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terça-feira, setembro 12, 2017

Jundiai promove conto de fadas GAY para crianças





por Thiago Cortês(*).

Cartaz da Mesma Peça encenada no Guarujá


Conto de fadas gay para crianças: Prefeitura de Jundiaí faz pior que o Santander.

Um conto de fadas gay no qual a princesa se apaixona pela costureira e abandona o príncipe encantado. Uma peça infantil com lesbianismo e a agenda de gênero. Esta é uma das atrações da Semana da Diversidade Sexual, que a Prefeitura de Jundiaí promove a partir de terça-feira, 12, em extensa programação nos parques e espaços culturais da cidade.

A peça “A Princesa e a Costureira”, da escritora e militante Janaína Leslão, faz uma releitura dos contos infantis para questionar os motivos pelos quais “princesas devem casar com príncipes” e meninas devem sempre ficar com meninos.

A peça infantil está inserida na programação oficial de Prefeitura de Jundiaí sobre a temática da “diversidade sexual” que por uma semana vai bombardear a população do município com a temática de gênero, lesbianismo, cultura drag queen e causas LGBT por meio dos eventos “Sexta no Centro” e “Cultura nos Parques”, abertos a todos os públicos.



A peça infantil LGBT será encenada na segunda-feira, dia 18, na Sala Jundiaí do Complexo Fepasa. Diante do absurdo, um grupo de cidadãos, Jundiaí Pela Vida, se mobilizou e criou esta petição online no site Citzen Go, cuja repercussão tem sido notável.

Por conta da repercussão negativa, a Prefeitura de Jundiaí manifestou-se oficialmente em uma Nota de Esclarecimento no qual informou que a peça, apesar de se tratar de um conto de fadas com princesas e príncipes, “não é destinada ao público infantil”!

A Prefeitura também posicionou que está amparada em uma lei municipal e, pasmem, “cumpre o seu papel de apoiar a Semana da Diversidade Sexual, na qual integra a peça mencionada, e que em toda a sua programação idealizada pela ONG Aliados”.

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), eleito com voto conservador, e autor de um projeto de lei que cria o Escola Sem Partido no Estado de São Paulo, está claramente obedecendo uma agenda que é maior do que seu governo, e que o abarca. Trata-se de uma agenda global.

A Prefeitura de Jundiaí enfatiza que a apresentação da peça infantil gay “não tem qualquer vinculação com o sistema municipal de ensino”, mas obviamente trata-se de um balão de ensaio, até mesmo porque a autora promove sua obra sistematicamente em escolas.

Os defensores da apresentação do conto de fadas gays argumentam, é claro, que é uma forma de “combater preconceitos” e permitir que crianças com comportamento sexual distinto se sintam valorizadas e confortáveis com suas “identidades” sexuais ou transgêneros.

Ocorre que a quantidade de crianças e adolescentes que se encaixam nessa categoria não justifica toda essa promoção gratuita da sexualidade precoce. Isso é, na verdade, mais um esforço para promover mudanças profundas na mentalidade da população.

A adaptação do texto e a montagem da peça contou com patrocínio do governo do Estado de São Paulo, por meio do programa Proarc, recebendo entre 20 e 40 mil reais.

Sobre os motivos para escrever a obra, Jainaína Leslão, explicou nesta entrevista, “por volta de 2007, eu trabalhava com adolescentes, e muitas vezes a referência que eles tinham de final feliz, de ‘felizes para sempre’, embora fossem adolescentes, eram os contos de fada”.

É claramente mais uma obra visando a remodelagem de comportamentos, pura e simplesmente, a “preparação das crianças para aceitar as modas” dos engenheiros sociais de plantão.

Agora o que nos resta é permanecer em estado de vigilância dobrada!


Thiago Cortês(*) é jornalista.
Fonte:Midiasemmascara.org

sexta-feira, setembro 27, 2013

Menino de 6 anos mudará de sexo.





















Cheguei a achar que o adiantado da hora — passam das 6 da manhã — estava provocando alguma alucinação em mim e que não estava lendo o que estou lendo. Mas estou. Eu e todas as pessoas que eventualmente abordam a questão com sensatez distinguimos gays de gayzismo; homossexualidade de militância sindical. De um lado, estão indivíduos; de outro, prosélitos. Os primeiros, como toda gente, têm limites; os outros, como quaisquer fanáticos, não. Atenção! A Argentina, com a intervenção de Cristina Kirchner, acaba de admitir a existência, lá vai, da primeira “criança transgênero” do país. É isso mesmo: um garoto de seis (6!!!) anos chamado “Manuel” teve o nome oficialmente trocado por “Luana”. A família está sendo assessorada por psicólogos (há mais psicólogos e psicanalistas na Argentina, acho, do que fãs do Messi) e, claro!, por entidades de defesa dos direitos dos gays.

É isto mesmo: essa gente toda, agora com o apoio do governo, está a dizer que uma criança de seis anos já tem discernimento para decidir que não quer ser menino, como nasceu, mas menina. Segundo a mãe, quando ele tinha 18 meses, balbuciou: “”Eu, menina, eu princesa”. E ninguém vai internar essa despirocada! Com que então, com um ano e meio, seu bebê já se sentia uma… princesa!

Leiam trecho de reportagem de Lígia Mesquita, na Folha
Lulu, aos seis anos, ainda surpreende os adultos que convivem com ela. Recentemente, falou com naturalidade para uma psicóloga: “Sei que não vai sair nenhum bebê da minha barriga e que eu não vou ter peito”. E agora ela também sabe que seu antigo nome, Manuel, ficará somente como uma lembrança do passado. E que, em breve, passará a ser Luana, o nome que escolheu há dois anos. Os pais da garotinha argentina conseguiram autorização do governo de Buenos Aires para que a filha trocasse sua identidade no DNI, o RG da Argentina. Ela será a primeira criança transgênero a obter esse feito no país.Mas não foi fácil. Em dezembro de 2012, o órgão estadual responsável pelos registros havia negado a solicitação. A mãe de Lulu, Gabriela (ela não revela o sobrenome), decidiu então escrever uma carta à presidente Cristina Kirchner contando a história. A Presidência recebeu a mensagem e encaminhou o caso para a Senaf (Secretaria Nacional da Criança, Adolescente e Família).

Na segunda-feira, o órgão enviou uma carta ao governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, e em dois dias autorizaram o novo registro. A família de Lulu mora na Grande Buenos Aires. “O DNI é como um espelho. Se uma pessoa não se identifica ali, isso não é bom. Foi uma luta importante que vencemos”, afirma à Folha um dos psicólogos da criança, Alfredo Grande. Para César Cigliutti, presidente da CHA (Comunidade Homossexual Argentina), a conquista de Luana é “emocionante”. “É algo histórico conseguir um novo registro sem que tenha sido necessário recorrer à Justiça”, diz. A entidade de direitos LGBT assessora a família de Lulu com o tratamento psicológico e prestou acompanhamento jurídico no processo da nova identidade. Segundo Cigliutti, o governo aceitou o uso da Lei de Identidade de Gênero para promover a mudança, já que a legislação não define nenhuma idade para o reconhecimento de um transgênero. A psicóloga Valéria Paván, que também atende Lulu há dois anos, afirma à Folha que não foi preciso apresentar nenhum laudo psicológico da paciente. “Justamente porque essa lei procura a despatologização dessa questão.”
(…)


Eis aí. Há uma diferença gigantesca entre pessoas que lutam por direitos — e é legítimo que busquem ser felizes sendo o que são — e um movimento que quer se impor como uma cultura alternativa, ultrapassando todos os limites do bom senso e da razão. O que se vê no caso desse menino — E NÃO MENINA! — é um escândalo e uma violência, promovidos por uma família certamente desajustada e por militantes. Como pode atestar qualquer especialista — com a provável exceção desses que assessoram os pais de Manuel —, uma criança de seis anos não tem ainda condições de fazer essa escolha. Pior: o garoto tem um irmão gêmeo, o que certamente complica enormemente a equação.

