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quinta-feira, novembro 26, 2015

A liberdade requer coragem; inclusive para ver e ouvir o que não quer.








por Walter Williams(*)






Todo mundo se diz a favor da liberdade de expressão. Mas qual seria o verdadeiro teste para saber quão comprometida uma pessoa realmente é com a ideia de liberdade de expressão?

Contrariamente à crença amplamente difundida nos meios universitários, no meio artístico e na grande mídia, o verdadeiro compromisso com a liberdade de expressão não está em permitir que as pessoas sejam livres para expressar apenas aquelas idéias com as quais concordamos. O verdadeiro teste para se saber o comprometimento de uma pessoa para com a liberdade de expressão é ver se ela permite que outras pessoas digam coisas que ela considera profundamente ofensivas, seja sobre raça, gênero ou religião.


Em suma, ou a liberdade de expressão é absoluta, ou ela não existe.

[N. do E.: neste quesito, vale fazer um adendo que quase sempre é ignorado. Supõe-se que a liberdade de expressão significa o direito de todos dizerem o que bem entenderem. Mas a questão negligenciada é: onde? Onde um indivíduo possui esse direito? 

Ele possui esse direito apenas em sua própria propriedade ou na propriedade de alguém que concordou em dar espaço a ele.

Portanto, na prática, o "direito à liberdade de expressão", por si só, não pode ser dissociado da propriedade privada. Você tem o direito de falar o que quiser utilizando a sua plataforma, mas não a plataforma alheia.

Sendo assim, uma pessoa não possui um "direito à liberdade de expressão"; o que ela possui é o direito de falar o que quiser apenas em sua propriedade. Ela não possui um "direito à liberdade de imprensa"; o que ela possui é o direito de escrever ou publicar um panfleto, e de vender este panfleto para aqueles que desejarem comprar (ou de distribuí-lo para aqueles que desejarem aceitá-lo).] 

Já visualizo um pseudo-intelectual universitário, principalmente oriundo de alguma escola de direito, ávido para adentrar a cena e dizer que a liberdade de expressão não pode ser absoluta, pois ninguém tem o direito de gritar "fogo!" em um cinema lotado. 

Correto, só que gritar "fogo!" em um cinema lotado não é uma questão de liberdade de expressão. Uma pessoa que grita "fogo!" em um cinema lotado está violando um contrato implícito: as pessoas que estão no cinema pagaram para ver o filme sem serem perturbadas. No que mais, a propriedade do cinema não é dele; sendo assim, sua "liberdade de expressão" ali dentro não é absoluta.

Obviamente, se todos os espectadores fossem informados, ao comprarem os ingressos, de que alguém iria falsamente gritar "fogo!" durante a exibição, aí não haveria problemas.

Mas essa questão é a menor de todas. Um problema muito maior envolvendo a liberdade de expressão está na questão da difamação, a qual é definida como o ato de fazer uma falsa afirmação (oral ou escrita) sobre a reputação de uma pessoa. A difamação é criminalizada. Mas deveria ser?

Essa questão pode ser respondida de maneira mais direta fazendo-se outra pergunta: a sua reputação pertence a você? Em outras palavras, as idéias e os pensamentos que outras pessoas têm a seu respeito são sua propriedade? Teria você o direito de obrigar terceiros a pensar a seu respeito apenas aquilo que você quer?

Prosseguindo, os princípios que devem ser verificados a respeito do compromisso de um indivíduo para com a liberdade de expressão também devem ser verificados a respeito do seu compromisso para com a liberdade de associação. O verdadeiro teste para determinar se um indivíduo é sinceramente comprometido com a defesa da liberdade de associação não está em ele permitir que as pessoas se associem de uma maneira que ele aprova. O verdadeiro teste ocorre quando ele permite às pessoas serem livres para se associar voluntariamente de maneiras que ele considera desprezíveis.

Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

Associação forçada não é liberdade de associação.

Por outro lado, práticas discriminatórias em estabelecimentos públicos — como bibliotecas, parques e praias — não devem ser permitidas, pois tais localidades são financiadas com o dinheiro de impostos pagos por todos. Porém, negar a liberdade de associação em clubes privados, em empresas privadas e em escolas privadas viola o direito que um indivíduo tem de se associar apenas a quem ele quer.

Nos EUA, por exemplo, empreendedores cristãos têm sido perseguidos por se recusarem a fornecer serviços de bufê para casamentos de pessoas do mesmo sexo. As pessoas que apóiam esse tipo de coerção deveriam se perguntar se elas também defenderiam ataques ao judeu proprietário de uma loja de iguarias que se recusasse a fornecer serviços para o casamento de simpatizantes neonazistas. 

