domingo, novembro 24, 2013

Mais Médicos II.




por Nilo Fujimoto,




O que importa?

Segundo as concepções dos que vêem no Brasil trabalho escravo ou análogo à escravidão em simples irregularidades trabalhistas, há neles, uma nota peculiar.

Parecem sofrer de alguma disfunção visual que os leva a enxergar trabalho escravo apenas quando os acusados são grandes proprietários.

Apontado, no local de trabalho, qualquer fator de desconforto ao trabalhador – facilmente contornável, sem tomadas de medidas exorbitantes como a expropriação sem direito à indenização da propriedade rural ou urbana – imediatamente arma-se o banzé midiático em torno do assunto a fim de que, pela algazarra, se torne uma prova.

Que disfunção os leva a não enxergar o trabalho dos médicos cubanos no Brasil, realizado nas condições de ausência de liberdade de ir e vir; a discrepância trabalhista do salário menor que os demais colegas que exercem as mesmas atividades e funções; nem recebem diretamente do contratante (entra aqui a figura do “gato”, execrado pelas esquerdas), ou que não há um contrato assinado com o médico, nem Carteira de Trabalho assinada e não recebe os mesmos benefícios sociais?

***

O Globo entrevistou o “Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Ojeda, [que] reconheceu a diferença de tratamento dos profissionais cubanos e dos demais intercambistas do programa Mais Médicos no Brasil. Ojeda invocou o “princípio do internacionalismo proletário”, para justificar o fato de não ser permitido a contratação individual profissionais de Cuba”

Para “dourar a pílula” do injustificável regime de campo de concentração, ao qual estão submetidos os brigadistas cubanos, exercita o contorcionismo semântico, como segue o Globo:

Ao referir-se às limitações impostas aos profissionais do seu país que, ao contrário dos demais intercambistas, não podem trazer as famílias para o Brasil, ele explicou:

- Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias. Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos. Quando eles retornam, se ocupam de suas famílias. Mas enquanto isso não acontece, o Ministério da Saúde e o governo de Cuba dão assistência e estão prontos a resolver qualquer problema que surja durante a missão internacional. Por isso, não falamos em exportação de serviços, mas de colaboração e de integração. Como disse o líder histórico da nossa revolução, Fidel Castro, só se pode salvar a humanidade da morte com paz e colaboração. O que fazemos, é colaboração – justificou o ministro, sem citar os valores que os cubanos estão recebendo em reais.”

Limitações”? Eufemismo para inexistência de liberdade.

Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias.” Não podem ficar no Brasil, estão obrigados a voltar porque as famílias são reféns da ditadura proletária!

Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos.” Desfrutam mesmo? Por que tantos querem fugir desse paraíso?

Intercambio”, “colaboração”, “negócio”? Que realmente importa?

Importa saber se a ação que se pratica tem natureza e fim lícitos. Não são as características das quais se reveste o presente caso, dado que a colaboração com regimes comunistas não é lícito e o mesmo se diz dos fins da ideologia comunista.

Fonte: IPCO


sexta-feira, novembro 15, 2013

Mais Médicos.








por Nilo Fujimoto




O que importa?

Segundo as concepções dos que vêem no Brasil trabalho escravo ou análogo à escravidão em simples irregularidades trabalhistas, há neles, uma nota peculiar.

Parecem sofrer de alguma disfunção visual que os leva a enxergar trabalho escravo apenas quando os acusados são grandes proprietários.

Apontado, no local de trabalho, qualquer fator de desconforto ao trabalhador – facilmente contornável, sem tomadas de medidas exorbitantes como a expropriação sem direito à indenização da propriedade rural ou urbana – imediatamente arma-se o banzé midiático em torno do assunto a fim de que, pela algazarra, se torne uma prova.

Que disfunção os leva a não enxergar o trabalho dos médicos cubanos no Brasil, realizado nas condições de ausência de liberdade de ir e vir; a discrepância trabalhista do salário menor que os demais colegas que exercem as mesmas atividades e funções; nem recebem diretamente do contratante (entra aqui a figura do “gato”, execrado pelas esquerdas), ou que não há um contrato assinado com o médico, nem Carteira de Trabalho assinada e não recebe os mesmos benefícios sociais?

***

O Globo entrevistou o “Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Ojeda, [que] reconheceu a diferença de tratamento dos profissionais cubanos e dos demais intercambistas do programa Mais Médicos no Brasil. Ojeda invocou o “princípio do internacionalismo proletário”, para justificar o fato de não ser permitido a contratação individual profissionais de Cuba”

Para “dourar a pílula” do injustificável regime de campo de concentração, ao qual estão submetidos os brigadistas cubanos, exercita o contorcionismo semântico, como segue o Globo:

Ao referir-se às limitações impostas aos profissionais do seu país que, ao contrário dos demais intercambistas, não podem trazer as famílias para o Brasil, ele explicou:

- Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias. Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos. Quando eles retornam, se ocupam de suas famílias. Mas enquanto isso não acontece, o Ministério da Saúde e o governo de Cuba dão assistência e estão prontos a resolver qualquer problema que surja durante a missão internacional. Por isso, não falamos em exportação de serviços, mas de colaboração e de integração. Como disse o líder histórico da nossa revolução, Fidel Castro, só se pode salvar a humanidade da morte com paz e colaboração. O que fazemos, é colaboração – justificou o ministro, sem citar os valores que os cubanos estão recebendo em reais.”

Limitações”? Eufemismo para inexistência de liberdade.

Esses são médicos que têm um emprego em Cuba, um local de trabalho e famílias.” Não podem ficar no Brasil, estão obrigados a voltar porque as famílias são reféns da ditadura proletária!

Eles desfrutam de educação, atendimento de saúde e seguro social gratuitos.” Desfrutam mesmo? Por que tantos querem fugir desse paraíso?

Intercambio”, “colaboração”, “negócio”? Que realmente importa?

Importa saber se a ação que se pratica tem natureza e fim lícitos. Não são as características das quais se reveste o presente caso, dado que a colaboração com regimes comunistas não é lícito e o mesmo se diz dos fins da ideologia comunista.




Fonte: IPCO

domingo, novembro 10, 2013

Apoio ao aborto, não à mulher.









Apoio ao aborto, não à mulher.
por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz




“Eu tive mais problemas com o governo do que com quem me violentou.”


Nos governos Lula e Dilma as mulheres tem sido vistas tão somente como instrumentos para a promoção do aborto. As vítimas de estupro são bem acolhidas, mas com uma condição: que estejam dispostas a abortar. Este não foi o caso de Regiane Marques de Souza, violentada em Maricá (RJ) em dezembro de 2010.

Regiane, após ser violentada, foi acolhida pelo Núcleo de Apoio à Mulher e encaminhada para o Hospital Fernando Magalhães (Rio de Janeiro), a fim de fazer o aborto. Em 23 de fevereiro de 2011, Regiane já estava no hospital, pronta para o “procedimento”, quando mudou de ideia e resolveu aceitar a criança. A partir de então, a acolhida desapareceu. Em 24 de agosto de 2011, Regiane deu à luz uma linda menina, a quem deu o nome de Maria Vitória. No entanto, seja durante a gravidez, seja após o parto, ela nunca recebeu um único auxílio dos órgãos do governo encarregados de defender “a mulher”. Em seu comovente depoimento de 5 de junho de 2013, Regiane afirma: “a Secretaria de Políticas para as Mulheres não faz nada para as mulheres que decidem não fazer aborto”. Aos seis meses de gravidez ela voltou ao CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) do Rio de Janeiro pedindo apoio e recebeu esta resposta: “o problema é seu; você não precisava estar passando por isso”. Grávida e desempregada, ela apenas ouviu as feministas do governo dizerem que o problema era dela[1]. Inutilmente Regiane procurou a Secretaria de Políticas para as Mulheres pedindo um auxílio para suas crianças, uma vez que onde ela mora não há creche. Nada foi feito.

Eis como ela relata o descaso do governo:


“CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Plantão Social, todo tipo de órgão que tem do governo, eles falam que entendem a minha situação, mas também nunca me fizeram uma visita, nunca ligaram para mim para saber nem como eu estou sustentando minhas três crianças”.


Mas em momento algum Regiane se arrepende de não ter abortado.

“Eu optei por não abortar, mas foi por livre e espontânea vontade, não tenho receio. É minha filha, estou satisfeita, o problema eu tenho é com o governo, que não me apoia. Não quer saber de minha necessidade, não quer saber de como estou vivendo com os meus filhos...”

Termina de maneira enfática comparando o governo com o autor do estupro:

“Eu tive mais problemas com o governo do que com a própria pessoa que me violentou. Porque ele foi preso, e o governo... eu peço ajuda e ninguém faz nada” (http://www.youtube.com/watch?v=FLohndsBTEc)




Dilma sanciona lei de expansão do aborto
Contrariando pedidos insistentes de grupos pró-vida, a presidente Dilma Rousseff, logo após o término da estadia do Papa Francisco no Brasil, sancionou, sem nenhum veto, a Lei 12.845, de 1º de agosto de 2013, que “dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”.


