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terça-feira, julho 11, 2017

Universidades brasileiras: incubadoras da nefasta ideologia de gênero




por Cristian Derosa (*).

Imagem: Prefeitura de Ariquemes Proíbe Ideologia de Gênero



A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou uma palestra da pesquisadora britânica Zowie Davy, no auditório do Centro de Ciências da Saúde (CCS) no último dia 26. O evento marca o início de uma parceria com a universidade no projeto chamado “Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender (LGBT) Sex-Work Migration and Health Implications”, junto com o movimento Epicenes: Núcleo de estudos em gênero da UFSC, coordenado pelo professor Rodrigo Moretti.




Eventos como esse têm sido realizados em todas as universidades do Brasil, desde a década de 1990, quando o movimento LGBT, financiado internacionalmente e apoiado pelas conferências da International Lesbianand Gay Association (ILGA). O ILGA abriga em sua estrutura, desde a década de 1980, o grupo em defesa dos direitos à pedofilia, o NAMBLA (North-American Boy-Lovers Association). Há décadas que as universidade do mundo todo fornecem um ambiente propício e amistoso para o desenvolvimento das agendas que têm 

como objetivo a diluição e finalmente destruição de conceitos jurídicos que possibilitam o entendimento da própria noção de liberdade e democracia, o que não pode prescindir da moldura enganosa da defesa de direitos. Entidades internacionais como a Open Society, de George Soros, investem milhões todos os anos para esta “nobre” causa.



Nas últimas semanas, as redes sociais viram imagens chocantes de uma aula de sexo oral sendo ministrada em uma sala da Universidade de Maringá (PR), diante de atenta plateia. Quem se escandaliza com aquelas imagens certamente não conhece do que é feito o meio universitário brasileiro, há décadas refém de uma miscelânea de delírios ideológicos que remete a comportamentos aparentemente insanos. De fato, a doença mental parece ter se apossado das consciências (se é que ainda existem) de estudantes e professores que mais parecem zumbis de algum filme de horror futurista. Mas quem está por trás dessa estrutura de poder e influência que domina as mentes e almas dos jovens no Brasil e no mundo? A verdade é que uma estratégia de longo prazo dificilmente se deixa perceber tão facilmente.

Na capital catarinense, o projeto Epicenes, que funciona na UFSC, é responsável por realizar, desde 2015, o evento Semana de Combate às Fobias de Gênero na Saúde, realizado em parcerias com grupos de ativistas da UFSC e o Centro de Ciências da Saúde, entre eles o Grupo Acontece (arte e política LGBT), espécie de QG de atividades culturais para a promoção do movimento LGBT. Todas essas iniciativas estão vinculadas ao ativismo gay e o seu afiliado, o ativismo pedófilo. E estes são apenas uma parcela muito pequena de movimentos dessa natureza abrigados na UFSC, assim como em muitas universidades brasileiras. Obviamente, o Brasil apenas repete comportamentos já bem crescidinhos no exterior. Universidades norte-americanas já oferecem bolsas para quem estudar o movimento LGBT e questões de gênero.

Breve histórico dos movimentos

De acordo com pesquisa de Alves Calixto:

Na década de 90, foram criadas ONGs voltadas para a causa LGBT com financiamentos de organismos internacionais, criação de parcerias do movimento com partidos políticos e o poder público. Em 1995 foi realizada a primeira parada do Orgulho LGBT no Brasil a partir da 17ª Conferência Internacional da International Lesbianand Gay Association (ILGA), no Rio de Janeiro. No mesmo ano, foi criada a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, com 31 grupos fundadores. Atualmente, a ABGLT é uma rede nacional de 308 organizações afiliadas. Fortaleceu-se também a presença na mídia, a participação em movimentos de direitos humanos, a articulação com redes internacional de promoção de direitos humanos e proposituras perante parlamentares em nível federal, estadual e municipal.(SIMÕES E FACHINNI, 2009).

