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terça-feira, agosto 01, 2017

O Top 10 dos islamofóbicos












A quantidade de mentiras sobre o Islã que os islamofóbicos de direita contam alcançou níveis estratosféricos neste verão. A última moda é mentir sobre o significado do termo jihad, dizendo que a palavra quer dizer uma guerra cruel contra os não-muçulmanos. Nem sempre esses infelizes são um Zé Ninguém. Muitas vezes, são pessoas eminentes cujas mentiras têm sido postas em livros, vendidos em livrarias mundo afora.

Decidimos, então, expor alguns desses intolerantes que espalham seu medo pelo Islã e ódio contra os muçulmanos – decidimos mostrar o que eles dizem e onde encontrar seus trabalhos publicados. Vamos fazer com que nossa voz seja ouvida e conseguir banir esses livros, em nome da liberdade!

por DeoVolente.nl



#10
“Jihad significa guerra contra os não-muçulmanos e é etimologicamente derivada da palavra mujahada, que significa guerra para impor a religião.”1

Sheikh al-Misri: esse islamofóbico nasceu no século XIV e é famoso por ser o escritor do clássico manual sunita de jurisprudência da escola Shafii [nota do tradutor: o manual é o Reliance of the traveller]. Essa passagem foi retirada de seu livro, que pode ser encontrado na Amazon e em outras livrarias virtuais. Mãos em seus notebooks, e vamos ver esse livro banido!



#9
“E é (permitido) independentemente se a batalha começou ou não, porque o profeta […] não esperou até que a batalha começasse para juntar-se ao fogo [das manganelasa].”2

Sheikh Ibn Qudama: esse famoso islamofóbico árabe viveu nos dias de tolerância islâmica do século XIII e ainda é reverenciado pelo Islã sunita como um dos mais influentes pensadores e juristas da escola hanbalita de jurisprudência. Ainda é chamado de “o sheikh do Islã”. A maioria dos livros está disponível em árabe, mas o seguro morreu de velho: vamos comprá-los e queimá-los, defensores da liberdade!



#8
“Guerra contra os infiéis que vivem em seu próprio país é uma obrigação comum, isto é, se um número suficiente de muçulmanos a realizarem, os outros [muçulmanos] podem legalmente ficar em casa”3

Sheikh Al-Nawawi: esse erudito muçulmano do século XIII, que viveu em Damasco a maior parte de sua vida, é famoso por escrever muitos livros extensos de jurisprudência islâmica durante o período clássico da religião. Ele ainda hoje é considerado um dos mais influentes escritores da escola Shafii. Os livros desse cara estão em todos os lugares! Vamos tirá-los de circulação ou bani-los da vista do público!



#7
“Eu perguntei: seria permitido inundar uma cidade no território inimigo, queimá-la ou atacar (sua população) com manganela, ainda que haja escravos, mulheres, velhos e crianças intramuros?
Ele respondeu: sim, eu aprovaria se fizessem todas essas coisas.”4

Abu Hanifa: hanafi, a mais popular escola jurídica, desnuda sua islamofobia. As palavras de Hanifa, anotadas pelos seus estudantes no início do século oitavo, são cruciais para a mencionada madhabb e tem sido tremendamente influente durante quase toda a existência do Islã. Hoje ainda, um dos seus títulos numa vertente mainstream do Islã é “o grande Imam”. Os muçulmanos tiveram um cuidado especial com seus textos a fim de preservar o máximo possível porque ele fora um dos grandes eruditos do Islã durante o período de formação da religião.



#6
“[sura 2:193] É um comando desqualificado lutar sem qualquer pré-condição de hostilidades iniciadas pelos incrédulos.”5 (indicação da sura pelo autor do artigo)

Al-Qurtubi (em comentário à sura 2:193):
“E combatei-os, até que não mais haja sedição pela idolatria [fitna] e que a religião seja de Allah”c.

Esse famoso erudito islamofóbico caminhou sobre a Terra durante a era de ouro do Islã. Al-Qurtubi viveu primeiramente na invadida Espanha muçulmana, dirigindo-se depois ao que hoje é o Egito após os espanhóis terem ousado reconquistar sua terra. Ele é muito conhecido por seu influente comentário sobre o alcorão como um todo, embora fosse também um expert em lei islâmica. Queres te apossar de seu trabalho? Em qualquer grande livraria.



#5
“Por que travar guerra? Os juristas muçulmanos concordaram que o propósito de lutar contra o povo do livro, excluindo o (coraixitas) povo do livro e os cristãos árabes, é: ou pela conversão ao Islã ou pelo pagamento de jizya.”6

Ibn Rushd: esse islamofóbico é bem conhecido no Ocidente pelo nome de Averróis. Além de filósofo, era também um jurista maliki muito bem treinado – maliki é uma outra escola de jurisprudência islâmica das mais mainstream. Ele escreveu um livro comparando as opiniões das quatro principais escolas de pensamento do Islã sunita, o qual é ainda hoje considerado o grande material de estudo para o estudante de jurisprudência islâmica. Seus livros estão disponíveis em todos os lugares pelo mundo, então, é fácil encontrá-los.



#4
“Se eles ainda se recusarem a aceitar (o Islã) após isso, a guerra deve ser lançada e eles serão tratados como aqueles a quem o chamado alcançou.”7 (texto entre parênteses do autor)

Al-Mawardi: esse notório islamofóbico do século XI é considerado um peso pesado em assuntos legais, particularmente relacionado ao califado do Islã. Seu livro sobre governança islâmica foi muito influente no Islã mainstream, especialmente em seu tempo, e, de acordo com alguns, ele deveria ser conhecido como o primeiro cientista político islâmico, devido a seu enfoque minucioso sobre o “espírito imperialista” [empire-mindedness], que era forte durante o tempo de força islâmica.



