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segunda-feira, dezembro 15, 2014

A história não fala de Covardes.











Comissão Nacional da Verdade. Um período sombrio para ser esquecido.

Entrevista na na íntegra concedida pelo CEL MOÉZIA ao Jornal O GLOBO.

Com a entrega do seu relatório a CNV encerra seus trabalhos e põe fim a um dos episódios mais tristes, decepcionantes e vergonhosos da história recente do nosso Exército. 
Não pelos possíveis desdobramentos do que foi “plantado” no relatório da comissão. Dentro do ordenamento jurídico brasileiro, o trabalho da comissão vai dar em nada. Foi tempo e dinheiro público jogado fora.
Seja qual for o crime imputado aos agentes do estado, eles não estarão mais sujeitos a processos, julgamentos e condenações, eles estarão protegidos pela Lei da Anistia, a menos que ela seja revogada o que não acreditamos. O relatório é uma mera peça informativa que não tem qualquer valor jurídico, só serve para fazer joguinho de cena. A Dilma chorou (quase arrancou os bigodes para conseguir), o lula vai chorar e muitos outros vão chorar inclusive a militância, MST, cubanos, haitianos, venezuelanos, etc. Espero que nenhum militar chore pelo mesmo motivo.

O que nos preocupa é muito mais sério.
Nós, servidores do Estado, das FFAA, em particular do Exército, nos sentimos traídos, profundamente decepcionados, tristes, envergonhados com o posicionamento dos comandantes das FFAA, nestes três anos em que funcionou a CNV. 
Traídos, decepcionados, tristes e envergonhados, porque nada fizeram para nos defender, nós, soldados que um dia foram convocados para uma missão dura e espinhosa e a ela se dedicaram de corpo e alma.

Foram enormes os sacrifícios, para todos, dentre os quais me enquadro e para nossos familiares. No fragor da batalha, do combate, abrimos imensas feridas em nossos corações e almas que jamais cicatrizarão e que levaremos conosco para o resto de nossas vidas e para a eternidade. Dias e noites terríveis aqueles que vivemos.

Cumprimos com bravura e galhardia a missão recebida. Nossos Comandantes de então, reconheceram nosso trabalho, fomos aclamados heróis e recebemos as mais altas condecorações pelos relevantes serviços prestados à nação. Éramos diferenciados dentro do Exército Brasileiro e das FFAA.

Passado o tempo, no período em que reinou soberana a CNV, nossos comandantes atuais foram protagonistas de uma ação covarde, insidiosa, criminosa, traiçoeira, vergonhosa, jamais vista na história do Exército brasileiro: abandonaram seus soldados em pleno campo de batalha, deixando-os à sua própria sorte, a mercê dos seus inimigos. 
Caxias, Osório, Sampaio, Mallet e tantos outros inclusive Vilagran Cabrita, Patrono da Engenharia e outros grandes Comandantes na nossa história militar, que lutaram ombro a ombro, lado a lado com seus soldados, sentiriam vergonha desses comandantes medíocres, velhacos e lhes diriam com desprezo que são indignos de exercerem comando quem quer que seja e muito menos de serem herdeiros de suas gloriosas tradições e de ostentarem o galardão de General que ostentam.

Nenhuma atitude, nenhum gesto, nenhuma palavra.
Simplesmente, covarde e traiçoeiramente assistiram impassíveis, seus subordinados sujeitos à sanha de seus algozes.
Que decepção, que tristeza, que vergonha!
Esse ato covarde, traiçoeiro, vergonhoso nos deixa agora diante de uma outra grande preocupação!
Abandonar seus soldados no campo de batalha é inadmissível, mas, numa missão de sacrifício, para salvar muitas outras vidas pode-se até compreender, mas abandonar uma nação inteira, um país inteiro!!!!!

Nosso país está gravemente enfermo, pede socorro, pede nossa ajuda! Os abutres e carniceiros do poder, já faz algum tempo, estão carcomendo suas entranhas, levando-o aos poucos à morte! 
Somos guardiões da Pátria! Temos o dever moral e profissional de ajuda-la, temos que honrar o juramento que um dia fizemos e impedir que voltemos a ser uma republiqueta de quinta categoria, bem ao estilo do PT, que éramos antes de 31 de março de 1964.

