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sábado, fevereiro 24, 2018

Não é a desigualdade social, é falta de surra de espada de São Jorge







por Flávio Mergenstern(*).




A logorréia manjada de legalização das drogas, desmilitarização da polícia, educação e justiça social JÁ FORAM testadas. O que vai mesmo diminuir o crime é surra no bumbum.


É impossível supor razões para o aumento da criminalidade e da violência ignorando o principal fator na execução do crime: a decisão pessoal do criminoso de cometê-lo. Tentar aventar causas e teses sociológicas pseudo-complexas que ignorem a consciência e a vontade de puxar o gatilho, no dizer de Theodore Dalrymple, “é Hamlet sem o Príncipe”.




Basta que situações de crise absoluta de instituições e poder ainda mais absoluto concentrado nas mãos de criminosos eclodam, como o clima de salve-se-quem-puder do Rio de Janeiro, e imediatamente “especialistas” são chamados às redações de jornal, que logo orquestrarão o coro de todos os seus jornalistas repetindo em uníssono: não há solução fácil para a questão da criminalidade, e só teremos mudanças de verdade quando liberarmos as drogas, fizermos a desmilitarização da polícia e promovermos alguma forma de “justiça social”, via de regra traduzida como distribuição de renda (posse estatal da propriedade).

A agenda e o discurso se repetem roboticamente, sem que nunca o rebanho se atreva a questionar nem o que diz, nem por que diz o que todos os outros estão dizendo sem nenhuma discussão, jurando que regurgitar um palavreado dado mastigado é o mesmo que “ter estudado” a questão em centenas de livros.

Todas as questões apontam para o aumento da criminalidade por causas externas ao sujeito: é a crença de que se comete um crime por ter sido forçado pelas circunstâncias. O ser humano não teria a mais remota capacidade de decisão autônoma: seria um ser amoral e tão imbecilizado quanto um joão-bobo, sua autonomia seria a mesma de um menu eletrônico de telemarketing.


Sua consciência teria a consistência de gelatina em um terremoto, e só poderia decidir pelo que dizem sumidades como Luciano Huck, Marcelo Freixo, especialistas de Globo News, Luiz Eduardo Soares, Jean Wyllys, Ilana Szabó narrados pela voz do Faustão.

A crença determinista e fatalista é a de que os seres humanos, sobretudo se forem pobres e/ou negros, não possuindo moral, cairão no crime para tomar o que é dos ricos/brancos. Assim, a “solução” apresentada é tornar o crime um não-crime (legalizando as drogas) ou roubar já direto na fonte (fazendo “distribuição de renda” ou “justiça social”), pois senão o pobre e negro, tratado sempre como um ladrão ou um trouxa, acabará roubando na esfera privada.


Para evitar atritos no processo, a polícia se torna desmilitarizada, tendo mais uma função de ordenamento de patrimônio (se o crime, ou a justiça social, está devidamente ocorrendo na calçada, sem ninguém atravessando a rua com o sinal aberto para os carros) do que de proteção da vida contra ameaças.

A fé cega dos proponentes de tal agenda, copiada pari passu da ONU para seu plano de governo global sobre países pobres, é uma versão homeopática do socialismo: sem revolução, mas com governança indireta. Se pobres e negros têm essa mania chata de roubar e traficar drogas, devemos aceitar este hábito para a inclusão social, e para diminuir o crime, deixemos que políticos do PSOL cuidem de roubar eles mesmos o fruto de nosso trabalho e passá-los para as mãos da bandidagem.

Assim, aquilo que não colou com a Internacional Comunista, nem com a social-democracia, nem com o sindicalismo, nem com o bolivarianismo, nem com o marinasilvismo, tenta colar como a verdadeira solução para a violência, no bom e velho modelo esquerdista do “agora vai”.