#3
“Portanto, os muçulmanos não têm permissão para honrar o povo dhimmahd ou elevá-los acima de muçulmanos, pois são miseráveis, desgraçados e humilhados.”8

Sheikh Ibn Kathir (comentando a sura 9:29 do alcorão): a islamofobia é forte nesse aqui. Ibn Kathir é considerado um dos melhores comentadores do alcorão, sua exegese é tão clara e sapiencial, de acordo com a tradição muçulmana, que um estudante do alcorão é sempre fortemente aconselhado a familiarizar-se com essa Tafsir. Não é surpresa, portanto, que seu trabalho seja encontrado em qualquer lugar. Sabemos o que deve ser feito!



#2
“Por Allah, eu nada encontrei senão o fato de que Allah abrira o coração de Abu Bakr para (percebendo a justificativa de) lutar (contra aqueles que se recusavam a pagar zakat) e eu reconheci plenamente que (o posicionamento de Abu Bakr) estava certo.”9

Umar ibn Al-Khattab: esse islamofóbico era amigo pessoal de Muhammad (ou Maomé), o profeta do Islã, e tornou-se o segundo sucessor de seu mestre como califa da comunidade islâmica no século sétimo. Quando pronunciou as palavras acima, ele fazia referência ao primeiro sucessor e sogro de Muhammad, chamado Abu Bakr. Ele travou uma guerra contra um povo que aparentemente se tornara hipócrita (falsos muçulmanos) ao recusar lhe pagar a caridade islâmica (zakat). A fonte para essa citação é autêntica, segundo todos os eruditos muçulmanos: a coleção de hadiths de Sahih Muslim.



#1
“Qual é a melhor jihad? (Aquela de um homem) cujo sangue é derramado e seu cavalo é ferido.”10

Muhammad (Maomé, o profeta do Islã): esse islamofóbico, que ousa afirmar que a melhor jihad é aquela em que um homem derrama seu sangue e fere seu cavalo em batalha, calha ser o fundador do Islã. A narrativa em que esse discurso é encontrado é de um grau de autenticidade mais alto do que o da famosa hadith em que se registra o profeta dizer que a guerra é a “jihad menor”. De fato, o texto tem o mais alto grau de classificação de autenticidade existente. Se se quiser encontrar mais uma centena de pronunciamentos islamofóbicos em que Muhammad fala sobre guerra ofensiva, basta vasculhar as fontes, e o profeta será visto a dizer coisas como:

“Eu recebi ordens para lutar com o povo até que eles digam: ‘ninguém tem o direito de ser adorado, exceto Allah’, e quem quer que diga que ‘ninguém tem o direito de ser adorado, exceto Allah’ terá sua vida e propriedade salvas por mim, exceto pela lei islâmica, e a sua conta será acertada por Allah.”11

Esse Muhammad, que não tem PhD em coisa alguma, também disse isto:

“Um único esforço (de luta) na Causa de Allah, pela manhã ou à tarde, é melhor do que o mundo e o que quer que esteja nele.”12

Então, lá vem ele com aquela retórica islamofóbica:

“A pessoa que participa da (batalhas sagradas) causa de Allah, e nada a força a tomar esse caminho senão a crença em Allah e em seu apóstolo, será recompensada por Allah com prêmio ou butim (se morto em batalha como um mártir). Não tivesse eu achado difícil para meus seguidores, então, eu não ficaria para trás de qualquer sariyae indo para a jihad e eu teria amado ser martirizado na causa de Allah e depois ressuscitado, e depois martirizado, e depois revivido e novamente martirizado pela Sua causa.”13


Se o mais forte desejo desse islamofóbico era ser mártir e morrer na jihad por Allah, como esperar que seus seguidores não tenham sonhos de martírio? Os desdobramentos das palavras desse fanático serão terríveis se permitirmos que existam. Façamos um esforço concentrado para banir a retórica islamofóbica de Muhammad antes que as pessoas o tomem por uma autoridade e tenham a louca idéia de pôr em prática suas palavras.

Certamente, não há razão para acreditarmos que esses fanáticos islamofóbicos estejam a falar a verdade sobre o Islã. Nós sabemos que o Islã é e pode ser visto como pacífico. Erudito algum do Islã sugeriu que a jihad é uma guerra santa ou qualquer outra coisa que possa ser enfiada goela abaixo do infiel independentemente de sua atitude diante do Islã. Não há ordem de Muhammad ensinando-nos a lutar contra os povos até que todos declarem que somente Allah deva ser adorado, afinal, todos sabemos que religião alguma ensina o ódio contra outros coleguinhas seres humanos em decorrência de sua fé.



Aviso legal
Todas as citações neste artigo são 100% factuais e atribuídas às pessoas que as escreveram. Todavia, talvez tenhamos de explicar para alguns o óbvio sarcasmo em nosso estudo. Isso é para mostrar às pessoas que a definição de islamofobia é tão ridícula que aqueles nos acusam não podem ser considerados intelectualmente honestos. Se alguém é tachado de islamofóbico por considerar a jihad também uma guerra ofensiva com o objetivo de espalhar o Islã, então, os famosos e eruditos mainstream que o Islã conheceu durante toda a sua existência são islamofóbicos, incluindo aqui o próprio profeta do Islã.

Não há dúvida de que os chamados extremistas de hoje receberam de algum lugar suas idéias teológicas sobre jihad, sobre como construir um império e tornar o mundo inteiro islâmico. Tais idéias não foram inventadas na era moderna do Islã. A herança dos períodos formativo e clássico do Islã, além dos muitos intelectuais que apareceram, os ensinou sobre tudo isso.

