sexta-feira, fevereiro 08, 2013

A CAPIVARA DO RENAN.













Título original:“A imoralidade ri dos cidadãos de bem”



Acusado dos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito para o seu segundo mandato a frente do Senado Federal por 56 votos contra 18, nesta sexta-feira, dia 1º. Alçado ao mais alto posto do Legislativo, Calheiros também responde a processos por crime ambiental, improbidade, notas frias, nepotismo e tráfico de influência.

Na opinião do cientista político Luiz Felipe D’Ávila, a eleição de Renan Calheiros representa a vitória do corporativismo e da perpetuação do espírito oligárquico que se instalou no Senado. D’Ávila interpreta a eleição do peemedebista como o fracasso da oposição.

“Isso retrata a fragilidade da oposição e sua incapacidade de exercer o seu papel constitucional de fiscalizador do governo e de propositor de ideias e propostas alternativas”, afirma D’Ávila.

Assim como o cientista político, o advogado Sebastião Ventura da Paixão criticou a letargia da oposição. Para ele, a paralisia oposicionista repercute sobre ânimo do povo que parece não mais acreditar na política e no seu inerente poder renovador.

O novo mandato de Renan Calheiros reforça a ideia de que no Brasil existem dois pesos e duas medidas, pois mesmo havendo a Lei da Ficha Limpa um político com histórico de desrespeito às leis assumirá a presidência do Senado. Sebastião lembra que de nada valem boas leis de eficácia zero. “O Brasil gosta muito de mudar a lei, mas não tem o hábito de aplicar a lei”.

Ele explica que, no caso de Renan Calheiros a própria Constituição inviabilizaria a candidatura. “Ora, o artigo 37 da Lei Maior fixou a moralidade como princípio obrigatório e cogente de qualquer dos Poderes da República. E aí, me pergunto: será que os senhores congressistas desconhecem o artigo 37 da Constituição? Ou será que o desconhecido é a própria moralidade pública?”.

Sobre o impacto da eleição de Renan Calheiros para a política nacional, Ventura diz que a situação é preocupante porque os costumes políticos vão de mal a pior com o passar do tempo. “Infelizmente, o panorama político nacional é árido e pouco animador. A imoralidade ri dos cidadãos de bem”.



A eleição do peemidebista já era dada como certa. Mesmo assim, houve pressão da sociedade civil, que reuniu mais 300 mil assinaturas em uma petição virtual contra a candidatura. Em outro protesto, a ONG Rio de Paz colocou 81 vassouras e baldes em frente ao Congresso Nacional, na última quarta-feira, dia 30 de janeiro.

DÁvila questiona o alcance das reivindicações populares. Para ele, a indignação popular é rasa e se restringe a publicar um post na internet, assinar uma petição ou mandar uma carta ao jornal. Segundo D´ Ávila, é necessário mobilização popular e ação política. “Enquanto a indignação não ocupar as ruas e o Parlamento os oligarcas da política vão rir da nossa cara”, concluiu.

(Fonte: Instituto Millenium)

No jargão popular, vamos à "capivara" do Renan:
(extraído do jornal Folha de São Paulo de 01/02/2013)

Em 2007, Renan tornou-se suspeito de pagar despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, que trabalha para a empreiteira Mendes Júnior. Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e afirmou que tinha ganhos com a venda de gado. O senador pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

A denúncia foi revelada pelo site da revista "Época". Nela diz Gurgel: "Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira".

Renan foi acusado de falsidade ideológica e uso de documento falso porque, segundo a Procuradoria, "utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada".

De 118 cheques por Renan como pagamentos da pensão, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas. Além disso,39 tinham como beneficiário o próprio senador."No verso de alguns destes cheques destinados ao próprio Renan, havia manuscritos que indicam o provável destino do dinheiro, tais como 'mão de obra reforma da casa', 'reforma Barra' e 'folha de pagamento', o que diminui ainda mais sua capacidade de pagamento", escreveu Gurgel.

A maior parte das provas usadas pelo Procuradoria já estavam presentes no laudo preparado pela PF em 2007. Por exemplo, o depoimento de José Leodácio de Souza, que teria comprado 45 bois, mas negou. Para Gurgel, isso, "confirma a falsidade ideológica dos documentos apresentados".

Por fim, a denúncia aponta a suposta lucratividade recorde dos negócios do senador. Segundo a PF apontou em 2007, houve "resultado fictício". Em sua denúncia, diz o procurador: "A ausência de registro de despesas de custeio () implica resultado fictício da atividade rural, o que explica a espantosa 'lucratividade' obtida pelo denunciado entre 2002 e 2006".

Segundo a denúncia, o peculato estaria configurado com desvio de verba indenizatória do Senado."No curso deste inquérito, também ficou comprovado que, no período de janeiro a julho de 2005, Renan Calheiros desviou, em proveito próprio e alheio, recursos públicos do Senado Federal da chamada verba indenizatória, destinada ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar".

O dinheiro ia para a Costa Dourada, uma locadora de carros de Alagoas em nome de Tito Uchôa, que já foi apontado como laranja de Renan em rádios e TVs. 


quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Não distorçam os fatos, o Hezbolá é terrorista.









por José Maria Aznar e David Trimble (*)






O terrorismo jihadista ainda vive e, como mostram os fatos ocorridos no Mali e na Algéria, ainda pode nos ameaçar diretamente. Os tumultos ocorridos no norte da África nos fazem lembrar que o jihadismo não tem fronteiras e que, ao confrontar o terrorismo, é sempre melhor prevenir que lidar com suas consequências. A União Europeia (EU), no entanto, algumas vezes se recusa a encarar a realidade do terrorismo. Um forte argumento a favor da nossa opinião é o Hezbolá.

Em julho do ano passado, um ônibus lotado com turistas israelenses foi explodido por um jovem suicida em Burgas, Bulgária. Cinco israelenses e o motorista búlgaro foram mortos. Todas as evidências apontam para um ato concebido e executado pelo Hezbolá. Apesar desta atrocidade, alguns governos europeus não querem declarar o Hezbola´ uma ameaça à segurança e colocá-lo na lista de terroristas da EU. Esta recusa baseia-se no desconhecimento da natureza do grupo. O Hezbolá não é apenas uma milícia libanesa e um partido político. Ele é o braço armado do Irã. Desde a sua concepção em Teerã em 1982, ele tem se dedicado aos objetivos revolucionários da expansão internacional do islamismo xiita, como sonhava o aiatolá Komeini.