Qualquer objeção ao sindicalismo gay é logo tachada pelos bocas de latrina de “homofobia”, que é a forma clássica que têm os autoritários de tentar silenciar qualquer crítica. É bom não esquecer que, por aqui, o Ministério da Educação havia incluído, naquele famigerado kit, um caça-palavras para crianças da quarta série em que se mandava procurar o nome da pessoa que não está satisfeita com a sua genitália…

Seis anos! Se esse garoto se dissesse, sei lá, o Pikachu, então ele seria um Pikachu? Caso se considerasse um gato, cachorro ou papagaio, deveria ser tratado como tal? Caso se sentisse o Homem Aranha ou a Cinderela, assim seria? Igualmente encantador é saber que, na Argentina de Cristina Kirchner, uma decisão dessa gravidade não precisa nem da autorização da Justiça. Pode ser tomada na esfera administrativa. César Cigliutti, presidente da CHA (Comunidade Homossexual Argentina), acha isso “emocionante”. E avança: “É algo histórico conseguir um novo registro sem que tenha sido necessário recorrer à Justiça”. Em protoditaduras, a Justiça costuma ser mesmo uma besteira. Cigliutti acha isso bacana.

Sei que a história é asquerosa, mas não assustem o Caetano Veloso com comentários muito duros. Indivíduos gays, reitero, não têm nada com isso, e é evidente que os sensatos, como os héteros igualmente sensatos, devem estar estarrecidos. Essa criança é vítima de uma família irresponsável, de militantes irresponsáveis, de psicólogos irresponsáveis e do governo de uma senhora não menos irresponsável.

É, pobrezinho!, o Bebê de Rosemary do sindicalismo gay e da era politicamente correta e fascistoide.

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, maio 15, 2013

A criação do homem novo. E os pais sabem disso?.









por Escola Sem Partido. 

Menina vira garoto e acaba se apaixonando por garota que era menino(*)


Reportagem de Ocimara Balmant, publicada no Estadão (edição de 4 de maio de 2013), sob o título "Bonecas são para menino? Em algumas escolas, sim". Leia, em seguida, o comentário do Escola Sem Partido.

No salão de cabeleireiro de mentirinha, João Pontes, de 4 anos, penteia a professora, usa o secador no cabelo de uma coleguinha e maquia a outra, concentradíssimo na função. Menos de cinco minutos depois, João está do outro lado da sala, em um round de luta com o colega Artur Bomfim, de 5 anos, que há pouco brincava de casinha.

Nos cantos da brincadeira do Colégio Equipe, na zona oeste de São Paulo, não há brinquedo de menino ou de menina. Todos os alunos da educação infantil - com idade entre 3 e 5 anos - transitam da boneca ao carrinho sem nenhuma cerimônia.

"O objetivo é deixar todas as opções à disposição e não estimular nenhum tipo de escolha sexista. Acreditamos que, ao não fazer essa distinção de gênero, ajudamos a derrubar essa dicotomia entre o que é tarefa de mulher e o que é atividade de homem", explica a coordenadora pedagógica de Educação Infantil do Equipe, Luciana Gamero.

Trata-se de um "jogo simbólico", atividade curricular da educação infantil adotado por um grupo de escolas que acredita que ali é o espaço apropriado para quebrar alguns paradigmas. A livre forma de brincar visa a promover uma infância sem os estereótipos de gênero - masculino e feminino -, um dos desafios para construir uma sociedade menos machista.

"Temos uma civilização ainda muito firmada na questão do gênero e isso se manifesta de forma sutil. Quando uma mulher está grávida, se ela não sabe o sexo da criança, compra tudo amarelinho ou verde", afirma Claudia Cristina Siqueira Silva, diretora pedagógica do Colégio Sidarta. "Nesse contexto, a tendência é de que a criança, desde pequena, reproduza a visão de que menino não usa cor-de-rosa e menina não gosta de azul."

Por isso, no colégio em que dirige, na Granja Viana, o foco são as chamadas brincadeiras não estruturadas, em que objetos se transformam em qualquer coisa, a depender da criatividade da criança. Um toco de madeira, por exemplo, pode ser uma boneca, um cavalo ou um carrinho. "Quanto menos referência ao literal o brinquedo tiver, menos espaço haverá para o reforço social", diz Claudia.

A reprodução dos estereótipos acontece até nas famílias que se enxergam mais liberais. Ela conta que recentemente, em uma brincadeira sobre hábitos indígenas, um menino passou batom nos lábios. Quando a mãe chegou para buscá-lo, falou de pronto: "Não quero nem ver quando seu pai vir isso".

"Podia ser o fim da experimentação sem preconceitos, que não tem qualquer relação com orientação sexual. Os adultos, ao não entenderem, tolhem essa liberdade de brincar por uma ‘precaução’ sem fundamento", afirma Claudia.

Visão de gênero. Se durante a primeira infância esses estímulos são introjetados sem que a criança se dê conta, ao crescerem um pouquinho - a partir dos 5 anos -, elas já expressam conscientemente a visão estereotipada que têm de gênero.

No Colégio Santa Maria, no momento de jogar futebol, os meninos tentavam brincar apenas entre eles, não permitindo que as meninas participassem. Foi a hora de intervir. "Explicamos que não deveria ser assim e começamos a propor, por exemplo, que os meninos fossem os cozinheiros de uma das brincadeiras", diz Cássia Aparecida José Oliveira, orientadora da pré-escola da instituição.

Na oficina de pintura, todos foram convidados a usar só lápis cor-de-rosa - convite recusado por alguns. "Muitos falam ‘eu não vou brincar disso porque meu pai diz que não é coisa de menino’. Nesses casos, a gente conversa com a família. Entre os convocados, os pais de meninos são a maioria. "Um menino gostar de balé é sempre pior do que uma menina querer jogar futebol. E, se não combatemos isso, criamos uma sociedade machista e homofóbica."

O embate é árduo e é preciso perseverança. Mesmo no Colégio Equipe, aquele em que as crianças se alternam entre o cabeleireiro e o escritório, alguns comentários demonstram que a simulação da casinha é um primeiro passo na construção de um mundo menos machista. O pequeno Artur, de 5 anos, se anima ao participar da brincadeira. Mas, em um dado momento do faz de conta, olha bem para a coleguinha e avisa: "Eu sou o marido. Vou sair para trabalhar. Você fica em casa".

Comentário do ESP: "Os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". É o que diz o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos, que tem força de lei no Brasil. Portanto, se os pais dessas crianças-cobaia autorizaram a experiência comportamental que a escola está fazendo com seus filhos, o problema é deles; ninguém tem nada com isso. Do contrário, podem (e devem) processar a escola por danos morais. Para conhecer outras experiências pedagógicas "progressistas", clique aqui (ou, para ler no original, em inglês, aqui).



Imagem refere-se a um artigo surreal explicado aqui, leia

terça-feira, abril 23, 2013

A Torá e a homossexualidade.













Titulo original: Rabinos emitem documento afirmando que a Lei de Deus não aceita a homossexualidade






Em uma impressionante declaração formal que confronta diretamente os esforços de Obama, que durante todo o seu mandato buscou promover e normalizar o homossexualismo, uma coalizão de rabinos ortodoxos e respeitados profissionais de saúde mental afirma que o homossexualismo é um comportamento que pode ser mudado e curado com terapia, se a pessoa assim o desejar.

“O conceito de que Deus criou um ser humano incapaz de encontrar felicidade em uma relação amorosa a não ser que viole uma proibição bíblica não é nem plausível nem aceitável”, afirma o documento, intitulado Declaration on the Torah Approach to Homossexuality.
Ele afirma que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e “curada”, e condena o “bombardeio propagandístico” que foi lançado “para persuadir o público sobre a legitimidade do homossexualismo”.
“Predominam na mídia as rotulações negativas que sugerem que quem não aceita o estilo de vida homossexual como legítimo o faz por ‘ódio’ ou porque é ‘homofóbico’. Essa coerção política silenciou muitos à condescendência. Infelizmente, essa atitude permeou a comunidade judaica, e muitos ficaram confusos ou aceitaram a postura da mídia sobre esse assunto”, afirma o documento.

