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terça-feira, fevereiro 09, 2016

Mentiras alucinantes na imprensa socialista chinesa.






por Luis Dufaur

A foto Manipulada antes e depois



Qualquer ministério da falcatrua informativa e ideológica dificilmente bate os recordes de antologia verificados na China. Alguns, porém, defendem que talvez na Rússia de Putin o nível de falsidade seja superior.

O orwelliano Ministério da Verdade não é uma invenção novelesca. Ele existiu, e existe ainda!

Muitos o surpreendem quase dia com a mão na massa, agindo em certa grande mídia tida como respeitável e em alguns governos – aliás, não poucos– empossados legal ou ilegalmente.

Porém, qualquer ministério da falcatrua informativa e ideológica dificilmente bate os recordes de antologia verificados na China. Alguns, porém, defendem que talvez na Rússia de Putin o nível de falsidade seja superior.

Decida o leitor.

Em março de 2014, apareceram boiando no rio Huangpu, que passa por Xangai, milhares de carcaças de porcos em avançado estado de putrefação.

Uma granja estatal reconheceu que tinham morrido tantos porcos, que não dava para enterrá-los. Então eles foram sumariamente jogados no rio.

A causa detectada foi uma epidemia de circovirus suíno. Funcionários sanitários passaram vários dias para retirar os porcos que estavam na superfície.

Os moradores de Xangai ficaram estarrecidos, porque é desse rio que a prefeitura extrai a água potável da cidade.

Porém, a mídia do governo, segundo noticiou a CNN, defendeu que a água estava boa e que não apresentava sinais de poluição.

Um usuário da Weibo (o Twitter chinês) perguntou ironicamente: “Desde quando achar porcos apodrecidos boiando no maior rio não é um problema público de saúde?”

E outro acrescentou: “Se aparentemente a água não está contaminada, vinde, ó nossos grandes líderes, tomar o primeiro gole!”
Fraude com a foto do “homem do tanque”


A agência de notícias oficial Xinhua, que funciona como a própria boca do Partido Comunista Chinês, remodelou com tecnologia digital a famosa foto do “homem do tanque”, segundo informou o“The Epoch Times”, jornal chinês com sede em Nova York.

Os fotógrafos flagraram um simples cidadão, Wang Weilin, que conseguiu deter uma coluna de tanques que avançava rumo à Praça Tiananmen, no centro de Pequim, no dia 4 de junho de 1989.

Pouco depois, os mesmos tanques esmagaram os protestos dos estudantes que pediam a liberalização do regime e o fim da ditadura comunista. Foi o massacre de Tiananmen que marcou uma data simbólica na repressão socialista.

A foto é rigorosamente proibida na China.

A agência oficial Xinhua produziu uma versão “politicamente correta” da foto. Nela o milhares de pessoas em ambos os lados da avenida foram acrescentadas, dando a impressão de que estão ovacionando a passagem dos tanques.


Governo fez desaparecer sem investigação os resto do trem-bala de Whenzhou.

Em julho de 2011, dois trens-bala colidiram em Wenzhou, na província de Zhejiang. Meia dúzia de vagões descarrilou e quatro outros caíram do alto da ponte por onde circulavam.

O número definitivo dos mortos foi mais de 40, além de 200 feridos.

Nenhum dos grandes jornais do Estado sequer mencionou o grave acidente. As autoridades mandaram tratores e rolos compressores esmagar os vagões precipitados do alto, sem tirar os corpos de dentro.

Tudo ficou sepultado e encoberto, sem qualquer possibilidade de se saber quem ficou ali para sempre e as causas do desastre.

O governo disse que não houve sobreviventes, mas operários que esmagavam os restos narraram ter encontrado uma menina viva.

Interrogado no dia seguinte durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério das Ferrovias, Wang Yongping, explicou: “Eles me disseram que enterraram os vagões para facilitar os trabalhos de resgate”.

Alguém lhe perguntou como explicava o caso da menina viva. O porta-voz do ateísmo não achou melhor resposta do que dizer: “Foi um milagre. Ainda que você não acredite em milagres, de qualquer forma eu acredito”.