Datam da mesma década, o aparecimento da chamada “teoria queer“, já existente nos EUA desde a década de 1980, iniciada pela teórica feminista Judith Butler. O significado de queer bem serve para que se compreenda o objetivo dos movimentos dentro da revolução linguística com a qual pretendem desconstruir e, assim, desestruturar a sociedade. Ainda com base nas citações de Alves Calixto:

Queer pode ser traduzido por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário (…). A ideia dos teóricos foi a de positivar esta conhecida forma pejorativa de insultar os homossexuais. Segundo Butler, apontada como uma das precursoras de teoria queer, o termo tem operado uma prática linguística com o propósito de degradar os sujeitos aos quais se refere. “Queer adquire todo o seu poder precisamente através da invocação reiterada que o relaciona com acusações, patologias e insultos” […] Por isso, a proposta é dar um novo significado ao termo, passando a entender queer como uma prática de vida que se coloca contra as normas socialmente aceitas (COLLING, 2011, p. 3).

O ataque ao que se entende como “normas socialmente aceitas” confunde-se facilmente com um golpe não aos valores, mas às realidades das quais eles falam. A revolução linguística vem resolver o problema de Marx, para quem os valores capitalistas estariam lastreados pela moral familiar, religiosa e, consequentemente, pelas verdades admitidas sobre a biologia. A diferença é que Marx acreditava que o socialismo poderia destruir a família naturalmente, o que não ocorreu. A alternativa agora é destruir primeiro a família, já que esta se recusou a morrer nos países em que o socialismo se impôs. É a alternativa cultural do marxismo ortodoxo.

Por que é necessária a destruição da família e perversão das crianças?
Segundo a noção já consagrada pelo que podemos chamar de Ideologia de Gênero (ou teoria da identidade de gênero) mais em voga, “a sexualidade não é compreendida como uma questão pessoal, algo ‘dado pela natureza’, mas é social, política, histórica aprendida no decorrer da vida de todos os sujeitos sociais”. Esta noção questiona o poder da biologia (ou de fatores externos) na construção da identidade humana. Essa identidade poderia ser puramente “inventada”, com base não numa realidade, mas em desejos retirados da própria cultura. Se a normatividade familiar, referida por eles, é artificial (e má) por ser baseada em uma construção social, muito pior seria a teoria queer, que necessita de um aparato de construção social muito mais agressivo para contrariar a biologia. Mas o argumento de construção social é apenas uma fachada. As “normas socialmente aceitas” não são vistas como más por causa da sua suposta artificialidade, mas por representarem, segundo Marx e Engels, o lastro inicial de toda forma de exploração: a família.

Assim, o pai explora a esposa e, juntos, exploram os filhos. O motor de toda a exploração é sexo, como domínio físico do corpo, segundo as ideias feministas que foram sintetizadas nas teorias de Freud. É por este motivo que feministas como Shulamith Firestone defendem clara e expressamente a liberação sexual das crianças. A destruição não é a única condição para a nova sociedade da liberdade total. O anticoncepcional, a educação estatal para todos, assim como as escolas mistas, tiveram como inspiração as ideias de Firestone, que tinha como objetivo a liberação da mulher para que ela pudesse ser livre da dominação e exploração imposta pela instituição familiar.

Nenhum militante LGBT dirá jamais que deseja destruir a família, mas certamente defenderá que a família tenha o seu conceito ampliado e diversificado, modificado desde a sua base, até que as pessoas não sejam mais capazes de distinguir entre uma família e uma manifestação de pedófilos que grita em frente à Igreja, acusando padres de pedófilos, ao mesmo tempo em que pede a descriminalização da pedofilia. A contradição é a sua arma mais eficiente, pois desarma o inimigo, como disse Butler.

Assim, os ideólogos do gênero transformam a sexualidade em arma política, capaz de destruir seus opositores por dentro e já em tenra idade, privando-os da identidade humana. Sabe-se que a autêntica identidade e personalidade humana só pode se manifestar no masculino ou feminino, isto é, por meio da identificação entre biológico e social, como insiste o filósofo espanhol Julián Marías. A constante deturpação e desidentificação entre as duas realidades (biológica e social), quando fomentada na infância, produz, já sabidamente, resultados catastróficos, não apenas sexuais ou comportamentais, como temos visto, mas cognitivos.

Federico Iadicicco, coordenador do Departamento Vida e Família do partido Fratelli d’Italia, afirma, em entrevista, que uma das razões por trás deste tipo de propaganda, o que Bento XVI chamou de “revolução antropológica”, contra a família e impulsionada por ambientes de poderosa influência financeira, está o poder de influência nas escolhas políticas de algumas das principais potências do mundo.

