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domingo, novembro 04, 2012

Irã, Israel e os limites do poder americano.









por Deborah Srour 




Estamos a tres dias das eleições presidenciais dos Estados Unidos e o último debate sobre política externa veio e foi sem realmente mudar nada. O presidente Obama e o candidato republicano Mitt Romney continuam empatados nas pesquisas de opinião. Mas pelo que foi dito, se Obama for reeleito, não haverá qualquer mudança da política americana nem em relação à Israel, nem em relação ao Irã.

Nesta semana o jornal The New York Times publicou um artigo que dizia que, segundo fontes do governo, Obama teria feito um acordo com os mullas de Teherã para negociarem após as eleições. Obama negou enfaticamente que isso fosse verdade mas claramente abraçaria mais uma oportunidade para adiar qualquer ação drástica contra o Irã. Romney por seu lado, disse que apoia sanções mais duras, incluindo indiciar Ahmadinejad na Corte Criminal Internacional por incitação ao genocídio.

Infelizmente, nesta altura do campeonato, mesmo se Romney ganhar as eleições, em relação ao Irã, não fará diferença. Isto porque existe um vão entre o tempo para a nova administração americana implementar sua política e o tempo que falta ao Irã para se tornar uma potência nuclear. Os Estados Unidos não sabem reagir de imediato. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, o presidente Bush precisou de 4 semanas para coordenar o ataque ao Afeganistão e isso com o apoio incondicional do governo, da inteligência, dos militares, do povo americano e das Nações Unidas. Nas melhores condições do mundo, os Estados Unidos ainda precisaram de um mês para responder ao maior ataque estrangeiro em solo americano.

Por outro lado, Bush começou a pensar em derrubar o regime de Saddam Hussein em março de 2002. Houve resistência por parte dos militares e da mídia. A Russia e França e oficiais seniores da ONU se opuseram. Em novembro de 2002 os Estados Unidos finalmente conseguiram passar a resolução 1441 no Conselho de Segurança. Daí até conseguirem coordenar o envio de tropas, os Estados Unidos precisaram de outros 4 meses. E neste meio tempo, o Irã conseguiu preparar o terreno para negar aos Estados Unidos uma clara vitória no Iraque. Quando os americanos entraram em Bagdá, as armas de destruição em massa já haviam sumido, e conforme vários relatórios de inteligência, inclusive de Israel, foram transferidas para a Síria.

E isso nos traz para o Irã. Se Romney se tornar presidente, ele terá que lidar com forças armadas lideradas pelo General Martin Dempsey que há quatro anos vem tentando minimizar o perigo que apresenta um Irã nuclear. O mesmo Dempsey que não perde uma oportunidade para dizer que um ataque preventivo às usinas nucleares iranianas por Israel seria uma agressão ilegal. Romney terá que lidar com um exército, inteligência e um Departamento de Estado liderados por indivíduos indicados por Obama para implementar seu plano ideológico e demorará meses para Romney substituir e redirecionar estes braços do governo. Isto sem falar da mídia hostil que firmemente apoia o apaziguamento dos mullas.

Na ONU Romney ainda terá que lidar com a oposição da China e Russia no Conselho de Segurança. E quanto ao mundo árabe sunita, tirando a Arábia Saudita, com a Irmandade Muçulmana no poder dos países-chave, há menos oposição à um Irã nuclear do que a uma ação dos Estados Unidos. Isso tudo quer dizer que se Romney decidir mesmo agir concretamente contra as usinas nucleares do Irã, ele não poderá faze-lo antes de Julho-Agosto de 2013. E isso nos traz para a questão de aonde estará o programa nuclear iraniano no meio do ano que vem?

Em seu discurso perante a Assembléia Geral das Nações Unidas no mês passado, o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu disse que já em março ou abril, e no máximo até julho ou agosto, os iranianos terão chegado ao estágio final de enriquecimento de urânio, suficiente para uma bomba nuclear. Netanyahu deixou claro que a última oportunidade de prevenir que o Irã adquira a bomba será antes deste estágio final – ou seja, por volta de abril de 2013. Romney estará na presidência por apenas 3 meses. É bem difícil imaginar que Romney consiga lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares do Irã estando tão pouco tempo no poder. E até mesmo que a nova administração possa oferecer qualquer apoio a Israel se o Estado Judeu quiser atacar as instalações iranianas antes do verão.