De fato, assim que Obama assumiu o mandato em 2009, ele promulgou um projeto de lei que tratava de “crimes de ódio”, que aumentava as penas por crimes atribuídos ao “ódio” ao homossexualismo, fornecendo aos gays proteções especiais às quais outras vítimas não têm direito.

“A Torá declara explicitamente que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável ou uma identidade genuína, e proíbe severamente a conduta. Além disso, a Torá, sempre visionária sobre as influências seculares negativas, nos alerta em Vaicrá (Levítico) 20:23: ‘E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós…’ Principalmente se a Torá menciona o homossexualismo e outras práticas sexuais proibidas”, afirma a declaração.

O documento foi assinado por uma coalizão de mais de 100 rabinos, organizadores comunitários, líderes e profissionais de saúde mental. Dentre os signatários que decidiram vir a público está a psicóloga e autora Dra. Miriam Adaham de Jerusalém; o Rabino Simcha Feuerman, presidente da International Network of Orthodox Mental Health Professions (Rede Internacional de Profissões de Saúde Mental Ortodoxas); a psiquiatra de Los Angeles e autora Dra. Miriam Grossman; o Dr. Joseph Gelbfish de Brooklyn, Nova Iorque; o Rabino Yaakov Salomon, psicoterapeuta e autor; o Rabino Steven Pruzansky, vice presidente do Conselho Rabínico dos EUA, e dezenas de outros.

A declaração contradiz um documento de 2010 assinado por rabinos ortodoxos que acreditavam que “Judeus com orientação homossexual ou atração pelo mesmo sexo devem ser acolhidos como membros plenos da sinagoga e da comunidade escolar. Assim como com relação a gênero e etnia, eles devem participar e contar nos rituais, serem elegíveis para homenagens nas sinagogas, e serem tratados igualmente e sob o mesmo padrão haláquico e hagádico, assim como qualquer outro membro da sinagoga à qual se juntarem”.
Contradição

A declaração de 2010 também rejeitava a ideia de terapia para curar o homossexualismo, mas a nova declaração toma uma posição oposta.

“Rejeitamos enfaticamente a noção de que a pessoa com tendências homossexuais não possa superar sua tendência ou desejo. Os comportamentos podem ser mudados. A Torá não proíbe algo que seja impossível de mudar. Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel. Tal atitude também viola a proibição bíblica do Vaicrá (Levítico) 19:14 ‘nem porás tropeço diante do cego’”, afirma o documento.

A coalizão de rabinos e outras lideranças afirma que “apesar do politicamente correto, o único meio de ação aprovado pela Torá com relação ao homossexualismo é a terapia psicológica combinada à teshuvá, ou penitência”.

Os signatários concordam que a atração pelo mesmo sexo pode ser modificada e curada.
A declaração foi escrita por uma comissão de 25 membros composta de rabinos, pais, pessoas sob terapia e “histórias de sucesso” daqueles que fizeram terapia e hoje vivem vidas heterossexuais, casados e com filhos, afirma o grupo.

Ele rejeita os esforços de “secularistas e pessoas da comunidade religiosa” para minimizar ou negar a possibilidade de mudança.

O tratamento recomendado na declaração é a terapia reparativa, ou a terapia afirmativa de gênero, que a declaração define como algo que “reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.

O propósito da declaração é ajudar os judeus que “estão confusos com essa questão e se tornaram coniventes com algumas noções falsas”, tais como a ideia “de que uma pessoa não pode controlar sua ‘natureza’, e portanto, deve aceitar sua tendência proibida como algo natural e normal que não precisa ser trabalhado ou curado”.

Os membros da comissão que compôs o documento estão sendo mantidos no anonimato, embora os signatários da declaração tenham ido a público. Mas os membros da comissão afirmaram em uma declaração paralela que eles superaram as atrações pelo mesmo sexo: “Emitimos essa declaração com base na Torá porque as mensagens da mídia e dos ativistas homossexuais são, na melhor das hipóteses, equivocadas, e na pior delas, simplesmente mentirosas”.

‘Uso impróprio da compaixão’

“Os ativistas homossexuais estão fazendo uso impróprio da compaixão para convencer o público. Sua principal mensagem é que, se nós nos importamos com as pessoas, deveríamos aceitá-los como homossexuais e não pedir para que mudem. Eles têm reforçado essa mensagem pedindo para que as pessoas identificadas como homossexuais repitam constantemente a inverdade de que ‘não é possível mudar’, e que as pessoas ‘nascem assim’; que os homossexuais tentaram, mas ‘não conseguiram mudar’, e que se pudessem escolher, ‘jamais teriam escolhido isso’. Tudo o que eles querem é ‘aceitação, felicidade e amor, assim como todas as pessoas’”, explica o grupo.

No entanto, membros da comunidade judaica escrevem que a Torá “faz uma declaração inequívoca de que o homossexualismo não é um estilo de vida aceitável”, e que não há prova científica genuína de que o homossexualismo seja genético ou biológico.
Eles afirmam que o avanço da normalização do homossexualismo é uma verdadeira ameaça à liberdade religiosa.
Em Nova Iorque, por exemplo, onde o “casamento entre pessoas do mesmo sexo” foi recentemente legalizado, as sinagogas estão protegidas caso se recusem a celebrar um casamento homossexual.

No entanto, “Se a profissão de uma pessoa religiosa estiver relacionada a salão de casamento, fotografia, música, buffet etc., não há proteção legal caso eles se recusem a prestar serviços para o casamento homossexual. Além do mais, se o negócio envolver qualquer contrato ou licença estatal, este será revogado no caso de recusa de prestar serviços para um casamento entre pessoas do mesmo sexo”, alerta o grupo.
“Estamos começando a ver as repercussões para as pessoas de fé nessa questão. À medida que essas coisas se tornam lei, veremos cada vez mais manchetes desse tipo”, afirma a organização.

Repercussões
O grupo cita vários exemplos nos últimos meses, incluindo Peter Vidmar, que foi forçado a abandonar a equipe olímpica dos EUA depois que várias reportagens mostraram que ele apoiava iniciativas contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo; um apresentador de TV de Toronto que foi demitido por apoiar o casamento tradicional; e uma empresa de fotografia de casamentos do estado de New Mexico, que foi multada por se recusar a fotografar uma cerimônia de “casamento” homossexual.

Até mesmo a Associação Americana de Psicologia voltou atrás na afirmação de que havia um “gene gay” ou alguma razão inevitável para o comportamento homossexual.

Como afirmou a AAP em dezembro, “não existem descobertas científicas que provam que uma pessoa nasce homossexual”.

A porta-voz Susan Rosenbluth, que representa os signatários da declaração, disse ao WND que é repreensível dizer a um garoto de 16 anos que está confuso com a atração pelo mesmo sexo: “Lamento por você”.

Ela acrescenta que há uma série de “tendências naturais” no âmbito do comportamento humano que devem ser controladas (e mudadas, se possível). Ela cita o alcoolismo ou o excesso de peso como um problema comportamental similar, que requer ajuda de outros para ser mudado.

Outros comportamentos são similares, afirma Rosenbluth.
‘É preciso muito trabalho’
“Não é natural tocar um violino. Não é algo que vem naturalmente. O mesmo pode-se dizer sobre a superação da atração pelo mesmo sexo. É preciso muito trabalho se você quiser fazê-lo”.

Rosenbluth afirma que a lei judaica não diz em lugar nenhum que não é kasher [permitido] comer lama, porque ninguém irá fazer isso. Mas, segundo ela, a declaração judaica aborda o problema do homossexualismo, tratando-o da mesma forma que o roubo, algo que as pessoas tendem a querer fazer, mas não são permitidas.

