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terça-feira, novembro 06, 2018

Por que devemos tratar a foice e o martelo da mesma maneira que tratamos a suástica









por Richard Mason, 

➤    Duas ideologias igualmente sanguinárias não devem ser tratadas de maneiras radicalmente distintas


Se você pedir a um cidadão comum para pensar nos dois extremos do espectro político, são grandes as chances de que ele irá imediatamente visualizar, de um lado, a suástica e, do outro, a foice e o martelo.

Independentemente de quais sejam suas visões acerca do paradigma esquerda-direita, ou mesmo se ele acredita na teoria da ferradura, este indivíduo (corretamente) irá pensar no fascismo e no comunismo como sendo as duas ideologias típicas dos extremos.

No entanto, e curiosamente, a rejeição a ambos os símbolos não é a mesma.

Ao verem a suástica, as pessoas imediatamente são remetidas aos horrores do regime nazista, com suas perseguições étnicas e seus homicídios sistematizados, e corretamente sentem uma total repulsa. Em vários países europeus, com efeito, ostentar publicamente uma suástica é crime. Dado que os nazistas foram responsáveis pela chacina de cerca de 20 milhões de pessoas, todos nós entendemos quão abominável é esta ideologia e corretamente a tratamos com desrespeito e repugnância.

Porém, como estas mesmas pessoas reagem ao símbolo da foice e do martelo? Em várias ocasiões, há aceitação. Na maioria das vezes, há apenas indiferença. O que leva à inevitável pergunta: por que a ideologia responsável diretamente por centenas de milhões de mortes não recebe o mesmo tratamento que a ideologia nazista?

➤    Um histórico vermelho de sangue

Os atos inomináveis de Adolf Hitler empalidecem em comparação aos horrores cometidos pelos comunistas na antiga URSS, na República Popular da China e no Camboja, apenas para ficar entre os principais.

Entre 1917 e 1987, Vladimir Lênin, Josef Stalin e seus sucessores assassinaram 62 milhões de pessoas do seu próprio povo. O ponto de partida foi a Ucrânia, onde, de acordo com o historiador Robert Conquest, o regime comunista foi o responsável direto por 14,5 milhões de mortes.

Já entre 1949 e 1987, o comunismo da China, liderado por Mao Tsé-Tung e seus sucessores, assassinou ou de alguma maneira foi o responsável pela morte de 76 milhões de chineses (há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.)

O próprio Mao Tsé-Tung famosamente se gaba de ter "enterrado vivos 46.000 intelectuais", o que significa que ele os enviou para campos de concentração, onde ficariam calados e morreriam de fome.

No Camboja, o Khmer Vermelho exterminou aproximadamente 3 milhões de cambojanos, em uma população de 8 milhões. Este radical movimento comunista comandado por Pol Pot chegou ao ponto de ter como alvo qualquer pessoa que usasse óculos. Crianças eram assassinadas a baionetas.

No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Destes, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.

Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que as duas grandes guerras mundiais do século XX, mais as Guerras da Coréia e do Vietnã, mataram aproximadamente 85 milhões de civis. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal que as principais guerras do século XX combinadas.

➤    Os aliados

Ou seja, não é exatamente por falta de conhecimento. Afinal, assim como o Holocausto, os gulags da União Soviética, o Holodomor, os campos de extermínio do Camboja e a Revolução Cultural da China também são bastante conhecidos.

E, ainda assim, vários intelectuais, jornalistas e membros do meio acadêmico seguem orgulhosamente defendendo — e até mesmo fomentando abertamente — idéias comunistas. No Reino Unido, há jornalistas que abertamente apóiam o comunismo. Estátuas de Karl Marx foram erigidas por ocasião de seu 200º aniversário. Mesmo nos EUA, que sempre foi um dos países mais anti-comunistas da história, há hoje uma estátua de Vladimir Lênin na cidade de Seattle.

Tornou-se aceitável em quase todos os países do mundo (exceto na Polônia, na Geórgia, na Hungria, na Letônia, na Lituânia, na Moldávia e na Ucrânia) marchar sob a bandeira vermelha da ex-URSS, estampada com a foice e o martelo.

Para completar, Mao Tse-Tung é amplamente admirado por acadêmicos e esquerdistas de vários países, os quais cantam louvores a Mao enquanto leem seu livrinho vermelho, "Citações do Presidente Mao Tse-Tung".

[N. do E.: no Brasil, o PCdoB, que recentemente disputou a presidência da república como vice na chapa do PT, é historicamente maoísta].

Seja na comunidade acadêmica, na elite midiática, na elite cultural e artística, em militantes de partidos políticos, em agremiações estudantis, em movimentos ambientalistas etc., o fato é que há uma grande tolerância para com as ideias comunistas/socialistas — um sistema (de governo) que causou mais mortes e miséria humana do que todos os outros sistemas combinados.