O fato de ter assentos no Parlamento libanês e cargos no gabinete não significa que os seus líderes considerem-se apenas mais uma facção libanesa – ele também comete o assassinato dos seus opositores políticos (um tribunal da ONU declarou que o assassinato de Rafiq al-Hariri, primeiro-ministro libanês, foi tramado pelo Hezbolá).

O Hezbolá tem visão e alcance globais. Ele já perpetrou ataques em lugares tão distantes como a Argentina, Geórgia, Israel, Tailândia, Turquia e Arábia Saudita, além do Líbano. Ele já esteve envolvido em atividades ilegais, mas muito lucrativas, na América Latina e na África Ocidental. Por exemplo, ele já traficou drogas e fez lavagem de dinheiro na selva colombiana sob o controle das FARC. De acordo com agentes americanos, o Hezbolá está profundamente envolvido no contrabando de drogas para a Europa.

Algumas pessoas argumentam que existe uma diferença entre a ala militar, a ala política e suas atividades beneficentes. Estão enganados, é tudo um único corpo e cada parte desempenha um papel na estratégia geral. Os líderes que dirigem seus hospitais e escolas, o líder militar, e os representantes políticos, estão todos juntos sob a liderança do secretário-geral, Hassan Nasrallah. Naim Qassem, seu sub-secretário, declarou em outubro último: “Nós não temos uma ala militar e outra ala política. Nós não temos o Partido de Alá e o Partido da Resistência. Estas diferenças não existem, nós as rejeitamos”.

O Hezbolá está comprometido com a revolução violenta, ele se considera em confronto total com o nosso modo de vida. A ideia de que o engajamento do Hezbolá no processo político e institucional libanês poderia moderá-lo já provou ser uma ilusão perigosa. Atualmente, ele intervém na Síria a favor de Bashar al Assad e nós logo saberemos de todas as atrocidades cometidas por seus militantes.

Alguns governos europeus argumentam que ainda não chegou a hora de colocar o Hezbolá na lista de terroristas da EU. Mas o que mais é necessário para tomar tal decisão? Fatos oficiais, pesquisas particulares, inquéritos parlamentares, um após o outro, têm revelado as conexões terroristas.

Nós entendemos a cautela de nações que têm cidadãos vivendo no Líbano ou tropas de pacificação lá estacionadas. Mas o temor não pode ser o substituto da atitude moral. Nós precisamos lembrar que a UNIFIL II (força de paz da ONU no Líbano) foi enviada em 2006 para desarmar o Hezbolá, não para tornar-se refém dele. Pelo que sabemos o Hezbolá conseguiu rearmar-se desde o conflito de seis anos atrás. De acordo com a Inteligência de Israel, o arsenal de 10.000 foguetes tinha sido reduzido pela metade durante a guerra, mas hoje expandiu-se em seis vezes o número inicial, apesar da missão da ONU.

Enquanto o Irã fica cada vez mais nervoso com o impacto das sanções, a possibilidade de Teerã contra-atacar através dos seus afilhados terroristas deve merecer uma consideração mais séria. David Benjamin, coordenador do antiterrorismo do Departamento de Estado norte-americano, declarou em agosto passado: “Nós estamos cada vez mais preocupados com as atividades do Hezbolá em numerosas frentes, inclusive sua campanha terrorista em todo o mundo… e nós avaliamos que ele pode atacar em qualquer lugar sem nenhum aviso”. Colocar o Hezbolá na lista de terroristas diminuirá sua habilidade de servir os propósitos sinistros dos aiatolás de Teerã.

Após o ataque na Bulgária, alguns governos europeus disseram que devemos esperar até que a investigação oficial esteja concluída para decidir se o grupo deve ou não ser incluído na lista. Outros argumentam que apenas a ala militar deve ser considerada como terrorista. Nós sabemos por experiência própria, na Espanha e na Irlanda do Norte, que o terrorismo não pode ser derrotado a não ser que você corte todos os seus tentáculos e isto inclui as organizações políticas e financeiras. Não se enganem – as organizações terroristas usam todos os meios ao seu dispor para sobreviver, florescer e alcançar seus objetivos.

O Hezbolá já está presente e ativo no solo europeu, suas atividades e redes ilegais cobrem o continente. Ele já mostrou que quer agir na Europa. E por este motivo os governos europeus devem agir agora para estigmatizar o Hezbolá e suas atividades, visões e objetivos.. O Hezbolá não é o Partido de Deus, é o Partido do Terror e nós devemos tratá-lo como tal.


David Trimble (Primeiro Ministro da Irlanda de 1998 a 2001 e Nobel da paz de 1998)
Eles são cofundadores da Iniciativa dos Amigos de Israel.

Tradução: Adelina Naiditch – Naamat Pioneiras Brasil

Imagem do Ilhas.blogspot.com

domingo, fevereiro 03, 2013

Por dentro das Forças de Defesa de Israel.



Chesed, Misericórdia.


por Lorna Simcox(*)


“É inimaginável”, disse Gruber, “que um exército diga ao inimigo antecipadamente quando irá atacar. Mas nós o fazemos para evitar danos colaterais. Arriscamos nossa vida para proteger os palestinos”.

Quando um deles é morto ou fica ferido, outro rapidamente toma a arma dele para parecer que as FDI atiraram em um civil desarmado. Está tudo ali, no filme.



Situação 1
Sua missão é bombardear uma casa em território inimigo, ocupada por conhecidos terroristas. Dentro dela, eles estocaram uma enorme quantidade de munições exclusivamente para uso contra seu país. Segundos antes de soltar a bomba, você observa do seu avião que há pessoas se ajuntando no telhado. O que você faz? Você bombardeia a casa e se arrisca a matar as pessoas? Você abandona a missão? Você tem oito segundos para decidir.

Situação 2
Sua missão é lançar um míssil e destruir um jipe que está levando um grupo de conhecidos terroristas, que já assassinaram muitos de seus compatriotas. Subitamente, o jipe começa a entrar no estacionamento fechado de um prédio em território inimigo. Você não sabe nada sobre aquele prédio. É uma escola? Uma casa de repouso para idosos? Quem está lá dentro? O que você faz? Você bombardeia o veículo e se arrisca a matar as pessoas dentro do prédio? Você abandona a missão? Você tem oito segundos para decidir.