A melhor política para o negro e o pobre, acreditam estes especialistas de DCE, seria tornar o negro e pobre menos violento, já o apascentando com distribuição de renda, permitindo que relaxe com um baseado (já, numa só tacada, permitindo que tenha uma fonte de renda melhor do que tentar sobreviver numa economia engessada por impostos escorchantes, através do livre comércio enriquecedor longe de impostos, desde que o produto sejam drogas que destruam famílias e o patriarcado) e, claro, impedindo que cidadãos não-criminosos tenham acesso às armas – afinal, vai que o negro e pobre invente de gastar 5 mil em uma arma legalizada, passar pelos testes psicológicos necessários e, depois de se registrar para a polícia, invente de assaltar à mão armada!! Já imaginou o perigo?!

Ao contrário deste pensamento molóide, incapaz até mesmo de lidar com contradições primárias (como tratar a polícia como uma força opressora fascista, e a um só tempo crer que apenas ela deve possuir armas, mas atuar de maneira desmilitarizada para lidar com traficantes armados até o oritimbó), a realidade é bem oposta. Sobretudo em relação ao que são, de fato, os pobres. Trabalhadores, ainda que sofrendo do mesmo pecado original de todos nós.

Se todos os pobres fossem bandidos, ou bandidos em formação, simplesmente seria impossível sair à rua (que dirá empregar um pobre para ajudá-lo a subir de vida, na ajuda mútua chamada “capitalismo”).

Pelo contrário: se pensarmos no homem como dotado de livre arbítrio, e usarmos aqueles conceitos canônicos da filosofia de priscas eras que soam tão ultrapassados a nós, como bem e mal, virtude e vício, liberdade e consciência, moral e honra, teremos um modelo de pensamento que pode, afinal, melhorar a situação da violência do Rio (pois soluções não pertencem ao reino da política; do contrário, bastaria matar todos os criminosos atuais e viver num mundo sem crime, sem necessidade de polícia, cadeia e tribunal, para todo o sempre).

A educação tão alardeada só tem o resquício da beleza da palavra. Sob tal palavra, querem fazer doutrinação a favor da religião do PSOL, mas a bela educação é ex ducere, conduzir para fora, tirar o indivíduo dos limites aparentemente infranqueáveis de sua condição, de seu corpo, de seu histórico, e levá-lo a estados mais elevados (o exato oposto da doutrinação baseada em cor de pele, órgãos sexuais e usufruto destes).

E educação se faz disciplinando-se as vontades e instintos. Apesar de toda a logorréia contra “desigualdade social”, ninguém até hoje provou que alguma forma de igualdade econômica é, de fato, justa (o Marcelo Freixo não parece achar justo receber o mesmo que o aviãozinho do morro no começo de uma carreira que vai durar até comprar seu Playstation com 16 anos e morrer num tiroteio com polícia, milícia ou traficante rival aos 19).

E esta disciplina se faz com punições. O homem que sabe viver em sociedade além do “especialismo de Globo News” e da sociologia da UFRJ sabe que punições são necessárias até para fazer um bebê não brincar com a comida ou para um cachorro fazer cocô apenas no jornal (a única atividade que faz com que Globo, Folha e Estadão não decretem falência). Lição espacial que os alunos esquerdistas das federais parecem ter esquecido.

Basta voltar ao molde antigo, de surras variando da chinelada para a cinta e a vara de marmelo, terminando pela temível espada de São Jorge, e voilà: teremos de volta uma paz no Rio de Janeiro e no Brasil que existia antes dos experimentos com a vontade pura. O modelo “se eu quero, eu posso pegar à força”, tão defendido para roubos, só precisa ser lembrado como o mesmo princípio do estupro para deixar esquerdistas em tilt infinito.