Definitivamente e de forma inequívoca, o financiamento substancial que grandes multinacionais e ONGs mundiais dão periodicamente a associações LGBT: Apple, Coca-Cola, a Open Society de George Soros, a Fundação MacArthur, a Fundação Ford, a Fundação Goldman, a Fundação Rockefeller, a Kodak, a American Airlines, a Pepsi, a Nike, a Motorola, só para citar alguns. Também é suspeita a atenção especial dos organismos supranacionais à promoção da ideologia de gênero nas escolhas legislativas nacionais. Basta considerar que a Organização Mundial da Saúde arruma tempo para ditar aos países as diretrizes de educação sexual para crianças em vez de lidar com os problemas reais da saúde no mundo.

Os resultados dessa ideologia já podem ser vistos em toda parte. Relatórios médicos e psiquiátricos já apontam a ideologia de gênero e a teoria queer como potenciais causadores de toda sorte de distúrbios e culpados de um crescente número de suicídios entre adolescentes e até crianças. A modificação dos corpos e das mentes destrói toda a capacidade de exercício do livre arbítrio humano, tornando-o um mero escravo de causas que ele não conhece.

Este é certamente um edifício dos horrores, do qual se pode compreender a bizarra motivação de verdadeiros monstros que se utilizam da fragilidade de crianças e adolescentes, em sua inocência, para transformá-los em ativistas zumbis. Os verdadeiros inimigos da humanidade, da família e de Deus, não são os militantes que lotam movimentos universitários, mas os teóricos e financiadores que transformam adolescentes em idiotas úteis a causas que apenas os destruirá por dentro e por fora.




quinta-feira, abril 11, 2013

Controle técnico das paixões como arma política.





por Cristian Derosa (*)



A bancada LGBT do Brasil faz parte de um movimento internacional que não pretende somente exigir suporte estatal para suas próprias práticas ou desejos sexuais. Nem mesmo ela age exclusivamente no intuito de modificar ou expandir o conceito de normalidade às fronteiras dos seus próprios vícios. Não é este o objetivo. Ela pretende estender a toda a sociedade o desejo de lutar selvagemente pela garantia das demandas mais torpes e primitivas, visando legitimar a instauração de rígidos controles estatais, tudo em nome dos "direitos humanos" e até mesmo da moralidade, devidamente re-conceituada conforme a atuação de grupos de pressão como os gayzistas, feministas, etc..Enquanto o controle totalitário não é obtido, o desenvolvimento do processo permite que se vá controlando as condutas mediante ideias e promessas de realização, o que Santo Agostinho chamou de libido dominandi.


Michael Jones, na obra Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control, usa do termo agostiniano para afirmar que a liberdade humana não depende da natureza ou das leis, mas é uma função do estado de moralidade em que ele vive. O autor lembra do conhecido Marques de Sade, que já em princípios do século XVIII, dera início à frutuosa parceria entre revolução sexual e política, abrindo as portas do inferno para a Revolução Francesa, iniciando o processo que culminará em nossos dias. Depois dele, muitos intelectuais propagaram essa ideia por verem nela o potencial que lhes propiciaria o futuro controle social desejado.

A luta sexual gayzista está sendo somente um meio útil aos objetivos revolucionários. Não há diferença, para eles, se pelo poder é preciso defender os direitos dos gays ou fuzila-los em praça pública, como fizeram e fazem as ditaduras revolucionárias. Os cristãos que hoje estão sendo atacados pela militância gayzista e vistos como inimigos do povo, serão os únicos que continuarão a defender a vida quando a ira do Grande Irmão voltar-se contra gays, feministas e todos os idiotas úteis que trabalham sem saber pela sua própria aniquilação.
Analisando os tópicos reivindicados pela militância GLBT, o jornalista Peter Heck chamou a atenção recentemente para o fato de que a luta pela instituição das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, não tem por base dar uma nova definição para o “casamento”. Para isso deveria haver uma definição alternativa sendo defendida. Ao contrário, segundo ele, o que se está querendo é antes uma “indefinição” do casamento. “Uma tentativa para obliterar qualquer parâmetro fundamental para o que é percebido como comportamento sexual moral e imoral”, diz Heck. Para qualquer um que tenha acompanhado o desenvolvimento desse assunto na grande mídia e na cultura pop nas últimas duas décadas, esse esforço não parece ser nenhuma novidade.