Isso não quer dizer que os extremistas de hoje sejam necessariamente os mais puros muçulmanos que seguem tudo ao pé da letra. Contudo, em relação ao fenômeno jihad, que atualmente está no centro do debate público, não deve haver dúvidas de que pessoas como Linda Sarsour e Qasim Rashidf estão presenteando seus respectivos públicos com um retrato distorcido do que o Islã tem sido por séculos – e ainda é para muitos.

A tarefa de retratar o Islã como pacífico é simples para qualquer um que assim desejar: focar somente nos Ayat [versos] e ahadith escolhidos a dedo para que as pessoas possam conferir suas afirmações e ver que estão corretas. Só que isso não pode ser feito quando as pessoas têm uma visão de conjunto das mesmas fontes islâmicas usadas por aquele que deseja apresentar o Islã como pacífico. Defensores do Islã no Ocidente deveriam reconhecer que, para cada fonte apresentada, sempre há alguém em condições de trazer uma outra que os contradiga. Para serem intelectualmente honestos, eles devem, no mínimo, nos explicar como sentem que isso pode ser harmonizado com sua proposta em vez de negar sua existência.

O fato de termos citado renomados estudantes do Islã como esses, os quais definiram suas conclusões após harmonizar todas as fontes, torna improvável que tal explicação seja feita de maneira convincente, como aliás o mundo tem visto nos últimos vinte anos.

Fonte: Midia Sem Máscara

Referências:
[1] Ahmad Ibn Naqib Al-Misri, Umdat as-Salik wa ‘Uddat an-Nasik, vertaling: Reliance of the Traveler, translation by Sheik Nuh Ha Mim Keller, p. 599 (o9.0).

[2] Ibn Qudãma, al-Mughni, vol. XIII, pp. 138-140, 141-142 as translated by Nesrine Badawi in ‘Religion, War, and Ethics, pp. 338

[3] Al-Nawawi, Minhaj et Talibin; a manual of Muhammadan law according to the school of Shafi, translated by L.W.C. van den Berg en E.C. Howard, p. 457

[4] Khadduri, Majid, The Islãic Law of Nations: Shaybani’s Siyar, pp. 101-102

[5] Al-Qurtubi; Tafsir; Classical Commentary of the Quran, translated by Aisha Bewley; volume I, pp. 496

[6] Ibn Rushd, Bidayat Al-Mujtahid, translated by Professor Imran Ahsan Khan Nyazee, volume I, pp. 464

[7] Al-Mawardi, Al-Ahkam As-Sultaniyyah, The Laws of Islãic Governance, translated by Asadullah Yate PhD, pp. 60

[8] Tafsir Ibn Kathir; his commentary on Surah 9 verse 29; translation taken from qtafsir.com; link

[9] Sahih Muslim, Book 1, hadith 29; link

[10] Sunan Ibn Majah, Book 24 (“Chapters on Jihad”), hadith 2794; link

[11] Sahih al Bukhari, Book 52 (“the book of Jihad”), hadith 196; link

[12] Sahih al Bukhari, Book 52 (“the book of Jihad”), hadith 50; link

[13] Sahih al Bukhari, Book 2, hadith 35; link


Notas do tradutor, Rafael Stoll:
[a] Manganela: um tipo de catapulta ou máquina de sítio usada na era medieval.

[b] Madhab: a escola de jurisprudência islâmica. Havia inúmeras escolas de jurisprudência islâmica até os 150 anos iniciais do Islã. Atualmente, existem seis escolas: quatro sunitas, que são hanafi, maliki, shafii, hanbali; duas xiitas: zaidi e ja’fari.

[c] Todas as citações do alcorão são da versão do dr. Helmi Nasr, “Tradução do sentido do nobre alcorão para a língua portuguesa”, 2ª edição.

[d] Dhimmi: súdito não-muçulmano regido, inicialmente, pelo pacto de Umar. Para mais informações sobre o conceito e o destino dos dhimmis sob o Islã, ver Bat Ye’or, “The Decline of Eastern Christianity Under Islã: From Jihad to Dhimmitude: Seventh-Twentieth Century”. Fairleigh Dickinson University Press.

[e] Sariya: expedição, batalha, disputa casual, em que o profeta enviava seu sahaba (companheiros), sem do evento participar.

[f] Linda Sarsour é muçulmana nascida nos Estados Unidos; Qasim Rashid é muçulmano nascido no Paquistão. Apesar de toda literatura islâmica tratar jihad como guerra militar, ambos a apresentam como algo inofensivo, além, é claro, de pronunciarem discursos polêmicos – Linda Sarsour: http://www.breitbart.com/big-government/2017/07/11/linda-sarsour-defends-call-for-jihad-against-president-trump/




Publicado originalmente em http://deovolentenl.nl/Islãophobe-top-10/

sábado, dezembro 31, 2016

Cristãos teriam a obrigação de ajudar refugiados?



por Adolfo Sashida






Nesse Natal um post no Facebook de Carlos Goes me deixou intrigado. Lá, na noite de Natal, podia-se ler:

“Tonight many of you celebrate the story of undocumented Middle Eastern refugees who fled their homeland running away from a tyrannical government. Would you have let them into your country?“, ou numa tradução livre “Nessa noite muitos de vocês celebram a história de refugiados sem documentos do Oriente Médio que partiram de sua terra natal fugindo de um governo tirânico. Vocês os deixariam entrar em seu país?”.

