Mostrando postagens com marcador Papa Francisco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa Francisco. Mostrar todas as postagens

sábado, janeiro 20, 2018

O Papa Francisco tem sangue nas mãos






por Thiago Cortês(*).



“Nós afundamos tanto que a reafirmação do óbvio agora é o primeiro dever dos homens inteligentes”. Eric Arthur Blair (George Orwell)
Em um de seus deliciosos ataques à nossa tendência em enaltecer a aparência da coisa e ignorar a coisa em si, H.L. Mecken destacou que a maioria das pessoas se impressiona facilmente com sinais exteriores de superioridade (moral):
“Talvez a qualidade mais valiosa que qualquer homem pode ter neste mundo seja um ar naturalmente superior […] A estupidez e a covardia congênitas dos homens fazem com que eles se curvem a qualquer líder que surja, e o sinal de liderança que reconhecem mais de pronto é aquele que se mostra externamente”.(“O Livro dos Insultos”)
O Papa Francisco é a personificação deste tipo de liderança que precisa desesperadamente da imagem de superioridade para legitimar sua autoridade e suas ideias estúpidas.

Desde sua chegada ao Vaticano, Francisco trabalha intensamente para transmitir uma imagem de absoluta humildade. Trata-se de um Papa que se importa mais em expor seus sentimentos em Praça pública do que zelar pela doutrina de sua Igreja.

Francisco não dispensa gestos teatrais como lavar pés de refugiados e muçulmanos, desde que cercado pela imprensa mundial. Ele também lavou os pés de detentos em Roma, com direito à transmissão ao vivo pela imprensa do Vaticano.

Obcecado que é em parecer moralmente superior, Francisco está sempre disposto a alfinetar o presidente americano e expressar seu amor desmedido por imigrantes – embora só o que ele faça por eles seja lavar os seus pés nas frentes das câmeras.


É o tipo de “humildade” tão espetacular, tão midiática e desequilibrada que, parafraseando o grande Jello Biafra, “atinge o nível da mais profunda soberba”.

Por trás da embalagem de humildade franciscana e de interesse pelo próximo, existe um líder que decidiu se calar diante do massacre que vive o povo venezuelano e ignorar a recente perseguição iniciada por Evo Morales contra os cristãos da Bolívia.



O silêncio ensurdecedor do “amoroso” Papa Francisco diante das atrocidades cometidas contra cristãos na América Latina é uma absoluta vergonha. Mas a dura verdade é que Francisco já está muito além do ponto da simples negligência.

Ele se recusou a ter uma relação meramente protocolar com tais chefes de Estado, apesar do histórico deles, e se esforçou para estender a eles amizade e apoio ostensivo.



Ao ignorar o martírio dos cristãos venezuelanos e silenciar diante da escalada de perseguição religiosa na Bolívia, e ao se juntar Evo e Maduro na crítica ao capitalismo, Francisco tem um papel ativo na legitimação de tais regimes.

Não é apenas negligência. Francisco oferece, desde que chegou ao Vaticano, apoio tácito aos regimes políticos que assassinam e escravizam pessoas em pleno século 21.

🚫Maduro “faz progredir solidariedade e convivência pacífica”

Não é novidade que Francisco é um entusiasta de formas tropicais de socialismo e qualquer coisa que soe anticapitalista aos seus ouvidos seletivos. Ele jamais cobrou Nicolás Maduro pelo assassinato e prisão de dissidentes, estudantes e religiosos.

Francisco jamais teve pudor em expressar seu afeto pelo ditador da Venezuela.

Em uma viagem ao Equador, ele teve a ousadia e o cinismo de declarar:

“Ao sobrevoar o território venezuelano para dar início a minha visita pastoral ao Equador, Bolívia e Paraguai, de bom grado envio uma cordial saudação a Vossa Excelência, [Maduro] manifestando meu afeto e proximidade ao povo venezuelano, no momento em que peço ao Senhor abundantes graças que o ajudem a progredir cada vez mais na solidariedade e na convivência pacífica.”

Em 2014 a jovem católica Génesis Carmona, de 22 anos, que havia sido eleita Miss Turismo de seu estado, Carabobo, foi assassinada com um tiro na cabeça durante um protesto contra a ditadura de Nicolás Maduro.

Em 2015 um menino de apenas 14 anos, chamado Kluiver Roa, foi covardemente executado durante um protesto contra Maduro em San Cristobal. Do Papa Francisco, a família não recebeu uma única palavra de solidariedade ou manifestação de luto.

Francisco apenas pediu “o fim dos confrontos”, ignorando que o causador da violência contra estudantes e dissidentes é seu amigo Nicolás Maduro.

No ano passado diante da fome epidêmica e da perseguição aos dissidentes, com assassinatos de estudantes e trabalhadores, os cristãos venezuelanos passaram a se manifestar, promovendo reuniões públicas de orações em Caracas.

Nenhuma solidariedade receberam do Papa Francisco, que está sempre mais preocupado em criticar o presidente democraticamente eleito dos EUA.

A execução recente de Oscar Péres tampouco abalou o Papa Francisco, que esteve nesta semana no Chile, mas não disse absolutamente nada sobre a violência na Venezuela, preferindo criticar a já encerrada ditadura de Pinochet!

Francisco prefere falar genericamente sobre “vítimas da fome” no mundo a enfrentar as atrocidades cometidas pelos seus amigos ditadores.

⛔Silêncio diante da Igreja Perseguida na Bolívia

Francisco adora criticar a economia de mercado, mas nada diz sobre a fome que castiga o povo venezuelano, chegando a afirmar asneiras colossais, incluindo que a economia “precisa de uma alma” e que a riqueza “destrói milhões de famílias no mundo”.

Enquanto isso na Bolívia, sem o apoio de Francisco, católicos e evangélicos se unem para protestar contra o Novo Código de Sistema Criminal que criminaliza a evangelização no País, cerceia liberdades religiosas e permite a censura dos meios de comunicação. As lideranças católicas da Bolívia estão arriscando suas vidas ao denunciar o autoritarismo de Evo Morales, mas ainda assim só o que recebem do Vaticano é o mais profundo silêncio. O arcebispo de Santa Cruz, Sergio Gualberti, é uma dessas lideranças.



O arcebispo fez um sermão que está obtendo grande repercussão, sendo considerado a mensagem mais dura vinda de um líder cristão contra o presidente. Ele denunciou a tentativa de Morales se perpetuar no poder, uma vez que conseguiu mudar a Constituição e vai para seu quarto mandato consecutivo.

A frase de “Com este sistema, a única coisa que conseguirá será a paz dos cemitérios”, causou grande comoção entre os bolivianos. O arcebispo disse ainda: “Hoje, em nosso país, ignorando o clamor do povo, tentam impor um sistema que lhes permite perpetuarem-se no poder, que limita as liberdades, abre caminho à perseguição da oposição e favorece a impunidade da corrupção daqueles que estão no governo”.

O Papa Francisco já aceitou de Morales um crucifixo em forma do símbolo comunista da foice e martelo. Disse, na época, que o fez para manter o diálogo aberto.

Este seria o momento de fazer uso de toda a amizade que eles e esforçou em nutrir junto aos ditadores latino-americanos.

Mas Francisco continua com seu silêncio ensurdecedor. E, ainda assim, ele recebe apoio de multidões de alienados e imbecis do mundo todo.

Basta Francisco sacar do bolso alguma platitude e discorrer sobre ideais analgésicos da transcendência, da fraternidade universal ou do bem comum. E a imprensa repercute tais trivialidades como um ato de coragem contra os poderosos do mundo…

A verdade, contudo, é que Francisco tem sangue nas mãos.

Fonte: MidiaSemMáscara.org(*)Thiago Cortês - Formado em sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP) de São Paulo. Atualmente, trabalha como jornalista há mais de dez anos e atua como voluntário no movimento Escola Sem Partido.

quinta-feira, setembro 24, 2015

O Papa esquece os oprimidos de Cuba.









por Daniel Greenfield (*)






Em 1960, os bispos cubanos, declararam que "o catolicismo e comunismo respondem a dois conceitos totalmente diferentes do homem e do mundo que nunca será possível conciliar." O Papa Francisco, no entanto, afirma que comunismo é na realidade cristianismo. "Os comunistas têm roubado a nossa bandeira", disse ele.