Se falam tanto em um problema estrutural, o qual nem polícia e nem Exército podem resolver (o que é mais ou menos dizer que o céu é azul, que 2 e 2 são 4 e que Lula recebeu o triplex como propina), deve-se lidar com o problema estrutural como todas as sociedades lidaram: com códigos de conduta mais rígidos, que afetem o indivíduo até mesmo no monólogo de sua consciência, não com controle social sobre armas (meios), “educação” doutrinadora, dinheiro através de impostos e vontades através de drogas, noves fora as conseqüências e externalidades negativas de cada uma dessas ações sobre outras pessoas.

O que falta é criar homens, não moleques que preferem atalhos violentos para terem o que quiserem (e a inconsciência de um baseado para relaxar quando não conseguem ser homens o suficiente). O que falta é um código de conduta social válido para o ator triliardário da Globo e para o nóia da Rocinha, que os faça almejar o bom, o belo e o verdadeiro até quando não tem polícia por perto.

A legalização das drogas já é praticamente uma realidade prática (quem vai preso sem ser por outras violências anexas?), a educação que querem é o mesmo que ver um desfile de escola de samba, o Esquenta da Regina Casé ou o Encontro com Fátima Bernardes, e a justiça social que tanto dizem que diminuirá crimes só os fez aumentar em escala exponencial durante todo o governo PT, com aumento de imposto, Bolsa Família, petrolão e tudo. O discurso do que vai solucionar já está concretizado e a coisa só piora.

Não querem polícia, e sim educação e uma justiça social que impeça até fiu-fiu na rua? Pois então, abandone as drogas e aprenda a controlar seus instintos com surra de espada de São Jorge. Dome os dragões dentro de si, trabalhe e não busque uma vida fácil. A vida justa não tem nada, absolutamente nada a ver com o que Marcelo Freixo, Ivan Valente e Jean Wyllys ensinam no DCE, no BBB e no PSOL


Fonte - sensoincomum.org.


(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

quarta-feira, julho 05, 2017

Maconha e legalização: antes de falar asneiras, se informe




por Rafael Libardi (*).


Se você fumou maconha (ou queimou, cheirou, injetou), por favor, leia este texto.

Mas não pegue no volante, porque a erva está relacionada ao aumento do número de colisões fatais, com o dobro de chances de acontecerem. No estado do Colorado, EUA, onde a droga é liberada, os acidentes aumentaram 100% de 2007 a 2012, segundo um estudo feito pelo diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida. Também em Washington, mais do que dobraram os acidentes de trânsito fatais provocados por maconheiros depois que a droga foi legalizada, saltando de 8% em 2013 para 17% em 2014. Não obstante, o limite máximo de Tetra-hidrocanabinol (THC) estabelecido para se dirigir com segurança é extremamente arbitrário e mais difícil de ser mensurado do que o definido para o álcool. Pelo menos é o que afirmam o British Medical Journale a AAA Foundation for Traffic Safety.

O que é tetra-hidrocanabinol (THC)?
THC é o principal componente ativo da maconha que tem mecanismo semelhante ao de uma substância produzida no organismo, chamada Anandamida. Ambas ativam receptores canabinóides tipo 1 (CB1) no cérebro, gerando, entre outros processos, um aumento na liberação de dopamina em algumas regiões cerebrais. Contudo, ao contrário da Anandamida, o THC leva de 5 a 8 dias para ser expelido totalmente do sangue, sendo algumas vezes mais potente. O problema, então, é que níveis elevados de dopamina alteram a atividade cerebral, levando a alucinações, delírios, acessos de ira e pânico e à diminuição da percepção de tempo e espaço, alguns dos sintomas típicos da esquizofrenia e do transtorno afetivo bipolar.

Esquizofrênicos ouvem vozes que incitam o suicídio, ficam sem expressão afetiva, têm visões horripilantes. Pessoas com transtorno bipolar alternam entre períodos intensos de depressão e euforia. E a maconha aumenta exponencialmente o risco de se desenvolver ambos os transtornos na fase que vai da adolescência aos 35 anos, segundo estudo da American Medical Association, maior organização americana de médicos e de estudantes de medicina. O estudo chama-se Cannabis Use and Earlier Onset of Psychosis. E também há outro, da mesma associação, cujo título é Neuropsychological Permormance in a Long-term Cannabis Users.