A indignação popular foi grande diante do tratamento oficial do desastre, pois visou abafar o acontecido e sumir grosseiramente com as provas.

Um usuário da rede social Sina Weibo ironizou: “Este é um país onde uma tempestade de raios pode fazer colidir os trens, onde um carro pode fazer cair a ponte e onde beber leite (contaminado segundo instruções do Ministério da Saúde) produz pedras no rim… A China hoje parece esse trem viajando a toda velocidade numa tempestade de raios – e nós somos os passageiros dentro dele”.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

400 milhões de abortos na China: Esse é o futuro "verde" proposto na COP21?.









por Luis Dufaur









Mãe forçada a abortar observa horrorizada os restos de seu filho.



O governo da China comunista informou por meio do jornal oficial Diário do Povo que todo ano pratica 13 milhões de abortos. Desses, 62% são feitos em mulheres com idade entre 20 e 29 anos, na maioria solteiras, segundo a agência ACIPrensa.


Os dados são do Centro de Investigação de Tecnologia da Comissão Nacional de Planificação Familiar e da Saúde. O mesmo órgão apontou que entre 2006 e 2010 a China gastou 402,5 milhões de dólares para distribuir anticonceptivos no país.


Qi Rongyi, médico chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia num hospital de Tianjin, disse que na realidade “o número de abortos poderia ser muito maior”, pois “as estatísticas não incluem os abortos realizados em clínicas ilegais”.


A sinistra mistura de socialismo, dirigismo e paganismo fez aumentar em 30% o número de adolescentes menores de 16 anos que abortam.


Há 35 anos entrou em vigência a “política do filho único”, estratégia comunista muito prezada pelos ecologistas inimigos do crescimento da espécie humana.


Nesse período foram mortos 400 milhões de bebês antes de nascer.



No trabalho 'Isto é pelas crianças perdidas na China', Steven Mosher pediu orações “por elas e pelas suas mães, muitas das quais foram levadas às clínicas da carnificina, ditas de saúde, do Estado pela força ou sob ameaças para provocar nelas abortos que nunca desejaram e que agora lamentam profundamente”.


Mosher deplorou que o resto do mundo não queira ouvir a trágica lição chinesa. “Ainda quando a fecundidade das mulheres continua se reduzindo perigosamente em dúzias de países, o mito da superpopulação subsiste nas mentes e nas decisões concretas”, na esfera dos governos, ONGs e até de episcopados e altos eclesiásticos.


“As políticas públicas que sabotam vida humana estão em crescimento”, acrescenta Mosher. Um exemplo típico está nas propostas defendidas por ONGs e governos na reunião da COP21 em Paris para supostamente combater o “aquecimento global”.


Ele convidou a todos a se unirem “numa gesta histórica para deter essa matança”.


Em 2013 a presidente de Direitos da Mulher sem Fronteiras, Reggie Littlejohn, denunciou que “alguns abortos forçados são tão violentos que morrem as próprias mães (…) junto com seus bebês”, e que as esterilizações forçadas “causam complicações de saúde para o resto da vida”.


Littlejohn que a política oficial marxista induz o aborto seletivo por sexo e o resultado é que “por volta de 37 milhões de homens chineses nunca poderão se casar, porque suas eventuais futuras esposas foram eliminadas de forma seletiva”.


O desequilíbrio demográfico “promove de maneira poderosa a trata de mulheres e a escravidão sexual” na China e nos países do sudeste da Ásia que imitam essa política marxista.



O Departamento de Estado dos EUA reconhece que o socialismo na China produz “o índice mais alto de suicídio feminino do mundo, aproximadamente 590 mulheres por dia”.


“O aborto forçado destrói as mulheres psicologicamente”, explicou Littlejohn. Na China hoje há “119 meninos que conseguiram nascer para cada 100 meninas sobreviventes”. O fato somado aos baixos índices de fertilidade — “1,5 a 1.7 filhos por mulher” — criou uma sociedade que “está envelhecendo”.


Lili Zeng moradora da província de Guangdong, sul da China, contou para o site de notícias chinês Tianya, que “dois dias antes de nascer meu bebê, sete funcionários da planificação familiar me prenderam e me forçaram a aborta-lo com uma aplicação, porque eu não tinha uma permissão oficial de nascimento”.