Os bispos cubanos condenaram o comunismo como "um sistema que brutalmente nega os direitos mais fundamentais do ser humano." As críticas do Papa Francisco ao regime de Castro foram limitadas a oblíquas referências, um apelo por liberdade religiosa para os católicos e críticas gerais que poderiam ser aplicadas a Cuba ou a qualquer um de inúmeros outros lugares. Ele não conseguiu sequer reiterar suas velhas críticas ao regime.

Dissidentes cubanos foram impedidos de encontrar o Papa Francisco e até mesmo o "trajeto de boas vindas" que havia sido planejado foi fechado quando as autoridades comunistas detiveram dissidentes políticos. Quando os manifestantes arriscaram sua liberdade para chegar perto dele, foram presos sem receber qualquer reconhecimento do papa. Os Castros conseguiram suas reuniões e sua publicidade.

Os oprimidos, para quem o Papa Francisco alegou que se pronunciaria durante a sua visita e durante suas viagens internacionais, foram deixados de fora no frio. Eles foram tratados com outra referência indireta, quando o Papa Francisco expressou seu desejo de "abraçar especialmente todos aqueles com os quais, por vários motivos, eu não pude me encontrar."

"Simplesmente não nos parece estar certo ou mesmo que o papa não tenha um pouco de tempo para se encontrar com os cubanos que estão defendendo os direitos humanos", disse o chefe da maior organização dissidente do país.

Papa Francisco falou do acordo de Obama com Castro como um "processo de normalização das relações entre os dois povos, após anos de afastamento." Mas ele sabe muito bem que não é nada desse tipo. Os cubanos não são estranhos aos refugiados cubanos na América por falta de relações diplomáticas, mas pela supressão brutal de liberdade política e religiosa pelo regime de Castro.

O acordo de Obama não reúne os "dois povos"; ele põe dinheiro nos bolsos de um regime que o Papa Francisco tinha chamado de corrupto e autoritário. Ele permite que os esquerdistas americanos visitem Cuba para o comércio de prostitutas menores de idade, o que se tornou notório. Esta não é reconciliação. É exploração.

O sinal mais claro do que está por trás do verdadeiro "estranhamento" em Cuba pode ser encontrada na declaração de 1960, que sustentou que "a maioria absoluta do povo cubano, que é formada por católicos... só por engano ou coerção pode ter sida levada a um regime comunista."

Hoje, o inverso é verdadeiro, pois, engano e coerção cobraram seu preço.

Os bispos cubanos desafiaram o regime de Castro como uma questão de consciência. E eles pagaram o preço. A repressão de Castro sobre a Igreja Católica nos anos 60 tem sido amplamente ignorada por uma mídia que está ansiosa para contar uma história muito diferente. Mas ela parece ter sido tão tragicamente esquecida pelo Papa Francisco.

Francisco poderia ter lembrado do bispo Eduardo Boza Masvidal que foi preso várias vezes e cuja igreja foi bombardeada depois de exortar os cubanos a lembrarem de "todos aqueles que lutam e sofrem perseguição sob regimes comunistas." E o papa poderia ter lembrado de suas palavras que o regime comunista de Cuba é "baseado em ódio e luta de classes em vez de amor... é uma coisa terrível ensinar um povo a odiar. É uma das coisas mais anticristãs, que podem ser feitas."

Quando o papa Francisco tenta fazer causa comum com os marxistas em torno da luta de classes, ele está fazendo causa comum com o ódio, em vez de amor, no ressentimento de divisão, em vez da reconciliação. É um plano que não só está fadado ao fracasso, mas está fadado a sair pela culatra, espalhando mais ódio em vez de amor.

Como Che Guevara tinha insistido, "o ódio é o elemento central de nossa luta... O ódio que é intransigente... O ódio tão violento que impulsiona o ser humano além de suas limitações naturais, tornando-o violento e uma fria máquina de matar sanguinária... Para estabelecer o socialismo, rios de sangue devem correr."

Este é o terrível objetivo final de espalhar a luta de classes. O ódio se enraíza e cria monstros.


Padre José Conrado, que realmente vive em Cuba, fornece um modelo muito diferente que desafia a autoridade do regime de Fidel Castro, ao invés de tentar encontrar um terreno comum com ele. Conrado tinha desafiado o ditador de Cuba sobre a existência de "prisioneiros de consciência" e restrições sobre "as liberdades mais básicas: de expressão, de informação, de imprensa e de opinião, e sérias restrições à liberdade de religião"

Ele não fez isso em 1960, mas apenas alguns anos atrás. Antes da visita do papa, ele disse, "Eu não posso ignorar o sofrimento do meu povo, as injustiças que eu acredito que são evitáveis. Dante disse que o nono círculo do inferno, o pior de todos os círculos, é reservado para aqueles que em tempos de crise cruzam os braços e fecham suas bocas".

A mudança política não acontece sem coragem política. E autoridade moral não é exercida tolerando a imoralidade. A autoridade moral de um regime totalitário não repousa sobre o amor, mas no medo. A timidez em face da tirania defende aquela autoridade moral de terror político. Ela cede ao medo.

"O medo gerado por um regime totalitário não está definido. É um medo que provoca uma angústia paralisante porque não se pode até mesmo definir exatamente o que é que se teme. O que eles podem nos fazer? Eles podem tirar nossas vidas? Eles podem tirar a nossa honra, por falarem mal de nós, com campanhas de difamação? Eles fazem isso o tempo todo", disse o padre José Conrado.

A religião pode dar às pessoas a coragem de desafiar esse medo. Ela pode mostrar a um povo oprimido as mesquinhas limitações de tiranos que dependem de intimidação para sua autoridade. Pode dotar o desafiante com autoridade moral. É um grave erro sacrificar essa autoridade moral em troca de conciliação com tiranos.

Em 1960, o clero de Cuba entendeu que não poderia haver uma base comum com o comunismo, que tinha de ser desafiado, mesmo que o desafio fosse condenado, porque a cumplicidade com o mal iria corrompê-los.

Poucos servem como melhor exemplo do que Javier Arzuaga, o ex-padre de esquerda que tinham apoiado Castro, apenas para fugir chocado e horrorizado com a carnificina.

"No dia em que saí, Che disse-me que nós dois tínhamos tentado trazer um ao outro para o seu lado e tínhamos falhado”. Suas últimas palavras foram: "Quando jogarmos fora nossas máscaras, seremos inimigos", lembrou Arzuaga.

Os Castros colocaram suas máscaras de novo, mas por baixo há um regime totalitário baseado na brutalidade e no ódio. Debaixo de suas máscaras, eles são o inimigo. Ajudá-los é arriscar-se a tornar-se cúmplice de seus crimes.

Se o Papa Francisco realmente queria falar para os oprimidos, há onze milhões deles em Cuba. Eles não são oprimidos pelo capitalismo nem pelo aquecimento global. Eles são oprimidos por esse medo, a angústia paralisante que ele traz e a apatia que vem com ele. Eles precisavam de armas contra esse medo.

A visita do papa deu aos Castros o que eles queriam, mas não conseguiu dar ao povo cubano o que eles precisavam.


Publicado no The FrontPage Magazine.

Tradução: William Uchoa

Fonte: Mídia Sem Máscara

quarta-feira, agosto 19, 2015

Cristãos são queimados enquanto o papa se preocupa com assuntos mundanos.










A Indiferença vem de cima
por Raymond Ibrahim










A indiferença para com o sofrimento dos cristãos perseguidos em todo o mundo foi destacada em junho, quando o Papa Francisco lançou sua primeira encíclica independente.

Embora o Papa tenha advertido contra coisas como o aquecimento global e questões relacionadas com o ambiente, não mencionou a difícil situação dos cristãos perseguidos – embora ele esteja bem familiarizado com isso e, apesar de Papas anteriores terem mencionado isso, em ocasiões em que os cristãos experimentaram uma pequena fração da perseguição de hoje.

Encíclicas são tratados formais escritos por Papas e Bispos enviados para todo o mundo. Por sua vez, os Bispos são encarregados de difundir as ideias da Encíclica para todos os sacerdotes e igrejas em sua jurisdição, de modo que os pensamentos do Papa cheguem a todos praticantes da igreja católica.

Se a perseguição fosse mencionada na Encíclica, bispos e as congregações sob seus cuidados seriam obrigados a reconhecer a verdade sobre a perseguição cristã. Talvez uma oração semanal para a igreja perseguida pudesse ser institucionalizada – mantendo o apelo daqueles cristãos desafortunados no centro das atenções, de modo que os católicos ocidentais e outros lembrassem sempre deles, falassem sobre eles, e, talvez mais importante, entendessem por que eles estão sendo perseguidos. Uma vez que as pessoas estejam suficientemente familiarizadas com a realidade da perseguição aos cristãos, poderiam influenciar os formuladores de políticas dos EUA – para começar, a derrubarem políticas que agravam diretamente os sofrimentos das minorias cristãs no Oriente Médio.