O THC vicia?
Sim. Segundo alguns estudos, dentre eles o Adverse Health Effects of Marijuana Use, do New England Journal of Medicine, 9% das pessoas que experimentaram maconha apenas UMA VEZ tornaram-se dependentes, e de 25 a 50% das que fazem uso diário também.

E a maconha medicinal?


A maconha tem pelo menos 400 componentes químicos, embora a grande maioria deles ainda careça de explicação científica acerca de seus efeitos no organismo. Assim, as pesquisas sobre o tema concentram-se em apenas alguns destes compostos, como é o caso do THC, já tratado acima, e do Canabidiol, ou CBD. Alguns estudos sugerem que o CBD não desencadeia efeitos psicoativos e é válido para o tratamento de inúmeras doenças como a esclerose múltipla, dores neuropáticas, câncer, epilepsia e mal de Parkinson. O importante em relação ao assunto, portanto, é entender que a maconha tem diversos componentes, sendo alguns deles psicoativos e outros não. Os primeiros, como é o caso do THC, geram dependência e acarretam graves disfunções ao sistema neurológico. Os segundos, tal qual o CBD, vêm apresentando efeitos benéficos no tratamento de patologias. Logo, pagar um traficante em troca de maconha ou utilizar os componentes psicoativos da erva é completamente diferente de procurar um médico para que ele receite um medicamento com um componente isolado, não-psicoativo, que foi testado e aprovado por organizações médicas e agências de saúde no mundo inteiro.

A liberação das drogas acaba com o tráfico e com a violência?
É fácil supor que a descriminalização das drogas acabaria com a violência e com o tráfico, mas um traficante não está no ramo porque tem um apreço especial pelos entorpecentes. Traficante de verdade sequer fuma maconha. Ele planta, refina, distribui e comercializa porque isso rende lucros exorbitantes. Assim, um indivíduo que dedica sua vida a um crime hediondo – e a outros que precisa cometer para sobreviver – não deixaria de ser bandido porque recebeu autorização estatal para vender drogas. A escolha pelo tráfico é (i)moral antes de ser empreendedora e, por isso mesmo, nada garante que um traficante pediria aposentadoria da vida criminosa porque recebeu chancela do Estado.

No mais, a “droga legalizada” seria muito mais cara do que a “droga ilícita”, porque sobre ela incidiria todo o aparato legal de qualquer atividade econômica, aí incluídos direitos trabalhistas, processos, arrecadação tributária, etc. Então é óbvio que, para manter seus lucros, o traficante seguiria com sua atividade fora da burocracia que fatalmente seria criada com a legalização. Por outro lado, se o Estado monopolizasse para si o comércio, também nada faz supor que os traficantes iriam à falência, já que um bandido será sempre bandido e, portanto, escolherá outro ramo para investir na seleção quase infinita de crimes disponíveis no submundo.

Por isso é que a criminalidade também não diminuiria com a descriminalização. Pelo contrário. Aumentariam não só os crimes de outras modalidades cometidos pelos traficantes como aqueles derivados do vício das pessoas, tais quais agressões e furtos; sem contar a guerra entre os próprios traficantes, que seguiria intacta, como mostram os dados do Observatório Nacional Sobre Violência e Criminalidade do Ministério do Interior, do Uruguai: só no primeiro semestre, os assassinatos saltaram de 139, em 2013 (ano da liberação), para 154 em 2015, sendo 43% desse total oriundo do acerto de contas entre traficantes. No total para 2015, o país teve recorde histórico de homicídios, com 272 mortes

A liberação diminui o consumo?
Acreditar que a descriminalização levaria à redução do consumo é tão ingênuo e desonesto quanto supor que o número de estupros diminuiria se o estupro fosse liberado. É que esse argumento remete à (falsa) ideia de que a repressão leva os usuários a consumirem mais, muito embora a realidade venha exaustivamente demonstrando que a liberação das drogas ELEVA o consumo.

