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quinta-feira, dezembro 27, 2018

Palestinos: Metralhar uma Mulher Grávida e Mentir







A cena de um ataque terrorista fora do assentamento de Ofra na Cisjordânia, em 9 de dezembro de 2018. (Magen David Adom)
por Bassam Tawil (*).

Três israelenses foram mortos na Cisjordânia na mais recente onda de terrorismo palestino. As vítimas foram dois soldados e um bebê de apenas quatro dias, nascido prematuramente após a mãe ter sido baleada e ferida em um ataque com uma rajada de tiros perpetrado por terroristas palestinos.

O ataque terrorista ocorreu perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia, de fato a capital da Autoridade Palestina (AP) onde o presidente Mahmoud Abbas bem como a maioria dos altos funcionários residem e trabalham. A chacina ocorreu quando uma rajada de tiros foi disparada do interior de um veículo em movimento nas proximidades da colônia de Ofra, e na sequência o veículo foi localizado pelo exército israelense no bairro de Ain Musbah em Ramala, nos arredores da residência particular e gabinete de Abbas.

Ninguém está insinuando que Abbas sabia que o ataque terrorista seria perpetrado. No entanto, a reação de Abbas e das autoridades de alto escalão da AP aos ataques levanta sérias dúvidas ao seu pretenso comprometimento em fazer a paz com Israel.

Horas antes do ataque à Ofra, Abbas ressaltou em um discurso perante os líderes de sua facção, Fatah, que continua comprometido com a "resistência popular pacífica" e com a diplomacia. "Não acreditamos em armas e não acreditamos em foguetes", salientou Abbas fazendo referência aos foguetes lançados pelo Hamas e por outros grupos terroristas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.

Este é o mesmo Abbas que, apesar de dizer se opor ao uso de armas e foguetes, não condenou o ataque terrorista no qual três israelenses foram mortos. Muito pelo contrário, tanto seus assessores como ele próprio têm condenado Israel todo santo dia pela repressão aos terroristas.

O incitamento contra Israel teve início logo após o ataque à Ofra, quando Abbas e membros da Fatah e da Autoridade Palestina começaram a condenar Israel pelo envio de soldados a Ramala em busca dos terroristas.

Em vez de condenar os assassinatos em Ofra, o Ministério da Informação de Abbas emitiu uma contundente condenação ao exército israelense por este entrar nos escritórios da agência de notícias palestina Wafa. O ministério definiu a entrada dos soldados como "ato de terrorismo" e pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel pela "agressão" aos palestinos.

Segundo a lógica do ministério de Abbas, soldados israelenses que estão atrás de terroristas configura um "ato de terrorismo" mas disparar tiros contra uma mulher grávida e outros seis civis israelenses parados em um ponto de ônibus, não.

O exército israelense não entrou em Ramala porque Israel quer "reocupar" a cidade e reinstalar o governo militar israelense. Tratava-se, na realidade, de uma operação limitada que durou poucas horas envolta no contexto da perseguição aos terroristas palestinos. Abbas e membros do alto escalão, no entanto, vêm empreendendo uma intensa campanha de incitamento contra Israel, espalhando mentiras e teorias conspiratórias fora de qualquer propósito.

Veja, por exemplo, o que o Secretário-Geral da OLP, Saeb Erekat, que se autodenomina como o "principal negociador palestino", tinha a dizer sobre a perseguição aos terroristas pelos agentes israelenses. Erekat, em uma bizarra declaração, afirmou que a "intrusão israelense em Ramala foi realizada com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump". Erekat também pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por seus "crimes" e que proporcione proteção internacional aos palestinos.

O que causa espécie na declaração de Erekat é que ele insinua que Israel precisava da permissão de Trump para enviar suas tropas a Ramala para capturar os terroristas que assassinaram três pessoas. É estranho também que Erekat acredita que a busca israelense para capturar terroristas é um "crime" pelo qual Israel deve ser responsabilizado na arena global.

No entanto, as declarações bizarras da AP não param por aí. Prestemos atenção na observação de Osama Qawassmeh, alto funcionário da Fatah e porta-voz, que afirmou que a operação militar israelense em Ramala foi na realidade dirigida contra o próprio Abbas. Segundo Qawassmeh, o exército israelense "invadiu" Ramala porque Abbas rejeitou o plano, ainda não divulgado, de Trump de paz para o Oriente Médio. Como se isso não bastasse, o membro da Fatah sustentou que o empenho do exército israelense de capturar os terroristas também estava ligado à oposição de Abbas a uma recente resolução dos EUA na Assembleia Geral da ONU para condenar o Hamas pelo disparo incessante de foguetes contra Israel e pelo incitamento à violência.

Essa sandice reflete a lógica distorcida de Abbas e de seus representantes em Ramala. Para eles, o verdadeiro problema não é o disparo de uma rajada de tiros e subsequente morte de uma mulher grávida e a morte de dois soldados. Longe disso, os líderes palestinos, incluindo Abbas, apontam o dedo acusador na direção de Israel pela audácia de enviar soldados para capturar terroristas palestinos e impedir outros ataques contra cidadãos israelenses. Desnecessário dizer que os soldados israelenses que entraram em Ramala em nenhum momento chegaram perto do gabinete ou da residência de Abbas e, com certeza, não tinham a menor intenção de alvejá-lo ou alvejar qualquer um de seus assessores. Na realidade, nenhum membro da Autoridade Palestina ou da Fatah foi detido nem ferido pelas tropas israelenses.

Será que esse membro da Fatah acha que o mundo lá fora é tão obtuso a ponto de acreditar que Israel colocaria em perigo a vida de seus soldados enviando-os a Ramala pelo simples fato de Abbas ter rejeitado um plano de paz que ninguém nunca viu nem sabe de seu conteúdo? Algum dos soldados que entraram em Ramala bateu na porta de Abbas e entregou-lhe uma carta dizendo que deveria aceitar o plano de Trump, (que ninguém conhece), caso contrário ele seria punido? É óbvio de não.

Abaixo mais um exemplo das mentiras e teorias de conspiração promovidas pelos assessores de Abbas nos últimos dias. Mahmoud Habbash, que ocupa o cargo de conselheiro de Abbas para assuntos religiosos, realçou, reagindo às medidas de segurança israelenses contra o terrorismo, que Israel e o Hamas estavam se enfrentando com o objetivo de "virarem a mesa" na Cisjordânia com o intuito de abrir caminho para a implementação do "acordo do século" de Trump que já despontava no horizonte.

Vale salientar também que o Hamas reconheceu publicamente que estava por trás da recente sucessão de ataques terroristas ocorridos na Cisjordânia. Mas, segundo Habbash, a repressão israelense contra o terrorismo nada mais é do que uma conspiração costurada por Israel e pelo Hamas para desgastar a Autoridade Palestina e abrir caminho para a "aprovação do acordo do século, que visa liquidar a causa palestina".