E aí temos Israel. Nas últimas semanas houve artigos reportando uma oposição feroz dos comandantes israelenses a um ataque ao Irã sem o apoio americano. Isto porque este ataque geraria um confronto maior envolvendo os agentes do Irã: a Síria, o Líbano e Gaza e Israel precisará de armas e o apoio diplomático dos Estados Unidos neste caso. Mas quando consideramos a realidade política dos Estados Unidos – seja com a reeleição de Obama ou com a eleição de Romney – fica claro que Israel está sozinha. Israel é a única hoje com os meios e o poder decisivo de atacar as instalações nucleares iranianas e impedir que este regime genocida adquira os meios para subjugar o Oriente Médio e o mundo à sua ideologia retrógrada e bárbara.

Talvez tenha chegado a hora de Israel procurar alianças com outros países inclusive, quem sabe, até os que sentem ameaçados pelo Irã como a Arábia Saudita e Bahrain. Isto sim traria uma verdadeira virada na região.

Fonte: Pletz.

segunda-feira, outubro 15, 2012

EUA não têm mais maioria protestante.




por Julio Severo

~ The Mayflower ~
Issue of 1920, 300th anniversary.


Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente.
Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.





Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás. Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.
Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento:


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Uma série de enquetes foram realizadas pelo Instituto Pew para saber como anda a ligação entre os americanos e a religião. Os resultados mostram o que já se era esperado: o protestantismo não é a mais a religião da maioria da população.

O resultado é que apenas 48% dos entrevistados se identificam com a religião. Essa é a primeira vez na história dos Estados Unidos que o número fica abaixo dos 50%.

Enquanto o número de protestantes cai, o de agnósticos continua crescendo. Neste grupo estão as pessoas que não possuem filiação religiosa, mas acreditam em Deus e aqueles que afirmam que são espirituais, mas não religiosos. Esse grupo teve aumento de 5% em relação a pesquisa feita há cinco anos e hoje representa 20% dos americanos.

Para chegar nesses resultados o instituto de pesquisas entrevistou mais de 17 mil pessoas em uma amostragem que tem margem de erro de apenas 0,9 ponto percentual.

John Green, professor da Universidade de Akron, assessorou estas pesquisas e tentou comentar os resultados dessa diminuição significativa do número de religiosos nos Estados Unidos. “Parte do que ocorre é que diminuiu o estigma de não se estar associado a uma comunidade religiosa”.

Com informações O Globo
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Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes.

Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais.

As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons.

Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.
De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”



A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer.
Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.

Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.

O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.

Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.

O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo e homossexualismo.


Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.

Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo [A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], uma seita não cristã.

O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano.

Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney.

Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.

“Os líderes carismáticos que dão um passo para dentro das disputas políticas são normalmente atacados pela esquerda e pelos grandes meios de comunicação no momento em que eles são percebidos como eficazes ou influentes”, o Dr.John Stemberger disse num artigo da revista Charisma. “A esquerda tem transformado numa forma de arte virtual a demonização de qualquer líder [cristão carismático] famoso que assuma uma postura a favor dos valores cristãos”.

O que está acontecendo nos EUA, onde as grandes igrejas protestantes estão se inclinando pesadamente para a esquerda, não é diferente do que está acontecendo no Brasil, onde a igreja cristã predominante, a Igreja Católica, tem majoritariamente seguido a marxista Teologia da Libertação e cuja CNBB teve papel fundamental na fundação do PT.

A contaminação progressista tem feito nas igrejas protestantes históricas dos EUA o que tem feito na Igreja Católica sob domínio da CNBB no Brasil: o enfraquecimento do conservadorismo que defende a família natural contra o totalitarismo esquerdista.

O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.