Em vez disso, Francisco considerou mais importante emitir uma proclamação abordando o ambiente e as alterações climáticas. Seja qual for a posição tenhamos a respeito destes temas, ele está dizendo que o papa – o único homem do mundo mais bem colocado e de quem mais se espera que fale por milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo – está mais interessado em falar pelo "mundo" em si .

Enquanto isso, os cristãos ao redor do mundo em geral, no mundo muçulmano especificamente, continuaram a ser perseguidos e massacrados. Numa história pouco relatada, o Estado Islâmico queimou uma mulher cristã de 80 anos de idade até a morte em uma aldeia a sudeste de Mosul. A idosa teria sido imolada por se recusar a cumprir a lei islâmica.



Um grupo que se autodenomina o "Estado Islâmico na Palestina" espalhou panfletos em Jerusalém oriental ameaçando que iria massacrar todos os cristãos que não conseguirem ser evacuados da Cidade Santa. Os panfletos, que apareceram em 27 de junho, diziam que o Estado islâmico sabia onde os cristãos da cidade viviam, e advertiu que eles tinham até o Eid al-Fitr-19 de julho, quando termina o Ramadã para deixarem a cidade ou serem abatidos. O panfleto foi estampado com a bandeira negra associada ao Estado islâmico. 
Da mesma forma, no Egito, após o ataque suicida frustrado aos antigos templos de Karnak em Luxor – um ponto turístico – o Estado islâmico prometeu um "verão de fogo" para os cristãos coptas. Abu Zayid Al-Sudani, um dos principais membros do grupo, twittou o seguinte: "O bombardeio de Luxor, um verão ardente aguarda o tirano do Egito [presidente Sisi] e seus soldados, e os adoradores da cruz. Isto é apenas o começo."

O restante do resumo da perseguição muçulmana aos cristãos de junho em todo o mundo inclui, mas não está limitado aos seguintes relatos relacionados por tema:

Ataques muçulmanos a Igrejas e Cemitérios cristãos

Turquia: Em 9 de junho, um muçulmano atacou uma igreja no distrito de Kadýköy em Istambul, com um coquetel Molotov, colocando em chamas a porta do prédio. Em um vídeo do ataque, o homem é visto gritando "Allahu Akbar" [Deus é maior] e "Vingança pela mesquita de Al-Aqsa", quando ele joga uma bomba incendiária na Igreja Ortodoxa Triada Aya. A porta do edifício de culto cristão pegou fogo, embora o fogo tenha sido apagado logo após o ataque. O homem foi detido pela polícia.

Egito: Uma bomba foi colocada ao lado de uma Igreja cristã copta – A Igreja da Virgem Maria na cidade de Helwan, parte da Grande Cairo – mas a segurança conseguiu desarmá-la antes que explodisse.

França: Em 7 de junho, dois muçulmanos foram detidos pelas autoridades francesas em conexão com um plano terrorista frustrado para atacar uma igreja perto de Paris em abril passado. As autoridades disseram que eles tinham ajudado Sid Ahmed Ghlam, um estudante de ciência da computação, que tinha planejado um ataque contra igrejas em Villejuif, ao sul de Paris, e é suspeito na morte de uma mulher nas proximidades. Documentos em árabe mencionando a al-Qaeda e o Estado Islâmico foram encontrados após uma busca na casa de Ghlam. Várias armas militares, revólveres, munição, coletes à prova de balas, computador e equipamentos telefônicos também foram encontrados na casa e no carro de Ghlam.

Zanzibar: os muçulmanos da maioria muçulmana da ilha hostilizaram e perseguiram duas igrejas:

1) Eles forçaram o Pastor Filemom, pai de cinco filhos, a esconder-se e se apossaram de sua igreja New Covenant Church, conseguindo que o senhorio alugasse para eles antes que a locação da igreja terminasse. De uma congregação de 100 membros, agora restaram 25. "Os fiéis da igreja estão muito dispersos", disse Philemon. "Alguns membros estão sempre batendo na minha porta pedindo um lugar para a adoração." O pastor também está ajudando a cuidar de vários convertidos do islamismo que fugiram de suas casas devido à perseguição e está lutando financeiramente para ajudá-los ao mesmo tempo, que sustenta sua própria família, que inclui cinco filhos.
2) Nos limites de Zanzibar City, em Chukwani, os muçulmanos fizeram falsas reivindicações de terra, a fim de atingir outra igreja com despesas judiciais. Disse o Pastor Lukanula: "Os muçulmanos estão esperando o momento em que deveremos deixar de comparecer à audiência judicial, o que implica perder o caso e, posteriormente, ter que pagar uma quantia substancial de dinheiro." Diante das falsas alegações sobre a propriedade da terra que foram feitas, o líder de uma mesquita local disse ao pastor: "Nós não queremos ver uma igreja aqui em Chukwani." E, em 2007, os muçulmanos da área demoliram a estrutura original em construção.

Iraque: O Estado Islâmico afixou avisos em torno da cidade capturada de Mosul anunciando que a Igreja Catedral Siríaca Ortodoxa de Santo Efrém, tomada há um ano, deve ser tornar a "mesquita dos mujahedeen", ou “Jihadis”. O novo nome foi anunciado no dia do aniversário da data em que a igreja foi tomada. A bandeira islâmica indicando o Shehada – ou seja, "não há deus senão Alá e Maomé é o mensageiro de Deus" – foi colocada sobre o edifício. "Se eles trocaram uma igreja por uma mesquita é mais uma prova da sua limpeza", disse o presidente de Uma Demanda por Ação, um grupo que defende a proteção das minorias no Oriente Médio. "Eles destroem nossos artefatos, nossas igrejas e tentar apagar-nos de todas as maneiras que puderem."

Líbia: Ainda um outro cemitério cristão após a "Primavera Árabe" na Líbia foi recentemente profanado por militantes muçulmanos. Descrito por testemunhas como muçulmanos "Salafi", os profanadores de túmulos destruíram cruzes e lápides, e cavaram sepulturas na antiga parte cristã de Trípoli nas primeiras horas da manhã de 3 de junho. As forças de segurança encarregadas de proteger a região não fizeram nada para parar ou prender os profanadores.

Massacre muçulmano de cristãos

Egito: Dois cristãos foram mortos em circunstâncias questionáveis:

1) O único cristão em sua unidade de exército foi encontrado morto em uma cadeira no escritório da base militar onde ele estava estacionado. Em 24 de junho, Bahaa Gamal Mikhail Silvanus, 23, um recruta do exército egípcio, foi encontrado com dois ferimentos de bala em seu peito e uma arma a seus pés. Parentes que mais tarde viram o corpo também dizem que havia ferimentos em cima de sua cabeça, como se tivesse sido atingido por um objeto sólido. A posição militar oficial é que o copta cometeu suicídio. Família, amigos e líderes da igreja discordam veementemente. Eles apontam que aqueles que cometem suicídio raramente são capazes de atirar duas vezes – ou de ferir-se primeiro no topo da cabeça com objetos contundentes – bem como o fato de que Silvanus era um homem feliz com uma fé forte, um diploma universitário em música e planos para entrar na vida monástica. "Meu filho foi morto por alguém. Ele não se matou”, disse o pai, Gamal Silvanus, que havia aconselhado seu filho a terminar seu serviço militar, trabalhar durante cinco anos para ajudar a sustentar a família, em seguida, entrar num mosteiro. Um amigo do cristão falecido, que deseja permanecer anônimo, disse que Silvanus tinha confiado a ele que ele era regularmente pressionado por outros soldados em sua unidade para se converter ao Islã: "Ele me disse que a perseguição dos recrutas muçulmanos fanáticos no batalhão contra ele tinha aumentado nos últimos dias, e que eles o ameaçaram de morte e que iriam matá-lo se ele não se convertesse ao islamismo".[i]

2) De acordo com a MCN, "O oficial de polícia Mohammed Megalli, que matou uma mulher copta, costumava insultar os coptas do distrito e tratá-los com desprezo, disse Nour Rashad, um primo da mulher copta. Sarah Youssef Ghali foi acidentalmente morta a tiros por Megalli, um policial da Delegacia de Polícia de Manshiet Nasser no Cairo. "
Uganda: Uma mãe de 11 filhos, que, junto com seu marido, apostatou do Islã e se converteu ao cristianismo quase um ano antes, foi morta por envenenamento em 17 de junho em uma vila no leste de Uganda. Namumbeiza Swabura, mãe de um bebê de 5 meses de idade, morreu depois que sua cunhada a visitou e se ofereceu para preparar uma refeição para ela. Muhammad, seu marido, chegou logo depois que sua esposa tinha acabado de comer a comida preparada por sua irmã, que já havia partido. Sua esposa queixou-se de dor de estômago que começou imediatamente depois de comer a comida.