A lei tem por objetivo expandir a prática do aborto em caso de gravidez resultante de estupro. Esse aborto, embora constitua crime, há anos vem sendo financiado pelo governo (Um estudo disso encontra-se em CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. Aborto na rede hospitalar pública: o Estado financiando o crime. Anápolis: Múltipla, 2007.). No entanto, a palavra “aborto” não aparece nem no texto nem no título da lei.

A estratégia não é nova. Em novembro de 1989, o então Ministro da Saúde José Serra editou uma norma técnica intitulada “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes” cujo objetivo central era instruir os hospitais a praticarem aborto em crianças de até cinco meses de gestação quando concebidas em um (suposto) estupro. A palavra “aborto”, porém, não aparecia no título da norma. Para “provar” que havia sido violentada, bastava que a mulher apresentasse um boletim de ocorrência policial (o que não prova coisa alguma). Não se exigia o laudo do Instituto Médico Legal nem o Registro de Atendimento Médico à época da violência sofrida.

Em 2005, sob o governo Lula, essa Norma Técnica do Aborto foi reeditada pelo Ministro da Saúde Humberto Costa (Cf. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf) com um agravante: nem sequer se exigia o boletim de ocorrência para que a gestante “provasse” que foi violentada. Bastava a palavra da mulher junto ao hospital. O Ministério da Saúde teve inclusive o cuidado de elaborar um formulário a ser preenchido pela suposta vítima, facilitando o trabalho da gestante não violentada de inventar uma história de violência a fim de obter o “direito” ao aborto (Eis um trecho do formulário contido no Anexo I da Portaria 1508, de 1º de setembro de 2005: “Declaro ainda, que fui agredida e violentada sexualmente por _______ homem(s) de aproximadamente ______ anos, raça/cor ______________cabelos ______________, trajando (calça, camisa, camisetas, tênis e outros), outras informações (alcoolizado, drogado, condutor do veículo/tipo ________ etc.). O crime foi presenciado por (se houver testemunha) ________________________________________”.).



Essa Norma Técnica, porém, por horrenda que seja, não tem força de lei. Ela ensina a praticar o aborto, ensina com detalhe cada procedimento abortivo, mas não obriga os hospitais a praticá-lo. Na prática, somente os grandes hospitais, com uma equipe médica treinada para o aborto, têm seguido essa Norma. Faltava uma lei que obrigasse todos os hospitais do SUS a encaminhar as (supostas) vítimas de violência para os centros de aborto. Essa lacuna foi preenchida pela lei 12.845/2013, recém-sancionada pela Presidente Dilma. A nova lei fala de “atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS” (art. 3º, caput) e não apenas nos “hospitais públicos que tenham Pronto Socorro e Serviço de Ginecologia”, como previa o projeto original[Cf. PL 60/1999, art. 4º, caput, versão original, da deputada Iara Bernardi (PT/SP).]. Esse “atendimento” inclui o aborto precoce (“pílula do dia seguinte”) mascarado sob o nome de “profilaxia da gravidez” (art. 3º, IV). O cerne da lei, porém, está no inciso VII do artigo 3º que fala do “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. Todos os hospitais do SUS terão, portanto, o dever de informar as (supostas) vítimas de violência sobre o (falso) direito que elas têm de abortar seus filhos e quais hospitais estão disponíveis para executar esse “serviço”. A extensão da lei é reconhecida pelos defensores do falso direito ao aborto, financiados por fundações estrangeiras, quando, em linhas gerais, dizem: “Erra quem pensa que esse será um ajuste simples nos serviços: é preciso treinar equipes, organizar redes de garantia de direitos, estabelecer parcerias sensíveis entre a saúde e a segurança pública”.


Portanto, a menos que a lei seja logo revogada, é de se esperar uma verdadeira explosão do número de abortos na rede hospitalar pública.


Fonte: www.providaanapolis.org.br
Mídia Sem Máscara

sábado, novembro 09, 2013

A Noite do Terror, A noite dos Cristais, Reichskristallnacht.



por José Roitberg(*).




Ao longo dos anos assistimos, presenciamos ou deixamos de lado a lembrança do "ponto de não retorno" para os judeus na Europa, a especificamente mal nominada Noite dos Cristais ou Noite dos Cristais Quebrados. É um nome alegórico, até mesmo romântico e especificamente inadequado para a compreensão do que aconteceu. Noite do Terror seria o mais adequado. Noite da Caça aos Judeus, seria um bom título. Noite das Sinagogas Queimadas, seria o especificamente correto.

Quando eu era pequeno imaginava Berlim e suas ruas de cristal... O nome se refere às vitrines quebradas e nenhuma delas era de cristal. Eram de vidro como qualquer vitrine. O termo em alemão Reichskristallnacht - A Noite dos Cristais do Império - foi criado pela chancelaria nazista e pela sua agência oficial de notícias. Até hoje se escuta por aí: "E a luz do luar sobre os cacos das vitrines destruídas fazia-os brilhar e tilintar como a luz num candelabro de cristal..." Bizarro, mas escrito por sobreviventes. Acho lamentável que o adotemos sem críticas até hoje.

Se formos perguntar por aí, a maioria dos judeus que acha que sabe o que foi, vai dizer que aconteceu na Alemanha. Só que o Reich, o "Império" Alemão naquele novembro de 1938 já incluía a Áustria e a Tchecoslováquia, anexadas alguns meses antes. E o maior pogrom da história - ataque a judeus pela população e autoridades - foi simultâneo nos três países. A propagação do conceito de que foi só na Alemanha é dos próprios sobreviventes do Holocausto. No Brasil este conceito é bem arraigado pois recebemos uma boa quantidade de judeus alemães a partir de 1933 e após a guerra. E eles não sabiam realmente o que tinha havido nos outros países.

Existe a versão alemã: um judeu polonês na França atirou num secretário da embaixada a alemã e ele veio a falecer - no dia seguinte a população revoltada atacou os judeus e foi controlada pelo governo.

Mas o pano de fundo é outro. Esse ataque estava preparado e aguardando um momento político adequado para acontecer. Mais cedo, pouco menos de um mês antes, foi feito um recadastramento obrigatório de todos os judeus, seus comércios, indústrias e imóveis comunitários e residenciais. Esta "Lista de Hitler", se tornou a lista para o ataque da Noite do Terror. Alguns dias antes foi proibida a posse de armas por judeus, que deveriam ir imediatamente às delegacias entregar suas armas sob pena de prisão. E assim desarmou-se qualquer tentativa de reação.

Os jornais do dia 9, com nota da United Press do dia 8, mostram um esquecido ensaio para o dia 10. Poucos jornais publicaram esta nota e a falta de reação ao balão de ensaio deve ter dado o sinal branco (os nazis não usavam sinal verde, por causa dos daltônicos) para a Noite do Terror. No dia 8 de novembro manifestantes fizeram várias demonstrações contra os judeus na cidade de Kassel, depredaram as lojas de judeus, quebraram suas vitrines, invadiram a sinagoga e destruíram seu interior. Balão de ensaio mesmo.


O momento político era adequado e o ataque a Von Rath o secretário da embaixada foi no timming exato. Alguns historiadores acham que Rath foi vítima dos nazis e foi morto no hospital para aproveitar o caso. Os Estados Unidos estavam em eleição presidencial, Ataturk morria na Turquia, o Japão conseguia vitórias decisivas na China e no dia 10 de novembro estavam programadas as cerimônias pelos 20 anos do final da Primeira Guerra Mundial, com a derrota alemã. Vale dizer que o dia do armistício foi varrido dos noticiários e substituído pelo ataques aos judeus. Não esqueça que Hitler tinha na sua cabeça demente que os judeus eram os culpados pela derrota alemã na WW1.

E você não deve jamais ter ouvido falar, mas na tarde do dia 9 as potências ocidentais rejeitam uma proposta de Partilha da Palestina em um Estado Judeu e um Estado Árabe, proposta que seria retomada 9 anos e 6 milhões de mortos depois.

Certamente você nunca ouviu falar da reação da mídia em relação a Noite do Terror. Eu garanto a você: foi total e avassaladora! Qual foi o resultado disso na opinião pública e nas comunidades judaicas? Praticamente nenhum.