Situação 3
Sua missão é matar um conhecido terrorista em território inimigo; ele está fugindo com seu rifle de ataque AK-47. Ele vê você. Subitamente, ele corre em direção a um grupo de crianças que estão com suas mochilas nas costas e que parecem estar esperando por um ônibus escolar. Com a mão direita, ele puxa aleatoriamente um menino pelo colarinho com tanta força que chega a levantar o menino do chão. Com o AK-47 em uma mão, a criança na outra, ele corre para ter cobertura em meio à multidão, usando a criança como escudo. O que você faz? Você atira e se arrisca a matar a criança? Você abandona a missão? Você tem menos de oito segundos para decidir.

Os militares israelenses enfrentam todos os dias essas situações na vida real. E, em cada caso, os soldados israelenses chegam a medidas nunca imaginadas para evitar causar males a civis palestinos. Na verdade, mais de 600 pessoas viram a exibição de filmes reais dessas três situações e de outras, em uma apresentação feita pelo coronel israelense Bentzi Gruber, que falou na sede de The Friends of Israel em Nova Jersey e na Conferência Profética em Winona Lake/Indiana.

Gruber, um homem alto, elegante, que fala bem, com cerca de 50 anos, é casado e tem cinco filhos. Ele é engenheiro computacional e está trabalhando em sua tese de doutorado em ciência comportamental. Mas, em Israel, poucos homens têm o luxo de serem civis. Em um país do tamanho do estado de Sergipe, meros 15 quilômetros separam Samaria (Margem Ocidental) do mar Mediterrâneo. Além disso, 600 milhões de muçulmanos estão ao redor dos 5,6 milhões de judeus em Israel. Assim, Israel deve sempre lutar para se proteger dos inimigos bem armados que juraram sua destruição.

Gruber é um veterano de 30 anos de carreira nas Forças de Defesa de Israel (FDI). Ele tem 20 mil soldados sob seu comando, já viu muitos combates e conhece em primeira mão quão diligentemente Israel protege inimigos não-combatentes, a despeito dos relatos nos noticiários que pintam os israelenses como assassinos. Em um esforço para tornar a verdade conhecida, ele preparou uma apresentação chamada “Ética no Campo de Batalha”, usando imagens aéreas de aviões israelenses e, em muitos casos, vídeos feitos pelos próprios palestinos, que filmam com regularidade os homens-bomba saindo em missão.

“Não queremos matar civis”, disse Gruber. Então, antes da Situação 1, na qual o prédio em Gaza era o alvo, as FDI soltaram milhares de folhetos em várias línguas, 48 horas antes do ataque, dizendo aos palestinos quando o prédio seria bombardeado e que deveria ser evacuado. Depois, os israelenses fizeram telefonemas e enviaram mensagens de texto. Geralmente, eles obtêm os números da maior parte das pessoas da área. Este é um procedimento-padrão israelense.

“É inimaginável”, disse Gruber, “que um exército diga ao inimigo antecipadamente quando irá atacar. Mas nós o fazemos para evitar danos colaterais. Arriscamos nossa vida para proteger os palestinos”.

Todavia, os palestinos bolaram uma maneira de tirar vantagem da misericórdia de Israel. Quando se aproxima a hora do ataque, eles se reúnem no telhado do prédio que será o alvo, sabendo que as FDI não o bombardearão. Assim, Israel inventou um procedimento que se chama “Batendo no Telhado”. Eles atiram um míssil na beirada do telhado como um aviso de que a bomba grande está vindo a seguir. Então, os palestinos se espalham.

Na Situação 2, quando o jipe cheio de terroristas fez a curva e entrou no estacionamento, o soldado israelense em comando teve oito segundos para desviar o foguete, que explodiu em uma área vazia. “Isso acontece centenas de vezes”, disse Gruber. Os terroristas fugiram.

“Estamos enfrentando o risco”, disse ele. “O objetivo não é matar pelo que alguém fez no passado, mas prevenir que faça algo assim no futuro”.

Na Situação 3, o terrorista que agarrou o menino também escapou. Quando os terroristas sabem que estão sendo perseguidos pelas ruas, “eles enviam crianças (palestinas) para fora, às ruas, para jogar futebol porque sabem que nós não atiraremos”, disse Gruber.

Ele explicou que Israel tem duas regras principais no que se relaciona a danos colaterais: (1) usar de força apenas para realizar a missão; e (2) não causar danos a inocentes - que significa mulheres, crianças, civis e não-combatentes.

Entretanto, determinar quem é não-combatente nem sempre é fácil. Os palestinos, diz Gruber, usam de propósito calças jeans, camisetas e tudo o mais que os torne indistinguíveis no meio da multidão. Eles não se vestem como soldados, como o fazem os israelenses. Além disso, quando um deles é morto ou fica ferido, outro rapidamente toma a arma dele para parecer que as FDI atiraram em um civil desarmado. Está tudo ali, no filme.

Gruber também mostrou tomadas de filmes que pareciam ser de um banheiro comum em uma casa da Faixa de Gaza, até que soldados das FDI removeram o armarinho debaixo da pia, expondo um túnel bem escondido e centenas de explosivos, inclusive TNT líquido. Os residentes também aproveitaram da panfletagem feita antecipadamente por Israel e usaram as 48 horas para disfarçar a cozinha.

Túneis para contrabando, disse Gruber, são um grande negócio. Quatro famílias em Rafah, localizada na parte sul da Faixa de Gaza, possuem 900 túneis tão grandes que os palestinos dirigem jipes e caminhões por ali para o contrabando de armamentos.

Gruber também mostrou um filme de uma ambulância claramente marcada como pertencente às Nações Unidas, com dois terroristas dentro. Sete outros subiram nela com suas armas. Ele disse que a ONU tem um orçamento de 1,3 bilhões de dólares em Gaza, e dali veio o salário do motorista da ambulância e os fundos para a manutenção do veículo e para o combustível.

“Enviamos tudo para Gaza”, disse Gruber, “inclusive alimentos e medicamentos. Trinta e cinco por cento da eletricidade de Gaza vem da nossa estação de energia em Ashkelon [Israel], a qual eles tentam alvejar todos os dias com seus foguetes”.