Confesso que tenho dúvidas sobre a adequação dessa analogia. Creio que outras poderiam representar melhor o ponto do autor, que em sua essência me parece muito bom. Para evitar controvérsias desnecessárias, vamos ao ponto mais central do cristianismo: amar a Deus, e amar ao próximo. Essa é sem sombra de dúvidas o centro nervoso do Cristianismo: a necessidade de amar a Deus, e como Deus é o criador de todos os Homens devemos amá-los também. A implicação disso é que um cristão deve amar inclusive seus inimigos. Ora se devemos amar ao próximo, e seguindo a parábola do bom samaritano, não deveríamos ser favoráveis ao acolhimento de refugiados em nosso país? Foi isso que me deixou intrigado, pois creio que a política de migração de alguns países europeus (de portas abertas aos refugiados) é um erro. Isto é, será que sou um cristão que se encontra em oposição direta a um mandamento de Deus?

Isso me deixou pensativo. E creio que vale a reflexão de todos os cristãos. Claro que como ser humano sou repleto de falhas, sou um pecador daí a necessidade de nossa confissão. Entre os meus pecados estão sem sobra de dúvidas minha incapacidade de amar bandidos, terroristas, e canalhas, mas também falho ao ser incapaz de amar pessoas que não conheço. Claro que sinto uma dor enorme vendo a precária situação dos refugiados islâmicos que tentam entrar na Europa. Claro que me choquei com a imagem da criança síria morta afogada quando a balsa de seus pais afundou. Mesmo assim continuo contrário a política de portas abertas para a imigração ilegal e para refugiados que não possam comprovar documentos básicos, ou sobre os quais pesem dúvidas honestas em relação a sua capacidade de aceitar as liberdades e diversidade do mundo ocidental.

Quando Deus nos pediu para amar ao próximo como se fosse a nós mesmos ele nos deu também um dever: o dever de proteger o próximo. E aqui a lição sobre refugiados é dúbia. Devemos proteger os refugiados ao custo de nossa própria sociedade? Devemos abrir as nossas fronteiras para que terroristas disfarçados de refugiados entrem e disseminem o terror em nossa sociedade? Claro que a absoluta maioria dos refugiados é composta por pessoas de bem, mas aquela minoria de terroristas tem potencial de causar estragos grandes.

O post de Carlos Goes nos alerta para um problema sério: ao barrarmos refugiados islâmicos sem documentos podemos estar cometendo injustiças, podemos estar falhando em nosso dever de cristãos. Contudo, é igualmente verdade que aceitar tais refugiados não é isento de custos. E é igualmente verdade que ao aceitar refugiados poderemos estar falhando igualmente em nosso dever cristão de proteger ao próximo. Cristo nos diz para darmos a outra face quando formos agredidos, mas em momento algum ele nos manda dar a outra face mediante injustiças perpetradas a terceiros.

Creio que, de maneira geral, o cristão tem todo direito de ser contrário a política de portas abertas a refugiados. Como ser humano quero proteger minha família e a sociedade na qual vivo, e estou disposto a fazer sacrifícios em sua defesa. Se devo amar meu inimigo isso não significa que devo amar menos minha família. Se devo amar o refugiado islâmico isso não significa que devo aceitar de bom grado a destruição dos valores e do legado cristão. Em minha modesta opinião é isso que ocorre hoje: os terroristas islâmicos ameaçam destruir nossa sociedade, nosso modo de vida, e nossa liberdade. Sendo assim, é nosso direito nos defender de tal ameaça. Infelizmente, em minha opinião, tal defesa nos leva a restringirmos a política de portas abertas a imigração.

Os inimigos da sociedade aberta tentam usar o que temos de melhor (nossa liberdade e tolerância) para nos destruir. É necessário não cair na armadilha do terrorista que tenta usar nossos valores mais nobres para nos destruir. Não existe mérito, e nem nobreza, em ser tolerante para com os intolerantes.

Fonte: Instituto Liberal




Doutor em Economia (UnB) e Pós-Doutor (University of Alabama) orientado pelo Prof. Walter Enders. Lecionou economia na University of Texas - Pan American e foi consultor short-term do Banco Mundial para Angola. Atualmente é pesquisador do IPEA. Publicou vários artigos nacional e internacionalmente, sendo de acordo com Faria et al. (2007) um dos pesquisadores brasileiros mais produtivos na área de economia.





segunda-feira, dezembro 12, 2016

Quando terroristas forem islâmicos, não informem.






Absurdo: Conselho Europeu à mídia britânica: "NÃO informe quando os terroristas forem islâmicos"
por Yves Mamou(*)




De acordo com a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI em inglês) - parte integrante do Conselho Europeu - a imprensa britânica é responsável pelo aumento do discurso de incitamento ao ódio e da violência racista. Em 04 de outubro de 2016 a ECRI divulgou um boletim dedicado exclusivamente à Grã-Bretanha. O boletim salienta:




alguns dos tradicionais meios de comunicação, principalmente tabloides... são responsáveis em grande medida pelo uso da terminologia ofensiva, discriminatória e provocadora. O jornal The Sun por exemplo, publicou um artigo em abril de 2015 com o título: "Botes salva-vidas? Eu usaria helicópteros de combate para conter os migrantes", no qual o colunista comparou os migrantes a "baratas"...


O jornal The Sun também publicou manchetes incendiárias antimuçulmanas, como no caso da primeira página de 23 de novembro de 2015 em que se lia: "Um em cada cinco britânicos muçulmanos tem apreço pelos jihadistas", juntamente com a foto de um terrorista mascarado empunhando uma faca...


Vale dizer que a Organização de Normas da Imprensa Independente da Grã-Bretanha forçou o Sun a admitir que a manchete: "Um em cada cinco britânicos muçulmanos", citada no boletim da ECRI "é acentuadamente enganosa".