Os números da Noite do Terror você vê ao longo do artigo. O importante aqui é compreendermos o que as pessoas comuns, os empresários, políticos e formadores de opinião perceberam sobre os fatos e porque a reação não aconteceu, ou aconteceu de forma ineficaz.
A mídia dominante de 1938 era o jornal. E era um jornal muito maior, consistente, veloz e contundente que os jornais atuais. A maioria das agências de notícias que existem hoje, já atuavam há anos naquele momento. Além do telégrafo, havia fotos enviadas por rádio. E os jornais não a meia-noite como atualmente. Os jornais de maior circulação tinham três ou até quatro edições ao longo do dia e as notícias iam mudando, sendo atualizadas e dando lugar a novas - não eram cópias da primeira edição. Havia jornais que chegavam às ruas no movimento de ir para o trabalho, no almoço e para o movimento de volta do trabalho. Alguns eram apenas vespertinos. Então o que vemos hoje como atualização ao longo do dia na internet, havia ao longo do dia em papel. Algo que acontecia na guerra entre Japão e China era publicado com foto no mesmo dia nos Estados Unidos. A notícia dos rincões do mundo circulava praticamente na mesma velocidade atual.

A diferença de fusos horários permitiu que os jornais da costa leste (NY) dos EUA e no Brasil, já saíssem com as manchetes de primeira página na manhã do dia 10 (antes dos jornais alemães) e os jornais do centro e costa oeste (LA) já com matérias densas e completas na manhã do dia 10. A Inglaterra e a França só foram noticiadas em seus vespertinos e mais densamente no dia 11.

Não é aqui que vou alinhar os títulos das matérias. Basta sabermos que estavam na primeira página de todos os jornais com dezenas de notas curtas dos correspondentes da United Press (ainda não era UPI) e da Associated Press (já era AP), além da agência alemã com a visão oficial. UP e AP cobriam até mesmo os discursos de Hitler, publicados em todo o mundo. As notas publicadas no Jornal do Brasil e na Folha de São Paulo não eram as mesmas dos jornais americanos. Aqui no Brasil se noticiou até mesmo uma gama maior de fatos que nos EUA.
Até o dia 15 de novembro o assunto não saiu das primeiras páginas com o tema de "aumenta a perseguição aos judeus na Alemanha." A especificação das principais sinagogas destruídas (com fotos), das prisões de populações inteiras (com fotos) como a de todos os homens judeus de Munique, a destruição sistemática de cada um dos negócios e comércios de judeus, a ordem para os bombeiro não apagarem os incêndios, estava tudo nos jornais para todos lerem e verem.

O que não havia naquele momento, e a maioria das pessoas sequer compreende esse número nos dias de hoje, é que TODAS as sinagogas da Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia tinham sido destruídas. Só na Alemanha foram cerca de 200. E esse é o número que não dá para compreender. Vivemos em cidades imensas com 25 ou 40 sinagogas no Brasil. Algumas comunidades judaicas estão em cidades com uma ou três. Então como compreender que havia 200 na Alemanha? E destas 200 a maior parte era enorme. Eram sinagogas de um quarteirão. Mas havia. E o governo nazi sequer se vangloriou sobre este número preferindo se calar a respeito.

Os judeus dos três países não puderam contar ao mundo o que aconteceu realmente, pois nos cinco dias seguintes houve uma avalanche de leis contra os judeus. Fechamento de todos os jornais, revistas e editoras. Recolhimento dos aparelhos de rádio. Fechamento de todas as intuições dirigentes comunitárias (como federações e beneficentes) com prisão de todos os dirigentes comunitários. No dia 12, o governo nazi estipulou uma multa, na verdade um confisco de um bilhão de marcos a serem pagos imediatamente pelos judeus "por danos causados a sociedade alemã devido ao incêndio espontâneo das sinagogas." Não era mais um número de hiperinflação. Notícias de jornal afirmam que esse valor - que foi realmente pago - significava 25% de toda a posse financeira dos judeus alemães (contas, propriedades, aplicações). Mas é preciso levar em conta que no dia 12 os negócios e as empresas não existiam mais e o patrimônio das sinagogas também não. Assim esse bilhão é muito maior que parece.

Então em cinco dias os judeus ficaram sem sinagogas (incluindo praticamente todos os rolos de torah, livros e objetos litúrgicos e religiosos), sem acesso à informação que não fosse do Estado, sem produzir informação, sem lideranças, sem rabinos, sem homens em muitas cidades, sem trabalho, sem renda, sem rumo. Veja bem! Não são cristais quebrados! São vidas estilhaçadas!

O número de mortos no pogrom só na Alemanha foi de 91 judeus. Dos presos no dia 9-10 e enviados para Dachau (em Munique) mais de 2.400 morreram. O número total de judeus presos e enviados para campos de concentração, segundo os historiadores foi de 30.000, mas segundo os jornais da época foram 56.000 - havia cerca de 320 mil judeus na Alemanha naquela momento. Os negócios de judeus atacados e saqueados na Alemanha chegaram a 7.500 lojas e 29 lojas de departamentos. Não havia mais industrias pertencentes a judeus.
Da comunidade judaica alemã de 1933 com meio milhão de pessoas na Alemanha, mais de 115 mil judeus saíram da Alemanha nos meses seguintes. A imigração de judeus alemães e austríacos ficou aberta até setembro de 1941 pouco antes da invasão da União Soviética.

E aí vem outro drama. Plenamente noticiada a perseguição sistemática dos judeus na Alemanha, nenhum país abriu suas portas para a imigração. Manchete do Jornal do Brasil de 17 de novembro de 1938: "Estuda-se um plano de imigração imediatados judeus alemãe para o Brasil". Isso nunca aconteceu. Pelo contrário: Inglaterra e Estados Unidos fecharam porta e estabeleceram quotas insuficientes e que mesmo assim nunca foram preenchidas. Para um judeu sair da Alemanha até 1941 ele precisa mostrar o visto de entrada em outro país. Se o tivesse, não teria maiores problemas. Países como o Brasil e Argentina não alteraram sua política de imigração que aceitava trabalhadores rurais. Mas a sociedade judaica alemã era urbana e isso decretou sua morte.

Este momento após a Noite do Terror também marca a imigração dos judeus para Xangai e é preciso explicar isso. Na guerra contra a China, os japoneses invadiram Xangai e ocuparam sua área industrial e de classe populacional mais baixa. Pararam por ali porque a outra parte da cidade era controlada pela Inglaterra e uma terceira parte menor, pela França. Os judeus que foram da Alemanha para Xangai, quase 20 mil, foram para parte inglesa... Você acha? Negativo. Foram para aparte japonesa. Os japoneses não exigiam visto e aceitavam qualquer imigrante que desembarcasse, sem perguntas. Já o lado inglês e francês bateram suas portas aos judeus. Nestas áreas havia judeus ingleses e russos. Posteriormente, quando o Japão compôs o Eixo com Alemanha e Itália e invadiu o lado "ocidental" de Xangai, os judeus ingleses, franceses e russos foram presos como "cidadãos de países inimigos" e os judeus alemães não foram presos na condição estranha de "cidadãos de país aliado." Os a japoneses em Xangai prezavam principalmente os profissionais judeus da área de saúde com ótima formação europeia. A liberdade era tão grande que havia pelo menos cinco jornais semanais judaicos editados em alemão.

Com a perspectiva histórica correta, sabemos que a intenção nazista inicial era a de que os judeus fossem embora da Alemanha e para isso lhes foi retirada o sustento e a cidadania. Cerca da metade foi. Se os outros países não tivessem fechado suas portas este judeus alemães poderia ter sobrevivido. Mas não se pode especular se o destino dos judeus soviéticos e poloneses teria sido diferente.

E a reação dos comunidades judaicas? Não podemos imaginar que em 1938 elas existiam de fato como instituições consolidadas. Aqui no Brasil os imigrantes russos e soviéticos do final do século 19 e início do 20 ainda estavam lutando para consolidar o que estabeleceram. HAvia uma luta comunitária real e desgastante entre os judeus comunistas e os sionistas. Financeiramente estamos falando basicamente de pequenos comércios e de prestamistas. São pessoas que em sua maioria mal falam o português. A mídia judaica importante no Brasil era em yidish e alemão. Foram proibidos pelo governo Vargas apenas em 1940. O programa de rádio Hora Yidish foi fundado exatamente em 1938. Não olhe para 1938 e imagine redes de lojas, construtoras, financistas, especuladores, investidores, poder econômico, político e social. Não havia nada disso. Não havia como exercer pressão. E nos EUA não era tão diferente assim apesar do maior volume, sem contar que era o país da segregação racial completa entre brancos e negros, e os judeus eram brancos. Em meu arquivo possuo uma foto de um bar de estrada entre Baltimore e Washington, caminho do poder, com uma placa: "atendemos negros e judeus" - isso deve bastar para compreender o real "poder" judaico americano na época. As comunidades sequer tinham órgãos políticos ou voz para se expressar publicamente.