Com informações do DailyMail e Associated Press.

domingo, outubro 14, 2012

Tumulto Islamista




Tumulto Islamista.

por Daniel Pipes

The Washington Times
19 de Setembro de 2012

http://pt.danielpipes.org/12038/tumulto-islamista

Original em inglês: Rampaging Islamists
Tradução: Joseph Skilnik







Quando os muçulmanos tomam as ruas em cerca de 30 países com a finalidade de se envolverem em vários níveis de violência contra o Ocidente, algo considerável está em andamento. Reflexões a respeito podem significar:

O Decreto Rushdie tornou-se viral: O golpe de mestre do Aiatolá Khomeini em impor em 1989 um decreto de morte sobre Salman Rushdie agora se espalhou e se tornou uma resposta costumeira dos islamistas à percepção de ofensas. Ao comunicar ao Ocidente o que pode e o que não pode ser dito sobre o Islã, Khomeini procurou impor-lhe a lei islâmica (a Shari'a). A recente rodada de violência tomou na maioria das vezes a forma de manifestações e violência contra edifícios Ocidentais (diplomáticos, comerciais e educacionais) no Afeganistão, Bahrein, Bangladesh, China, Egito, Índia, Indonésia, Iraque, Israel e a Autoridade Palestina, Kuwait, Líbano, Líbia, Malásia, Marrocos, Nigéria, Paquistão, Catar, Sudão, Síria (incluindo os rebeldes apoiados pelos Estados Unidos),Tunísia, Turquia e Iêmen bem como na Austrália, Bélgica, França, Alemanha e no Reino Unido. Até agora, cerca de 30 pessoas perderam a vida. Os governos do Irã e do Egito querem botar as mãos nos produtores do filme Inocência dos Muçulmanos, um filme contra Maomé no YouTube, que eles culpam pela violência.



Islamistas ocupam parte do Distrito Central de Negócios em Sydney em 14 de setembro.


Provocações anti-islâmicas proliferaram: Rushdie não fazia a menor ideia no que estava metendo, conforme explica em um livro publicado esta semana. Outros, como os soldados americanos que queimaram livros do Alcorão no Afeganistão no início de 2012, na mesma linha, involuntariamente desencadearam distúrbios islamistas. Mas o pastor na Flórida, Terry Jones, o grupo por trás da Inocência dos Muçulmanos e o semanário francês Charlie Hebdo, bem como grupos anti islâmicos no Canadá e na Espanha, desejam abertamente irritar os muçulmanos. Desse modo tanto os ativistas islamistas quanto os anti Islã desenvolveram um relacionamento simbiótico no qual um motiva o outro.



Indivíduos mantém o governo refém: Quando Jones falava em queimar cópias do Alcorão em 2010, recebeu telefonemas de não menos que o comandante dos EUA no Afeganistão, secretários de defesa e de estado, procurador geral e o Presidente dos Estados Unidos, todos pleiteando que desistisse. Na semana passada, ochefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidospegou o telefone para conversar com ele. Nunca pessoas comuns, aleatoriamente, puderam pressionar a política desta maneira. O humorista francês Jean-Jacques Sempé desenhou uma charge em 1989 capturando esse desando: conforme Rushdie vai trabalhando tempestuosamente na sua máquina de escrever sob os olhares dos quinze policiais protegendo-o dos islamistas, um policial grita no seu walkie-talkie, "fechem os aeroportos!! Ele quer escrever o Volume Dois!!!" Ainda que Rushdie nunca tenha escrito o volume dois, Jones está sempre em evidência.



O novo censor? O chefe do Estado-Maior Gen. Martin Dempsey 
telefonou em 12 de setembro para o pastor na Flórida Terry Jones
 dizendo que não apoiava o vídeo anti islâmico.





Os governos querem impor restrições à liberdade de expressão: Mais nefasto ainda do que os telefonemas a Jones foi a sugestão da Casa Branca ao Google, proprietário do YouTube, para que ele "revisse se a [Inocência dos Muçulmanos] não viola os termos de uso". (O Google manteve-o disponível, com exceção de quatro países). Ao passo que os argumentos sobre a necessidade da autocensura para que não desperte a besta islamista e coloque em risco vidas americanas possa parecer razoável, tal apaziguamento apenas atrai mais fúria, intimidação e violência.

