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sexta-feira, dezembro 08, 2017

Os discursos de Trump e Netanyahu:Jerusalém Capital de Israel



por Felipe G.Martins(*).




Discurso de Donald Trump, o presidente americano, ao declarar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e anunciar a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém:

Muito obrigado! Quando cheguei ao governo, prometi que iria encarar os desafios globais com prudência e inventividade. Afinal, não podemos solucionar nossos problemas insistindo nos mesmos pressupostos errados ou nas mesmas estratégias equivocadas do passado.

Velhos desafios demandam novas abordagens; novas maneiras de enfrentá-los. E o anúncio que estou fazendo aqui, hoje, marca o início de uma nova forma de lidar com o conflito entre Israel e os palestinos.

Em 1995, o Congresso aprovou o Jerusalem Embassy Act, determinando que o governo federal realocasse a embaixada americana para Jerusalém e reconhecesse a cidade como capital de Israel. A proposta foi aprovada com amplo apoio bipartidário pelo braço legislativo do nosso governo; e esse apoio foi renovado e reafirmado, há apenas seis meses, com uma aprovação unânime do Senado.

Apesar disso, por mais de 20 anos, todos os presidentes americanos recorreram a medidas derrogatórias, recusando-se a realizar a transferência da embaixada americana para Jerusalém e reconhecer a cidade santa como a capital de Israel.

Os meus antecessores fizeram essa opção por acreditar que o adiamento do reconhecimento de Jerusalém beneficiaria as negociações de paz. Muitos dizem que eles não eram corajosos o suficiente, mas acredito que todos eles tentaram tomar as decisões que julgavam mais adequadas à luz do que compreendiam a respeito da situação no Oriente Médio.

Apesar disso, o histórico foi se estabelecendo. Após duas década de medidas derrogatórias, não houve nenhum avanço rumo à paz duradoura entre Israel e os palestinos. Seria uma insensatez presumir que repetir essa mesma fórmula produziria um resultado melhor e diferente.

Por essa razão, concluí que é chegada a hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Embora muitos dos presidentes que me precederam tenham feito essa promessa durante suas campanhas, nenhum deles a cumpriu. Hoje, eu estou cumprindo. Após refletir e analisar o problema, concluí que este é caminho a ser seguido para promover a paz entre Israel e os palestinos, sem desconsiderar os interesses nacionais americanos.

Portanto, este é um passo importante, e há muito esperado, para avançar nas negociações de paz e conseguir um acordo duradouro entre as partes. Israel é uma nação soberana e, como tal, tem o direito de escolher sua própria capital. Reconhecer esse fato é uma condição necessária para a conquista da paz.

Faz 70 anos que os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Truman, reconheceram o Estado de Israel. Desde então, Israel elegeu como sua capital a cidade de Jerusalém — que foi erguida pelos judeus na Antiguidade.

Hoje, Jerusalém serve como a sede do governo de Israel. É ali que se encontram o Knesset, o parlamento israelense, bem como a Suprema Corte de Israel; é ali também que residem tanto o Primeiro Ministro quanto o Presidente; e a cidade serve ainda como a sede de muitos ministérios governamentais.

Por décadas, os presidentes americanos, assim como os secretários de Estado e nossas lideranças militares, se encontraram com suas contrapartes israelenses em Jerusalém, exatamente como eu fiz no início deste ano.

Vale notar que Jerusalém é não apenas o coração de três grandes religiões, como o coração de uma das democracias mais bem-sucedidas do mundo. Nas últimas sete décadas, os israelenses construíram um país em que judeus, muçulmanos e cristãos, junto com pessoas de todos os credos, são livres para viver pacificamente e praticar suas religiões conforme suas consciências e suas crenças.

Jerusalém é hoje, e precisa continuar a ser, o lugar onde judeus oram de frente para o Muro das Lamentações, onde os muçulmanos cultuam na Mesquita de Al-Aqsa e onde os cristãos percorrem a Via Crucis, o caminho percorrido por Jesus rumo ao Calvário.

Apesar disso, ao longo de todos esses anos, os presidentes americanos se negaram a reconhecer oficialmente a cidade de Jerusalém como a capital de Israel. Na realidade, isso faz com que por muito tempo não reconhecêssemos nenhuma capital israelense.

Hoje, porém, nós finalmente reconheceremos o óbvio: Jerusalém é a capital de Israel. Isso nada mais é do que um reconhecimento da realidade. A coisa certa a se fazer. Algo que tem de ser feito.

É por isso que hoje, em observância ao Jerusalem Embassy Act, estou reivindicando que o Departamento de Estado inicie os preparativos para transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. O processo de contratação de arquitetos, de engenheiros e de outros profissionais necessários começa hoje mesmo, com o intuito de transformar nossa nova embaixada em um magnífico tributo à paz.

Ao fazer este anúncio, também quero deixar algo muito claro: esta decisão não tem, de modo algum, a finalidade de alterar nosso firme comprometimento e nosso ardente desejo de promover um acordo de paz duradouro e permanente. Nós desejamos um acordo que seja bom para os israelenses e que seja bom para os palestinos.

Não estamos nos posicionando sobre nenhuma das questões em disputa, incluindo aquelas que envolvem as fronteiras da soberania israelense em Jerusalém ou a resolução dos territórios disputados. Essas questões devem ser resolvidas exclusivamente pelas partes.