O conselheiro de Abbas, no entanto, está convencido que o mundo é tão tapado a ponto de acreditar que Israel e o Hamas estavam mancomunados por trás dos recentes ataques terroristas. Isso nada mais é do que mais um libelo de sangue de Abbas e de seu séquito contra Israel. A declaração acima não constitui somente uma mentira deslavada, trata-se também de um insulto à inteligência, parece até plágio de um programa humorístico. "Parece", quer dizer, porque esses comentários aparentemente ridículos se referem a uma série de ataques terroristas que ceifaram a vida de cidadãos israelenses. Assim sendo, as declarações devem ser levadas a sério e vistas no contexto da campanha da liderança palestina de incitação e disseminação de fake news contra Israel . É exatamente esse tipo de discurso incendiário que leva os terroristas palestinos a continuarem com os ataques contra Israel.

Em vez de culpar o Hamas pelos ataques terroristas, o gabinete de Abbas preferiu responsabilizar Israel pelo surto de violência na Cisjordânia. "O clima criado pela política de incursões recorrentes de Israel em cidades palestinas, bem como incitamento contra o presidente Abbas, desencadeou essa rodada de violência, que nós rejeitamos", ressalta uma declaração emitida pelo gabinete do presidente palestino.

Mais uma vez, a declaração mostra que Abbas considera as medidas anti-terroristas de Israel e não os ataques elaborados pelo Hamas, como causa dos protestos e da violência. A mensagem de Abbas ao mundo é a seguinte: como esses israelenses ousam tomar medidas de segurança para impedir ataques terroristas contra seus civis e seus soldados!

Está claro que Abbas treme na base em condenar seus rivais no Hamas por desfecharem a última onda de ataques terroristas na Cisjordânia. Ele está cansado de saber que assim que condenar o disparo da rajada de tiros contra uma mulher israelense grávida, o povo se levantará e o acusará de colaborar com Israel. Mas Abbas só pode culpar a si mesmo: seu ininterrupto incitamento e mentiras lançadas contra Israel tornaram perigoso demais dizer uma palavra sequer contra os terroristas palestinos.

Por último, é interessante expor um detalhe importante sobre o porquê de Abbas e seus representantes manterem suas bocas bem fechadas: a repressão israelense contra o Hamas na Cisjordânia, na realidade, atende aos interesses da Autoridade Palestina. Sem a repressão, o Hamas teria derrubado o regime de Abbas há muito tempo e tomado o controle da Cisjordânia. São os soldados israelenses, posicionados a uma pequena distância do gabinete e da residência de Abbas que o mantém são e salvo. Por mais inconveniente que seja a verdade, para Abbas e seus manipuladores em Ramala, é a verdade nua e crua






(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Original em inglês: Palestinians: Shooting a Pregnant Woman and Lying
Tradução: Joseph Skilnik

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Por que o Irã Banca Terroristas Palestinos?



por Bassam Tawil(*).



⚑     O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel." Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.


Consoante com os preceitos da política de longa data de bancar qualquer um que queira destruir Israel ou matar judeus, o Irã decidiu dar dinheiro às famílias de palestinos da Faixa de Gaza mortos durante ataques desferidos contra Israel. A decisão se refere aos palestinos que forem mortos enquanto atacam soldados israelenses durante as manifestações que ocorrem todas as semanas, patrocinadas pelo Hamas, ao longo da fronteira entre Gaza e Israel. As manifestações começaram em março de 2018 sob o lema: "Marcha do Retorno".

Quais são as implicações da decisão iraniana? O recado que o Irã está dando às famílias palestinas é o seguinte: "se vocês querem dinheiro e uma vida boa, mandem seus filhos morrerem na fronteira de Israel". Em outras palavras, o Irã está dizendo às famílias palestinas que a melhor maneira de melhorar suas condições de vida é enviar os filhos para matarem ou ferirem judeus. Trata-se de uma mensagem com alta probabilidade de ecoar nos confins do mundo árabe, muito além dos palestinos.

A expansão da influência iraniana no Oriente Médio como um todo e na arena palestina em particular teve início durante a administração Obama, que fez vista grossa às intenções agressivas do Irã e mais tarde embarcou numa política de passar a mão na cabeça dos mulás. No governo Obama, os iranianos devem ter imaginado que tinham sinal verde para fazer o que bem entendessem. Isso é obviamente a razão deles estarem hoje presentes não só na Faixa de Gaza e no Líbano como também na Síria, Iêmen, Líbia e Iraque.

De uns tempos para cá, o Gatestone Institute expôs como o Irã tramava se apoderar da Faixa de Gaza. O artigo em questão apontou que os iranianos estavam estreitando os laços tanto com o Hamas quanto com a Jihad Islâmica para garantir que os dois grupos terroristas governassem com mão de ferro a população palestina da Faixa de Gaza.

Não há dúvida e ninguém deveria esperar outra coisa dos iranianos. Na realidade, a decisão de recompensar monetariamente as famílias dos palestinos mortos em ataques a israelenses tem tudo a ver com as políticas anti-israelenses e antissemitas dos governantes de Teerã, assim como as de outros. Os iranianos ainda bravateiam a sua decisão. Eles têm a esperança que a iniciativa fortaleça a reputação do Irã nos países árabes e islâmicos e permita que o país continue interferindo nos assuntos internos de países do Oriente Médio.

Não é por acaso que a decisão foi anunciada logo depois que o presidente do Irã, Hassan Rouhani, considerado "moderado" pela imprensa internacional, chamou Israel de "tumor canceroso" e um "regime fake" estabelecido pelos países ocidentais com o objetivo de promover seus interesses no Oriente Médio.

As observações de Rouhani confirmam com mais força o objetivo abertamente declarado do Irã de destruir Israel
Foto: jovens palestinos em Gaza preparam fundas e estilingues para arremessarem pedras contra soldados israelenses que estão do outro lado da cerca que separa Gaza de Israel, 14 maio de 2018. (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Os líderes iranianos e seus aliados palestinos têm o mérito de serem honestos e diretos com respeito às suas intenções. No começo do ano, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, chamou Israel de "cão raivoso" e disse que o mundo islâmico deveria se armar para lutar contra o Estado judeu.

No ano passado, os iranianos tornaram público a contagem regressiva digital mostrando que faltavam 8.411 dias para, segundo eles, a "destruição de Israel". A previsão baseia-se em uma declaração de Khamenei em 2015, na qual ele afirmou que não restaria "nada" de Israel até o ano 2.040.

A decisão de recompensar com dinheiro as famílias dos terroristas palestinos foi anunciada em um congresso do Fórum Mundial para a Proximidade das Escolas Islâmicas de Pensamento, fórum estabelecido em 1990 por ordem de Khamenei com o objetivo de reconciliar as diferentes escolas e orientações islâmicas. Mohsen Araki, presidente do fórum, foi quem anunciou a medida. O Irã, salientou ele, resolveu "adotar" as famílias dos palestinos mortos na fronteira de Gaza com Israel. Quando os iranianos falam em "adotar" alguém, eles querem dizer que Teerã cuidará das famílias daqueles que têm como alvo os judeus e que lhes darão tudo que precisam, como dinheiro, assistência médica e educação.