O boletim da ECRI estabelece uma ligação direta de causalidade entre determinadas manchetes sensacionalistas publicadas em tabloides britânicos e a segurança dos muçulmanos no Reino Unido. Em outras palavras, pelo visto a imprensa britânica está incitando os leitores a cometerem atos "islamofóbicos" contra muçulmanos:
A ECRI considera que, à luz do fato dos muçulmanos estarem cada vez mais sob os holofotes em consequência dos recentes ataques terroristas relacionados ao ISIS ao redor do mundo, alimentando o preconceito contra os muçulmanos, mostra um descaso desajuizado, não só em relação à dignidade da grande maioria dos muçulmanos do Reino Unido, como também pela sua segurança.


A ECRI baseia o boletim em um estudo recente de Matthew Feldman, professor da Universidade de Teesside. O estudo compila incidentes antimuçulmanos ocorridos antes e depois dos ataques terroristas:

Nos sete dias que antecederam o massacre na redação da revista Charlie Hebdo em Paris onde 12 pessoas foram mortas, houve 12 incidentes (antimuçulmanos) registrados, mas nos sete dias seguintes, houve 45. Este padrão é semelhante se comparado aos ataques terroristas ocorridos em Sydney em dezembro e em Copenhague em fevereiro.



De modo que segundo a ECRI e especialistas da Universidade de Teesside, quando jihadistas muçulmanos cometem assassinatos e a imprensa relata que os assassinos são muçulmanos, a imprensa e não os islamistas é que incentiva os "incidentes islamofóbicos" na Grã-Bretanha. De acordo com o Presidente da ECRI Christian Ahlund, "não é por acaso que a violência racista está aumentando no Reino Unido à medida que observamos exemplos preocupantes de intolerância e de discurso de incitamento ao ódio nos jornais, na Internet e até mesmo na classe política".

Para a ECRI, o maior problema está:
"... onde a mídia enfatiza o background muçulmano dos perpetradores de atos terroristas e dedica uma extensiva cobertura a isso, a reação violenta contra muçulmanos é provavelmente maior do que seria em casos em que a motivação dos agressores fosse minimizada ou rejeitada em favor de explicações alternativas".


O boletim não explica quais poderiam ser as "explicações alternativas". Mas podemos encontrar exemplos na imprensa francesa: quando um muçulmano ataca um soldado e tenta roubar a sua arma, ele não é um terrorista islamista e sim um "lunático". Ataques perpetrados por "lunáticos" são muito comuns na França.

A imprensa francesa minimiza ataques ao não fornecer os nomes dos perpetradores muçulmanos: incriminar um "Mohamed" pode, na mente dos jornalistas franceses, incitar retaliações contra os muçulmanos. Em outro exemplo, gangues muçulmanas não podem ser ligadas a nenhuma forma de violência, consequentemente elas se tornam "jovens". Na França os terroristas muçulmanos nunca são terroristas muçulmanos, mas "lunáticos", "maníacos" e "jovens".

Assim é a França. Na Grã-Bretanha os tabloides não são tão corteses e entendem perfeitamente as intenções do boletim da ECRI: banir a palavra "muçulmano" quando ela está associada à "violência ou ao terrorismo".

O Boletim da ECRI Marca uma Virada de 90º na Liberdade de Expressão

É nesse momento que as leis sobre o discurso de incitamento ao ódio se tornam uma ameaça maior para a democracia e a liberdade de expressão do que o próprio discurso de incitamento ao ódio. Proibir jornalistas de identificarem o "terrorismo islâmico", encorajando-os a esconderem a associação dos muçulmanos com o terrorismo é uma tentativa de deturpar a verdade da mesma maneira que a antiga União Soviética censurava a verdade. Aproveitando-se de alguns artigos verdadeiramente racistas publicados em tabloides - não muitos, porque não são muitos os citados no boletim - atacar a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão não é discurso contra o ódio, é submissão.

A prova da submissão pode ser vista nas recomendações da ECRI ao governo britânico:
  • "criação de uma agência regulatória de imprensa independente";
  • "rigoroso treinamento para jornalistas para garantir melhor cumprimento das normas éticas";
  • "revisão das disposições relativas ao incitamento ao ódio a fim de torná-las mais eficazes e utilizáveis";
  • "criação de um verdadeiro diálogo com os muçulmanos, a fim de combater a islamofobia. Eles (jornalistas) deverão consultá-los no tocante a todas as políticas que possam afetar os muçulmanos";
  • emendar o Código de Conduta do editor com o objetivo de assegurar que os membros de grupos possam apresentar reclamações como vítimas de reportagens tendenciosas ou prejudiciais em relação a sua comunidade".


Ao seguir essas recomendações o governo britânico proporcionaria às organizações muçulmanas uma espécie de monopólio: elas iriam se tornar a única fonte de informação sobre si mesmas. É a perfeita ordem totalitária da informação. Se uma brecha dessa natureza for aberta no futuro, sem a menor sombra de dúvida todos os lobbies correrão para se aproveitar dela: partidos políticos, protestantes, católicos, judeus, multinacionais, todos.

O governo britânico não caiu na armadilha e repeliu energicamente as demandas da ECRI. Ele assinalou ao órgão do Conselho Europeu:
➦"O governo está compromissado com uma imprensa livre e aberta e não interfere com o que a imprensa informa ou deixa de informar, desde que esteja dentro da lei."


Na Grã-Bretanha assim como em todos os países da União Europeia as leis anti-ódio já estão em vigor. Criadas para a proteção contra o tipo de propaganda xenófoba e antissemita que deu origem ao Holocausto, as leis nacionais que tratam do discurso de incitamento ao ódio têm sido cada vez mais invocadas para criminalizar um discurso meramente considerado um insulto à raça, etnia, religião ou nacionalidade.

