Mostrando postagens com marcador PT corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PT corrupção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, junho 15, 2017

Miriam Leitão e a Síndrome de Estocolmo da Globo



por Flávio Morgenstern, 



Miriam Leitão foi insultada por militantes do PT. Do mesmíssimo PT que Miriam Leitão tanto elogia. É a típica Síndrome de Estocolmo.



O filósofo e matemático alemão Gottlob Frege carrega em sua filosofia algo que explica à perfeição o ocorrido com a jornalista Miriam Leitão, da Globo News, em um vôo da Avianca, conforme seu relato no jornal O Globo. Trata-se da confusão costumeira entre sentido (Sinn) e referência (Bedeutung).

Certos discursos que inculcamos em nosso linguajar podem fazer um certo sentido interno ao que nós estamos dizendo. Por exemplo, se nos julgamos contra a exploração e a opressão (e quem não se julga?), nosso pensamento, para fazer sentido, precisa trabalhar no sentido de evitar ambas as coisas.

No entanto, fora do reino do mero discurso, e noves fora as contradições internas que podem fazer um discurso deixar de fazer sentido por si, quando o que dissemos precisa ter uma referência externa na realidade, será que conseguimos transubstanciá-los de fato naqueles partidos ou políticos que não exploram e não oprimem? Ou não sejam corruptos, ou defendam o mesmo que o povo defende?

Miriam Leitão, como boa parte do staff atual da Rede Globo, foi perseguida durante a ditadura. Suas idéias sobre feminismo, programas sociais, aborto, cotas, política fiscal, democracia ou qualquer tema polêmico à escolha do freguês têm chance de serem, 9 de cada 10, idênticas às do PT. Tal como vários jornalistas da Globo News, do jornal O Globo ou de qualquer parcela jornalística da Rede Globo, a visão de Miriam Leitão é progressista e “social”.




No entanto, o PT trata a Globo como um poço de reacionarismo, como se as novelas da Globo louvassem a Igreja Católica ou o protestantismo weberiano, como se a emissora estivesse empenhadíssima em um livre mercado laissez faire absoluto, como se a visão dos jornalistas da Globo fosse pró-Partido Republicano (e pró-Trump) e pró-Tories, como se a Globo odiasse o PT e estivesse desde O Rei do Gado martelando no Jornal Nacional e no imaginário coletivo das novelas e das celebridades que o MST é violento, que as drogas devem ser proibidas, que aborto é assassinato de crianças, que a sexualidade precisa conter freios, que a família é mais importante do que o Estado ou prazeres secundários.

Ou seja: até mesmo ignorando se o discurso interno do PT faz sentido (se seu modelo econômico é bom, se é honesto, se joga limpo, se tem alguma vantagem sobre outros partidos etc), há uma falha de referência, como oposto por Gottlob Frege: a Rede Globo que o PT descreve é a mesmíssima Rede Globo de 1965, como se ela não tivesse mudado uma vírgula de sua linha editorial daquela época até hoje.

O PT, com uma visão parada no tempo há meio século, acredita que Malhação é uma novela sobre estudo e disciplina, que o Videoshow é um programa sobre os valores morais das celebridades, que Fátima Bernardes fala sobre música erudita e educação escolástica, que Amor & Sexo é sobre castidade e fidelidade, que as novelas são sobre família, tradição e propriedade privada, que o BBB pariu Jair Bolsonaro.

O pior: o PT, ou qualquer professor de História clichê no país, acredita que foi o único a perceber que a Rede Globo, digamos, é ruim, e portanto, é direitista (afinal, na época em que nossas avós estavam com seus 20 e poucos anos, a Globo apoiou a ditadura). É uma dissonância da realidade que, antes mesmo de se analisar o sentido de seu discurso (se a esquerda é mesmo boa, se a direita é esse poço de tortura e abatimento de crianças etc), tem um referencial insanamente oposto à realidade.

Não é só Miriam Leitão: a Rede Globo inteira hoje incensa o PT, comprou o discurso “Fora Temer” com uma velocidade impressionante (vide a trapalhada de Lauro Jardim, que vendeu o áudio de Joesley Batista como uma “prova cabal” contra Temer, no que foi repetido roboticamente por todos os petistas do país, quando o revelador áudio não é tão cabal assim), enquanto chamou por meses a fio as manifestações contra Dilma e o PT de “protestos contra a corrupção”.

Miriam Leitão, diga-se, tem uma fundamental divergência com o PT: o desastre econômico. Não é, não quer ser, se ofenderia se fosse chamada de liberal ou de (horresco referens) conservadora. Não cansou de elogiar o PT, até mesmo quando o partido não merecia elogio algum (naquela velha litania de “o PT manteve nossa economia de 2% ao ano ‘nos eixos’, então merece aplausos”, que não convence senão quem se informa pela própria Globo). Seus valores, diga-se, estão incrivelmente mais próximos do PT do que de um DEM, PSC, NOVO ou qualquer partido com nítido viés anti-esquerda.