Segundo o Morning Star News: A dor de Swabura piorou quando ela começou a vomitar e seu nariz começou a sangrar incontrolavelmente seu rosto ficou pálido, e duas horas depois, ela morreu em sua casa quando Muhammad estava tentando alugar um carro para levá-la a um hospital, disseram. Sua cunhada passou a se esconder, disseram as fontes. Swabura e seu marido tinham recebido várias ameaças de morte desde a declaração de sua fé em Cristo, de acordo com Muhammad. Durante uma visita do Morning Star News à área no final de maio, ele disse, "Nós estamos temendo por nossas vidas, pois, os muçulmanos estão ameaçando matar-nos, se continuarmos no cristianismo." Além de seu filho e marido, esposa Swabura deixa para trás 10 outras crianças.

Submissão: Desprezo genérico e Discriminação contra "infiéis"

Etiópia: Em 25 de abril, a polícia invadiu um culto cristão em Asella no limite sul da capital, Addis Abeba. A Igreja de Asella tinha acabado de batizar 40 novos convertidos ao cristianismo, o que levou às prisões em massa. Um dos detidos, um ex-muçulmano que se converteu ao cristianismo conhecido apenas como "Palus Ejigu", disse, “Nós estávamos reunidos para compartilhar e encorajar uns aos outros com a Palavra de Deus. Depois que terminou o serviço, a polícia nos prendeu. Alguns de nossos amigos fugiram quando viram a forma ríspida como fomos tratados”. Depois de semanas de sofrimento em más condições nas prisões e de abusos, Ejigu foi finalmente liberado. Mas, cinco dias depois, quatro homens mascarados forçaram-nos a se ajoelhar, colocaram uma pistola em sua boca, e ordenaram-lhe que matasse dois amigos do pastor, ou então seus filhos morreriam:

Fui ordenado a seguir as instruções de quatro pessoas mascaradas, armadas, que falavam na língua Oromo. Eu também fui golpeado duas vezes e mandaram que me ajoelhasse. Eles colocaram a sua pistola na minha boca e me deram instruções para matar os pastores Nebiyou e Legesse. Ejigu foi instruído a realizar a missão no prazo de três meses. Se fosse bem sucedido, prometeram-lhe uma vida mais fácil. Mas se ele falhasse ou recusasse, os assaltantes mascarados prometeram assassinar seus três filhos. A família muçulmana de sua esposa já tinha levado as crianças para longe dele, de acordo com a lei islâmica.

Egito: Várias histórias que demonstram o status inferior das minorias cristãs ocorreram:

1) O diretor de uma escola em Sohag tem recusado abertamente a inscrição de estudantes cristãos, simplesmente com base em sua religião. Quando coptas e outros protestaram – a lei atual do Egito está do seu lado, o diretor descaradamente declarou que "Enquanto eu estiver presente na escola, nenhum aluno cristão será aceito”.

2) A colunista popular egípcia Karima Kamal escreveu que, embora a Constituição egípcia estipule igualdade perante a lei, o Judiciário não aplica esta disposição e recusa o testemunho dos cristãos contra os muçulmanos nos tribunais. A evidência apoia sua reivindicação. Algumas semanas antes, a seguinte carta foi publicada em mídia árabe:

Ontem eu sofri um choque extremamente duro e psicológico. Fui ao tribunal com um dos meus vizinhos, uma viúva, para servir como testemunha em um caso de herança. Outro vizinho e testemunha que nos acompanhou era um jovem cristão. Nós todos vivíamos como uma família. Imaginem meu choque, então, perante o juiz que muito grosseiramente e com desaprovação incompreensível rejeitou o testemunho do jovem [cristão] [dizendo]: "É inaceitável que um cristão testemunhe contra um muçulmano". Na verdade, a lei islâmica sustenta que o testemunho de um "infiel" não pode ser aceito contra um muçulmano.

3) Al Azhar – indiscutivelmente a mais prestigiada universidade do mundo islâmico – continua a incitar os muçulmanos do Egito contra os cristãos. Recentemente, a universidade foi flagrada distribuindo um panfleto grátis dedicado a desacreditar o cristianismo. Está cheio de ataques diretos contra o cristianismo em geral, e os cristãos coptas do país em particular. Cristianismo é referido como uma "religião fracassada", enquanto o Islã é saudado como a verdadeira e superior religião. Devido às "sementes de fraqueza" inerentes ao cristianismo e à Bíblia, diz o panfleto, o Islã foi facilmente capaz de suplantá-lo no Oriente Médio. Nenhuma menção às conquistas islâmicas violentas é feita.

Irã: tribunal revolucionário do Irã condenou 18 cristãos convertidos por acusações que incluem evangelismo, propaganda contra o regime, e criação de igrejas domésticas para praticar sua fé. As sentenças somaram quase 24 anos (a falta de transparência no sistema judicial rigidamente controlado do Irã não permite uma atribuição das sentenças individuais). Os réus também foram impedidos de organizar de reuniões em igrejas domésticas casa e foram proibidos por dois anos de sair do Irã. Os cristãos, muitos dos quais foram presos em 2013, foram condenados nos termos do artigo 500 do Código Penal Islâmico, que estabelece que "Qualquer um que se envolva em qualquer tipo de propaganda contra a República Islâmica do Irã ou a favor de grupos de oposição e associações, deve ser condenado de três meses a um ano de prisão. "[ii]

Nigéria: Mais de 200 meninas continuam desaparecidas depois que o Boko Haram atacou uma escola pública em 2014, sequestrando dezenas de jovens em sua maioria cristãs. Fugitivos continuam a dar testemunho da lavagem cerebral que eles enfrentaram de seus captores. Alguns foram orientados a cortar as gargantas dos cristãos e a realizarem ataques suicidas. Uma testemunha disse que às meninas Chibok foi dado status especial quando "professores" mandam que elas memorizem o Alcorão e ensinem as outras a fazê-lo. As meninas são flageladas se não souberem recitar o Corão.

Paquistão:

1) Os "advogados" de um homem cristão preso no Paquistão sob a acusação de profanar o Alcorão em Maio passado [iii] estão na verdade trabalhando contra ele. Humayun Faisal, um cristão deficiente mental permanecerá na prisão porque seus advogados retiraram o seu pedido de libertação sob fiança. De acordo com a associação de advogados cristãos da ONG "Lead", durante a audiência de 27 de junho diante da Alta Corte de Lahore, os advogados de Faisal cancelaram oficialmente o pedido de fiança, anteriormente apresentado por outros advogados. Disse a Lead: [Há advogados que] intervêm em casos em que os cristãos são acusados de blasfêmia ou outros crimes e, em vez de obter justiça, não operam no interesse dos acusados, seus clientes, mas agem para outros fins.

2) Mumtaz Masih, um cristão, foi recentemente libertado da escravidão forçada pelo seu empregador muçulmano. Masih tinha um acordo com seu empregador muçulmano, parte do qual era de que Masih permaneceria sempre na propriedade do seu empregador exceto uma vez por mês, quando ele receberia o pagamento e poderia ir para casa para visitar sua família. Em julho de 2014, o patrão deixou de pagar Masih, o proibiu da visita á sua casa e, efetivamente, o transformou em um escravo. A esposa de Masih procurou ajuda quando o marido parou de vir. Depois de um processo judicial de habeas corpus em 29 de Maio, um oficial de justiça foi encarregado de localizar Masih, que foi encontrado na propriedade de seu patrão em um quarto trancado. Embora o trabalho forçado seja ilegal no Paquistão, muitos cristãos pobres vivem e trabalham em tais condições.