Os representantes palestinos do Irã, Hamas e Jihad Islâmica, sem perder tempo, aplaudiram a decisão. Eles a chamaram de "passo positivo em direção à unificação dos muçulmanos". Nas palavras do líder da Jihad Islâmica, Khaled al-Batsh, "a nação islâmica não tem outra escolha a não ser a união. Esperamos que os demais árabes e muçulmanos sigam o exemplo e apoiem as manifestações e o fim do bloqueio (imposto à Faixa de Gaza)."

Os iranianos chegaram a convidar os caciques do Hamas para a conferência, sinalizando com mais ímpeto o apoio contínuo de Teerã ao grupo terrorista de Gaza, que também busca a destruição de Israel. A delegação do Hamas foi encabeçada por Mahmoud Zahar, considerado na Faixa de Gaza o "comandante em chefe" do Izaddin al-Qassam, braço armado do Hamas.

O objetivo declarado da conferência é forjar a união dos muçulmanos. Para os iranianos e suas milícias, a unidade islâmica é pré-requisito para o avanço do objetivo final de remover o "tumor cancerígeno" (Israel) da face da Terra. O Irã não mede esforços para alcançar esse objetivo.

Se não fosse pelo apoio iraniano, a organização terrorista xiita libanesa, Hisbolá, não estaria apontando dezenas de milhares de foguetes e mísseis na direção de Israel. Se não fosse pelo apoio militar e financeiro iraniano, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos terroristas não teriam condições de disparar mais de 400 projéteis contra Israel num espaço de 24 horas, como ocorreu no mês passado.

O Irã fornece os meios a qualquer um que tenha em comum os mesmos objetivos da República Islâmica de eliminar Israel. O Hisbolá vem recebendo bilhões de dólares dos iranianos a fim de se preparar para a próxima guerra contra Israel. O Hamas e a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza têm recebido assistência política, financeira e militar do Irã para levar adiante os ataques a Israel.

As ações do Irã não são dirigidas somente contra Israel, elas também são dirigidas contra os EUA. Conforme Hussein Sheikh al-Islam, autoridade do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Irã, explica: "a mais recente decisão (de recompensar monetariamente as famílias palestinas) visa apoiar os palestinos em face das conspirações americanas de eliminar a causa e os direitos dos palestinos".

Para que não paire nenhuma dúvida no ar: o Irã quer que os palestinos se explodam e também quer varrer Israel do mapa e, se pudesse também varreria os EUA do mapa, conforme sugere seu expansionismo na América do Sul.

Ao que tudo indica, há mulás no Irã que não veem a hora da previsão de Khamenei sobre a destruição de Israel em 2040 se tornar realidade. O dinheiro iraniano prometido às famílias destina-se a incentivar mais árabes e muçulmanos a mandarem seus filhos lançarem ataques com foguetes contra Israel e atirarem pedras e bombas incendiárias contra os soldados israelenses.

O destino do dinheiro não é para a construção de clínicas médicas ou escolas na Faixa de Gaza. O Irã está disposto a continuar sua luta contra Israel e os EUA até o último palestino ou árabe ou muçulmano. A bem da verdade, os mulás poderão contemplar mais árabes e muçulmanos morrerem como meio de promover a jihad contra Israel e os EUA. A questão é: será que a comunidade internacional irá permitir que esse plano continue ou será que ela vai acordar para o fato de que o Irã tem em vista muito mais do que só Israel e os EUA?


(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.
Fonte - instituto Gatestone (pt.gatestoneinstitute.org)
Imagem 1 - (https://honestreporting.com/urgente-ira-ataca-israel-e-midia-brasileira-vitimiza-siria/)
Original em inglês: Why Iran Funds Palestinian Terrorists
Tradução: Joseph Skilnik

terça-feira, agosto 28, 2018

Árabes rejeitam Israel como Estado Nação





➤    A Razão Secreta dos Árabes Repudiarem a Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu.

por Bassam Tawil (*). 

A hipocrisia dos representantes dos cidadãos árabes de Israel, que estão chorando: 'não é justo', com respeito à nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, atingiu novos patamares nos últimos dias.

São os mesmos representantes cujas palavras e ações causaram graves danos às relações entre judeus e árabes nas últimas duas décadas em Israel e também aos interesses de seus próprios eleitores, os cidadãos árabes de Israel.

Os líderes árabes israelenses, especificamente os membros do Knesset, dizem estar indignados, não só porque a lei define Israel como a pátria do povo judeu, mas também porque a nova legislação não diz nada sobre a plena igualdade de direitos a todos os cidadãos.

Para quem nunca viu uma tempestade num copo d'água, é esse o caso. Desnecessário seria dizer: a nova lei não rescinde a lei anterior ou a Declaração da Independência de Israel, que já abrange tudo isso. Em Israel, existem também outras Leis Básicas que garantem direitos iguais a todos. Por exemplo, a Lei Básica: Dignidade Humana e Liberdade, aprovada em 1992, estipula:

"O propósito dessa Lei Básica é proteger a dignidade e a liberdade do ser humano, com o propósito de estabelecer em uma Lei Básica os valores do Estado de Israel como um Estado judeu e democrático".
...
"Os direitos humanos fundamentais em Israel baseiam-se no reconhecimento do valor do ser humano, na santidade da vida humana e no princípio de que todas as pessoas são livres, esses direitos devem ser mantidos no espírito dos princípios estabelecidos na Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel".
Declaração da independência de Israel de 1948, que obviamente não é atingida pela nova Lei que Define o País como Estado-nação do Povo Judeu, também promete igualdade a todos os cidadãos, independentemente da sua religião, cor ou raça. Ela declara:
"O Estado de Israel fomentará o desenvolvimento do país a todos os habitantes, basear-se-á na liberdade, justiça e paz, conforme previsto pelos profetas de Israel, garantirá a completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os habitantes, independentemente de religião, raça ou sexo, garantirá a liberdade de religião, consciência, língua, educação e cultura, salvaguardará os Lugares Sagrados de todas as religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas".

Portanto, uma vez que as leis preexistentes de Israel e a Declaração da Independência permanecem inalteradas e garantem direitos iguais a todos os cidadãos, o que exatamente está por trás do feroz ataque dos líderes árabes israelenses à Lei do Estado-nação? Será que é realmente porque eles estão preocupados com a igualdade ou é outra coisa? A resposta está em suas próprias declarações: no fundo eles se opõem à ideia de Israel ser a pátria do povo judeu. Eles estão cansados de saber que a Lei do Estado-nação não afeta o status e os direitos dos cidadãos árabes como cidadãos iguais a todos em Israel.

Tomemos por exemplo o caso de Zouheir Bahloul, membro árabe do Knesset (União Sionista), que divulgou nesta semana a intenção de renunciar ao parlamento em sinal de protesto à Lei do Estado-nação. Ele reclama que o Knesset se tornou a "chancela da legislação racista".

Primeiro, Bahloul é o último cidadão árabe de Israel com direito a reclamar de discriminação. Por décadas a fio, ele foi um dos jornalistas esportivos mais famosos de Israel, reverenciado tanto por árabes como por judeus. Assim sendo, ele sempre desfrutou de uma vida confortável em Israel, vida que nem em sonho ele poderia ter em nenhum país árabe.