Essa licença é exigida pela recentíssima modificação da “política do filho único” que agora tolera dois mas só com aprovação do governo.



Fonte: Midia Sem Máscara

domingo, fevereiro 10, 2013

O lado obscuro do milagre chinês.







por Luis Dufaur




O “milagre” chinês tem um lado sombrio. A coluna vertebral de seu salto econômico são os mais de 200 milhões de migrantes que abandonaram o campo para buscar trabalho na cidade – revelou a BBC.
Esses migrantes constituem um terço da população economicamente ativa (de 15 a 65 anos de idade) e não têm acesso à saúde ou à educação. Para eles, o “milagre” chinês é uma utopia ou um pesadelo.
A BBC Mundo entrevistou a escritora Hsiao Hung-pai, autora de Scattered Sands e Chinese Whispers, dois estudos-chave sobre o fenômeno da migração chinesa.

BBC – A Sra. descreve uma marginalização e grande vulnerabilidade dos migrantes no setor de mineração, onde mais de três mil morrem por ano, nas fábricas ou nas construções.

Hsiao Hung-pai – Os trabalhadores migrantes ganham a metade do salário típico urbano e não têm nenhuma proteção trabalhista ou legal.

Não têm contrato, as condições de segurança são precárias ou inexistentes, o salário é baixo e, dada a ausência de direitos trabalhistas, muitas vezes simplesmente não são pagos.
A isso se soma o tema do registro domiciliar, o Hukou, que dá acesso à saúde e à educação públicas. Um camponês se ficar doente, deve pagar como paciente particular ou voltar à sua região de origem para ser atendido. Uma operação de emergência pode ser uma tragédia.
Estes mais de 200 milhões de migrantes internos são fantasmas que circulam pelas cidades chinesas sem qualquer tipo de direitos.

BBC – Eles migram porque na cidade estão melhores que no campo.

Hsiao – Trata-se de uma decisão desesperada. A saúde está nas mãos do Estado, mas desde que Deng Xiaoping lançou sua Gaige Kaifan – abertura pró-capitalista da economia – ela é gerenciada com critérios de benefício econômico e o atendimento médico é caro e inacessível para muitos.
Outra razão típica da migração é o confisco de terra. As autoridades municipais confiscam a terra sem pagar a compensação de acordo com a lei. Sem essa terra, os camponeses migram para a cidade.

BBC – A China precisa de consumidores que sem acesso à saúde e à educação terão de economizar em vez de consumir. 

Hsiao –Na China não existe o conceito de que esses camponeses são cidadãos.Na saúde, a situação é dramática, os camponeses ficaram sem cobertura médica.

BBC – O grau de conflitos sindicais é muito alto.

Hsiao – Com a crise econômica de 2008 milhões perderam seus empregos, muitas vezes sem que lhes pagassem o que lhes deviam. Segundo as autoridades, houve uma média de 80 mil incidentes por ano desde 2008, entre eles distúrbios, protestos, greves e ocupações.
O sindicato oficial não representa os trabalhadores e se opõe a qualquer tipo de protesto, e os trabalhadores se organizaram informalmente e obtiveram várias vitórias.
Mas na China não é possível ter organizações independentes. Cerca de 80% das ONGs são ilegais.
Hsiao – Não há mudança à vista. As mudanças não podem ocorrer.

BBC – Não é uma ironia que depois de mais de 60 anos de uma revolução encabeçada pelos camponeses, eles sejam os grandes excluídos?

Hsiao –Durante [o governo de] Mao, a coletivização do campo serviu para manter o crescimento industrial e a população urbana.
O mundo fala de um milagre chinês. Mas se alguém vai aos mercados de trabalho informais das grandes cidades, a história que ouve é totalmente diferente. Os migrantes falam da exploração, da corrupção, da discriminação e da marginalização em que vivem. É um mundo totalmente diferente que afeta a mais de 200 milhões de pessoas.
Como é possível considerar milagroso um modelo que explora um terço de sua população economicamente ativa?
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E tudo começou em novembro de 2004:



O Brasil reconheceu a China como uma economia de mercado durante a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao (China), em Brasília, como queria o governo chinês.


