sábado, março 12, 2016

As investigações Que Podem Inviabilizar a Nomeação de Hillary Clinton












por Roger Aronoff para ACCURACY IN MEDIA








Os principais meios de comunicação estão contentes por darem à Sra. Clinton um passe livre em seus muitos escândalos, dando pouca importância ou minimizando informações que poderiam prejudicar potencialmente a sua campanha. Ao mesmo tempo, organizações de mídia trabalham para reforçar o seu ar de inevitabilidade como a candidata escolhida repetidamente chamando a atenção para o tamanho de sua liderança em termos do número de delegados que ela tem e o do senador Bernie Sanders (I-VT).

Após a votação em 19 estados, a mais recente contagem de delegados mostra Hillary Clinton com 1.130 delegados para 499 para Sanders. Mas esses números podem ser enganosos. Clinton tem entre os seus delegados 458 superdelegados ou seja, funcionários eleitos e funcionários do partido que podem votar em quem quiserem, e que representam cerca de 30 por cento do número total de delegados necessários para ganhar a nomeação. Eles anunciaram que vão votar nela, enquanto apenas 22 superdelegados declararam apoio a Sanders. A existência de superdelegados foi estabelecida após a eleição de 1972 em que o candidato democrata George McGovern ganhou apenas um estado, a fim de dar ao establishment do partido uma melhor chance de controlar o processo de indicação e evitar uma repetição dessa situação.

É importante lembrar, no entanto, que em dezembro de 2007 o candidato Barack Obama tinha apenas 63 superdelegados versus 169 para Hillary. No entanto, em 2008, o presidente Obama venceu a primária presidencial democrata com 463 superdelegados contra 257 dela. Os superdelegados de Hillary estão geralmente inclinados a emprestar seu voto para o candidato que está ganhando.

Não é de admirar que os relatórios de mídia enfatizem a elegibilidade de Hillary sobre a de Sanders. Afinal, a mídia liberal tem colocado toda a força de seus relatórios para garantir o sucesso da sua campanha, apesar de Sanders estar tendo um desempenho surpreendentemente forte até agora, tendo vencido oito dos 19 estados que realizaram primárias ou caucus (1). Ele conta, claramente, com o fator de entusiasmo.

Mas o campo de Clinton tem outras coisas para se preocupar também. Bryan Pagliano, que instalou o servidor de e-mail privado de Clinton no início do seu tempo como secretária de Estado, recentemente beneficiou-se de imunidade pelo Departamento de Justiça. Andy McCarthy da National Review observa que uma "oferta de acordo sinaliza que uma investigação do grand-júri ativa podem muito bem estar em curso, e se ele ainda não estiver em andamento, em breve estará."

"O Post diz da investigação sobre mau uso de informações sigilosas pela Sra. Clinton, "não há indicação de que os promotores convocaram um grande júri ... para intimar testemunhos ou documentos, o que exigiria a participação de um escritório da procuradora dos EUA ", ele escreve .

McCarthy chama isso de "duplamente errado", porque "uma oferta acordo – é uma indicação poderosa quer de que há uma investigação do grand-júri ativa ou que essa investigação é iminente", e um promotor público não é necessário.

Uma análise recente do Washington Post detalhou alguns dos comportamentos imprudentes de Hillary Clinton como secretária de Estado. 

"Hillary Clinton enviou 104 e-mails do seu servidor privado enquanto Secretária de Estado os quais, segundo o governo tem dito desde então, continham informações secretas ...", relata o Post. "A descoberta é o primeiro relato do papel pessoal da candidata democrata presidencial favorita ao colocar informações, agora consideradas confidenciais, em e-mail inseguro no exercício de seu cargo no Departamento de Estado."

Embora o Post reconheça que, para em "cerca de três quartos desses casos, as autoridades determinaram que o material que ela escreveu no corpo das mensagens de e-mails seja confidencial", o documento também expressa ceticismo de que estas informações devam ser consideradas confidenciais.

"Vários [diplomatas] disseram em entrevistas que eles achavam que o processo de revisão do Departamento de Estado baseou-se numa interpretação muito ampla das leis de registros públicos que restringem a liberação de certas informações envolvendo as relações com governos estrangeiros", relata o Post. Isso pode incluir "informações em tempo real compartilhadas por eles por autoridades de governos estrangeiros que utilizam as suas próprias contas de email inseguros ou linhas telefônicas abertas, ou em locais públicos, tais como lobbies de hotel onde elas poderiam ter sido ouvidas."

Como já relatamos, tais informações são consideradas secretas em sua origem, porque envolvem informações confidenciais recebidas de contatos de governos estrangeiros.

A Sra. Hillary e seus partidários têm atribuido as investigações sobre sua corrupção e mentiras, a grupos de direita com a intenção de arruinar sua carreira política. No entanto, nos últimos tempos eles tem afirmado mais enfaticamente que o governo, liderado pelo presidente Obama, também está tendenciosamente contra Clinton.

O chefe de campanha de Clinton John Podesta declarou recentemente que uma fonte anônima – um "informante" – criticou a conduta do Inspector Geral do Escritório do Departamento de Estado (OIG), argumentando que esta investigação tem um "viés anti-Clinton," de acordo com The Daily Caller. Ironicamente, o IG, Steve Linick, foi nomeado pelo presidente democrata Obama.

A correspondente da Associated Press na Casa Branca Julie Pace disse à Chris Wallace da Fox News no dia 6 de março, que ela acredita que o presidente Obama está apoiando Hillary Clinton, e desencorajando uma acusação criminal. "Mas o presidente dos Estados Unidos disse que não há nada que se manifeste numa investigação que possa se revelar criminosa", disse ela.

Estas declarações da Casa Branca são inadequadas e bastante reveladoras. O Presidente não deve estar pré-julgando a investigação do FBI. Seu porta-voz afirmou que nem o FBI nem o Departamento de Justiça mantiveram o presidente informado sobre a investigação. Mas como o registro mostra claramente que o presidente Obama teve comunicações diretas de e-mail com a conta de e-mail insegura da Sra. Clinton em pelo menos uma dúzia de ocasiões, ele poderia se enredar neste escândalo da segurança nacional se for permitido que a investigação avance. Obama também enfrenta o dilema das consequências de uma acusação contra a Sra. Clinton para os democratas ganharem a Casa Branca em novembro.

Hillary parece confiante de que as duas investigações do FBI não cheguem a lugar algum. "Esta é a mesma investigação de segurança que vem acontecendo desde o ano passado", disse a Sra. Hillary à CNBC. "Eu sei que os republicanos estão envolvidos em um monte de wishful thinking, mas isto, não me preocupo com isto."

A investigação não é nenhuma revisão de segurança. O FBI, com mais de 100 agentes envolvidos na investigação, está determinando se acusações criminais são cabíveis.

Mais uma vez, a Sra. Clinton disse à MSNBC que ela é "pessoalmente, não está preocupada" e que ela acha que "haverá uma resolução no inquérito de segurança."

"Não há outros políticos americanos – mesmo aqueles tão corruptos como Richard Nixon, ou tão odiado pelos partidários como George W. Bush – que tenham promovido a criação de uma indústria multimilionária permanente dedicada a atacá-los", observa a revista Atlantic liberal num artigo sobre os escândalos de Clinton. No entanto, mesmo The Atlantic descreve o Emailgate da Sra. Clinton parecendo o "mais sério de todos os tempos." Pace, da AP, disse também que Hillary ainda não tem uma "boa resposta" para as perguntas sobre seu servidor de e-mail.

A Sra. Clinton está sendo investigada por outros, que não apenas o FBI. Ela também enfrenta investigações do "inspetor-geral do Departamento de Estado, o inspetor geral das agências de inteligência, o Bureau de Segurança Diplomática do Departamento de Estado e do House Select Committee sobre Benghazi," de acordo com The New York Times.

Parte da investigação tem a ver com corrupção pública, isto é, o uso seu escritório de Secretária de Estado para beneficiar a fundação de sua família, bem como encher seus próprios bolsos e de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.