Segundo, se Bahloul não gosta da lei que define Israel como a pátria do povo judeu, o que ele está fazendo em um partido de nome União Sionista? Uma vez que você concorda em se juntar a um partido sionista, você não pode depois reclamar se Israel sustenta que quer ser a pátria do povo judeu. Será possível que alguém possa realmente acreditar que este parlamentar árabe não sabia durante todos esses anos que o sionismo é o movimento nacional do povo judeu que defende o restabelecimento de uma pátria judaica no território definido como a histórica Terra de Israel?

Terceiro, também é digno de nota que seu partido União Sionista, de qualquer maneira, já estava farto de Bahloul e planejava se livrar dele, especialmente depois que no ano passado ele resolveu boicotar uma cerimônia do Knesset que marcava o 100º aniversário da Declaração Balfour. Ironicamente, a segunda parte da Declaração Balfour estipulou que o estabelecimento de uma pátria judaica não deve "prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes na Palestina".

A atual controvérsia em relação à Lei do Estado-nação, portanto, não é sobre direitos iguais. Longe disso, trata-se na realidade sobre a aceitação da existência de Israel como a pátria do povo judeu. Bahloul boicotou a cerimônia da Declaração Balfour no Knesset, ao que tudo indica, porque ele se opõe à ideia de uma pátria do povo judeu. Se não fosse por isso, por que então um árabe que vive em Israel se opõe a uma declaração que declara aberta e categoricamente que a pátria judaica não "prejudicará" os direitos de não judeus?

O presidente da União Sionista, Avi Gabbay, criticou como "extremista" a decisão de Bahloul.

É bem provável que Bahloul sabia que ele seria expulso do partido, parece que ele resolveu usar a Lei do Estado-nação como pretexto para deixar o partido, difamar Israel chamando o país de "um estado com sintomas do apartheid" e o Knesset como "chancela da legislação racista".

Quarto, vale salientar que Bahloul não apresentou imediatamente a renúncia ao Knesset. Ele disse que vai apresentar a carta de renúncia quando o Knesset retornar de seu prolongado recesso de verão em meados de outubro. Em outras palavras, Bahloul evidentemente quer passar mais alguns meses no Knesset, provavelmente para continuar recebendo um belo salário e outros privilégios concedidos aos membros do parlamento. Ao adiar a renúncia, ele provavelmente espera que alguém venha implorar para que ele desista da ideia de sair, é como se ele estivesse dizendo: 'por favor, não me deixe sair do Knesset!' Bem, Sr. Bahloul, se o senhor está tão chateado com a lei e não quer mais fazer parte do sistema político israelense, por que não se levanta e sai agora? Por que o senhor quer ficar por mais alguns meses em um parlamento que o senhor acusa de "racista" contra os árabes?

O "pequenino sórdido segredo" é que mesmo se palavras sobre igualdade para todos os cidadãos fossem adicionadas à nova lei, Bahloul e alguns de seus colegas árabes do Knesset ainda assim teriam se oposto a ela. Eles simplesmente se opõem veementemente à própria noção de ser Israel um Estado judeu.

Alguns como Ahmed Tibi, tem consistentemente pleiteado a transformação de Israel de um "Estado judeu" em um "estado para todos os seus cidadãos" ou um "estado de todos os seus grupos nacionais (étnicos)".

Outro membro árabe do Knesset, Jamal Zahalka, recentemente ridicularizou os símbolos judaicos salientando: "eu prefiro morrer a cantar o hino nacional de Israel". Muitos membros árabes do Knesset jamais aceitaram o hino nacional de Israel ou a sua bandeira que porta o símbolo de seis pontas da estrela de David. Em relação à bandeira de Israel, Zahalka disse: "para mim qualquer bandeira é um trapo. É um pedaço de pano. É muito pior do que um trapo".

Hanin Zoabi, membro árabe do Knesset, sem a menor cerimônia manifestou com todas as letras sua oposição à definição de Israel como a pátria do povo judeu. O povo judeu não tem direito à autodeterminação, ressaltou ela em outubro de 2017.
"Os judeus não são uma nacionalidade, então não podemos falar de autodeterminação para o povo judeu... Os israelenses, eles podem ter uma autodeterminação, mas não como um Estado judeu, mas dentro de um estado democrático secular".
Vale dizer que Zoabi, que vem de um enorme clã de Nazaré, foi suspensa do Knesset em 2014 por incitamento, por ter justificado a chuva de foguetes que o Hamas lançou contra Israel e o sequestro (e subsequente assassinato) de três adolescentes israelenses por terroristas palestinos.

São figuras do naipe de Zoabi que têm e continuam causando graves danos às relações entre judeus e árabes em Israel. Sua execrável retórica anti-Israel e suas ações são a principal razão pela qual um número cada vez maior de judeus está começando a olhar para os cidadãos árabes de Israel. como se eles fossem uma "quinta coluna", um "inimigo de dentro".

Líderes árabes israelenses se manifestam de maneira depreciativa em relação a Israel com o intuito de alcançarem maior visibilidade. Eles sabem que nenhum jornal mencionaria o nome deles se estivessem às voltas com questões como esgoto ou falta de salas de aula em escolas árabes. No entanto, se eles disserem algo de ruim sobre Israel ou se provocarem os judeus, os holofotes com certeza estarão em cima deles.

A prioridade Nº 1 dos cidadãos árabes de Israel é reduzir a alta taxa de desemprego entre os universitários árabes formados. Os cidadãos árabes de Israel querem ser totalmente integrados em Israel. Eles estão lutando por melhores serviços do estado, em especial no que diz respeito à infraestrutura em suas cidades e aldeias. Mas em vez de representar os reais interesses de seus eleitores, Tibi, Zoabi, Zahalka e outros passam o tempo todo condenando Israel e se identificando com os inimigos do país.

As ações e palavras desses membros árabes do Knesset só serviram para aprofundar a cisão entre judeus e árabes, justamente quando há sérios esforços por parte do governo israelense em melhorar as condições de vida dos cidadãos árabes. Por exemplo, uma comissão parlamentar israelense anunciou em abril do ano passado a decisão de alocar 20 milhões de shekels (US$5,6 milhões) para um novo programa destinado a aumentar o número de árabes israelenses com empregos no setor de tecnologia. Em 2015, como parte de uma decisão do gabinete, o comitê anunciou que o governo de Israel já investiu US$1,2 bilhão dos US$4,2 bilhões destinados ao desenvolvimento econômico da comunidade árabe e de outras minorias.

Os árabes são cidadãos com direitos iguais em Israel e os direitos que desfrutam são infinitamente maiores do que gozariam em qualquer outro país do Oriente Médio. Em uma pesquisa de opinião publicada em 2016, 55% dos cidadãos árabes de Israel disseram estar orgulhosos de serem cidadãos israelenses. Outra enquete publicada em 2017, constatou que 60% dos cidadãos árabes de Israel trazem consigo atitudes positivas em relação ao país.