Por exemplo: em 2001, Portugal alterou a lei que criminalizava o uso de drogas, permitindo aos usuários portarem “a quantidade necessária para um consumo médio individual durante dez dias”, que seria algo próximo a 15g de cocaína ou 20g de maconha. Mas uma comparação entre os dados coletados no estudo Sinopse Estatística, do Serviço de Intervenção em Comportamentos de Vício e Dependências (SICAD) em 2001 e em 2014, demonstra o aumento substancial do consumo de drogas, especialmente de maconha e entre adultos de 24 a 35 anos, de 12,9% para 15,9%.

Também outra publicação, o Relatório Europeu Sobre Drogas, publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), revela que o consumo de maconha entre estudantes de 15 a 16 anos subiu de 8% em 2001 para 16% em 2016. E ambos os estudos asseveram que o uso de drogas não só em Portugal, mas em toda a Europa, segue aumentando cada vez mais, inclusive com novos tipos de substâncias surgidas recentemente no mercado.

Mas nem só no Velho Continente o consumo de drogas têm aumentado após a legalização.

No Uruguai, que em 2013 flexibilizou as leis sobre o uso dando ao Estado o controle sobre a produção, consumo e distribuição de maconha, além de permitir o auto-cultivo, o consumo de maconha aumentou consideravelmente entre 2011 e 2015 nas três métricas utilizadas pela Junta Nacional de Drogas (JND), que publicou a VI Encuesta Nacional en Hogares sobre Consumo de Drogas. Entre pessoas de 15 a 65 anos, o consumo por toda a vida passou de 20 para 23%. Nos últimos 12 meses, de 8,3 para 9,3%. E nos últimos 30 dias, de 4,9 para 6,3%. Isso tudo sem contar com os dados do Instituto Técnico Forense, que recebe as drogas apreendidas pelas operações policias. Eles demonstram que a liberação da maconha aumentou o consumo de outras substâncias psicoativas, como o ecstasy e a cocaína, baseado na quantidade cada vez maior de apreensões dessas drogas. Em 2014, foram aprendidos apenas 40 gramas de ecstasy. Um ano depois, 17 kilos. Por fim, também o Ministério da Saúde uruguaio, em parceria com a JND, apresentou novos dados sobre a apreensão de drogas sintéticas no país, demonstrando que houve um aumento de 7 vezes em relação aos anos anteriores.

A quem interessa a liberação?
Para onde quer que se olhe, a questão das drogas nada tem a ver com garantias individuais ou com saúde pública. Na década de 50, Mao Tse-Tung já proibia o ópio em território nacional sob a alegação de não contaminar o próprio povo, embora tenha entupido os países vizinhos com a droga, isto é, fez dela um armamento químico de guerra. Sessenta anos mais tarde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulga que, em 2015, morreram 52 MIL pessoas por overdose de drogas no país, uma cifra aterrorizante se considerarmos que em regiões de guerra, como a Faixa de Gaza, morrem cerca de 35 mil pessoas ao ano. Nos EUA, portanto, as drogas já são armamentos de destruição em massa, assim como eram na China maoísta, embora com uma singela diferença: a droga chinesa enfraquecia e matava os inimigos; a droga americana enfraquece e mata o próprio povo.

O lobby pela liberação das drogas é e sempre foi uma tentativa de usar a população como cobaia para projetos de engenharia social concebidos por intelectuais, burocratas e magnatas de esquerda, usando os entorpecentes como instrumentos de destruição e dominação física e psicológica. Tanto é assim que a própria Open Society Foundation, de George Soros, diz que a política de descriminalização das drogas em Portugal “é o segundo de uma série de relatórios do Programa Global de Políticas sobre Drogas” da fundação. E onde tem George Soros tem sacanagem.