Hoje, grupos que são contra os judeus acham que as lideranças judaicas no Brasil tem que pressionar Israel para "liberar" os palestinos, imaginando que há esta ligação e que há essa relevância, quando não há. As lideranças não conseguem pressionar nem pelo que precisam, muito menos pelo que estas pessoa querem nos impor, com todo o poder social acumulado até hoje. Imaginar que em 1938 os judeus poderiam pressionar Vargas ou até mesmo Hilter é imaginar muito errado.

O governo americano e o inglês foram velozes e incisivos falando contra Hitler e pelos judeus. Mas olhe o discurso destes governos hoje, sobre os temas atuais, e você percebe que o que os estadistas falam realmente não capaz de produzir efeitos reais.

Os grandes jornais americanos são especificamente isentos e alienados em relação ao nazismo. Falam de "her Hitler" em 1938 como falam da Angela Merkel hoje. Não há sequer um editorial de opinião condenando o que se fazia contra os judeus e contra os fatos do dia 10, ou contra o rearmamento alemão. Se hoje achamos que nossos jornais publicam o noticiário internacional com "copiar&colar" as notas prontas das agências internacionais, naquela época era exatamente igual. Não há elaboração das notícias. Só há colagem. Já os jornais do interior sentam o cacete no nazismo. São jornais do cinturão cristão americano e bem engajados na denúncia do nazismo e em favor dos judeus, mas sem influência real nas decisões de estado.

Já os jornais brasileiros além de publicar as notas das agências, são simpáticos ao nazismo, principalmente o Jornal do Brasil, peça fundamental no Rio de Janeiro, capital da república. Há uma preferência na localização da publicação das notas oficiais do governo nazista. Mas não se pode acusar o JB de não ter noticiado o que se passava com os judeus. Ao longo de novembro chegou a criar uma coluna fixa sobre a perseguição aos judeus na Alemanha, várias vezes com uma página inteira de pequenas notas de agências. Quem quis ler, leu. A comunidade judaica não guarda em sua memória esta leitura e hoje é complicadíssimo ter acesso aos exemplares do Idishe Press daqueles dias e saber o que era tratado nele. Pelo abismo da língua, poucos devem ter lido.




Em relação à Folha de São Paulo (então Folha da Manhã) a situação é pior. No dia 10 em sua primeira página a notícia importante é a morte do Von Rath. Mas no dia as coisas são restabelecidas. Além de divulgar bem as notas, ela publicou um editorial para o leitor paulista entender o que era "o judeu" e porque ele estava sendo perseguido na Alemanha. Esse editorial praticamente justifica a perseguição e vai de "Judeu Errante em pátria" para lá. Hoje, seria enquadrado como um editorial antissemita. Nos jornais da época não encontrei cartas de leitores que falassem sobre o nazismo, indicando que certamente eram censuradas e não escolhidas.

Infelizmente, hoje a noite, por todos os países será repetida a lenga-lenga da "Noite dos Cristais" com seu dados e informações suavizadas e descontextualizadas. Se você chegou até aqui, recebeu uma informação melhor.

(*)José Roitberg - 
Coordenador do Vaad Hashoa Brasil - Comitê do Holocausto Brasil
Yad Vashem

sábado, novembro 02, 2013

A verdade que Johnny Depp quer esconder sobre os índios comanches





A verdade que Johnny Depp quer esconder sobre os índios comanches.

por Jonathan Foreman




Os índios comanches foram responsáveis pelos assassinatos mais brutais da história do Velho Oeste.
No entanto, Johnny Depp quer representar o índio Tonto em uma roupagem mais simpática.


O rosto da menina de 16 anos, antes atraente, estava grotesco. 

Havia sido desfigurada ao ponto de estar irreconhecível durante os 18 meses em que foi mantida prisioneira pelos índios comanches.

Agora, estava sendo oferecida de volta às autoridades do Texas pelos chefes indígenas como parte de uma negociação de paz.

Diante de suspiros de choque da audiência, os índios a apresentaram na sede conselho do povoado de San Antonio em 1840, ano em que a Rainha Vitória do Reino Unido se casou com o Príncipe Albert.

“Sua cabeça, seus braços e seu rosto estavam cheios de ferimentos e feridas”, escreveu uma testemunha, Mary Maverick. “E seu nariz estava queimado até o osso. As narinas estavam escancaradas e sem carne”.

Assim que foi entregue, Matilda Lockhart entrou em desespero ao descrever os horrores que teve que suportar — os estupros, a contínua humilhação sexual e a forma como as mulheres comanches a torturavam com fogo. Não foi somente o nariz, seu corpo magro havia sido cruelmente marcado dos pés á cabeça com queimaduras.

Quando ela mencionou acreditar que havia 15 outros prisioneiros brancos no campo dos índios, todos sendo submetidos a condições similares, os legisladores e as autoridades texanas disseram que iriam deter os líderes comanches até resgatarem os outros.

Foi uma decisão que desencadeou uma das matanças mais brutais da história do Velho Oeste, e mostrou quão sanguinários os comanches poderiam ser na sua vingança.

S. C. Gwynne, autor de "Empire Of The Summer Moon about the rise and fall of the Comanche” (Império da Lua de Verão sobre a ascensão e queda dos comanches), afirma simplesmente que: “Nenhuma tribo na história das ocupações espanholas, francesas, mexicanas, texanas e americanas desta terra causaram tanta destruição e morte. Nenhum outro sequer chegou perto”.

Ele menciona a “imoralidade demoníaca” dos ataques comanches nos assentamentos dos brancos e da forma como torturas, assassinatos e estupros coletivos eram rotina. “A lógica dos ataques comanches era objetiva”, ele explica. 

“Todos os homens eram mortos, qualquer homem capturado vivo era torturado, e as mulheres prisioneiras eram estupradas. Os bebês sempre eram mortos”.





Você não saberia disso pelo novo filme O Cavaleiro Solitário, que estrela Johnny Depp como o índio Tonto.

Por razões que só eles sabem, os produtores mudaram a tribo de Tonto para Comanche. No seriado de TV, ele era membro da tribo Potowatomi, relativamente passiva.

No entanto, ele e seus conterrâneos nativos são apresentados no filme como angelicais vítimas de um Velho Oeste onde eram os colonizadores brancos, os homens que construíram a América, que representam nada a não ser exploração, brutalidade, destruição ambiental e genocídio.

Depp teria dito que queria atuar como Tonto para retratar os americanos nativos com uma roupagem mais simpática. Mas os próprios comanches nunca demonstraram simpatia.

Quando aquela delegação de índios em San Antonio percebeu que iria ser detida, eles lutaram para fugir com flechas e facas, matando todos os texanos que puderam alcançar. Os soldados texanos, por sua vez, abriram fogo, matando 35 comanches, ferindo muitos outros e fazendo 29 prisioneiros.

Mas a resposta furiosa da tribo comanche não tinha limites. Quando os texanos sugeriram uma troca dos prisioneiros comanches pelos seus próprios, os índios preferiram torturar todos até a morte.

“Uma por uma, as crianças e jovens mulheres foram amarradas próximo à fogueira”, segundo um relato da época. “Elas tiveram a pele arrancada, foram cortadas e horrivelmente mutiladas, e finalmente queimadas vivas por mulheres vingativas determinadas a espremer o último grito e a última convulsão de seus corpos agonizantes”. A irmã de Matilda Lockhart, de apenas seis anos, estava entre os desafortunados que morreram aos gritos sob a luz da lua nas altas planícies”.

Vida real: Lobo Branco, chefe comanche, fotografado no final do século XIX



Os comanches não eram somente especialistas em tortura, eram também os guerreiros mais ferozes e bem sucedidos, chegando a ser conhecidos como “Lordes das Planícies”.

Eram tão imperialistas e genocidas quanto os colonos brancos que mais tarde os derrotariam. 

Quando eles migraram para as grandes planícies do sul dos EUA no final do século XVIII vindos das Montanhas Rochosas (Rocky Mountains), eles não somente dominaram as tribos que lá habitaram como quase exterminaram os apaches, que estavam entre os melhores guerreiros montados do mundo.

A chave para o sucesso brutal dos comanches era que eles se adaptaram ao cavalo até mais habilmente que os apaches.

Não havia um cavalo sequer nas Américas até que os conquistadores espanhóis os trouxessem. E os comanches eram uma tribo pequena e relativamente primitiva que vagava pela área onde agora estão os estados de Wyoming e Montana, até por volta de 1700, quando, ao migrarem para o sul, descobriram cavalos espanhóis selvagens que haviam escapado do México.

Sendo os primeiros índios a montarem um cavalo, tinham uma aptidão para cavalgar similar à dos mongóis de Gengis Khan. Somando à sua notável ferocidade, isso lhes permitiu dominar mais território que qualquer outra tribo indígena: o que os espanhóis chamaram de Comancheria se espalhou por pelo menos 400 km.