Sudão: Em 25 de junho, 12 jovens cristãs foram detidas devido às suas "roupas escandalosas" pela Polícia de Ordem Pública quando elas deixavam a igreja batista em El Izba, Cartum. As jovens, vestindo calças e saias, foram transferidas para uma delegacia de polícia duas delas foram absolvidas na sexta-feira, depois que os agentes da Polícia de Ordem Pública reconsideraram a sua opinião sobre as suas roupas. As outras dez foram acusadas de "atos contra a moralidade pública" nos termos do artigo 152 do Código Penal de 1990. "As jovens participavam de uma festa religiosa na igreja, e estavam vestindo fantasias. As acusações são um insulto para a igreja, argumentou o advogado. "Além disso, as alunas foram obrigadas a trocar de roupa dentro da delegacia de polícia, o que é uma afronta à sua dignidade".

Turquia: Autoridades fecharam escolas cristãs pertencentes à Associação das Igrejas de Jerusalém. Escolas em vários bairros da cidade do sudeste de Gaziantep, para onde muitos refugiados da Síria haviam fugido, e em três outras regiões, foram fechadas. Apesar de proporcionarem ajuda humanitária muito necessária, as escolas cristãs foram vistas dando Bíblia e outros livros cristãos aos seus alunos refugiados, muitos dos quais vindos de origens muçulmanas.

Filipinas: os cristãos e outros no sul das Filipinas estão expressando fortes temores que a legislação destinada a criar uma sub-Estado islâmico na ilha de Mindanau – legislação destinado a apaziguar os islamistas – só venha a criar mais extremismo contra os cristãos. Eles acreditam que se Bangsamoro, ou "País dos Moro" - Moro é coloquial para "muçulmano" - for governado sob a Sharia, os não-muçulmanos se tornariam cidadãos de segunda classe com direitos reduzidos drasticamente. Os críticos da lei dizem que isso tornaria o governo federal impotente para corrigir violações dos direitos humanos sob a lei islâmica. [Iv] "O que o presidente Aquino está fazendo é uma traição para as comunidades cristãs em Mindanau," disse Rolly Pelinggon, organizador nacional do Mindanauanos por Mindanao (M4M ).

Reino Unido: Nissar Hussain, um ex-muçulmano do Paquistão que se converteu ao cristianismo em 1996, escreveu recentemente uma carta a seu deputado local contando um pouco da violência, abusos e outros ataques que ele e sua esposa e seus seis filhos têm sofrido nas mãos de muçulmanos na área de Bradford onde vivem. [v]

Iraque: De acordo com o membro do Conselho Provincial de Nínive Anwar Mata "mais de 120 mil cristãos [foram] deslocados de Mosul e Nínive após o Estado Islâmico invadir Mosul. Ele observou ainda que "cerca de 20 mil deles migraram para o Iraque desde o ano passado .... A falta de interesse do governo federal para com os cristãos deslocados empurrou-os para migrarem para fora do país ... o dano psicológico e moral foi maior do que a perda de seu dinheiro e bens como resultado da ocupação de Mosul pelo ISIS. "Enquanto isso, a perda de propriedade de Cristiãos foi realizada, não só pelo ISIS, mas por políticos locais no Iraque. Grupos Impostores e fraudulentos, graças a funcionários corruptos, conseguiram a posse ilegal de milhares de casas pertencentes a famílias cristãs em Bagdá, que fugiram da cidade depois da derrubada de Saddam Hussein liderada pelos Estados Unidos, abriram uma jihad virulenta sobre eles. Mohammed al-Rubai, membro do conselho da cidade de Bagdá, disse que quase 70 por cento das casas de cristãos em Bagdá foram expropriadas ilegalmente, e títulos de propriedade foram forjados com a adulteração de registros prediais realizados graças à conivência de burocratas desonestos. A ONG "Bagdá Beituna" calculou que as violações de propriedades cristãs realizadas com a cumplicidade de funcionários públicos corruptos foram cerca de sete mil. Até mesmo os membros do aparelho político e militar têm desfrutado do roubo "legalizado" de propriedades cristãs.

________________________________________





[I] Mikhial Shenouda, sacerdote sênior de Arcanjo Mikhial, acrescenta: "Uma pessoa que comete suicídio é uma pessoa decepcionada e desesperada, mas Bahaa estava de muito bom humor. Ele estava sorrindo sempre. Ele estava mantendo a palavra de Deus. "Embora os militares e a mídia egípcia dissessem pouco sobre este incidente, centenas compareceram ao seu funeral.


[Ii] De acordo com um relatório 2015 da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, "Durante o ano passado, houve numerosos incidentes de autoridades iranianas invadindo cultos de igrejas, ameaçando os membros das igrejas, e prendendo e aprisionando fiéis e líderes de igrejas, particularmente os convertidos da Cristã Evangélica ... . Desde 2010, as autoridades arbitrariamente prenderam e detiveram mais de 500 cristãos de todo o país. "Os cristãos são menos de um por cento da população de maioria muçulmana xiita do Irã. "A perseguição sistemática do regime iraniano aos cristãos, bem como bahais, muçulmanos sunitas, dissidentes xiitas muçulmanos e outras minorias religiosas, está ficando pior não melhor", disse o senador americano Mark Kirk (R-Ill.) em um declaração. "Isto é consequência direta da decisão do Presidente Obama de desvincular as demandas de melhorias na liberdade religiosa e os direitos humanos no Irã das negociações nucleares."






[Iii] No domingo, 24 de maio Faisal foi acusado de blasfêmia quando alguns muçulmanos o viram queimando jornais que supostamente continham versículos do Alcorão em árabe. Após a acusação, uma multidão muçulmana agarrou o cristão, bateram severamente nele, e até mesmo tentaram lhe atear fogo. Poucos meses antes, um outro grupo de muçulmanos queimou um casal cristão vivo dentro de um forno depois que eles, também, foram acusados de insultar o Islã. Após o ataque a Faisal, a multidão de muçulmanos, supostamente aos milhares, invadiram o bairro e atearam fogo a casas de cristãos e a uma igreja.






[Iv] A Lei Bangsamoro Básico (BBL), proposta pelo presidente Benigno Aquino III em setembro passado com o objetivo de acabar com décadas de violência rebelde islâmica em Mindanao, foi aprovada por um Comitê Casa Ad Hoc em 20 de maio. A área, que compreende cinco províncias com populações não-muçulmanas consideráveis, já goza de uma certa autonomia e a BBL proposta daria aos líderes independência suficiente para impor a sharia (lei islâmica). A BBL surgiu como parte de um acordo de paz preliminar entre a administração Aquino e a Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF), grupo rebelde. Mas elA tem feito pouco para reduzir a violência.The BPFA foi assinado em 2013 como precursor para um acordo de paz final. O governo alegou que não haveria mais ataques de rebeldes muçulmanos em Mindanau depois de ter sido assinado, mas em algumas áreas – incluindo a marca registrada dos ataques islâmicos a igrejas e freiras – tem aumentado.






[V] A carta segue:


Caro Naseem Shah MP,


Eu posso felicitá-lo em meu nome e da família por sua vitória impressionante e não podemos expressar nossa alegria por nosso recém-eleito MP para a divisão de Manningham e desejo-lhe as maiores felicidades para o futuro. Em uma nota séria eu posso expressar a nossa miséria absoluta e terrível situação como cristãos convertidos a partir de uma origem muçulmana Mirpuri desde 1996 [Mirpuri é uma região do Paquistão].


Fomos forçados a sair da nossa casa anterior depois de longo de vários anos de sofrimento como convertidos e, em suma a minha família e eu suportamos o inferno pelos meus colegas homens jovens paquistaneses na forma de perseguição que envolveu agressão, intimidação diária, dano criminoso à propriedade: quebrando janelas das casas e também 3 veículos destruídos, enquanto a comunidade olhava e ainda aprovava isto. Um dos veículos foi incendiado fora da minha casa. Apesar do testemunho de outro veículo sendo abalroado deliberadamente por um homem que eu conhecia, a Polícia nem sequer tomou uma declaração que dizer uma prisão. Finalmente depois de ser ameaçado de queimarem minha casa se eu não saísse, esses jovens deliberadamente colocaram fogo na casa dos vizinhos (que estava desocupada) na esperança de que a nossa casa iria pegar fogo. Quando eu relatei à polícia a resposta do sargento da Polícia foi: "Pare de tentar ser um cruzado e saia" Em suma, a polícia havia voluntariamente nos faltado para não serem rotulados de racistas ou parecerem causar ofensa à comunidade muçulmana em nosso sofrimento e despesas.