Ela acrescenta que as pessoas de fé não devem ignorar a questão do homossexualismo.
“Abandonar as pessoas à eterna solidão e ao desprezo, negando-lhes toda esperança de superar e curar sua atração pelo mesmo sexo é friamente cruel”, afirma o documento.

Ele recomenda “terapia reparativa ou terapia afirmativa de gênero”. Isso é definido como “algo que reforça a identidade de gênero natural do indivíduo, ajudando-o a entender e reparar as feridas emocionais que ocasionaram essa desorientação e enfraquecimento, permitindo, dessa forma, o reinício e a conclusão do seu desenvolvimento emocional”.

E a “teshuvá” é a obrigação da Torá para que as pessoas se afastem “de qualquer transgressão ou pecado e retornem a D’us e à sua essência espiritual”.

Culpa de Obama

Há poucos dias uma ex-lésbica que agora lidera um ministério especializado afirma que Obama está usando a sua influência mundial “e o poder financeiro do governo” para promover o homossexualismo.

Ela é Janet Boynes, do Janet Boynes Ministries, que afirma logo de cara que o seu objetivo é “ministrar a pessoas que questionam a própria sexualidade ou que queiram deixar o homossexualismo”. “O JBM busca informar e desafiar as igrejas e a sociedade sobre as questões acerca do homossexualismo e ensinar como ministrar à comunidade homossexual”.

Boynes disse ao WND que muitos “secularistas jovens e ingênuos” estão ocupados seguindo a liderança de Obama em sua agenda sexualmente permissiva, cujo resultado será “o fim dos valores e das famílias tradicionais”. A agenda de Obama também “propaga o ataque às crenças judaico-cristãs em escala global”.

Mas enquanto vários outros ministros criticam a determinação pró-homossexualismo de Obama, este colocou mais homossexuais em posições de poder do que qualquer outro presidente, abriu as forças armadas para o homossexualismo declarado, e promulgou um plano de “crimes de ódio” que garante proteção especial aos homossexuais. Boynes vai além.
“A Bíblia diz que o ladrão vem senão para roubar, matar e destruir (João 10:10)”, afirma. “O seu principal objetivo é trazer confusão e causar divisões dentro da igreja, e ele o faz alterando a verdade de Deus de uma maneira que muitos cristãos acabam sendo enganados se não estiverem firmados e fundamentados na palavra de Deus”.

O WND recentemente noticiou que a política da administração Obama é a nova polícia sexual, e que recentemente foi emitido um decreto presidencial que alguns dizem ter como objetivo certo criar “cotas” para LGBTs nas contratações do governo federal.
O WND também noticiou a pressão de várias autoridades administrativas para normalizar o comportamento LGBT, incluindo a designação de “identidade de gênero” como um status protegido pelos cargos federais.

O articulista Matt Barber do WND escreveu que os esquerdistas estão “desesperados” nos seus esforços para “desencavar alguma racionalização natural e biológica, para a qual a ciência não encontrou nenhuma, para validar um comportamento comprovadamente não natural”.

“É por isso que estamos vendo um ódio tão visceral da esquerda à comunidade ex-gay”. Do ponto de vista político e legal, é estrategicamente crucial que esses esquerdistas solapem e marginalizem a experiência real de incontáveis milhares de ex-homossexuais”, afirma Barber. “Essa malevolência representa uma profunda falta de respeito pelo ‘direito de escolha’ das pessoas”. A mentira favorita é a seguinte: ‘O gay dentro de você não vai sair com reza’. Uma vez que você se identifica, ou é rotulado, como ‘gay’, não há mais saída.

“Ironicamente, esses mesmos liberais sugerem cinicamente que algo realmente inato como o sexo biológico pode ser mudado. Se você é um homem hoje, mas se sente como uma mulher, basta alguns cortezinhos e voilá! Você se torna mulher”, afirma Barber.

Alerta dos pediatras
O WND noticiou anteriormente quando uma coalizão de pediatras alertou educadores para que não promovessem o comportamento “gay”.

A American College of Pediatricians (Conselho Federal de Pediatria), uma organização sem fins lucrativos financiada por membros e doadores, escreveu para as secretarias de educação afirmando que “Não é papel das escolas diagnosticar ou tratar a condição médica de qualquer estudante, e muito menos ‘afirmar’ uma orientação sexual percebida”.
Além disso, as escolas podem criar uma “vida de dor e sofrimento desnecessários” para uma criança quando reforçam um comportamento escolhido a partir da “confusão” de uma criança.

“Mesmo quando motivado por intenções nobres, as escolas podem ironicamente desempenhar um papel desastroso se estimularem essa desordem”, afirma a carta, assinada pelo Dr. Tom Benton, presidente da organização.

O grupo também criou um website chamado Facts About Youth, como um recurso para que as autoridades escolares tenham acesso a fatos oriundos de um “canal apolítico e não religioso”.

“O único curso de ação viável que está em conformidade com a Torá é a terapia e a teshuvá”, afirma o novo documento. “Não existe outra solução prática permitida pela Torá com relação a esse assunto”.

Traduzido por: Luis Gustavo Gentil
Título original: RABBIS GET BIBLICAL ON SAME-SEX LOVIN’
Fonte: Julio Severo


quinta-feira, março 21, 2013

Profissionais da anti-pedofilia.





por Massimo Introvigne (*)






Há poucos dias nessa coluna, propus algo politicamente incorreto sobre a associação americana SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests), um grupo de "profissionais da anti-pedofilia" que inspirada na tragédia de sacerdotes pedófilos, passou a atacar sistematicamente a Igreja Católica e sua hierarquia, direcionando sobretudo aos cardeais norte-americanos. O artigo teve uma notável repercussão, não só na Itália, depois que a SNAP teve seus 15 minutos de fama internacional difundindo uma lista de doze cardeais papáveis e, segundo a organização, "amigos dos pedófilos".

Eu usei a expressão "profissional anti-pedofilia", no sentido em que o escritor Leonardo Sciascia (1921-1989) falou de "profissionais anti-máfia". Sciascia, claro, não afirmou que a máfia não existia ou não era perigosa. Mas ele denunciou os "profissionais" que especularam sobre a máfia, por razões políticas ou para publicidade. Exatamente da mesma maneira, eu não sustento absolutamente que todos os sacerdotes pedófilos não existam ou não sejam perigosos. Mas acho que o "profissional anti-pedofilia" especula sobre uma verdadeira tragédia por razões ideológicas e para atacar a Igreja em geral.

Nos últimos dias, o programa de televisão "Le Iene" - Cães de Aluguel, que é a versão italiana do CQC brasileiro - e as publicações do grupo "Repubblica - L'Espresso" deram um amplo espaço sobre o conclave, e a Rete L'Abuso, um pequeno grupo de "profissionais anti-pedofilia" italiano que traria de volta para Itália as glórias duvidosas da SNAP, apresentando especificamente uma sucessão de bispos da Diocese de Savona - incluindo um que é agora um cardeal, Monsenhor Domenico Calcagno - como cúmplices dos pedófilos. Temos visto investigações com o título "O Diabo em Savona" e pedidos para o cardeal Calcagno não participar do Conclave. Portanto, vale a pena jogar uma luz sobre a Rete L'Abuso e seu líder, Francesco Zanardi, que tive a oportunidade de conhecer durante transmissões de televisão.

Como os fundadores da SNAP, Zanardi foi vítima de abuso - quando ele tinha treze anos - por um sacerdote. É sem dúvida uma tragédia, e assim, Zanardi merece solidariedade. Todavia, assim como no caso dos líderes da SNAP, ter sido abusado quando criança não dá o direito de dizer e escrever qualquer coisa, generalizando para atacar a toda a Igreja ou todos os padres de uma diocese.