Deste modo, os EUA continuam determinados a facilitar um arco que seja aceitável para ambas as partes. Deixo claro que pretendo fazer tudo o que puder para construir esse acordo.

Sem dúvida, a cidade de Jerusalém continua sendo a questão mais delicada nas negociações e os EUA estão dispostos a apoiar uma solução encontrada e apoiada por ambas as partes.

Por ora, peço a todas as partes envolvidas que mantenham o status quo em todas as áreas sagradas de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo, também conhecido como Haram al-Sharif.

Acima de tudo, nosso maior desejo e nossa maior esperança é a paz, essa aspiração universal da alma humana. Com estas ações, eu reafirmo o compromisso do meu governo com um futuro de paz e segurança para toda a região.

Evidentemente, haverá discordâncias e desencontros concernentes a este anúncio, mas temos a firme confiança de que, em última instância, quando tivermos trabalhado para harmonizar essas discordâncias, chegaremos a uma paz, a uma compreensão e uma cooperação muito maiores do que as que existem hoje.

Essa cidade santa e sagrada deveria estimular o melhor na humanidade, elevando os nossos olhos para aquilo que é possível, deixando de lado todas as disputas antigas que já se esgotaram e se tornaram previsíveis.

A paz nunca está fora do alcance daqueles que a desejam. Assim, hoje, nós pedimos que a calma, a moderação e as vozes da tolerância se sobreponham às vozes dos emissários do ódio. Nossos filhos devem herdar nossa dignidade e nosso amor, mas não os nossos conflitos.

Repito a mesma mensagem que apresentei no histórico e extraordinário encontro que tivemos na Arábia Saudita no início do ano: o Oriente Médio é uma região que possui uma inestimável riqueza histórica, cultural e espiritual; seus povos são brilhantes, dignos e diversificados, vibrantes e fortes, mas o potencial e o futuro promissor da região tem sido freado pelo derramamento de sangue, pela ignorância e pelo terror.

O Vice Presidente Mike Pence visitará o Oriente Médio nos próximos dias, para reafirmar nosso compromisso com os nossos aliados em toda a região e a nossa determinação de eliminar o extremismo que ameaça os sonhos e as esperanças das próximas gerações.

É chegada a hora em que a maioria pacífica se erguerá contra os extremistas e os expulsará de seu meio. É chegado o momento em que as nações civilizadas e todos os seus povos resolvam as discordâncias e os conflitos com debates razoáveis, sem abusar da violência.

É chegado o tempo em que os jovens moderados do Oriente Médio reclamem para si um futuro de paz e de grandes realizações. Que possamos todos nos dedicarmos a um caminho comum de compreensão e respeito. Que possamos repensar antigos pressupostos e abrir os nossos corações e as nossas mentes para novas possibilidades.

Por fim, peço aos líderes políticos e religiosos da região, israelenses e palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos que se juntem a nós nessa nobre busca por uma paz duradora.

Muito obrigado. Que Deus os abençoe! Que Deus abençoe os palestinos! Que Deus abençoe o Estado de Israel! E que Deus abençoe os Estados Unidos da América!".



Pronunciamento do Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu, em resposta a Donald Trump:

"Este é um dia histórica. Jerusalém é a capital do Estado de Israel há setenta anos. Jerusalém é a capital dos judeus há mais de três mil anos. Foi aqui que nossos templos foram construídos. Foi aqui aqui que os nossos reis governaram. Foi aqui que nossos profetas pregaram.

Jerusalém tem sido o centro de nossas esperanças, dos nossos sonhos, das nossas orações por três milênios. De todos os cantos da terra, nosso povo clamava e anelava retornar para a cidade de Jerusalém, onde poderiam tocar suas pedras douradas e caminhar por suas ruas santas.

É rara a oportunidade de discursar sobre um marco genuinamente novo na história gloriosa dessa cidade. No entanto, o pronunciamento feito hoje pelo Presidente Donald Trump nos apresenta justamente a mais rara das oportunidades.

Estamos profundamente agradecidos ao Presidente pelo ato de bravura e justiça que ele realizou ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e anunciar os preparativos para transferir a embaixada americana para cá.



Essa decisão é reflexo do comprometimento do presidente com uma verdade antiga mas perene, além de uma demonstração clara de que ele está disposto a cumprir sua promessa e promover a paz. A decisão do Presidente foi um importante passo rumo à paz, uma vez que não há paz possível sem o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel.

Por isso, convoco todos os países que verdadeiramente buscam a paz a se juntarem aos Estados Unidos da América, reconhecendo Jerusalém como a capital do Estado de Israel e transferindo suas embaixadas para cá.

Eu compartilho do compromisso do Presidente Donald Trump com a promoção da paz e estou determinado a garantir uma situação pacífica entre Israel e todos os seus vizinhos, incluindo os palestinos. Esse tem sido o objetivo de Israel desde seu primeiro dia de existência e nós continuaremos a trabalhar com o presidente americano, e com sua equipe, para fazer com que o sonho da paz se torne realidade.

Eu também quero deixar claro que não haverá nenhuma mudança no status quo dos locais sagrados. Israel sempre garantirá a mesma liberdade de religião e de culto para judeus, cristãos e muçulmanos. Presidente Trump, muito obrigado por sua decisão histórica de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. O povo judeu e o Estado judeu serão gratos a você para sempre".