Infelizmente, estar em constante estado de semi-guerra tem um alto preço. Mesmo assim, o pequenino estado judeu não comprometerá seus princípios nem se rebaixará ao nível dos terroristas. O coronel Gruber disse que o estresse pós-traumático é um sério problema, e que a nação perde 45 soldados por ano por suicídio -- o que seria o equivalente a 2.500 soldados americanos. A maioria deles sofria de inevitáveis danos colaterais e não conseguia viver com as lembranças. “Quando mata uma pessoa inocente, você carrega aquela pessoa em suas costas pelo resto de sua vida”, disse Gruber.

De fato, o coronel Gruber fundou uma organização chamada “Chesed (palavra hebraica que significa "gentileza' e "misericórdia') in the Field” [Misericórdia no Campo/Gentileza no Campo], que reúne soldados das FDI e pessoas com doenças terminais ou deficientes, para terem experiências que educam e que inspiram. “Quando nossos soldados são pessoas boas, temos um exército forte e um país seguro”, diz ele em seu site: www.bentzigruber.com.

Gruber falou em Harvard, na Universidade da Califórnia em Berkeley, e em uma grande quantidade de outras universidades americanas que são abertamente hostis a Israel. Contudo, ele continua a trazer sua mensagem. “Quando você ouve mentiras, deve ter coragem para se levantar contra elas”.

“É um privilégio para mim”, disse ele, “estar no exército para proteger minha família, para proteger Israel, e para proteger o mundo ocidental”. 



(*)Lorna Simcox é editora-chefe de The Friends of Israel.

Publicado na revista Notícias de Israel - www.Beth-Shalom.com.br

sábado, fevereiro 02, 2013

Renan é novamente o Incitatus do Planalto.













Calígula nomeou seu cavalo, Incitatus, como senador. Lula e Dilma não nomearam, mas adoraram que o "Renan sem Tatus" fosse o senador presidente do Congresso.

A presidente Dilma Rousseff telefonou no final da tarde desta sexta-feira 
(1°de fevereiro de 2013) para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL)
 para cumprimentá-lo pelo sucesso na eleição à presidência do Senado.

Calígula concedeu prêmios à guarda pretoriana, mandou encerrar todos os casos de traição, pôs fim às proscrições e chamou de regresso muitos exilados.

Lula e Dilma, têm "agradado" a sua guarda pretoriana com aumentos de até 130%, afaga todos os traidores da pátria e, no governo deles, 'está cheio de gente que viveu em Marte e que não entende lhufas de administração pública, mas têm uma volupia incrível nos cofres.

Calígula era extremamente ignorante e mal preparado para governar, a dupla do continuísmo da corrupção..(Sem Comentários). As coincidências terminam por aqui: Calígula foi aclamado pelo seu povo Latino; a dupla dinâmica vem sendo aclamado pelo seu povo Latindo.



E o Renan?

O Renan não é o Incitatus da dupla dinâmica, mas já distribuiu patadas em  2007:

"Se quiserem minha cadeira vão ter que sujar as mãos": Renan é, segundo ele mesmo, mais daquilo que fazemos na privada do que um senador?.
Renan revelou o seu lado sádico: "Não vão me tirar fazendo cara feia"; e, naquela época - como hoje - é possível mexer em dejetos sem fazer cara feia?

Em 2013, mais calmo e com a certeza de que a impunidade impera neste país, Renan candidamente disse:


"ética é obrigação de todos nós". "A ética não é um objetivo em si mesmo. A ética é meio, não é fim". Não satisfeito, enlameou a ética: "Alguns falaram sobre ética. E seria injusto com este Senado Federal que votou com uma celeridade nunca vista a Lei da Ficha Limpa, demonstrando sobejamente que esse é o compromisso de todos nós".


E não contente, vai criar: "Vamos criar, com o apoio da Mesa [Diretora do Senado], a secretaria da transparência, sem custo adicional ao Senado"; ou seja continuará sendo transparente, já que parece que a imprensa não vê os desmandos nem do senado nem da câmara e muito menos do Planalto. 

Se tiverem estômago, leiam a íntegra do "discurso" de Renan aqui


Assim é demais!


quinta-feira, janeiro 31, 2013

Jerusalém, prepare-se para quatro anos bem complicados.











Jerusalém, prepare-se para quatro anos bem complicados.


por Daniel Pipes (título Original: O Antissionismo de Obama - Obama's Anti-Zionism)

Tradução: Joseph Skilnik




Eu previ dois meses antes da eleição presidencial de novembro de 2012 que, se Barack Obama fosse reeleito, "Israel seria tratado da forma mais fria até hoje dispensada por um presidente dos Estados Unidos". Bem, a eleição acabou e o tratamento frio está em vigor. Obama sinalizou nos últimos dois meses o que nos espera, vejamos:
Ao escolher três autoridades para o mais alto escalão – John Kerry como Secretário de Estado, John Brennan como chefe da CIA e Chuck Hagel como Secretário da Defesa – vai do sem noção ao hostil em se tratando de Israel.

Ao aprovar um enorme presente de armas avançadas - 20 aviões de combate F-16 e 200 tanques Abrams M1A1 – para o governo islamista do Egito, muito embora o seu presidente, Mohamed Morsi, esteja se tornando cada vez mais déspota, chamando os judeus de "sangue sugas, … belicistas, descendentes de macacos e de porcos".
Ao reiterar a tática paternalista que já dura 35 anos, depositando a confiança em pessoas com posições conhecidamente anti-israelense no intuito de condenar sua política e ao mesmo tempo fazer de conta estar preocupado com o bem-estar do país: "Israel não sabe o que é melhor para si".

Ignorar as evidências da importação pelo Cairo de peças de mísseis Scud da Coréia do Norte.
Desprezar os 239 membros da Câmara que solicitaram o fechamento do escritório da OLP em Washington em resposta a insistência da OLP em obter o status de observador nas Nações Unidas.

Os três nomeados – Chuck Hagel, John Kerry, John Brennan.





Perguntado sobre a nomeação de Hagel, Ed Koch, ex-prefeito da cidade de Nova Iorque que, apesar das duras críticas a Obama, mesmo assim o apoiou para a reeleição, deu a espantosa resposta a seguir: "Eu pensei que chegaria a hora em que [Obama] iria renegar … seu apoio a Israel [mas] está acontecendo um tanto antes do que eu imaginava". Mesmo os partidários pró-Israel de Obama esperavam que ele se voltasse contra o estado judeu!