Será que vocês também vão abandonar o Brasil como fizeram conosco, seus soldados? 
Estão desconstruindo o Brasil, o país está em derrocada, chafurdando no lamaçal do roubo, da corrupção, da picaretagem, de políticos e governantes inescrupulosos subornados pelo poder das empreiteiras que sangram o erário público com enormes prejuízos para o povo brasileiro e vocês assistem impassíveis, nenhuma palavra, nenhuma atitude! 

Disciplina não é subserviência. 
Ninguém está fazendo apologia da indisciplina, da violência, ninguém quer fazer revolução, luta armada, tomar e permanecer no poder, ninguém quer derramamento de sangue, mortes, nada disso! 
Mas, do jeito que as coisas estão não podem ficar.

Vocês estão perdendo o controle da situação. A tropa é povo, tudo vê tudo ouve, tudo sente e está de olho em vocês! Cuidado! Confiança não nasce do nada, confiança conquista-se.
Senhores generais, francamente! A julgar por tudo quanto estamos assistindo na vida do nosso país e do que falamos até agora, permitam-me perguntar: 
De que lado vocês estão? 
Será que vocês fazem parte dessa sujeira? 
Fazem parte do esquema desses safados? 
Será que estão ganhando “alguma coisa” para dar cobertura a essa corja de corruptos e ladrões? 
Será que vocês vão ter coragem de trair o Brasil e dar de “mão beijada” para esses vagabundos tudo o que lutamos para conseguir em 1964? 
Ou será que também têm os mesmos sonhos “quixotescos” desses idiotas retrógrados do PT de querer dominar a América do Sul e nela implantarem o comunismo ?
Será? 

Meu Deus seria o fim!
O Alto Comando das FFAA ou está acomodado ou é incompetente para assumir as altas responsabilidades de seus postos e que o momento exige.
Seja qual for o caso, para o bem do Brasil e das FFAA, todo o seu Alto Comando, deveria pedir transferência para a reserva, deveria renunciar aos seus atuais cargos e entregar o comando para outros Generais mais competentes e mais capacitados para os desafios e grandes responsabilidades próprias de seus postos e funções.
E para finalizar, uma última indagação: qual será a atitude de vocês diante das acusações feitas aos nossos Grandes Generais e ex Presidentes no relatório da CNV? E quanto aos os demais?
Vão ficar calados, impassíveis só olhando? 
Por favor, não nos envergonhem ainda mais perante a nação brasileira. 
Deus proteja o Brasil.

Coronel Ref. PEDRO IVO MOÉZIA DE LIMA. 
ivomoezia@gmail.com

terça-feira, novembro 11, 2014

Ditadura militar e ditadura militante.














Ditadura militar e ditadura militante.

por Paulo Briguet - Para o Mídia Sem Máscara


Pai,

Pediram-me para escrever um artigo sobre a ditadura militar e eu logo pensei em você. Tecnicamente, sou um filho da ditadura. Nasci em São Paulo, em 10 de julho de 1970, durante o governo Médici, perto do lugar em que Carlos Marighella fora morto meses antes. Mas nunca esquecerei um fato que eu não pude agradecer em vida: entre combater a ditadura – como fizeram seus dois melhores amigos, Arno Preis e João Leonardo – e formar uma família, você ficou com a segunda opção, e por isso eu existo. Arno e João morreram na luta armada; você me deu a vida.

Lembro-me de uma cena: você e a mãe lendo uma carta na mesa da cozinha, no apartamento da Alameda Barão de Limeira, em São Paulo. Falavam baixo, como se não quisessem ser ouvidos. A carta era de João Leonardo, que estava no exílio. Vocês tinham medo. João Leonardo, o Baiano, encontraria a morte em junho de 1975.



Comunista bom é comunista sepultado.


Estou escrevendo um livro. Chama-se “República Socialista do Brasil”. Na história, imagino como seria o nosso país se a esquerda tivesse vencido em 1964. Ironicamente, não seria um país muito diferente do que temos hoje. O Brasil contemporâneo teve seu crime fundador na morte de Celso Daniel. No meu livro, Celso Daniel também é assassinado, em circunstâncias que fazem lembrar os Processos de Moscou. Você nunca mais votou no PT depois da morte do Celso Daniel – e eu entendo por quê.