Fonte: sensoincomun.org

(*)Felipe G.Martins é Professor de Política Internacional e analista político, é especialista em forecasting, análise de riscos e segurança internacional. 




sábado, novembro 19, 2016

Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel.














Mike Huckabee será o embaixador dos EUA para Israel e mudará a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.


Mike Huckabee está voltando à Terra Santa.

Huckabee, que foi duas vezes candidato presidencial e apresentador do Canal Fox News e ex-governador de Arkansas, será o novo embaixador dos EUA para Israel, uma autoridade da transição presidencial confirmou para o DailyMail na sexta-feira.

Huckabee, pregador batista ordenado e baixista, se tornará a ponta de lança de Trump, que está buscando dar uma chacoalhada nas relações dos EUA no Oriente Médio, começando com a mudança da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
“Isso vai acontecer,” disse a autoridade de transição. “O governador Huckabee vai com isso até o fim.”

Apesar de que o Congresso dos EUA já havia aprovado a mudança da embaixada dos EUA décadas atrás, os presidentes americanos historicamente fizeram muito sapateado com nenhuma promessa cumprida em torno da questão de onde deveria ficar a embaixada dos EUA em Israel. Nenhuma outra nação tem sua embaixada em Jerusalém.

Contudo, o Parlamento e o Supremo Tribunal de Israel estão localizados em Jerusalém ocidental. E Israel capturou Jerusalém oriental na “Guerra dos Seis Dias” de 1967, assumindo seu controle da Jordânia.

Uma lei israelense de 1980 ainda em vigor declara que “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel.”


As nações árabes próximas a Israel se opõem à ideia de tornar Jerusalém um centro de poder para o Estado judeu. Muitas delas chegam a negar o direito de Israel existir, e a maioria vê Jerusalém como cidade santa para muçulmanos.

O governo de Obama e outros governos americanos anteriores insistiam em que as muitas reivindicações religiosas sobre Israel deveriam ser decididas como parte de negociações de paz entre israelenses e palestinos, “o acordo supremo” do qual Trump disse durante sua campanha que ele gostaria de tratar.

O jornal International Business Times noticiou na quinta-feira que, de acordo com o Jerusalem Post, “vários membros da equipe de transição de Trump confirmaram que o ex-governador do Arkansas - Mike Huckabee - assumirá o cargo logo que o governo for instalado em janeiro.”

Huckabee chegou ao prédio Trump Tower por volta da 1 da tarde de sexta-feira. Perguntado pelos jornalistas por que ele estava se encontrando com Trump, ele brincou: “Estou aqui só para um lanche.”

A nomeação dele para o cargo diplomático importante enviará ondas de choque em todo o Oriente Médio.

Em 2011, durante uma cerimônia de inauguração num assentamento judaico em Jerusalém oriental, Huckabee disse que as tentativas dos árabes impedirem os colonos judeus de construírem ali era comparável às discriminações racistas de moradia nos Estados Unidos.

No ano passado em agosto, quando ele estava reforçando apoio para sua campanha presidencial que acabou não tendo êxito, Huckabee se encontrou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém e polemicamente se referiu ao território da Margem Ocidental, ocupado por palestinos, como parte de Israel.

Um correspondente político do jornal israelense Jerusalem Post foi o primeiro a noticiar que Trump havia dado a palavra de que escolheria Huckabee para ser embaixador em Israel.

O sociável e cortês Huckabee há muito tempo é um sólido defensor de Israel, chegando, com suas dezenas de viagens ali, a fazer um empreendimento turístico de tempo parcial chamado “A Experiência de Israel de Mike Huckabee.”

Por 5.250 dólares, os participantes obtêm uma turnê de 10 dias na Terra Santa do próprio Huckabee, completa com comentário nos lugares históricos, cultos de adoração e lições morais sobre a necessidade dos EUA reforçarem apoio ao seu maior aliado no Oriente Médio.

“Durante sua viagem de Experiência de Israel, você caminhará onde Jesus caminhou, se sentará no monte onde Jesus deu o Sermão da Montanha e orará no Jardim do Getsêmani,” o site de turismo promete.

“Você verá onde Ele realizou milagres, e ficará no Túmulo vazio. Você experimentará o Mar da Galileia e será batizado no Rio Jordão. Você explorará a velha cidade de Jerusalém, olhará de Massada e nadará no Mar Morto. A Bíblia ganhará vida para você como nunca antes.”

A próxima viagem programada está marcada para 11-21 de fevereiro — depois que Trump se tornar presidente.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldnetDaily): Trump to make Huckabee ambassador to Israel

O OUTRO LADO DA QUESTÃO:



Os palestinos ameaçaram "tornar miserável" a vida do novo presidente eleito dos EUA Donald Trump, caso ele decida cumprir a sua promessa eleitoral de deslocar a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém.

"Se pessoas nos atacarem deslocando a embaixada para Jerusalém...isso é uma violação da resolução 181 da assembleia geral das Nações Unidas delineada pelos Estados Unidos...isso significa que mostram beligerância contra nós. Se eles o fizerem, ninguém nos poderá culpar por fazermos uso de todas as armas que temos na ONU para nos defendermos, e nós temos muitas armas na ONU" - afirmou   Riyad Mansour, o representante palestiniano na ONU, no dia 11 de novembro último.

