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domingo, novembro 24, 2013

Mais Médicos II.




por Nilo Fujimoto,




O que importa?

Segundo as concepções dos que vêem no Brasil trabalho escravo ou análogo à escravidão em simples irregularidades trabalhistas, há neles, uma nota peculiar.

Parecem sofrer de alguma disfunção visual que os leva a enxergar trabalho escravo apenas quando os acusados são grandes proprietários.

Apontado, no local de trabalho, qualquer fator de desconforto ao trabalhador – facilmente contornável, sem tomadas de medidas exorbitantes como a expropriação sem direito à indenização da propriedade rural ou urbana – imediatamente arma-se o banzé midiático em torno do assunto a fim de que, pela algazarra, se torne uma prova.

Que disfunção os leva a não enxergar o trabalho dos médicos cubanos no Brasil, realizado nas condições de ausência de liberdade de ir e vir; a discrepância trabalhista do salário menor que os demais colegas que exercem as mesmas atividades e funções; nem recebem diretamente do contratante (entra aqui a figura do “gato”, execrado pelas esquerdas), ou que não há um contrato assinado com o médico, nem Carteira de Trabalho assinada e não recebe os mesmos benefícios sociais?

***

O Globo entrevistou o “Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Ojeda, [que] reconheceu a diferença de tratamento dos profissionais cubanos e dos demais intercambistas do programa Mais Médicos no Brasil. Ojeda invocou o “princípio do internacionalismo proletário”, para justificar o fato de não ser permitido a contratação individual profissionais de Cuba”

Para “dourar a pílula” do injustificável regime de campo de concentração, ao qual estão submetidos os brigadistas cubanos, exercita o contorcionismo semântico, como segue o Globo:

Ao referir-se às limitações impostas aos profissionais do seu país que, ao contrário dos demais intercambistas, não podem trazer as famílias para o Brasil, ele explicou:

- Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias. Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos. Quando eles retornam, se ocupam de suas famílias. Mas enquanto isso não acontece, o Ministério da Saúde e o governo de Cuba dão assistência e estão prontos a resolver qualquer problema que surja durante a missão internacional. Por isso, não falamos em exportação de serviços, mas de colaboração e de integração. Como disse o líder histórico da nossa revolução, Fidel Castro, só se pode salvar a humanidade da morte com paz e colaboração. O que fazemos, é colaboração – justificou o ministro, sem citar os valores que os cubanos estão recebendo em reais.”

Limitações”? Eufemismo para inexistência de liberdade.

Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias.” Não podem ficar no Brasil, estão obrigados a voltar porque as famílias são reféns da ditadura proletária!

Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos.” Desfrutam mesmo? Por que tantos querem fugir desse paraíso?

Intercambio”, “colaboração”, “negócio”? Que realmente importa?

Importa saber se a ação que se pratica tem natureza e fim lícitos. Não são as características das quais se reveste o presente caso, dado que a colaboração com regimes comunistas não é lícito e o mesmo se diz dos fins da ideologia comunista.

Fonte: IPCO


sexta-feira, novembro 15, 2013

Mais Médicos.








por Nilo Fujimoto




O que importa?

Segundo as concepções dos que vêem no Brasil trabalho escravo ou análogo à escravidão em simples irregularidades trabalhistas, há neles, uma nota peculiar.

Parecem sofrer de alguma disfunção visual que os leva a enxergar trabalho escravo apenas quando os acusados são grandes proprietários.

Apontado, no local de trabalho, qualquer fator de desconforto ao trabalhador – facilmente contornável, sem tomadas de medidas exorbitantes como a expropriação sem direito à indenização da propriedade rural ou urbana – imediatamente arma-se o banzé midiático em torno do assunto a fim de que, pela algazarra, se torne uma prova.

Que disfunção os leva a não enxergar o trabalho dos médicos cubanos no Brasil, realizado nas condições de ausência de liberdade de ir e vir; a discrepância trabalhista do salário menor que os demais colegas que exercem as mesmas atividades e funções; nem recebem diretamente do contratante (entra aqui a figura do “gato”, execrado pelas esquerdas), ou que não há um contrato assinado com o médico, nem Carteira de Trabalho assinada e não recebe os mesmos benefícios sociais?