Se a esquerda triunfasse em 1964, você sem dúvida ficaria feliz no primeiro momento. Mas não tenho dúvidas de que, com o tempo, sofreria ainda mais do que sofreu no governo militar, porque você sempre foi amigo da verdade e livre de qualquer sentimento de inveja, ao passo que o socialismo é o império da mentira e da inveja obrigatórias.

Quando, na adolescência, eu comecei a ler Trotsky, você torceu o nariz: “Isso é ultrapassado”. Era um aviso. Vejo, escandalizado, que o Brasil de hoje é um reflexo daquele panfleto terrível intitulado “A Moral Deles e a Nossa”, mais algumas loucuras de Gramsci, Che Guevara, Nietzsche e Foucault.

Dias atrás encontrei um casal de queridos amigos estrangeiros. Eles deixaram o Leste Europeu em 1987, antes da queda do comunismo. Minha amiga disse: “Perto do comunismo, a ditadura militar brasileira foi fichinha”. É isso que as pessoas querem dizer quando falam em ditadura “branda”. Ditadura é sempre ruim, seja de direita ou esquerda. Mas isso não impede que um regime seja comparado com outro. E meu amigo alerta: “O PT está construindo no Brasil o mesmo regime de que nós escapamos no Leste Europeu”.

Querido pai, ensine-me a lutar – não contra a ditadura militar, mas contra a ditadura militante.

Com amor,
do seu filho e xará.



Paulo Briguet, jornalista, edita o blog Com o Perdão da Palavra.

terça-feira, abril 15, 2014

Fantasma de carne e osso.






por Heitor de Paola





O Sr. Presidente João Goulart que sempre se utilizou – com êxito e sem riscos – do apoio dos comunistas em proveito de sua carreira política, ainda não se deu conta de que presentemente os partidários do Sr. Luís Carlos Prestes é que dele se estão aproveitando para imprimir ritmo acelerado à “guerra revolucionária” em curso no Brasil, que visa à tomada do poder para a implantação de um regime comunista.(...) o Sr. João Goulart, ao que parece, ainda não se apercebeu do alto e grave sentido de nossa advertência, pois suas palavras e atos mais recentes revelam que S. Ex. – consciente ou inconscientemente – aprofunda cada vez mais o seu comprometimento no processo da “guerra revolucionária”.
Bilac Pinto, Presidente da União Democrática Nacional (UDN), 1964

É profundamente estranho que o senhor presidente da República atue mais como chefe de partido do que como supremo magistrado da Nação. Para manter-se a mística dos liderados, arquitetam-se, como nos regimes ditatoriais, motivações que instigam as massas a permanecer em clima de continuada tensão emocional, ante promessas ilusórias de reforma vazias de conteúdo pela falta de planejamento e ausência de sinceridade de seus objetivos.

Manifesto Das Classes Produtoras, março de 1964

Uma das desculpas mais esfarrapadas que a esquerda usa atualmente para desqualificar a necessidade de uma intervenção cívico-militar no governo de João Goulart é que a burguesia conservadora e a Igreja Católica fizeram uso de uma suposta irreal ameaça comunista, o “fantasma do comunismo”. A resposta mais usual de quem defende a intervenção é sobre uma ameaça comunista ter sido real, mas de uma forma tão vaga que acaba sendo um tiro pela culatra. Que ameaça era esta, finalmente? Apenas a subversão da disciplina militar? Isso não toca aos corações e mentes dos civis, principalmente na atualidade em que se transformam as FFAA em bandos de torturadores e antidemocratas. Parece-me mais produtivo mostrar que o fantasma era de carne e osso e já estava instalado em Brasília pelo próprio governo do inepto, incapaz e cúmplice Jango.

Recentemente João Vicente Goulart, filho do Jango, sugeriu que as reformas que seu pai pretendia implantar deveriam servir de material para reflexão atual. Seguindo seu conselho, e tendo na memória nitidamente em que consistiam estas Reformas de Base, pesquisei detalhadamente e exponho para os leitores refletirem.