Este é um artigo introdutório sobre o tema. Pretendo avançar na discussão tanto quanto seja possível.


(*)Rafael C. Libardi é estudante do curso de medicina pela PUC-SP, pesquisador de temas relacionados a saúde, drogas, política e colaborador do site Estudos Nacionais, onde o presente artigo foi publicado originalmente

Fonte: MídiaSemMáscara

sexta-feira, agosto 12, 2011







RIO - A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal, de 47 anos, foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira quando acabava de chegar em casa na Rua dos Corais, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Segundo testemunhas, homens encapuzados que estavam em dois carros e duas motos efetuaram os disparos antes mesmo que ela saísse do seu carro, um Fiat Idea. Única a julgar processos de homicídios em São Gonçalo, a juíza era conhecida por uma atuação rigorosa contra a ação de grupos de extermínio naquela região do estado.
Câmeras da guarita do condomínio onde a juíza morava flagraram a movimentação de duas motocicletas e de dois carros que estariam envolvidos na execução. Um dos veículos foi colocado na entrada da garagem para impedir o acesso da juíza.
A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio já recebeu o carro da magistrada e o computador com as imagens do circuito de câmeras. Apesar de haver uma Delegacia de Homicídios em Niterói, a DH do Rio assumiu as investigações a pedido da chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos, que esteve no local do crime, afirmou que admite a hipótese de a juíza Patrícia Acioli ter sido assassinada em consequência de sua atuação rigorosa contra grupos de extermínio formado por policiais militares.
A juíza Patrícia Acioli, de 44 anos, foi morta ao chegar em casa em Piratininga - Foto: Reprodução internet
- Ela já havia recebido ameaças - disse o desembargador, na presidência desde janeiro deste ano.
O desembargador reconheceu que não se recorda de nenhum atentado ou execução de magistrados no Rio nos últimos 30 anos, mas não vê semelhança entre o assassinato de Patrícia e o planejamento de atentados contra magistrados por facção criminosa no interior de São Paulo.
O presidente da seção de Niterói da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Antônio José Barbosa da Silva, pediu uma apuração rigorosa para se chegar aos criminosos que executaram a juíza Patrícia Acioli.
- O crime foi feito por profissionais. O que chama atenção é o fato de uma magistrada, que julgou centenas de criminosos de alta periculosidade, não contar com segurança policial. Juízes criminais não devem ficar expostos. Ao contrário das pessoas de bem, bandidos não têm o que perder. O assassinato lembra os crimes cometidos pela máfia - disse o presidente da OAB.
Patrícia estava há três anos sem escolta por determinação do ex-presidente do Tribunal de Justiça Luiz Zveiter, segundo informou o jornalista Humberto Nascimento, primo da vítima. De acordo com ele, a juíza já recebeu pelo menos quatro ameaças graves num período de cinco anos. Quando era defensora pública na Baixada, já tinha sofrido um atentado.
A perícia recolheu 16 cápsulas de pistola de dois calibres. Segundo a perícia, os tiros foram bem direcionados de baixo para cima.

Em janeiro deste ano, a juíza decretou a prisão preventiva de seis policiais do 7º BPM, acusados de forjar um auto de resistência (morte em confronto com a polícia), em outubro do ano passado, em São Gonçalo.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/08/12/juiza-executada-em-emboscada-em-niteroi-925119611.asp#ixzz1UoYKPzkH © 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

sexta-feira, março 02, 2007

CABRAL LUSO VERSUS CABRAL CONFUSO

CABRAL NAVEGADOR E CABRAL GOVERNADOR ( LUSO X CONFUSO).


 




O primeiro Cabral que por aqui apareceu, o descobridor luso, achou estranho tanta india pelada. Estranhou muito mais os indios pelados.