Há um processo de injeção de assuntos no público que gera uma indução de condutas. Estas condutas, por sua vez, vão funcionar como motores de justificação. Para compreender como isso acontece, segundo algumas técnicas sociais, podemos recorrer tanto à dissonância cognitiva como à teoria do Agenda-Setting.

Na dissonância cognitiva, de Leon Festinger, uma das tantas teorias estudadas para o uso na engenharia social ao longo do século XX, o desconforto causado pelas contradições internas entre a prática e os conhecimentos induzem a um rearranjo cognitivo que pode se dirigir à mudança de comportamento ou justificação racional do mesmo. Mas a tese de Festinger se ocupa especialmente do último caso. O potencial de uso dessa teoria para a determinação de comportamentos sociais, utilizada em conjunto a outras técnicas como a do agendamento, favorece imensamente a difusão de ideias justificadoras que viabilizam o poder do “governo invisível” referido por H. G. Wells, sugerido por Walter Lippmann, já desde a década de 1920, além de tantos outros intelectuais.
Basicamente, como dissemos, a teoria dá conta do processo de redução da dissonância, isto é, redução da contradição interna entre comportamento e ideias, o que faz com que a mente busque alívio na justificação das suas ações ao invés do abandono do comportamento. A dissonância coloca as duas opções ao indivíduo: ou modifica a prática adequando-a à cognição que tem da coisa ou modifica a cognição para justificar a ação.

Para que isso funcione de forma espontânea e em favor das mudanças desejadas pelos engenheiros sociais, porém, é preciso gerar um contexto em que o desejo de redução da dissonância se torne uma condição psicológica para a convivência social, da qual o cidadão dependa em alto grau. É fácil perceber que para elevar o nível de desejo subjetivo de modo a torná-lo necessário à realização pessoal, inicialmente é preciso associá-lo a valores já existentes na sociedade. Vamos falar de dois valores essenciais na democracia que pressupõem garantias do estado como condições democráticas: os direitos e as opiniões. Comecemos pelos direitos. A regulamentação jurídica do casamento, por exemplo, não surgiu na sociedade como atendimento a uma necessidade subjetiva das duas partes ou direito civis, mas como solução à condição objetiva do problema da partilha de bens diante da descendência. A lei civil do casamento existe em função da potencial geração de filhos, o que fez com que se buscasse instituir civilmente os costumes familiares que já existiam.

O feminismo foi a primeira luta política que condicionou a conquista de direitos civis à modificações nos fundamentos da moralidade vigente. Por meio da revolução cultural e sexual do século XX, foi sendo associada a progressiva conquista de direitos civis objetivos na modernidade, como os direitos trabalhistas, às lutas de caráter subjetivo como o feminismo. À medida que as subjetividades ganhavam atenção de acadêmicos das ciências sociais, eram paralelamente elevados a um patamar de direitos políticos, culminando com a revolução sexual das décadas de 1960-70. Abriu-se o precedente para a mais inconsequente subjetivação dos direitos políticos.

Edward Bernays, o mágico da propaganda, deu novo impulso à sociedade americana, nas décadas de 1930-40, ao motivar o consumo, que antes restringia-se ao campo da necessidade material, ao desejo subjetivo mediante estímulos e associações simbólicas e subliminares. A ascensão da sociedade de consumo soube vazar as suas demandas individuais também para a luta política.
Outro valor essencial e propício a este tipo de associação no mundo moderno são as opiniões e estas podem ser facilmente associadas a direitos. Ora, as opiniões são quase obrigatórias na sociedade democrática moderna e gozam, por assim dizer, de uma posição de verdadeiras virtudes. O indivíduo que não tem uma opinião formada sobre cada um dos temas presentes no debate público é um despolitizado e, consequentemente, não é cidadão. Ao menos é assim para as classes letradas, de onde brota a chamada "Opinião Pública".

O uso da teoria do agendamento como técnica de formação da opinião pública tem sido percebido não só na prática jornalística, orientada pelos donos da mídia, mas por pesquisas acadêmicas que buscam influenciar o processo pelo agendamento visando admitidamente a modificação ou ampliação de debates que gerem necessidades de mudança social. Antes, a opinião só era associada a desejos subjetivos em caso de mal uso, de imoralidade ou deficiência de caráter. Aos poucos, porém, o subjetivo foi sendo tratado como uma condição inevitável na formação da opinião e, mais tarde, desejável. Mas como essa associação se transforma em automatismo na mente contemporânea? A resposta está no controle do fluxo de informações e, consequentemente, das emoções humanas por meio da contrariedade. Expliquemos.