Já em 4 de outubro de 1963 sob a alegação da crescente violência de fundo político e com as sucessivas ondas de greve, Jango e seus sequazes tentaram a decretação do Estado de Sítio num autogolpe, com a suspensão das liberdades civis, da inviolabilidade do lar e a férrea censura à imprensa e induziram os militares esquerdistas que apoiavam o governo a apoiá-los mesmo dia Jango enviou mensagem ao Congresso, solicitando a vigência da medida por 30 dias. Antes dista, Jango mandou prender o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, que cometera apenas “delito” de opinião ao acusar o governo de favorecer o comunismo. O País amanheceria sob o impacto do fato consumado: Lacerda preso e o estado de sítio em plena execução, antes mesmo da sua votação pelo Congresso. Mas a ordem de prisão não foi cumprida, a reação popular e a impossibilidade de ser aprovada no Congresso a medida de exceção fizeram com que Jango retirasse o pedido 3 dias depois.

Em 20 de janeiro de 64 Jango assina a regulamentação da Lei de Remessa de Lucros, aprovada pelo Congresso em 61. Como é conhecido que “o capital é como o vento: só entra de onde pode sair”, os investimentos estrangeiros rarearam e a tendência era não haver mais nenhum em pouco tempo.

O governador do RS, Leonel Brizola, já havia expropriado a Bond and Share e aITT em 13 de maio de 1959. Criou a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) que ficou conhecida como Companhia Encarregada de Escurecer o Estado. A telefônica passou a se chamar demagogicamente Serviços Telefônicos Retomados (STR). A única cidade do Estado que continuou iluminada feericamente e com os telefones funcionando foi Pelotas, cuja Canadian Light & Power não foi estatizada. Em 29 de novembro de 1963 Brizola propôs a legalização dos Grupos dos Onze companheiros, ou “Comandos Nacionalistas”, organização guerrilheira que já existia no RS. Os objetivos desses grupos eram “organizar-se em defesa das conquistas democráticas de nosso povo e fazer resistência a qualquer tentativa de golpe, venha de onde vier. Pela instituição de uma democracia autêntica e nacionalista, pela imediata concretização das reformas, em especial das reformas agrária e urbana, e a sagrada determinação de luta pela libertação de nossa Pátria da espoliação internacional”.

As “Reformas de Base” eram um conjunto de medidas de caráter nacionalista xenófobo: limitou a remessa de capital para o exterior, nacionalizou empresas de comunicação, preparava-se a encampação das refinarias privadas de petróleo e decidia-se rever as concessões para exploração de minérios. Além desta haviam as reformas Educacional, Tributária, Urbana, Eleitoral (para analfabeto votar), Agrária (com a legalização das Ligas Camponesas de Francisco Julião expandindo-as de Pernambuco para o resto do País).

Para retirar o lençol e as correntes do “fantasma” e mostrar que era de carne e osso, basta mencionar dois Decretos já assinados e em via de implantação: o Decreto da Reforma Agrária e o da Reforma Urbana. O primeiro, de nº 53.700 foi assinado em pleno Comício da Central em 13 de março e decretava (apenas os trechos mais relevantes):

Art. 1º Ficam declaradas de interesse social para efeito de desapropriação, nos termos e para os fins previstos no art. 147 da Constituição Federal e na Lei nº 4.132, de 10 de setembro de 1962, as áreas rurais compreendidas em um raio de 10 (dez) quilômetros dos eixos das rodovias e ferrovias federais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem.

Art. 3º A Superintendência de Política Agrária (SUPRA), fica autorizada a promover, gradativamente, para execução de seus planos e projetos, as desapropriações das áreas situadas nas faixas caracterizadas neste decreto, tendo por fim realizar a justa distribuição da propriedade, condicionando seu uso ao bem-estar social, e visando especialmente:

a) o aproveitamento dos terrenos rurais improdutivos ou explorados antieconomicamente

b) a fixação de trabalhadores rurais nas áreas adequadas à exploração de atividades agropastoris

c) a instalação ou a intensificação das culturas nas áreas em cuja exploração não seja obedecido plano de zoneamento agropecuário que vier a ser fixado pela SUPRA

d) o estabelecimento e a manutenção de colônias, núcleos ou cooperativas agropecuárias e de povoamento

e) a proteção do solo e a preservação de cursos e mananciais de água e de reservas florestais.

§ 1º A SUPRA poderá, em cada caso, alegar urgência das referidas desapropriações, para efeito de prévia imissão de posse, nos termo do artigo 5º e seus parágrafos do Decreto-lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, alterado pela Lei nº 2.786, de 21 de maio de 1956.