Depois de ser forçado a sair em Junho de 2006 nos estabelecemos em St Paul Rd e tentamos reconstruir nossas vidas, que estava indo bem e não tivemos problemas e forjamos boas relações com os vizinhos até que nós contribuímos em um documentário da Dispatches chamado Unholy War destacando a situação dos convertidos do islamismo para o cristianismo em setembro de 2008. Em seguida, os nossos problemas começaram, em grande parte representada pela família A que se têm empenhado em uma campanha para expulsar-nos de nossa casa dada a sua atitude intolerante e conduta completamente sem escrúpulos e, desde julho do ano passado que eles têm se empenhado em causar danos criminosos para o meu veículo ao ponto que eu já ter os pára-brisas do meu veículo esmagado pela quarta ocasião. O incidente mais recente ocorreu em 24 de abril, quando eu tive meu veículo apedrejado nas primeiras horas da manhã e não pude expressar o impacto financeiro também, pois, eu tenho que esperar três semanas porque o vidro tem que ser encomendado dos Estados pois meu veículo é americano. E mais uma vez como em nossa experiência anterior a comunidade paquistanesa tem olhado para nosso sofrimento e fechado os olhos, enquanto outros têm sido abertamente hostil, enquanto desfrutam de liberdade e de liberdade religiosa ou de outra forma, impondo sua vontade e reinando sobre nós e somos tratados como cidadãos de segunda classe.


Como resultado da mais recente dano criminoso, e depois de semanas sem ter o carro até que ele tivesse sido reparado, tomei a liberdade de estacionar meu veículo longe da minha casa para ter paz de espírito, dada a miséria ao longo dos últimos anos, fui diagnosticado com PTSD e minha esposa e família também sofrem estresse e ansiedade. Quando eu fui esta manhã para pegar meu carro eu fiquei mortificado ao descobrir que meu carro foi apedrejado deliberadamente mais uma vez. É evidente que não se pode continuar vivendo assim ... Nossas vidas têm sido sabotadas, tememos por nossa segurança e sofremos de ansiedade diária, para não mencionar os custos financeiros por todos esses danos criminosos.
Eu não posso expressar em palavras a falha da polícia ao longo dos anos, o que levou ao nosso sofrimento e não temos confiança neles e estou desesperado por sua ajuda.


Atenciosamente, Nissar Hussain


Sobre esta série


A perseguição dos cristãos no mundo islâmico tornou-se endêmica. Assim, "A Perseguição dos muçulmano aos cristãos" foi desenvolvida para reunir alguns – não todos – os casos de perseguição que surgem a cada mês. Ele serve a dois propósitos:


1) Para documentar o que a grande mídia não faz: a habitual, se não for crônica, perseguição aos cristãos.


2) Para mostrar que essa perseguição não é "aleatória", mas sistemática e inter-relacionada – isto é, está enraizada em uma visão de mundo inspirada pela Sharia islâmica.


Por conseguinte, qualquer que seja a perseguição esporádica, ela normalmente se encaixa sob um tema específico, incluindo ódio a igrejas e outros símbolos cristãos leis de apostasia, blasfêmia, e proselitismo que criminalizam e às vezes punem com a morte aqueles que "ofendem" o Islã abuso sexual de mulheres cristãs conversões forçadas ao Islã roubo e pilhagem em lugar do jizya (tributo financeiro previsto de não-muçulmanos) expectativas gerais para os cristãos se comportarem como dhimmis intimidados, ou de terceira classe, cidadãos "tolerados" e violência simples e assassinato. Às vezes, é uma combinação dos mesmos.


Tradução: William Uchoa



Raymond Ibrahim é Shillman Fellow do David Horowitz Freedom Center, Judith Friedman Rosen Writing Fellow noMiddle East Forume colaborador da CBN News. É autor de Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (2013) and The Al Qaeda Reader (2007). Publicado no Front Page Magazine

sexta-feira, maio 22, 2015

As razões para o suicídio.




As razões para o suicídio.
por Ugo Volli (*)




O PAPA E O "ANJO DA PAZ"

NOTA DO EDITOR: O Papa Francisco anda demonstrando, desde a sua posse, uma preferência pelas esquerdas, pelos Muçulmanos, por teorias ecológicas falsas e anticristãs, por terroristas, bandidos e assassinos. Assim, apoiou o Acordo EUA-Irã (caminho da paz), mediou o acordo entre o marxista (ou Muçulmano?) Obama e a ditadura assassina cubana - tendo recebido em troca a afirmação irônica e hipócrita de Raúl que se ele, Francisco, continuasse a agir assim poderia até voltar à Igreja. Os Castros, os Aiatolás assassinos de Cristãos, a negação, por parte de Obama do papel dos Cristãos e Judeus na formação da nação Americana, o assassinato de centenas de milhares de Cristãos, incluindo o estupro de freiras e o fechamento das Igrejas em Cuba, os constantes massacres de Cristãos por Muçulmanos, tudo indica que Francisco anda em más companhias.

Agora, no entanto, extrapolou quaisquer limites ao chamar o bandido Abbas de "anjo da paz"! Um Papa deveria no mínimo ter cuidado ao usar a palavra Anjo, os Emissários do Deus Judaico-Cristão, papel que não pode ser atribuído a um assassino precisamente de Judeus e Cristãos. Nem comento a palavra "paz" pelo ridículo da expressão dirigida a um terrorista! Quem será o diabo na história de Francisco? Israel? Os Judeus? 

Estará Francisco tentando voltar ao anacrônico antissemitismo católico, agora no pior dos mundos, pois unido à Teologia de "libertação" comunista? Enquanto os jovens da PUC-GO se arriscam para mostrar os desvios teológicos da CNBdoB, o próprio Chefe da Igreja incorre nas mesmas heresias, negando seus sucessores Leão XIII, Pio XI, Pio XII e João Paulo II que afirmavam que todo católico que entrasse em conluio com comunistas estava automaticamente excomungado?

Abaixo um excelente artigo sobre o caso.

HEITOR DE PAOLA


Caros amigos,
O mundo muda, a contra-ofensiva histórica do islamismo agora chega na forma militarmente organizada a algumas dezenas de quilômetros de nossas fronteiras (na Líbia) e com vanguardas armadas (terrorismo) já no coração da Europa, a América de Obama se curva (pela covardia e a ideologia do presidente, mas também pela fadiga da opinião pública e das dificuldades econômicas e militares) para a arrogância de um país, somando tudo, pequeno e economicamente insignificante como o Irã de frente a cada ameaça e a cada inimigo explícitoa, do Iêmen à Crimea passando por Cuba, o Ocidente foge, tentando apaziguar o inimigo, fazendo concessões, desarmando amigos.


O mundo muda, mas não para melhor: as ditaduras se estendem, os Estados democráticos diminuem, as revoluções democráticas (lembrem-se da "verde" em Teerã, há alguns anos atrás) são traídas e abandonadas à própria sorte. O autorirtarismo avança. O mundo muda, as democracias estão mais isoladas, estão sendo experimentadas (na China, na Turquia, na Rússia) formas de autoritarismo modernista. No entanto, permanece intacto ódio pelo Ocidente, a matriz de todo o mal para bilhões de pessoas ideologizadas pelas diversas variantes do Islã, daquilo que resta do comunismo, do neoperonismo da América do Sul, e das formas híbridas destas doenças políticas. Não importa que todas essas populações adotem os objetos e rituais da cultura material ocidental, a partir dos smartphones às calças de brim e até o Facebook, o ódio à liberdade não é incompatível com o consumismo.


E, naturalmente, esse rancor, na sequência, focaliza-se no antissemitismo, no temor e na agressividade contra a pequena nação que sempre se manteve espiritualmente livre e há quase 70 anos obteve o imperdoável erro de ganhar também a liberdade política, violando a teologia política islâmica, assim como a cristã e a marxista, que todas as três a queriam como escrava e sofredora pelo mal de não ter-se convertido, e ficando servil e diluída nas grandes grandes massas populacionais do mundo.

O aspecto mais chocante desta situação é que a cultura ocidental assumiu para dentro de si esse ódio. O ódio contra si, levando todos os pecados, tentativa mais ou menos consciente de desistir de seu lugar no mundo e destruir sua cultura, em primeiro lugar. Algo mais do que o niilismo, que seria a destruição de todos os valores: a destruição de seus próprios valores e a atribuição de mérito inexistente para os outros, só porque são os outros. A compulsão para repetir todos os pedidos de desculpas, desvalorização de suas próprias realizações, a negação de sua identidade. As sociedades ocidentais não são o paraíso na terra, é claro, mas levaram a um nível de prosperidade, justiça social, liberdade, desenvolvimento da vida absolutamente sem precedentes na história humana. Nunca houve uma sociedade onde a igualdade de gênero, a cura para os doentes, a assistência à saúde, a liberdade de opinião, o tempo livre para o lazer, a justiça social, a disponibilidade de bens e serviços, o acúmulo do conhecimento científico, e a liberdade artística fosse tão difundida e elevada. Tudo isso vem da liberdade política e econômica que, crescendo progressivamente, foram os verdadeiros mananciais da ascensão do Ocidente.

