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sábado, maio 03, 2008

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA


DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Se você não sabia, agora sabe que hoje se comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Mas que diabos quer dizer Liberdade de Imprensa? No Brasil, a liberdade de imprensa certamente não é assim uma Brastemp; com muita boa vontade poderíamos classificá-la como um tanquinho elétrico.

Ninguém impede a Imprensa de divulgar o que bem entender. Ninguém impede este ou aquele órgão de Imprensa de empunhar uma bandeira, de ser contrário ou favorável a esta ou àquela personagem da política; todos podem publicar o que quiserem, respeitadas algumas condições básicas, é claro.

Reza a lenda que durante os governos militares havia Censura Prévia no Brasil, mas hoje existe mesmo liberdade de imprensa? Teóricamente sim, mas na prática ninguém sobrevive sem um patrociniozinho governamental. Tome-se como base a programação da Rede TV!. Desde o bárbaro assassinato da menina Isabella, o programa da Sônia Abrahão, vem apresentando picos de audiência. Antes do assassinato, não havia uma unica publicidade do governo federal, mas a audiência aumentou e então apareceram o Iphan, o Ministério da Educação e outros. Na mesma Rede TV!, à noite, um telejornal se destacava dos demais. O jornalista (ex-Globo) Marcelo Rezende comentava - leia-se descia o pau - as barbaridades cometidas pelo governo do sr. Inácio. O índice de audiência aumentou e, num passe de mágica, lá apareceram a publicidade do Banco do Brasil, da Caixa e muitos ministérios: os comentários cessaram e o Marcelo Rezende hoje é um mero "falador" de notícias.

No SBT, tempos atrás, o Jornal [péssimamente] comandado por Carlos Nascimento e [brilhantemente] Cynthia Benini , inovou ao colocar no ar os telespecatadores comentando as notícias do dia: não demorou muito e os "não pesquisados pelos datas-isso-ou-aquilo" se manifestavam criticando o governo. A publicidade do governo invadiu o jornal, não há mais a interatividade com o público, Cynthia Benini tirou férias por tempo indeterminado e o Carlos Nascimento hoje só critíca, no máximo, o Kassab.

O exemplo mais significativo vem da Rede Record, do bispo Macedo. O Domingo Espetacular [cópia mal feita do Fantástico, que também não é lá uma Brastemp], comandado pelo estúpido lulo-petralha Paulo Henrique Amorim, vinha apresentando uma série de reportagens mostrando a fome no Brasil. As cenas eram indigestas. Brasileiros e brasileiras, escolhendo o cardápio do dia nos lixões das Centrais de Abastecimentos do país. A excelente série de reportaagens durou apenas três edições, como se a fome se concentrasse em apenas dois ou três estados, mas o faturamento com a publicidade governamental aumentou, é claro.

No meu calendário de eventos, hoje é o Dia Nacional da Publicidade Governamental. E viva o Duda Chicken-Killer Mendonça, viva o Lulla e viva a Liberdade de Imprensa Tupiniquim!