Esses passos anti-Israel levantam preocupações por estarem em harmonia com a visão antissionista de outrora de Obama. Faltam pormenores, mas sabemos que ele estudou, favoreceu, incentivou e se relacionou com extremistas palestinos. Por exemplo:




Uma foto tirada em 1998 mostra Obama ouvindo com atenção o teórico anti-Israel Edward Said. Obama assistia passivamente sentado enquanto oradores, em um evento em 2003 enalteciam Rashid Khalidi, ex assessor de relações públicas da OLP e acusavam Israel de conduzir uma campanha terrorista contra os palestinos comparando "colonos sionistas na Cisjordânia" a Osama bin Laden. Ali Abunimah, agitador anti-Israel, elogiou Obama em 2004 por "defender uma abordagem equilibrada em relação ao conflito israelense-palestino," palavras-código significando distanciamento do governo dos EUA de Israel. Obama por sua vez elogiou Abunimah pelos seus artigos obsessivamente anti-Israel no Chicago Tribune, insistindo que ele "continuasse com o bom trabalho"!



Abunimah também revela que, já em 2002, Obama baixou o tom da retórica contra Israel" à medida que planejava passar da insignificante política de Illinois para a projeção nacional" e Obama deixou isso bem claro dois anos depois, retratando-se frente a Abunimah: "Oi, desculpe não ter dito mais sobre a Palestina no presente momento, mas estamos em uma complicada corrida nas primárias. Espero que, quando a poeira baixar, eu possa ser mais franco".

E Obama zelosamente pôs em prática as necessárias mudanças políticas, ainda que de maneira constrangida e relutante ("eu tenho que lidar com ele todos os dias" choramingou em relação ao primeiro ministro israelenseBinyamin Netanyahu). Ele apoiou Israel nas guerras de 2008-09 e 2012 contra o Hamas. Sua administração classificou o Relatório Goldstone"profundamente deturpado" e defendeu Israel nas Nações Unidas sem recorrer a lobbies, votos e vetos. Seguiu-se um fluxo de armamentos. O fato de Israel não fazer parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares continuou em vigor. Quando Ancara cancelou a participação israelense na manobra aérea "Anatolian Eagle" em 2009, os Estados Unidos se solidarizaram retirando-se do evento. Se Obama criou as crises quanto a planejada construção de casas, no final acabou permitindo que ela esfriasse.


Voltando ao presente: A provável reeleição de Netanyahu, nessa semana, como primeiro ministro de Israel significará a continuidade da liderança em ambos os países. Mas isso não implica na continuidade das relações EUA-Israel, Obama, livre das amarras da reeleição, pode finalmente dar vazão ao seu antigo ponto de vista antissionista após uma década de posicionamento político. Atente para um tom marcadamente desfavorável da segunda administração Obama frente ao terceiro governo de Netanyahu.

Emblema de uma manobra aérea conjunta de um exercício que nunca 
aconteceu, disponível agora no eBay por 9,99 dólares.


Lembrando o que Obama disse em uma conversa ao pé do ouvido em março de 2012 com o então presidente russo, Dmitry Medvedev ("Esta é a minha última eleição e após a minha eleição, terei mais flexibilidade"), existe um mundo de razões para acreditar que, tendo sido reeleito, a "poeira tendo baixado" e após uma década de prudência, ele poderá "ser mais honesto" em promover a causa palestina às custas de Israel.

Eu também previ em setembro que "os problemas de Israel irão realmente começar" caso Obama vença a reeleição. Eles já começaram, Jerusalém, prepare-se para quatro anos bem complicados.



quarta-feira, janeiro 30, 2013

Planeta dos jumentos… também.







por Nurit Bensusan



Abandonados pelas ruas do Norte/Nordeste.





Há efeitos colaterais, em alguns processos, que são absolutamente surpreendentes. Alguns até levam a descobertas interessantes como a da penicilina. Mas, aqui, quero falar de um efeito colateral da melhoria das condições de vida no Nordeste brasileiro. Trata-se da situação dos jumentos… É isso mesmo… estranho, né? Esse animal, domesticado há cerca de 5 mil anos, é originário do norte da África. Há muito é utilizado como animal de carga e de montaria. Sancho Pança, incansável companheiro de Dom Quixote, não foi o único a vagar pelo mundo montado num burrico… Até recentemente, esse animal foi fundamental para o exercício de várias tarefas no Nordeste brasileiro. Mas agora…

Dizem, e eu não sei se é verdade, que como a população do Nordeste passou a usar outros meios de transporte que não os famosos jegues, esses pobres animais ficam a vagar, desolados, pelas ruas das cidades do interior. Para resolver o problema, os governos estaduais estavam dispostos a exportar os jumentos. Chegou-se a noticiar, no ano passado, que o Rio Grande do Norte iria exportar 300 mil jegues por ano para a China. Esse país abate cerca de 1,5 milhão de burros anualmente para fins alimentares. Ou seja, os jumentos deixariam de ser meios de transporte e passariam a ser comida chinesa… Fico me perguntando se seria um grande avanço para eles… A verdade é que o negócio não se concretizou e os jumentos continuam circulando Nordeste afora…

Pesquisando um pouco sobre o uso dos jumentos mundo afora, descobri que em Israel, há um parque que usa esses animais como meio de transporte para seus visitantes, mas não apenas como burricos para montaria… trata-se de jegues high-tech! A cada jumento está acoplado um roteador wi-fi que permite que o visitante curta e compartilhe em tempo real suas experiências na Vila Yore, no Parque de Kfar Kedem, ao norte de Israel. O interessante é que a proposta do Parque é simular a vida na Terra Santa há 2 mil anos, dando ao visitante a oportunidade de ver e participar de várias atividades… mas tudo isso com possibilidades de postar tudo no facebook imediatamente…

Parque de Kfar Kedem Israel - Biblical Park Outfits Donkeys With Wi-Fi


Outra ideia interessante vem do próprio Nordeste: no Ceará, um apicultor, Manuel Juraci, leva seu jumento, com roupas de apicultor, todo dia ao seu apiário, onde o animal ajuda a coletar 9 litros de mel. Talvez esse apicultor pudesse fazer escola e outros jegues bem treinados pudessem servir de ajuda a outros apicultores… Enfim, espero que, antes que virem comida chinesa, alguém pense num destino mais nobre para nossos pobres jumentos… ideias não hão de faltar… afinal, eles devem ter seu lugar nesse planetinha também… ou não?