Essas leis também foram invocadas diversas vezes por islamistas para processarem discursos anti-islâmicos (caricaturas de Maomé, blasfêmia contra o Islã, etc.) como manifestações de "racismo" - felizmente, com pouco sucesso. A maioria das ações judiciais cujos autores foram islamistas malograram porque o Islã não é raça.

Agnes Callamard, especialista em direitos humanos, escreve em referência à Carta das Nações Unidas:
"O ARTIGO 19 reconhece que restrições razoáveis em relação à liberdade de expressão podem ser necessárias ou serem legítimas para evitar o apelo ao ódio com base na nacionalidade, raça e religião que constitua incitamento à discriminação, hostilidade ou violência. A organização não estende essas restrições legítimas a expressões ofensivas e blasfemas".
É preocupante imaginar por quanto tempo o Conselho Europeu vai envolver seus especialistas e sua influência para transpor obstáculos legais existentes, no esforço de reprimir qualquer tipo de crítica ao Islã e se curvar aos valores da jihad.





(*)Yves Mamou, radicado na França, trabalhou por duas décadas como jornalista para o Le Monde.

Publicado no site do Gatestone Institute.

Tradução: Joseph Skilnik

Fonte: Mídia Sem Máscara


sábado, fevereiro 06, 2016

A "islamofobia" e o politicamente correto.




por Herbert London (*)







Nesse paradigma, se você criticar o Islã, você é um racista. O Islã tornou-se inatingível, exceto para elogios, ou, pelo menos, aceitação neutra.

A preocupação com a "islamofobia" é parte da degradação cultural.


De acordo com um plano de 10 anos da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) para implementar a Resolução das Nações Unidas 16:18, que criminaliza toda a crítica ao Islam em todo o mundo, a Casa dos Representantes dos EUA emitiu a H. Res. 569, condenando a violência, intolerância e "retórica de ódio" para com os muçulmanos nos Estados Unidos.

Essa proposta vem na esteira da promessa da procuradora-geral da República Loretta Lynch, após o atentatado em San Bernardino, de processar alguém culpado de discurso anti-muçulmano. É claro que a Sra Lynch está disparando um canhão numa mosca. De acordo com o relatório Uniform Crime Report do FBI, houve 1014 casos de crimes de ódio motivados por preconceito religioso em 2014. Desses, 154 – 15,2 por cento – foram anti-islâmicos. Mais da metade foram incidentes anti-semitas. Não só isto é mais um exemplo de que a administração Obama exagera ameaças menores, mas sugere também uma ignorância ou evasão insensível da Primeira Emenda.

As elites progressistas acusam aqueles que condenam o extremismo muçulmano de serem eles mesmos extremistas – alegando que a censura ao Islã radical é uma crítica indiscriminada de todos os muçulmanos. Aqui está um exemplo do que os progressistas chamariam de "islamofobia", apelidado apropriadamente por Andrew Cummins como uma palavra "criada por fascistas, usada por covardes, para manipular idiotas."

De acordo com uma pesquisa da Pew Research em 2013, 10% dos muçulmanos (160 milhões) apoiam a violência de motivação religiosa contra os civis em determinadas situações. 15% acreditam que a execução é justificada para apostasia e quase 23% justificam a matança de mulheres que fazem sexo extraconjugal. Desde 11/9, houve mais de 20 mil ataques terroristas ligados ao Islam.

Por que então as elites progressistas acusam os críticos do Islam radical de islamofóbicos? De acordo com o primeiro-ministro francês Valls, essa tática é uma arma dos apologistas do Islã para silenciar seus críticos. É um porrete do politicamente correto para silenciar a oposição.

O que surgiu com esta campanha do politicamente correto é um ataque frontal à liberdade de expressão. Nesse paradigma emergente, se você criticar o Islã, você é um racista. O Islã tornou-se inatingível, exceto para elogios, ou, pelo menos, aceitação neutra.

Esta tentativa de silenciar as vozes de oposição e de análise crítica ganhou adesão, como a resolução sugeriria. Claramente uma resolução não é uma lei e, presumivelmente, os membros do Senado vão rejeitar a proposta, no entanto, é preocupante que uma Casa liderada por republicanos tenha sequer considerado a idéia de se opor ao discurso anti-muçulmano. Todo americano, obviamente incluindo os muçulmanos, tem o direito inalienável de viver sem medo e intimidação e praticar idéias religiosas sem interferência.

A questão é a prática da fé de alguém que possa ser incompatível com as disposições da Constituição, incluindo a manutenção das leis da terra e esperando o cumprimento pelo cidadão dessas leis. Tashfeen Malik e Syed Pizwan Farook, que mataram 14 dos colegas de trabalho de Farook e feriram dezenas de outros em San Bernardino, Califórnia, foram radicalizados em uma mesquita, segundo relatórios recentes. Eles não respeitaram as leis dos EUA, apesar do fato de que Farook era um cidadão americano. Aqui está o busílis. Os muçulmanos são livres para buscar a sua fé, mas quando ocorre radicalização que desafia a segurança nacional e nosso modo de vida, a censura é apropriada. Isto não é islamofobia, é senso comum. A retórica deve ser condenatória, mesmo que muitos membros da Casa não vejam dessa forma.