Eles aterrorizaram o México e contiveram a expansão da colonização espanhola na América. A tribo roubava cavalos para montar e gado para vender, geralmente em troca de armas de fogo.

Qualquer outro tipo de vida era morto, incluindo bebês e idosos (mulheres mais velhas geralmente eram estupradas antes de mortas), deixando o que os mexicanos chamaram de “mil desertos”. Quando seus guerreiros eram mortos, consideravam questão de honra buscar uma vingança que envolvia tortura e morte. 

Os colonos no Texas tinham absoluto pavor dos comanches, que eram capazes de viajar quase 2000 km para matar uma única família branca.

O Historiador T R Fehrenbach, autor de Comanche: The History Of A People (Comanche: A História de um Povo), conta sobre um ataque a uma das primeiras famílias de colonos de sobrenome Parker, que, junto com outras famílias, construíram uma paliçada conhecida como Forte Parker. Em 1836, 100 comanches montados apareceram às portas do forte, um deles segurando uma bandeira branca para enganar os Parkers.

“Benjamin Parker saiu para negociar com os comanches” conta o historiador. “As pessoas dentro do forte viram quando os índios subitamente o cercaram e o crivaram com suas lanças. Depois, aos berros de empolgação, os guerreiros montados correram para a entrada do forte. Silas Parker foi morto antes que pudesse barrar a entrada, e eles se espalharam pelo forte”.

Os sobreviventes descreveram a matança: “Pai e filho da família Frost foram mortos na frente das mulheres; Elder John Parker, sua esposa ‘Granny’ e outros tentaram fugir. Os guerreiros se espalharam e os derrubaram.

“John Parker foi pregado ao chão, depois escalpelado e teve os genitais arrancados. Depois foi morto. Granny Parker foi despida e fixada à terra perfurada por uma lança. Vários guerreiros a estupraram enquanto ela gritava.

A mulher de Silas Parker Lucy, fugiu por um portão com seus quatro filhos pequenos. Mas os comanches os alcançaram perto do rio. Eles jogaram ela e as quatro crianças sobre os cavalos para leva-los como prisioneiros”.

A crueldade comanche era tão intimidadora que quase todos os ataques de nativos eram atribuídos a eles. Texanos, mexicanos e outros índios que viviam na região todos desenvolveram um medo particular com lua cheia (até hoje conhecida como “lua comanche” no Texas) porque era quando os comanches saíam para roubar gado, cavalos e prisioneiros.

Eram famosos por suas torturas engenhosas, e o processo de tortura geralmente cabia às mulheres.

Os comanches assavam na fogueira soldados americanos e mexicanos até a morte. Outros eram castrados e escalpelados vivos. As torturas comanches mais agonizantes incluíam enterrar prisioneiros até o queixo e cortar suas pálpebras para que seus olhos fossem queimados pelo sol antes de morrerem de fome.

Relatos da época também descrevem que eles colocavam prisioneiros homens com as pernas e os braços abertos sobre ninhos de formigas lava-pés. Às vezes isso era feito depois de cortarem os órgãos genitais da vítima, enfiá-los em sua boca e costurar seus lábios.

Um bando costurou prisioneiros em couro cru e os deixou ao sol. O couro lentamente encolhia e esmagava os prisioneiros até a morte.

T R Fehrenbach cita um relato de espanhóis que descrevia comanches torturando índios tonkawa, segundo o qual eles queimavam as mãos e os pés da vítima até que os nervos estivessem destruídos, depois amputavam essas extremidades e recomeçavam o tratamento de fogo nas feridas vivas. Escalpelados vivos, os Tonkawas tinhas as línguas arrancadas para pararem de gritar.

Representação clássica: Clayton Moore como o Cavaleiro Solitário na década de 50 e Jay Silverheels, que fazia o papel de Tonto.


Os comanches sempre lutaram até a morte, pois esperavam o mesmo tratamento dos seus próprios prisioneiros. Os bebês eram quase sempre mortos nos ataques, embora dissessem que soldados e colonos eram tendentes a matar mulheres e crianças comanches, se deparassem com elas.


Os jovens comanches, incluindo prisioneiros, eram criados para se tornarem guerreiros e tinham que sobreviver a ritos sangrentos de passagem. As mulheres com frequência lutavam ao lado dos homens.

É possível que a violência dos comanches fosse em parte derivada dos seus encontros violentos com colonos espanhóis notoriamente cruéis, além de bandidos e soldados mexicanos.

Mas uma teoria mais convincente é a de que a falta de uma liderança central dos comanches induziu muito dessa crueldade. Os bandos comanches eram associações pouco rígidas de guerreiros/pilhantes, como uma confederação de pequenas gangues.

Em toda sociedade, adolescentes na casa dos vinte são os mais violentos, e mesmo se quisessem, os chefes tribais dos comanches não tinham como impedir seus jovens de cometer ataques.

Mas os comanches encontraram um adversário à altura com os rangers texanos. Brilhantemente retratados nos livros de Larry McMurtry da série Lonesome Dove, os rangers começaram a ser recrutados em 1823, principalmente para lutar contra os comanches e seus aliados. Eles eram uma tenaz força de guerrilha, tão impiedosa quanto seus adversários comanches.

Eles também os respeitavam. Um dos rangers personagens dos livros de McMurtry disse ironicamente a um homem que afirmou ter visto um bando de mil comanches: “Se um dia houvesse mil comanches em um bando, eles teriam tomado Washington”.

Os rangers do Texas muitas vezes saíram em desvantagem contra seus inimigos, até que aprenderam a lutar como eles, e até receberem o novo revolver Colt.

Durante a Guerra Civil, quando os rangers saíram para lutar pelos Estados Confederados, os comanches recuaram a fronteira americana e os assentamentos dos brancos em mais de 150 km.

Mesmo depois que os rangers voltaram e o exército americano se uniu às campanhas contra os comanches, o Texas perdeu uma média de 200 colonos por ano até a Guerra do Rio Vermelho em 1874, quando o exército com toda a sua força, além da destruição dos grandes rebanhos de búfalos dos quais os comanches dependiam, pôs fim às depredações.

Curiosamente, os comanches, embora hostis a todos os outros povos que encontravam, não tinham senso de raça. Eles complementavam seus números com jovens americanos e mexicanos capturados, que se tornavam integralmente membros da tribo se tivessem potencial para a guerra e fossem capazes de sobreviver aos ritos de iniciação.

Os prisioneiros mais fracos podiam ser vendidos a comerciantes mexicanos como escravos, porém geralmente eram mortos. Mas apesar da crueldade, alguns dos jovens capturados que mais tarde eram resgatados se viam incapazes de se adaptar à vida “civilizada” dos colonos e fugiam para se reunir aos seus irmãos.

Um dos grandes chefes comanches, Quanah, era filho de uma branca capturada, Cynthia Ann Parker. Seu pai foi morto em um ataque feito pelos rangers, o que resultou no resgate de sua mãe da tribo. Ela nunca se adaptou à vida na civilização e parou de comer até a morte.

Versão maquiada: Depp disse que queria caracterizar Tonto
de uma maneira mais simpática.


Quanah se rendeu ao exército americano em 1874. Ele se adaptou bem à vida em uma reserva, e os comanches, surpreendentemente, se tornaram uma das tribos mais economicamente bem-sucedidas e assimiladas.


Como resultado, as principais reservas comanches foram fechadas em 1901, e os soldados comanches serviram no exército americano com distinção nas Guerras Mundiais. Até hoje eles estão entre os americanos nativos mais prósperos, notórios pela educação.

Ao interpretar a tribo indígena mais cruel e agressiva como meros inocentes vítimas da opressão, Johnny Depp perpetua o mito condescendente e ignorante do “bom selvagem”.

Isso não só é uma caricatura da realidade, mas não ajuda em nada os índios que Depp quer tão avidamente apoiar.


Tradução: Luis Gustavo Gentil 

sexta-feira, novembro 01, 2013

Os médicos e os beagles.






por Olavo de Carvalho.




Todo mundo tem alguma opinião sobre o caso do Instituto Royal. Eu não tenho nenhuma. Vejo nele, no entanto, uma amostra didaticamente clara do quanto os debates correntes na vida diária, hoje em dia, são ecos meio inconscientes de conflitos internos do movimento revolucionário mundial.

Entrar numa discussão sem saber qual a origem histórica das ideias que defendemos e atacamos é a melhor maneira de fortalecer ou debilitar correntes ideológico-políticas que desconhecemos. Assim ajudamos a produzir resultados que, se deles tivéssemos antecipadamente alguma consciência, talvez nos parecessem horríveis.

Nesses confrontos de opinião, cada um acredita piamente falar em nome de puros valores universais, em si mesmos inquestionáveis. No caso em questão, é o dever de piedade para com os animais contra o dever médico de salvar vidas humanas.