domingo, setembro 30, 2007

McCarthy estava certo

McCarthy estava certo
"Agora que jornalistas da minha listinha de fato foram trabalhar para Lula, com carteira assinada e tudo, aguardo os pedidos de desculpas de meus detratores arrependidos, as odes em minha homenagem, os beijinhos e os cafunés"
A TV do Lula já tem um chefe: Tereza Cruvinel. Na quarta-feira, ela foi escolhida para presidir o canal estatal. Petistas e peemedebistas brigam para abocanhar cargos na Petrobras. Enquanto isso, o lobista Mainardi, com seu jeito sonso, conseguiu emplacar mais um nome de sua listinha para um posto de comando no governo.
A primeira listinha do lobista Mainardi foi publicada numa coluna de dezembro de 2005. Nela, relacionei uma série de jornalistas comprometidos com Lula. Mais do que simples torcedores ou correligionários do presidente, acusei-os de distorcer os fatos a fim de abafar as denúncias contra os mensaleiros. A certa altura, eu dizia:
O Globo tem Tereza Cruvinel. É lulista do PCdoB. Repete todos os dias que o mensalão ainda não foi provado. E que José Dirceu não deveria ter sido cassado. Ela aparelhou o jornal da mesma maneira que os lulistas aparelharam os órgãos públicos. Quando tira férias, seu cunhado, Ilimar Franco, assume sua coluna.
Minha listinha de colaboracionistas na imprensa incluía o nome do atual ministro Franklin Martins, que indicou Tereza Cruvinel para a TV do Lula. E o nome de Helena Chagas constava de uma listinha sucessiva em que tratei da quebra do sigilo do caseiro Francenildo. O que fará Helena Chagas? Ela dirigirá o departamento de jornalismo da TV estatal.
Fui muito atacado na época da primeira listinha. Me acusaram de ligeireza. Me diagnosticaram um extenso rol de neuroses. Quatro dos citados chegaram a me processar: Franklin Martins, Leonardo Attuch, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Até aquele momento, os quinta-colunas da imprensa permaneciam incógnitos. Ninguém admitia que a afinidade partidária pudesse interferir no desempenho profissional dos jornalistas. E ninguém admitia que eles pudessem estar trabalhando para Lula clandestinamente. Agora que alguns deles de fato foram trabalhar para Lula, com carteira assinada e tudo, aguardo os pedidos de desculpas de meus detratores arrependidos, as odes em minha homenagem, os beijinhos e os cafunés.
No fim daquele primeiro artigo, anunciei o plano de delatar todos os lulistas da imprensa, formando o tribunal macarthista mainardiano. Como sempre acontece comigo, a piada se voltou contra mim. Por muito tempo, fui tachado como um macarthista que perseguia seus colegas por motivos puramente ideológicos. O fato é que Joseph McCarthy estava certo: o comunismo tinha um monte de agentes infiltrados no sistema americano. O fato é que eu também estava certo: o lulismo tinha um monte de agentes infiltrados na imprensa brasileira.
Dois anos depois do estouro do mensalão, já podemos fazer um retrospecto do caso. O STF delineou com clareza suas principais ramificações: o núcleo presidencial, o núcleo parlamentar, o núcleo bancário, o núcleo publicitário. O mensalinho tucano irá desmascarar o núcleo oposicionista. Quanto ao núcleo jornalístico, a ida de Tereza Cruvinel para a TV do Lula fechará o ciclo de uma vez por todas. Estou à espera dos beijinhos. Estou à espera dos cafunés.
Diogo Mainardi - VEJA Edição 2028 - 3 de outubro de 2007 -

segunda-feira, setembro 24, 2007

HUGO CHAVES E O CONGRESSO

Paulo Henrique Chapa-Branca Amorim entrevistou Hugo Chávez, neste domingo no programa clone do Fantástico:
. Na entrevista, Chávez demonstra por que ele e o Presidente Lula não vão brigar nunca.

. Perguntei se não havia "una lucha" (uma luta) entre eles.

. Enquanto eu formulava a pergunta em português (eu já tinha formulado em espanhol), Chávez pegou um pedaço de papel e, com uma caneta vermelha, escreveu: LUCHA.

. "Você falou em 'lucha', não é isso?", ele perguntou.

. "Então olha aqui: LU-CHA: LU-la e CHÁ-vez estarão sempre unidos."

. E cantarolou um jingle político, provavelmente também bolado, ali, na hora, que diz mais ou menos assim: "Lula e Chávez, Chávez e Lula, Chávez no se va..."
Esse baixinho metido a jornalishhta é fã de Renan Calheiros, Lulla, Zé Dirceu...(da quadrilha. enfim) e de Hugo Chávez; prepara a biografia de Edir Macedo e quer ser a voz oficial de Marcelo Crivella em 2014; se sobrevivermos até lá.

HUGO CHAVES E O CONGRESSO
Os parlamentares brasileiros, já é um hábito arraigado, jogam para a torcida manifestando diante dos microfones e holofotes as suas indignações contra as palavras do desclassificado troglodita (ou dinossauro) Hugo Chavez. Muito bom! Até bonito! Contudo, será que por algum momento demonstraram decência, refletiram ou tiveram vontade de perguntar ao povo brasileiro o que achamos dos seus contumazes procedimentos imorais, no que tange à roubalheira, votações de interesse do governo em detrimento do país recebendo em troca cargos, valores (emendas) e outras benesses? Então o que dizer das chantagens, da impunidade, do voto secreto e sobre o nojento corporativismo que encobre crimes lesa-pátria quando da absolvição dos seus pares, indivíduos estes repletos de folhas corridas, crimes devidamente explicitados e comprovados nos relatórios da Polícia Federal? Senhores! Hugo Chavez além da verborréia mal cheirosa, não faz mal a nós. Entretanto, os senhores são o que há de pior e mais nefasto neste país. Façam algo de útil para a nação. Sugiro que vão plantar batatas, e de preferência, na cadeia.