Ainda que reconheça que a resposta não poderá ser uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, uma vez que os EUA a vetariam, Riyad Mansour sugere mesmo assim que podem haver outras formas através das quais os palestinos podem vir a minar esforços promovidos pelos americanos na ONU.

"Talvez eu não possa influenciar resoluções no Conselho de Segurança, mas posso tornar a vida diária deles miserável ao precipitar um veto na  admissão como estado membro. Em 1949, a Itália recebeu três vetos consecutivos da União Soviética à sua admissão nas Nações Unidas. Este é o tipo de coisa que eu posso fazer" - ameaçou o líder palestino Riyad Mansour.

Fonte: Shalom-Israel-Shalom.blogspot.com.br

domingo, junho 22, 2014

O uso de crianças na guerra do Hamas.









por Deborah Srour




Em Outubro de 2011 estávamos todos unidos e emocionados assistindo ao vivo a soltura do soldado israelense Gilad Shalit das mãos do Hamas. Depois de 5 anos e 4 meses de angústia, preces e promessas, vimos o soldado magro, vestido como um palestino ser devolvido à sua família e ao seu país. Em troca, Israel soltou milhares de prisioneiros palestinos, o que fez o Hamas prometer continuar com os sequestros para obter mais solturas e quem sabe, outras vantagens dos israelenses.




Desde então, dezenas de tentativas de sequestros, não só de soldados mas de civis inclusive de mulheres, crianças, ocorreram. A mídia não considera tentativas mal-sucedidas notícia mas desde o ano passado foram 44 tentativas de sequestro de judeus. E finalmente, o que mais temíamos desde Outubro de 2011 aconteceu. Três estudantes judeus, dois de 16 e um de 19 anos foram sequestrados na quinta à noite. Um deles cidadão americano. O sequestro teria acontecido na região de Gush Etzion na Judeia.

Imediatamente ao ser noticiado, uma festa irrompeu em Gaza, com doces distribuidos nas ruas. Na sexta-feira e sábado Israel estava em preces e à busca dos três. No sábado a noite o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou os palestinos do sequestro e responsabilizou o governo de união da Autoridade Palestina que junto com o Hamas são os principais promotores de incitação e ódio dos palestinos contra Israel.

Já na quarta-feira passada, choveram mísseis vindos de Gaza. Israel tentou responsabilizar o governo palestino de União, lembrando que Abbas havia afirmado que o novo governo iria honrar todos os acordos anteriores. Imediatamente e infelizmente, o governo de Obama disse que a Autoridade Palestina não era responsável pelo ataque já que a realidade é que a Faixa de Gaza estava ainda nas mãos do Hamas. Então aonde está a união? Aonde está a desculpa para negociar com o Hamas?

A posição americana foi confirmada pela Comunidade Européia e o resultado? O sequestro dos três estudantes no dia seguinte. Abbas disse que não poderia ser responsável já que a região do sequestro na Judeia estava sob o controle de segurança de Israel. Isto é o mesmo que dizer que os palestinos não são responsáveis por suicidas que se explodem em Tel Aviv. A identidade dos terroristas ainda não é conhecida mas hoje Netanyahu afirmou que eles são afiliados ao Hamas e portanto, este crime é diretamente resultante deste governo de união. Os esforços agora para achar os três depende sobretudo da inteligência interna de Israel, ou o Shabak.

Mas a questão que está queimando o lábio de todos é se estes meninos estão vivos ou não. O problema é que a demora da coordenação entre a polícia e o exército pode ter dado tempo aos sequestradores para levar os três para Gaza e aí teremos o mesmo cenário de Gilad Shalit que não pode ser resgatado pelas forças de Israel. No entanto, não é fácil levar 3 reféns de uma vez através de fronteiras. A suposição é que eles ainda estejam na Judeia e Samaria, em algum lugar secreto, provavelmente subterrâneo.

Nunca em toda a história sangrenta do conflito entre Israel e os palestinos tivemos 3 israelenses sequestrados no mesmo evento. Isto indica uma operação bem planejada e executada de modo profissional. Os terroristas provavelmente convenceram ou forçaram os meninos a entrarem em seu carro como ocorreu várias vezes no passado. Em tentativas anteriores, os palestinos se diziam israelenses, falando hebraico fluentemente, vestindo-se até como judeus ortodoxos. A idade dos meninos pode também ter sido um fator.

Este sequestro não aconteceu num vácuo. Além de todo o reconhecimento e legitimidade dados ao Hamas nas últimas semanas nesta suposta reconciliação e governo de União, há o fato de que mais de 200 palestinos condenados em Israel por crimes contra a segurança do estado, estão fazendo intermitentes greves de fome, gerando protestos diários nas comunidades palestinas. Tudo isso, junto com as próximas eleições para a liderança da Autoridade Palestina, leva o Hamas a atos ousados para conquistar a opinião pública palestina na Judeia e Samaria.

Nos últimos 30 anos, o sequestro de soldados e civis se mostrou o melhor método para soltar prisioneiros. Todos os governos de Israel juraram nunca se render aos terroristas, somente para capitularem e soltarem milhares deles inclusive aqueles com sangue de vítimas israelenses nas mãos. Isso levou o governo de Israel a instaurar um comitê especial que ao final recomendou limitar o número de prisioneiros a serem trocados. Mas o gabinete de Netanyahu nunca adotou a recomendação pois tiraria a flexibilidade do seu governo em negociar.