A liberdade de expressão não é apenas leve e doce; representa as dimensões ásperas da vida. A preocupação com a "islamofobia" é parte da degradação cultural. Vários anos atrás, o filósofo Mortimer Adler disse: "A cultura não é morta por conflitos políticos, mesmo quando eles atingem a violência avassaladora da guerra moderna, e nem por revoluções econômicas, mesmo quando envolvam os deslocamentos de levantes em massa modernos. Uma cultura morre de doenças que são elas próprias culturais. Pode nascer doente, como a cultura moderna o foi, ou pode decair pela insuficiente vitalidade para superar forças destrutivas presentes em todas as culturas, mas em qualquer caso, a desordem cultural é uma causa e não um efeito de perturbação política e econômica que assola o mundo hoje em dia."

Se Adler está certo, pode-se perguntar como pode a cultura ser imunizada contra um politicamente correto que protege a violência potencial e corrói os alicerces da nação”?


(*)Herbert London é presidente do London Center for Policy Research, senior fellow do Manhattan Institute e autor do livro The Transformational Decade (University Press of America).

Publicado no Accuracy in Media - http://www.aim.org



Tradução: William Uchoa

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Islamofobia & O Politicamente Correto









Islamofobia & O Politicamente Correto.
por Herbert London









De acordo com um plano de 10 anos da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) para implementar a Resolução das Nações Unidas 16:18 que criminaliza toda a crítica ao Islam em todo o mundo, a Casa dos Representantes dos EUA emitiu a H. Res. 569 condenando a violência, intolerância e "retórica de ódio" para com os muçulmanos nos Estados Unidos.
Esta proposta vem na esteira da promessa da Procuradora Geral da República Loretta Lynch pós San Bernardino prometendo processar alguém culpado de discurso anti-muçulmano. É claro que a Sra Lynch está disparando um canhão numa mosca. De acordo com o relatório Uniform Crime Report do FBI, houve 1014 casos de crimes de ódio motivados por preconceito religioso em 2014. Desses, 154 – 15,2 por cento – foram anti-islâmicos. Mais da metade foram incidentes anti-semitas. Não só isto é mais um exemplo de que a administração Obama exagera ameaças menores, mas sugere também uma ignorância ou evasão insensível da Primeira Emenda.


As elites progressistas acusam aqueles que condenam o extremismo muçulmano de serem eles mesmos extremistas – alegando que a censura ao Islam radical é uma crítica indiscriminada de todos os muçulmanos. Aqui está um exemplo do que os progressistas chamariam de "islamofobia", apelidado apropriadamente por Andrew Cummins como uma palavra "criada por fascistas, usada por covardes, para manipular idiotas."


De acordo com uma pesquisa da Pew Research 2013, 10 por cento dos muçulmanos (160 milhões) apoiam a violência de motivação religiosa contra os civis em determinadas situações. Quinze por cento acreditam que a execução é justificada para apostasia e quase 23 por cento justificam a matança de mulheres que fazem sexo extraconjugal. Desde 11/9, houve mais de 20.000 ataques terroristas ligados ao Islam.


Por que então as elites progressistas acusam os críticos do Islam radical de islamofóbicos? De acordo com o primeiro-ministro francês Valls esta tática é uma arma dos apologistas do Islam para silenciar seus críticos. É um porrete do politicamente correto para silenciar a oposição.


O que surgiu com esta campanha do politicamente correto é um ataque frontal à liberdade de expressão. Neste paradigma emergente se você criticar o Islam, você é um racista. O Islam tornou-se inatingível, exceto para elogios, ou, pelo menos, aceitação neutra.


Esta tentativa de silenciar as vozes de oposição e de análise crítica ganhou a adesão como a Resolução Casa sugeriria. Claramente uma resolução não é uma lei e, presumivelmente, os membros do Senado vão rejeitar esta proposta no entanto, é preocupante que uma Casa liderada por republicanos tenha sequer considerado a idéia de se opor ao discurso anti-muçulmano. Todo americano, obviamente incluindo os muçulmanos, tem o direito inalienável de viver sem medo e intimidação e praticar idéias religiosas sem interferência.


A questão é a prática da fé de alguém que possa ser incompatível com as disposições da Constituição, incluindo a manutenção das leis da terra e esperando o cumprimento pelo cidadão dessas leis. Tashfeen Malik e Syed Pizwan Farook que mataram 14 dos colegas de trabalho de Farook e feriram dezenas de outros em San Bernardino, Califórnia, foram radicalizados em uma mesquita de acordo com relatórios recentes. Eles não respeitaram as leis desta terra, apesar do fato de que Farook era um cidadão americano. Aqui está o busílis. Os muçulmanos são livres para buscar a sua fé, mas quando ocorre radicalização que desafia a segurança nacional e nosso modo de vida, a censura é apropriada. Isto não é islamofobia é senso comum. A retórica deve ser condenatória, mesmo que muitos membros da Casa não vejam dessa forma.


A liberdade de expressão não é apenas leve e doce representa as dimensões ásperas da vida. A preocupação com a islamofobia é parte da degradação cultural. Vários anos atrás, o filósofo Mortimer Adler disse: "A cultura não é morta por conflitos políticos, mesmo quando eles atingem a violência avassaladora da guerra moderna, e nem por revoluções econômicas, mesmo quando envolvam os deslocamentos de levantes em massa modernos. Uma cultura morre de doenças que são elas próprias culturais. Pode nascer doente, como a cultura moderna o foi, ou pode decair vitalidade insuficiente para superar forças destrutivas presentes em todas as culturas, mas em qualquer caso, a desordem cultural é uma causa e não um efeito de perturbação política e econômica que assolada o mundo hoje em dia. “Se Adler está certo, pode-se perguntar como pode a cultura ser imunizada contra um politicamente correto que protege a violência potencial e corrói os alicerces da nação”?

Tradução: William Uchoa 


(*)Herbert London é Presidente do London Center for Policy Research, senior fellow do Manhattan Institute e autor do livro The Transformational Decade (University Press of America).

sábado, setembro 29, 2012

Islamofobia e a presidentE do Brasil.