Os líderes árabes israelenses podem incitar contra Israel o quanto eles quiserem. A difamação não mudará a realidade de que Israel é a única democracia próspera do Oriente Médio e que trata as minorias com respeito. Enquanto as minorias são perseguidas e assassinadas na Síria, Líbano, Egito, Iraque, Líbia e outros países árabes e islâmicos, os cidadãos árabes de Israel estão sendo integrados no país. Eles ocupam altos cargos na Suprema Corte, no Ministério das Relações Exteriores, no setor de saúde e até na Polícia de Israel.

A nova lei não mudou essa realidade, de fato, a maioria dos cidadãos árabes, ao que tudo indica, não dá a mínima para a nova lei. A maioria dos árabes em Israel continua acordando de manhã e continua seguindo em frente com suas vidas. Eles podem trabalhar em qualquer lugar, podem viajar para qualquer lugar do país e continuarão desfrutando de todos os privilégios, benefícios e liberdades que os cidadãos judeus usufruem.

Certos líderes dos cidadãos árabes de Israel, no entanto, têm algo bem diferente em mente. Eles querem que os israelenses desistam de seu desejo de Israel ser a pátria do povo judeu, porque eles esperam que um dia os judeus se tornem minoria em seu próprio país. Por tempo demais esses líderes têm incitado seus eleitores contra Israel e contra os judeus. Se esses líderes são tão infelizes em Israel, talvez devam considerar se mudar para Ramala, Faixa de Gaza ou qualquer outro país árabe. Será que não gostariam de renunciar ao Knesset? O que os impede? O fato de ser a pátria dos judeus, supostamente tão danosa a eles, onde eles e seus filhos podem viver e prosperar.


(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Tradução: Joseph Skilnik

quarta-feira, dezembro 13, 2017

A verdadeira resposta palestina ao discurso de Trump sobre Jerusalém





Relato de um árabe islâmico:
por Bassam Tawil (*).



Não mais do que três horas depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, telefonou ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, para informá-lo sobre sua intenção de transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, um sem-número de fotojornalistas palestinos receberam um telefonema de Belém.

Os telefonemas vieram de “ativistas” palestinos, convidando os fotógrafos a irem à cidade para documentar um “acontecimento importante”. Quando os fotógrafos chegaram, descobriram que o “acontecimento importante” nada mais era do que meia dúzia de gatos pingados de “ativistas” palestinos que se dispuseram a queimar posters de Trump na frente das câmeras.

Os “ativistas” aguardaram pacientemente enquanto os fotojornalistas e cinegrafistas montavam seus equipamentos para registrarem o “acontecimento importante”. Logo, a mídia já estava toda alvoroçada com relatos sobre “manifestantes palestinos furiosos tomando as ruas para protestar” contra a intenção de Trump de transferir a embaixada para Jerusalém e o reconhecimento da cidade como a capital de Israel. As filmagens da meia dúzia de gatos pingados palestinos(Veja logo abaixo) queimando as fotos de Trump foram feitas de tal forma para que parecesse que faziam parte de um gigantesco protesto avassalando as comunidades palestinas.


Percebe-se que são sempre os mesmos integrantes.
Nota do Blogando Francamente: As manchetes pelo mundo não condizem com as imagens acima: 
  • Centenas de pessoas manifestaram-se na Cidade de Gaza contra a anunciada intenção do presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e queimaram fotos de Donald Trump e bandeiras dos Estados Unidos.(Jn.pt)
 - Algumas matérias apresentam as fotos bem próximas para que não se tenha uma ideia do numero de manifestantes:
  • Decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel motiva protestos em vários países (G1.globo.com)

A cena mostra mais um caso do conluio entre os palestinos e os meios de comunicação, cujos representantes estão sempre ávidos em servir de porta-vozes da máquina de propaganda palestina e proporcionar uma plataforma aberta para transmitir ameaças dos palestinos contra Israel e os EUA.

Se os fotógrafos e os cinegrafistas não tivessem aparecido para registrar a “espontânea” queima das imagens, os ativistas palestinos teriam sido obrigados a debandarem, com o rabo entre as pernas, de volta para um dos coffee shops de Belém.

Até aqui nada de mais, nada incomum: os ativistas palestinos estão cansados de saber que os repórteres, tanto locais quanto estrangeiros, estão sedentos por sensacionalismo e, o que melhor para sair bem na fita do que pôsteres de Trump em chamas bem no lugar do nascimento de Jesus na véspera de Natal, quando milhares de peregrinos e turistas cristãos estão se dirigindo para a cidade?

Ao maquiar a “cerimônia” da queima de pôsteres como reflexo da fúria generalizada dos palestinos quanto à política de Trump em relação a Jerusalém, a mídia internacional está sendo mais uma vez cúmplice na disseminação da propaganda dos formadores de opinião palestinos. Líderes e porta-vozes palestinos dão tudo de si para criarem a impressão de que a política de Trump no tocante a Jerusalém incendiará a região. Eles também se esforçam ao máximo para mandar a mensagem ao povo americano de que a política de seu presidente põe em perigo suas vidas. Com efeito, a mídia se ofereceu para servir à campanha de intimidação dos palestinos. E a confluência da mídia na farsa da queima de pôsteres em Belém é só o começo.

Agora que os palestinos conseguiram, com a ajuda da mídia, incrustar essas imagens nas mentes de milhões de americanos, eles planejam encenar mais protestos. Objetivo: aterrorizar o povo americano e forçar Trump a rescindir sua decisão sobre o status de Jerusalém. Essa tática de intimidação através da mídia não é nova. Na verdade, ela vem acontecendo há décadas, em grande parte graças à adesão da grande mídia do Ocidente.

A esta altura, jornalistas palestinos e ocidentais já foram convidados a cobrir uma série de protestos programados pelos palestinos para os próximos dias e semanas em resposta à política de Trump. Os jornalistas, incluindo fotógrafos e cameramen, receberam planilhas detalhadas especificando data e hora das manifestações que terão lugar em diferentes regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Aos jornalistas foram prometidas mais cenas de fotos de Trump e da bandeira dos EUA em chamas. Foram até dadas dicas a jornalistas sobre os locais onde os “confrontos” irão ocorrer entre os arruaceiros palestinos e os soldados da Força de Defesa de Israel. Em outras palavras, os jornalistas foram informados exatamente onde deveriam estar para documentar os palestinos atirando pedras contra os soldados, juntamente com a previsão da resposta da FDI.

O engraçado é que, se por alguma razão os cameramen não aparecerem, os “ativistas” também não aparecerão. No mundo palestino, tudo gira em torno da manipulação da mídia e do recrutamento dela em favor da causa palestina. E a causa é sempre atacar Israel e atacar Trump não fica muito atrás.

Sim, os palestinos irão protestar nos próximos dias contra Trump. Sim, eles tomarão as ruas e atirarão pedras contra os soldados da FDI. Sim, eles queimarão imagens de Trump e bandeiras dos Estados Unidos. E sim, eles tentarão perpetrar ataques terroristas contra os israelenses.

“Quando estamos em nossas salas de estar assistindo aos noticiários transmitidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, por que não nos perguntamos: quantos desses ‘eventos’ não são, de fato, paródias da mídia? Por que os jornalistas se deixam levar pela máquina de propaganda palestina que vomita ódio e violência da manhã até à noite? E por que os jornalistas exageram e agravam as ameaças de violência e anarquia dos palestinos?