Agora parece que chegou a hora da verdade para Bibi. O seu gabinete prefere uma operação militar para libertar os meninos sequestrados em vez de se render mais uma vez às exigências dos terroristas. Mas isso irá depender das informações de inteligência que Israel conseguir, o que até agora não parece ser muita. Mas se uma operação militar não for viável, Netanyahu terá que tomar uma decisão muito difícil sob pressão das famílias e do público para mais uma vez libertar centenas de terroristas. E Netanyahu sabe que a cada soltura, os terroristas ficam mais incentivados para promoverem outros sequestros e a colocarem as vidas de outros israelenses em perigo.

Ninguém pode negar o sofrimento destas famílias. Não há uma só casa em Israel ou um só lar judaico no mundo que não simpatize com sua causa e angústia. Como judeus, nosso conceito de responsabilidade mútua é algo impregnado em nossa consciência. O sofrimento destas famílias é o nosso sofrimento coletivo.

Desde os acordos de Oslo em 1993, quase 2 mil israelenses perderam suas vidas, pagando o ultimo preço pela liberdade do povo judeu. Os Israelenses lidam com ameaças todos os dias. Há tentativas constantes de infligir dano seja com mísseis, sequestro, ou até pedras jogadas contra carros em movimentos. Algumas são evitadas por atos da inteligência, outras por cidadãos alertas, muitas por pura sorte.

Então sim, a liberdade tem um preço. Vamos rezar e esperar que neste caso estes meninos possam ser localizados em vida e que no domingo que vem possamos fazer um editorial comemorando os milagres com os quais Deus abençoa seu povo e seu mensageiro, o exército de Israel.

Fonte: Pletz

quinta-feira, abril 10, 2014

A frustração dos israelenses.



por Osias Wurman(*) (publicado em O Globo-Quinta-feira, abril 10, 2014 - Pág. de Opinião)

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel?




O texto de Rasheed Abou-Alsamh “A frustração dos palestinos”, publicado no GLOBO, no dia 4 de abril de 2014 (texto abaixo em azul), reflete, lamentavelmente, o extremismo de alguns setores anti-israelenses. Utilizar expressões como “nazistas” ou “apartheid” é totalmente repugnante e inaceitável, e seu único objetivo é dar continuidade ao cultivo do ódio, incitando à violência e ao enfrentamento.

O Estado de Israel é a única e verdadeira democracia no Oriente Médio. Parece-nos que, cada vez que os palestinos chegam a uma encruzilhada, onde é necessário tomar decisões importantes e, muitas vezes, difíceis, eles preferem dar um passo para trás e deixar passar mais uma oportunidade de alcançar um acordo com Israel.

Nos idos de Yasser Arafat, que precedeu Mahmoud Abbas na presidência da Autoridade Palestina, analistas internacionais especializados nos temas do Oriente Médio diziam que “Arafat nunca perdeu a chance de perder uma chance”.

Assim foi, com governos israelenses de tendência política de direita e de esquerda. Os palestinos viveram o período anterior a 1967, quando não existiam assentamentos, e Jerusalém Oriental, bem como a Cisjordânia, era ocupada pela Jordânia, e nunca desejaram encontrar uma paz verdadeira com Israel, usando os argumentos que estavam “na moda” à época.

Desta vez, quando estávamos a ponto de avançar em uma etapa das conversações de paz, os palestinos decidiram abandonar o diálogo pelo caminho das decisões unilaterais, conduzindo assuntos através da ONU.

As pesquisas de opinião sempre demonstraram amplamente que o povo de Israel quer a paz. O governo de Israel busca a paz. Israel demonstra agora, como já mostrou muitas vezes no passado, abertura, flexibilidade e disposição para fazer muitas concessões objetivando à paz. Porém, como sabemos, para isso, são necessárias abertura e flexibilidade da parte palestina também.

A pergunta que não cala: estão os palestinos verdadeira e sinceramente com vontade de atingir a paz com Israel? Estão eles abertos a reconhecer Israel como o lar nacional do povo judeu? Estarão dispostos a deixar, definitivamente, o caminho da violência e do terrorismo?

A tendência refletida no artigo de Rasheed Abou-Alsamh, que lança todas as culpas da situação dos palestinos contra Israel, e terceiros, precisa ter um fim.

Vale lembrar que hoje os palestinos de fato têm dois Estados: um da Autoridade Palestina, liderado por Mahmoud Abbas, e outro na Faixa de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas. Está na hora de os palestinos começarem a pensar em termos de paz e de convivência pacífica e que, de uma vez por todas, deixem para trás a cultura de ódio e de ressentimento contra tudo e todos. É importante repetir que Israel quer a paz. Israel busca a paz. Israel está disposto a fazer muitos sacrifícios para chegar à paz.

Irão deixar os palestinos passar mais esta nova chance?