O negro dono de um bufê ou mesmo o negro que é garçom deste bufe deveriam ser forçados a prestar serviços para supremacistas brancos? ONGs que defendem políticas de ação afirmativa em prol dos negros deveriam ser obrigadas a aceitar em seus quadros skinheads racistas? O chef homossexual de um restaurante deve ser obrigado a cozinhar e servir um cliente avesso a gays? A cozinheira feminista deve ser obrigada a atender um cliente machista?

A liberdade requer coragem. Ser um genuíno defensor da liberdade de expressão implica aceitar que algumas pessoas irão dizer e publicar coisas que consideramos profundamente ofensivas. Igualmente, ser um genuíno defensor da liberdade de associação implica aceitar que algumas pessoas irão se associar de maneiras que consideramos profundamente ofensivas, tais como se associar — ou se recusar a se associar — utilizando como critérios raça, sexo ou religião.

Vale enfatizar que há uma diferença entre o que as pessoas são livres para fazer e o que elas considerarão do seu interesse fazer. Por exemplo, o presidente de um time de basquete deve ser livre para se recusar a contratar jogadores negros. Mas seria do interesse dele fazer isso?

Não é difícil comprovar que as pessoas, em geral, estão cada vez mais hostis aos princípios da liberdade. Elas estão cada vez mais facilmente ofendidas, e, com isso, querem cercear a liberdade alheia. Eles querem liberdade apenas para elas próprias. Já eu quero bem mais do que isso. Quero liberdade para mim e para meus semelhantes.

Você tem todo o direito de ter ficado ofendido com este artigo, mas não tem o direito de me proibir de falar o que penso em minha propriedade.



(*)Walter Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

segunda-feira, julho 14, 2008

LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE




Onde mais, a não ser no Brasil, os ideais da Revolução Francêsa poderiam estar presentes?.

Vejamos algumas das coincidências:

Lá na França - Os iluministas, achavam que a única maneira possível da França se adiantar em relação à Inglaterra era passar o poder político para as mãos da nova classe, a burguesia.

Aqui no Brasil - Os sindicalistas, acreditam que a única forma de nos igualarmos a Cuba, Venezuela, Bolívia e outras prósperas Nações é passar o poder total para a nova classe: os Vigaristas, companheiros sem nenhuma qualificação, banqueiros desonestos e empreiteiros safados.

Lá Na França - A situação econômica da França era crítica. A maioria da renda vinha da agricultura, onde as técnicas eram atrasadas em relação ao consumo do país. Dos 26 milhões de habitantes, 20 milhões viviam no campo em condições de vida extremamente precárias.

Aqui no Brasil - A situação mundial estava - até o ano passado - favorável ao crescimento. Aqui, o agro-negócio garante o PIB, mas para não ficarmos sem emoção, o governo permite que os MSTs da vida atrapalhem o desenvolvimento no campo.

Os Ideais da Revolução de lá, aplicados aqui:

Liberdade - Ninguém aqui pode reclamar que não exista Liberdade. De Imprensa? Qualquer cidadão pode falar o que quiser, só não lhe é garantido que será ouvido; mas então o problema é do ouvinte que, mesmo possuindo ouvidos não quer ouvir e o seu protesto será olvido. Qualquer notícia desfavorável ao governo pode ser veiculada em rádios, televisões e jornais. Nas rádios e televisões; após as 23 horas e nos jornais - que ainda não estão a serviço do poder - em alguma página lá no meio. Interessante notar que próximo a essas notícias há sempre uma publicidade do governo, em tamanho maior do que a notícia desfavorável

Igualdade - Com as exceções de praxe, todos são iguais perante a lei. O grande problema é que as exceções são grandes, atrapalham e não há Cristo que acabe com elas. Nos impostos, por exemplo, todos pagam; do gari ao dono de banco, o probleminha é que o gari ganha uma merrequinha e o banqueiro ainda toma uma parte do que ganha o gari. Na justiça, todos também são iguais. Roubou vai preso. As nossas leis são tão perfeitas que, mesmo preso em flagrante, qualquer cidadão, contratando um ótimo escritório de advocacia, consegue aguardar o julgamento em liberdade, protelar, adiar e enrolar por uns quinze anos até a sentença final. Os pobres é que não se utilizam desses meios e não o fazem por puro idealismo.