Cristãos massacrados na Nigéria e a presidentE não citou a cristianofobia.


A presidente Dilma Rousseff discursou na ONU nesta terça-feira (25) e colocou seus pontos de vista desprovidos de coerência e visão democrática. Durante seu pronunciamento, Dilma afirmou haver Islamofobia no Ocidente, ignorou a Cristofobia (como o famoso caso do Pr. Youcef Nadarkhani), responsabilizou Israel pela crise do Oriente Médio, e propôs o reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas.

Confira abaixo trecho do constrangedor discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU:

"...Ainda como presidenta(E) de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais. O Brasil é um dos protagonistas da iniciativa generosa “Aliança de Civilizações”, convocada originalmente pelo governo turco.

Com a mesma veemência, senhor Presidente, repudiamos também os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.

Senhor Presidente,

Ainda com os olhos postos no Oriente Médio, onde residem alguns dos mais importantes desafios à paz e à segurança internacional, quero deter-me mais uma vez na questão Israel– Palestina.

Reitero minha fala de 2011, quando expressei o apoio do governo brasileiro ao reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas. Acrescentei, e repito agora, que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional"




O comentário abaixo é do pastor Silas Malafaia da AVEC (Associação Vitória em Cristo):

"Um dos mais desastrosos e medíocres discursos feito por um estadista brasileiro nas Nações Unidas. Vamos aos fatos":



1. Nunca vi uma coisa tão descabida fora da realidade, como a afirmação da presidente Dilma Rousseff, de que no ocidente existe uma Islamofobia. Pergunto: Em que nação do ocidente houve o impedimento para a construção de uma mesquita? Em que nação do ocidente um islâmico é proibido de praticar a sua fé? Em que nação do ocidente eles são perseguidos, presos, e ateiam fogos em suas mesquitas? Que declaração estúpida da presidente, querendo fazer média com as nações muçulmanas. Porque em qualquer país democrático do ocidente eles são livres para suas práticas religiosas.

2. A presidente Dilma perdeu sim, a oportunidade de falar da Cristofobia, onde nos países muçulmanos como Indonésia, Nigéria, Irã e etc… Pastores e cristãos são presos e assassinados, Igrejas com gente dentro são queimadas, proibição de abertura de igrejas cristãs, e uma verdadeira perseguição religiosa. A presidente perdeu a oportunidade de falar sobre isso, pois o Brasil é composto de 90% de cristãos, e aqui no nosso país não existe nenhum tipo de perseguição ou retaliação aos muçulmanos. QUE VERGONHA! A presidente Dilma perdeu a oportunidade de ficar de boca fechada sobre este assunto. Não vimos nenhum movimento dela em favor da libertação do pastor Youcef no Irã, preso pelos intolerantes islâmicos do Irã.

3. Quanto ao outro assunto que só haverá paz no Oriente Médio quando houver um Estado pleno e soberano palestino, faço as seguintes colocações:

Israel é o único Estado democraticamente pleno no Oriente Médio. Os que governam os palestinos são grupos terroristas que pregam a eliminação do Estado de Israel, e que praticam atentados contra a soberania deste Estado. Como Israel poderá reconhecê-los?

Os palestinos querem Jerusalém como sua capital. Como isto pode acontecer se Jerusalém é a capital do Estado de Israel, foi fundada pelo rei Davi, e Jerusalém, na história, nunca foi capital de Estado Árabe? Como um Estado soberano vai dividir sua capital?

Israel ocupa 1% de todo território, não se engane com a propaganda. Os palestinos são de origem árabe, não possuem cultura palestina, possuem uma língua e cultura árabes. Milenarmente aquelas terras pertencem a Israel, creio que haverá paz (tirando aqui a questão escatológica e espiritual) quando eles reconhecerem o Estado de Israel como uma nação soberana.

4. Por que a comunidade internacional não defende uma nação soberana para os curdos que vivem em parte do Iraque, Irã e Turquia? Por que não separam esta região de pequenas partes destes países para formar um Estado Curdo? Por que, também, a comunidade internacional não luta em favor do país Basco, que está na região da Espanha?

5. Meu recadinho final para a presidente Dilma sobre Israel:

Abençoareis os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem.(Gen 12:3)

6. Quanto ao filme amador que ridiculariza fundamentos da fé Islâmica, eu tenho dito que no Brasil pode falar mau de Deus, diabo, pastor, padre, evangélicos, católicos, presidente, etc… Não se podia falar contra gay, e agora também contra o Islamismo. 
Nas novelas debocham de evangélicos e pastores, e no cinema mundial existem vários filmes e documentários debochando da fé dos evangélicos e dos católicos. Ninguém fala nada, ninguém diz nada, e ainda se utilizam do Estado Democrático de Direito, onde a crítica é livre – e eu concordo com isto. 
Será que a democracia está se dobrando ao terror, e ao medo de retaliações sanguinárias, das ameaças provindas de extremistas religiosos islâmicos? Que vergonha um juiz ir contra a constituição brasileira e mandar retirar um filme de quinta categoria que debocha do Islã. Sejam nós, evangélicos, católicos, islâmicos, espíritas, etc.. Temos que entender que no Estado Democrático de Direito estamos sujeitos ao deboche, à crítica, à contradição, e que também temos o direito, segundo nossas convicções, de utilizarmos os mesmos princípios. Não podemos nos dobrar a nenhum tipo de radicalismo que fere os princípios democráticos. Como disse o presidente Obama: “O filme é ridículo e repugnante, mas nada está acima da liberdade de expressão”.

Fonte: Verdadegospel.com