Um caso que vale a pena analisar é o da Laureate International Universities. Como Peter Schweizer relatou no ano passado em Breitbart, "Balanços financeiros divulgadas recentemente revelam que Bill Clinton recebeu US$ 16,460 milhões em pagamentos de uma empresa de educação com fins lucrativos apoiada por George Soros, quando Hilary chefiava o Departamento de Estado, que canalizou dezenas de milhões de dólares para um grupo dirigido pelo presidente da empresa. "Pouco depois que isso foi divulgado,Bill Clinton renunciou abruptamente" da diretoria.

Este é apenas um dos muitos exemplos trazidos à luz no livro de Schweizer, Clinton Cash, que demonstra como os Clintons usaram a posição de Hillary como secretária de Estado para enriquecer.

Enquanto Clinton continua a se beneficiar de favoritismo da grande mídia, as investigações de má conduta dela e de seus auxiliares continuam. Mesmo os canais liberais, como The Atlantic, estão começando a perceber que as acusações que ela enfrenta são sérias, e vão se tornar mais graves à medida que o tempo passa. Isso só vai fazer uma mídia cada vez mais desesperada esquecer o quanto puderem destes escândalos, à medida que avançam em sua missão para conseguir que ela se eleja em novembro.

A caucus is a public meeting, held at a specified time, in which voters assemble to express support for a candidate. The parties and states set their own rules in regard to how each caucus operates. Sometimes a person votes privately, but often people vote by either a show of hands or by breaking into groups. In some cases, supporters or representatives of a candidate can give a speech in an effort to sway voters at the cáucus.

Tradução: William Uchoa

sexta-feira, março 11, 2016

Nove contradições de quem defende um estado provedor.









por Juan Ramón Rallo(*)



O estado, quando analisado despido de toda a retórica daqueles que o defendem, nada mais é do que uma máquina de confisco e transferência de dinheiro. O velho adágio segue impávido: não há nada que o estado possa fornecer sem que, antes, ele não tenha tomado de alguém.

O estado é redistribuição. Há aqueles que pagam mais do que recebem, e há aqueles que recebem mais do que pagam.

Sendo assim, se você defende um estado provedor, isto é, se você acredita que o estado deve ajudar os mais pobres, prover saúde e educação para todos, previdência social, lazer e subsídios para empresas, então você inevitavelmente incorre nestas nove contradições (que podem ser divididas, de acordo com sua importância, em ter grupos):

Contradições básicas

1. Não faz sentido ajudar a todos cobrando impostos de todos. 

Mesmo os mais pobres que recebem transferências do governo também pagam impostos — os quais estão embutidos em qualquer bem ou serviço que consomem — para sustentar todo esse esquema de redistribuição. 

2. Se você acredita que é possível ajudar a todos cobrando impostos apenas dos ricos, então você desconhece a realidade do mundo.

Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas. No mínimo, sairão do país.

3. Programas sociais e de redistribuição universal de renda geram incentivos perversos: entre os recebedores, desestimulam as pessoas a trabalhar, a poupar e a se precaverem para o futuro; entre os pagadores, a maior carga tributária desestimula a geração de riqueza.

Quanto mais "generosos" os programas, piores os efeitos colaterais sobre os beneficiados: maiores os custos para os produtores de riqueza e piores os efeitos sobre a moral e a ética dos beneficiados.

4. As políticas, por piores que sejam, são julgadas muito mais por suas intenções do que por seus resultados. 

"Ajudar os pobres" é algo que soa bem; "estimular a cultura" é algo bonito; "educação e saúde para todos" é algo ao qual só desumanos se oporiam. Já uma expressão como "incentivos perversos" soa desagregadora e reacionária.

E dado que os seres humanos se concentram muito mais na sonoridade e na beleza dos nomes dos programas, e não em seus reais resultados, governos se tornam inerentemente propensos a adotar e manter programas que não passariam em um simples teste de custo-benefício. Veja a saúde pública, a educação pública e o cinema nacional. 

Contradições médias

5. É bem possível articular uma defesa da obrigação moral de se ajudar todas aquelas pessoas que são extremamente pobres por motivos alheios às suas responsabilidades. Por exemplo, pessoas cegas e pessoas nascidas com alguma grave deficiência mental.

Por outro lado, é impossível articular uma defesa ética sólida de outros tipos de redistribuição. 

Se um você está passando fome porque nasceu cego ou tem deficiência mental, isso é moralmente problemático. Se você está passando fome porque bebe demais, isso é problema exclusivamente seu.

Da mesma forma que eu não posso roubar o carro do meu vizinho só porque ele tem dois e eu não tenho nenhum, eu também não posso roubar uma fatia do salário dele só porque ele tem um emprego bom e eu não tenho nenhum e nem quero ter.

No entanto, os programas sociais dos estados de bem-estar modernos se concentram exatamente nestes últimos casos. No atual estado de riqueza do Ocidente, pessoas "extremamente pobres" são poucas. E nem todos os pobres o são por motivos totalmente alheios às suas responsabilidades. Há muitos que possuem comportamentos irresponsáveis (embora seja politicamente incorreto falar isso).

6. Paradoxalmente, o estado de bem-estar é utilizado como justificativa, pelos seus próprios defensores, para restringir a imigração de pobres oriundos de países miseráveis. "Eles estão vindo para se aproveitar de nossa saúde pública, de nossa educação gratuita, de nosso seguro-desemprego!".

Pior ainda são aqueles que dizem querer ajudar os pobres, mas são contra a imigração destes porque "eles irão roubar nossos empregos!". Dizem ser a favor da ajuda aos pobres, mas querem impedir que eles cresçam por conta própria com um emprego assalariado.

Contradições principais

7. Toda e qualquer ambiguidade nos termos "pobreza absoluta" e "comportamento irresponsável" deveria sempre ser resolvida em prol dos pagadores de impostos, e não dos beneficiados. Nenhuma coerção pode ser aceita quando sua justificativa é discutível. Princípio da liberdade: in dubio, pro libertate.

No entanto, ao não se permitir esse debate, muitos trabalhadores pobres seguem sendo espoliados para sustentar quem não quer trabalhar.

8. Se a caridade privada pode se ocupar daquelas pessoas que estão em pobreza absoluta por motivos totalmente alheios às suas responsabilidades, então não há motivos para que o governo faça esse serviço. Este é o princípio básico da subsidiariedade

A melhor maneira para se mensurar a eficácia da caridade privada é abolindo os programas sociais existentes e observar como a caridade fará o serviço. No entanto, os defensores do estado provedor proíbem que tal experimento seja sequer mencionado.

9. Ajudar a todos os desconhecidos pode ser uma virtude moral (ato super-rogatório), mas não é uma obrigação jurídica (ato obrigatório). Há pessoas que, por motivos sensatos, têm objeções éticas e morais a serem forçadas a ajudar pessoas que têm um estilo de vida que não aprovam ou programas com os quais não concordam.

No entanto, esse tipo de debate foi proscrito pelos defensores do estado provedor.

Em quais desses posicionamentos você se encontra?



(*)Juan Ramón Rallo é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri. É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

quinta-feira, março 10, 2016

Estudantes de Jardim de Infância de Minnesota são Forçados a se confrontar com Identidade de Gênero.











por Kelsey Harkness do DAILY SIGNAL




Tudo começou com um livro: "My Princess Boy" (Meu Menino Princesa).

Em 14 de outubro de 2015, o diretor da escola fundamental de uma escola cooperativa de Minnesota informou aos pais que nos próximos dias, a escola estaria tomando medidas para "apoiar um aluno que possui não-conformidade de gênero".

“Seus filhos de 5 e 6 anos de idade”, os pais foram informados por e-mail, "irão ouvir vários livros que celebram as diferenças e ensinarão às crianças sobre a beleza de serem eles mesmos."

“Um desses livros”, o diretor observou, seria "My Princess Boy", uma história que gira em torno de um menino que às vezes gosta de fazer coisas tradicionais em menina como usar vestidos.

No e-mail, o diretor encorajou os pais das crianças do jardim de infância a "terem conversas em casa sobre a adequação de comentários ou provocação relativas a todas as classes protegidas", especificamente relativos à identidade de gênero.

Os detalhes sobre o estudante com não-conformidade na escola, Nova Classical Academy em St. Paul, Minn., foram mantidos em sigilo. Mas, logo depois que o e-mail inicial saiu, os pais na Nova Classical Academy souberam que a criança também estava no jardim de infância.

Imediatamente, a preocupação de alguns pais aumentou sobre a questão da identidade de gênero sendo introduzida para os seus filhos de 5 e 6 anos de idade. O conceito, acreditavam eles, é muito complicado para alunos de jardim de infância entenderem.

E apesar de que a escola ainda não tinha anunciado quaisquer novas políticas de banheiros, os pais estavam preocupados com seus filhos usando banheiros com estudantes do sexo oposto.

Em sua tentativa de reverter a situação, os pais ficaram frustrados com a resposta da escola. Pelo menos 10 alunos, o Daily Signal soube, transferiram-se para outra escola.

Uma mãe, que pediu para permanecer anônima para proteger a identidade da filha, disse que ela transferiu seu filho porque o colega estava tendo um efeito "traumático" em sua filha.

"Nossa filha – porque ela é uma estudante de jardim de infância normal, que foi criada em uma família onde tivemos algumas normas sociais em relação ao gênero e ao sexo biológico – agora está fazendo perguntas como: “Como é que um menino se torna uma garota quando nasce com um pênis?” Ela tem dois irmãos, então ela está se perguntando, como isso é possível, como o menino está usando um jumper (vestido sem mangas) e tem fitas e rabos de cavalo em seu cabelo ", disse a mãe.

Outra mãe, cuja filha ainda está na mesma classe que a criança com não conformidade de gênero, descreveu um efeito semelhante. Essa mãe também pediu para permanecer no anonimato.

"Sua filha disse: Mãe, eu acho que você pode escolher se você quer ser um menino ou uma menina", disse a segunda mãe.

"Isso me incomoda"

Semelhante à forma como o debate sobre os direitos de transexuais tem causado uma guerra cultural em estados como Washington e Dakota do Sul, a situação na Nova Classical Academy também causou um racha na coesão da comunidade.

O estabelecimento é uma escola semipública competitiva, que se classifica consistentemente com elevadas avaliações escolares. Quando foi concedido seu alvará de escola cooperativa, a Nova Classical Academy solicitou uma renúncia de modo que a maioria dos seus membros do conselho escolar seriam pais em vez de educadores. Um dos objetivos ao fazer isso, disseram os pais ao The Daily Signal, era promover o envolvimento dos pais e a supervisão por eles do currículo.

"Nós, como comunidade escolar passamos por processos muito longos, mas no final eles sempre acabam num diálogo e numa situação vencer-vencer", disse uma mãe. "E neste caso, isso não aconteceu."

Por exemplo, esta mãe explicou, decidir quando começar o currículo de gênero e sexo exigiu "um processo longo e doloroso."

Finalmente, os pais e educadores concordaram que o programa iria começar na quinta série, e abordaria o tema de ser transgênero no 10º ano. Mas agora, eles pensaram, aquela decisão estava sendo virada de cabeça para baixo, e a escola foi contornando as opiniões dos pais para introduzir estes temas a partir de uma idade mais jovem.

Os pais ficaram divididos – muitos apoiaram plenamente a leitura de "My Princess Boy" e do currículo que viria junto com ele. Alguns desses apoiantes lançaram uma petição em que eles e outros de fora comunidades poderiam falar.

"Eu sou a favor do uso de materiais como esse como parte do currículo", escreveu Stephanie Schweser. "Ensinar e promover a tolerância, compreensão e inclusão irá melhorar a nossa comunidade escolar e nossa comunidade mais ainda."


"Eu apoio totalmente a leitura de My Princess Boy ou outro livro que aborde especificamente a não conformidade de gênero", acrescentou Josephine Chung na mesma petição. "Um livro é uma ferramenta útil e necessária para educar nossos filhos."

Aqueles que se opuseram ficaram particularmente preocupados porque a Nova Classical Academy é uma escola K-12 (1). Embora a escola ainda não tenha abordado políticas sobre banheiros, alguns pais temiam que seus filhos de 5 e 6 anos de idade, possam agora ser forçados a dividir o banheiro com um adulto do sexo oposto.

"Estamos em uma escola K-12, e isso me incomoda –existem alguns banheiros que são compartilhados. Então, eu poderia ter a minha filha no banheiro e um adulto, "a mãe cujo filha no jardim de infância ainda freqüenta a escola disse ao The Daily Signal, acrescentando:

Se começarmos a dessensibilizar os nossos filhos em uma idade tenra que está tudo bem – e no momento, eu não estou preocupada que algo ruim vá acontecer com ela em sua escola primária, mas que ela se acostume com isso. E, mais tarde, ela poderia se colocar em uma situação onde ela poderia estar em perigo, porque ela está inocentemente no banheiro com alguém que tem a intenção de causar danos.

"Vida antes e após Beyonce"

Há dois meses atrás, Dave e Hannah Edwards, os pais do estudante com não-conformidade de gênero da Nova Classical Academy, vieram a público com sua história em uma entrevista com o apresentador de rádio Jack Rice.

Durante essa entrevista, Hannah Edwards tentou explicar a identidade de seu filho.

"Quando perguntamos o que ele prefere, ele diz:" Eu sou um menino e no meu coração eu sou uma menina. "E às vezes ele vai dizer que ele é meio a meio, que é algo que você colocar no seu café, mas eu digo OK, isso é ótimo. "

Hannah Edwards disse que a mudança começou mais ou menos aos 2 anos depois que seu filho, Holden, assistiu Beyoncé se apresentar no show do intervalo do Super Bowl 2012:

Eu meio que penso nisso como a vida antes e depois de Beyoncé. Logo isso se transformou em uma ocorrência diária, querendo assistir a este show do intervalo de 10 minutos. E ele começou a amarrar seus cobertores sobre a cabeça, e dançando como ela, e observando seu reflexo no vidro da lareira. Isso foi, penso eu, a primeira vez que eu notei. Ele começou a se tornar menos "ele acha que isso é interessante" e mais " eu estou sendo Beyoncé Eu estou sendo uma menina. "

O Daily Signal tentou falar com Gender Justice, um grupo que está trabalhando com a família Edwards. Eles não responderam a uma solicitação para comentário.

Na entrevista de rádio, os Edwards sugeriram que Holden tinha sido objeto de assédio moral na sala de aula e, assim, o currículo de gênero era necessário. Mas o verdadeiro problema, segundo eles, decorre de pais que se opuseram à escola lidar com seu filho.

"Eu diria que seu professor tem sido muito correto em parar o assédio moral, pelo menos na sala de aula. Eu sei que ele vem para a escola agor de vestido desde o mês passado”, disse o pai de Holden, Dave Edwards, durante a entrevista. Ele adicionou:

Sinto-me confortável com o que está acontecendo em seu pequeno mundinho da sala de aula. Então estes outros pais entram e contestam ou iniciam petições. E eu acho que realmente vem de um lugar de medo e ignorância da parte deles.

"Entendendo Diversidade de Gênero"

Eric Williams, diretor executivo da escola, confirmou ao The Daily Signal que, em dezembro, a Nova Classical Academy convidou o presidente da Associação Nacional de Psicólogos Escolares, Todd Savage, "para educar os funcionários e a comunidade sobre a não-conformidade de gênero e os estudantes transexuais."

Os pais que participaram do evento e falaram com o Daily Signal disseram acreditar que a sessão veio, nas palavras de um dos pais, "numa perspectiva muito progressista."


Durante a sessão, Savage destacou uma série de "questões escolares" que estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transexuais enfrentam.


O pai terminou tirando a filha do jardim de infância em Nova Classical Academy devido à situação disse que não tinha "nenhum problema" com a apresentação, mas achou que ficou aquém ao abordar suas preocupações pessoais.

"Ele abordou alguns detalhes sobre como as crianças transexuais têm sido oprimidas no passado, e eu acho que eles são legítimos", disse o pai sobre Savage. "Mas ele não apresentou nada sobre formas de lidar com o argumento de como a questão poderia ser prejudicial para a educação, especialmente das crianças pré-adolescentes. Ele não abordou essa questão mesmo. "

Em uma tentativa de aprender mais, os pais que se opuseram ao livro "My Princess Boy" organizaram a sua própria sessão informativa com um grupo conservador, o Conselho de Família de Minnesota. Ao contrário da sessão com Savage, a escola recusou-se a se associar ao evento.

Várias fontes disseram ao The Daily Signal que os defensores de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros – filiadas com Out Front, Gender Justice, e Transforming Famíly – participaram da sessão. Cinco minutos antes do evento terminar, disseram os pais, os defensores LGBT em fila nos corredores que levam até a saída seguravam cartazes que diziam: "Nós amamos nossos filhos transexuais."

"Uma parte disso foi difícil, porque eu só queria dizer que eu amo as crianças transexuais também", disse o pai, que participou da reunião com uma filha mais velha, que continua a frequentar a Nova Classical Academy. Ele adicionou:

Isto foi obviamente orquestrado e o único propósito era tentar intimidar. E minha filha da oitava série se intimidou. Causou-lhe estresse e ansiedade. E se você olhar para a definição de bullying, a ironia de tudo isto é o que se qualifica como bullying.

"Ninguem está tendo essa conversa"

Quatro meses após o diretor da escola elementar ter enviado o e-mail inicial, a situação está em curso. Em uma tentativa de acalmar as preocupações, a Nova Classical Academy adotou uma política de "emergência" para os alunos transexuais e com não-conformidade de gênero.

Um pai na escola disse que a política afirma:

1) Meninos e meninas podem usar qualquer uniforme que quiserem.
2) Aos estudantes que solicitarem acesso a um banheiro em conformidade com a sua identidade de gênero será concedida ou negada a permissão caso-a-caso.
3) Pronomes de gênero preferidos também serão requeridos caso-a-caso.

Alguns pais estavam descontentes com a solução temporária e chamaram a escola a responder a uma simples pergunta: Será que os seus filhos da escola primária se encontram com um estudante do sexo oposto em banheiros e vestiários?

Até agora, os administradores escolares evitaram essa pergunta, dizendo pais numa apostila de perguntas e respostas que "nenhum estudante ou família fez essa exigência."

Outros pais estão perguntando à escola uma questão mais difícil: Que tipo de impacto a introdução do conceito de transgênero e identidade de gênero têm em seus filhos de 5 e 6 anos de idade?

"Eu não acho que alguém tenha tido tempo para pensar sobre o que são os estágios de desenvolvimento de cada faixa etária, e como isso pode se sobrepor a algo que não é natural para o seu desenvolvimento?" A mãe que tirou a filha da escola disse. "Essa parte para mim, como mãe, é muito, muito valiosa. Ninguém está tendo essa conversa ".

A mãe acrescentou:

Se fisiologistas e médicos não entendem muito bem a fluidez de gênero, então por que tentar impor isto em pessoas que estão apenas tentando descobrir como amarrar seus sapatos? Não é honesto. Não é justo.


O Daily Signal soube que a partir da última reunião do conselho da escola, alguns alunos deixaram a escola desde que a disputa sobre o "My Princess Boy" começou. E pela primeira vez na história de 12 anos da Nova Classical Academy, as matrículas caíram significativamente.

Em um e-mail ao Daily Signal, o Dr. Eric Williams, diretor executivo da Nova Classical Academy, procurou explicar o declínio.

Embora seja correto que um punhado de pretendentes a pais indicassem que a razão pela qual eles não se re-matriculariam na Nova para o ano escolar de 2016-17 ou recusaram ofertas de inscrição deveu-se ao problema de não conformidade de gênero na escola, existem várias razões que contribuíram mais significativamente para o menor número de pedidos recebidos neste momento.

Pela primeira vez em quase 10 anos, Nova não acolheu uma escola Showcase / Open House anual - um evento que normalmente atrai mais de 200 futuros pais e seus filhos. Além disso, este ano optamos por não hospedar passeios semanais durante todo o outono e início do inverno para as famílias de crianças que entram jardim de infância até o primeiro grau. Estas decisões foram tomadas quase que exclusivamente com base na alocação de recursos humanos e as longas listas de espera da escola, ano após ano.

Embora a escola tenha finalmente substituído "My Princess Boy", com poemas que retratam uma mensagem semelhante, as três famílias que falaram com o Daily Signal disseram que não há como voltar atrás.

"Parece que eles estão muito influenciados pela forma como a cultura está se movendo", disse a mãe cuja filha permanece inscrita.

Ela e seu marido disseram que pretendem "ficar fora", mas eles estão "tentando decidir em que ponto demais é demais.

"A influência diária deste menino, que muito se parece com uma menina, todos os acessórios ... eles estão realmente fazendo isso com ele", disse ela. "Mas, por agora estamos nos sentindo condenados para ficar e ser uma parte do trabalho de se certificar de que fizemos tudo o que podíamos fazer para salvar essa escola."

Desde a publicação, este artigo foi atualizado para refletir o número de estudantes que se transferiram da Nova Classical Academy por causa de "problemas de não-conformidade.

(1) K-12 designação (nos EUA) para escola que ministra educação primária e a educação secundária como um todo.



Tradução: William Uchoa

Lula sabe que não engana Sérgio Moro, por isso esperneia.






Lula sabe que não engana Sérgio Moro, por isso esperneia.por Hermes Rodrigues Nery






A decisão do juiz Sérgio Moro, de obrigar o ex-presidente Lula a depor por meio de uma ação coercitiva, na manhã da sexta-feira, no dia 4 de março de 2016, foi certamente um dos fatos mais relevantes da história recente do Brasil, com implicações, consequências e desdobramentos que poderão ser um divisor de águas. Moro acertou o alvo ao deflagar a “Operação Aletheia”, e poderá estar fazendo a verdadeira reforma política, que é o grande anseio do povo brasileiro, exausto das espertezas de Lula, que há décadas encarnou Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Acertou o alvo porque, à frente da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro atinge o cerne de toda a problemática, que é a questão moral, pois a crise que vivemos atualmente é mais do que política ou econômica, mas profundamente moral. Com isso ele presta um grande serviço à nação brasileira, na medida em que trabalha para fazer cumprir a lei, pois a democracia é não só a garantia das liberdades individuais, mas sobretudo [justamente para fazer valer a liberdade com responsabilidade], o cumprimento da lei.

É evidente que Lula e seus apaniguados estão surpreendidos e chocados com tudo o que está acontecendo, com tantos desmoronamentos, pois especialmente Lula se sentia há mais de uma década, acima de tudo e de todos, acima de toda lei, o homem mais blindado de todo o País, com uma blindagem que o fazia se sentir super mimado, como sempre foi paparicado, desde quando Cláudio Hummes criou a Pastoral Operária, assessorado por Frei Betto, para lançá-lo à grande aventura do menino pobre que passou fome e chegou à Presidência da República, mas que sempre desprezou estudar. Quase toda a sua carreira política foi fazendo a “glamourização da ignorância”, como destacou Joice Hasselman, e essa ignorância de “homem-massa” (tão bem descrito por Ortega Y Gasset) que o faz apelar para o emocionalismo, choramingando, como fez, por exemplo, quando foi diplomado Presidente, chegando às lágrimas, comovendo a todos com o seu pieguismo cênico.



Surpreendido às seis da manhã (como no samba do japonês da Federal), daquela sexta-feira, foi ainda poupado pelo próprio Sérgio Moro de ser algemado ou transportado no carro com o emblema da Polícia Federal. E ele fez birra, cara feia, xingou tudo e todos, e disse que ficou muito ofendido, e esperneou. Assim que saiu do Aeroporto de Congonhas, recolheu-se ao diretório do PT, onde proferiu a sua mais hilária e trágica coletiva de imprensa, como o verdadeiro Macunaíma, chorando às pitangas, expressando raiva em seus olhos esbugalhados, e, mesmo assim, contando vantagens, e tentando persuadir com a retórica, chantagem e emocionalismo, o irrealismo de suas bazófias. Sim, porque ele perdeu totalmente o chão da realidade. A casa caiu. Mesmo assim, ele se gabou em sua fala, de considerar-se o maior presidente de todos os tempos, e transtornado com os acontecimentos daquele dia, foi flagrado conversando com a presidente Dilma Roussef, como se estivesse num boteco, com fala chula, mandando a Polícia Federal enfiar no c... o seu processo. Apesar de seus rompantes, se comparando a uma jararaca que atingiram o rabo, mas que está viva, Lula perdeu totalmente, naquele dia, a noção dos fatos. E não percebeu que aquela ação coercitiva foi o começo de um périplo, de um acerto de contas, daquele duro acerto de contas que acaba chegando para todos os embusteiros, principalmente àqueles a quem a vida deu tanta oportunidade. “Ao que muito teve, muito será cobrado”, e Sérgio Moro chega agora com a cobrança da fatura, alta demais, por tudo o que fizeram. A Lava Jato alcançou “o chefe” do maior esquema de corrupção como nunca antes se viu em toda a história do País. E não adianta agora ele esbravejar. Fica valendo, com a evidência dos fatos, a máxima de Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”

Quanto mais Lula tenta se justificar, mais se enrola, porque não consegue perceber o emaranhado em que se envolveu, desde quando cobiçou um poder pantagruélico, satisfazendo a lógica das forças que o levaram a se tornar o monstro político que é, uma jararaca ferida, e que certamente será pisoteada pela ação firme e corajosa da equipe da Lava Jato, comandada por Sérgio Moro. Por que não poderá haver impunidade a todos os desmandos feitos, à tanta gula e abuso de poder. Os próprios comentaristas da imprensa que tanto o afagaram esses anos todos, reconheceram que havia acabado naquele dia, o mito Lula, até mesmo para os militantes pagos, cada vez mais reduzidos, que o defendem apenas por vil interesse. Joelmir Betting acertou em dizer que “o PT é, de fato, um partido interessante. Começou com presos políticos e vai terminar com políticos presos”. Ainda quando eclodiu o escândalo do mensalão, em 2005, o jornalista Ivo Patarra escreveu “O Chefe”, enquanto a imprensa torcia o nariz e boicotava a sua obra, hoje muitos terão de reconhecer a coragem de Patarra em por a nu o que se sentia rei, o morubixaba que fez do projeto de poder do Foro de São Paulo, a miragem de Pasárgada, aonde todos os “amigos do rei”, e ele próprio, serão pois arrastado para atrás das grades, por quererem demais e de modo totalmente escuso, privilégios não pautados pela virtude, mas apenas na malandragem. Chegou a hora e a vez de Sérgio Moro, para deter Ali Babá e todos os demais ladrões, comprovando assim, mais uma vez, na História, que o crime não compensa.



Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. 

quarta-feira, março 09, 2016

Para haver crescimento econômico, o segredo não é trabalhar muito, mas sim trabalhar produtivamente






Para haver crescimento econômico, o segredo não é trabalhar muito, mas sim trabalhar produtivamente.
por Ryan McMaken,




Em sua mais recente inserção de TV, o Partido dos Trabalhadores disse que a maneira de superar a atual crise econômica e fazer a economia voltar a crescer é trabalhando duro e "tendo vontade de vencer". E então o programa mostra cenas de um cabeleireiro, de um atendente de bar, e de uma vendedora de sanduíche. 

A ideia é que se todos simplesmente trabalharem mais, como essas pessoas, a economia dará um salto.

Tal ideia demonstra uma completa falta de compreensão sobre como uma economia moderna realmente cresce, prospera e se torna mais produtiva. Não é de se estranhar que tal simplismo primitivo esteja sendo propagandeado exatamente pelo partido que causou toda essa baderna na economia.




Em certo sentido, trabalhar mais horas pode produzir mais riqueza. Teoricamente, se tudo o que você tiver for uma machado e troncos de árvore, então se você trabalhar oito horas cortando madeira terá mais madeira do que em apenas quatro horas. Portanto, neste caso hipotético, trabalhar mais significa mais produção.

A questão é que dificilmente você conseguirá manter essa rotina extenuante por muito tempo e durante vários meses. Aliás, tentar manter essa rotina não será muito inteligente. Chegará um momento em que suas condições físicas estarão debilitadas e sua produtividade inevitavelmente cairá.

Sendo assim, se você conseguir obter uma máquina que lhe permita cortar madeira de uma maneira mais rápida, você terá a mesma quantidade de madeira em apenas uma fração do tempo original.

Uma serra elétrica, por exemplo, tornará o seu trabalho muito mais produtivo do que um machado. Uma serra elétrica permite que, com menos horas de trabalho, você consiga a mesma quantidade de madeira que conseguiria com um machado e várias horas a mais de trabalho.

A serra elétrica é um bem de capital que aumentou sua produtividade, permitindo que você trabalhe menos e produza mais. Ao aumentar a quantidade de energia disponível, a serra elétrica permite que você, simultaneamente, reduza sua carga de trabalho muscular e obtenha mais cortes de madeira. A serra elétrica aumentou seu padrão de vida. 

Por isso, o problema com a ideia de que "você tem de trabalhar mais para enriquecer" está exatamente no fato de que ela pressupõe um mundo estático: não há inovações técnicas, não há empreendedorismo que gere inovações técnicas, e é impossível produzir mais riqueza sem que necessariamente você tenha de trabalhar mais.

Por outro lado, quando você entende que é possível ter inovações que nos poupam do trabalho extenuante, você descobre que a ideia do "trabalhe mais para enriquecer" é, em si mesma, insensata.

Como é possível criar os meios que no tornam mais produtivos

A mesma esquerda que pede mais trabalho como forma de superar a crise econômica criada por ela própria também gosta de brandir estudos — corretos — que dizem que, tão logo as pessoas passam a trabalhar mais de 50 horas por semana, elas se tornam consideravelmente menos produtivas, mais exaustas e, como consequência, criam um ambiente mais arriscado para elas próprias e para seus colegas de trabalho.

Com efeito, há um limite físico real à capacidade de se trabalhar mais para produzir mais. E a maneira de superar essa limitação física é utilizando tecnologias e técnicas mecânicas que permitam muito mais produção em menor espaço de tempo.

Como se faz isso?

O primeiro passo, obviamente, é pensar em métodos poupadores de trabalho e em novas idéias para se implantar estes métodos. Porém, em última instância, implantar essas idéias requer o uso de uma riqueza previamente criada e poupada. Em outras palavras, e dado que vivemos em uma economia baseada no dinheiro, é necessário ter dinheiro para se construir máquinas que poupam a quantidade de trabalho.

E como conseguimos esse dinheiro? Não há mágica: ele tem de ser poupado. E poupar significa se abster do consumo. Portanto, ao fim e ao cabo, os componentes-chave para se ter trabalhadores mais produtivos é poupar e, consequentemente, utilizar essa poupança na construção de máquinas, ferramentas, instalações industriais e bens de capital em geral que poupem o trabalho físico. 

Ludwig von Mises explicou a necessidade de todos esses componentes em seu livro A Mentalidade Anticapitalista:

Nem o capital nem os bens de capital têm, por si sós, o poder de elevar a produtividade dos recursos naturais e do trabalho humano. Somente se os frutos da poupança forem adequadamente empregados ou investidos é que poderão aumentar a quantidade produzida por unidade de insumo. Se isso não acontece, eles são dissipados ou perdidos.

E prossegue:






Com o auxílio de melhores ferramentas e máquinas, a quantidade dos produtos aumenta e sua qualidade melhora. Assim, o empregador consequentemente estará em posição de obter dos consumidores um valor maior do que aquele que seu empregado consumiu em uma hora de trabalho. Somente assim o empregador poderá — e, devido à concorrência com outros empregadores, será forçado a — pagar maiores salários pelo trabalho do seu empregado.

Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto dessa acumulação de capital. Assim como a serra elétrica aumenta a produção em relação a um serrote ou a um machado, e um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de vida.



Em um país rico, a quantidade e a qualidade das máquinas e das ferramentas disponíveis são muito maiores do que nos países pobres. A acumulação de capital, o empreendedorismo e a inventividade tecnológica são os pilares da economia. Como consequência, a produtividade, a riqueza e o padrão de vida nestes países são muito mais altos. 

Obstáculos à maior produtividade

Infelizmente, temos uma economia e um governo orientados exatamente contra todos os ingredientes necessário para o crescimento da produtividade, da poupança e da inovação.

Em primeiro lugar, há um aparato regulatório que favorece os grandes empresários politicamente bem relacionado sem detrimento de novos produtos, novas empresas e novas criações. Empresas recém-criadas que possam trazer algum risco à fatia de mercado das grandes empresas serão ou proibidas de entrar no mercado (por obra e graça das agências reguladoras) ou penalizadas de modo a se tornarem menos competitivas (por obra e graça da burocracia, da carga tributária e do complexo código tributário, que joga a favor das grandes empresas já estabelecidas).

Tarifas de importação e uma moeda em contínua desvalorização também impedem que empresas adquiram do exterior bens de capital bons e baratos que aumentariam sua produtividade.

Em qualquer um desses casos, avanços na produtividade serão perdidos.

E há também, é claro, as próprias políticas fiscais e monetárias do governo, as quais, ao incentivarem o consumismo, o imediatismo e o endividamento da população para fins consumistas, fazem de tudo para desestimular a poupança. O resultado é uma economia voltada para o consumo e para o prazer imediato, e não para a poupança e para o investimento de longo prazo. E isso, por sua vez, afeta toda a estrutura produtiva da economia: em vez de se ter uma economia voltada para a produção de longo prazo, há uma economia voltada para o consumismo de curto prazo.

E há, por fim, o problema da inflação e da consequente destruição do poder de compra da moeda. Uma moeda que continuamente perde poder de compra afeta os investimentos de longo prazo (e é impossível fazer investimentos de longo prazo se você não tem a mínima ideia do poder de compra futuro da moeda) e reduz os salários reais. E, ao reduzir os salários reais, desestimula a poupança. 

Com a renda disponível cada vez mais afetada, não há como poupar. Consequentemente, a pouca poupança disponível não é direcionada para investimentos produtivos, mas sim para o consumo imediato.

O objetivo é trabalhar menos e produzir mais


A ideia de que devemos trabalhar mais para enriquecer seria verdadeira apenas se vivêssemos em um mundo completamente destituído de melhorias na produtividade. Aí, realmente, não haveria alternativa senão trabalhar mais.

Felizmente, não vivemos nesse mundo. E, no mundo em que de fato vivemos, nosso objetivo deveria ser o de alcançar um contínuo aumento no padrão de vida ao mesmo tempo em que diminuímos nossas horas de trabalho.

Afinal, foi justamente a Revolução Industrial que permitiu que grande parte da humanidade se livrasse, pela primeira vez na história do mundo, do fardo diário de ter de trabalhar longas horas sem nenhuma perspectiva de alívio, tendo pouquíssimo tempo livre para a educação, o lazer e atividades caritativas.

Desde então, graças à limitada porém significativa vitória da ideologia laissez-faire, a produtividade do trabalhador só fez aumentar nos séculos seguintes. Hoje, não precisamos de trabalhar mais do que dois dias por semana para alcançar um padrão de vida maior do que aquele usufruído por nossos ancestrais que viveram no século XVIII. Não temos de trabalhar mais do que nossos tataravôs. Certamente trabalhamos menos horas do que eles — e por livre e espontânea vontade.

Obviamente, qualquer um que queira trabalhar mais deve ser perfeitamente livre para fazê-lo. Mas é necessário enfatizar que apenas mais horas de trabalho, por si sós, não bastam. Se o objetivo é o crescimento econômico e o enriquecimento, então nada pode ser feito sem a produtividade. O verdadeiro crescimento econômico vem da poupança, do investimento, da moeda forte e de uma economia genuinamente empreendedorial — a qual, por obra e graça dos governos, está se tornando cada vez menos factível no mundo atual.

terça-feira, março 08, 2016

O inferno de Lula.










por Ipojuca Pontes





"Perdei toda esperança, ó vós que entrais."
Dante Alighieri



No seu poema clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri, o gigante da literatura universal, sai à procura de Beatriz, sua musa, símbolo da perfeição, da pureza e da verdade revelada. Tendo o poeta Virgílio como guia, o pai da língua italiana atravessa o Inferno, o Purgatório e chega ao Paraíso, vivenciando, na dramática trajetória, o que os estudiosos consideram a “árdua transição da servidão das paixões para a liberdade e a perfeição moral”. Na ambiciosa obra, de tessitura poética complexa, são múltiplos os planos de leitura, entre eles, o histórico, o moral, o alegórico e o místico.

Nas três partes que formam o poema, a do Inferno, pelo rigor e minúcia da descrição, é tido como o canto melhor acabado. Nele, o poeta empreendeu esforço colossal e deu asas ao seu enorme poder de imaginação. Em resumo, a travessia do Inferno, além de dolorosa, intimida e assombra. De fato, toda a mitologia que hoje circunscreve o universo demoníaco está contida neste canto de leitura obrigatória, difícil e cada vez mais atual.

O Inferno de Dante, um tenebroso abismo em forma de cone, compreende nove círculos e o Anteinferno (ou Vestíbulo). Os cinco primeiros círculos formam o Alto Inferno. Os quatro restantes compõem o Baixo Inferno, em cujas profundezas impera Lúcifer, glutão insaciável, barbudo, narinas frementes, rosto vermelho de ira e fonte inesgotável do Mal. Em todos os círculos agonizam legiões de almas penadas, na reverberação de gritos, lamentos e imprecações, padecendo sob as labaredas do fogo eterno e de tempestades de gelo, mergulhados em tachos de lavas fumegantes, atormentados todos pelo odor do enxofre e pelo acicate de tridentes pontiagudos manejados sem descanso por mil demônios.

No oitavo círculo – o que mais desperta atenção – dez fossos isolam em padecimentos os sedutores, os aduladores, os simoníacos, os fraudulentos, os hipócritas, os ladrões, os maus conselheiros, os fundadores de seitas e os falsários – em suma, a caterva que todos nós por essas bandas conhecemos bem.

Com efeito, há uma enorme semelhança entre o Inferno de Dante e o inferno atiçado no Brasil pelo Dr. Lula, o Anjo Decaído trombeteado pelos comunistas de todos os matizes. Não seria exagero afirmar que o país triturado pelo PT é um fac-símile do Inferno percorrido pelo poeta florentino e, em certos aspectos, ainda mais doloroso.

Duvida? Bem, basta olhar em derredor: em todo o espaço brasileiro (círculos) prevalecem a violência, o medo, o sofrimento e a aflição. Nas cidades poluídas, em cada esquina, calçada, ponto de ônibus, saída de banco, etc., o sujeito pode ser assaltado, vilipendiado, esfaqueado e levar pelos cornos um tiro definitivo. Correntes de lama contaminada levam de roldão vidas, municípios, rios e mares. Enchentes tempestuosas e secas inclementes massacram populações inteiras em meio ao desamparo da Providência. No ar, nuvens negras de mosquitos viróticos provocam o desespero de mães deserdadas e crianças indefesas, com muito choro e sem vela. Nas praças públicas, açoitados pelo desemprego, pela miséria e pelo vicio da droga, multidões de mendigos errantes (“população de rua”) agonizam entre impropérios e mútuas agressões. E no vestíbulo do inferno tupiniquim, as almas penadas que padecem no limbo e procuram escapar e produzir, são castigadas pelos impostos sufocantes para usufruto do vosso Lúcifer caboclo e sua estupenda legião de demônios.

Há, no entanto, que se fazer uma ressalva na simétrica relação entre o Inferno de Dante e o Inferno de Lula. Por aqui, ao contrário dos que padecem no oitavo círculo dantesco, a caterva de ladrões, hipócritas, fraudulentos, corruptos em geral, ministros conselheiros e ideólogos fundadores de seitas etc. etc., não só não é penitenciada, mas elevada à condição de uma legião de querubins no eterno gozo de manjares regados a amantes clandestinas e taças de “Romanée Conti”.


PS – Muita boa gente acredita que logo chegará o dia do Juízo Final e Lúcifer e seus demônios serão punidos e nos deixarão em paz. Pode ser. Mas, no nosso caso, conhecendo as figuras diabólicas instaladas nas profundezas do Planalto, acredito mais na legenda que Satã mandou colocar no portal do seu Inferno, epígrafe do presente artigo.


Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos.

Publicado em Ucho.info.

Fonte: Midia Sem Máscara

sábado, março 05, 2016

A próxima crise de refugiados sírios: esposas-crianças.











Por Abigail R. Esman




Enquanto o Ocidente debate o problema humanitário dos refugiados sírios inundando suas fronteiras, as discussões repetidamente se voltam para os perigos que podem representar: e se houver terroristas entre eles? Como podemos ter certeza? Como podemos salvar aqueles que necessitam de salvação e ainda ser seguro para nós mesmos?

No entanto, para muitos destes refugiados, casados contra a sua vontade, o terror já começou. Elas têm 11 e 13 e 14 anos de idade. Algumas delas estão grávidas. Algumas já são mães aos 14 Seus maridos têm 25 ou 38 ou 40 anos. E não há escapatória.

"O casamento infantil existia na Síria antes do início do conflito", relata Girls Not Brides (Meninas Não Esposas), uma parceria global destinada a acabar com o casamento de crianças em todo o mundo", mas o início da guerra e do deslocamento em massa de milhões de refugiados levou a um aumento dramático no número de meninas casadas quando crianças ".

De fato, desde o início da crise de refugiados, a UNICEF relata que cerca de "um terço dos casamentos registrados entre os refugiados sírios na Jordânia entre janeiro e março de 2014 envolveram meninas com menos de 18", com algumas até com 11 anos.

Em muitos casos, esses casamentos são arranjados por pais bem-intencionados que acreditam que suas filhas estariam mais seguras nos centros de asilo se forem casadas e, portanto, menos propensas a serem abordadas sexualmente por estranhos. Em outros casos, as filhas são vendidas por pais que não podem pagar para mantê-las, ou dadas em casamento a homens que já planejam deixar a Síria na esperança de que, uma vez que o casal chegue ao Ocidente, os pais possam, em seguida, legalmente se juntar a eles.

Mas as meninas casadas em sua adolescência precoce e início da juventude enfrentam futuros sombrios, de acordo com Girls Not Brides. Elas são mais propensas a viver na pobreza, muitas vezes são física e emocionalmente abusadas, têm maior risco para doenças sexualmente transmissíveis e são vulneráveis a complicações durante o parto – algumas das quais fatais.

A situação das crianças “casadas” refugiadas, que algumas autoridades hoje chamam de crise, primeiro veio à tona em outubro do ano passado, quando Fatema Alkasem de 14 anos desapareceu de um centro de refugiados na Holanda, juntamente com seu marido. Ela estava grávida de nove meses na época.

O desaparecimento de Alkasem levou a uma sessão de emergência do Parlamento, bem como a ratificação de uma lei há muito adiada que iria dissolver automaticamente o casamento de uma menor, mesmo que realizado legalmente no país onde o casamento ocorreu. Sob a lei revista, os maridos de menores que continuarem a viver com suas esposas poderiam ser processados por estupro e deportados. Sempre que necessário as “esposas” receberiam assistência médica e psicológica especial e sempre que possível, seriam colocadas em lares adotivos holandeses.

O impacto do caso chegou muito além da Holanda, onde uma média de três esposas-crianças chegam a cada semana. Com 15 milhões de meninas em todo o mundo forçadas a casar cada ano, e com casamentos de crianças entre os refugiados sírios disparando, o problema de proteger essas meninas é agora global.

Mas, enquanto os Países Baixos adotaram uma postura agressiva para proteger essas jovens esposas, que muitas vezes são abusadas sexualmente, outros países são mais cautelosos, mesmo quando a crise se aprofunda. Na Noruega, por exemplo, as autoridades determinaram em dezembro que 61 migrantes menores de idade já estavam casadas quando elas chegaram (incluindo uma menina de 11 anos de idade). Mas foi a história divulgado de uma menina de 14 anos de idade, trazendo uma criança de18 meses e o marido de 23 anos, também em dezembro, que acendeu o clamor público e exigiu novo foco do governo sobre o assunto. A polícia procurou julgar o caso por motivos criminais, observando que a idade de consentimento para relações sexuais da Noruega é 16 anos. No entanto, outros, como a ativista feminista Unni Wikan, argumentaram em contrário, que a Noruega "pode ter que aceitar que os refugiados menores de idade sejam casados e tenham filhos." Até o presente momento, o debate ainda está em curso.

As opiniões também estão misturadas na Dinamarca, onde um relatório de janeiro do sistema de asilo do país revelou que 27 meninas menores de idade eram casadas, incluindo duas jovens de 14 anos, uma das quais estava grávida. Em declarações ao jornal Metroexpress, o porta-voz do partido conservador Naser Khadir não mediu palavras: "Isso se chama pedofilia, quando um homem engravida uma menina de 14 anos", disse ele. "Podemos dar asilo à menina de 14 anos de idade, mas devemos expulsar o homem adulto." Sabe-se que o marido, tem 24 anos.

Enquanto isso, as requerentes de asilo com menos de 15 anos – idade legal de consentimento na Dinamarca – deverão ser separadas de seus cônjuges e seus casos analisados pelas autoridades de imigração.

Mas aqui, também, alguns acreditam que é melhor reconhecer tais uniões. O proeminente Imã dinamarquês Oussama El Saadi de Aarhus disse ao Metroexpress que esses casamentos são "parte da cultura" dos refugiados, e assim devem ser olhados "diferentemente", de acordo com o Copenhagen Post.

O que quer que se pense de tal raciocínio, há um argumento urgente para apoiar a ideia de que a Europa deva reconhecer estes casamentos, ou pelo menos encontrar alternativas a simplesmente rejeitá-los: o risco que essas meninas enfrentam de se tornarem alvos de crimes de honra, assassinadas por seus maridos separados ou até mesmo por seus próprios pais. Uma jovem que foi casada – e especialmente que deu à luz – não é mais vista como "pura" na cultura islâmica, manchando assim a reputação de sua família. O único recurso, em demasiadas famílias muçulmanas, é limpar a honra da família com o sangue dela – ou assassinato. Mesmo que fosse para ser poupada desse destino, um muçulmano não seria susceptível de se casar com ela no futuro.

Estas são preocupações que os governos europeus devem considerar ao ajudar essas jovens.

Na Holanda, as autoridades já estão levando a ameaça de crimes de honra a sério. Em um e-mail, o parlamentar Aatje Kuiken, membro do Partido Trabalhista Holandês (PvdA), que foi fundamental na mudança das leis de casamento de menores, disse que equipes especiais foram criadas para se concentrar sobre a questão, e dar às meninas proteção extra onde for necessário. Esperamos que outros países rapidamente sigam o exemplo.

Na Noruega, no entanto, as autoridades estão utilizando uma abordagem diferente: o fornecimento de aulas para os homens migrantes sobre o tratamento adequado das mulheres. Tais cursos de códigos europeus de comportamento e idéias sobre sexualidade e normas sexuais, de acordo com o New York Times, estabelecem "uma regra simples que todos os requerentes de asilo precisa aprender e seguir: forçar alguém a fazer sexo não é permitido na Noruega, mesmo quando você está casado com essa pessoa. "

Tais aulas atualmente são voluntárias, sugerindo que são os homens que mais precisam delas, os mais inclinados a insistir nas normas sociais de seus países de origem, e que sustentam firmemente que suas mulheres são sua propriedade, são na verdade os mais improváveis de se inscreverem. Ainda assim, a iniciativa oferece esperança e poderia fornecer um modelo para outros estados e a possibilidade de progresso em longo prazo – se não mudar a vida dessas jovens esposas crianças, talvez, um dia, mudará para suas filhas ".

Tradução: William Uchoa





Abigail R. Esman, Autora de Radical State: How Jihad Is Winning Over Democracy in the West(Praeger, 2010), is a freelance writer based in New York and the Netherlands.

sexta-feira, março 04, 2016

A natureza sexual masculina e a cultura de negação da esquerda









por Dennis Prager (*)



Na véspera do ano novo, em Colônia, na Alemanha, mais de 400 mulheres foram atacadas sexualmente e ao menos 3 foram estupradas por gangues de homens imigrantes, a maioria deles de países árabes.

Existem duas verdades que precisamos confrontar, mas por vivermos na Era da Rejeição de Verdades que Incomodam, não fazemos. Uma verdade que rejeitamos é a de que as mulheres são mantidas em baixa estima no Oriente Médio Árabe e em muitas outras partes do mundo muçulmano. Nossa rejeição é um produto do relativismo moral multiculturalista, que afirma que nenhuma cultura ou sistema de valores é moralmente superior a qualquer outro.

A outra verdade que rejeitamos refere-se à natureza sexual dos homens.

Todas as gerações anteriores de seres humanos dos quais temos conhecimento sabiam que a natureza sexual masculina é predatória. Sem os fortes valores morais trabalhando para inibir sua natureza sexual, os homens seguirão seu impulso natural de agarrar as mulheres a quem são atraídos e abusar delas sexualmente — assim como os machos no mundo animal agarram as fêmeas de sua espécie para o sexo. Ironicamente, as pessoas que mais insistem que os seres humanos são apenas mais um animal são as mais prováveis em negar o aspecto animal da natureza masculina. Em vez disso, elas alegam que os homens são “socialmente condicionados” a verem as mulheres como objetos sexuais — pela nossa “cultura Playboy”, por anúncios sexistas, pela pornografia entre outros elementos do “patriarcado”.

As pessoas que usam esse argumento não apenas ignoram sua própria crença de que os seres humanos são animais, mas também colocam a carroça na frente dos bois. A cultura Playboy, os anúncios que retratam as mulheres como objetos sexuais e a pornografia são resultantes da natureza masculina e não as causas do comportamento sexual predatório dos homens.

Na maioria dos países muçulmanos não há, certamente, nenhum anúncio sexual ou pornografia em lugar algum, e as mulheres não exibem seus corpos — às vezes nem ao menos seu rosto — em público. Mesmo assim, as agressões sexuais são muito mais comuns por lá, e os imigrantes muçulmanos cometem uma porcentagem desproporcionalmente maior de estupros na Europa Ocidental.

Com relação a Europa Ocidental, os anúncios sexuais — com imagens de mulheres quase nuas — são corriqueiros, a pornografia é totalmente disponível e as mulheres vestem o que elas querem (ou não querem) em público, geralmente mostrando bastante o que possuem. E apesar de tudo isso, o estupro e outras formas de violência sexual eram relativamente menores entre os europeus ocidentais antes do enorme fluxo recente de imigrantes muçulmanos.

Obviamente, não é uma nova cultura Playboy, ou a representação das mulheres como objetos sexuais na TV, nos filmes e nos outdoors que causam os estupros. Mesmo assim, a Europa Ocidental, os Estados Unidos e Israel — com taxas de estupro relativamente baixas — é que são as aberrações históricas. Ao longo da história, a menos que seja combatido pela sociedade ou por um forte sistema moral, os homens estupraram as mulheres o quanto puderam.

Apenas observe como os homens têm tratado as mulheres quando as normas sociais e morais são rompidas em tempos de guerra.

O ponto óbvio é que a natureza sexual masculina é programada para ver as mulheres como objetos sexuais e também fazer sexo com o máximo de mulheres possível.

A prova da primeira afirmação [acima] são os homens homossexuais. Eles veem os homens atraentes como objetos sexuais assim como os homens heterossexuais veem as mulheres atraentes. Os gays também foram moldados pela “cultura Playboy” ou pelo “sexismo”? Claro que não.

Considerando que é assim que os homens são programados, por que existe tanta negação do óbvio? Por que os feministas — homens e mulheres — e os outros da esquerda cultural ainda negam as verdades sobre a natureza sexual masculina?

Porque aceitar essas verdades significa reconhecer as enormes diferenças naturais entre homens e mulheres. Mas se você estudou em uma faculdade — ainda mais em uma pós-graduação — em qualquer período dos últimos cinquenta anos, você aprendeu a negar que os homens e mulheres são inerentemente diferentes.

Logo, a esquerda culpa as influências externas — a Playboy, cuja “cultura do estupro” supostamente permeia os campus de faculdades e o patriarcado — pelos estupros, violências sexuais e a exibição de mulheres como objetos sexuais; ou até argumentam que a natureza sexual das mulheres é exatamente como a dos homens: as mulheres querem tantos parceiros sexuais quanto os homens; as mulheres veem os homens como objetos sexuais assim como os homens veem as mulheres, e de que as mulheres sejam tão felizes em fazer sexo sem compromisso da mesma forma que os homens.

E como a esquerda explica o estupro? Como um ato de violência que tem pouco ou nada a ver com sexo. Quase todos os homens que leem isso (que não sejam estudantes de pós-graduação sobre estudos de gênero ou algum outro departamento de artes esquerdista) sabem o quanto é falsa essa afirmação. O estupro é esmagadoramente um ato sexual; é o sexo obtido através da violência. Descrever o estupro como algo essencialmente ligado a violência em vez do sexo é como dizer que o roubo seja fundamentalmente ligado a violência em vez do dinheiro.

Uma das diferenças mais importantes entre direita e esquerda é a negação da esquerda quanto as verdades indesejáveis e o reconhecimento da direita sobre elas. A natureza sexual masculina é apenas um desses exemplos.


Publicado na National Review.

Dennis Prager é colunista e âncora nacionalmente reconhecido em programas de entrevistas de rádio. Seu último livro “The Ten Commandments: Still the Best Moral Code” foi publicado pela editora Regnery. Ele é fundador da Prager University e pode ser contatado em dennisprager.com.

Tradução: Felipe Galves Duarte
Revisão: Hélio Costa Jr.



quinta-feira, março 03, 2016

Você é comunista e não sabia?











por Alberto Mansueti




Por que “comunista”? Porque esses são os dez pontos do “programa mínimo” para todos os partidos comunistas, tal como figuram no famoso (e pouco lido) Manifesto Comunista, redigido pelo punho de Karl Marx e Friedrich Engels.


Façamos um pequeno “teste político” com dez “políticas públicas” ou ações do governo, das quais sempre se fala em todos os países. Você tem de marcar se está de acordo ou não com cada uma destas dez ideias ou medidas. Você pode responder e depois perguntar a seus familiares e amigos.

Comecemos:


1 - “Reforma agrária”, ou seja, a luta contra o latifúndio: a grande propriedade rural;

2 - “Imposto progressivo”, ou seja, quem ganha mais paga uma porcentagem maior de imposto;

3 - “Imposto sobre heranças”, para se ter mais igualdade de oportunidades;

4 - Nacionalização de grandes empresas estrangeiras, e o confisco de propriedades privadas, visando o bem comum;

5 - Banco Central, para emitir moeda nacional de curso legal; e bancos do Estado, para conceder crédito ao público;

6 - Ferrovias, linhas aéreas e transportes do Estado, para ir até os lugares mais distantes;

7 - Fábricas, fazendas agropecuárias e empresas comerciais do Estado, para vender produtos mais baratos;

8 - Leis de trabalho, rural e urbano, fixando remunerações mínimas, e condições dignas de trabalho;

9 - Retenções pelo Estado de uma porção dos lucros das empresas privadas em minério, petróleo e gás, e das grandes fazendas agropecuárias;

10- Educação pública e universal, gratuita e obrigatória para todas as crianças e jovens.


Agora atribua 1 a cada ponto com o qual está de acordo. Resultado: Se você tirar 10 ou 9, é um comunista completo. Entre 8 e 6, muito comunista. Entre 5 e 3, bastante comunista; se você tirar menos de 3, parabéns: você é muito pouco comunista!

Por que “comunista”? Porque esses são os dez pontos do “programa mínimo” para todos os partidos comunistas, tal como figuram no famoso (e pouco lido) Manifesto Comunista, redigido pelo punho de Karl Marx e Friedrich Engels, há pouco mais de um século e meio, em 1848. “Comunista” é todo militante e todo partido socialista que subscreve estes dez pontos “como mínimo”, segundo a definição do Manifesto, a fonte mais autorizada.

Se não acredita em mim, procure o Manifesto, esse que começa com a célebre frase: “Um fantasma ronda a Europa: o fantasma do comunismo”. Está na internet, e em português.

No capítulo 2, “Proletários e Comunistas”, estão todos estes pontos, um a um, com os mesmos números, do 1º ao 10º, embora redigidos com outras palavras, as do século 19, segundo as realidades do século 19. Por isso este teste mede o grau de acordo com o comunismo.

O mais curioso de tudo é que estes dez pontos do Manifesto Comunista, além de alguns que não estão na lista, como a medicina socializada, foram adotados e postos em prática, em quase todos os países do mundo, por uma infinidade de partidos e governos que, nominalmente, não eram comunistas. Por isso hoje não chamam muito a atenção: porque são de aplicação corrente.

A realidade é que vivemos em países socialistas. A pergunta é: ante a pobreza, a crise, o desemprego e as recessões, vamos seguir lançando a culpa no capitalismo?


Tradução: Márcio Santana Sobrinho

https://politicareformada.wordpress.com

Fonte - Mídia Sem Máscara