Primeiro, muitos jornalistas querem agradar seus leitores e editores, oferecendo-lhes histórias que apresentam uma imagem negativa de Israel. Segundo, há também aqueles jornalistas que acreditam que escrever histórias anti-israelenses os ajudarão a ganhar prêmios de diversas organizações autoproclamadas de defesa da moral. Terceiro, muitos jornalistas acreditam que escrever artigos anti-Israel lhes darão acesso aos assim chamados grupos ‘liberais’ e a um clube fechado, exclusivo, teoricamente ‘esclarecido’ que romantiza estar ‘no lado direito da história’. Eles não querem ver que 21 estados muçulmanos procuraram por muitas décadas destruir um único estado judeu, eles acham que se os jornalistas forem ‘liberais’ e ‘de mente aberta’, eles têm que apoiar os ‘coitadinhos’, que eles acreditam serem ‘os palestinos’. Quarto, muitos jornalistas veem o conflito como sendo entre bandidos (supostamente os israelenses) e mocinhos (supostamente os palestinos) e que é dever deles ficarem do lado dos ‘mocinhos’, ainda que os ‘mocinhos’ estejam praticando atos de violência e terrorismo.”

Não faz muito tempo, mais de 300 fiéis muçulmanos foram massacrados por terroristas também muçulmanos enquanto eles oravam em uma mesquita no Sinai, Egito. Essa tragédia provavelmente foi coberta por menos jornalistas do que o episódio orquestrado sobre o poster de Trump em Belém. Houve alguma comoção no mundo árabe e islâmico? Agora se fala sobre “dias de fúria” nos países árabes e muçulmanos em sinal de protesto contra Trump. Por que não houve “dias de fúria” nos países árabes e islâmicos quando mais de 300 fiéis, entre eles muitas crianças, foram massacrados durante as rezas da sexta-feira?

Já está mais do que na hora de certa autoreflexão por parte da mídia: eles realmente querem continuar servindo como porta-vozes dos árabes e muçulmanos que intimidam e aterrorizam o Ocidente?

Os jornalistas mancomunam diligentemente com a Autoridade Palestina e o Hamas para criarem a falsa impressão de que eclodirá a Terceira Guerra Mundial se a embaixada dos EUA for transferida para Jerusalém. Centenas de milhares de muçulmanos e cristãos foram massacrados desde que teve início a “primavera árabe” há mais de seis anos. Eles foram mortos por terroristas muçulmanos e outros árabes. O derramamento de sangue continua até hoje no Iêmen, Líbia, Síria, Iraque e Egito.

Não se deixe enganar: os prometidos “rios de sangue” jorram nesse exato momento. No entanto, é a faca de árabes e muçulmanos que corta a garganta de irmãos árabes e muçulmanos que é a fonte desta torrente vermelha e não uma declaração feita por um presidente dos EUA. Talvez isso possa finalmente ser um evento que vale a pena cobrir pelos itinerantes repórteres da região?



(*)Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: midiasemmascara.org

segunda-feira, julho 17, 2017

A incessante encenação das mentiras palestinas




por Bassam Tawil



Os enviados Jason Greenblatt e Jared Kushner dos Estados Unidos, que se encontraram nesta semana em Jerusalém e em Ramala com funcionários do alto escalão de Israel e da Autoridade Palestina (AP) com o objetivo de viabilizar a retomada do processo de paz, descobriram o que os enviados anteriores americanos ao Oriente Médio constataram nas últimas duas décadas – que a AP não mudou, não tem como mudar e que não vai mudar.

No encontro em Ramala com o presidente da AP, Mahmoud Abbas, os dois emissários americanos foram informados que os palestinos não aceitarão nada que não seja um estado independente na fronteira pré-1967 tendo como capital Jerusalém Oriental.

Abbas também deixou claro que ele não tem nenhuma intenção de fazer concessões no tocante ao “direito de retorno” na questão dos “refugiados” palestinos. Isso significa que ele quer um estado palestino ao lado de Israel e também quer que Israel seja inundado com milhões de “refugiados” palestinos transformando o país em outro estado palestino.

Na reunião Abbas também reiterou sua exigência que Israel liberte todos os prisioneiros palestinos, incluindo assassinos condenados com as mãos manchadas de sangue judeu, como parte de qualquer acordo de paz. No passado a libertação de terroristas só fez com que aumentasse o terrorismo contra Israel.

De acordo com o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudaineh, o presidente da AP disse a Kushner e a Greenblatt que uma “paz justa e abrangente deveria se basear em todas as resoluções das Nações Unidas (relativas ao conflito árabe-israelense) e à Iniciativa de Paz Árabe (2002)”. Tradução: Israel deve se retirar para as linhas indefensáveis pré-1967 e permitir que facções palestinas armadas se posicionem nas colinas com vista para o aeroporto Ben Gurion e Tel Aviv.

A posição de Abbas reflete com precisão a política da liderança da AP nas duas últimas décadas – política esta normalmente comunicada a todas as administrações americanas, sucessivos governos israelenses e à comunidade internacional.

Há de se reconhecer, Abbas tem sido consistente. Ele nunca mostrou nenhuma disposição em aceitar fazer quaisquer concessões a Israel. Ele jamais perde a oportunidade de reafirmar suas exigências a todos os líderes mundiais e altas autoridades de governo com os quais ele se reúne regularmente.

No entanto, há aqueles na comunidade internacional que ainda acreditam que Abbas ou algum outro líder palestino poderá fazer concessões em troca da paz com Israel.

É inacreditável, mas tanto Kushner quanto Greenblatt, ao que tudo indica, acreditam que possam ter sucesso onde todos deram com os burros n’água.

Os dois enviados americanos, inexperientes, estão trabalhando na ilusão de que persuadirão Abbas e a liderança da AP de desistirem de certas exigências como o “direito de retorno”, a libertação de terroristas presos e a cessação da construção em assentamentos.

O porquê dos enviados do presidente Trump estarem criando a impressão perigosamente ilusória segundo a qual é possível alcançar a paz com a atual liderança da AP é simplesmente um mistério.

Criar uma expectativa dessas é como dar um tiro no pé juntamente com uma vingança, quanto mais alta a expectativa, maior a decepção. Dar aos palestinos a sensação de que a administração Trump possui uma varinha mágica para resolver o conflito israelense-palestino acabará aumentando o ódio e a hostilidade dos palestinos em relação aos americanos e a Israel. Quando os palestinos acordarem para o fato de que o governo Trump não colocará Israel de joelhos, eles irão retomar seus ataques retóricos contra Washington, acusando o governo americano mais uma vez de ser “tendencioso” a favor de Israel.

Foi exatamente esta a sorte das administrações e dos presidentes anteriores dos EUA que decepcionaram os palestinos ao não imporem os ditames a Israel. Os palestinos ainda sonham com o dia em que os EUA ou qualquer outra superpotência force Israel a aceitar todas as suas exigências.