Todas as terras assim definidas seriam encampadas, tornar-se-iam propriedade estatal para posteriormente cede-las a “camponeses sem terra”.

O da Reforma Urbana, de nº 53.702 foi assinado no dia seguinte e previa:


Art. 1º Ficam tabelados os aluguéis de imóveis e respectivo mobiliário em todo o território nacional, que se acham atualmente desocupados ou que vierem a vagar, de acordo com os itens seguintes: previa o tabelamento pode nº de peças. P. ex.: aluguel de um quarto: até 1/5 do salário mínimo local aluguel de habilitação de quarto e cozinha ou quitinete: até 2/5 do salário mínimo local (e assim por diante)


Art. 3º O Comissariado de Defesa da Economia Popular fará o levantamento dos prédios desocupados para observância do disposto no art. 9º VI, da Lei 1.521, de 26-12-1951, em virtude do qual constitui contravenção ter prédio vazio por mais de 30 (trinta) dias, havendo pretendente que ofereça como garantia de locação importância correspondente a três meses de aluguel.


Parágrafo único. Verificada a contravenção de que trata este artigo o processo será encaminhado às autoridades policiais competentes para formação de ação criminal para aplicação da pena de prisão simples de 5 (cinco) dias a seis meses e multa de 1 a 20 mil cruzeiros.


Art. 8º O Comissariado de Defesa da Economia Popular e as Delegacias Policiais competentes fiscalizarão a execução do presente decreto, que entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


Tabelavam-se também as diárias dos hotéis e pensão: deverão ser ajustadas a requerimento do interessado, dentro de 30 (trinta) dias, de modo que cubram as despesas e inversão de capital com lucro não excedente de 20% anuais.


Fantasma? Ou o processo de comunização já era realidade? O movimento cívico-militar foi “preventivo” ou reativo não a ameaças, mas a processos já em andamento acelerado?

Caros leitores: era o fim da propriedade privada decretada pelo próprio João Goulart, não era uma ameaça comunista para o futuro. Muito além do que Marx preconizava, apenas o fim da propriedade privada dos meios de produção, mas até mesmo dos seus lares. Quem quiser ver em que isto daria basta ler (ou ver o filme) Doutor Jivago, de Bóris Pasternak, ou aprender com o que está acontecendo atualmente na Venezuela: Maduro acaba de lançar um decreto sobre aluguéis que nada deixa a desejar ao de Jango.

Este artigo é dedicado a todos os idiotas úteis que acreditam em fantasmas.




Fonte: Midia Sem Máscara

sábado, abril 05, 2014

Vítima do regime ou mais uma fraude jornalística para satanizar militares?.










por Bruno Braga




SBT: “Militares transformam homem em assassino para acobertar crimes”.

A reportagem conta a história de Orlando Sabino. Um paciente psiquiátrico que é apresentado como uma espécie de “bode expiatório” criado pelos militares para encobrir os crimes cometidos por eles em ações nos estados de Minas Gerais e Goiás.




Após assistir à matéria e fazer uma breve pesquisa na internet sobre o assunto, é inevitável colocar algumas questões:

(1) Dos “diversos” crimes associados a Orlando Sabino, menciona-se apenas um, o assassinato de um casal de fazendeiros. No entanto, a reportagem não descreve as outras “vítimas”. O que é imprescindível para – pelo menos – identificar qual era e se de fato os militares teriam interesse em assassiná-las.

(2) Se o exame pericial realmente constatou que o “homem” foi morto com tiros de uma arma calibre .44 – que seria de uso exclusivo dos militares -, é fundamental verificar se os disparos foram de fato realizados com uma arma que PERTENCIA ou que estava na posse deles. Porque, como observa Heloísa Starling, que é assessora da Comissão Nacional da Verdade, a região envolvia uma área de movimentação da Guerrilha do Araguaia. Neste conflito os revolucionários socialistas-comunistas também utilizaram arma de calibre .44 – o que os colocariam como suspeitos dos disparos que fizeram aquela vítima.