Mas, ao invés de se vangloriar deste imenso sucesso, este verdadeiro salto na história da humanidade que a Europa e, depois, os territórios influenciados por sua cultura, fizeram nos últimos três séculos, o Ocidente se despreza, acusa a si de colonialismo (ignorando o colonialismo dos outros, que ainda continua, enquanto o nosso, na verdade, durou menos de um século), vendo suas injustiças residuais e não aquelas dos outros, como a escravidão americana (também durou um tempo limitado) e não aquelas islâmicas que duram desde o tempo de Maomé e ainda continuam.

O ódio contra si, do Ocidente, foca também contra o povo judeu, teologicamente, condenado à escravidão e à destruição, que se obstina a viver, governar a si próprio, a produzir cultura e prosperidade. Só isso explica a centralidade continuada, num mundo que está mudando muito, da tentativa de reforçar o terrorismo palestino, que hoje é talvez o único empenho europeu da política internacional. A Europa não tem uma voz sequer sobre a Ucrânia, Chipre, o Estado Islâmico, ou sobre aquele tratado comercial transatlântico destinado a mudar radicalmente nossas vidas, que passamos. A Europa é uma enorme burocracia, não uma política explícita, exceto num só ponto: a tentativa de criar com a máxima de urgência vigésimo Estado árabe e dar suas mãos às forças terroristas, à custa do único Estado verdadeiramente democrático entre o Atlântico e a Índia, entre o Mediterrâneo e o Cabo da Boa Esperança.

Se não, como explicar por que o papa não só "reconhece" um Estado que clara e realmente não existe como a “Palestina” (sem um território definido, com duas autoridades em guerra um contra o outro, sem independência econômica, nem militar) mas, até mesmo nomeando "anjo da paz" um terrorista não arrependido, um incentivador e organizador do terrorismo como Mohammed Abbas (chamado Abu Mazen segundo seu nome de guerra).



É uma história exemplar, porque o “anjo da paz” em questão, denominado com um título totalmente novo para a tradição teológica, é o organizador dos atentados em Munique, onde os atletas israelenses foram mortos no meio dos Jogos Olímpicos (e lembremo-nos, não só os países árabes, mas também os comunistas recusaram-se a observar um minuto de silêncio em sua memória), mas é também aquele que usa a ajuda internacional para pagar altos salários a terroristas presos, que lança companhas sangrentas de agressão contra civis israelenses, que recusou todos os acordos de paz que foram apresentados

Para aproximar-se da pessoa do Papa Francisco, o “anjo da paz”, quando foi convidado pelo papa para uma cerimônia de paz nos jardins do Vaticano, no ano passado, teve a boa ideia de fazer recitar, no momento da oração, os versos da segunda Sura do Alcorão, que invoca a derrota dos infiéis um fato escandaloso, certamente não angelical e totalmente não pacífico, que o comentário do Vaticano sobre a cerimônia fez tudo para encobrir até retirar o vídeo do YouTube por “violação de direitos autorais”.

Em resumo, até mesmo o oscilante Papa Francisco, apesar de algum choque de orgulho, como o ocasional reconhecimento do genocídio armênio, inclina-se para a narrativa árabe que representa o terrorismo como a paz e a paz como a ocupação. Talvez porque, desta forma, se põe em perfeita continuidade com o milenar antijudaísmo católico. Mas também porque de alguma forma herda a “teologia da libertação”, ou seja, o ódio contra o Ocidente, a política filo-comunista de uma parte da Igreja, que estava, em princípio, com o totalitarismo do “povo oprimido” contra a liberdade — mesmo quando os "povos oprimidos", depois de eliminar os judeus dos territórios que controlam, aumentaram sua intolerância aos cristãos, obrigando-o a fugir ou matando-os, como faz não só o Estado islâmico, mas também, porém em silêncio, e com cautela, mas não menos eficazmente, o estado não terrorista do “Anjo da Paz”.

Contra esta tendência suicida, temos hoje de resistir, se queremos legar às gerações futuras nossa prosperidade e nossa liberdade. Mas resistir ao ódio pela liberdade significa primeiro apoiar Israel. A batalha contra o islamismo triunfante não é travada hoje nem na Líbia, nem na Síria (onde já está perdida e ninguém sabe o que fazer), mas nas fronteiras de Israel e contra a tentativa de Obama e da Europa de destruir o Estado judeu.

Tradução: Szyja Lorber

* Ugo Volli é professor e especialista em semiótica do texto na Faculdade de Letras da Universidade de Turim, onde também coordena o Centro Interdepartamental de estudos sobre comunicação e dirige o curso de doutorado em linguística e comunicação. De 1976 a 2009, foi crítico de teatro do La Repubblica. Entre seus livros estão Apologia del silenzio imperfetto ([Apologia de silêncio imperfeito], Feltrinelli 1991), Per il politeismo ([Pelo politeísmo], Feltrinelli 1992), Il libro della comunicazione ([O Livro da comunicação], (Il Saggiatore 1994), Il telegiornale – istruzioni per l’uso ([O telejornal – instruções de uso], com Omar Calabrese, Laterza, 1995), Fascino ([Fascinação, Feltrinelli 1997]), La comunicazione politica fra prima e seconda Repubblica ([Comunicação política entre a primeira e a segunda República], com Marino Livolsi, Franco Angeli 1995), Domande alla Torah. Semiotica e filosofia della Bibbia hebraica ([Pergunte à Torá. Semiótica e filosofia da Bíblia hebraica], L’epos 2012). Pertencente à comunidade judaica de Trieste, nos últimos anos, ele tem se envolvido cada vez mais com o judaísmo: presidiu a Lev Chadash (2006-2012), primeira sinagoga liberal italiana, filiada à World Union Progressive Judaism. Em 2007, criticou a posição "minoria conservadora" rabino Riccardo Di Segni sobre a homossexualidade. No início de 2008 ele e outra professora, Daniela Santus, apresentaram-se na sala de aula da universidade envoltos na bandeira de Israel para denunciar a intolerância e a agressão de que foram objeto por seu apoio explícito a Israel. Em maio, durante o auge da controvérsia sobre a Feira do Livro de Turim dedicada a Israel, ele acusou o reitor de ter transformado a universidade em um shouk [mercado, em árabe] de extremistas e a sede da Faculdade de Ciências Humanas em um enorme tazebao [jornal de parede, em chinês] em favor do boicote à feira.

O texto original foi públicado dia 17/5 no excelente site italiano ‘Informazione Corretta’, que tem como subtítulo, "Como a mídia italiana apresenta Israel e o Oriente Médio".

quarta-feira, maio 13, 2015

Francisco, eco-terrorismo e miséria.





por Cubdest



1. Enquanto o pontífice Francisco dá os toques finais em uma encíclica sobre ecologia, 100 cientistas ambientalistas norte-americanos lhe enviaram uma carta em 27 de fevereiro, implorando-lhe para que não se deixe levar pelos argumentos de ecologistas radicais, com análises que não foram demonstradas pela ciência ambiental. Esses líderes revolucionários, com o pretexto de ajudar os pobres, contribuem com suas propostas para aumentar perigosamente a miséria no mundo.

2. Imediatamente depois de entregar na Santa Sé a carta a Francisco, uma comissão representativa desses 100 cientistas deu uma coletiva de imprensa a poucos passos do Vaticano, no Hotel Columbus, na própria Via della Conciliazione, ante atônitos jornalistas do mundo inteiro que estão acostumados somente a ouvir, a fazer eco e a difundir as opiniões dos ecologistas radicais.

3. Os cientistas norte-americanos, em sua súplica a Francisco, asseveram que simplesmente não existem provas científicas que demonstrem o tão repetido slogan da culpabilidade do ser humano no “aquecimento global”, e pedem que a Santa Sé não conceda seu apoio moral aos mitos ecologistas radicais defendidos especialmente no Painel Inter-governamental sobre a Mudança Climática (IPCC) organizado pelas Nações Unidas. Com efeito, poucos sabem que o principal “dogma” dos ecologistas, o “aquecimento global” supostamente provocado pela atividade humana, em particular, pelo uso de combustíveis fósseis e as emissões de CO2, não provou-se cientificamente.