Quando Israel não concorda em aceitar a lista de exigências, os palestinos acusam o país de “destruir” o processo de paz.

Pior do que isso, os palestinos usarão esta acusação como desculpa para redobrar seus ataques terroristas contra os israelenses. A reivindicação palestina, como sempre, será a de que eles estão sendo forçados a recorrer ao terrorismo em face do fracasso de mais um processo de paz patrocinado pelos EUA.

A administração Trump está cometendo um erro colossal ao pensar que Abbas ou qualquer um de seus colegas da Autoridade Palestina têm condições de mostrar alguma flexibilidade em relação a Israel, particularmente em relação a Jerusalém, assentamentos e o “direito de retorno”.

Não há dúvida que Abbas não tem condições de mostrar aos enviados americanos que ele não foi incumbido pelo seu povo para dar um passo na direção da paz com Israel. Abbas sabe, mesmo que os representantes americanos não saibam, que um movimento nessa direção acabaria com sua carreira e possivelmente com a sua vida.

Abbas também não quer entrar para a história palestina como o líder traidor que “se vendeu aos judeus”.

Não obstante as melhores intenções dos enviados americanos e de outros da comunidade internacional, Abbas está cansado de saber a sorte de qualquer líder palestino que considere “colaborar” com a “entidade sionista”.

Abbas, cujo mandato terminou em 2009, é visto como um presidente ilegítimo por inúmeros palestinos, sequer está em condições de oferecer a Israel concessões para fechar um acordo de paz. Para começar, mais tarde poderá surgir alguém e dizer, com toda razão, que como Abbas excedeu seu mandato legítimo no cargo, qualquer acordo feito por ele é ilegal e ilegítimo.

Abbas também não tem condições de conter o incitamento contra Israel, ele não tem como impedir os pagamentos aos assassinos condenados e às suas famílias e também não tem como aceitar a soberania judaica sobre o Muro das Lamentações em Jerusalém.

Ainda que certos assessores, vez ou outra, apareçam com declarações sugerindo que a liderança da AP estaria disposta a considerar algumas concessões em relação a essas questões, tais observações não devem ser levadas a sério: elas são destinadas apenas e tão somente aos países ocidentais.

A assertiva da AP é que ela já fez concessões suficientes meramente por reconhecer o direito de Israel de existir e de desistir das reivindicações palestinas sobre “toda a Palestina”. Segundo este posicionamento é Israel e não os palestinos que precisa fazer concessões pela paz.

“Atingimos o limite no que diz respeito às concessões (em relação a Israel)”, elucidouAshraf al-Ajrami, ex-ministro da AP. “Nós já fizemos uma série de concessões quanto às questões centrais ao passo que Israel não nos apresentou nada”.

É bom lembrar que esta declaração do ex-funcionário da AP é uma mentira deslavada, dadas as generosas propostas, gestos e concessões feitas por sucessivos primeiros-ministros e governos israelenses nas últimas duas décadas.

Reiteradamente, todas as iniciativas israelenses foram rechaçadas pelo rejeicionismo palestino e pela intensificação da violência.

A proposta apresentada pelo primeiro-ministro Ehud Barak em Camp David em 2000 de se retirar da maior parte dos territórios capturados por Israel em 1967 teve como consequência a Segunda Intifada.

A retirada israelense da Faixa de Gaza cinco anos depois foi interpretada, equivocadamente, pelos palestinos como sinal de fraqueza e recuo, resultando no lançamento de milhares de foguetes e mísseis contra Israel.

Outra proposta generosa e sem precedentes do primeiro-ministro Ehud Olmert caiu no vazio.

A atual política da liderança da Autoridade Palestina é evitar alienar a administração Trump fazendo de conta que Abbas e seus cupinchas estão empenhados seriamente em alcançar a paz com Israel. É por esta razão que os representantes de Abbas estão pisando em ovos para não criticar Trump nem seus enviados.

Abbas quer ludibriar a administração Trump para que ela acredite que ele tem a coragem, a vontade e o mandato para fechar um acordo de paz com Israel, da mesma maneira que ele mentiu para os ex-primeiros-ministros israelenses. É o mesmo Abbas que, nos últimos 10 anos, não conseguiu voltar para sua residência privada na Faixa de Gaza, que permanece sob o controle do Hamas.

Mas, ao pé do ouvido, funcionários palestinos do alto escalão têm criticado a administração Trump por simplesmente se atreverem a fazer exigências da liderança da AP, como parar com a incitação anti-Israel e o pagamento de salários aos terroristas presos e às suas famílias. Em outras palavras, o que as autoridades palestinas estão dizendo é: ou Trump aceita nossas exigências ou que vá para o inferno.

“Os americanos já endossaram a posição de Israel” reclamou Hanna Amireh, cacique da OLP.

“A liderança palestina rejeita a exigência de interromper a ajuda financeira aos detentos e às suas famílias… Em vez de apresentar pré-condições aos palestinos, os americanos deveriam exigir o fim do incitamento e da construção em assentamentos israelenses”.

No mundo distorcido da liderança da Autoridade Palestina, as demandas israelenses no tocante ao fim da glorificação palestina de assassinos são por si só um ato de “incitamento”.

Como Israel se atreve a exigir que a liderança da AP suspenda a remessa de dinheiro para terroristas presos e às suas famílias? Como Israel se atreve a desmascarar o incitamento e a glorificação de assassinos e terroristas?

A liderança da AP simplesmente não consegue entender qual o problema de dar nomes de assassinos de judeus às ruas, praças públicas e centros para a juventude.

É uma mera questão de tempo até que a liderança da AP comece a acusar abertamente a administração Trump de ser tendenciosa a favor de Israel. No mundo de Abbas e de seus cupinchas, qualquer administração dos EUA que não engula as mentiras e as invenções palestinas é considerada um círculo “hostil” controlado por judeus e sionistas.

E é exatamente isso que os palestinos disseram em relação a Trump e à sua equipe durante a campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos.

A liderança da AP, a bem da verdade, baixou o tom contra Trump e seus assessores a partir do momento que ele venceu as eleições. No entanto, este tom mais ameno tem o seguinte objetivo: que a AP não seja acusada de ser contra a paz.

Na realidade a liderança da AP mudou o tom mas não a música. Estamos testemunhando uma providência tática e temporária por parte dos palestinos. Esse teatro acabará em breve. A pergunta que continua no ar é: o Ocidente irá perceber que o espetáculo acabou?



Bassam Tawil, árabe muçulmano, radicado no Oriente Médio.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Midia Sem Máscara

quinta-feira, agosto 27, 2015

Palestinos: a diferença entre "nós" e "eles".




por Bassam Tawil (*)





Não dá para contar quantas vezes eu ouvi de judeus israelenses frases como: "sinto-me envergonhado" e "é lamentável" frente ao crime terrível que custou a vida do bebê palestino Ali Dawabsha na semana passada na aldeia de Duma na Cisjordânia.

A contundente reação do público e de líderes israelenses ao ataque incendiário é, honestamente, um tanto consoladora. A profusa condenação israelense a esse crime deixou a mim e a outros palestinos não só envergonhados como também constrangidos, porque não é assim que nós palestinos reagimos aos ataques terroristas contra judeus, mesmo aos assassinatos hediondos de crianças judias.