(3) A tese de que TODOS os crimes atribuídos a Orlando Sabino foram cometidos por militares (ou agentes da “extrema direita”) é frágil. Mozart Lacerda Filho observa que “há pouquíssimos indícios que possam responsabilizar os agentes da repressão por tais crimes”. O articulista, que em 2011 era doutorando em História, afirma que nos arquivos do DOPS, em Belo Horizonte, há apenas recortes de jornal da época e uma comunicação entre órgãos de segurança cogitando a hipótese de que os crimes tinham motivação política.Mozart Lacerda escreve ainda que a história mais recorrente – contada por pessoas que viveram naquele tempo – aponta que os crimes envolviam uma disputa entre dois irmãos pelo domínio da região.

(4) Pedro Divino Rosa participa da reportagem. Ele é autor de um livro sobre Orlando Sabino, “O Monstro de Capinópolis”. Para o SBT, ele afirmou que Orlando Sabino era um “bode expiatório” (Cf. a partir do tempo 06:35). Mas em uma entrevista concedida em 2011, por conta do lançamento do seu livro, Divino Rosa – depois de observar que o seu trabalho envolveu uma vasta pesquisa documental, e que esteve inclusive com o próprio Orlando Sabino – diz o seguinte: […] “ele (Orlando Sabino) já está solto e vai voltar a matar, porque ele não tem cura; assim que ele surtar ele vai voltar a matar” (Cf. vídeo abaixo a partir do tempo 03:26).



Eu não li o livro escrito por Pedro Rosa. De qualquer forma, a declaração destacada contradiz o depoimento que o próprio autor deu ao SBT. Pior, ela coloca sob suspeição todos – repito, TODOS – os testemunhos exibidos pela reportagem e destrói a imagem de Orlando Sabino apresentada pela matéria, a de um “inofensivo” paciente psiquiátrico que não cometeu nenhum tipo de crime.

Diante do exposto, é no mínimo arriscado dizer que Orlando Sabino foi completamente injustiçado. Naquilo que o foi, a ele – que já faleceu – devem ser prestadas todas as condolências. No entanto, a tese apresentada de forma resoluta pelo SBT (com a participação de uma assessora da Comissão Nacional da Verdade) – a de responsabilizar os militares por TODOS os crimes denunciados ou atribuídos a Orlando Sabino, acusando-os de utilizar um “bode expiatório” para acobertar suas operações - resta indubitavelmente desacreditada.




Nota: Uma curiosidade: nas eleições de 2012, Pedro Divino Rosa concorreu a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Estrela do Sul pelo PT. Ele ainda é um afiliado do partido, que é um dos principais agentes no esforço de falsificar a história do país e os fatos para - satanizando os militares – consagrar a mitologia do “heroísmo” revolucionário socialista-comunista.


sábado, março 31, 2012

31 de Março simplesmente.






Eu era uma criança (embora eu mesmo não acredite nisso) mas sempre gostei de ouvir o radio. Lembro-me que fiquei atento ao noticiário dessa época conturbada e, exatamente desse 31 de março de 1964. Recordo-me de um certo Leonel Brizola falando muito (acho que pela Radio Guaíba), já com o palácio do governo gaúcho cercado por tropas do exército.Acreditem os mais jovens: tínhamos Exército naquele tempo.

Mas - como o provou o tempo - nada parece ser sério nesse nosso Brasil, nem mesmo naqueles tempos e hoje, até já duvido se ainda somos co-proprietários desse pais.



Os Falsos

Um latifundiário JOAO GOULART empunhava a bandeira da esquerda. Um aprendiz de ditador – Leonel Brizola – clamou contra aquilo que ele e a esquerda whisky-on-the-rocks chamou sempre de ditadura. Até o fim dos seus dias Brizola falou muito contra os Generais, mas viajou com um novilho de sua fazenda, para um rega-bofe com o Presidente Figueiredo.

A Musica

Vandré cantava que “um militar morria pela pátria e vivia sem razão”. Vandré está aposentado por uma estatal e sempre foi defendido por um dos que apoiaram o que os esquerdopatas chamam de “golpe” e eu e os portadores de neurônios sadios chamamos de Contra Revolução.

Gilberto Gil e Caetano se insurgiam contra o “sistema” e juntos partiram para o exílio, no fumacê Londrino; entendam isso da forma que quiserem. Hoje Gil é servido pelo “sistema”, já foi ministro da cultura e a sua primeira providencia enquanto ministro foi reformar o gabinete: Reforma também é Cultura, ora pois. Gil não recebe elogios nem de seu companheiro de fog londrino, o Caetano.

