abaixo de 14 anos representam 45% da população. A taxa de fecundidade é de 4.18 filhos por mulher. 4


Enfim, o ponto está claro — é mais razoável acreditar em Papai Noel do que em uma limpeza étnica. A explosão demográfica palestina não dá base para tal argumento.
“O genocídio deve ser entendido com base no tamanho populacional”

Estima-se que em 1948 havia 1.3 milhão de muçulmanos e cristãos que viviam sob o mandato britânico. Hoje, são mais de 6 milhões de palestinos que vivem entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo (Gaza, Cisjordânia e árabes israelenses).

Se todas as 30 mil pessoas (são menos) tivessem sido mortas ao mesmo tempo (não foram), isto daria 2.3% (30 mil por 1.3 milhão) e 0.5% (30 mil por 6 milhões) da população palestina de 1948 e 2015, respectivamente. Comparemos estes números com alguns genocídios perpetrados no século 20:

Holocausto: 6 milhões de judeus, 78% dos judeus europeus.

Genocídio armênio: 1.5 milhão, 75% dos armênios do Império Otomano.

Genocídio cambojano: entre 1.7 e 3 milhões, de 25% a 33% da população total do Camboja.

Genocídio em Ruanda: entre 0.5 e 1 milhão, 70% da população tutsi. 5

Novamente, os números – quando colocados em perspectiva e analisados de forma objetiva – não corroboram com o mito do “genocídio palestino”. Considere também (apenas como exercício de pensamento) a seguinte questão: Na Guerra de Independência de Israel (1948–49) morreram cerca de 6 mil judeus, um porcento da população judaica local. Houve genocídio por parte dos exércitos árabes contra o povo judeu?
“Israel quer aniquilar o povo palestino”

Esse último aspecto se refere principalmente ao argumento de que “Israel tenta (tem a intenção de) promover um massacre de palestinos, mas não consegue”. Essa ideia é de fácil desconstrução e exige apenas um pouco de lógica.

Israel tem um dos exército mais equipados e desenvolvidos do mundo. Portanto, se o país tivesse a intenção de exterminar o povo palestino, não tardaria a ocorrer. No entanto, como vimos, a taxa de natalidade palestina segue alta e o número de vítimas desde 1948 é relativamente baixo. Diante dessa conjuntura há duas plausíveis conclusões: ou o exército de Israel é um dos mais incompetentes da história da humanidade ou definitivamente nunca houve intenção em promover um genocídio palestino. Como a primeira é pouco razoável, só nos resta crer na segunda. A lógica — em sua forma mais simples — se estrutura da seguinte maneira:
Israel tem a capacidade de matar todo o povo palestino.
O povo palestino segue tendo uma alta taxa de natalidade e apenas uma mínima parte do povo palestino morreu em decorrência do conflito com Israel durante os últimos 67 anos.
Logo, Israel não utiliza sua capacidade de matar todo o povo palestino.
Se Israel não utiliza sua capacidade de matar todos os palestinos, pode-se deduzir que ele não tem e nunca teve a intenção para tal.
Conclusão

A criação de mitos é uma constante no jogo político. Não apenas entre aqueles que se encontram na esfera de poder, mas também entre militantes que visam disseminar falsas representações da realidade para justificar a posição de seus partidos. Mitos políticos são eficientes recursos que tem como objetivo produzir padrões de pensamento, definir bandeiras ideológicas e determinar o comportamento social.

O mito é, no entanto, apenas uma história – esse é o seu significado etimológico do grego mythos. O problema é que nós, seres humanos, somos sedentos por essas histórias, afinal elas nos ajudam a descrever a realidade, preenchendo o insuportável espaço que a dúvida e a incerteza criam. Em efeito, os mitos nos confortam e nos permitem dar fluxo a vida – são mentiras ou meias-verdades que estabelecemos para tornar possível a vida em sociedade.

Ainda assim, não podemos lidar com um mito como se fosse um fato. É responsabilidade nossa entendê-lo e desconstruí-lo sempre que possível. Israel tem, sem dúvida, muito a fazer em relação ao conflito com os palestinos, mas isso não justifica a perpetuação da ideia de que há ou houve qualquer tentativa de genocídio ou massacre palestino. Agora você já sabe porque.
Fonte: conexaoisrael.org

Notes:


    1. O cálculo foi feito com base nos números publicados no wikipédia e considera todas as vítimas palestinas e jordanianas – sem qualquer diferenciação – entre os anos 1948 e 2015. ↩
    2. Fontehttp://www.scaruffi.com/politics/dictat.html ↩
    3. Fonte: http://data.worldbank.org/indicator/SP.POP.GROW ↩
    4. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_the_Palestinian_territories#Demographics_of_the_Gaza_Strip↩
    5. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_genocides_by_death_toll ↩