Acontece que, colocada assim, a questão só pode ser decidida pela adesão aos “direitos dos animais”, tal como formulados pelo filósofo Peter Singer, ou pela proclamação da prioridade absoluta da autoridade científica.

Os valores que legitimam os argumentos são, em si mesmos, universais e abstratos, mas as escolhas práticas incumbidas de traduzi-los em ações no mundo real não são nem abstratas nem universais: são propostas ideológicas nascidas dentro do movimento revolucionário em duas épocas distintas do seu desenvolvimento.

Você pode argumentar em nome de valores puros, mas, sem saber, está pondo lenha na fogueira em que a mentalidade revolucionária vem queimando o mundo há mais de dois séculos.

Até os tempos de Luís XIV pelo menos, os médicos eram funcionários subalternos como os cozinheiros, os adestradores de cavalos e os pintores (mesmo ilustres como Velásquez ou Michelangelo).

Foi a Revolução Francesa que, na esteira do Iluminismo, fez deles uma classe de sábios e como que sacerdotes, investidos de um papel de relevo no guiamento moral da espécie humana. 

O positivismo de Augusto Comte – cujos netos e bisnetos ainda andam pelo mundo, sob nomes diversos – completou o rito de sagração mediante a idéia da "política científica", segundo a qual o mundo só teria paz quando as decisões políticas fossem tomadas racionalmente por uma elite científica, eliminado todo direito às divergências subjetivas e às "razões do coração" (o melhor livro que conheço a respeito é Régénérer l’Espèce Humaine. Utopie Médicale et Lumières, do historiador Xavier Martin, Paris, 2008).

A partir de então, muitas questões de natureza filosófica e religiosa foram transferidas para a alçada da classe médico-científica, que, naturalmente, fazia abstração dos seus aspectos mais problemáticos e sutis, reduzindo tudo aos parâmetros do seu método especializado e, em última análise, à distinção do "normal" e do "patológico". 

Até hoje, no entanto, essa dupla de conceitos é alvo de dissensões ferozes, contrastando com a nitidez pacífica da antiga distinção religiosa entre vícios e virtudes, que, nominalmente, ela veio substituir pela racionalidade de conceitos "claros e distintos".

Por exemplo, o homossexualismo é normal ou é doença? O gayzismo tem hoje o prestígio de uma causa revolucionária, mas houve um tempo em que o profeta mesmo da "liberação sexual", o psiquiatra alemão Wilhelm Reich, via nas práticas homossexuais uma perversão típica da sociedade capitalista, destinada a desaparecer da face da Terra tão logo a energia sexual fosse liberada da repressão burguesa e todos fossem felizes para sempre no paraíso heterossexual socialista.

A transferência da autoridade moral para a classe científica resultou na dissolução de inúmeros conceitos científicos na massa amorfa de infindáveis debates ideológicos mais confusos e mais insolúveis do que qualquer disputa teológica do século13.

O direito ao uso praticamente ilimitado de animais na experimentação científica é algo que teria escandalizado um escolástico da Idade Média – para não mencionar os franciscanos, que conversavam com passarinhos; mas, no século 19, isso pareceu inteiramente normal, porque era simplesmente um passo a mais na progressiva concentração revolucionária do poder nas mãos de uma elite iluminada, e incumbida de "regenerar a espécie humana".

Não demorou muito para que, corroída pelo debate científico, a antiga noção bíblica do homem como imagem de Deus cedesse lugar à concepção da humanidade como uma simples espécie animal entre outras, tornando portanto aceitável a idéia de usar os próprios seres humanos como cobaias de laboratório ou de tratá-los com eletrochoques caso divergissem "patologicamente" da ideologia governamental.

O movimento revolucionário evolui, ao mesmo tempo, por expansão e por autonegação. O horror totalitário que ele próprio criou cedeu lugar, assim, ao discurso dos "direitos das minorias". Mas foi daí mesmo que, na fase seguinte do debate revolucionário, o professor Peter Singer tirou a conclusão de que devia condenar como delito de "especismo" a prioridade dos direitos humanos sobre os "direitos dos animais" e proclamar que é mais justo, num experimento científico, sacrificar antes um bebê mongolóide do que um macaco-prego inteligente.

Eis aí o pano-de-fundo ideológico sobre o qual se desenrola, sem esperança de solução, o debate entre os advogados dos Beagles e os defensores do Instituto Royal.

O mandamento cristão da piedade, aplicado com critério e inteligência, seria suficiente para dirimir todas as dúvidas e orientar o procedimento em cada caso concreto. Mas quem quer voltar a essas velharias em pleno século 21?




Nota de Olavo de Carvalho publicada no Facebook:

Os ensaios do Peter Singer são uma coleção de platitudes que preparam o leitor para engolir, anestesiado, conclusões práticas absurdas. Evitar sofrimentos para os animais é uma exigência moral da qual ninguém discorda, em teoria, mas é evidente que, se proibirmos completamente a matança de animais de todo gênero, estes se multiplicarão até o nível de uma ameaça catastrófica, e então teremos de aceitar passivamente a extinção da espécie humana ou então introduzir o controle da natalidade animal, esterilizando bichos a granel e fazendo-os, portanto, sofrer, seja por dor física, seja pela simples privação da possibilidade de seguir seu desenvolvimento natural normal. Bastou, por exemplo, proibir a matança de lobos em alguns Estados americanos durante uns poucos anos, para que eles proliferassem e voltassem a constituir ameaça para os seres humanos. Se não é justo fazer nenhum animal sofrer, não se pode negar aos lobos e leões o direito que se dá às galinhas. Abrir uma exceção para os animais perigosos é regular o direito à vida animal pelo critério do interesse humano, caindo portanto no pecado de 'especismo' que se queria evitar. Por onde quer que se examine, a filosofia de Singer consiste em chegar a conclusões absurdas pela via do puro consequencialismo lógico alheio à experiência prática da vida. É uma filosofia para adolescentes irresponsáveis. 'Pereat mundus, fiat philosophia.'


domingo, outubro 27, 2013

Avaaz uma farsa ?.
















AVAAZ é uma ONG de uma única pessoa que já faturou mais de 18 MILHÕES DE DÓLARES em doações feitas por internautas.



No Brasil o AVAAZ é pilotado por Pedro Abramovay que, entre outras coisas, foi acusado de nepotismo tendo nomeado sua própria esposa, Carolina Dzimida Haber e conforme notícia na Folha conseguiu com seu amigo da Casa Civil, Beto Vasconcelos outro cargo para sua mulher (ver a notícia aqui) e, como todo bom (ou mau para nós humanos) petista que é, mandou e-mails para os associados do site tentando enterrar a PEC-37. Mas notem a sutileza e o tamanho da cara de pau do pedido:






Caros amigos do Brasil,

Após tanto descaso, abusos de poder e ineficiência das nossas instituições políticas, o povo está tomando o país de volta. Mas para esse movimento construir um país melhor, precisamos vencer alguns desafios, a começar pela PEC37, uma proposta de emenda constitucional que quer tirar do Ministério Público os seus poderes de investigação, o que pode levar o Brasil a uma era ainda mais sombria de corrupção e impunidade. Clique abaixo e assine:

A rua é do povo! E o Brasil é nosso! Milhares foram marchar ontem. Os políticos nos observam com medo e espanto. Eles não entendem que há um novo Brasil surgindo. Um Brasil que é nosso e somos nós que vamos decidir o que fazer com ele.

O preço do ônibus pode subir sem diálogo com a população? Talvez no passado, agora não pode mais — nesse momento os governadores e prefeitos de várias cidades do país estão anunciando a redução das tarifas em coletivas de imprensa. A polícia pode abusar da sua força para reprimir protestos pacíficos e sair impune? Não, se não permitirmos – balas de borracha são mais fracas do que a voz do povo. Nós, brasileiros, agora decidimos virar o jogo: somos nós, cidadãos, que decidiremos o que os políticos e as instituições públicas farão e não o contrário. Essa é a nova democracia que nasceu do povo para o povo.

Dentro de alguns dias, a PEC37 será votada no Congresso — se passar, colocará uma mordaça no sistema de defesa público, barrando a investigação de políticos corruptos. Vamos contra-atacar — os políticos estão com um pé atrás agora e se fizermos barulho suficiente poderemos impedí-los e mostrar que a era de abuso político e impunidade acabou. Junte-se agora e espalhe para todos:

http://www.avaaz.org/po/petition/Convencer_senadores_a_rejeitarem_a_PEC_372011_que_limita_o_poder_de_investigacao_do_Ministerio_Publico/?bZKBNeb&v=26093

Essa PEC é um erro. Alguns dos maiores escândalos de corrupção em nosso país só vieram à tona por causa das ações do Ministério Público. No entanto, a nova lei pretende retirar todo o seu poder e legitimidade para investigar práticas de corrupção e os abusos policiais e colocar essa responsabilidade nas mãos da polícia. Com a polícia recebendo ordens dos mesmos políticos que deveriam investigar, como é que vamos saber se escândalos não serão abafados?