Dr. David Neto
Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

sábado, agosto 11, 2007

JÔ, O PORCO


JÔ, O PORCO

Alguém realmente pensa que depois de décadas de lutas, os companheiros das redações irão trair o mais popular dos petistas? Aquele que surgiu do chão para nos guiar pelas alturas? Negativo. E Jô Soares não é diferente.
Sandro Guidali, artigo publicado em 27/05/2005



Um mês após o agravamento das denúncias surgidas em torno do Mensalão e que já contaminam Governo e Parlamento como um todo, é possível ver comprovadas todas as informações, análises, ilações e opiniões sobre a fidelidade canina que une a maior parte dos jornalistas brasileiros a Lula da Silva. Corresponsável pelo surgimento de uma farsa, a de que o atual presidente da República é um homem honesto e bom, a imprensa brasileira age da forma mais cautelosa possível para que o Eleito não seja atingido pela lama da qual faz parte. Por muito, mas muito menos, colunistas e estrelas da mídia 15 anos atrás já haviam julgado Collor de Mello e preparavam o terreno no qual ele seria sepultado. Os coveiros daquela ocasião hoje transformaram-se em zelosos jardineiros a regar a Lulídea, a flor presidencial petista na qual eles ainda em 1989 amparavam com tanto ardor. Em novembro daquele ano, quando Collor venceu Lula, era possível contar nos dedos da mão os jornalistas de olhos secos. A maioria esmagadora andava em círculos nas redações a lamentar o ocorrido. Não havia sido daquele vez.
Da editoria de política do jornal O Globo ao telejornal metido a engraçadinho na Record do neochato Paulo Henrique Amorim, da poltrona do repugnante Jô Soares à reportagem em geral de Brasília, é difícil encontrar alguém disposto a fazer a conexão proibida: a de que Lula da Silva tinha e tem conhecimento de tudo o que vem sendo reportado ao país. Ao contrário, todos tentam difundir e sustentar a estratégia palaciana, a de que o amigo pessoal de Hugo Chávez é inocente, mesmo que ela leve o país inteiro a então apontá-lo como um idiota bom já que não pode ser encarado, de jeito algum, pela ótica dos jornalistas, como mais um espertalhão que nada desconhecia.
Exceto pela revista Veja, que duas semanas atrás exibiu capa com a pergunta "Ele sabia?", é sempre o mesmo tom. De Merval Pereira a Carlos Monforte, de Arnaldo Jabor a Clóvis Rossi, de Tereza Cruvinel a Eliane Cantanhêde, quase ninguém escapa do cordão sanitário em torno de Lula da Silva. Estão todos lá, de mãos dadas em volta do Proletário-Eleito, trabalhando e torcendo para que nada o atinja. Todos responderam ao chamado de suas mentes esquerdistas e nesta hora tão difícil para uma categoria inteira de dóceis profissionais para com o PT, a meta maior é evitar o rompimento da fita isolante que separa o mundo de Lula e de D. Marisa da pocilga circundante. Como não é possível mais salvar a "legenda da ética" do escárnio popular, que pelo menos o Novo Homem seja blindado. Tanto esforço nesta empreitada vem, ao menos por enquanto, dando resultado: o brasileiro, tolerante por natureza, anda dizendo em pesquisas que ainda acredita no presidente. Não é de surpreender que seja reeleito.
Pois jamais duvide, leitor, da fidelidade de um jornalista para com o seu ídolo. Você pensa o quê, que depois de três derrotas, depois de 25 anos de luta, os companheiros das redações irão trair o mais popular dos petistas? Aquele que surgiu do chão para nos guiar pelas alturas? Negativo.
Por isso leitor, não há pergunta indesejada, não há questionamento petulante. Se os fatos atropelam Lula, danem-se os fatos.