(*)Osias Wurman - é consul honorário de Israel no Rio de Janeiro







por Rasheed Abou-Alsamh (publicado em O Globo em 4/04/2014)


Exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado

A interrupção das negociações de paz entre os israelenses e os palestinos esta semana se deu quando o presidente palestino Mahmoud Abbas — frustrado com a não libertação de um último grupo de prisioneiros palestinos por Israel — assinou papéis pedindo a adesão do Estado da Palestina a 15 agências da ONU e tratados internacionais, incluindo as convenções de Viena e Genebra. Com isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o mediador das negociações, cancelou sua ida a Ramallah e voou para Bruxelas.

Mas foi também o anúncio por Israel que tinha relançado uma licitação para a construção de 708 casas em um bairro de Jerusalém Ocidental, que é considerada ocupada e anexada, que forçou a reação palestina. Os palestinos tinham aceitado adiar o pedido de admissão para essas entidades internacionais por nove meses. Israel teme que os palestinos o critiquem, mas Abbas disse que eles tinham que reagir ao anúncio israelense.

Com essa última rodada de troca de acusações e ações unilaterais, muitos já estão tocando o sino do fim desse último período de negociações que somente começou em julho de 2013 depois de estar parado por cinco anos. Eu acho cedo para anunciar o fim das tentativas de negociar um acordo final para o estabelecimento de um Estado da Palestina, livre e independente, dentro da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967, e a Faixa de Gaza. Os maiores obstáculos são o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e sua coalizão de partidos ultraconservadores e nacionalistas, que insistem que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu, que renunciem à sua reivindicação histórica de que a parte leste e árabe de Jerusalém seja a capital do Estado palestino e que Israel possa deixar tropas na Cisjordânia por tempo indeterminado.

Ora, essas exigências israelenses não deixam dúvida de que o seu atual governo não quer ver um Estado palestino viável ao seu lado. Os levantes da Primavera Árabe nos últimos três anos e o confronto do Ocidente com o programa nuclear do Irã têm tirado o foco do mundo do conflito israelense-palestino. Mas o Estado de Israel nunca vai ser seguro enquanto não resolver a questão palestina. Como, eu pergunto, os judeus de Israel, que interminavelmente evocam as atrocidades cometidas contra eles pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial na Europa, podem tratar os palestinos na Cisjordânia como cidadãos de segunda categoria com pouquíssimos direitos civis, políticos ou econômicos? Esse apartheid israelense está corroendo a alma do Estado judeu, que é supostamente liberal, progressista e democrático. Talvez seja, mas somente por cidadãos israelenses que são judeus.

O presidente americano Barack Obama deu luz verde a John Kerry para botar a possível libertação do espião americano Jonathan Pollard na mesa de negociação com os israelenses. O pensamento é que, com isso, Netanyahu poderia soltar ainda mais prisioneiros palestinos, incluindo 400 mulheres e crianças, sem ser muito criticado pela opinião pública israelense, que não tem visto a libertação de palestinos presos em Israel com bons olhos. Mas é um erro oferecer Pollard aos israelenses. Ele já vai poder pedir sua liberdade provisória em 2015, e toda a comunidade de inteligência americana tem ficado irredutível quanto ao presidente americano perdoar Pollard desde os anos 1980, por causa dos milhares de páginas de segredos militares que ele vendeu para Israel e outros países. Em todo caso, Netanyahu tem sempre pedido muito mais dos americanos quando lhe é oferecida uma recompensa para um ato que adianta as negociações.

Eu acho que Abbas e Kerry são sinceros em querer avançar as negociações para um acordo final que veria as fronteiras de Israel, com um estado palestino, definidas. Infelizmente, Obama não parece ter muita paciência com os dois lados, e Netanyahu não leva a sério o processo. Mesmo assim, não podemos ser tomados pelo desespero. Uma solução justa para os dois lados é o único caminho para um Oriente Médio mais seguro e equitativo para todos. Mas também não podemos nos manter parados em negociações sem fim, e ficar falando só para falar. Talvez seja tempo de introduzir um negociador além dos EUA, que nunca escondeu sua predileção por Israel. Um interlocutor europeu talvez seja a solução.

terça-feira, dezembro 18, 2012

Mudando de opinião; não concordo com a devolução de territórios aos palestinos.





por David Tabacof, direto de Tel-Aviv



Menorá, de uma bíblia iluminada do séc. XIV (provavelmente da Espanha).



Meus amigos: hoje farei uma confissão que é também uma espécie de “a quem interessar possa”. Mudei de opinião. Já não concordo com a devolução de territórios aos palestinos. E a razão é simples e complicada, ao mesmo tempo.

Khaled Mashaal, voltou do seu auto-exílio e em Gaza houve festa. Aproveitaram a visita de seu mais importante líder político, (que agora fugiu para o Egito) . A festa comemorou a “vitória sobre o inimigo sionista” no último confronto em Gaza. Uma vitória que ninguém sabe, ninguém viu, mas entrou na mente palestina por que seus líderes necessitam de “vitórias sobre Israel” a fim de sobreviver, já que em Gaza a situação é calamitosa. Na ocasião festiva, Mashaal fez um discurso e disse o seguinte, em resumo: “Retomaremos a Palestina dos usurpadores sionistas. Gaza já foi libertada. Em seguida virá o resto da Palestina governada pelo irmão Abu Abbas. Em seguida virá Jerusalém, depois será a vez de Jaffa (Tel-Aviv), Haifa, Natânia etc. Toda a Palestina será libertada”.