O que realmente aconteceu em Savona? Inquéritos - judiciais e não apenas jornalísticos - mostram que existiu há anos na diocese uma pequena subcultura de sacerdotes homossexuais, alguns deles - não todos - são culpados de abusos contra crianças. O leitor da La Nuova Bussola Quotidiana sabe quantos danos fez o homossexualismo (gayzismo) - que é um lobby e uma ideologia, e não deve ser confundida com a tendência à homossexualidade, que é um fato - entre sacerdotes católicos. Eles também sabem que os bispos não foram sempre ágeis para falar contra estas subculturas. É possível que, mesmo na Diocese de Savona as reações tenham sido tardias, embora não devam ser tomadas para formar um juízo de valor das declarações de juízes constantes nos autos judiciais que exalam típico preconceito contra a Igreja.

Ainda que com atrasos, os bispos de Savona agiram contra os sacerdotes efetivamente responsáveis por abusos. Dois, incluindo o único envolvido no tempo do caso de Zanardi, foram reduzidos ao estado de leigos, bem como um diácono responsável não por abuso sexual, mas por má gestão financeira. Trata-se de dois sacerdotes que sofreram inquéritos judiciais e contra os quais haviam sido encontrados elementos bastante graves. Outros casos permanecem em dúvida. Fala-se muito de um sacerdote paquistanês aceito na Diocese de Savona, Dominic Youssuf, falecido - mas o jornal Repubblica coloca em dúvida a sua morte - em 2009. Segundo Zanardi, seria um foragido da justiça britânica depois de uma detenção por abusos em 1996. A diocese, no entanto, reportou à polícia – após os ataques da imprensa - a preocupação sobre o assunto, colocando a disposição dom Dominic – e mais tarde no entanto foi afastado do Ministério Pastoral, sendo confinado em uma abadia beneditina - , mas recebeu do comissário policial “a certeza de que para o sacerdote paquistanês não existia nenhum mandato internacional de captura”.

Em seguida, houve o caso de dom Carlo Rebagliati, morto no início de 2013, enquanto estava sob investigação por favorecimento à prostituição, e suspenso de seus deveres pastorais em 2011. Entretanto, dom Rebagliati para Zanardi e a Rete L'Abuso é um "homem decente", quase um herói que confessou publicamente a sua homossexualidade, tendo atacado a Igreja e apoiado as iniciativas do mesmo Zanardi. Ele morreu doente, mas o clima envenenado que foi pintado em Savona é de que ele foi morto.

Há portanto, um diabo em Savona? O clero está todo podre? De modo algum. Como em outros lugares, um reduzido número de sacerdotes traiu seu próprio Ministério, e alguns - que você pode contar nos dedos de uma mão - cometeram crimes reais. Entenda bem: sendo apenas um único sacerdote, isso seria demais. Mas o jogo dos "profissionais anti-pedofilia" e das várias hienas consiste em generalizar estes casos apresentando todo o clero como corrupto, e os bispos - ou mesmo Bento XVI , que foi recebido em Savona quando foi prefeito da Congregação da Fé , com uma simples declaração sobre caso, no entanto de competência diocesana - como protetores de corruptos.

Por que Zanardi se comporta desse modo? O jornal genovês "Il Secolo XIX" atribuiu tudo a sua "personalidade histriônica". Mas há mais. Zanardi diz-se feliz por ter sido "demitido" pela Cúria de Savona, para quem trabalhava. Não era realmente um empregado, mas um consultor (informático), e cujo contrato não foi renovado desencadeando sua ira. A Cúria havia dado a mão a Zanardi, mas generosidade com ele é raramente reciproca. Conheceu o Cardeal Bagnasco, que tinha recebido Zanardi e que se encontrou com o incansável denunciante profissional da anti-pedofilia. 
E Zanardi não é só isso. Em setembro de 2009, ele ajudou a fundar o Movimento Nacional Gay Italiano, do qual é um porta-voz. É considerado "casado" com o seu companheiro e continua a promover iniciativas para o reconhecimento jurídico deste "casamento". Talvez não seja difícil imaginar porque a Cúria de Savona prefere não contar com sua consultoria. E as iniciativas de Zanardi não param por ai. Faz parte do secretariado nacional da Democrazia Atea, um partido que tem candidato nas eleições gerais de 2013.

Democrazia Atea, um partido que se ocupa quase exclusivamente em atacar a hierarquia católica, e que propõe a eliminação da objeção de consciência aos médicos que não querem praticar aborto, tem a distinção singular de ter a menor pontuação geral entre os pequenos partidos dessas eleições, tendo ganho apenas 556 votos nos três distritos em que é apresentado.



Além da astrofísica e ateísta Margherita Hack (lésbica) e Zanardi, que são líderes em Ligúria - onde ele tentou aparecer como candidato a prefeito de Gênova em 2012, mas o partido não foi bem sucedido em conseguir o número necessário de assinaturas -, Democrazia Atea candidatou para a eleição em Lázio o líder da seita Bambini di Satana (Crianças de Satanás), Marco Dimitri.

Os Bambini di Satana oferecem uma gama completa de serviços aos seus membros, divididos em 14 categorias de rituais. Entre estes estão os casamentos heterossexuais e homossexuais, e também o casamento entre três pessoas (independente do gênero) e incestuoso ("qualquer grau de parentesco e de gênero”). Para os católicos e membros de outras religiões há uma "cerimônia de anulação dos ritos batismais de qualquer culto", oferecido em várias versões e muito apreciado na democracia ateísta. Dimitri escreveu anos atrás que era um candidato para ser "o líder de todos os demônios na Terra". Teve de se contentar com uma candidatura falida em um mini-partido que tem Zanardi na sua secretaria nacional.

Francesco Zanardi não é nenhum mero ativista contra a pedofilia clerical, motivado por uma experiência traumática. Quem lê "Repubblica" ou assiste "Le Iene" muitas vezes não é exigente quando se trata dos ataques à Igreja. Mas pode avaliar melhor a credibilidade de Zanardi refletindo sobre o fato de que a personagem tem uma agenda completa à sua maneira, do ativismo homossexual ao ateísmo, este último promovido com aliados variados, até mesmo satanistas. Jornalistas que dão espaço para Zanardi deveriam, talvez, informar os seus leitores em qual companhia que se encontram viajando.



(*)Massimo Introvigne, italiano, é escritor e sociólogo. 


Tradução: Alex Pereira
Fonte: Mídia Sem Máscara

sábado, março 02, 2013

UM CRISTÃO NA COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA.

UM CRISTÃO NA COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA.



Não se assustem, nem fiquem alvoroçados. E os mais espertos e inteligentes não precisam rir. No Brasil tudo tem um  outro significado. O que no mundo inteligente é governo, por aqui o STF já rebatizou de Quadrilha; então é preciso muito cuidado quando um político - ou qualquer outra pessoa - se auto rotule como Cristão. Marco Feliciano provavelmente presidirá a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal e já causou frisson entre os ativistas gays e causou TPM  no Jean Willys, o deputado representante do BBB.

Sinceramente não sei porque tanta preocupação como o sêo Feliciano; o máximo que ele poderá fazer na Comissão é nada e o mínimo será quase nada. Embora ele costume e goste de se digladiar pelas redes com ativistas gays, trocando insultos e muito blá, blá, blá... é só isso e mais nada. 

Dentro do Cristianismo o pastor Feliciano está mais para Judas do que para Paulo; senão vejamos a superpérola que ele escreveu apoiando a atual presidente:



“Amigos e irmãos deste abençoado Brasil nestes últimos dias muito tem se falado sobre minha manifestação de apoio a candidata a presidenta Dilma Rousseff, infelizmente a maldade e distorção de fatos produzem factóides distantes da verdade tentando alcançar com mentiras a consciência livre do povo de Deus, juízes sem toga que se apossam de uma prerrogativa que é só do Deus altíssimo.