Mas, como o PT ainda tem referências da década de 60, como o PT ainda fala em ditadura (sic), ainda fala de privatização com nojinho (ZZzzzz), ainda está lutando contra o “neoliberalismo” (!) e ainda acha que não tem voz na mídia, que toda a elite está contra ele, naquele surrado discurso determinista de luta de classes que acha que ricos são ultra-capitalistas e pobres são revolucionários por força de classe, e não que isso seja uma ideologia panacona que se contradiz tão logo um mauricinho a pronuncie após aprendê-la para o vestibular num cursinho de R$ 2 mil de mensalidade.




Malgrado seu, tanto Miriam Leitão quanto boa parte do staff da Rede Globo, com as prováveis únicas exceções jornalísticas de William Waack e Alexandre Garcia, sofrem da Síndrome de Estocolmo: não é de hoje que passaram a defender a esquerda, não exatamente por economia (ao contrário do que brasileiro pensa) ou por consonância ao método da velha esquerda (sindicato, revolução armada etc), mas por progressismo, politicamente correto e globalismo (sexo conta muito mais do que política ou economia). Em troca, recebem o mais profundo desprezo e nojo da esquerda, que não pesquisa e nem reflete sobre algo nem mesmo que todo o seu esforço seja apertar o controle remoto e assistir passivamente por 5 minutos.

Quando delegados do PT atacam Miriam Leitão, estão se suicidando, comprando uma briga com uma emissora de quem só receberam afagos em tempos recentes. Quando a Rede Globo, e mesmo Miriam Leitão, defendem a esquerda com sua Síndrome de Estocolmo, estão também se suicidando: o povo sempre desconfiou da Globo da boca pra fora, mas votou em seus candidatos. Desta vez, seus programas estão perdendo em audiência para A Praça é Nossa ou novelas bíblicas da Record.

É uma falha de referência de ambos os lados, e isso porque ambos os lados também têm falha de sentido.




Em seu relato sobre o vôo da Avianca, Miriam Leitão confessa que “não é inimiga do partido” (quem pode não ser inimigo do PT, hoje?). Escreve: “Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas”, confessando um wishful thinking em crer no ouro de tolos da produção artificial de riqueza petista. E ainda alivia: “Não acho que o PT é isso”. Quem é realmente contra o PT sabe bem que o PT não apenas é isso: hoje, é apenas isso.



------------------------------------------------------


(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

Fonte: sensoincomum.org

quinta-feira, abril 07, 2016

Bolivar Lamounier pede a Janot a Prisão de Lula por compra de votos.




Bolivar Lamounier pede a Janot a Prisão de Lula por compra de votos.





SR. PROCURADOR:
Valho-me da presente para encarecer a necessidade de uma intervenção urgente e enérgica por parte de Vossa Excelência no sentido de coibir a compra de votos de deputados federais orquestrada e conduzida pelo Sr. Luís Inácio Lula da Silva.

Praticada às escâncaras, em plena luz do dia, sem qualquer disfarce ou rebuço, a referida ação vem sendo amplamente noticiada pela imprensa de todo o país, não faltando sequer a informação do locus faciendi escolhido pelo ex-presidente: o hotel Golden Tulip, em Brasília.

Que se trata de uma prática criminosa, não há dúvida. Faz apenas três anos que o Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Penal 470, o chamado “mensalão”, cujo objeto era exatamente o mesmo: a compra de consciências e votos de congressistas. Daquele julgamento resultou a prisão de vários integrantes da “organização criminosa” que a concebeu e perpetrou, alguns dos quais continuam detidos. Não há como ignorar que o famigerado “mensalão” aconteceu durante o período presidencial do Sr. Luís Inácio Lula da Silva.

Como bem sabe Vossa Excelência, os antigos “coronéis” do interior nordestino tornaram-se conhecidos como os grandes vilões de nossa história política. Mas, justiça seja feita, por execráveis que fossem suas ações de aliciamento eleitoral, eles as praticavam com recursos próprios, não com cargos e verbas públicas, como ocorre atualmente nas dependências do mencionado hotel brasiliense.

A imperiosa necessidade da intervenção de Vossa Excelência encontra-se pois claramente configurada, de um lado, pela jurisprudência do STF, firmada em conexão com Ação Penal 470 e possivelmente com outras mais; do outro, pela alta conveniência – reforçada pela proximidade da votação inicial do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara Federal- de impedir o prosseguimento da prática delituosa em curso, implicando inclusive a detenção preventiva de seu autor.

Sem outro particular, reitero-lhe nesta oportunidade os meus votos de elevada estima e apreço.
Respeitosamente,
Bolívar Lamounier

Perfil no Facebook - 
Perfil no Twitter

PP se mantém na base de Dilma, mas libera dissidentes para votar no impeachment.