A crescente separação de civilizações: O famoso choque de civilizações não existe, na realidade, a separação de civilizações é que está em andamento. Ele assume várias formas, desde enclaves só para muçulmanos no Ocidente passando pelo matrimônio, economia, educação, cultura, mídia, entretenimento, viagens, websites e atéfuso horário. Por exemplo, quantos turistas irão tomar banho de sol nas praias da Tunísia ou visitar as antiguidades egípcias em futuro próximo?

"Obama, nós amamos Osama": É o que a multidão entoava no centro de Sydney, Austrália. Enquanto isso, islamistas afegãos, indianos e paquistaneses queimavam uma efígie de Barack Obama. Tamanho ódio a Obama é ainda mais incrível, dadas tantas conexões dele com o Islã na infância, sua previsão em 2007 que a presidência veria uma considerável melhora nas relações com os muçulmanos, seus esforços estrênuos em conquistar a opinião muçulmana ao se tornar presidente e a reação muçulmana inicialmente favorável a ele. Na realidade, sua posição caiu tanto a ponto dele ser tão impopular ou mais do que George W. Bush.


Afegãos queimando uma efígie de Barack Obama em 15 de setembro em Khost.


Impacto mínimo nas eleições presidenciais americanas: Pesquisas de opinião mostram que a postura dos eleitores em relação a Obama e Mitt Romney não mudaram praticamente nada nos últimos seis meses, indicando que o alvoroço dos islamistas terá pouco impacto no resultado das eleições.

A civilização ocidental na corda bamba: As aspirações islamistas vão ganhando força com a melhora das comunicações e o enfraquecimento dos governos do Oriente Médio, em última análise, cria um problema existencial aos povos ocidentais: Conseguiremos preservar a nossa civilização histórica perante esta ameaça ou aceitaremos o domínio muçulmano e o status dhimmi de cidadão de segunda classe?

Em suma, os islamistas querem impor a Shari'a, os povos ocidentais estão divididos e a batalha das vontades apenas começou.




DanielPipes.org


sexta-feira, outubro 12, 2012

A nudez de Obama






Dan Lacey em quadro de Barack Obama nu em frente ao
espelho em homenagem às fotos de Scarlett Johansson.


por Felipe Moura Brasil

Tire o papai-telemprompter. Tire a mamãe-imprensa. Coloque um adversário preparado. Pronto. Você acaba de descobrir quem é Barack Obama.

Foi assim no debate da semana passada. Um massacre de Mitt Romney. Os americanos viram: 67% deram a vitória ao candidato republicano no levantamento da CNN. De 8 pontos atrás nas pesquisas, Romney passou para 4 à frente, segundo o Pew Research Center.

Vale a pena assistir no YouTube. Depois de 4 anos, o presidente mais superprotegido da história universal — aquele que fomenta a crise econômica para tirar dela o proveito político, deixando 63 milhões de americanos dependentes da ajuda governamental — finalmente ficou nu.

Não podendo gritar "Racista!", "Homofóbico!" e "Matador de velhinha!", como fazem seus propagandistas, teve de distorcer as propostas do adversário com a sonsice impostada e robótica que lhe fez a fama.

Atribuiu-lhe um plano de cortar US$ 5 trilhões de impostos e, mesmo desmentido, insistiu na mentira, levando Romney a dar uma resposta para a posteridade:

"Mr. President, you're entitled, as the president, to your own airplane and to your own house, but not to your own facts."
(Sr. Presidente, você tem direito, como presidente, ao seu próprio avião e à sua própria casa, mas não aos seus próprios fatos.)

Atribuiu-lhe, também, a redução dos impostos pagos pelos americanos de alta renda e, mesmo desmentido, insistiu mais uma vez na mentira, levando Romney a dar mais uma resposta para a posteridade:

"Look, I got five boys. I'm used to people saying something that's not always true, but just keep on repeating it and ultimately hoping I'll believe it — but that is not the case, all right?"
(Olha, eu tenho cinco filhos. Estou acostumado com pessoas dizendo algo que nem sempre é verdade, mas que simplesmente continuam repetindo e, finalmente, esperando que eu vá acreditar — mas não é o caso, certo?)