Para encurtar a história, como a vejo agora. Ao ler o discurso do líder do Hamas, tive uma epifania* judaica. Vi a luz, não dos marreteiros da fé, mas uma visão da real situação de Israel frente aos palestinos, árabes e muçulmanos, em geral. Aquela que aparece quando você separa o que quer do que existe, realmente. E cheguei à seguinte conclusão: se Israel devolver a Margem ocidental, hoje ocupada, esta se unirá, mais cedo que tarde, por eleição ou golpe, a Gaza do Hamas. Isto é, teremos o Hamas nos dois lados da fronteira. Com a margem ocidental do rio Jordão a leste, com Gaza a sudoeste, e ao norte a filial libanesa do Irã, representada pelo Hezbolá.

O Hamas é, por enquanto, apenas, armada pelo Irã. Mais tarde será comprada por verbas que tanto necessitam, passando, oficialmente, a ser um aliado dos aiatolás às portas de Israel. Ao norte já temos o Irã, representado pelo filhote de Teerã, o Hezbolá, hoje mandando no fraco Líbano. Desta forma, retirar as tropas e as cidades da Margem ocidental poderá custar muito caro a Israel. Por isto, passei a ser contra a retirada de um soldado sequer da chamada Judéia e Samária, ou Margem Ocidental ou ainda West Bank.

Jamais acreditei muito que Abbas fazia o policial bom e o Hamas o mau. Hoje, acredito que há um acordo secreto a fim de acabar com Israel. Cada um faz sua parte na luta contra os sionistas. Já discordei da presença de tropas e colônias nas áreas ocupadas. Hoje, concordo porque representam um obstáculo a ataques terroristas contra as cidades de Israel. Impede o avanço de radicais, ajudando a garantir a segurança dos cidadãos israelenses. O mundo e os palestinos alegam que Israel mata civis em suas ações contra os terroristas. Às vezes, morrem mesmo. Mas, não há outro jeito já que os terroristas usam quintais de escolas, hospitais e mesquitas como local ideal para o lançamento de mísseis contra Israel.

O mundo nada disse quando o Hamas disparou seus mísseis, no mês passado. Atiravam a esmo. Não tinham a menor ideia de onde cairiam. Ou seja, poderiam vitimar escolas, hospitais, asilos de velhos ou prédios residenciais. Por que só havia um objetivo: matar judeus. Onde estivessem, sua profissão ou idade eram irrelevantes. O mundo, já sabemos, não se impressiona demasiadamente com sangue judeu. Só se for para doação. Sei que a recusa de Israel em ceder território para o Estado palestino cobra um preço político pesado em todo o mundo. Até a presidente Dilma mandou seu ministro do Exterior chamar o embaixador de Israel para protestar contra a construção de mais residências na Margem Ocidental.

Chamei Netanyahu de infantil. Retiro o que disse. Retiro, por que não temos jeito. É isto ou o fim do Estado Judeu, como os árabes jamais negaram. Os israelenses têm que estar dispostos a pagar o preço. Deixem os cães dos boicotes de artistas, atletas e músicos internacionais ladrar à vontade. Sigamos nosso caminho. A história ensinou que os judeus não podem, nem devem, entregar seu destino a ninguém. Nem aos melhores amigos. Por que? Cada país age de acordo com seus interesses e apoiar Israel pode passar a ser, circunstancialmente, prejudicial. Até os EUA que dão um enorme apoio a Israel em tudo o que precisa e faz, até nas burrices, pode mudar de posição se seus interesses maiores assim exigirem. A Alemanha, ainda com a consciência pesada, ajuda muito a Israel e já lhe presenteou com três submarinos “state of the art” (o mais avançado) e ajuda economicamente. A II Guerra Mundial e seus crimes contra os judeus, porém, está se afastando no tempo. E é preciso cuidado.

Israel, diferentemente dos seres humanos, não cresceu com a idade. Nem mais esperto ficou. Continua pequeno e, se recuar para as fronteiras de 1967, com pequenas correções, ficará exposto. Nossos vizinhos não são a França, Suécia, México ou Brasil, inimigos apenas no futebol. Aqui ao lado, tem gente com sede de sangue judeu. Todo o cuidado do mundo, reunidos em um só, não é suficiente. Ainda temos muita guerra pela frente. E guerras diferentes, com armas diferentes. Caras e sofisticadas. O futuro já chegou ao Oriente Médio em matéria de armamento. Até os primitivos radicais islâmicos do Hamas já contam com foguetes que podem chegar a Tel-Aviv. Isto sem falar no Hezbolá que tem tudo que o seu patrono, o Irã, tem.

As guerras estão indo para o espaço. É foguete contra foguete. A participação de soldados em terra, infantaria, tanques etc continua muito importante, mas perdeu força com a entrada da guerra travada por mísseis. É uma guerra cara. Neste caso, o apoio americano continua essencial. Israel, porém, está bem adiantado em questão de espaço e mísseis. É uma indústria, relativamente, veterana por que a cabeça judaica fez os cálculos e chegou à conclusão certa: a guerra vai para o espaço. Já em 1988, Israel lançou seu primeiro satélite espacial produzido (foguete e satélite) pela indústria Aero-Espacial de Israel. O bem sucedido, Iron Dome, teve sua produção acelerada e está sendo aperfeiçoado. Israel conta também com anti-mísseis de fabricação própria e os “patriots” americanos. Não corremos perigo iminente.