Um dos pesquisadores das opiniões da massa, o francês e mentor globalista Gabriel Tarde, dizia que a opinião só existe quando há contrariedade. Isso quer dizer que não há opinião sobre temas que não são motivo de oposição, o que Festinger chama de “relações irrelevantes”. A teoria do Agenda-Setting – abordada como técnica – também ajuda a explicar este fenômeno quando afirma que uma qualidade atribuída a um elemento ou tema só pode existir quando o assunto se torna debatível, ou seja, é elevado à pauta pública, tornado relevante. Bernard Cohen disse que a mídia não tem grande capacidade de definir como as pessoas pensam, mas pode com certeza influenciar o que vão pensar. O que Cohen não disse é que, depois de definir “o que” pensar, fica fácil atribuir-lhe qualidades desejadas.

Para tornar um tema relevante, justamente por isso, vale tudo. O homossexualismo se tornou assunto público quando das campanhas contra a pederastia, nos EUA, nas décadas de 1940, que alertavam para o perigo destes “elementos desordenados” da sociedade. Para fugir do arquétipo criminoso, intelectuais trabalharam para transformar o homossexualismo em doença diagnosticável e, portanto, livrá-los da condenação pública. Uma vez chamados de doentes, coube aos intelectuais relativizarem a loucura e a doença, elevando aspectos doentios da própria sociedade. Alfred Kinsey ficou famoso por seus relatórios que traziam dados (hoje sabidamente falsos) sobre a imoralidade sexual na sociedade americana. Kinsey é um dos pioneiros da campanha pelos direitos gays nos EUA e ainda hoje é tido como mestre inspirador do movimento internacional, embora tenha sido condenado por crimes de pedofilia. O homossexual tornaria-se então uma vítima da sociedade preconceituosa e hoje já ganha ares de ilha de sanidade em meio do oceano de perversões sociais que o oprimem. Com a luta pela “união homoafetiva”, o que já foi doença transfigura-se agora em direito civil ao ponto de haverem leis que criminalizem a mera opinião contrária.

A pedofilia não poderia trilhar outro caminho. Entrou em debate público como um problema, uma chaga social a ser resolvida. A criança era a grande vítima do abuso. Iniciaram-se campanhas contra a pedofilia, instigando o povo a denunciar. Aumentando denúncias, obviamente aumenta-se os casos conhecidos e a sociedade habitua-se com o crime. Hoje há quem defenda que a pedofilia é uma doença e o processo avança à medida que formam-se associações de pedófilos no mundo todo a exigir direitos sexuais de crianças. Leis que criminalizem a opinião contrária à pedofilia não estão fora de cogitação, como já disse o filósofo Olavo de Carvalho.

Ora, Gabriel Tarde falava da contrariedade como condição à existência de opinião. Observando a história desses movimentos e das teorias que dominam o campo da comunicação, concluímos ser bem conhecido por engenheiros sociais o fato de que quando se diz não à pedofilia, o “sim” surge como possibilidade lógica e ganha os campos da imaginação. Se há opiniões contrárias à pedofilia, por que não haver as favoráveis? O “legalize já”, jamais teria existido sem as décadas de “diga não às drogas”. A normalização de uma prática ou fato é essencial para a sua institucionalização assim como o casamento que, historicamente existente e praticado há séculos, acabou tendo como resultado a sua regulamentação civil na sociedade. A pauta da união civil gay é uma tentativa de imitar essa condição, a condição de prática existente a ser garantida civilmente.

Do mesmo modo, uma das principais justificativas para a legalização do aborto são os números de abortos. Então inflaciona-se, alardeia-se. Celebridades assumem a homossexualidade para simular à opinião pública de que se trata de uma realidade gritante que precisa ser reconhecida, quando na verdade não é mais do que uma fantasia de uma minoria desregrada e imoral que tenta subjulgar a maioria e obrigá-la, por pressão de leis, a abraçar o seu modo de vida, o que fatalmente ocorrerá e resultará num reforço de suas reivindicações, além da justificação às suas perturbadas consciências. Entortar o mundo parece ser a melhor maneira de se parecer direito.

Assim, uniões civis gays, pedofilia, drogas, aborto e, mais ainda, a poligamia e o que mais a imaginação mandar, serão facilmente institucionalizados enquanto os direitos e opiniões estiverem balizados pelos desejos. Porque os desejos existem no campo da imaginação e, sem moral, não há limites para o que se pode imaginar e desejar. Viveremos para ver o surgimento de instituições que garantam direitos a canibais, comedores de fezes, lunáticos de todo o tipo?

Mas quanto pior for o caos sexual e moral a que a sociedade seja submetida, mais imoral será a reação, a solução final desejada pelos verdadeiros financiadores das perversões sexuais que virão, poderosos e triunfantes, deitar sobre o povo a imoralidade da solução totalitária e controladora do governo mundial ao qual as grandes massas clamarão, com suas opiniões devidamente modeladas conforme o gosto dos gestores dos fluxos de informação.



(*)Cristian Derosa é jornalista e está no Facebook (aqui)
Fonte: Mídia Sem Máscara


terça-feira, novembro 06, 2012

O FIM DA FAMILIA.






Título original:Revolução gramsciniana: novo conceito de família

O famigerado teórico comunista italiano Antônio Gramsci (1891-1937) desenvolveu o conceito de que a tomada do poder deveria ser precedida por uma mudança na mentalidade das pessoas.

Com essa nova visão, os intelectuais passam a ser os combatentes, o ensino se torna a arma mais importante, e a escola se transforma no campo de batalha.

Para Gramsci, as massas deveriam livrar-se dos “preconceitos e tabus” que faziam parte da visão do mundo da classe dominante.

Não é preciso ser um grande intelectual ou um sociólogo para concluir que, a partir de uma análise da situação atual, o ensino vem se tornado cada vez mais gramsciniano. Exemplo disso são as cartilhas de educação sexual difundidas em diversos países, bem como a questão do gênero, segundo a qual as crianças de ambos os sexos devem ter entre si um tratamento indefinido e igualitário livre de todo paradigma, e possam escolher livremente a própria sexualidade e o modo de vivê-la.


É interessante analisarmos nesse contexto a crítica feita pela atual ministra dos direitos das mulheres e porta-voz do governo francês, Najat Vallaud-Belkacem, de origem marroquina, sobre os manuais escolares: “Hoje, esses manuais ignoram obstinadamente a orientação LGBT (lésbicas, gays, bi e trans) de figuras históricas ou autores, mesmo quando essa orientação explica uma grande parte de seu trabalho, como no caso de Rimbaud [...] seria útil para as famílias homoparentais serem representadas nas campanhas de comunicação do governo em geral, a fim de banalizar esse fato, tornando-o mais popular.”

A ministra sabe bem que defender isso no seu país de origem ou nos demais países islâmicos é simplesmente impensável. E que é este um dos pontos pelos quais os muçulmanos caçoam do Ocidente e ameaçam conquistá-lo, pois nele todas as aberrações não são apenas permitidas, mas são punidos aqueles que ousam agir em sentido contrário…

A ministra promete recorrer à Missão Interministerial de Vigilância e Luta Antisectária (Miviludes) “para pôr fim a estes verdadeiros abusos que são as ‘terapias de transição’”. Essas terapias, que podem evitar que pessoas com tendência homossexual caiam no abismo moral.[1]

Por fim, ela acrescenta: “A França sustentará o discurso político pela despenalização universal da homossexualidade e vamos colocar nosso aparelho diplomático em movimento para exigir uma resolução das Nações Unidas neste sentido. Vou trabalhar em nível europeu para que a União Europeia adote medidas e orientações contra a homofobia”.

Este discurso da ministra reflete o pensamento dos pretensos defensores da democracia e da liberdade, para os quais uma pessoa não tem o direito de tentar reverter a sua tendência desordenada, mas o Estado, sim, tem o dever de empregar sua máquina para mudar a maneira de pensar dos cidadãos, forçando-os a aceitar o novo tipo de “família” que se quer implantar. São palavras dignas daqueles mesmos revolucionários que, para derrubar o trono e o altar, gritavam: “igualdade, liberdade, fraternidade ou morte”, porém transpostas para o século XXI, onde o objetivo é liquidar de vez com a instituição da família através de um incentivo constante às relações estéreis e antinaturais.

A isso muito se presta a teoria gramsciniana, que propõe através do ensino mudar as concepções e mentalidades tradicionais, criando novas gerações totalmente vulneráveis aos erros revolucionários e prontas para realizar o velho sonho dos inimigos de Deus, ou seja, a destruição da própria Humanidade.

______Ver aqui no Blogando Francamente:


O FIM DA FAMÍLIA ESTÁ PRÓXIMO.,O que é sexo anal?,A escola a serviço do MST.,Os planos de Haddad para as crianças de São Paulo.

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[1] O que causa indignação à ministra, talvez indignasse também o ex-presidente da mesma Miviludes, que está ameaçado pela Justiça com prisão por caluniar leviana e gravemente a Sociedade Francesa de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).

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(*) Heitor Buchaul é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

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Fonte: IPCO

terça-feira, outubro 23, 2012

A derrota dos candidatos homossexuais.



A derrota dos candidatos homossexuais.
por Julio Severo





Em conversa com o site homossexual MixBrasil, o deputado Jean Wyllys não pôde negar o desempenho gay nas últimas eleições municipais. Ele classificou de “fiasco” o resultado das urnas. Se somados todos os votos recebidos pelas mais de 150 candidaturas homossexuais em todo o Brasil, o número final é insignificante: 106 mil votos.




""Falei pelo telefone com o deputado Jean Wyllys nesta semana para uma reportagem da próxima edição da JUNIOR e, entre tantas coisas, comentamos as últimas eleições municipais. Ele classificou de “fiasco” o resultado das urnas. Se somados todos os votos recebidos pelas mais de 150 candidaturas de LGBT, chegamos a um número irrisório: 106 mil votos. No Brasil todo. Veja bem. 

Temos um problema. Reclamamos tanto dos telepastores que detonam os direitos gays, vociferamos contra as bancadas evangélicas e suas tentativas de derrubar a união civil, de implantar Dia do Orgulho Hétero e de esvaziar o PLC 122. Mas, convenhamos, eles dão voto. A gente não. E vai ficando difícil negociar. 

Há muitas questões por trás dos sucessivos fracassos nas urnas. Mas, em especial, o que faltam são representantes. Gente que agrade as mais diversas fatias do eleitorado. Dos gays da classe média às travestis, passando pelas lésbicas, militantes e empresários. Jean conseguiu esse feito. Não sei como, mas ele é bem aprovado e respeitado até pelos mais à direita""...


Esse número está muito abaixo de 1 por cento da população brasileira. Se o número de uns 17 milhões de gays brasileiros, alardeados pelos grupos gays e pelo governo, fosse verdadeiro, então o resultado das urnas apontou uma revelação muito importante: a população gay em massa não quer saber de ativista gay entrando na política para impor seu supremacismo gay neles e em nós.


Mas é evidente que o número de 17 milhões de gays, computado a partir da manipulação estatística de Alfred Kinsey, é totalmente falso e ridículo. O número de gays no Brasil deve estar entre 2 e 3 por cento, o que daria uma população de uns 4 a 6 milhões de indivíduos.
Mesmo assim, o problema é imenso para os ativistas gays. Os 106 mil votos representam menos de 3 por cento de uma suposta população gay de 4 milhões de indivíduos.
A população gay está dando um sonoro “não”, acompanhado de um belo chute no traseiro, aos ativistas gays na política!


O MixBrasil disse:


“Reclamamos tanto dos tele-pastores que detonam os direitos gays, vociferamos contra as bancadas evangélicas e suas tentativas de derrubar a união civil, de implantar Dia do Orgulho Hétero e de esvaziar o PLC 122. Mas, convenhamos, eles dão voto. A gente não”.

E não é de hoje que os tele pastores são encarados como uma grande dor de cabeça para os ativistas gays e sua agenda doida e agressiva. Recentemente, desmascarei como o programa Fantástico, da Globo, mostrou de forma maquiada ativistas gays e um pastor presbiteriano extremamente incomodados com os tele pastores.


Nota: E tudo porque é impossível revogar o que na Bíblia está escrito:

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Lv 18.22).

“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”(Lv 20:13).




"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro" (Romanos 1:26-27).

"Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas . . . herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6:9-10).