All right. Certo. Mas agora, caindo nas pesquisas, o que Obama está fazendo?

Em primeiro lugar, o que não fez no debate: piadinhas — como, por exemplo, a do pássaro Garibaldo, da Vila Sésamo, que seria "demitido" por Romney, disposto a cancelar a verba destinada ao canal público PBS para cortar gastos do governo.

[Isto, aliás, me lembrou outro seriado. No episódio "The Comeback", de Seinfeld, o barrigudinho careca George Costanza só consegue pensar em uma boa resposta à provocação de um colega de trabalho muito depois da reunião, de modo que passa dias obcecado pela oportunidade de "dar o troco". Obama é o George Costanza do debate eleitoral. No dia seguinte, tem sempre pronta a piadinha que não veio na hora. (Com a diferença, claro, de que George ao menos a pensou sozinho.) Imagino como está ansioso para "dar o troco" no dia 16.]

Em segundo lugar — agora de longe, como prefere — Obama está insistindo novamente na mentira, como se o Mitt Romney do debate não tivesse sido o mesmo Mitt Romney da campanha — o que, de certo modo, é verdade. Romney estava muito melhor.

Obama, por outro lado, era exatamente o mesmo. Sempre foi assim. Falsifica as ideias do adversário com a mesma naturalidade com que falsificou seus próprios documentos.

Só que, dessa vez, estava sem papai e mamãe.


Nota de rodapé 1: Al Gore, em seu momento Dunga, culpou a altitude de Denver pelo mau desempenho de Obama. É a primeira vez, sem dúvida, que o Messias têm problemas com as alturas.

Nota de rodapé 2: A Venezuela chegou ao fundo do poço. Os Estados Unidos, ainda não.


segunda-feira, agosto 13, 2012

O Incrível Discurso de Romney em Jerusalém

por Daniel Pipes



Tradução: Joseph Skilnik


Mitt Romney, o provável candidato oficial Republicano à presidência dos Estados Unidos, proferiu um emocionante discurso na Jerusalem Foundation, agregando apoio emocional com francas declarações políticas. A diferença entre ele e Obama não poderia ser mais dramática. A bem da verdade, ao longo do discurso, pode-se observar muitas contradições em relação a Obama. Por exemplo, logo no início, o comentário "pisar na terra de Israel é pisar na terra de uma nação que começou com uma promessa na antiguidade feita nesta terra", contrasta diretamente com a amarga declaração de Obama no Cairo sobre "a aspiração de uma terra natal judaica arraigada em uma história trágica".

Ademais, diferentemente da absurda posição da administração Obama sobre Jerusalém – sorrateiramente alterando legendas que a identificam como tal exercendo ginásticas verbais para evitar chamá-la como tal – Romney veio à tona e chamou-a claramente Jerusalém "a capital de Israel".

Muitas das suas declarações são cantos de glórias ao Estado Judeu e seus extraordinários laços com os Estados Unidos. Segue abaixo algumas citações, italizadas por mim nas palavras chave em cada citação:

Nossas nações estão separadas por mais de 8.000 quilômetros. Mas, para um americano no exterior, não é possível estar mais perto dos ideais e convicções do meu próprio país do que em Israel.

Tenho a inabalável convicção de que a segurança de Israel é de interesse vital para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Nós vimos os horrores da história. Não ficaremos de lado. Não deixaremos que aconteça de novo. Seria tolice não acreditar nas palavras dos líderes do Irã. Afinal de contas, eles são, o resultado de uma teocracia radical. … Temos o dever solene e o imperativo moral de impedir que os líderes do Irã obtenham os meios de atingir suas intenções malignas.

nossa aliança vai além dos esquemas estratégicos ou considerações sobre interesses. A história de como os Estados Unidos – uma nação ainda tão jovem em relação aos padrões dessa região antiga – se ergueu para se tornar o querido amigo do povo de Israel está entre as passagens mais belas e auspiciosas da nossa nação. Por mais diferentes que tenham sido nossos caminhos, vemos as mesmas qualidades uns nos outros. Israel e os Estados Unidos são em muitos aspectos reflexos um do outro.

a duradoura aliança entre o Estado de Israel e os Estados Unidos da América é mais do que uma aliança estratégica: é uma força para o bem no mundo. o apoio dos Estados Unidos a Israel deveria encher de orgulho qualquer americano. Não podemos permitir que as inevitáveis complexidades da geopolítica moderna obscureçam os pilares essenciais. … Uma América livre e forte sempre estará ao lado de um Israel livre e forte.

Seja pela história, seja pela convicção, nossos países estão unidos. Ninguém, nenhuma nação, nenhuma organização mundial, nos afastará um do outro. E contanto que permaneçamos unidos e nos mantenhamos unidos, não haverá ameaça que não possamos superar e muito pouco que não possamos alcançar.

Mas de todo o discurso, as palavras finais foram as que mais me comoveram: "Deus abençoe os Estados Unidos da América e que Ele abençoe e proteja a Nação de Israel". Quando foi a última vez que um político pediu a Deus que protegesse outro país e não apenas o seu próprio?

Comentários: (1) Obama e Romney estão tão divididos em relação a Israel quanto em relação aos meios para o crescimento econômico. (2) Repetidas vezes, Romney mencionou os vínculos morais entre os dois países, sim, há benefícios mútuos provenientes da nossa conexão, mas em última análise reflete algo maior e acima de nós. (3) Caso seja eleito, será fascinante ver até onde o ponto de vista expressado hoje verterá para os problemas políticos do dia a dia. Espero que verta de forma significativa.



pt.danielpipes.org/

domingo, agosto 12, 2012

O Racismo de Mitt Romney.




por Deborah Srour.




Nesta semana que passou a controvérsia nos jornais americanos não foi tanto sobre o que fazer com a contínua chacina na Síria mas com aparentes lapsos do candidato republicano à presidência americana Mitt Romney. De acordo com a mídia pró-Obama, em sua visita a Israel, Romney teria cometido uma terrível gaffe que insultou os palestinos.

Tudo começou quando Romney disse numa reunião que “quem vem aqui vê uma renda per capita de $21 mil dólares e compara com a renda per capita nos territórios palestinos de $10 mil percebe a diferença de vitalidade econômica”. E continuou dizendo “que na história econômica do mundo, a cultura faz a diferença”.

Líderes palestinos protestaram, dizendo que Romney era um racista totalmente divorciado da realidade do Oriente Médio. Na verdade, esta reação mostrou que são os palestinos que têm líderes que não só não estão conectados com a realidade do Oriente Médio mas estão totalmente divorciados da história da humanidade.

Será que a referência à cultura faz de Romney um racista? e porque Israel está tão à frente dos palestinos econômica e tecnologicamente?

Racismo é a crença que alguns povos são inerente e biologicamente inferiores a outros. Consequentemente, nada que eles possam fazer poderá evitar ou mudar seu estado de atraso.

Isto não tem nada a ver com cultura que é algo que pode ser mudado. Países como a China, Japão, India e o Brasil se desenvolveram de modo dramático nos últimos 50 anos mantendo sua cultura. Filhos e netos de escravos trazidos da África hoje estão em todas as áreas acadêmicas e de poder nas Américas.

É ser racista admitir que algumas sociedades em algum momento da história estiveram adiante de outras? A verdade é que os palestinos estão muito mais atrás dos israelenses do que Romney pensa. A renda per capita de Israel é em torno de $31 mil e a dos palestinos é só $1.500.

Quando os árabes ocuparam o sul da Espanha, eles desenvolveram a matemática, astronomia, navegação, medicina e outras ciências. Se hoje eles decidissem abandonar o jihad, o martírio e o sonho de dominação do mundo e colocassem como prioridade a educação, a liberdade e o trabalho, eles poderiam ser tão prósperos e avançados quanto Israel, os Estados Unidos ou qualquer outro país.

Num sermão em 2005, o clérico Yousuf Al-Qaradhawi disse enfáticamente que os árabes precisavam trabalhar e serem produtivos e não só gastar o dinheiro do petróleo em futilidades.

Infelizmente, as sociedades árabes estão se mudando para o pior. Para estar do lado certo da história é preciso tomar a direção correta.

O negociador palestino Saeb Erekat que denunciou Romney como racista, disse que os palestinos tinham cultura. Então vejamos. Recentemente, numa performance cultural da Autoridade Palestina, que contou com a presença do seu Ministro da Cultura, o tema das canções e poesias era como ensinar os filhos a empunharem uma arma – não computadores. O Hamas tem colônias de férias aonde milhares de crianças são treinadas para serem homens-bomba e terroristas.

Ao se voltarem para o radicalismo islâmico, impondo a sharia como lei, os árabes estão indo para trás. E infelizmente, os poucos progressistas, que começaram a revolução no mundo árabe, irão perder a batalha final. Isto só vai assegurar o aumento da lacuna.

O problema é que se os árabes negam que há um problema, eles não vão resolve-lo. Quando Romney falou de “cultura” ele não estava se referindo à música ou literatura. Ele estava falando de liberdade de expressão, livre iniciativa e leis justas, ingredientes necessários para qualquer sociedade ter sucesso em nossos dias.

Um jeito de explicar esta falta de progresso econômico é o que os palestinos querem vender: que eles estariam muito à frente se não fosse a ocupação de Israel. Em outras palavras, eles são “vítimas”. Eles dizem que na Judéia e Samária os palestinos têm um autogoverno limitado. Israel controla as travessias para dentro e fora do território. E apesar de ter saído de Gaza, Israel continua a controlar as fronteiras da Faixa e portanto não permite o seu desenvolvimento.

Esse argumento é no mínimo uma asneira. A verdade é que em termos econômicos, durante a “ocupação”, tanto Gaza quanto a Judéia e Samária tiveram o melhor desempenho econômico de todos os países árabes ao redor exceto durante os anos de violência iniciada pelos palestinos. Aliás, nunca houveram controles de fronteira até o começo dos ataques e homens bomba.
Como pode ser o Hamas uma vítima se é o causador de todos os problemas com o lançamento contínuo de mísseis, morteiros e ataques a Israel?

A escolha da violência no lugar da negociação foi o que causou dano à economia palestina. Longe de serem vítimas, os palestinos foram mimados pela comunidade internacional recebendo bilhões de dólares em ajuda que desperdiçaram em corrupção e roubo. Eles recusam dar moradia decentes aos seus próprios cidadãos e os mantêm em campos de refugiados para continuarem a receber a esmola das Nações Unidas.

OK. E aí temos a Tunisia, o Egito, a Jordânia, o Líbano e a Síria. Nenhum deles foi jamais ocupado por Israel. Por que continuam na miséria? Chorar eternamente, se dizer vítima e esperar pela caridade do mundo não vai ajudar nenhum deles a alcançarem o sucesso. Países do Terceiro Mundo que aprenderam estas lições hoje têm economias fortes e voz nas decisões globais.

A conclusão é que o problema aqui não é Israel, ou o capitalismo ou um grupo racial querendo oprimir outro. É falta de governo e de democracia. É também um excesso de demagogia de líderes e zelo religioso de cléricos arrastando seus cidadãos para longe do progresso e prosperidade.

E esta situação é alimentada pela mídia ocidental. Nenhum destes iluminados jornalistas, a começar pelos da Associated Press, na sua ânsia de criticar Romney, notou o crescimento da economia palestina durante a “ocupação” comparado com os países árabes vizinhos não produtores de petróleo, ou a violência palestina como causa dos bloqueios nas estradas, ou a incontrolável corrupção da Autoridade Palestina, os bilhões de dólares doados pela comunidade internacional ou os milhões em impostos sobre o trabalho dos palestinos que trabalham em Israel que vão para o bolso da Autoridade. Nada! Nenhuma menção.

Esta é a vergonhosa “cobertura” dos fatos pelos “respeitáveis” membros da imprensa. Os mesmos que há dois meses atrás diziam que a economia palestina estava ótima e pronta para um Estado! Vai saber…

Para o Pletz.