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quarta-feira, novembro 15, 2017

A proclamação da República – O fato e o golpe da República



por Everthon Garcia(*).




Em 1889, o Império do Brasil vivia sua era de ouro desde 1870, e o Imperador Dom Pedro II estava no auge de sua popularidade.

Em 1870, políticos republicanos lançaram o Manifesto Republicano e fundaram o Partido Republicano Paulista. Desde então, os republicanos sempre foram um verdadeira minoria, ocupando pouco cargos públicos. O Imperador garantia a liberdade de expressão e liberdade de imprensa absoluta, assim os republicanos estavam sempre fazendo ataques ao Império e ao Imperador não só governamentalmente mas também pessoalmente.

Desde a Guerra do Paraguai, muitos oficiais do Exército Imperial adquiriram um perfil de caráter positivista, tendente ao republicanismo, e com uma maior necessidade de investimentos por parte do Governo Imperial no Exército, além de um certo ciúme da relação entre a monarquia com a Armada Imperial (Marinha), esses oficias do exército passaram sonhar com uma república ditatorial onde eles seriam os líderes, e desde então começaram a influenciar os jovens nas escolas militares por todo o Brasil com positivismo e republicanismo.

Outro agravante foi a descrença, motivada por preconceito, visto que o Brasil era uma sociedade muito conservadora, na capacidade de uma mulher, mais precisamente da Princesa Isabel, de governar, apesar dela ter se mostrado muito competente tendo governo o Brasil por 3 vezes como Regente na ausência de seu pai. Junto com isso, o povo temia que o marido de Isabel, o Conde d’Eu, fosse quem realmente governasse por trás da sombra de Isabel.

Desde 1850, a escravidão vinha sendo abolida gradativamente para não afetar gravemente a economia e não gerar uma guerra civil, como nos EUA. Enfim, em 1888, a Princesa Isabel, então Regente do Império na ausência de seu pai, aboliu a escravidão definitivamente no Brasil com a Lei Áurea, porém essa lei não beneficiava ou concedia indenização aos senhores de terras que perderam seus escravos com ela.

Revoltados por não serem indenizados, os senhores de terra passaram a apoiar um novo governo que os indenizasse, assim, se voltaram aos políticos republicanos e se aliaram aos militares positivistas, passando então a apoiar a república.

Em novembro de 1889, os políticos republicanos estavam insatisfeitos com o ministério do Visconde de Ouro Preto e pretendiam derruba-lo com apoio da elite agrária e dos militares positivistas. O Marechal de Campo Manoel Deodoro da Fonseca, monarquista convicto e amigo do Imperador, havia sido chamado para este golpe e mais além, para se fosse o caso proclamar a república derrubando de uma vez por todas a monarquia. Deodoro recusou-se a derrubar a monarquia, o próprio já havia dito que “república no Brasil e desgraça nacional são a mesma coisa” e que “a monarquia é o único sustentáculo do Brasil”, apesar de se inclinar a por um fim na monarquia somente quando Dom Pedro II morresse. Mas enfim, o Marechal Deodoro não aceitou nenhuma proposta de golpe nem contra a monarquia, nem contra o ministério de Ouro Preto.

Foi então que no dia 14 de novembro os republicanos lançaram uma mentira que chegou rapidamente aos ouvidos de Deodoro propositalmente. A mentira dizia que o Visconde de Ouro Preto havia expedido uma ordem de prisão contra Deodoro e contra os lideres republicanos. Essa falsa notícia foi o argumento decisivo que convenceu Deodoro finalmente a levantar-se contra o Governo Imperial. Pela manhã do dia 15 de novembro, o Marechal reuniu algumas tropas no Campo de Santana. Penetrando no Quartel-General do Exército, Deodoro decretou a demissão do Ministério Ouro Preto – providência de pouca valia, visto que os próprios ministros, cientes dos últimos acontecimentos, já haviam telegrafado ao Imperador, que estava em Petrópolis – RJ, pedindo demissão. Ninguém falava em proclamar a República, tratava-se apenas de trocar o Ministério, e o próprio Deodoro, para a tropa formada diante do Quartel-General, ainda gritou um “Viva Sua Majestade, o Imperador!”

Enquanto isso, o Imperador Dom Pedro II retornou ao Rio de Janeiro em vista da situação, reuniu o Conselho de Estado no Paço Imperial e, depois de ouvi-lo, decidiu aceitar a demissão pedida pelo visconde de Ouro Preto e organizar novo Ministério.

Os republicanos precisavam agir rápido, para aproveitar os acontecimentos e convencer Deodoro a romper de vez os laços com a monarquia. Contaram mais uma mentira: Quintino Bocaiuva e o Barão de Jaceguai mandaram um mensageiro a Deodoro, para informar-lhe que o novo primeiro-ministro, escolhido pelo Imperador, seria Gaspar Silveira Martins, correligionário liberal do visconde deposto e político gaúcho com quem o Marechal não se dava por conta de terem disputado o amor da mesma mulher na juventude. Deodoro poderia aceitar qualquer coisa, mas não que seu inimigo pessoal de anos fosse nomeado Primeiro-Ministro. Foi então convencido de derrubar o regime.

Pela tarde, reunidos alguns republicanos e vereadores na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi lavrada uma ata declarando solenemente proclamada a República no Brasil, que foi levada ao Marechal Deodoro.

À noite do dia 15, o Imperador encarregou o conselheiro José Antônio Saraiva de presidir o novo ministério. O novo Presidente do Conselho de Ministros (do Partido Conservador – o mesmo de Deodoro) dirigiu-se por escrito ao Marechal, comunicando-lhe a decisão do Imperador, ao que respondeu Deodoro que já havia concordado em assinar os primeiros atos que estabeleciam o regime republicano e federativo.