Logo, por que exatamente duas ideologias igualmente odiosas e violentas são tratadas de maneiras tão explicitamente distintas?

➤    "O comunismo real nunca foi tentado!"

A resposta pode estar no erro de percepção das virtudes.

Os nazistas, corretamente, são vistos como odiosos e malignos porque toda a sua ideologia é construída em torno da ideia de que um grupo é superior a todos os outros. Trata-se de uma ideologia inerentemente supremacista e anti-indivíduo, uma violenta crença que foi colocada em prática apenas uma vez por aqueles que a conceberam.

Sendo assim, simplesmente não há uma maneira justificável e aceitável para um fascista argumentar que "Ah, mas aquilo não era o nazismo verdadeiro...".

Já o mesmo, aparentemente, não vale para o comunismo. Ao contrário, vemos esse argumento a todo o momento. Aqueles na extrema-esquerda possuem um enorme guarda-chuvas sob o qual se abrigam todos os tipos de estilos comunistas: do stalinismo ao anarco-sindicalismo, passando pelo maoísmo, trotskismo, marxismo clássico ou mesmo pelo socialismo light.

E, dado que Karl Marx nunca implantou ele próprio suas ideias, os líderes dos regimes comunistas sempre usufruíram uma espécie de indulto para praticar suas atrocidades: quaisquer tragédias, descalabros ou crises criadas por regimes comunistas sempre podem ser atribuídas a um "erro" nas aplicações das idéias de Marx, as quais continuam sendo vistas como um mapa infalível para a utopia.

Convenientemente, os defensores desta idelogia sempre têm um passe livre para se descolarem completamente dos horrores do passado. Eles, até hoje, continuam se apresentando como pioneiros e desbravadores de uma ideologia humanitária que simplesmente ainda não teve a oportunidade de desabrochar por completo. "O comunismo de verdade nunca foi tentado!", gritam eles após cada novo fracasso do comunismo.

Agindo desta maneira, os defensores do comunismo podem, após cada novo fracasso, continuar impavidamente se apresentando como humanitários. Eles estão apenas lutando pela libertação da classe proletária e pela criação de um paraíso dos trabalhadores, arranjo este que nada tem a ver com os fracassos e falsos profetas anteriores. A atual geração de comunistas sempre será aquela que, agora sim, irá implantar o comunismo real, e não as deturpações que foram tentadas antes.

Na pior das hipóteses, tais pessoas são vistas apenas como seres ingênuos, mas ainda assim muito bem-intencionados.

➤    Onde estabelecer os limites?

Este é o cerne da questão. Ao passo que o nazismo sempre esteve intrinsecamente ligado aos crimes de seus adeptos, o comunismo sempre conseguiu se distanciar de suas tragédias. Ninguém toleraria a presença de uma camiseta estampada com Adolf Hitler ou Benito Mussolini, mas a foto do maníaco homicida Che Guevara em camisetas e smartphones é amplamente vista como um símbolo de descolamento e de uma pueril ideia de rebeldia juvenil.

Logo, como estabelecer os limites? A ideologia comunista, em sua forma mais pura, sempre consegue se distanciar de suas efetivas implantações, mas a partir de que ponto seu tenebroso histórico irá conseguir desacreditar quaisquer novas tentativas de se implantá-la?

Como disse o economista Murray Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma "ciência lúgubre". Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância." 

Temos de dizer o mesmo sobre o comunismo. Continuar defendendo idéias e bandeiras comunistas não obstante o pavoroso histórico desta ideologia não é uma postura nem ingênua e nem muito menos bem-intencionada. A história do comunismo é tão sanguinolenta quanto a do nazismo; aliás, é muito mais sanguinolenta.

É hora de dispensarmos a seus símbolos e a seus defensores o mesmo trato que já dispensamos aos nazistas.

De resto, um lembrete aos esquerdistas, progressistas e socialistas de hoje que se arrepiam com a simples sugestão de que sua agenda pouco difere da dos maníacos nazistas, soviéticos e maoístas: não é necessário defender campos de concentração ou conquistas territoriais para ser um tirano. O único requisito necessário é acreditar na primazia do estado sobre os direitos individuais.

Fonte: Mises Brasil
Richard Mason, é freelancer e editor-assistente do site SpeakFreely.today

sábado, dezembro 02, 2017

Nazismo e Comunismo: duas faces da mesma moeda




por Mario Guerreiro(*).



O nome da aludida moeda é muito conhecido: é totalitarismo, regime que se opõe ao democrático caracterizado pelo pluripartidarismo – ao menos bipartidarismo – pela rotatividade do poder, eleições diretas e/ou indiretas, pelas liberdades civis, etc.