Estes protestos começaram como uma forma de expressar a frustração com as tarifas de transporte, mas se tornaram algo muito maior. Agora eles são protestos para mostrar aos nossos políticos que eles devem nos prestar contas – quando decidem gastar dinheiro com a Copa do Mundo ao invés de educação, quando passam orçamentos sem transparência, ou quando enviam a polícia para reprimir manifestantes pacíficos que estão exercendo seus direitos democráticos.

O movimento que está começando agora tem o potencial para remodelar a nossa democracia para melhor, mas só se nos juntarmos e garantirmos que ele oferecerá as verdadeiras reformas que nós precisamos, começando com uma rejeição da PEC 37. Assine agora e compartilhe com os outros:

http://www.avaaz.org/po/petition/Convencer_senadores_a_rejeitarem_a_PEC_372011_que_limita_o_poder_de_investigacao_do_Ministerio_Publico/?bZKBNeb&v=26093

O Brasil está mudando. Estamos construindo a nação que queremos para nossos jovens, nossos filhos e netos. Juntos, nossa comunidade ajudou a trazer essa realidade mais próxima de nós com a aprovação da Ficha Limpa, pressionando os políticos por mais transparência e muito mais. É emocionante ver o que está ao alcance de nossas mãos quando nos unimos.

Com esperança e determinação,

Pedro, Diego, Carol, Nadia, Ian, Luis, Ricken e toda a equipe da Avaaz


Vão mais longe o Pedro, o Diego e a Carol; querem quase que um estado nazista:


...
11. A supressão dos rendimentos a que não corresponda trabalho ou esforço, o fim da escravidão do juro;

12. Levando-se em conta os imensos sacrifícios em bens e em sangue derramado que toda guerra exige do povo, o enriquecimento pessoal graças à guerra deve ser qualificado de crime contra o povo. Exigimos, portanto, a recuperação total de todos os lucros de guerra;

13. Exigimos a nacionalização de todas as empresas (já) estabelecidas como sociedades (trustes);

14. Exigimos participação nos lucros das grandes empresas;

15. Exigimos que se ampliem generosamente as aposentadorias;

16. Exigimos a constituição e a manutenção de uma classe média sadia, a estatização imediata das grandes lojas, e o seu aluguel a preços baixos a pequenos comerciantes, cadastramento sistemático de todos os pequenos comerciantes para atender às encomendas do Estado, dos Länder e das comunas;

17. Exigimos uma reforma agrária apropriada às nossas necessidades nacionais, a elaboração de uma lei sobre a expropriação da terra sem indenização por motivo de utilidade pública, a supressão da renda fundiária e a proibição de qualquer especulação imobiliária;

18. Exigimos uma luta impiedosa contra aqueles cujas atividades prejudicam o interesse geral. Os infames criminosos contra o povo, agiotas, traficantes etc. devem ser punidos com pena de morte, sem consideração de credo ou raça;

19. Exigimos que se substitua o direito romano, que serve à ordem materialista, por um direito alemão;

20. Com o fito de permitir a todo alemão capaz e trabalhador alcançar uma instrução de alto nível e chegar assim ao desempenho de funções executivas, deve o Estado empreender uma reorganização radical de todo o nosso sistema de educação popular. Os programas de todos os estabelecimentos de ensino devem ser adaptados às exigências da vida prática. A assimilação dos conhecimentos de instrução cívica deve ser feita na escola desde o despertar da inteligência. Exigimos a educação, custeada pelo Estado, dos filhos – com destacados dotes intelectuais – de pais pobres, sem se levar em conta a posição ou a profissão desses pais;

21. O Estado deve tomar a seu cargo o melhoramento da saúde pública mediante a proteção da mãe e da criança, a proibição do trabalho infantil, uma política de educação física que compreenda a instituição legal da ginástica e do esporte obrigatórios, e o máximo auxílio possível às associações especializadas na educação física dos jovens;

22. Exigimos a abolição do exército de mercenários e a formação de um exército popular;

23. Exigimos que se lute pela lei contra a mentira política deliberada e a sua divulgação através da imprensa. Para que se torne possível a constituição de uma imprensa alemã, exigimos:

a) que todos os redatores e colaboradores de jornais editados em língua alemã sejam obrigatoriamente membros do povo (Volksgenossen);

b) que os jornais não-alemães sejam submetidos à autorização expressa do Estado para poderem circular. Que eles não possam ser impressos em língua alemã;

c) que toda participação financeira e toda influência de não-alemães sobre os jornais alemães sejam proibidas por lei, e exigimos que se adote como sanção para toda e qualquer infração o fechamento da empresa jornalística e a expulsão imediata dos não-alemães envolvidos para fora do Reich.

Os jornais que colidirem com o interesse geral devem ser interditados. Exigimos que a lei combata as tendências artísticas e literárias que exerçam influência debilitante sobre a vida do nosso povo, e o fechamento dos estabelecimentos que se oponham às exigências acima.
(…)

E, como o céu é o limite, não custa nada - para eles do Avaaz - tentar arrecadar um trilhão de dólares (veja a petição no link)
Mais sobre o AVAAZ:

Pedidos de doações são disfarçados em textos apelativos de petições que exploram qualquer assunto em destaque na mídia. O dinheiro das doações vai para uma conta no exterior.

As mensagens são enviadas de um computador dos Estados Unidos. Ou seja, a ordem para brasileiros clicarem em alguma coisa vem de fora do País.

IP dos e-mails da Avaaz 69.60.9.158
Resultado da consulta: IP Address: 69.60.9.1 Country: United States

Esta ONG norte-americana surgiu há pouco tempo na internet pedindo doações em suas campanhas (petições) e já está MILIONÁRIA. Pertence a uma única pessoa conforme informações da declaração de imposto de renda apresentada ao fisco do governo dos Estados Unidos (ver o link)

Pesquisando na internet verifica-se que o dono da Avaaz tem várias ONGs virtuais e todas usam a mesma tática da Avaaz de pedir dinheiro pela internet enviado petições sobre assuntos com forte repercussão na imprensa. Percebe-se que Avaaz é apenas um nome diferente para as ONGs virtuais MoveOn.org e Res Publica.

Uma de suas ONGs virtuais, Faithful América (FA), criada em 2004, explora o sentimento religioso das pessoas para pedir dinheiro em petições. O nome “Faithful América” pode ser traduzido como América da Fé. Em 2008 mudou de nome para Faith in Public Life (Fé na Vida Pública).

Pelas informações no site da FA, percebe-se claramente que trata-se de uma versão religiosa da Avaaz.org ou da MoveOn.org: a FA é uma comunidade online de milhares de cidadãos motivados pela fé para agir nas questões prementes moral do nosso tempo e mobiliza seus membros, solicitando sua participação nas petições de internet, campanhas de envio de cartas, manifestações, eventos e grupos de pressão.

A Avaaz apareceu no Brasil usando algum artifício para disparar em massa mensagens com as petições e pedido de doações para milhares de contas de e-mails do Brasil. Depois, alguns internautas brasileiros fizeram o resto do serviço para a Avaaz prospectar doadores aqui, reenviando as petições para seus contatos, que por sua vez repassaram para outros e assim por diante.

Em uma de suas primeiras mensagens a Avaaz dizia que tinha o poder até de “persuadir” o Presidente Lula. Imagine se isso fosse verdade. Uma ONG estrangeira, comandada por uma única pessoa, sem registro no Brasil (as doações de brasileiros vão para uma conta no exterior, via cartão de crédito internacional), dispara mensagens em massa de outro país capazes de influenciar até nosso Presidente.

Nos Estados Unidos é obrigatório as ONGs tornarem públicas suas declarações de imposto de renda. No ano passado a AVAAZ Foundation publicou em seu site as declarações de imposto de renda, do período de 01 junho de 2006 até 31 de dezembro de 2009, apresentadas ao fisco do governo dos EUA (Department of the Treasure - Internal Revenue Service), que estão disponíveis nestes links










ARRECADAÇÃO de doadores

De acordo com estas declarações de imposto de renda apresentadas ao governo dos EUA a AVAAZ Foundation arrecadou em doações as seguintes quantias

01jun2006 a 31mai2007 – 1,093 MILHÕES DE DÓLARES
01jun2007 a 31mai2008 – 4,398 MILHÕES DE DÓLARES
01jun2008 a 31dez2008 – 1,275 MILHÕES DE DÓLARES
01jan2009 a 31dez2009 - 4,767 MILHÕES DE DÓLARES
01jan2010 a 31dez2010 - 6,742 MILHÕES DE DÓLARES

TOTAL DO PERÍODO (jun/2006 – dez/2010): 18,276 MILHÕES DE DÓLARES.