(*)Nurit Bensusan
Bióloga e engenheira florestal, pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo, uma de suas plataformas de popularização da ciência, e criadora da Biolúdica, oficina de jogos com temas biológicos voltada para crianças e adolescentes. Participa também do coletivo de ideias Biotrix e é autora de mais de 12 livros, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo; Meio Ambiente: e eu com isso?; Quanto dura um rinoceronte?, Rio + 20, +21, +22, +23 e Labirintos – Parques Nacionais (editora Peirópolis). Foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.


segunda-feira, janeiro 28, 2013

Dilma reduz conta de luz, mas aumenta o número de criminosos soltos.






Comemoremos então; afinal com a luz mais barata poderemos ficar mais tempo em casa usando todos os aparelhos eletro eletrônicos e pagando menos.




Enfim o país é mesmo assim de 2003 para cá:




Quando a notícia é negativa, quando fere os direitos da sociedade, a nossa zelosa imprensa apartidária e isenta não noticia ou, no máximo, lá no ultimo caderno em pequeninas letras e, claro, sem dizer quem foi que sancionou a lei. Por outro lado, quando a notícia for positiva - pelo menos para a publicidade do governo - aí então a nossa querida imprensa solta fogos, coloca manchetes enormes e nunca deixa de ressaltar o nome da(ou do) presidente que sancionou. No caso da redução de tarifas a zelosa imprensa esqueceu de mencionar que os governos petistas dobraram o valor dos tributos na nossa conta de luz de cada dia; mas isso é um pequeno detalhe.

Vejamos então a lógica do nosso sistema de justiça:

De cada seis presos em flagrante, 1 é libertado, apenas em São Paulo. Antes dessa lei 12.403, a média era de 1 a cada 9. Os dados são da Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais). Em declaração ao jornal Folha de S.Paulo, o corregedor Alex Zilenovski disse “Os magistrados já assimilaram a sistemática da nova lei, o que se pode constatar pelo aumento expressivo do número de alvarás de soltura do Dipo”.

Ao mesmo tempo em que a politica de segurança é trazer insegurança à população, "nobres" deputados como  Domingo Dutra, que não poderia pertencer a outro partido senão o dos mensaleiros (PT-MA), propõe aos coitados pedófilos sem infância, aos estupradores cheio de amor; aos assaltantes excluídos do bolsa família e aos latrocídas sem curso de tiro, uma série de mimos como creme hidratante, condicionador de cabelo, chuveiro quente e biblioteca. E para não ficar só na aberração o grande deputado propõe ainda o dia do encarcerado: 25 de junho. Não faz parte do projeto, mas podemos imaginar que nesse dia em todo o pais veremos brevemente algo parecido ao Halloween; ao abrirmos a porta de casa detentos beneficiados com a comemoração do seu dia nos dirão sorridentes: Vim buscar meu presente: sua vida. Não entendi bem a data de 25 de junho, já que concorrerá com o Dia do Cotonete; o dia da Paçoca em Pernambuco e o dia do Imigrante. Não creio que o deputado seja tão irresponsável e sugeriu essa data em homenagem ao dia "sagrado" pelos satanistas: o Antinatal... será?




O projeto em discussão prevê que o agente penitenciário que não fornecer o material de higiene necessário – inclusive o creme hidratante – corre o risco de ser condenado a seis anos de prisão. O texto determina punições até mesmo para juízes e promotores que não cumprirem o dever de fiscalizar as condições nas unidades prisionais – o que pode resultar em até quatro anos de prisão para as autoridades. Mas Domingo Dutra não vê excessos na medida: “É preciso estabelecer punições, inclusive para os juízes e promotores que não fazem as inspeções que deveriam realizar mensalmente”. Ou seja, quem não fornece o hidratante tem uma pena maior do que o que assalta, furta ou rouba. Não é uma graça esse deputado ???


E para os que gostam de criticar apenas um entre todos os 27 governos estaduais, acusando-o de "falta de investimentos na segurança", sugiro dar uma "espiadinha" no Mapa da Violência, de 200 a 2012.



domingo, janeiro 27, 2013

Entre a suástica e a palmatória.


Entre a suástica e a palmatória.






Reportagem especial da Revista de História da Biblioteca Nacional, janeiro de 2013
Reportagem: Alice Melo





Uma briga de porcos derrubou a primeira barreira que encobria uma história existente apenas nas lembranças de velhos personagens. O obstáculo rompido nos idos da década de 1990 era a parede gasta de um chiqueiro imundo que outrora fora habitado por empregados de uma fazenda localizada no município de Paranapanema, interior de São Paulo. A Cruzeiro do Sul, que hoje beira os 72 hectares de terra. Na ocasião, quem tentava conter os suínos em sua disparada era Tatão, então proprietário das terras, e seu empregado, Aparecido. A dupla falhou ao apartar a rixa; os bichos abriram um buraco na parede e escaparam rumo ao capinzal numa corrida ensurdecedora. Aparecido seguiu os porcos para evitar prejuízo, mas Tatão permaneceu atônito no chiqueiro destruído. Os tijolos maciços caídos no chão, antes encobertos pela argamassa, revelaram ao homem a marca inconfundível, cravada no centro de um losango: a suástica nazista.


“Eu chamei: hômi, volta aqui, hômi, vem ver isso”, lembra Tatão – apelido de José Ricardo Rosa – fixando os olhos verdes no horizonte, entre uma e outra baforada no seu tradicional cigarro de palha. “Quando ele chegou, eu mostrei a marca pra ele. Ele me disse que era a marca do tijolo. Eu falei: como assim? É a marca da Alemanha! E ele disse que não, era a marca do tijolo. Por anos, eu fui ridicularizado na cidade. Ninguém desconfiava que aquele tijolo, com aquela marca, era a prova de que existiu, naquela fazenda, uma filosofia nazista no passado.”


A descoberta do tropeiro permaneceu como peça solta de um quebra-cabeça complexo até 1998, quando a enteada de Tatão, Suzane, durante uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, reconheceu, nas imagens do livro didático, a marca encontrada nos tijolos de sua fazenda, e avisou ao professor. O historiador Sidney Aguilar Filho, que trabalhava na cidade de São Roque, a 160 quilômetros da fazenda, não acreditou na história da menina. Foi preciso que ela levasse o material na aula seguinte para que ele iniciasse uma investigação. Esta durou dez anos e culminou na tese de doutorado “Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância desamparada no Brasil (1930-1945)”(Para baixar o documento da tese em PDF clique aqui), defendida na Unicamp em 2011. 