Caetano andou ensaiando descer a lenha no governo mas a mãe zeloza chamou-lhe a atenção e o fez lembrar que o mano era funcionário do governo e não fica bem ser servido com dinheiro publico e ter um traíra na família. Caetano voltou atrás e hoje é capaz de cantar sem nenhuma dor na consciência Soy loco por ti... Stella.

Chico Buarque de Havana, digo, Hollanda – de tão lindas canções, mal sabia que essas composições seriam tão atuais para o governo que ele ajudou a eleger, reeleger e dar continuidade; hoje vive do passado, virou um comunista de verdade - com apartamento em Paris, como convém a qualquer comuna que se preza - mas continua firme nos elogios ao genocida Fidel.

As melhorias pós governos militares.

Já não existem desigualdades sociais no Brasil; agora a briga é para ver quem consegue juntar o primeiro bilhão (milhão é coisa para fracos).Não existe censura; o governo paga para que não se publiquem coisas desagradáveis, o que realmente é um avanço. Não se quebra o sigilo do cidadão - embora o caseiro Francenildo não concorde muito com essa afirmação -. O crescimento econômico é comparável ao das potências (o Haiti por exemplo). Empregos? O governo atual vem transformando cada cidadão desempregado pela concorrência desleal da China em comerciantes dos próprios produtos chineses: ninguém no mundo havia pensado numa solução tão incrível e experta!!!.

Temos que concordar num ponto: se houvessem desigualdades, censura e miséria, certamente os nossos bravíssimos compositores estariam deitando falação contra o governo. A coisa está tão boa que eles já se aposentaram; só fazem shows com incentivos fiscais que são outra grande novidade para combater as desagradáveis - possíveis - músicas de protesto. 

Os militares já não morrem pela pátria; quem deveria morrer já está morto. O “rei da brincadeira e  da confusão”, como dizia Gil, é hoje ocupante perpétuo do Planalto; uma espécie de consultor full time para quaisquer assuntos, desta forma descansa enquanto um preposto ocupa a vaga de presidente que ele pretende ocupar novamente.

Ninguém mais “caminha sem lenço e sem documento”, hoje caminha-se com cartão de crédito estourado e documento nem serve mais para coisa alguma: afinal quando se perde o caráter a identidade já foi para o ralo há tempos.

Mas hoje, “apesar da presidente, dos quase 40 ministros, dos congressistas aliados e alienados, dos mensalões, da falta de vergonha e da falta de oposição...amanhã vai ser outro dia”. Hoje, a petralhada é quem manda; falou tá falado, não tem discussão. Essa gente que inventou o pecado, já esqueceu que inventamos o perdão.

Não existe um mau eterno; a história nos mostra isso. É claro que se ficarmos à toa na vida, vendo a Banda passar, as coisas demoram mais, mas uma coisa é certa e eu quero ver  alguém “tentar esconder nossa enorme euforia”, quando a Banda Petralha passar e ser enterrada na história.

31 de Março

Saudade dos governos militares? Nem um pouco. É claro que podíamos andar pelas ruas sem maiores sustos. Ao contrario da petralhada e dos comunistoides de plantão, detesto qualquer ditadura; de esquerda ou de direita; de cima ou de baixo. Bashar, Chávez ou os irmãos Castro, são tão perniciosos  quanto foram  Stalin, Lênin, Getulio ou Pol Pot: são ou foram todos estúpidos. 

Os militares erraram na lei de anistia?. O tempo tem dito que sim, mas enfim...Todos, de um lado e do outro, deveriam responder pelos seus atos. Hoje não teríamos, no governo e na mídia, gente que se tornou “bom moço”, apesar de terem roubado, sequestrado, matado e torturado. E pior, ainda recebem aposentadoria e indenizações milionárias.

31 de Março? Nada a comemorar; a não ser o meu muito obrigado às pessoas de bem que nos livraram do comunismo: já é o bastante. Mas se os esquerdopatas de plantão odeiam o 31 de março eu - e muitos - odeio muito mais o 1º de janeiro de 2003, que nos mergulhou num mar de lama, nunca dantes navegado.

sexta-feira, novembro 28, 2008

AI-5 e a Verdade Histórica






























AI-5 e a Verdade Histórica.