Se as mulheres nuas eram um pecado (...mas...), homens nus eram uma afronta, anti estético, de mau gosto e não consta que alguns integrantes da esquadra tenham vindo "no armário" e cá chegando soltaram a franga para aqueles índios peladões. Mas Cabral seguiu em frente, deixou os índios como encontrou e não voltou mais por aqui. Achou melhor não se meter em assuntos que não lhe diziam respeito.O Segundo Cabral que tem voz na história dessshhhtipaizz é o Sérgio. Sérgio Cabral Filho deveria seguir a profissão do pai e não se meter em política; seria melhor, não para ele, mas para a população do Rio de Janeiro que o atura e à população brasileira que é obrigada a ouvi-lo.

Se o Cabral descobridor espantou-se com a nudez, o Cabral governador também está espantado, mas com a proibição das drogas. Como é possível proibir-se o lazer do povo? Não é fácil aturar tantos políticos estúpidos sem dar um "tapa"ou uma cheirada, de leve. Nos tempos do Cabral descobridor, a religião era o ópio do povo, nos tempos do Cabral governador o ópio virou religião do povo. Então que se legalize.


Se legalizarem as drogas, poderemos esvaziar as cadeias do Rio e de São Paulo, transformando-as em laboratórios de pesquisa para maconha transgênica, coca da boa, LSD nacional, extasy tupiniquim e skank carioquês. Os grandes traficantes se tornarão Zelites, como os sindicalistas petralhas de hoje; poderão ser governadores, prefeitos e, por quê não, presidentes. Poderemos mudar o nome oficial do país para Republica Federativa da Nóia. A inscrição na bandeira poderia ser "Cheirar é preciso, baforar é necessário". Que tal a nova inscrição daquele banner do governo atual (mais ridículo que cueca cor de rosa): "Brasil, Um pais de trouxinhas e papelotes". E a Drogabrás, nova empresa responsável pela droga tupiniquim, quem comandará? O PMDB ou o PP? E o Ministério da Cheiração e do Tapa na Marijuana, quem será o titular? Marcola terá um lugar na Anvicia? E os esforços que o ministro Gil fez para largar o hábito, foram em vão? Caberá indenização pelo tempo perdido? A TV Cultura SP - terá que indenizar a vereadora Soninha do petê?. Enfim vão liberar aquelas sementes que o Gabeira trouxe e que poderiam servir para o reflorestamento da Amazônia?


A legalização das drogas seria a desforra em cima do Evo Morales que tomou a Petrobrás e aumentou o gás; nós produziremos mais drogas do que ele, o que economizarmos na importação das drogas já compensará o aumento do gás boliviano e a indenização da Petrobrás. Os assentamentos do MST poderão produzir maconha, que não requer muito cuidado e eles poderão continuar com a eterna passeata pró reforma agrária sem perder a produtividade. Muitos (mas muitos mesmo) artistas poderão se apresentar em público sem óculos rayban: o zóião vermelho e aquelas pupilas dilatadas, maiores do que uma jabuticaba sabará, não precisarão ser escondidos.

Será o fim da preocupação dos pais. Os filhos e os pais mais modernosos, podem ter seu personal-trafic, que se encarregará da "consultoria" de quais drogas e em que quantidades diárias poderão ser "apreciadas".

Sem querer, o governador Cabral está navegando por mares nunca dantes navegados. Cabral abriu uma discussão que só os "enrustidos" ousavam levar adiante. Finalmente o assassinato, o latrocínio, a pedofilia e o estupro poderão ter a droga como atenuante; nenhum juiz condenará quem houver consumido drogas e em consequência cometer um crime.


Esse Cabral, o governador, é quem sabe das coisas. Cabral, o governador, só não explicou se os menores poderão fumar ou cheirar nas escolas públicas (na sala de aula; já que no pátio isso é normal) ou se as FEBEMs devem abastecer as crianças presas, oops, internadas para ressocialização. Partindo desta idéia revolucionária, por quê não legalizar o crime de uma vez? Chega dessa enfadonha burocracia de tribunais, juris, juizes e advogados.