Ora, nenhuma dessas quatro feições essenciais da democracia pode ser encontrada nos regimes comunista e nazista. Fascismo é o nazismo italiano, ou melhor: o nazismo é que é o fascismo alemão, se considerarmos que Mussolini implantou seu regime totalitário em 1922 e Hitler implantou o seu em 1933.

Na primeira fase da Segunda Guerra (1939-1940), a Alemanha nazista e a União Soviética mantinham o Pacto Molotov-Ribbentrop, um acordo de não-agressão assinado em agosto de 1939 estabelecendo dez anos de paz entre os dois países. Me engana que eu gosto!

Era da conveniência de ambos, uma vez que eles estavam ganhando tempo. Hitler já tinha em mente a invasão da Polônia, coisa feita em setembro do mesmo ano, mas ainda não estava preparado para a invasão da URSS. Stalin menos ainda para enfrentar a poderosa máquina de guerra alemã.

Quando a Alemanha venceu a Copa do Mundo, numa partida final contra a Inglaterra, um repórter perguntou a Margaret Thatcher como se sentia ela com a Alemanha derrotando a Inglaterra no seu esporte nacional. A Dama de Ferro respondeu na bucha: “Não tem importância. Nós já derrotamos duas vezes os alemães no seu esporte nacional!” [But with a little help of Uncle Sam!]

Recentemente, ficamos sabendo que o pacto Molotov-Ribbentrop era algo mais do que um tratado de mera não-agressão, era na realidade uma partilha da Europa ocidental para Hitler e da Europa oriental para Stalin.

Finda a guerra, o Führer (em português: o Líder e em italiano : il Duce) não ficou com nada, porém O Feito de Aço (em russo: Stalin) não só ficou com toda a sua parte como também com boa parte do território alemão ironicamente chamado de Deutsche Demokratische Republik / República Democrática Alemã, que era de fato alemã, mas não era uma república e de democrática nada tinha!

Um quarto de sua população era composto de membros policialesca da Stasi (forma contraída de Ministerium für Staatssicherheit /Ministério da Segurança do Estado), que só acabou com a queda do Muro de Berlim em 1989 – coisa equivalente a Geheime Staatspolizei / Polícia Secreta do Estado, contraidamente Gestapo.

Talvez, isto tenha sido assim, porque o Estado-Maior das Forças Aliadas não deu ouvidos ao grande estrategista, General Patton, que propunha um avanço até Moscou, a deposição de Stalin e abertura de eleições. Embora considerado no mínimo extravagante, Patton tinha grande visão estratégica e histórica.

Uma das mais claras evidências dessa repartição do bolo é que Stalin invadiu ao mesmo tempo a Polônia e ocupou a metade oriental do país – pobre Polônia! Vítima eterna de uma fatalidade geopolítica somente por estar entre a Rússia e a Alemanha!

Em 1941 tem início a segunda fase da Segunda Guerra. É neste ano que Hitler rompe o pacto de não-agressão invadindo a URSS. Ora bolas, quem leu e levou a sério Mein Kampf, ficou sabendo que Hitler só respeitaria tratados, se eles continuassem sendo do interesse do Terceiro Reich. Não estou interpretando: isto é dito com todas as letras! Ora, tanto para o nazismo como para o comunismo, os fins justificam os meios, ou seja: para alcançar algo muito desejável, pode pisar no pescoço da própria mãe!

No entanto, Hitler cometeu o mesmo erro que Napoleão e, antes dele, Carlos XII da Suécia. Todos derrotados pelo grande general russo: general Invernov Impiedovsky! Quem não conhece a História acaba mesmo cometendo os mesmos erros de seus antecessores. “Hegel estava certo: a História se repete. Só que da primeira vez é tragédia e da segunda farsa” [K. Marx: O 18 Brumário de Napoleão III]. E, acrescentamos nós, da terceira vez, comédia pastelão dos Três Patetas!

Até 1940, fim da primeira fase da Segunda Guerra, havia uma grande colaboração entre a Alemanha e a URSS. Afinal de contas, ambos eram socialistas e o socialismo, ainda que democrático, é um comunismo introduzido com vaselina, ou seja: uma suave preparação para o socialismo totalitário.

Quem chegou a esta conclusão não fomos nós, foi o Prêmio Nobel de Economia, Friedrich Hayek, em O Caminho da Servidão [The Road to Serfdom, 1944]. Mas concordamos inteiramente com ele e com Karl Popper em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos [The Open Society and its Enemies, 1945], a quem devemos a ideia fartamente embasada de que a ideologia nazista e a ideologia comunista são irmãs siamesas e filhas do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831).

Quanto à colaboração de Hitler com Stalin até 1940, basta dizer que enquanto a fome grassava na URSS – milhões de ucranianos tiveram seus produtos agrícolas expropriados por Stalin e morreram de inanição!!! – a URSS forneceu toneladas de comida e matérias primas para Hitler e em troca recebeu armas e orientação bélica.