Com aquele objeto em mãos, o pesquisador rumou à região e se instalou no município vizinho, Campina do Monte Alegre, ou Campininha – cidade hoje com 5 mil habitantes. Lá, teceu os primeiros fios de uma teia tortuosa de significados. Em meio a polêmicas, a teia liga a simbologia nazista presente na propriedade rural a um contexto de simpatia a ideais de racismo e autoritarismo no Brasil das décadas de 1930 e 1940.







sábado, janeiro 26, 2013

Cidade de Santos








O maior jardim de orla do mundo - 467 anos de fundação.








Sombras de Martim Afonso.Brás Cubas, Navarro, Anchieta.Mangue pestilento.Tabas do íncola bravio.Brasil novo, minha gente.
Revivo os dias do Brasil passado,nestas praias de Santos,batidas de sol e beijadas pelo Atlântico.

Evocação do burgo, inicial e rude.Uma coroa de terra, ressaindo do escuro charco,cerrada de morros inóspitos, agressivos.Pântano, mangue, praias submersas, o lagamar.
A bota ferrada do conquistador avança imperativa e audaz.Na baliza do trabuco alçado a planta firme do negro,os artelhos ágeis e sutis do índio.Apontando o mostrador do Tempo.Traçando rumos à História do futuro,os vultos austeros de Nóbrega,José de Paiva, Anchieta.

O descobridor valente avança destemido.Vence Paranapiacaba e, alargando trilhas,sobe lentamente, decidido.Conquista a serrania imensa.Firma-se no Planalto,e gesta Piratininga.
Revejo os dias do Brasil passado nesta cidade autêntica no estilo lusitano.Nestas velhas igrejas de barroco original.Nestas ruas estreitas, desiguais.Nestas frentes vestidas de azulejos.Nos portais de pedra destas casas de beirais.

Revivo as eras do Brasil primevo nestas ruas de Santos, de nomes legendários:Manoel da Nóbrega, Brás Cubas,Fernão Dias, Tibiriça, Anchieta.Escola de Sagres... Caravelas e veleiros.Naus do descobrimento.Mestres marinheiros,reis dos mares oceanos.
Marujos e gajeiros.Velho Portugal de meus avós.Rudo tronco ancestral, genealógico.Minas e bandeiras, cidades e forais.Unidade de raça, de língua, de ética, de costumes.
Heredos e atavismos, nômades e sedentários...Assimilação e repulsa.Afro, luso, ameríndio.Tateio entre as raças donde provenho para o desconhecido dos destinos.

Combatendo a mim própria,procuro conjugar estranha sensação de ser e de não ser...Afro, lusitano e bugre— sou a herança hesitante de vós três.Praias de Santos...Íncolas e lusos.Fidalgos e plebeus.Negros da Costa d'África.Piratas e salteadores.Traficantes e bastardos.Frades e judeus pisaram estas areia se se acoitaram nestes recantos.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

São Paulo, meu amor: 459 anos.





  





MINHA INSÓLITA METRÓPOLE


Minha insólita metrópole, capital de todos os absurdos!

Música eletrônica em fundo de serenata, paisagem cubista com incrustações primitivas, poema concreto envolto em trovas caboclas.

Cidade feita de cidades, bairros proclamando independência, ruas falando dialetos, homens com urgência de viver.

Oceano feito de ilhas. Ilhas chegando, ilhas sangrando, ilhas florindo.

Os céus cansados do concreto que arranha. Cresce o mar das periferias.

No barco dos barracos navega um sonho. No fundo de cada um dos cidadãos do mundo, dorme a província.

Ali a velha igreja com seu campanário esperando a mantilha da noite.

Anúncios luminosos piscam obsessões. O asfalto é irmandade de credos.

No centro, todos os vícios e todas as virtudes convivem nas esquinas da São João.

Os domingos são quadrados. Cabem dentro da tela de cinema, do aparelho de televisão, da página do jornal, do campo de futebol.

O metrô é mergulho no inconsciente urbano. Nele o mesmo silêncio dos elevadores. Convívio de sonâmbulos, de antípodas da fila de ônibus e do trem de subúrbio onde há tempo para o cansaço florir num sorriso.

Aqui o verde é esperança cobrindo o frio de existir.

Teatros e o ballet da multidão, museus contemplando o quadro dos que se agitam, orquestras e a sinfonia de uma época em marcha. 

Nestes tempos modernos, Carlito operário ou estudante, comerciário ou burocrata, é técnico em sobreviver.

Planalto dos desencontros, porto dos aflitos, rosa de eventos onde até o futuro tem pressa de chegar.

Mal-amada cidade de São Paulo, EU TE AMO!


terça-feira, janeiro 22, 2013

O despontar do radicalismo islâmico.








por Herman Glanz


 Execução por apedrejamento, por islâmicos: A mulher é enterrada parcialmente, em alguns lugares. Depois é apedrejada até à morte. 

Estamos presenciando um avanço do islã radical na região do Mediterrâneo, especialmente no norte da África, em sequência da Primavera Árabe. É a retomada do projeto de implantação do Califado europeu, o Esplendor Al Andaluz. O que preocupa é que essa Primavera se estende pelo verão, outono e inverno, e se torna em violência local e com uma inclinação contra o Mundo Ocidental, europeu e americano.

No momento a atenção mundial se desloca para Mali e Argélia, que são países vizinhos, onde aconteceram dois sequestros de estrangeiros e locais trabalhando em instalações petrolíferas e de gás de cada país, e que terminaram numa carnificina, tanto de reféns como de terroristas, depois da reação das respectivas forças armadas. E em ambos os casos, grupos terroristas ligados à al-Queida foram os responsáveis pelos sequestros.

Apesar das declarações americanas de que a al-Queida estava fadada a desaparecer depois da morte de Osama Bin Laden, estamos verificando que a al-Queida continua operativa – os americanos não acabaram com esse conglomerado do terror. Preocupa observar a aliança dos grupos radicais islâmicos vizinhos com reivindicações contra o Ocidente. No sequestro da Argélia exigiam a libertação do Sheik egípcio Omar Abdelrahmane e da paquistanesa Aafia Seddequi (noticia aqui), presos nos Estados Unidos por apoio ao terrorismo.