Fraternidade - Quer coisa mais fraterna do que nomear um professor de Turismo (Milton Zuanazzi) para comandar a Anac? Se acidentes aéreos aconteceram a culpa é do destino: estava escrito, Maktub. O que dizer-se então da "fraternité" que faz com que ex-assaltantes de bancos, guerrilheiros e sequestradores estejam hoje em altíssimos cargos da república? Fra-ter-ni-da-de é isso.

Por tudo isso, os parabéns aos franceses pela sua revolução, pelo seu "quatorze Juillet", pelo "chute de la Bastille", pelas 18 mil execuções na quilhotina - o inventor dessa máquina heróicamente a experimentou também com sucesso - e pelas execuções de quem também mandou executar.

Da nossa parte, não ficamos devendo nada aos franceses de ontem e de hoje: eles tiveram o Bonaparte, nós temos o Bom para Repartir o cofre; desastrada e etílicamente falando, eles têm o Sarlozy e nós temos o NoçuGhia.


Lá "en France" (fica bonitinho em francês, né não?), eles cantam "Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé..."
e aqui en Brézil nós cantamos "Consolem-se, filhos da P___, O dia do Butim chegou".

sábado, maio 03, 2008

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA


DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Se você não sabia, agora sabe que hoje se comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Mas que diabos quer dizer Liberdade de Imprensa? No Brasil, a liberdade de imprensa certamente não é assim uma Brastemp; com muita boa vontade poderíamos classificá-la como um tanquinho elétrico.

Ninguém impede a Imprensa de divulgar o que bem entender. Ninguém impede este ou aquele órgão de Imprensa de empunhar uma bandeira, de ser contrário ou favorável a esta ou àquela personagem da política; todos podem publicar o que quiserem, respeitadas algumas condições básicas, é claro.

Reza a lenda que durante os governos militares havia Censura Prévia no Brasil, mas hoje existe mesmo liberdade de imprensa? Teóricamente sim, mas na prática ninguém sobrevive sem um patrociniozinho governamental. Tome-se como base a programação da Rede TV!. Desde o bárbaro assassinato da menina Isabella, o programa da Sônia Abrahão, vem apresentando picos de audiência. Antes do assassinato, não havia uma unica publicidade do governo federal, mas a audiência aumentou e então apareceram o Iphan, o Ministério da Educação e outros. Na mesma Rede TV!, à noite, um telejornal se destacava dos demais. O jornalista (ex-Globo) Marcelo Rezende comentava - leia-se descia o pau - as barbaridades cometidas pelo governo do sr. Inácio. O índice de audiência aumentou e, num passe de mágica, lá apareceram a publicidade do Banco do Brasil, da Caixa e muitos ministérios: os comentários cessaram e o Marcelo Rezende hoje é um mero "falador" de notícias.

No SBT, tempos atrás, o Jornal [péssimamente] comandado por Carlos Nascimento e [brilhantemente] Cynthia Benini , inovou ao colocar no ar os telespecatadores comentando as notícias do dia: não demorou muito e os "não pesquisados pelos datas-isso-ou-aquilo" se manifestavam criticando o governo. A publicidade do governo invadiu o jornal, não há mais a interatividade com o público, Cynthia Benini tirou férias por tempo indeterminado e o Carlos Nascimento hoje só critíca, no máximo, o Kassab.

O exemplo mais significativo vem da Rede Record, do bispo Macedo. O Domingo Espetacular [cópia mal feita do Fantástico, que também não é lá uma Brastemp], comandado pelo estúpido lulo-petralha Paulo Henrique Amorim, vinha apresentando uma série de reportagens mostrando a fome no Brasil. As cenas eram indigestas. Brasileiros e brasileiras, escolhendo o cardápio do dia nos lixões das Centrais de Abastecimentos do país. A excelente série de reportaagens durou apenas três edições, como se a fome se concentrasse em apenas dois ou três estados, mas o faturamento com a publicidade governamental aumentou, é claro.

No meu calendário de eventos, hoje é o Dia Nacional da Publicidade Governamental. E viva o Duda Chicken-Killer Mendonça, viva o Lulla e viva a Liberdade de Imprensa Tupiniquim!

quinta-feira, maio 03, 2007

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA


Hoje (03/05) é comemorado o dia mundial da liberdade de imprensa. Parabéns a grande imprensa brasileira, principalmente a escrita que não abre mão da cláusula mais pétrea que a vida pode se nos oferecer, que é o direito de ir e vir e da livre expressão, em suma, do direito intangível da democracia plena. Saibam senhores jornalistas, no Brasil da atualidade, talvez, os senhores sejam as raríssimas tábuas de salvação e esperança de um país melhor. Recebam o meu mais profundo respeito!



Dr. David Neto
Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva