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sexta-feira, março 27, 2020

Virus Chines pegou carona na fraude?





Na noite de 16 de março de 2020, a nova CNN Brasil, que muitos tinham como - finalmente!! - uma emissora autenticamente nova e - pasmem!! - conservadora, entrevistou o dr. Anthony Wong e quando ele estava contrariando as expectativas da direção da emissora, simplesmente cortaram a fala dele. O Dr. Anthony explicava as falhas do confinamento o que contraria os interesses dos governadores - nem todos é claro - do grupo liderado pelo déspota João Dória Jr que quer ver uma recessão maior do que a aplicada pela Quadrilha Petista no governo Dilma. 







A entrevista abaixo foi dada à Revista Epoca, à jornalista Cleide Carvalho. A entrevista mostraria os dois lados da questão, por motivos óbvios, o Blogando apresenta a versão do dr Anthony Wong que nunca esteve alinhado com esse ou aquele governo. Sempre que chamado a opinar se mostrou totalmente contra drogas (é um especialista no assunto) e isso mesmo atuando durante governos pró aborto, liberação de drogas e ideologias de gênero. Aqui segue a opinião avalizada desse profissional competente:







ANTHONY WONG, 72 anos, brasileiro naturalizado,médico pediatra e toxicologista, é chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo e assessor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Montou algumas das primeiras UTIs pediátricas no Brasil.



Epoca: Alguns dizem que há muito pânico sem razão em torno da Covid-19 e que há doenças, como o sarampo, com poder de disseminação muito maior. O que acha?


Anthony Wong: É uma pandemia de histeria e paranoia. Acredito que a mídia, em geral, foi em grande parte responsável por esse susto. Se pegarmos os dados atuais, veremos que 88% a 90% das pessoas, que têm menos de 60 anos de idade, têm uma doença muito leve, um resfriado talvez um pouquinho mais dolorido, mas nada sério se comparado à gripe por influenza. Não mais que 10% a 12% vão precisar de um atendimento hospitalar. Desses, não mais que 4% vão precisar de terapia intensiva, que são, em imensa maioria, os idosos com problemas crônicos graves. Então, devemos dar atenção especial aos acima de 60 anos e muito mais aos idosos com mais de 80 anos, faixa em que a doença é altamente crítica. Não isolando, mas cuidando deles. Mas não devemos colocar todo o resto da população na mesma situação, porque isso está parando o mundo e parando o Brasil inteiro. 

Epoca: É possível comparar as medidas tomadas para conter o novo coronavírus com as para outras doenças?

AW No mundo, a influenza atinge anualmente 650 milhões de pessoas por ano. Ela começa no fim de outubro no Hemisfério Norte e vai até março. Nos Estados Unidos, até o fim de fevereiro, foram 19 milhões de pessoas afetadas, 260 mil hospitalizações e 20 mil mortes. Deveríamos estar, sim, mais preocupados com a influenza, que vai chegar daqui a um mês. Os sintomas são mais graves, e ela mata adultos e crianças, inclusive sem comorbidades pregressas.

Considera as medidas já tomadas pelo governo brasileiro para enfrentar a pandemia de Covid-19 adequadas?

AW Elas seguem exatamente o preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e estão, de certa forma, corretas. Mas, inicialmente, as medidas foram instituídas de modo meio apressado, sem o devido preparo e sem informar a população corretamente dos reais riscos da doença. Foram mais intervenções do ministro (da Saúde) Luiz Henrique Mandetta na mídia. 
O governo deveria usar verbas que seriam destinadas à propaganda política para dar informes exatos e equilibrados à população, procurando não incentivar o pânico. Estamos, sim, diante de uma doença séria, altamente contagiosa, mas não tão letal. Outro ponto é a fala do David Uip (coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus criado pelo governo de São Paulo). Ele falou em 450 mil pessoas afetadas no estado, numa hipótese otimista, e até 4,5 milhões, praticamente 10% da população paulista, numa pessimista. 

 ---------------         ➧➧ Ou seja, foi grosseiramente exagerado. 

Ele explicou que incluía as pessoas sem sintomas. Mas, na literatura médica, pessoas assintomáticas nunca são computadas como doentes. Portanto, a definição estava errada. Por que isso é importante? Porque leva pânico à população. O governo e as autoridades sanitárias deveriam informar que quase 90% das pessoas infectadas têm uma doença leve, um resfriado comum que dura três ou quatro dias. Com o pânico, as pessoas começam a estocar alimentos e sobrecarregam os hospitais, em vez de deixar para as pessoas que realmente necessitam. Muitos exigem que seus filhos sejam atendidos prioritariamente porque os pequeninos estão com um “resfriadinho”. O Brasil tem parcos recursos de pessoal e materiais para a saúde, e deve ser esclarecido à população que precisamos dar prioridade aos idosos e aos que têm comorbidades crônicas graves. Já me chamaram de irresponsável por tentar atenuar a gravidade do surto. Mas irresponsabilidade é criar insegurança e medo na população.

O Brasil não vai fazer teste em todos os possíveis infectados, apenas nos casos mais graves. A OMS afirma que eles devem ser feitos em grande escala. Quem está certo?

AW O exame é realmente importante para estabelecer a base da doença. Você tem o denominador, que é o número de pessoas infectadas com exame positivo. O numerador é composto dos doentes graves e dos óbitos. Quando amplia a base, tem a real dimensão do problema. Se fizer exames apenas em pessoas que apresentam sintomas ou estão em estado grave, você diminui o denominador e dá uma falsa sensação de que a doença é mais grave e prevalente do que parece.

É favorável à suspensão geral das aulas?


AW Essa é uma medida extremamente controversa. Acho exagerada. Por vários motivos. Em primeiro lugar, porque o lugar mais seguro para a criança hoje é a sala de aula. Sabemos que nas crianças o Covid-19 é extremamente leve, praticamente não perceptível. Não estou falando de portador do vírus, estou falando em criança com a doença mesmo. Na escola, ela pode pegar e apresentar imunidade. Com isso, espalha a imunidade na comunidade. É a chamada imunização em rebanho. Em segundo lugar, ela vai pegar de uma forma ou de outra, talvez menos se estiver em casa. Mas veja o que acontece se ficar em casa. Ficar confinado ninguém aguenta. Ela vai acabar indo para o shopping, outro lugar fechado, onde provavelmente a circulação de vírus é maior. Ou vai visitar parentes, espalhando mais vírus. Os adolescentes têm energia, vão procurar uma atividade. Vão para bares, encontrar-se com amigos, inclusive de outras escolas. Aí realmente, se não estiver infectado, vai acabar se infectando. Para as crianças, os pré-adolescentes e jovens até os 20 anos não haverá problemas mais sérios. Nenhum deles terá a doença grave. Outro problema é que suspender aulas requer planejamento muito cuidadoso da estratégia e de suas consequências. No caso do Brasil em geral, não temos condições de fazer aulas on-line. Vai ser um ano perdido não só para a economia, mas para a escolaridade. Pode fazer uma diferença enorme, principalmente para os alunos que estão se preparando para o vestibular no fim deste ano. 


#Entrevista com a participação de NANCY BELLEI, 57 anos, paulista médica infectologista clínica, pode ser acessada no  ⏭ 
link  ⏮











quinta-feira, março 26, 2020

As três crises atuais do Brasil






por Concesso Vitor Filho(*)

Muitos ainda não se atentaram que diferente de outros países que enfrentam a crise do coronavírus, o Brasil enfrenta três crises. 
A primeira crise do COVID 19, 
que nós todos estamos saturados de informações e já sabemos o que fazer para minimizar os seus resultados, graças às orientações e esforço do Ministério da Saúde em parceria com os demais Ministérios e sob a coordenação do Presidente da República.

A segunda crise 
é a crise financeira que certamente virá e será em maior ou menor escala, dependendo de como o país vai se comportar diante da primeira crise.

A terceira crise 

é a mais grave mas poucos estão enxergando. É a crise institucional que está sendo criada e arquitetada nos mínimos detalhes pelo chamado Centrão de esquerda, chefiado pelos presidentes da câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Alcolumbre, com a cumplicidade do STF e por fim, contando com a parceria da chamada grande imprensa. E pior, esses atores da terceira crise estão usando a primeira e a segunda, de forma suja e desumana, como seu grande Cavalo de Tróia para atingir o seu maior objetivo: desestabilizar o país inviabilizá-lo economicamente e por fim criar um ambiente de descredibilizar o presidente. Isso não é apenas uma teoria da conspiração! É a própria conspiração! Só não vê quem não quer, senão vejamos:

Desde o início da crise do COVID19, o presidente Bolsonaro tem se manifestado favorável ao isolamento parcial da população (Lockdow vertical) de forma a também minimizar a crise financeira que o isolamento total (Lock Down horizontal) causaria a economia do país, com reflexos diretos no aumento do índice de desemprego, provocado pela quebra dos pequenos e médios empresários. De cara e sem nenhum escrúpulo, começaram a agir as forças contrárias, integrantes e atores da terceira crise. 


(Atenção: O vídeo acima tem sido censurado pelo youtube e facebook. No entanto o que o Dr. Beny Schmidt diz, nada mais é do que a realidade. 

Governadores do Rio e São Paulo decretaram a paralisação total de seus respectivos estados, inclusive fechando portos e aeroportos, no que foram seguidos pela quase totalidade dos prefeitos em todo país, que igualmente fecharam estradas e até sitiaram cidades inteiras. E claro, a conta começou a chegar! Os empresários em todos os níveis começaram a fazer as contas e perceberam que não conseguiriam fechar suas empresas e negócios por três meses, continuar a pagar o salário dos seus empregados e manter o emprego destes mesmos por tanto tempo. 





O governo federal até tentou negociar com os empresários, sugerindo férias coletivas, mas ainda assim, haveria um déficit de dois meses parados. O Presidente tentou através da Medida Provisória 922 criar um caminho, onde o contrato de trabalho poderia ser suspenso por três ou quatro meses, com a garantia de readmissão dos empregados após o período. Tal medida desoneraria as empresas dos gastos com salários, garantindo o auxílio desemprego para os demitidos, bem como a manutenção do emprego destes após o período. 
E aí entra em cena o STF. 

Obriga o presidente a tornar sem efeito o artigo da MP 922 que tratava da suspensão temporária do contrato de trabalho. Com o isolamento total decretado por governadores e prefeitos, o país começa a se tornar inviável, até mesmo em suas atividades básicas. Insumos agrícolas não poderiam chegar (o Brasil importa 70% dos seus insumos agrícolas) por que portos e aeroportos estão fechados. Caminhoneiros não conseguem mais transportar itens básicos de sobrevivência como comida e remédios, porque restaurantes, Autopeças e borracharias estão fechados à beira das estradas. Setor de hotelaria e restaurantes começa a demitir. Economia informal parada provoca desespero, ou seja, o caos era, e ainda é, uma questão de tempo. Inobstante os apelos do Presidente, o STF julga que governadores e prefeitos podem sim, manter aeroportos, estradas e cidades fechadas, quebrando por completo o pacto federativo. Parece que se esqueceram que vivemos em uma República Federativa, onde o governo federal tem supremacia sobre os demais entes. Com a decisão, o STF outorga, aos governadores e prefeitos, poderes que segundo a Constituição Federal, somente o presidente detém e ainda assim após declarado estado de sítio ou de defesa. Ou seja, uma perfeita aberração jurídica.

Resumo da ópera: 

O plano era perfeito! O país estaria, ou estará, inviabilizado nos próximos dias e a conta cairia no colo do presidente. Mas o nosso Presidente conhece como ninguém os bastidores da política! Parece que previu o desfecho. E numa jogada de mestre, ontem (24 de Março) fez um pronunciamento a nação e declarou em rede nacional que, por conta do governo federal, o Brasil adotaria o Lock Dow vertical, ou seja, isolamento dos grupos de risco e liberação da força de trabalho para a vida normal. Só então personalidades que andavam sumidas durante a crise e das quais nós não sentimos nenhuma falta, começaram a aparecer e até ressuscitar. O presidente da Câmara Rodrigo Maia e do Senado Alcolumbre apresentam à Imprensa, em dueto, declarações idênticas onde criticam abertamente a liderança do presidente e por razões não tão obscuras, defendem a imprensa que ataca o presidente 24 horas por dia. 
Ministros do STF (alguns) se arvoram a criticar a decisão do presidente, colocando em dúvida a sua capacidade de dirigir o país. Até a múmia política do Fernando Henrique Cardoso aparece e de forma bem grosseira afirma: "se tiver de morrer, que morra ele (o presidente) e não nós". 

A imprensa Pinça dentre médicos e infectologistas, entrevistas condenando a atitude do presidente. Pois bem, o certo mesmo é que o presidente deu um xeque-mate nessa turma toda e colocou a bomba no colo dos governadores e prefeitos. Cada um pode fazer sua escolha, mas com uma diferença, se o país quebrar financeiramente, e vai quebrar, cada Governador e cada Prefeito terá que assumir a sua decisão e a sua responsabilidade no caso. 

Vamos continuar seguindo as orientações do Ministério da Saúde. (...) Isolar nossos entes acima de 60 anos e aqueles com doenças pré-existentes, livrando-os da contaminação pelo COVID 19. Os empresários, onde for possível, dispensem seus funcionários acima de 50 anos e outros com doenças pré-existentes e toquem seus negócios com sua força de trabalho hígida restante. Estatísticas do mundo inteiro demonstram que poucos com menos de 50 anos e saúde perfeita morreu pela contaminação do coronavírus. Sequer desenvolveu a forma grave contaminação. 



(*)Concesso Vitor Filho

Coronel Veterano da PMMG Agradecimentos a Raul Jafet pelo envio do artigo

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Populismo e Bolsonaro






por Ipojuca Pontes(*).




Ariano Suassuna, que deixou de escrever peças de teatro (gênero “curral & capim”, segundo Paulo Francis) para se tornar badalado clown de circo eletrônico, acreditava na existência de dois tipos de preguiça (sexto pecado capital, na Suma Teológica de São Tomás de Aquino): uma preguiça “boa” e outra “má”. Uma, filha de Deus; outra, cria do Diabo (chegou a escrever uma farsa sobre o tema).

Pois bem. De minha parte, depois de matutar algum tempo sofre o significado do “populismo”, cheguei à conclusão de que há dois tipos de populismo: um “bom” e outro “mau”, ambos sistematicamente atacados pelos que querem impor uma “nova ordem mundial” conduzida e financiada por figuras como o megaespeculador George Soros, os Rockefeller e a onipotente gang do Clube Bilderberg que subjugam, na maciota, governos, instituições e organismos basilares, entre elas, a incorrigível ONU e penduricalhos nocivos tais como a Unesco e a Unicef, por exemplo.

Em última análise, esses tipos armam a imensa rede do controle globalista na pretensão de domesticar a população do mundo ocidental pela força do terror, do medo e da corrupção desenfreada.

Basta olhar com apuro. Dia e noite, pela ação remunerada de legiões de falsos acadêmicos, pseudo cientistas políticos e os chamados “formadores de opinião”, todos atuando nas mídias, nas universidades e no âmago das organizações políticas, articulados em bandos, avançam e se comprazem em servir aos tutores globalistas para reduzir o homem à condição de gado, tal como preconizava Chigalióv, “cientista social” visionário saído das páginas de “Os Demônios”, de Dostoiéviski, que pretendia salvar a humanidade.

Dizia Chigalióv:
“Partindo da liberdade ilimitada chegaremos ao despotismo total. Não há outra solução. Para resolver em definitivo a questão social, proponho que se divida a sociedade em duas partes desiguais. A um décimo será outorgada liberdade absoluta, a autoridade ilimitada sobre os outros nove décimos que deverão perder a personalidade, convertendo-se num rebanho; mantidos numa submissão sem limites, passando por uma série de transformações, atingirão, por meio de educação progressiva, o estado de inocência primitiva, qualquer coisa como o Paraíso Terrestre – sendo, no entanto, obrigados ao trabalho”.

Essa é – em essência, por baixo do pano – a pretensão maquiavélica do pessoal do Clube Bilderberg e afins, via a praga do globalismo espalhado pela ONU e seus penduricalhos, para aplainar as “injustiças do mundo” e restabelecer a felicidade edênica na face da terra. Naturalmente, as palavras de ordem para atingir tais objetivos são, na aparência, menos brutais do que as do intelectual de “Os Demônios” (no entanto, não menos daninhas). Hoje, elas giram em torno da liberação das drogas, do aborto, em favor do casamento gay, do lesbianismo escancarado, da invasão descontrolada de imigrantes nos países da cristandade, para não falar da histeria ambientalista (amparada na dispendiosa farsa do “aquecimento global”, a prodigalizar US$ bilhões com milhares de parasitas abonados pela grana de governos permissivos pressionados por ONGs insaciáveis) – e por ai segue a nau insensata.

De ordinário, os “formadores de opinião” definem o populismo como um modo de governar que usa de expedientes que têm como meta conquistar apoio popular, em especial o das “classes subalternas”.

Nas campanhas eleitorais, o líder populista procuraria obter a confiança do povo por meio de um discurso simples, direto e carismático, dispensando intromissões partidárias. O populista deslegitimaria, assim, as instituições democráticas apelando, presumivelmente, quando no poder, para o autoritarismo, legitimado pelo voto popular. Bullshit!

Enfim, de “esquerda” ou de “direita”, o que interessa ao líder populista é seduzir as massas. No Brasil, citam-se como políticos populistas, além do ditador Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Leonel Brizola, Lula “Chacal” da Silva, Garotinho et caterva. No plano internacional, Donald Trump foi considerado “populista” por ter se firmado na condição de “antipolítico” – pois lá, como aqui, os políticos são também execrados pelas massas.

A boa pergunta a se fazer é a seguinte: quem nasceu primeiro? as massas com suas necessidades e aspirações de melhor qualidade de vida ou os políticos ideologizados em busca do poder de mando e suas prerrogativas?

O grande Aristóteles achava a democracia a pior forma de governo caso degenerasse em “governo de massas”. Ele admitia, porém, uma democracia-intelectual, republicana, do tipo prevalecente, à sua época, em Atenas (que se ferrou na mão bélica de Esparta).

É evidente que Aristóteles não chegou a conhecer os globalistas nem intelectuais do porte de um FHC. Se conhecesse, na certa modificaria seus conceitos. Veria que, hoje, na república democrata, em vez das massas, quem assumiu o controle absoluto foram as formidáveis elites político-partidárias coonestadas pela burocracia de Estado com suas agências reguladoras a despejar sobre a população, em escala colossal, a cada hora, milhares de leis, decretos, normas, regras e programas sociais fajutos. Enfim, tudo o mais que limite a liberdade do indivíduo e da sociedade. No mundo ocidental, eles são agora os beneficiários do capitalismo, com suas gravatas, foros privilegiados, isonomias e falsas soluções, abocanhando salários astronômicos sem produzir nada a não ser papelada, coerção e jugo.

▶Bem, e o populismo de Bolsonaro? 

A rigor, não há populismo em Bolsonaro e, se houver, é o populismo “bom”. Seu discurso direto envolve o conceito milenar de observar os valores tradicionais de Deus, Pátria e Família – tríade sobre a qual se ergueu a nossa civilização, agora execrada por globalistas, comunistas (gramscistas ou leninistas, pouco importa), a entourage “politicamente correta” e a tropa de choque da mídia amestrada.

Outro dia ouvi da boca de uma autoridade global, dessas que o considera uma ameaça: –

“Bolsonaro não será candidato. Mas, se for, não ganhará. E, se ganhar, não tomará posse”.

Sinal de que o competidor já passou da fase de “pagar placê” e desponta para a reta final!



(*)Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.
Fonte: midiasemmascara.org

sexta-feira, dezembro 15, 2017

O messianismo dos anti-Bolsonaro




por Thiago Cortês(*).



“Ser conservador, então, é preferir o familiar ao desconhecido, o testado ao nunca testado, o fato ao mistério, o atual ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, o riso presente à felicidade utópica.”
Michael Oakeshott
Michael Oakeshott foi soldado na 2ª Guerra Mundial. Isso assustaria alguns “conservadores de lastro” por aqui.



Em “The Politics of Faith and The Politics of Scepticism”, o filósofo britânico conservador Michael Oakeshott (1901-1990) identificou duas vertentes ocupando o debate político moderno: de um lado, a política de fé. Do outro, a política do ceticismo.

Em poucas palavras, Oakeshott entendia que a política de fé se baseia em um racionalismo raso que promete soluções universais em pacotes ideológicos nos quais existem respostas para tudo. A fé, aqui, não tem conexão com a religião; é a fé na Razão, a deusa da modernidade. A política de fé é a dos ideólogos, dos racionalistas delirantes.

Por outro lado, a política de ceticismo é aquela na qual existem soluções provisórias, circunstâncias e possíveis à administração civil. Mas não há respostas universais aos problemas modernos, aliás, nem todos os problemas são solúveis. A política de ceticismo é a dos conservadores que se contentam com o mundo possível ao mundo ideal.

Os liberais apressados da terrinha podem se esforçar para tentar empurrar o presidenciável Jair Bolsonaro e seus seguidores ao campo da política de fé. Bolsonaro é um nome contra o establishment, livre dos partidos, desembaraçado de obrigações para com empresários que dependem do BNDES e dos políticos na mira da Lava Jato.


As claques liberais aguardam o Messias, o especialista, o libertador, o nome santo ungido pelo mercado.

Os brasileiros notaram o fato e, por isso, Bolsonaro tem arrastado multidões por onde passa, representando hoje um fenômeno popular que enraivece defensores do establishment espraiados por todos os lados do espectro político, da esquerda à direita.

Ocorre que o próprio Bolsonaro já declarou, incontáveis vezes, que não é um “messias”, que não tem o poder de “consertar o Brasil” e que não carrega soluções mágicas no bolso para todos os nossos problemas atuais, sejam eles econômicos ou socioculturais.
➧Arrogância liberal x estoicismo conservador
Os liberais, ironicamente, enxergaram nesse ceticismo político saudável de Bolsonaro uma fraqueza indesculpável. Eles não perdoam o fato de que ele não é expert em economia com soluções mágicas para a crise que enfrentamos.

E perdoam menos ainda que Bolsonaro, de maneira humilde e sensata, confesse publicamente que não é o messias, quer dizer, o especialista que os liberais estão esperando surgir em um cavalo branco com as soluções universais mágicas com as quais os racionalistas sonham.

Jair afirmou que seu papel será o de estabelecer diretrizes, formar uma equipe competente e delegar. Nenhuma mágica, mas apenas o uso do bom senso na avaliação de cada situação.

Isso, contudo, não é o bastante para os nossos liberais que, herdeiros do racionalismo iluminista e partidários da política de fé descrita por Oakeshott, esperam sempre por pacotes fechados com soluções mágicas universais para tudo.

Nossos liberais rejeitam a postura estóica de Bolsonaro, que fala apenas em soluções circunstanciais e provisórias. Como ensinou o filósofo britânico, o racionalista exige uma solução racional para todo e qualquer problema.

O racionalista rejeita o que seria o melhor dadas as circunstâncias, ele exige apenas o melhor em termos absolutos. O racionalista pensa saber, com certeza dogmática, a “direção com a qual o mundo está se movendo”. E quer um pacote ideológico que leve a essa direção.

➧O Messias liberal

Nossos liberais nunca se cansam de brandir seu puritanismo ideológico. E, desta forma, crucificam Jair Bolsonaro por conta de opiniões políticas equivocadas – quem nunca as teve? –que ele manifestou em um passado já um tanto longínquo.

O terror da esquerda americana, Donald Trump, apoiou Democratas por vinte anos pouco antes de perceber que eram eles, os democratas, o problema. O seu rompimento com a esquerda foi autêntico e teve consequências de proporções globais, como se sabe.

Assim como é autêntico o rompimento de Bolsonaro com figuras que pareciam representar uma alternativa ao establishment.

Os liberais, contudo, de forma consciente ou não, preferem opções fabricadas, criadas nos departamentos de marketing de partidos que integram o establishment, que trazem uma embalagem de novidade para entregar o de sempre.

Os liberais preferem apoiar um opositor fabricado, criado por marqueteiros, que teatralizará algo de novo e recebera aval das esquerdas, incluindo o PSDB, porque salvará o establishment.

Para os liberais, importa mais a aparência da coisa do que a coisa em si.

Foi o caso de Doria, poderia ser o caso de Luciano Huck e talvez agora seja o caso de João Amoedo. São todos impecáveis porque são fabricados. São figuras de grupos, de partidos, e contam com a simpatia dos liberais que esperam por um messias.

São eles, os liberais, que estão rejeitando Bolsonaro em nome de alternativas fabricadas que refletem a obsessão racionalista com o melhor absoluto e a rejeição ao melhor “dadas as circunstâncias”. Os liberais são os fanáticos da seita messiânica por aqui.

Os liberais preferem aquilo que parece se aproximar da perfeição ao que é imperfeito, mas autêntico e com real legitimidade popular. São os racionalistas, os puritanos, os gladiadores da ideologia, que buscam um líder messiânico e ungido pelo mercado.

(*)Thiago Cortês é jornalista.
Fonte: midiasemmascara.org
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segunda-feira, outubro 16, 2017

Bolsonaro, Lula e a Midia





por Ipojuca Pontes(*).




Pesquisa do manipulável Datafolha, do Grupo Folha (jornal amestrado pelas esquerdas), diz que Lula da Selva está à frente na disputa presidencial para 2018.

Na pesquisa, o velho guru da seita petista (condenado a 9 anos e seis meses de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva) aparece na liderança das intenções de votos: ele fica com 35% na preferência do eleitorado, enquanto Jair Bolsonaro emplaca 17% na predileção dos eleitores.

Ninguém sabe ao certo em que feudo ou circunstâncias essa gente do Datafolha arranca tais resultados. Mas o fato indiscutível é que mais de 53% da população brasileira querem ver Lula, para todo o sempre – e o quanto antes – por trás das grades. Ademais, como todos sabem, em se tratando de manipulação, a mídia esquerdista não se envergonha em tratar Jesus Cristo como se um Zé Buchinho fosse, ou jurar, de mãos postas, que focinho de porco é tomada elétrica. Puro nonsense.

Nota do Blogando Francamente: Quer saber como funciona essas fraudes de pesquisas?  clique aqui

(Uma das muitas técnicas da desinformação comunista consiste em confundir, de forma premeditada, a mente do cidadão. De fato, desde os tempos da NKVD e da velha KGB (atual FSB) fomenta-se, nas redações em geral, o ativismo de fanáticos empenhados em criar uma segunda realidade, totalmente desvinculada da verdade dos fatos. Para isso, gastam-se anualmente bilhões de dólares, remunerando em todo o mundo o trabalho sujo de mais de meio milhão de agentes, inclusive no Brasil).

No momento, diante da ascensão irreversível da candidatura de Bolsonaro à presidência da República, que já soma mais de 30 milhões de votos, a mídia amestrada vem tratando Bolsonaro como se tratasse de uma “ameaça perigosa”. Duvidam? Basta ler uma nota de Ancelmo Góes (codinome “Ivan”, nas rodas da KGB), no engajado O Globo, ou ver/ouvir qualquer noticiário chinfrim da tropa de choque da Globo News (uma canal de TV a serviço da “causa vermelha”) para sentir no ar o aroma pestilento.

Essa gente chega à ejaculação precoce ao classificar o Deputado Federal mais bem votado do Rio de Janeiro como homofóbico, xenófobo, fascista, nacionalista, racista, misógino – e o que lhe vier a telha. Tiro pela culatra: com esse jogo sujo, no entanto, só faz crescer as intenções de votos favoráveis a Bolsonaro, coligidas nas esquinas, nos lares, nas fábricas, no comércio, em suma, no circuito boca a boca de todo o País.

Para se avaliar o descrédito dessa tropa, basta conferir: nos últimos tempos, onde essa gente meteu sua colher contaminada pelo ódio e pela mentira – sifu! Senão, vejamos: perdeu feio no referendo pelo livre comércio de armas; ferrou-se no plebiscito do Brexit; caiu de quatro na campanha sórdida movida contra Trump; errou adoidado na eleição alemã; foi (e continua sendo) derrotada na campanha de descrédito que moveu contra Temer e sua inarredável patota. E ainda se viu fragorosamente derrotada ao apoiar o comunista Freixo contra o pastor Crivella na campanha pela Prefeitura do Rio. Com efeito, o eleitor e o mundo, fora da órbita globalista,caminham para o lado oposto à pressão exercida pela canalha da mídia amestrada. De fato, quem diabo vai acreditar na falsa ira de Arnaldo Jaburu, nas informações viciadas do impontualíssimo Pontual ou nos tortuosos comentários de William Waack?

Ninguém. Provavelmente nem mesmo os bilionários donos das Organizações Globo.

Como já escrevi dezenas de vezes, há enorme distância entre Bolsonaro e Lula, abutre da política brasileira cevado à sombra da mídia vermelha. Para começo de conversa, Jair Bolsonaro é um oficial formado pela Academia Militar de Agulhas Negras, que seleciona seus candidatos a partir de atributos e valores consagrados pela excelência.

Para chegar ao posto de capitão do exército, Bolsonaro estudou (com alguns dos melhores professores do País) História do Brasil, Física Aplicada, Cálculo, Tecnologia da Informação e Comunicação, Línguas (inglesa, espanhola e portuguesa), Psicologia, Filosofia, Técnicas Militares e outras tantas matérias de nível superior. Vale adiantar que, ao longo do curso, o aluno, para permanecer na AMAN, só pode ser reprovado uma única vez. Caso contrário, cai fora.

Como político eleito várias vezes para a Câmara Federal, Bolsonaro se tornou deputado atuante, decente e corajoso. No Legislativo, salvo exceção, tem enfrentado de peito aberto a sanha estratégica da comunalha, insurgindo-se contra o aborto, o casamento gay, as cotas raciais, a liberação das drogas, a anistia aos usuários do caixa dois e da propina – em suma, tudo aquilo que a população repudia tenazmente, mas que as esquerdas (bem pensantes ou trogloditas) querem impor à nação.

Bolsonaro travou dura batalha contra a volta do famigerado imposto da CPMF (criado por FHC), se insurgiu contra as apurações fraudulentas de votos em urnas eletrônicas programadas por gangues venezuelanas e ainda defendeu o fuzilamento de FHC, responsável pela entrega (por preço irrisório) da Vale do Rio Doce ao especulador George Soros.

E quanto ao Lula, o rato que ruge, réu condenado e arauto do PT, o partido dos trambiques?

Sobre isso falaremos no próximo artigo.


Fonte: midiasemmascara.org
(*)Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

domingo, outubro 08, 2017

Ataque ao voto impresso: mais um golpe contra a frágil democracia brasileira







por Thiago Cortês(*).



Não fosse o alerta do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que foi ouvido e acatado por seus pares, as eleições de 2018 estariam, de antemão, sob forte suspeita, uma vez que a implantação do voto impresso teria sido postergada para 2022!

Graças a uma emenda de autoria de Bolsonaro, apresentada em 2015, a proposta de Reforma Política trazia em dois artigos a previsão do voto impresso no Brasil, com validade já para as eleições majoritárias e legislativas de 2018.

Entenda-se: não se trata de retomar o voto por cédula. O voto impresso nada mais é do que o voto eletrônico acompanhando de comprovante impresso com a opção feita pelo eleitor, de forma a permitir uma auditoria completa em caso de dúvidas nas próximas eleições.

Uma medida simples, mas que retoma a capacidade de auditar o resultado do pleito eleitoral e, assim, afastar os perigos do sistema de voto eletrônico.

Porém, o ministro Gilmar Mendes, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou a militar furiosamente contra a medida que visa sanar as dúvidas sobre a confiabilidade do sistema de votação eletrônica e sua computação – que hoje é secreta!

Gilmar Mendes garante que as urnas eletrônicas, da controversa empresa Smartmatic (veja mais abaixo) “são invioláveis” e que o custo do voto impresso seria de R$ 2,5 bilhões. É essa a cantilena de Mendes desde que Bolsonaro apresentou a proposta em 2015.

Gilmar Mendes tem militado na imprensa e feito lobby com deputados, conspirando contra o direito dos brasileiros de terem certeza de que seus votos são corretamente computados e de que qualquer brecha para a manipulação dos dados dos resultados seja corrigida.

Ou seja, paradoxalmente, no Brasil os responsáveis pelo sistema eleitoral são os menos interessados em promover meios de auditoria e fiscalização dos resultados!

Oportunidade no calar da noite
Não é novidade que Gilmar Mendes não está interessado em imprimir mais transparência ao sistema eleitoral brasileiro, alvo de críticas de especialistas e de suspeitas da população.

Mas sua influência sempre esbarrou na soberania do Legislativo. Ocorre que uma oportunidade surgiu, literalmente na calada da noite, durante a sessão de quarta-feira, dia 4, quando foi apresentado um pedido de voto de urgência na pauta da Casa.

Atendendo a um pedido direto do TSE, o relator da Reforma Política, Vicente Cândido (PT-SP) apresentou ontem, pouco antes da votação da Reforma Política, uma emenda a ser votada em caráter de urgência visando vetar a aplicação do voto impresso para 2018.

O TSE, mais uma vez, alegou falta de recursos e, por isso, solicitou a supressão dos artigos que permitiam o voto impresso nas próximas eleições, em caráter de emergência.

A votação se daria em um momento no qual os brasileiros estavam mais preocupados com os desdobramentos da crise de segurança pública, especialmente no Rio de Janeiro, além dos ataques do lobby da pedofilia em suas “exposições de arte”…

Era óbvio o risco de retrocesso dadas as seguintes possibilidades: a decisão ser realizada em plenária sem o voto nominal dos deputados, ou seja, de maneira secreta, e por conta, é claro, da força e influência do ministro Gilmar Mendes, agindo com o carimbo do TSE.

Resistência
Porém, o deputado Jair Bolsonaro, juntamente com seu filho, o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), lideraram, nas redes sociais, a resistência contra o golpe do TSE, recebendo apoio de vários congressistas que perceberam o risco para a democracia.

Para Jair Bolsonaro, “nenhum país do mundo adota esse tipo de sistema de computação de votos que nós temos aqui no Brasil”. “Sem o voto impresso, não podemos auditar, de fato, a eleição. Sem voto impresso, a eleição fica sob grave suspeita”, declarou.

A mobilização, com apoio de movimentos populares, foi grande. Mas o risco era grande já que, como era de se esperar, a votação do tema foi empurrada para a madrugada!

Os deputados pretendiam, como na decisão sobre o Fundão Eleitoral, votar de forma “simbólica” (na qual não existe o registro individual de votos), permitindo que o voto impresso fosse enterrado sem que o DNA de nenhum dos seus assassinos pudesse ser identificado!

Porém, os deputados Jair e Eduardo Bolsonaro, com apoio de Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e até mesmo de Esperidião Amin (PP-SC), conseguiram reverter essa tentativa com seus protestos e discursos na tribuna, além do trabalho de convencimento dos colegas nos bastidores.

Desta forma, a supressão dos artigos não recebeu os votos necessários. E a proposta de postergar a implantação do voto impresso em 2022 foi para o lixo. Mas o TSE não deu a batalha por vencida e outras movimentações já começaram para sabotar a proposta.

Graves suspeitas
São muitas, e das mais diversas fontes, as graves suspeitas que recaem sobre a Smartmatic, a empresa repleta de controvérsias, e que teve uma atuação notadamente polêmica na Venezuela, o que já foi abordado no Mídia Sem Máscara:

“Antonio Mugica, o CEO da empresa Smartmatic – que desde 2004 controla o sistema eleitoral venezuelano – em conferência de imprensa em Londres (sede atual da empresa) atestou que o sistema das urnas foi fraudado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, no que diz respeito ao número de votantes no ilegítimo processo eleitoral para a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte, promovida pelo ditador Nicolás Maduro.”

O mesmo artigo citou as gravíssimas denúncias de especialistas, entre eles, Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Mestre em Direito por Harvard, pesquisador e representante do MIT Media Lab no Brasil.

Ronaldo Lemes, publicando na Folha de São Paulo (07.08.2017) o artigo “Hackeando as urnas digitais”, cita um evento ocorrido na Conferência DefCon, em que as urnas eletrônicas da Smartimatic foram invadidas por um grupo de hackers.

Além disso, a Smartimatic tem relações nebulosas com o governo da Venezuela e outros grupos políticos que não são exemplo de democracia ou transparência.

É imprescindível que fiquemos atentos para impedir os novos atos de sabotagem do TSE, presidido por Gilmar Mendes, contra a fragilíssima democracia brasileira.


Fonte: midiasemmascara.org

quarta-feira, outubro 04, 2017

O Datafolha com Lula faz sentido










por Flávio Morgenstern(*).



O Datafolha com Lula faz sentido (não é o que você tá pensando, seu animal).

Para o Datafolha, Lula venceria todos os outros candidatos, e também a população quer vê-lo preso. É alquímico, mas tem uma explicação.


De acordo com o Datafolha, a maioria dos brasileiros quer Lula preso. De acordo com o próprio Datafolha, Lula venceria qualquer adversário em qualquer cenário e se tornaria presidente em 2018, eternalizando uma espécie de linhagem petista em que o partido só existe para manter o petista solto mais famoso do momento no poder, intercalado com Lula – presidente mais para evitar a cadeia do que para fazer alguma coisa.

O cenário soa confuso, e o Datafolha é a instituição numérica com a verdade mais elástica do país, em que os números confessam qualquer coisa a calor e temperatura extremos (você já datafolhizou numa prova de matemática?).

O principal problema é que o Datafolha sempre erra para o mesmo lado. Depois vem aquele discursinho Avenida Paulista, tem 1 milhão na Parada Gay, enquanto só 200 mil pelo impeachment de Dilma, porque um matemático provou que “não cabe” 1 milhão de pessoas na Paulista etc – aquela papagaiada toda que os brasileiros que sofrem de leitura de notícias já conhecem de cor e salteado.

O próprio Lula cita, em um dos grampos vazados, um instituto de pesquisas que aparecerá dizendo que ele estará em primeiro lugar sempre que uma notícia ruim sair a seu respeito. Algo que só pode ser respondido com um comentário bovino: Hummmmm….

O Datafolha, ano passado, causou furdunço ao afirmar que Marina Silva liderava para todos os cenários. Aquela, lembra? Nem eu. Mas é como funcionam as notícias que todo mundo vai comentar, e fazer análise, e especialistas criarão todos os prognósticos para os próximos anos levando esse tipo de “dado” em consideração. E nem queira saber quanto o Datafolha “acertou” nas últimas eleições.


Mas antes que a população se escandalize com o resultado de Lula estar sempre em primeiro no Datafolha, seja para ir preso ou para virar presidente – em suma, para Presidente Bernardes – cabe não se escandalizar com a nova datafolhização das estatísticas e entender que tudo no Datafolha é mentira, mas tem método. O povo deve acreditar mais em si próprio do que no Datafolha dizendo o que o povo quer.

Apesar de a próxima eleição envolver tantos cenários possíveis que pode superar a eleição de 1990, com 8 candidatos com certo potencial, e o Datafolha estar afunilando as possibilidades (ninguém até agora sabe quem será, ou quantos serão, os candidatos tucanos, por exemplo, ou se Lula estará preso), há algo “esquecido”.

A liderança de Lula parece ser mais revelada pelas próprias falas de Lula do que pelas falas do povo. Mas boa parte dos candidatos ainda é desconhecida do grande público: Bolsonaro ainda é mais um fenômeno nas redes sociais do que no interior do Alagoas, que dirá João Amoêdo do NOVO.

Something wicked this way comes: Lula “lidera” contando-se apenas intenções de voto. Parece o mesmo que “ir votar”, mas não é: petistas têm intenção clara de votar em Lula. Que outro homem político no Brasil tem a intenção de votar em X, ou Y, ou Z? Bolsonaro é o único nome com uma militância (o PSDB sempre surge como opção contra o PT, ou supostos “radicalismos”, como a mídia pinta), mas esta é ascendente, e não decrescente como a do petista – até os próprios políticos que podem dar palanque a Lula podem estar presos em alguns dias.

Mas o principal: as intenções não chegam a 100% dos votos. Lula contra Bolsonaro, por exemplo, mesmo para o Datafolha, rende uma briga de 47% a 33%. Lula contra Marina, cuja base sonhática é bem menor, gera o bizarro número datafolhizado de 44% a 36% (no cenário em que menos brasileiros iriam para as urnas).

Lula bateria Alckmin por 46% a 32%. Mas Doria, que tem uma reprovação pesadamente menor (25% contra 31% de Geraldo), perderia por 48% a 32% (ou seja, Geraldo, com 6% a mais de reprovação, e bem na linha periclitante, faria mais gente votar em Lula, o que não é exatamente algo que, digamos, faça sentido).

A grande verdade é que, no Brasil, há uma disputa entre Lula contra todos. E, na multidão “todos”, fica-se entre a bunda-molice isentista (Alckmin, Marina), a promessa perfumada (Doria), a pancadaria (Ciro) ou candidatos que dêem voz a quem não tem voz (Bolsonaro no eixo conservador ou Amoêdo no eixo liberal).

O que importa é quem encherá as intenções até os 100% (estes 20% faltantes são tudo o que importa, já que os números já consolidados, ao menos em cenários sérios, são mais estanques). E, neste cenário, Lula tem rejeição de… 42%. Maior em quase 10% do segundo colocado, Bolsonaro, com 33%. Com rejeição de 42%, como Lula poderia encher o tanque até os 100% de votos? Qualquer um é mais capaz de fazer os 50% + 1 necessários do que ele.

Rejeição é muito mais importante do que intenção – justamente pra isso que existe segundo turno, o turno de quem você rejeita menos.

O Datafolha sempre fará o possível para dizer que Lula estará em primeiro lugar no coração dos brasileiros. Mas, desta feita, nem precisou de muita datafolhização: basta pesquisar intenções de voto, se o brasileiro vive a maior crise de representatividade de sua história (que já não é um oceano de políticos representativos da população).

Aí, ou se tem Lula, ou se tem o anti-lulismo. E nem mesmo as esperanças do Brasil sem Lula se comparam ao fanatismo da militância. Sendo assim, faz sentido Lula liderar em intenções de voto (em que a militância dispara por ser a única com candidato unificado) e também em desejo da população de ver Lula preso, quando a balança se inverte: todos estão contra Lula e sua militância, e inclusive o segundo turno burilado do Datafolha prova isso.

Os números, então, não são muito diferentes destes: Lula pode liderar “intenções”, mas porque estamos contando só as pessoas que militam por um candidato. Seus números aparecem porque essa militância, querendo se travestir de povo, quer surpassar a lei para ter Lula candidato. O que importa mesmo é se Lula estará solto por alguma maracutaia para atender a militância: a população se sentirá ainda menos representada com isso. Logo depois, Lula ainda só engana datafolhizando os números.

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

Fonte: sensoincomum.org


-Apenas para se ter uma ideia, vejam a farsa de uma pesquisa envolvendo futebol. Como as únicas vozes que "protegem" o Data Folha são de dois notórios - e execráveis - petistas (Juca Inácio da Silva Kfouri e Trajano Inácio Lula da Silva), podemos perceber que pesquisas - por não serem auditadas - são uma forma ou de lavagem de dinheiro ou de alma - petista -. 







segunda-feira, setembro 18, 2017

Até onde a imprensa vai para atacar um desafeto como Bolsonaro?








por Lucas Berlanza (*).




Por esses dias, tivemos acesso a um artigo publicado no The New York Timescom o título The End of the Left and the Right as We Knew Them. A tese principal do autor, o jornalista e acadêmico “liberal” (da esquerda americana) Thomas Edsall, é de que as divisões políticas tradicionais seriam insuficientes para dar conta do quadro contemporâneo, em que as principais divisões se centrariam, grosso modo, em uma espécie de nacionalismo de modos tradicionais, nalguns países majoritariamente rural, presa de um populismo avesso ao cosmopolitismo; e uma esquerda “bem-formada, educada, instruída e prafrentex”, aberta a abraçar todo tipo de causa nomeadamente progressista.

A despeito de todos os preconceitos (no sentido mais negativo do termo), da ausência mal-intencionada de nuances e do proporcional excesso de simplificações, o texto de Edsall sugere um ponto digno de reflexão: o descolamento de uma certa elite intelectual (e mesmo econômica) dos sentimentos e referenciais simbólicos, culturais e políticos da população em geral, algo que assumiu contornos de ampla alienação. Tal descolamento levou ao horror e à surpresa, por exemplo, diante da eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos – mas não sem antes um dos principais canais de veiculação das agendas dessa “elite”, a grande imprensa, disseminar uma série de “notícias” de toda sorte distorcendo, exagerando ou por vezes até inventando afirmações falsas sobre o presidente.

O mal das fake News não se limita aos Estados Unidos. Pense-se o que se queira a respeito de lideranças como Trump, a imprensa pode ser tão ou mais perigosa quanto um político à testa do Estado a partir do momento em que consideramos sua prerrogativa forjar historietas para difamar seus desafetos. Antes que certas imaginações afetadas pelas mesmas sensibilidades idiossincráticas alastradas em meio a essa “elite intelectual-econômica” nos acusem de estímulo à censura, como a histeria as tem levado a fazer em relação a certos episódios, estamos apenas apontando um fato preocupante. Considerando que para muitos, embora felizmente cada vez menos numerosos, a grande imprensa ainda detém o poder de estabelecer a verdade, e mesmo nós, pessoalmente, na pressa, já incorremos em nossos enganos graças a ela, é uma realidade gravíssima para a qual devemos estar atentos, também em nosso país.

Jair Bolsonaro, cotado para concorrer à presidência da República, esteve em Minas Gerais, onde, falando ao público, enfatizou suas conhecidas bandeiras, como o combate ao desarmamento, a “exploração das nossas riquezas” e o enfrentamento das hipocrisias dos militantes de entidades que se dizem defensoras dos “direitos humanos”. A imprensa repercutiu a sua presença por lá, mas da pior maneira possível: distorcendo e descontextualizando o que disse. Como infelizmente temos que ser muito pedagógicos e redundantes nos dias que correm, insistimos: fosse Bolsonaro, Caiado, Doria ou até mesmo o Lula o personagem envolvido, por menos apreciado ou respeitável aos nossos olhos, precisamos reagir ao embuste. Neste caso, os canais e páginas liberais e conservadores, dentro de suas possibilidades, têm o dever de retificar o que é espalhado por essas redações onde escasseia o caráter, se quiserem dar testemunho de seus valores.

O Globo, o Yahoo, o Hoje em Dia, o Estado de Minas e, obviamente, o Brasil 247, para ficar nos exemplos que encontramos até o momento, reproduziram como notícia uma declaração de Bolsonaro dando conta de que ele prometeu aos mineiros a patética e surreal medida de criar uma abertura do estado para o mar. “Vamos explorar nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída pro mar para Minas Gerais. Nós vamos satisfazer o desejo do mar de ganhar Minas, podem ter certeza disso”, teria dito o parlamentar.

Realmente, Jair Bolsonaro disse essas palavras. Porém, como poderá constatar quem assistir ao vídeo (logo abaixo), aguardou as gargalhadas para complementar “brincadeiras à parte”. Ninguém que assista a esse registro dos fatos poderá testemunhar que Bolsonaro falava sério, a não ser que: 

1) tenha seríssimas deficiências cognitivas e desconheça o conceito de “piada”; ou 
2) seja desonesto.





Nota do Blogando Francamente:
Marco Antonio Villa, o professor, comentarista da Jovem Pan (junto com Joseval Peixoto) tomaram a "fake news" da saída para o mar como verdadeira, sem evidentemente terem visto o vídeo, baseando-se em noticia do Globo ou agindo de má fé.


É estarrecedor que tantos jornalistas, de veículos diferentes, tenham compartilhado uma interpretação tão primariamente equivocada; o automatismo na pretensão de ridicularizar uma figura indesejável se sobrepôs, sem a menor ética, à preocupação com averiguar os acontecimentos – ou, no caso de quem esteve efetivamente no local e veiculou a informação, ficou claro que temos muitos repórteres enquadrados nos dois problemas acima mencionados, no mínimo danosos ao ofício.

Apesar da persistência nas mentiras por parte da imprensa ser uma seríssima constatação, na experiência americana, isso acabou fortalecendo o seu alvo. Essa consequência provou que os “toscos e caipiras” aos quais sub-repticiamente se refere a análise de Edsall estão, em significativa parcela, cansados dessa fina elegância revestindo as mentiras mais sórdidas. Edsall encerrou seu artigo como que dizendo que a esquerda precisa aprender a falar um tanto mais a esse “povão” para voltar a ganhar espaço – ou seja, basicamente lhe deu um conselho. Achamos que seria decente acrescentar que essa “esquerda iluminada” nas redações de jornal deveria simplesmente parar de mentir, principalmente porque, hoje em dia, não é mais tão difícil apanhá-la em suas travessuras.


(*)Lucas Berlanza - Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Berlanza é carioca, editor dos sites “Sentinela Lacerdista” e “Boletim da Liberdade” e autor do livro “Guia Bibliográfico da Nova Direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro”.

Fonte: institutoliberal.org.br

terça-feira, setembro 05, 2017

Glenn Greenwald chama Bolsonaro de fascista, recebe piada em resposta e tem chilique mimimi







por Flavio Morgenstern (*).

Imagem meramente ilustrativa de Gleen e seu namorado brasileiro e de Bolsonaro


Gleen Greenwald era jornalista do tablóide inglês de extrema-esquerda The Guardian quando, em 2013, Edward Snowden quis revelar segredos dos sistemas de vigilância da América, que estavam espionando cidadãos privados. Greenwald foi escalado para a matéria, ficou mundialmente famoso como o grande jornalitaço a revelar Snowden ao mundo e os podres da América, naquele ideal de coragem e investigação com auto-sacrifício por puro amor à causa e ganhou um Pulitzer pelas reportagens.

Hoje Glenn Greenwald mora no Rio de Janeiro e foi o único jornalista para quem Lula teve coragem de dar uma entrevista exclusiva recentemente (afinal, Greenwald é um seu notório puxa-saco e nunca ousaria perguntar algo sobre petrolão, Foro de São Paulo, projeto de compra de outros poderes para concentrar o mando em suas mãos ou, sei lá, Celso Daniel). É co-editor de um dos sites mais burros da internet, o Intercept, que nunca deixa de falhar miseravelmente a cada parágrafo.

Sem muita surpresa, Greenwald é mais um daqueles repetidores de clichês manjados de esquerda: ser contra o casamento gay é homofobia, não aceitar cotas raciais é racismo, aquela papagaiada toda. Conheceu um único esquerdista, conheceu simplesmente todos. É sempre Vale A Pena Ver De Novo, reprise de novela com diálogo oco. E tudo o que discorde do PT de Lula (aquele que manda dinheiro pra tudo quanto é ditadura anti-semita) é “fascismo”. Digamos, um Jean Wyllys que não fala cuspindo.

Hoje, Glenn Greenwald soltou um tweet contra seu alvo preferido no Brasil, o deputado Jair Bolsonaro. Apoiado no vomitório de clichês de sempre, Greenwald chamou o presidenciável com maior ascensão quanto mais é conhecido pelos brasieiros de “cretino fascista”. Mais ou menos como a massa amorfa daquilo que não é esquerdista e nem comunga dos clichês cacetes de Greenwald.




Jair Bolsonaro, em resposta, apostou em uma piada. Deu um retweet no chiste clichê de Greenwald, brincando com a língua inglesa, nativa do jornalista, fazendo uma tradução literal de “Você queima a rosca? Eu não ligo! Seja feliz! Abraços para você!”


Glenn Greewald imediatamente subiu nas tamancas. Num chilique ainda mais clichê do que chamar todo mundo de fascista, estrilou e deu um ataque de pelanca novamente tratando Bolsonaro por um “fascista” e dizendo que o congressista respondeu à sua “crítica” (sic) fazendo referência ao sexo anal gay, “sempre em sua mente”.




É claro que qualquer coisa envolvendo Bolsonaro (e pechando Deus e o mundo, literalmente, de fascista) rende aplauso fácil entre a militância de esquerda (e a esquerda, hoje, é só a sua militância). Qualquer um hoje ataca Bolsonaro, recebe uma piada em resposta e corre para a fila dos ofendidos pelo Quarto Reich em pessoa. Lógica, por outro lado, não perambula muito perto dessa gente por medo de ser assaltada.

Ora, Bolsonaro respondeu à mais forte acusação política em voga no mundo (que nem no mundo comprimido em 140 caracteres do Twitter pode ser denominado como “uma crítica”) com um chiste fazendo referência justamente ao que Glenn Greenwald usou como “justificativa” para denominá-lo fascista: sua suposta “homofobia” por não apoiar o casamento gay.

O presidenciável ironiza, dá risada, manda abraços, fala que não tem nada contra o seu homossexualismo. O jornalista já dá um faniquito que nada tem a ver com sua sexualidade, e sim com uma afetação de superioridade para apelar para minorias, -ismos e -fobias que exigem aderência imediata com ideais progressistas. E não retira as suas palavras fortes: para os inquisidorezinhos 2.0 da esquerda neocomunista, só os outros usam palavras fortes: você pode inventar mentiras sobre eles o quanto quiser e voilà, se ele responde com uma ironia, enquanto você tenta forçar uma descrição mentirosa, o “cretino fascista” só pode ser o outro.




Afinal, de quem você tem medo comandando o país: o suposto “ditador militar” que dá risada, manda abraços, debocha e não age pelo poder, ou alguém eleito pela ditadura do ofendidinho, que acha que se ofender é ter razão (aquilo que denominamos siricuticocracia), que aponta ideologias em quem não as possui para persegui-lo, que destrói o vocabulário descritivo para acusar inimigos e destruir sua imagem sem precisar argumentar ou ser minimamente racional?





Não custa notar que uma das defensoras de Gleen Greewald foi Cynara “Team Grelo Duro” Menezes, a Socialista Morena, que pode fazer “piadinhas” como essa que serão entendidas como mero e inocente gracejo com algo tão irrelevante e simpático quanto o genocídio promovido pela Revolução Russa:




Claro que aí não há defesa nenhuma de assassinato e genocídio. Muito menos de ditadura, até parece. Fascista é só quem sabe que a ditadura militar brasileira só e tão somente existiu porque havia uma esquerda armada no Brasil antes de 1968 matando inocentes na rua para implantar a ditadura do proletariado.



Você acha mesmo que Glenn Greenwald está preocupado com um suposto “fascismo” e acredita mesmo que Jair Bolsonaro tem a mais remota preocupação com os seus entrefolhos? Basta ver com quem ele anda na hora do recreio. Essa gente não está nem aí para gays, pobres, oprimidos e vitimizados (como os vitimizados por bandidos). O que querem é lacrar para idiotas que se surpreendem com palavras que acham que entendem votarem em candidatos prontinhos para implantar a real ditadura do proletariado do socialismo do século XXI. Stalinismo 2.0, Gulag único dono, sem riscos e amassos na lataria.

(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen
Fonte: sensoincomum.org