DESPESAS – salário do diretor-executivo: R$ 40 mil por mês
Atividade de disparar mensagens em massa na internet tem um custo muito baixo, como pode ser verificado pelo reduzido número de funcionários declarado no imposto de renda (em 2008, por exemplo, tinha apenas seis). Então, o que o dono da avaaz.org faz com os milhões de dólares que arrecada?

Observem na declaração de imposto de renda que o diretor-executivo recebeu US $ 126 mil no semestre 01jun2008 a 31dez2008, que dá 21 mil Dólares mensais, ou seja, aproximadamente R$ 40.000,00 por mês de salário.


CREDIBILIDADE da AVAAZ - AS PETIÇÕES FUNCIONAM? 

A comodidade de alguém exercer a cidadania por você tem um preço. Já se constatou vários equívocos nas petições, como falhas de interpretação de matérias jornalísticas (do congresso nacional, exemplo), comemoração de vitórias que foram terríveis derrotas. Basta ler atentamente os textos que já se percebe algo estranho. O que é motivo para muitas desconfianças.

Petição sobre a Lei da Grilagem da Amazônia

Veja o equívoco da Avaaz na informação em seu site sobre o resultado da votação Medida Provisória (MP) da legalização da grilagem de terras na Amazônia. Ao contrário do que a Avaaz informa, a MP da grilagem virou lei e foi considerada uma das maiores derrotas da história do ambientalismo brasileiro.

Do site da Avaaz
A floresta Amazônica - No ápice de um momento de decisão em junho de 2009, membros da Avaaz no Brasil fizeram mais de 14.000 ligações e enviaram mais de 30.000 mensagens online ao presidente Lula em dois dias. No último momento, a pressão pública reverteu a lei que daria boa parte da floresta Amazônica para a exploração de agronegócios (Junho 2009). Uma grande vitória para o Brasil, e para o planeta, já que a Amazônia consome enormes quantidades de gases estufa que vem aquecendo o planeta.

Como todos sabemos, a MP da grilagem virou lei, isto é, foi aprovada e sancionada. Veja o que imprensa publicou na época




Petição sobre a Lei da Ficha Limpa. 

Em seu site a Avaaz comete exageros em sua propaganda internacional. Reivindica ter sido responsável pela lei da ficha limpa no Brasil. Diz na propaganda que foram suas petições na internet que fizeram surgir um movimento popular no Brasil para propor a lei da ficha limpa.

Do Site da Avaaz
Brazil (730,000 members) we took a civil society movement online and drove an anti-corruption law through congress that is putting large numbers of corrupt politicians out of a job - widely hailed as a political revolution.

Conforme a imprensa tem noticiado, foi o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que fez a proposta e a campanha para coletar mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Por ingenuidade, o MCCE publicou em seu site um link para a site da Avaaz hospedado nos Estados Unidos da petição oportunista que explorou a repercussão na imprensa do projeto de lei da ficha limpa para pedir dinheiro aos brasileiros. Pelo jeito, o MCCE não deve se importar muito com a ficha de seus parceiros. Casa de ferreiro, espeto de pau. Já as ONGs brasileiras que tanto lutam combatendo a corrupção, os crimes ambientais, os licenciamentos ambientais ilegais etc. não merecem destaque na página do MCCE.

Na verdade, a Avaaz disparou a petição da ficha limpa pela primeira vez somente na véspera da votação na câmara (detectou o assunto porque estava bombando na mídia). Quando a lei tinha sido aprovada na Câmara havia 20 dias e já estava havia 3 dias no senado (e voltou a ser destaque na mídia), a Avaaz mandou outra mensagem estranha com o seguinte teor: Vencemos! A lei da ficha limpa foi aprovada, agora deverá ir para o Senado. Nas próximas semanas vamos precisar de vocês novamente para pressionar o Senado. Ou seja, mandou esta mensagem esquisita do resultado da votação na Câmara 20 dias depois do fato ter ocorrido e quando faltava apenas 1 dia para o prazo dos senadores aprovarem (para valer nas eleições de 2010).

É incrível as pessoas acreditarem na seriedade destas petições. Exercer a cidadania, provocar as mudanças no Mundo, exige muito mais esforço do que ficar na frente do computador clicando e repassando e-mails com pedido de doações. Exercer a cidadania não é ajudar a iludir as pessoas espalhando pela internet estas mensagens.

Se arrecadaram milhões de dólares por que não contratam jornalistas especializados? Por que não contratam um sistema de auditoria para atestar a autenticidade destas petições?

No exterior, há também muitas críticas, dúvidas e desconfianças sobre a eficácia das campanhas. Uma pessoa, por exemplo, acusa a Avaaz de ter fornecido seu e-mail para anunciantes (veja abaixo); quando se conferiu a autenticidade de uma petição no Canadá, descobriu-se IPs falsos. O dono da Avaaz alega que alguém entrou no sistema e inseriu aqueles milhares de IPs falsos e entrou na justiça exigindo investigação. Comenta-se na imprensa que devido ao sucesso de arrecadação de MILHÕES DE DÓLARES em doações é provável que muitos golpistas já tenham clonado a Avaaz pelo mundo inteiro e lançam as petições com pedido de doações desviados para uma conta particular.

COMENTÁRIOS – Forum da Austrália e blog da Irlanda

AUSTRÁLIA - Forum, acessado em 05/02/2011
Tradução
18 de dezembro 2010
Titulo da postagem: Avaaz é uma farsa

Recentemente aderi a uma petição da Avaaz, enviada por um amigo.

Hoje recebi um e-mail pedindo dinheiro. Eles dizem que têm 6,5 milhão de membros e que aumenta em 60.000 por semana.

Uma doação muito pequena de $ 3 ou $ 5 por semana a partir de 10.000 Avaazers cobriria todos os custos para manter uma pequena equipe, ajudando a salvar vidas em situações de emergência humanitária, a proteção do meio ambiente e dos animais, combater a corrupção e o crime organizado, trazer a paz e reduzir a pobreza ..

Objetivos ambiciosos: Eu me pergunto o que aconteceria se os 6,5 milhões doassem US $ 3 a US $ 5 por semana.

Que efeito isso teria? Eu entendo que eles mantenham em sigilo as identidades das pessoas que assinam suas petições. Isto quer dizer que é um desperdício de tempo e eles poderiam simplesmente inventar um número qualquer de adesões? Os governos realmente dão importância para números de petição que não se pode ser verificado?

Eu estou querendo saber se isso pode ser um golpe visando atingir os sentimentos das pessoas de querer fazer algo pela humanidade mas na verdade acabam deixando alguém rico.

Texto original
Avaaz is it a scam

Recently I joined a Avaaz petition as a result of having it forwarded to me by a friend.
Today I received an email asking for money. They say they have 6.5 million members and are growing by 60,000 per week.

A very small donation of $3 or $5 per week from 10,000 Avaazers would cover all the core costs of our small team, helping to save lives in humanitarian emergencies, protect the environment and wildlife, fight corruption and organized crime, push for peace and reduce poverty.

Lofty aims. I wonder what could happen if the 6.5 million donate $3 to $5 per week.
What effect have they actually had. I understand they keep confidential the identities of people that sign their petitions. Does this mean it is a waste of time and they could just make up the numbers? Do governments really take notice of petition numbers that they cannot have verified.

I am wondering if this may be a scam targeting peoples feelings of wanting to have an effect in the world but in the end making someone rich.

IRLANDA - Blog, acessado em 05/02/2011

Posted on 2007/06/14 by dahamsta (dahamsta is Adam Beecher, an Internet consultant based in Cork City, Ireland)

Tradução
Titulo da postagem: NÃO ASSINE AS PETIÇÕES DA AVAAZ

Não se dá valor ao seu endereço de e-mail, esta é a verdade. Eu assinei um bom número de petições estimulado pela minha irmã, mas recentemente eu comecei a receber spam no e-mail exclusivo que criei para se inscrever no site da Avaaz. Eu relatei isso para a Avaaz e recebi a garantia de que eles não vendem ou compartilharam a sua lista, mas que já receberam denúncias semelhantes e estão investigando. Perguntei-lhes sobre os resultados da investigação, mas eles não responderam nada. Obviamente, a segurança foi violada.

Texto original
Don’t sign avaaz.org petitions

Not if you value your email address, that is. I’ve signed quite a few of them on prompting from Sista, but recently I’ve started received spam on the unique email address I set up to subscribe. I reported it to Avaaz and received an assurance that they don’t sell or share their list, but that they’ve received reports and are investigating. I asked them to follow up, they didn’t. Obviously their security has been breached.

Fontes: ra-bugio.blogspot/Reinaldo Azevedo.