***

O Globo entrevistou o “Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Ojeda, [que] reconheceu a diferença de tratamento dos profissionais cubanos e dos demais intercambistas do programa Mais Médicos no Brasil. Ojeda invocou o “princípio do internacionalismo proletário”, para justificar o fato de não ser permitido a contratação individual profissionais de Cuba”

Para “dourar a pílula” do injustificável regime de campo de concentração, ao qual estão submetidos os brigadistas cubanos, exercita o contorcionismo semântico, como segue o Globo:

Ao referir-se às limitações impostas aos profissionais do seu país que, ao contrário dos demais intercambistas, não podem trazer as famílias para o Brasil, ele explicou:

- Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias. Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos. Quando eles retornam, se ocupam de suas famílias. Mas enquanto isso não acontece, o Ministério da Saúde e o governo de Cuba dão assistência e estão prontos a resolver qualquer problema que surja durante a missão internacional. Por isso, não falamos em exportação de serviços, mas de colaboração e de integração. Como disse o líder histórico da nossa revolução, Fidel Castro, só se pode salvar a humanidade da morte com paz e colaboração. O que fazemos, é colaboração – justificou o ministro, sem citar os valores que os cubanos estão recebendo em reais.”

Limitações”? Eufemismo para inexistência de liberdade.

Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias.” Não podem ficar no Brasil, estão obrigados a voltar porque as famílias são reféns da ditadura proletária!

Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos.” Desfrutam mesmo? Por que tantos querem fugir desse paraíso?

Intercambio”, “colaboração”, “negócio”? Que realmente importa?

Importa saber se a ação que se pratica tem natureza e fim lícitos. Não são as características das quais se reveste o presente caso, dado que a colaboração com regimes comunistas não é lícito e o mesmo se diz dos fins da ideologia comunista.




Fonte: IPCO

sábado, novembro 03, 2012

Cotas, o futuro do Brasil é isso:.












por Nilo Fujimoto



(título original: Ah! Eles querem estudar?)


Eles querem estudar! Talvez seja por isso que um grupo de estudantes e professores depredaram o edifício da Reitoria da Universidade Federal do Ceará, numa manifestação inequívoca de suas aptidões e qualidades acadêmicas…

Não encontraram outras opções mais adequadas ao proceder universitário como, por exemplo, a redação de um manifesto contundente com sóbrios, sólidos e irrefutáveis argumentos em favor de suas posições?

O que motiva tal manifestação violenta é “a implantação total do sistema de cotas na universidade, o qual determina que 50% das vagas sejam reservadas para os alunos de escolas públicas.” (G1, 30/10)

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Ceará decidiu implantar 12,5% a cada ano até 2014, prazo final dado pelo governo federal para implementação total dos 50% de cotas.

Para os estudantes, o prazo não é suficiente: “tendo em vista situação de alunos de escolas públicas, que têm menos condições de disputar um vestibular, a lei precisa ser integralmente aplicada já em 2013″, afirma o manifestante Edir Soares, estudante que participou do protesto na manhã desta terça-feira (30/10). Altruísta, não?

O que parece estar por detrás do movimento das cotas é o nivelamento da sociedade por baixo. Por que não fazer uma política de incremento do ensino secundário para os alunos de escolas públicas que se mostram mais aptos, para que assim possam competir com igualdade de condições com os alunos de escolas particulares?

A resposta é simples: os marxistas não querem resolver a situação, mas levar à cabo a luta de classes preconizada por seu mestre. Eis a causa do uso da violência dos estudantes no Ceará, certamente instrumentalizados por professores marxistas…

Fonte: IPCO

Abaixo, fotos de protesto em Brasília contra as "cotas". As fotos são da revista Carta Capital, uma publicação a serviço do governo. A revista, capitaneada por Mino Carta, tenta desmerecer toda e qualquer manifestação contrária ao governo.

Estudantes de escolas particulares protestam em frente ao Palácio do Planalto contra o regime de cotas nas universidades públicas. Fotos: Agência Brasil
Para eles, o sistema de cotas é parte do “jeitinho brasileiro”


Os cara-pintadas em Brasília agora têm outra bandeira





sexta-feira, setembro 21, 2012










Dependência de drogas é maior entre as mulheres.



Nilo Fujimoto

Estudo do levantamento realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)[1] conclui que a vulnerabilidade das mulheres às drogas e álcool é maior do que a dos homens.

Na pesquisa, apurou-se que a dependência nas mulheres se produz mais rápido e com menor consumo alcançando um índice de vício de 54%, contra 42% nos homens.

Os fatores que contribuem para maior debilidade delas são de dois tipos: hormonal e social.

Especialistas explicam que os hormônios femininos (principalmente estrogênio) reforçam – potencializam – a ação prazerosa da droga e do álcool que aceleram a dependência e com menor tempo de consumo, isto é, os sintomas da dependência [2] nelas ocorrem muito antes que nos homens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma:

“Por causa dos hormônios, a conexão das drogas com o cérebro é mais rápida. Elas “precisam de menos quantidade e menos tempo de uso de tóxico para ficarem viciadas”, explicou Camila Silveira, psiquiatra do Centro de Informações Sobre Álcool e Drogas (Cisa) e autora do estudo da OMS feito no Brasil.”[3]



Relevante é o outro fator: o social. Leiam o que diz a reportagem referida:

“Associadas aos fatores fisiológicos estão as questões comportamentais que favoreceram o uso de crack, cocaína e outras drogas pelas mulheres. Até 30 anos atrás, pontuam os estudiosos, não era socialmente aceito que a população feminina consumisse qualquer tipo de droga.”