Na realidade, nossa reação só fez trazer sentimentos de desgraça e desonra. Enquanto o primeiro-ministro israelense, presidente e outras autoridades reagiram de pronto, de maneira contundente, condenando o assassinato de Dawabsha, nossos líderes raramente reprovam os ataques terroristas contra judeus. E quando um líder palestino como Mahmoud Abbas já emite uma condenação, ela costuma ser vaga e ambígua.

Tome por exemplo o que aconteceu no ano passado após o sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses por palestinos na Cisjordânia. O Presidente Abbas não só demorou quatro dias para emitir uma nota condenando o ataque, e mesmo assim a condenação foi, na melhor das hipóteses, titubeante: "a presidência palestina... condena a série de eventos que ocorreram na semana passada, que começou com o sequestro de três jovens israelenses". Abbas então passou a condenar Israel por deter dezenas de membros do Hamas após o sequestro e assassinato dos três jovens.

Já em 2014, quando Abbas condenou um ataque terrorista palestino que matou cinco israelenses em uma sinagoga em Jerusalém, Najat Abu Baker, autoridade da Fatah, alguns dias depois explicou que a condenação de Abbas foi feita "dentro de um contexto diplomático... ele é forçado a falar dessa maneira para o mundo".

A condenação por parte de Abbas ao ataque contra a sinagoga nas vizinhanças de Har Nof em Jerusalém se deu, ao que tudo indica, somente devido à pressão do Secretário de Estado dos Estados Unidos John Kerry, que telefonou duas vezes ao líder palestino exigindo que ele se manifestasse contra os assassinatos. A nota de Abbas dizia que a liderança palestina condenava a "matança de crentes em uma sinagoga e todos os atos de violência, independentemente de onde vierem". A nota também pedia o fim das "incursões e provocações de colonos contra a Mesquita de Al-Aqsa".

A condenação ambígua e apática de Abbas dos ataques de palestinos contra israelenses é motivada unicamente para consumo público, objetivando acima de tudo, acalmar doadores ocidentais, de modo que continuem canalizando fundos para a Autoridade Palestina (AP). Além disso, suas condenações quase sempre procuram culpar Israel pelos ataques terroristas desfechados pelos palestinos, aparentemente na tentativa de justificar o assassinato de judeus nas mãos de terroristas palestinos.

Em contrapartida, os líderes israelenses que condenaram o assassinato do bebê palestino, pareciam firmes e inequívocos. O Primeiro Ministro Netanyahu após visitar os pais e o irmão do bebê morto, que ficaram feridos no ataque incendiário e que estão recebendo tratamento médico em hospitais israelenses, disse o seguinte: "quando você fica ao lado da cama dessa criança pequena e, sabendo que seu irmão, ainda bebê, foi brutalmente assassinado, fica-se chocado, fica-se indignado. Nós condenamos isso. Empregamos tolerância zero contra o terrorismo, independentemente de onde vier, independentemente do lado da cerca que vier".

A condenação clara e contundente de Netanyahu deixou a mim e a outros palestinos pensando quando foi a última vez que ouvimos declarações semelhantes dos nossos líderes. Não me recordo de ter algum dia ouvido Abbas ou outro líder palestino dizer estar chocado e indignado sobre o assassinato de um judeu em um ataque terrorista palestino. Tampouco consigo me lembrar da última vez em que eu ouvi uma autoridade palestina ter visitado vítimas israelenses de um ataque terrorista palestino.

A condenação expressada pelos líderes israelenses sobre o assassinato do bebê é uma voz sincera que reflete a ótica da maioria esmagadora do público israelense. Em contrapartida, as condenações dos ataques terroristas pelos líderes palestinos não refletem o sentimento generalizado das ruas palestinas. Toda vez que Abbas relutantemente condena um ataque terrorista palestino, ele fica diante de uma onda de críticas de muitos palestinos.

Diferentemente do público israelense, muitos palestinos, não raramente correm para justificar e até saudar ataques terroristas contra judeus. Foi o que aconteceu há apenas alguns dias, quando um homem israelense foi morto a tiros perto de Ramala. Várias facções e grupos militares palestinos aplaudiram o assassinato, dizendo que se tratava de "uma reação natural aos crimes israelenses".

Há uma diferença gigantesca na forma dos israelenses e dos palestinos reagirem ao terrorismo. O assassinato de Dawabsha levou milhares de israelenses a comícios contra a violência condenando o abominável crime. Alguém já ouviu falar de algum comício semelhante do lado palestino quando terroristas assassinam civis judeus inocentes? Há alguma autoridade do alto escalão palestino ou figura importante que ousaria se manifestar em público contra o assassinato de judeus em um comício no centro de Ramala ou na Faixa de Gaza? Já houve algum ativista palestino que ousasse realizar um comício em uma cidade palestina para condenar ataques suicidas ou o massacre de uma família inteira de judeus?

Enquanto os israelenses realizam comícios para condenar os ataques terroristas contra o nosso povo, nós comemoramos o assassinato de judeus. Quantas vezes saímos às ruas para distribuir balas e doces em júbilo pela matança de judeus? Essas cenas repugnantes de homens e mulheres comemorando ataques terroristas contra judeus nas ruas da Cisjordânia e Faixa de Gaza jamais foram condenadas pelos nossos líderes. Essas cenas se tornaram corriqueiras toda vez que terroristas palestinos cometem ataques terroristas contra judeus.

Essas cenas contrastam duramente com as declarações e comícios realizados em Israel em consequência dos ataques terroristas contra palestinos. Nossos líderes precisam aprender com o Presidente de Israel Reuven Rivlin, que disse estar "envergonhado" e "penalizado" pelo assassinato do bebê palestino. Quando foi a última vez que um líder palestino fez uso de uma retórica dessa natureza para condenar o assassinato de judeus? As declarações lacônicas emitidas pelo gabinete de Abbas em resposta aos ataques terroristas contra judeus jamais falaram de vergonha e dor.

Nós não ensinamos ao nosso povo os princípios da tolerância e da paz. Preferimos continuar avalizando e aplaudindo o terrorismo, principalmente quando direcionado contra judeus. Queremos que o mundo todo condene o terrorismo somente quando ele ceifa a vida de palestinos. Chegamos a um ponto em que muitos de nós têm medo de se manifestar contra o terrorismo ou simplesmente o aceitam quando ele ceifa a vida de judeus.

O presidente israelense tem bons motivos para estar envergonhado pelo assassinato do bebê. Quando os palestinos terão a sensação de vergonha em relação à forma que nós reagimos em relação ao assassinato de judeus? Quando chegará a hora de pararmos de glorificar terroristas e colocar nomes em ruas e praças públicas em homenagem a eles, e sim condená-los de forma categórica e expulsá-los da nossa sociedade? Nós ainda temos muito a aprender do público e dos líderes israelenses.


(*)Bassam Tawil está estabelecido no Oriente Médio.


Publicado no site do Gatestone Institute.


Tradução: Joseph Skilnik