Mas há muito trabalho à frente.

*Epifânia (do grego “epiphanéia.”) é um termo cristão para explicar uma visão mística reformadora.

Fonte: Pletz

sábado, novembro 17, 2012

SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.











SÁBIO É QUEM ANTEVÊ O FUTURO.

(Pirkêi Avot)

por Osias Wurman

A imprensa israelense está dando realce, nas edições desta sexta-feira, aos acontecimentos que precederam a retirada dos israelense da Faixa de Gaza em 2005. Falando da tribuna do Knesset no dia em que seu plano de retirada foi aprovado em 25 de outubro de 2004, num tom que ridicularizou seus adversários, o então primeiro-ministro Ariel Sharon disse: "Dizem-me que a retirada [de Gaza] será interpretada como uma retirada humilhante, levará a um aumento nos ataques terroristas e apresentará Israel como uma potência em declínio. Eu rejeito categoricamente esta afirmação. "










Em seguida, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, não tinha dúvida na época que o movimento era "necessário e correto, e vai aumentar a segurança para os cidadãos israelenses". Meir Sheetrit, que era ministro de habitação e construção no momento, rejeitou as alegações por aqueles que acreditavam que a mudança ameaçaria cidades e vilas próximas da fronteira com Gaza e que Israel estava "fugindo do terrorismo". Sheetrit respondeu, dizendo: "Eu nunca ouvi uma afirmação mais ridícula."


Apartamento em Kiriath Malahy onde 3 israelenses foram mortos por foguete lançado de Gaza na quinta-feira.


Sete anos mais tarde, quando o debate público sobre o ritual do Sul é quase tão frustrante como a situação em si, há um silêncio ruidoso sobre a ligação entre os pecados passados e a situação atual.





Não há coincidências no Oriente Médio, que nunca foi tão "antigo" como agora. O Hamas tomou o controle de Gaza após o momento em que os soldados israelenses e os colonos foram desengatados de lá. O arsenal do inimigo tem crescido a níveis sem precedentes e insondável - dezenas de milhares de fuzis, foguetes e mísseis que atualmente ameaçam o sul do país e o centro, e até mesmo mais ao norte. Sem falar na ameaça dos milhares de foguetes iranianos do Hezbollah acumulados no Líbano.









Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv.

Esta situação é o resultado de uma razão simples e descomplicada: As Forças de Defesa de Israel não estão lá para impedir. Quando Gush Katif existia em Gaza serviu como uma zona de segurança para o sul. Em seus últimos anos de existência  os colonos de lá foram vítimas de mais de 6.000 foguetes Qassam e morteiros. Sderot também esteve sob o fogo em seguida, mas muito menos do que agora, e mísseis Grad não atingiam Ashkelon, Ashdod, Beersheba, Gedera ou Kiryat Malachi. E, há poucas horas, chegaram a Tel Aviv


O mundo civilizado precisa ver o volume de dólares "despejados" pelo terror palestino através de foguetes e sofisticadas estruturas de lançamento, valores financeiros que deveriam ser aplicados para o bem estar do povo de Gaza.

A visita do primeiro-ministro egípcio Hisham Kandil a Gaza, e seu cinematográfico
abraço no terrorista Ismail Haniyeh, de nada ajudará a pacificação da região.
O Egito declarou que apóia a "resistência palestina".



Em entrevista à CNN, na segunda-feira passada, o presidente israelense, Shimon Peres, promete parar os foguetes a partir de Gaza usando todos os meios possíveis. “Se o Hamas quer que as mães de Gaza durmam ao lado de seus bebês eles também têm que deixar as mães judias fazerem o mesmo”, afirmou o presidente Shimon Peres à CNN na segunda-feira passada. 



Os terroristas de Gaza continuam atacando Israel com foguetes e mísseis, apesar de um cessar-fogo anunciado. O sistema Domo de Ferro interceptou um míssil Grad em Ashdod e três outros foguetes explodiram em áreas abertas. O Hamas concorda com "uma permissividade para matar", disse Peres. 


Sistema Domo de Ferro

"Se eles querem viver suas vidas corretamente e servir a seu povo, eles não podem permitir que atirem e matem nosso povo. Eles tem que pagar para que as mães tenham uma noite de sono, pois elas ficam acordadas para tomar conta de seus bebes, para que eles não sejam atingidos por foguetes. Nenhum país do mundo permitiria isso." Completou. 

Perguntado sobre como Israel vai responder, Peres respondeu: " Vamos tentar pará-los com todos os meios que pudermos. Eles pensam que somos indefesos. Temos o cuidado de respeitar a vida humana e devemos fazer. Mas se eles querem que as mães de Gaza durmam à noite, eles devem entender que as mães judias também querem dormir com seus bebês." Completou.




Israel poderá mobilizar até 75.000 reservistas, segundo a imprensa local, no que seria mais uma indicação de que uma invasão terrestre a Faixa de Gaza pode estar perto de ocorrer. O governo autorizou a convocação depois de uma reunião em Tel Aviv do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, composto pelos nove principais ministros.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, já havia aprovado anteriormente a ampliação do número de convocados para mais de 30.000, depois que foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza caíram perto de Jerusalém e Tel Aviv.

Fonte Rua Judaica/Veja/Cafetorah.com