É necessário a todos saber versar um dos mais importantes dons que orientam nossa vida cristã o “discernimento”. Sob esta orientação a luz de nossa constituição maior, este se torna o um dos maiores fundamentos para se tomar decisão sobre algo, pois o discernimento do Espírito Santo convence da justiça e do juízo diz a Bíblia.(*)

Fui convidado para conhecer a Ministra Dilma e como pastor pude discernir suas intenções, e no tempo que passei com ela pude ouvir com clareza de sua boca seu compromisso com os cristãos do Brasil em defender a vida e continuar defendendo os avanços que trouxeram prosperidade ao País.

Agora como Deputado Federal eleito firmei com ela e seu partido, junto com outras dezenas de líderes evangélicos, religiosos e representantes de diversos segmentos da sociedade, o compromisso que os temas que tentam polemizar sua campanha neste momento, serão tratados com o devido respeito e clareza, não deixando brechas para que a igreja e a família sejam feridos.

Dilma nos disse que a liberdade religiosa continuará sendo respeitada. Assumiu publicamente ser a favor da vida, mencionando sua posição sobre o aborto. Infelizmente a internet, tem sido um campo aberto e perigoso para disseminação de orientações, equivocadas e distorcidas, em sua verdade, tentando confundir o eleitor cristão com emails e vídeos editados, que atribuem a Dilma situações que levam os Cristãos a terem medo de seu governo, situações que também levaram os Cristãos a terem medo de Lula, que disseram que quando assumisse o governo, fecharia as igrejas, e pelo contrario, o governo Lula não fechou igrejas e também não permitiu que as igrejas fossem consideradas associações, preservando a liberdade da sua homilia acerca das contribuições feitas livremente pela sua membresia, projeto esse que já tinha sido aprovado pelo PSDB, através da sua maioria na câmara e caminhava para ser colocado em vigor através do novo Código Civil, que acabou sendo alterado a pedido de Nosso Presidente, outra coisa que é preciso ser esclarecido é que, quem licenciou o aborto, foi o Ministro da Saúde no governo FHC, a saber o Sr. Serra, hoje candidato a Presidência da Republica e que nessa semana disse ser a favor do casamento homossexual, informação essa divulgada através da imprensa.

Gostaria de deixar aos meus irmãos e eleitores uma palavra: cuidado com informações caluniosas que se difundem através da internet, tentando fazer-nos acreditar em mentiras pinoquiais produzidos por quem tem compromisso de confundir, em detrimento a um fundamentalismo de interesse, que não cabe mais em nosso tempo, não vivemos mais na Era Medieval.

Posso dizer a você que como Deputado Federal eleito pelo Estado de São Paulo, com mais de 211 mil votos, fui procurado pela presidência do meu partido, o PSC para que eu pudesse estar com a Sra. Ministra Dilma Rousseff, e deixei claro a presidência do meu partido minha posição: SOU CONTRA O ABORTO, a favor da liberdade religiosa. E então fui ouvi-la, o que fiz de bom grado, e após ouvi-la fiz um acordo, gozando da posição de Deputado que me foi depositada, e dela tive o compromisso de manter a luta pela vida e a liberdade Cristã de nosso Pais.

Faço então um pedido, vamos dar continuidade ao governo que deu certo. Pois acima do governo dos homens, temos o governo soberano de Deus que é justo e verdadeiro. Outrossim, declaro publicamente que não houve em momento algum outras motivações, a não ser as que aqui esclareci, como a luta pela liberdade religiosa e pela vida, para que eu apoiasse a ministra.



Gostaria de lembrar ao querido povo de Deus, que, não estamos elegendo um SACERDOTE RELIGIOSO, e sim um líder político, que ao governar, não governará para um segmento religioso, e sim governará para UMA NAÇAO INTEIRA, sendo esta uma nação soberana onde seus filhos tem a liberdade de escolher seus caminhos. O próximo presidente governará evangélicos, católicos, espíritas, umbandistas, ateus, etc. Governara um País Laico.

Cabe a nós e não ao líder político, como igreja orar e trabalhar na propagação do evangelho para que haja salvação em nossa pátria.

Fica aqui meu protesto contra as mentiras, os sensacionalismos disseminados através da internet, os vídeos e cartas, principalmente quando sabemos que pessoas se aproveitam da democracia para escrachar , esculhambar e destruir a imagem de quem quer que seja em seu próprio beneficio e interesses usando para isso a simplicidade do nosso povo.

Eu já fui alvo de tudo isso e sei como é terrível lutar contra uma calunia. Protesto que se aproveitem da credulidade pura dos crentes, levando-os a odiar e difamar pessoas por simplesmente ouvirem, ou lerem, que alguém que trás na frente do seu nome um titulo de SACERDOTE, valendo-se do poder do microfone, da mídia seja ela de que vertente for manipule a seu próprio favor uma mentira que dita varias vezes, soe como se fosse verdade.

Defendo a democracia, onde o voto é livre, é pessoal, e não pode ser comprado nem manipulado, valendo o direito de escolha, comparando projetos de governo. Democracia que da o direito de escolher qualquer candidato.

Mostramos força, quando a imprensa divulga que o fator religião hoje tem que ser respeitado pois ele define a política nacional, todavia não devemos disseminar o ódio religioso, nem levar este país, que é livre, abençoado, aos ditames de uma guerra santa.

Que a verdade seja sempre o alicerce da igreja. E se pessoas mudam seu parecer PARA MELHOR, e penhoram sua palavra para isto, que não seja isto visto como sinal de fraqueza e sim de hombridade, pois nunca é tarde para se fazer o certo, digo isto pois alguns irão questionar palavras do passado ditas pela ministra, então que se guarde isso: No ultimo dia 13 de Outubro em uma reunião em Brasília, mais de 100 lideranças evangélicas de peso nacional, tivemos sua palavra dada, e posteriormente uma carta na qual ela assume publicamente que em seu governo lutará pela vida e que este país continuará sendo um país com cultura e costumes cristãos, e isto para mim já está de bom tamanho.

Nossa bancada evangélica que ainda esta sendo formada já conta com mais de 65 Deputados Federais eleitos, vários Senadores evangélicos eleitos também. Lutaremos juntos pelos interesses daqueles que nos elegeram, com a ajuda de Deus blindaremos a família que é o alicerce da igreja e não envergonharemos nossa fé, sempre em nome da verdade.

Pense com clareza, sem mentiras, no futuro desta nação. Avalie o Governo Lula no qual Dilma dara continuidade, não se esqueça que durante a grande crise mundial, o Brasil foi o ultimo país a ser atingido e o primeiro a sair dela, pois tem uma economia forte, lembre-se que durante o governo Lula o país teve 3 vezes mais empregos gerados do que no governo anterior, lembre-se que o Pré-sal só é uma realidade hoje porque foi no governo lula que houve investimentos em infra-estrutura permitindo assim a descoberta do Pré-Sal que há de financiar segurança publica, educação e saúde, entre tantas outros projetos. Para que esse estilo de governo continue, dia 31 de outubro vote 13, vote em Dilma Houssef para presidente da república.”

Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal
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Entenderam bem? Alguém poder levar a sério alguém que se diga Cristão mas acende velas ao capeta? O governo  de transição(*) da Dilma já começou há dois anos e o lobo Marco Feliciano não se deu conta de que dona Eleonora Menicucci (abortista convicta, leia aqui) é ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Será que Marco Feliciano não sabe mesmo ou se faz de morto?


(*) A palavra grega Bíblia, em plural, deriva do grego bíblos ou bíblion (βίβλιον) que significa "rolo" ou "livro"...Então já deu para perceber de que Biblia fala o Marco Feliciano, é certamente algo ligado a rolo, cambalacho, viração.

sexta-feira, março 01, 2013

Ditaduras Gays.




Sobre as terapias reparativas.
Por Luciano Garrido (*) para o Mídia Sem Máscara.