Na realidade, ambos os partidos únicos da Alemanha e da URSS eram socialistas totalitários – o PCUS [Partido Comunista da União Soviética] e o Partido Nazista [Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei / Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães].

Talvez, a grande diferença é que o comunismo podia ser nacionalista (Stalin) ou internacionalista (Trotsky), mas o nazismo sempre foi ultranacionalista – Deutschland über alles in der Welt! / Alemanha acima de tudo no mundo!, como dizia antes de Hitler e diz até hoje o Hino Nacional Alemão. Qualquer semelhança com “Além do Bem e do Mal” / Jenseits Von Gut und Böse, título de um livro de Friedrich Nietzsche, é mera coincidência…

Todavia, Somente oligofrênicos e paranoicos estão além do bem e do mal. Os primeiros por falta de imaginação, os segundos por excesso. Mas, a esta altura cabe perguntar: De onde surgiu a ideia de que comunismo e nazismo eram ideologias diametralmente opostas?

Não deve ter sido pelo fato de a URSS e o chamado Mundo Livre terem se aliado contra a Alemanha nazista. A ideia de que a URSS era contra a “democracia burguesa” e o “vil capitalismo” era compartilhada por Hitler em Mein Kampf / Minha Luta, a “Bíblia do nazismo”.

Ora, é uma antiga estratégia militar dois blocos – no caso Mundo Livre e URSS – aliarem-se contra um terceiro – no caso, o mundo dominado pelo nazismo em que França é um exemplo peculiar:

A França ocupada fazia parte do domínio nazista Enquanto a chamada França Livre (a da resistência liderada pelo general De Gaulle em seu exílio na Inglaterra) combatia o nazismo, a República de Vichy, ao sul do país, liderada pelo marechal Pétain, era aliada do nazismo – vergonha nacional gaulesa!

Não é exagerado dizer que a guerra fria, que dividiu o mundo em duas metades – Bloco Capitalista liderado pelos Estados Unidos e Bloco Comunista liderado pela URSS – não começou com a Cortina de Ferro em 1945 (Iron Curtain, segundo Churchill), mas sim com o pacto Molotov-Ribbentrop em 1939.

Com a diferença de que as duas metades almejadas por este mesmo pacto eram uma coisa e as duas ocorridas historicamente foram outra. E não podemos afirmar que a guerra fria acabou em 1991, com a dissolução da URSS. mas sim que as metades agora são outras. “Multilateralismo” é uma lenda urbana assim como o aquecimento global da ecologia fajuta e Terra plana dos criacionistas. Nada contra a religião, tudo a favor da ciência e do bom senso.

Na realidade, a ideia de nazismo e comunismo como diametralmente opostos é uma elaboração do inegavelmente eficaz marketing político comunista. A verdadeira oposição se dá entre totalitarismo, não importando sua coloração, e democracia, não importando se é o caso de uma autêntica democracia ou se é o caso de uma democracia claudicante, como o Brasil.

A pior das democracias é preferível ao melhor dos totalitarismos ou, como disse Churchill: “A democracia é o pior dos regimes, excetuando todos os outros”. Trata-se da escolha do menos ruim, aquela que costumamos fazer em todas as eleições…

Favoreceu bastante essa pseudo-oposição o grande escândalo do século XX: o Holocausto, o maior genocídio da História, com 6 milhões de judeus assassinados em campos de concentração!

Um dos maiores divulgadores desse massacre foi o general Eisenhower. Finda a Segunda Guerra, quando o líder supremo das Forças Aliadas visitou um dos campos de concentração ficou estarrecido com a crueldade nazista e deu seguinte ordem aos seus comandados: “Fotografem e filmem tudo; Quero tudo documentado, porque ainda há de chegar um dia em que um imbecil dirá que isso nunca existiu!”

O dia chegou, mas o imbecil não foi nenhum comunista, uma vez que a ampla divulgação dos horrores do nazismo era algo bastante conveniente para sua estratégia soviética de marketing político pós-Segunda Guerra, mas sim um líder muçulmano iraniano: Mahmoud Ahmadinejad, para quem o Holocausto foi uma invenção da propaganda capitalista americana e Israel devia “ser empurrado para o mar”! (em suas próprias palavras).

Infelizmente, não dispomos de suficiente espaço aqui, para mostrar que o islamismo é um aliado do comunismo internacional e sua finalidade precípua a corrosão das bases da civilização hebraico-cristã. (Continua em próximo artigo)

(*)Mario Guerreiro é Doutor em Filosofia pela UFRJ. Professor do Depto. de Filosofia da UFRJ. Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica. Membro Fundador da Sociedade de Economia Personalista. Membro do Instituto Liberal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Estudos Filosóficos e Interdisciplinares da UniverCidade.
Fonte: Institutoliberal.org.br