Diante da recusa do Imperador, desiludido quanto ao futuro da monarquia, em reagir militarmente para sufocar o golpe, como instavam a Princesa Isabel, seu marido o Conde D’Eu, seu neto o Príncipe Dom Pedro e o Almirante Marquês de Tamandaré – este apoiado por toda a Armada Imperial, fez a República no Brasil, diante da surpresa generalizada do êxito da quartelada.

O povo não tinha a menor ideia dos eventos ocorridos. Para a população civil, tudo não passava de um desfile militar.

Um homem republicano havia sugerido que se fuzilasse a Família Imperial, mas o Marechal Deodoro não permitiria isso jamais. Ele reconhecia os méritos do Imperador, da Princesa Imperial e da monarquia, e devia toda a sua carreira a isso.

A Família Imperial Brasileira foi embarcada no navio Alagoas para partir para seu exílio na Europa em 17 de novembro de 1889, pela madrugada, para que a população, caso soubesse do que acontecia, não se revoltasse.

O Marechal Deodoro ofereceu a Dom Pedro II uma quantia equivalente a 4,5 toneladas de ouro para viver seu exílio, mas o Imperador recusou a oferta pois vinha do dinheiro público do Tesouro Nacional, e ainda disse: “Eu não posso aceitar. Porque nem Deodoro nem nenhum brasileiro tem o direito de tocar em um vintém sequer do Tesouro Nacional sem a aprovação do parlamento. Com que autoridade estes senhores dispõe do dinheiro público?”

Assim, sem nada, a Família Imperial deixou o Brasil em direção a Portugal, para depois se instalarem na França.

Apesar de já não mais ser Chefe de Estado há dois anos, de um país cuja forma de governo foi alterada, com a morte de Dom Pedro II em 1891 o Governo da República Francesa insistiu à Princesa Isabel para que se desse a Sua Majestade um funeral de Chefe de Estado, com tudo pago, e assim foi feito. 300 mil pessoas compareceram ao cortejo fúnebre do ex-Imperador do Brasil, dentre civis, a políticos franceses, a nobreza europeia, e representantes de diversos países republicanos e monárquicos, mesmo os mais longínquos como Pérsia, Japão e o Império Otomano.

Muitos dos participantes da proclamação da república mostraram-se severamente arrependidos do que fizeram:


“Majestade, me perdoe. Eu não sabia que a república era isto”
-Ruy Barbosa, político republicano


“Não era esta a república com que eu sonhava”
-Benjamin Constant, militar republicano


“Só volto ao senado para pedir perdão a Deus pelo que fiz para que viesse esta república”
-Quintino Bocaiuva, político republicano

“[…] E o sangue que não correu a 15 de novembro, ainda há de correr”
-Deodoro da Fonseca, presidente da república.


sábado, abril 22, 2006

Descobrimento do Brasil…..por acaso…?.




















Descobrimento do Brasil…..por acaso…?.


Assim nos diziam na escola. Mas Portugal não por acaso se comparava a Nasa dos dias atuais.

Por acaso queriam que engolíssemos aquela historia de descobrimento por acaso. Comparo essa historia aquela em que saiamos para irmos a um barzinho bater um papo e, por acaso acabávamos em um Drive-In ou Motel. Explico para quem não conheceu:.Drive-In era aquele lugar em que se tomavam drinques e se fazia de tudo; Motel era (e ainda é) aquele local onde se fazia de tudo e se tomava um drinque, não por acaso.

Voltando ao Descobrimento; não poderia engolir a historia do “por acaso”. Por acaso foram outras façanhas brasileiras. Nem a Independência foi da maneira como nos contam. Pedro I bateu o pé e ficou por aqui, antes que o botassem para fora com um pé-na-bunda.

Por acaso foi a Proclamação da Republica; não por acaso alguns oportunistas – alguns mui amigos do Imperador – resolveram copiar, e muito mal, a Republica Americana – copia pirata sempre foi a nossa vocação -.

Por acaso Getulio foi eleito, virou ditador, foi deposto, voltou nos braços do povo – já existiam idiotas – e não por acaso foi-se desta para a melhor (ou pior quem sabe?).

Por acaso JK construiu Brasília, e não por acaso Brasília é a Ilha da Fantasia e a Maior Pizzaria do Mundo. Não por acaso a corrupção com empreiteiras começou com JK.

Por acaso Jânio foi eleito; não por acaso achou que fosse o dono da cocada e caiu do burro.

Por acaso, no lugar de Jânio ficou Jango – latifundiário que falava de reforma agrária -. Não por acaso Jango transformou o pais numa imensa convenção petista – todo mundo quer mandar, mas ninguém quer assumir -; e não por acaso Jango foi “plantar batatas em outros rincões porque não por acaso os militares estavam de prontidão.

E assim segue a nossa historia: um por acaso aqui, outro não por acaso ali....


Por acaso Lula esta governo, porque por acaso somos poucos os que lêem jornais e entendem o que esta escrito. Por acaso eu não gosto deste governo já que não por acaso elles sempre foram da maneira como agem agora. Por acaso eu quero ver este governo fora, porque não por acaso eu detesto corruptos.

Em tempo: Portugal caiu fora por acaso e, não por acaso hoje esta bem melhor que o Brasil.

Depois dos militares e até chegarmos ao atual governo, tivemos por acaso momentos bons e ruins, mas não por acaso esse atual governo é o mais corrupto da historia.