Ao contrário do que na reportagem indica, o fator social é sim um elemento de barreira positiva para impedir que se produza a difusão do consumo de drogas. Não é difícil de entender. A censura social funciona como uma rede que impede que pessoas desorientadas caiam no perigoso abismo da dependência.

Sim, estou falando do temor. O temor é o receio de perder um bem no futuro e por isso move o indivíduo a praticar no presente ações que impeçam a perda desse bem. Podemos exemplificar a estima. Muitas pessoas deixam de praticar o mal temendo perder a estima de seus colegas, vizinhos ou familiares. Não é a prática mais perfeita, mas é uma ajuda. O perfeito é praticar o bem por amor ao bem. Já imaginaram se a mentira não sofresse nenhuma censura social?

Poderá objetar alguém que em nossa sociedade há censuras sociais ruins. Não nego. O mecanismo da censura social pode servir para bem ou para o mal. É por tal motivo que a sociedade ordenada e justa é aquela que se baseia em valores morais ditados pelo direito natural, dizendo com todas as letras as Leis de Deus.

É por isso que uma lei da sociedade temporal deve se ajustar às leis morais. Para que a sociedade forme uma rede de proteção e amparo a usos e costumes arbitrados pela regra fundamental da ordem natural.

Em razão disso devemos nos opor vigorosamente contra a tentativa de produzir a liberalização do consumo e produção de entorpecentes promovidas pela redação do novo Código Penal ainda em tramitação no Senado. Com tais dispositivos cortam-se nos mais débeis os mecanismos de defesa proporcionados pelo temor da penalização às condutas anti-sociais.


[1] Dados inéditos da pesquisa nacional que mapeou o consumo de crack e cocaína no Brasil mostram que as mulheres acabam mais dependentes do pó e das pitadas no cachimbo do que os homens.


O levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicou que o País soma 2,6 milhões de usuários destas substâncias, consumidas de forma aspirada ou fumada .

Apesar dos homens serem líderes na taxa de uso de crack e cocaína, entre as mulheres usuárias o índice de dependência foi de 54%. Já no sexo masculino, os pesquisadores detectaram que 46% são viciados, diferença de oito pontos porcentuais entre os gêneros.

Os especialistas afirmam que o organismo delas é mais vulnerável à ação dos entorpecentes. Isso explica por que elas são mais numerosas nos índices de dependência. A mesma razão também está por trás de outras estatísticas encontradas no estudo da Unifesp: 40% das usuárias relataram usar as drogas mais de duas vezes por semana contra 24% dos homens. Além disso, duas em cada dez mulheres já injetaram cocaína (20%), mais do que o dobro de usuários do sexo masculino que recorrem a esta forma de uso (8%).


Para identificar quantos usuários se enquadram nos quesitos de dependência, que envolvem sintomas psicológicos (como compulsão e depressão ) e sinais físicos (tremedeira, dores de cabeça e no corpo), os pesquisadores aplicaram questionários com 42 perguntas em 4 mil moradores de todas as regiões do País, de todas as classes sociais e escolaridades. Por serem representativos do Brasil, os achados podem ser estendidos a toda população brasileira.


A psicóloga Clarice Madruga, uma das autoras do mapa do uso do crack e cocaína no Brasil, diz que “é sabido que a progressão da dependência é mais rápida entre mulheres.”

Segundo ela, estudos anteriores já mostram quem os hormônios femininos (principalmente o estrogênio) podem estar envolvidos nesta maior vulnerabilidade.

“Este hormônio potencializa os efeitos da droga, pois a torna mais prazerosa e, portanto, aumenta o poder de dependência”, define Clarice.

A estrutura hormonal feminina já apareceu como uma das razões para as jovens entre 24 e 35 anos serem líderes em consumo exagerado de álcool, conforme detectou estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) feito com mulheres brasileiras e divulgado há quatro meses. Por causa dos hormônios, a conexão das drogas com o cérebro é mais rápida. Elas “precisam de menos quantidade e menos tempo de uso de tóxico para ficarem viciadas”, explicou Camila Silveira, psiquiatra do Centro de Informações Sobre Álcool e Drogas (Cisa) e autora do estudo da OMS feito no Brasil.

[2] – Dependência envolve sintomas psicológicos (como compulsão e depressão ) e sinais físicos (tremedeira, dores de cabeça e no corpo).

[3] – Idem, anterior

Fonte: IPCO e saude.ig.com.br