"O presidente Lula anunciou (durante a reunião) o reconhecimento do status de economia de mercado para a China", disse Hu Jintao, depois do encontro. No fim do dia, Lula confirmou a informação.

"O Brasil hoje deu uma demonstração de confiança, deu uma demonstração de que a nossa relação estratégica é para valer. Isso é a demonstração mais inequívoca da objetividade, da seriedade e da prioridade que nós damos à relação Brasil-China", afirmou Lula.

Hu Jintao elogiou a decisão brasileira. "Essa postura do Brasil vai certamente criar as condições para uma relação estratégica muito mais rica e vai favorecer a cooperação econômica e comercial (entre os dois países)."
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A modernidade chinesa:


Uma agência de notícias chinesa, o Shanghai Evening Post, conseguiu retratar uma realidade muito pouco conhecida pela população mundial. No início do mês de setembro, o veículo infiltrou um de seus jornalistas na fábrica da Foxconn em Taiyuan, na China, onde é produzido o novo iPhone 5, lançado no último dia 12. 

O jornalista se passou por um funcionário novato durante dez dias, reunindo informações e imagens sobre o trabalho da fábrica, o processo de produção e a rotina intensa e desumana imposta aos profissionais. A empresa realiza a montagem de outros aparelhos eletrônicos como o iPad e o Xbox 360 e é conhecida pelas péssimas condições de trabalho que oferece aos seus empregados. 



Alojamentos destinados aos funcionários não possuem limpeza e conforto mínimos. (Foto: Reprodução)



Os funcionários trabalham sobre a pressão de cumprir uma meta de 57 milhões de iPhones fabricados ao ano, prazo este estipulado e fiscalizado com rigor pela Apple. Logo no primeiro dia, o jornalista passou por um rápido processo de seleção, pouco depois de responder questões sobre suas faculdades mentais. Em seguida foi levado à fabrica, onde teve início o período de treinamento.

Os alojamentos, por sua vez, chamaram ainda mais a atenção do repórter do que a rigidez na empresa. Todos eram sujos e apresentavam mau cheiro, além de não possuírem condições mínimas de conforto e estarem infestados de baratas. Já no segundo dia de trabalho todos os novos funcionários foram obrigados a assinar contratos após se alimentarem num refeitório superlotado. Neles, haviam cláusulas a respeito do vazamento de informações adquiridas no local, sem ao menos citar assuntos como acidentes de trabalho e horas extras. 


Funcionários se alimentam com comida de má qualidade e em um refeitório superlotado. (Foto: Reprodução)

  




Ao longo dos outros dias de treinamento o repórter ressaltou a naturalidade com que os funcionários responsáveis pela supervisão do trabalho de produção tratavam mal os operários.
Segundo o jornalista, os instrutores afirmavam que o tratamento era adotado daquela forma para o bem de todos. O estresse era aliviado em uma área livre, reservada para os gritos guardados dos trabalhadores durante o período de trabalho, enquanto que tentativas de suicídios eram combatidas com a instalação de grades em todas as janelas da fábrica.


Operários passam por revista diária antes de acessar a linha de produção do novo iPhone 5 (Foto: Reprodução)


   

Após a fase de treinamento, os novos operários conheceram a linha de produção do novo iPhone. Para entrar no local, cuja segurança é máxima, todos são revistados e passam por detectores de metais, obrigando todos a retirar fivelas de cintos, correntes, brincos e aparelhos eletrônicos. Vale lembrar que cada operário ganha em média R$ 8 a cada duas horas, mesmo que sejam realizadas durante a madrugada.

O repórter retratou também passagens onde funcionários descarregaram a raiva esmurrando aparelhos ainda na esteira de montagem, enquanto seus supervisores não estavam por perto. Ainda segundo o jornalista, apenas dois dos 36 operários que iniciaram o processo de seleção permaneceram no trabalho. Após o 10º dia, ele não suportou o cansaço e o estresse e pediu demissão da empresa.


Fontes: IPCO; BBC Brasil e br.finanças.yahoo