Joide Miranda e-travesti, ex-homossexual



Muito do que se diz contra a chamada “terapia reparativa”, aquela em que homossexuais buscam apoio especializado para largar a atração pelo mesmo sexo, não passa de puro preconceito. Não existindo consenso científico sobre as prováveis causas do homossexualismo, quem quer que declare a priori a impossibilidade de uma reorientação das tendências sexuais estará emitindo apenas um palpite – e, na verdade, um palpite contra todos os indícios.

Não são poucos os casos de gays e travestis (leia aqui) que, abandonando suas práticas homossexuais, passaram a viver uma heterossexualidade plena e ajustada dentro de uma família estável. Mesmo que se alegue que tais mudanças, em grande parte, ocorreram no contexto de uma crença religiosa, com o apoio espiritual de sacerdotes ou pastores, eis aí um dado de realidade com o qual os estudiosos do comportamento humano precisam se haver. Varrer fatos para debaixo do tapete, definitivamente, não é uma fórmula de sucesso para pesquisadores sérios.


vídeo com Joide Miranda ex-travesti


Deixando de lado as hipóteses de intervenção miraculosa pelo poder da fé, que não costumam ser bem aceitas no meio intelectual e acadêmico, o que se espera dos psicólogos é que elaborem explicações científicas para as mudanças de orientação sexual relatadas, ao invés tentarem reduzir o debate a um plano político e ideológico, como fazem alguns pseudo-psicólogos do Conselho Federal de Psicologia. Se a ignorância não é uma boa conselheira na tomada de posição sobre certo assunto, tampouco o são os preconceitos ideológicos. Preconceitos por preconceitos, cada qual que fique com o seu.

Levantar suspeitas sobre a eficácia das terapias que propõem a reversão de tendências homossexuais tem sido também um recurso bastante usual entre ativistas. Embora eu não acredite que seja esse o caso das terapias reparativas, é preciso reconhecer que, quando o assunto é eficácia, muitas são as abordagens psicoterápicas passíveis de questionamento, sem que isso, porém, tenha justificado a adoção de medidas drásticas. Um bom profissional sabe que nem todo método terapêutico obtém resultado satisfatório para todos os clientes e (ou) para todos os tipos de queixa. Portanto, se é verdade que um psicólogo não pode prometer mudança total e definitiva na orientação sexual de ninguém, isso se aplica igualmente a toda e qualquerdemanda que lhe chega ao consultório. E aqui cabe um esclarecimento.

Diferentemente da medicina, em que o indivíduo, como regra, se submete de maneira passiva ao tratamento prescrito (daí chamar-se “paciente”), a psicoterapia requer, além do mero consentimento, uma atitude inteiramente pró-ativa por parte do cliente. Sem um ato de vontade que implique, entre outras coisas, esforço, disponibilidade, colaboração e perseverança, e mais: sem atributos cognitivos que proporcionem uma capacidade mínima de elaboração e autopercepção, torna-se praticamente impossível estabelecer um processo terapêutico que atinja resultados tangíveis para o cliente. Por tudo isso, os psicólogos não podem prometer, sob hipótese alguma, cura de psicopatologias ou transformações espetaculares da personalidade. Quando muito, é possível alimentar certas expectativas, e isso é tudo.

Apesar das terapias reparativas serem práticas clínicas relativamente novas, seus fundamentos teóricos estão assentados sobre uma longa tradição de base analítica. O próprio método psicanalítico do dr. Freud, que é considerado a matriz de quase todas as técnicas psicoterápicas que lhe sucederam, foi concebido teoricamente a partir de uma prática clínica inovadora e experimental, à margem dos centros acadêmicos de pesquisa, e cujo desenvolvimento se deu de forma bem paulatina, partindo da hipnose clássica até o atual método da associação-livre.

Portanto, não existem na praça psicoterapias que tenham surgido já prontas e acabadas. Aliás, no decurso evolutivo do que chamamos de Psicologia Clínica, inúmeras foram as tentativas frustradas e diversos os erros cometidos. Não obstante, sempre existiu por parte dos profissionais pioneiros a convicção de que todo esforço empreendido para tornar a existência humana menos sofrida e desajustada deve ser acalentado, desde que não se perca de vista o respeito à integridade física e moral do ser humano.

Sendo assim, para que uma prática terapêutica seja considerada eticamente condenável, é preciso atender pelo menos uma das três condições a seguir: (i) ausência completa de fundamentação teórica, (ii) utilização de métodos e técnicas que atentam contra a dignidade humana e (iii) incidência de efeitos iatrogênicos estatisticamente relevantes. Até o momento, não há qualquer estudo sério que, sob tais aspectos, invalide as terapias reparativas. O que há, sim, é muita pressão política, terrorismo intelectual, intimidação e cerceamento de liberdades.

É comum entre os ativistas gays (Leia aqui Ditaduras Gays) a alegação de que as terapias para reorientação sexual violam direitos humanos, uma vez que, segundo eles, reduziriam a autoestima dos homossexuais e contribuiriam para sua estigmatização social. Mas, se esse argumento for levado realmente a sério, nada mais poderá ser tratado pelos psicólogos clínicos. O tratamento da fobia estigmatizaria o fóbico; o tratamento da timidez, o tímido; da ansiedade, o ansioso; da obesidade, o obeso; da depressão, o deprimido; do autismo, o autista; e por aí vai, até que todos os consultórios fossem fechados e restasse apenas o Conselho Federal de Psicologia lá em Brasília, fazendo da política a sua razão de ser.

Na verdade, por trás das opiniões contrárias às terapias reparativas há um equívoco bastante difundido, que é o de considerar a homossexualidade como um fenômeno único, de características uniformes, a partir das quais seriam possíveis as generalizações. O que se observa no mundo real, entretanto, é uma multiplicidade de formas de sentir, entender e manifestar a homossexualidade, e não raras vezes ela está atrelada a uma constelação de traumas psíquicos e conflitos emocionais cuja origem remonta a fases primitivas do desenvolvimento. Estamos falando de uma homossexualidade neurótica em que a atração pelo mesmo sexo, em última análise, revela-se como um dos sintomas de desordens variadas na identidade de gênero.

Bem sei que esse aspecto multifacetado da homossexualidade tem sido sistematicamente omitido pelos propagandistas do movimento gay. Eles já perceberam que a melhor maneira de reunir pessoas em torno de uma bandeira política é forjando-lhes uma identidade fictícia, mesmo que em sacrifício da diversidade que tanto pregam.




(*)Luciano Garrido é psicólogo e especialista em direitos humanos. Edita o blog Psicologia Sem Ideologia.






terça-feira, fevereiro 12, 2013

Malafaia versus Gabi: a loura perdeu.




por Mirian Macedo - 




Repórter não discute, nem opina, repórter pergunta. Marília Gabriela está lá para perguntar e provocar, isto ela sabe fazer com competência. Na entrevista com o pastor Silas Malafaia, Marília Gabriela quis meter os pés pelas mãos e falar do que não sabe; estrepou-se. Malafaia pulverizou-a. Bem feito.

A loura nada sabe de ciência nem de religião, mas tem lado: defende todos os mantras politicamente corretos da esquerda (aborto, gayzismo, etc). Malafaia é contra e não amarelou. Deixou a loura militante desconcertada.

Gabi está acostumada a entrevistar pessoas para quem ela só tem que levantar a bola. Desta vez, encontrou quem a enfrentasse. Malafaia só não calou Marília Gabriela porque ninguém cala uma mulher. 

O que ficou claro, pelo que se falou depois da entrevista, é que qualquer pessoa que ouse falar em religião, na Bíblia ou pronunciar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo é rebaixado, independente do que fala, à condição de tosco, precário, indigente mental, obscurantista e retrógrado. 
  



Em contrapartida, qualquer 'iluminado' que defenda a manjada cartilha libertária (gayzismo, abortismo, eutanásia, ateísmo, liberação de droga, legalização da prostituição, etc.) é incensado e louvado nas alturas. Impressionaram o apoio a Marília Gabriela, a torcida para que ela ganhasse a discussão e o sucesso do vídeo "Resposta de geneticista a Silas Malafaia".