Exigiam, também, a libertação de ‘militantes e combatentes’ islâmicos e reação à intervenção francesa no Mali, intervenção em apoio ao governo e contra a ação de terroristas islâmicos. Observa-se, assim, apoio desses terroristas aos interesses dos radicais islâmicos egípcios, pois grande parte dos terroristas é constituída de egípcios tanto da Irmandade Muçulmana como dos Salafistas, tendo ocorrido manifestação no Cairo, em frente da embaixada da França, pedindo a expulsão do embaixador francês, havendo confrontos com grupos contrários.

No Mali, além da empresa petrolífera argelina, operam a Statoil, russa e a British Petroleum, o que esclarece porque o Presidente Putim deu apoio aos franceses, mandando avião Antonov de auxílio no transporte de tropas e armamentos. O diário Asharq Al Awsat lamenta ter a comunidade internacional saudado a intervenção francesa para salvar o povo de Mali, mas não se manifesta em favor do povo da Síria, massacrado há praticamente dois anos pelo governo de Bashar Assad que, aliás, se mostra satisfeito pois esquecem dele enquanto se fala no Mali e na Argélia.

A França, sob o governo do socialista François Holande, declara ter ido à guerra no Mali porque “não podemos ter um estado terrorista na porta da Europa”, mas quando Israel lança uma operação em defesa de seus cidadãos contra ataques com mísseis dos terroristas de Gaza, toda a mídia francesa protesta contra a ‘agressão israelense’. Mas devemos ter presente que Paris fica a mais de 6.000 km de Bamako, capital do Mali, e a distância entre Israel e Gaza é de 1 km.

Observa-se também na mídia destaque para a campanha atual do Presidente americano em favor do desarmamento mas, por outro lado, manda caças F-16 e tanques Abrams para o Egito governado pela Irmandade Muçulmana, que apoia o terrorismo islâmico. Em razão desse fato já se observa na mídia comentários de que tudo indica tratar-se de ação do governo americano em favor dos movimentos islâmicos, procurando, dessa forma, sendo simpático aos islâmicos radicais, salvar a reputação americana pelo mundo afora.

Seria, assim, uma ação coordenada americana, o que pode justificar ter deixado Israel de lado, inclusive se imiscuindo nas eleições israelenses, com a pretensão de derrotar Netanyahu, para ter um governo israelí simpático aos americanos, mesmo sabendo que são os israelenses quem determinam seus próprios interesses, contra qualquer interferência estrangeira.

Fonte: Pletz

domingo, janeiro 20, 2013

Brasil Carinhoso: Virgindade de meninas por vinte reais.






Este é o Brasil do futuro, tão carinhoso com seus habitantes, onde em São Gabriel da Cachoeira, município amazonense, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena –entre 12 e 15 anos— com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons.

A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado.

Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime.
Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista.

As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios.

Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras.

M., de 12 anos, conta que "vendeu" a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. "Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste."

A menina conta que o homem é casado e tem filhos. "Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém."

P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. "Ele me obrigou. Depois me deu um celular."

Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. "Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates."

Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos.

"Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]."

P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. "Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores", afirma.

Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. "Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar", diz a mãe de uma menina de 12 anos.

Enquanto isso tudo ocorre desde 2008, no Brasil sem fome, sem miséria e agora tão carinhoso...



Os crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual têm penas previstas de quatro a dez anos de reclusão (com os benefícios da lei, quatro anos pode se transformar em nada e dez anos pode se transformar em 1 ou dois anos no máximo)

A irmã Giustina Zanato, 63, presidente do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, diz que os casos são denunciados desde 2008.

"Fomos procurar a Justiça. Lá disseram que deveríamos ficar quietinhos no nosso lugar, que isso acontecia todos os dias", afirma Giustina.

Promotora de Justiça de São Gabriel, Christina Dolzany diz que ouviu depoimentos de dez meninas. "É uma coisa animalesca e triste, algumas delas relatam que perderam a virgindade nessa situação de exploração."

Algumas meninas, segundo Christina, já estão recebendo assistência psicológica.

O procurador federal Júlio José Araújo Junior, que atua no direito indígena, determinou a abertura de inquérito.

"A investigação pela PF se deve muito pela insatisfação da sociedade com as investigações que não andaram [na Polícia Civil]. Os acusados são pessoas que têm certo poder dentro da cidade, o que intimida qualquer tipo de denúncia", disse o procurador.

O delegado titular em São Gabriel atribui a morosidade da investigação à dificuldade de encontrar as garotas. "Passamos 30 dias para localizar quatro meninas. Apenas uma delas fez o exame de corpo de delito para comprovar a conjunção carnal. Assim fica difícil, elas mesmo dificultam."

ENQUANTO ISSO...

O deputado federal e ativista (eu diria fundamentalista)gay Jean Wyllys (PSOL-RJ), que se elegeu pela absurda lei eleitoral que garante a quem tem menos votos galgar uma cadeira no parlamento, apresentou projeto de lei que visa à regulamentação da atividade de profissionais do sexo (profissionais do sexo é uma maneira romântica de se referir à Prostituta. A lei, batizada de ‘Gabriela Leite’, se aprovada, regulamentará a prostituição e a tornará uma profissão. 

É preciso ser muito idiota e ex-participante de um BBB para afirmar:

Wyllys justifica o projeto afirmando que a Constituição Brasileira determina o combate à marginalização do cidadão. O deputado afirma ainda que, com a regulamentação, será possível um maior combate à exploração sexual. “Esse projeto servirá como instrumento de combate à exploração sexual, porque a Lei distingue o que é prostituição e o que é exploração sexual, institutos confundidos no atual código penal”, argumenta.

“O deputado federal Jean Wyllys diz que o moralismo ataca injustamente a vida de algumas pessoas. Eu digo o contrário. A imoralidade é uma chaga que corrói os bons costumes e a moralidade das famílias brasileiras”, atacou o deputado Samuel Malafaia, que foi mais longe. “A legalização da prostituição facilitaria o tráfico internacional de mulheres e a prostituição infantil. Outros países que passaram pelo mesmo processo se tornaram focos de tráficos de mulheres”.



Fontes: Uol/Folha/Verdadegospel/Folha do Espírito Santo