4. Simultaneamente à coletiva de imprensa dos cientistas norte-americanos, na Academia Pontifícia de Ciências, dirigida pelo bispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, estava reunido um grupo de líderes ecologistas, boa parte dos quais deu seu apoio aos slogans publicitários eco-terroristas. A reunião na Academia Pontifícia contou também com a presença do Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon e do economista de Harvard Jeffrey Sachs, os quais negam-se a reconhecer a existência de abundante documentação científica que mostra que dos níveis atuais das emissões de gás não estão na causa das mudanças climáticas.

5. Em conseqüência, os representantes dos 100 cientistas norte-americanos que enviaram a carta a Francisco, advertiram em Roma que não se pode chantagear psicologicamente a humanidade para empurrá-la para uma revolução literal das economias globais que limitaria drasticamente a liberdade e a propriedade privada, contribuindo para aumentar a miséria no mundo.

A substituição das fontes de energia constantes, como os combustíveis fósseis, por fontes de energia intermitentes e de baixa densidade, como a eólica e a solar, seria algo catastrófico para os pobres do mundo. Com efeito, essa eventual substituição elevaria ao mesmo tempo o custo da energia que eles usam e reduziria sua disponibilidade, especialmente da energia elétrica.

6. O eco-terrorismo ainda tem em suas mãos o maior número de microfones para difundir suas idéias pró-socialistas e anti-científicas. Porém, ele já não tem a unanimidade que até há pouco o favorecia. Os 100 cientistas ambientalistas norte-americanos contribuíram decisivamente para romper esse monopólio publicitário dos ecologistas radicais, que ocupam hoje o papel que as velhas esquerdas revolucionárias ocuparam há algumas décadas.


Links:

Carta abierta al pontífice Francisco sobre el cambio climático (traducción al español)


---

Message to Pope Francis: Protect the Poor from Harmful Climate Policies (original in English)


Press release (in English):


---

Hydrocarbon Use and Human Material Wellbeing: A Case Against Mitigating Global Warming by Reduced Fossil Fuels Use—Talk Given in Rome, Italy April 28, 2015

By E. Calvin Beisner, Ph.D., April 28, 2015


---

Psicose ambientalista: os bastidores do eco-terrorismo

Livro de Bertrand de Orleans-Bragança, com a colaboração de uma equipe de pesquisadores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Para baixar gratuitamente o livro em formato PDF (em Portugués), faça clic no link abaixo.


---

Environmentalist Psychosis: Behind the scenes of ecoterrorism

To download the book free of charge, in PDF format (in Portuguese), follow the link. 





Apontamentos de Destaque Internacional. Responsável: Javier González. E-mail: Este endere%C3%A7o de e-mail est%C3%A1 protegido contra spambots. Voc%C3%AA deve habilitar o JavaScript para visualiz%C3%A1-lo. '>destaque2016@gmail.com(opiniões, pedidos de subscrição e remoção, sugestões, etc.).

Tradução: Graça Salgueiro

domingo, janeiro 18, 2015

Empregos sem empregadores.







por Jacinto Flecha





Meu vizinho no metrô fechou a revista, para descer na estação seguinte, mas consegui ler de relance o título de uma página: E agora, Francisco? Estávamos cinco estações antes do meu destino, e a revista desceu junto com o passageiro, impedindo-me de saber quem era esse Francisco, em que enrascada se meteu, como pretende sair dela, qual sugestão a revista lhe apresenta. Sem os dados objetivos do artigo, eu só podia dispor da imaginação, e recorri a ela criteriosamente para avaliar, pelo aspecto dos passageiros, se algo estranho estaria acontecendo com eles.

Se aquele passageiro que acaba de entrar é o tal Francisco, ele concluiu há pouco o curso superior, mas ainda não conseguiu um emprego. Foi bom aluno, tirou boas notas, mas é um tanto tímido para bater de porta em porta. Não tem conhecidos em boas firmas do ramo, e sabe que elas só contratam quem tem experiência prévia, dado negativo no seu caso. Para piorar, o mercado de trabalho encolheu, reduzindo também as suas esperanças. Imagino para ele caminhos como a recomendação de amigos, trabalho como estagiário, ajuda de algum professor. Por onde começar? A timidez não ajuda, e provavelmente levará tempo para encontrar trabalho.

Aquele outro, sentado lá no fundo, parece um Francisco que perdeu o emprego. Junto com ele foram também dispensados vários colegas. Tem experiência no serviço, o que melhora um pouco a perspectiva. Mas as demissões foram exigidas pela situação geral, outras firmas estão fazendo o mesmo, e há muitos concorrentes para as poucas vagas. A situação de desemprego está piorando, e ele não sabe qual será seu futuro.

Este sentado à minha esquerda é um Francisco noivo, com aliança no dedo e casamento já marcado. Confiava no pai da noiva para sustentar o casal no início, mas a empresa do futuro sogro sofreu as consequências da depressão do mercado. Reduzidas drasticamente as disponibilidades, o jeito é esperar situação mais favorável.

Francisco pode ser este que acabou de entrar. Tem cara de quem pretende montar uma empresa. Pediu dispensa do emprego para isso, e estava tudo acertado. Mas dependia de financiamento bancário, e os bancos fecharam as carteiras de empréstimo. Como sempre acontece, pois os bancos param de vender guarda-chuvas exatamente quando começa a chover. E agora ele está sem a cabra e sem a couve.

Aquela que saiu agora parece uma Francisca, empregada doméstica que também perdeu o emprego. Sem culpa própria nem má vontade do patrão, que também foi dispensado e precisou cortar despesas. Ele está procurando trabalho, e prometeu contratá-la novamente quando as coisas melhorarem. Já recorreu a parentes, mas a situação deles também está bastante difícil, e essa fonte secou.

Estávamos chegando à estação onde eu deveria descer, esgotando-se meu tempo livre para levantar mais hipóteses. Mas uma análise retrospectiva mostrou-me que todos os Franciscossubmetidos à minha avaliação estavam em dificuldade para encontrar emprego, devido à depressão do mercado de trabalho. Curioso isso, pois não me consta que esteja tão grande o desemprego, pelo menos não se queixam disso as estatísticas oficiais, sempre benignas consigo mesmas. Estaria próximo o estouro de alguma “bolha”? Os empresários resolveram cancelar os investimentos? Os geradores de empregos se cansaram de pagar impostos extorsivos? Ou estaria algum movimento de origem comunista preparando mais uma investida contra os proprietários?

Tudo isso me pareceu pouco provável, até o momento em que liguei os pontos e me lembrei do Encontro Mundial de Movimentos Populares, promovido no Vaticano por agitadores de formação marxista. A tônica do evento foi o anticapitalismo e a luta de classes. Um conhecido ativista, vermelhão de cara e de pensamento, apresentou como objetivos principais do encontro: “Combater o capital financeiro, os bancos, as multinacionais. Os inimigos do povo são esses. Lutaremos juntos para parar os bancos e as multinacionais”. O panorama era tão vermelho, que o anfitrião precisou justificar-se: “Se eu falo disso para alguns, significa que o Papa é comunista”.

Ora, um fato histórico amplamente comprovado é que a luta de classes marxista distribuiu pobreza e desastres onde se instalou. A esquerda dificulta a atividade dos ricos, mas os maiores prejudicados são sempre os pobres, que perdem empregos e outras fontes de renda. Ela age como se atividades lucrativas fossem crime, mas nenhuma lei racional chega ao disparate de criminalizar o lucro. Claríssima a favor do lucro é a doutrina social da Igreja, mencionada pelo anfitrião com outro propósito.

Eu sempre entendi que perseguir ou prejudicar os geradores de empregos é caminho infalível para reduzir ou eliminar os empregos, e a lógica não me permite pensar de outra forma. Perseguindo os geradores de empregos, o desemprego se torna inevitável. Quem cometerá a tolice de investir em novas empresas ou expandir as existentes, se tudo conspira para gerar prejuízo ao invés de lucro? Imagino que isso seja também evidente para o prezado leitor.

Se os ventos levógiros do Vaticano soprarem para incentivar esses projetos igualitários, anticapitalistas, podemos preparar-nos para aplicar a milhões de outros aquela pergunta da revista:E agora, Francisco, João, Pedro, Leonardo…?

Fonte: IPCO