Pode-se criticar a abordagem do homossexualismo feita pelo pastor; afinal de contas, as suas causas e fundamentos ainda são questão aberta, não há conclusão se ser gay é genética ou comportamento ou uma mistura dos dois. 

Há uma profusão de teorias explicativas, envolvendo/excluindo fatores biológicos, psicológicos, culturais, morais, espirituais etc. Mas as objeções à argumentação de Malafaia não tiram o brilho da entrevista. 

A verdade é que não há nenhuma prova científica conclusiva de que homossexualismo tem fundamento genético. Nem de que não tem. O pastor poderia ter sido mais coerente ao argumentar. Se, por um lado, ele afirma que não há pesquisa científica provando nada, ele não poderia declarar categoricamente que homossexualismo é só comportamento.



Mas se Eli Vieira, o geneticista, fosse honesto e conseqüente, do ponto de vista científico, ele também teria que dizer que o assunto está sob investigação, que o debate não está encerrado, por aí. Porque este é o 'status quaestionis', no que diz respeito às causas, origens, bases e fundamentos do homossexualismo. 

E eu pergunto: qual é a autoridade científica de Eli Vieira, que não tem mais que 25 anos? Um bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas na UnB (sou formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília, entrei em 72 e saí em 1980, quando a UnB já não era granché; aliás, nunca foi) e um mestrado em "Evolução molecular de loci associados ao comportamento humano", na UFRS. 
O doutorado em Cambridge - Eli faz crer que ele já é doutor - foi iniciado somente este ano. Ele se formou em 2009, é só fazer as contas. Este currículo jamais seria suficiente para tanto "como eu já mostrei" e "simples assim'.

Não é preciso recorrer a nenhuma revista especializada em genética para pôr em xeque todas as 'provas' que o 'geneticista' Eli Vieira apresenta. Em 2007 (e nada mudou substancialmente desde então), a revista Galileu publicou extensa matéria cujo título é ‘O polêmico gene gay’.

A publicação cita pesquisadores contra e a favor da teoria de que o homossexualismo tem base genética e demonstra cabalmente: não há nada provado sobre gene gay, nem sobre gêmeos univitelinos terem maior probabilidade de serem ambos gays.

Uma pesquisa com gêmeos univitelinos chegou a 60% de probabilidade; outra, num universo mais abrangente, achou 7%, o suficiente para levar seus autores a afirmar que, "se há influência genética (no homossexualimso), ela é inexpressiva". Repetindo: a ciência nada pode dizer de concreto sobre a questão e a genética é a área que apresenta mais dificuldades para que se obtenham resultados confiáveis.

Há outro aspecto a ser considerado: se querem impugnar os argumentos de Malafaia por ele ser um homem da religião, Eli Vieira é um militante gay. E ateu. Ele é presidente da LiHS- Liga Humanista Secular, que ostenta orgulhosa, entre os prêmios recebidos (o único), o Troféu Triângulo Rosa do Grupo Gay da Bahia. 

A LiHS é uma ONG que "apóia pessoas não-religiosas que buscam viver eticamente sem crenças sobrenaturais e supersticiosas e que trabalha por uma sociedade aberta, com liberdade de crença, liberdade de expressão, e laicidade nas leis, na educação, na mídia, e no cenário público em geral, sem privilégios para a religião, especialmente a historicamente estabelecida".

Uma curiosidade: entre os Membros Eméritos da Liga Humanista Secular, figuram o deputado homossexual Jean Wyllys, do PSOL; o filósofo ateu, Daniel Dannett; o lingüista americano, também ateu, Daniel Everett; a antropóloga abortista, Débora Diniz e a militante ateísta, a finladesa Åsa Heuser, que é vice-presidente da LiHS. 

(Um parenteses: Heuser ganhou notoriedade, tempos atrás, ao defender o militante ateu, Haroldo Galves, acusado de pedofilia. A polícia encontrou em seu poder 65 mil fotos de crianças nuas, arquivadas em seu computador pessoal. Sobre Galves, Ana Heuser declarou:

"Ele nunca foi acusado de nada além de possuir algumas fotos de nus de menores de idade; principalmente não há uma única acusação de qualquer contato com alguma criança". (Comentário do site Marxismo Cultural: "Aparentemente, para a Sra. Ana Heuser, ativista ateísta, Vice-Presidente da Liga Humanista Secular do Brasil, ter fotos de crianças nuas é perfeitamente normal").

Voltando a Eli Vieira, para complementar as informações sobre seu painel de interesses, basta entrar na sua página no Facebook e dar uma espiada no que ele 'curte'. Ali, acaba o mistério:

"Cem homens em um ano; 
Lgbtts Ateus e Agnósticos; 
Feminews; 
Direitos dos Animais; 
Homem Feminista de Verdade;
Assentamento Milton Santos;
Anarcomiguxos; 
Católicas Pelo Direito de Decidir – CDD; 
Aborto é um Direito. Pela legalização do aborto no Brasil." 

Quanto à Teoria da Evolução, que Eli Vieira brande como o Troféu Fiat Lux da ciência, a única coisa sensata que se pode afirmar é que ninguém sabe se ela aconteceu ou não.

Além disto, é preciso saber de que Teoria da Evolução estamos falando: intra-espécie ou inter-espécie? Macro-evolução ou micro-evolução? Dentro da mesma espécie é uma coisa. Uma virar outra...opa! Calma que aí complica. Hoje, a Teoria da Evolução é que virou religião. Crença cega.

Quanto ao pastor Silas Malafaia, eu, às vezes, o apoio e estou do lado dele; em outras ocasiões divergimos. Desta entrevista, eu gostei. Eu sou católica, logo, tenho implícitas divergências teológicas com Silas Malafaia. Nenhum problema, religião se discute. Fé é que não se impõe.

Mas, minhas ressalvas mais sérias a Malafaia são as que dizem respeito ao apoio (inaceitável e inadmissível) que ele hipotecou ao petista Lula na sua campanha de 2002 e à sua reeleição em 2006, em que era escancarada a defesa pelo PT do casamento gay e do aborto. Um cristão não pode aceitar o aborto e o casamento entre homossexuais em hipótese alguma.

(Ele também apoiou FHC: ainda que o PSDB não inclua a defesa do aborto e casamento homossexual em seu programa, o partido aceita as duas teses, como ficou claro na elaboração do PNDH-1 e 2, alterado para pior pelo PT no PNDH-3. Entre PT e PSDB, melhor PSDB, claro). 

Apesar do erro de apoiar Lula, Malafaia teve a coragem de rever sua posição e, na eleição de 2010 para Presidente da República, ele declarou seu voto contra Dilma Rousseff e contra Marina Silva pela defesa que seus partidos - o PT e o PV - fazem do aborto e do casamento gay.

Convém não esquecer que o cristão Silas Malafaia foi um dos únicos na comunidade evangélica - junto com o abençoado e brilhante Pastor Paschoal Piragine Jr., da Primeira Igreja Batista de Curitiba - a desencadear uma campanha corajosa contra o PT na campanha de 2010. A questão era a defesa da legalização do aborto no programa do Partido dos Trabalhadores.

Por ocasião da votação da PL 122, Malafaia foi, com milhares de pessoas, para a frente do Congresso Nacional denunciar a aberração do projeto de lei (que criminaliza a “homofobia” e fere a liberdade de culto) e defender a família brasileira. 

Quanto à denúncia de enriquecimento da Forbes, o assunto está fora da minha alçada. Para chamar Malafaia de ladrão, eu tenho que ter provas. Malafaia prometeu processar a revista. Aguardemos.


PS: Há um texto sobre homossexualismo escrito pelo psiquiatra Eduardo Adnet, de Curitiba, que formou-se em medicina há 25 anos (a idade de Eli). Vale a pena ler o ensaio de Adnet. A abordagem é bem ampla: médica, sociológica, psicológica e ideológica: Homossexualidade é Doença?