O próximo domingo marca o início da semana dedicada a matérias relativas aos 40 anos do Ato Institucional 5, editado pelo presidente Arthur da Costa e Silva, com aval de seu Ministério, para permitir que o governo garantisse a ordem pública. Além de lhe dar instrumento para controlar atividades criminosas, como assaltos a bancos, sequestros de diplomatas estrangeiros, tentativas de implantação de guerrilha em diversos pontos do território nacional. Tudo isso promovido não pela oposição ao regime, abrigada no MDB, presente no Congresso Nacional e nas assembleias estaduais. Essa oposição armada era de cunho revolucionário-marxista, com ligações notórias (e confessas, mais tarde) com o regime de Fidel Castro. Mas a versão a ser publicada e comentada será apenas a dos derrotados de então. Como se o que eles queriam implantar no Brasil não fosse merecedor da pronta reação do governo e da sociedade, inclusive da oposição democrática ao regime.


O AI-5 foi um instrumento legal forte, sem dúvida, mas foi também uma reação, com respaldo na opinião pública, conforme atestam os jornais da época. É só uma consulta. Mais ou menos igual ao documento que instituiu, em 37, o Estado Novo, nas mesmas circunstâncias de ação armada contra o governo, em 35, pelos comunistas, as ameaças integralistas e até com alguns redatores comuns. A censura lamentável em alguns jornais e revistas não pode servir para invalidar as declarações e artigos publicados na grande imprensa nacional, reconhecendo a medida como mal menor.


A censura existiu, mas não foi total, como ocorre nos países idolatrados pelos optantes da luta armada. O único dissidente foi o então vice-presidente Pedro Aleixo. Eleito no mesmo processo de escolha do presidente, depois de ter sido ministro da Educação do primeiro governo revolucionário. Ainda assim, a discordância não chegou a ponto de levá-lo a renunciar ao cargo. O presidente Costa e Silva teve uma carreira militar exemplar, com todos os cursos feitos com louvor, e recebeu, na sua indicação, amplo apoio da sociedade, não apenas no partido e entre seus camaradas de caserna, mas das lideranças empresariais da época. Era homem de convívio ameno, cordial, correto e, com sua sensibilidade de chefe e líder, revelou ao Brasil uma equipe de primeira linha. Data de seu governo a entrada em cena de alguns notáveis realizadores, como Delfim Netto, Mário David Andreazza, Jarbas Passarinho, Helio Beltrão, Costa Cavalcanti - que continuaram ministros nos governos revolucionários progressistas de Emilio Médici e João Figueiredo. E contou com políticos da respeitabilidade de Magalhães Pinto, Rondon Pacheco, um ex e outro futuro governador de Minas Gerais, em administrações exemplares. A implantação do comunismo no mundo fez alterar o conceito de ditadura.


Os regimes de direita devem ser vistos como autoritários, mas não podem ser comparados com ditaduras que limitaram o simples direito de ir e vir, a total censura na imprensa, a eliminação do direito a propriedade e o empreendedorismo, o bloqueio de sinais de rádio e prisões contadas aos milhões (vide Stalin) e condenações a morte (Stalin, Mao e Fidel). Pior: fomentaram os embates, lamentáveis, evidentemente, levando equivocados jovens a recorrerem ao uso da violência no Brasil, no Uruguai, no Chile e na Argentina. Ninguém pode desejar que o Brasil volte a passar por momentos de restrições aos direitos fundamentais na democracia. Daí a se mentir, inverter a verdade, ignorar a biografia dos homens que fizeram o regime, muitos vivos e atuantes existe uma diferença. Um dos melhores ministros do atual governo, por exemplo, Reinold Stephanes, da Agricultura, presidiu o INPS no período militar, foi da Arena e do PDS, assim como o notável titular da Agricultura de FHC, Pratini de Morais, que foi Ministro no governo Médici. O registro é pela verdade histórica, é um apelo à consulta aos jornais da época e aos anais do Congresso Nacional. Não se constrói uma nação democrática e justa com a cultura do ressentimento e o recurso da mentira, muitas vezes, para obter ou para justificar ganhos financeiros.


Os brasileiros não comprometidos com o ressentimento dos comunistas, sabem que os militares, ao longo de toda nossa historia, sempre estiveram ao lado da ordem e do progresso que juraram defender. E naquele momento a ordem estava seriamente ameaçada.


Aristóteles Drummond - JB ONLINE - 23.11.2008