Presidente do partido desautoriza negociação de cargos; grupo cobra reunião do diretório
por Evandro Éboli , Simone Iglesias e Isabel Braga







BRASÍLIA - Horas antes do início da leitura do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na comissão do impeachment pedindo o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), anunciou nesta quarta-feira a permanência do partido na base aliada. Ele disse que "mais de 40” dos 57 deputados e senadores progressistas concordam com a manutenção do apoio à Dilma. Os demais, afirmou, estão liberados para votarem a favor do impeachment. A informação foi antecipada pelo colunista Ilimar Franco do blog Panorama Político.


No entanto, parlamentares do PP que defendem o rompimento da legenda com o governo divulgaram depois uma nota em que cobram a realização da reunião do Diretório Nacional para decidir sobre a questão. Na nota, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) diz que 22 deputados e 4 senadores assinaram o documento de convocação da reunião do Diretório Nacional e afirmam que a reunião feita na manhã de hoje não valeu para essa finalidade.

" Nós temos que deixar bem claro que o que nós estamos aguardando é a marcação de uma reunião do Diretório Nacional, de maneira extraordinária, porque conseguimos mais de um terço de assinaturas, conforme prevê o estatuto, para que ela seja convocada e decidir a permanência ou a saída do governo”, disse Jerônimo. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) contestou o levantamento interno apresentado por Ciro, de que mais de 40 dos 57 deputados e senadores da sigla não concordam em romper com Dilma. “A avaliação do presidente está equivocada. A votação do impeachment traduzirá isso muito claramente. Ele não terá os votos que está dizendo que tem a favor do governo”, disse Lopes.

Mais cedo, Nogueira anunciou o cancelamento da reunião da direção partidária com as bancadas da Câmara e do Senado que estava marcada para a tarde desta quarta-feira.

— A tendência pelo rompimento só existiu na cabeça de alguns (...) Não vamos repetir o mesmo erro do PMDB — ironizou o dirigente.

Ciro disse que, apesar de se manter na base de apoio, os progressistas não estão autorizados a negociar ministérios e cargos com o Palácio do Planalto.

— Não vamos mais discutir rompimento com o governo até o final da votação do impeachment. O PP não negocia nenhum cargo, nem assume nenhum cargo até o fim desta votação. Nenhum membro do partido está autorizado, nem mesmo o seu presidente, a discutir a participação no governo Dilma ou num eventual governo Temer. Não deixamos a menos margem para essa discussão — afirmou.



No entanto, disse Ciro, as negociações ocorrerão após a votação do processo de impeachment no plenário da Câmara:

—.Isso é natural, se fazemos parte da base, é natural indicarmos membros. É a coisa mais natural do mundo. Em qualquer lugar do mundo onde há governo de coalizão é assim que funciona.

Na nota, os deputados repudiam o anúncio feito pelo presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira (PI), de que,por maioria, o PP decidiu permanecer na base do governo Dilma.

Levantanto do GLOBO com os 65 integrantes da comissão mostra que o cenário ainda é imprevisível e que a disputa é voto a voto. Ainda faltam orientações partidárias e posições vêm sendo alteradas com a atuação do governo sobre algumas legendas, mas a oposição já reúne 30 votos a favor do afastamento de Dilma e está a três de formar maioria. Precisa, para isso, ganhar adeptos entre os 17 deputados que se declararam indecisos. Outros 18 se manifestaram contra a continuidade do processo

Fonte: O Globo

7 de Abril - Dia Mundial da Saúde.






Podemos comemorar algo, no pais que vem sendo assaltado desde janeiro de 2003?




terça-feira, dezembro 15, 2015

Jornal Nacional contra o Brasil.







João Cesar de Melo(*)





O povão não lê a Folha de São Paulo, nem o Estadão, nem o Globo porque cada exemplar custa o preço de uma passagem de ônibus. Se não tem dinheiro para jornal, obviamente não tem dinheiro para assinar a Veja, ou a Época, ou a Isto É, ou a Piauí. O povão não lê os tantos blogs sobre política e economia que excitam a classe média porque não têm tempo para isso. Não acompanha a Globo News ou a Band News porque trabalha o dia todo. Não assiste o Willian Waack no Jornal da Globo porque o programa vai ao ar tarde demais. O povão tira suas conclusões a partir do que assiste no Jornal Nacional. O Jornal Nacional é a principal fonte de informação da maioria dos brasileiros.


Por muito tempo, não me deixei contaminar pelo frenesi anti-Globo porque sempre respeitei que os meios de comunicação privados tivessem seus posicionamentos em relação aos mais diversos temas. Não me deixava contaminar pelo frenesi anti-Globo porque, mesmo discordando da maioria de suas inclinações, eu reconhecia que a emissora prestava algum serviço público em suas novelas ao abordar temas como transplante de órgãos, câncer de mama, síndrome de down, autismo, racismo, homofobia, religião etc. A verdade é que a Globo contribuiu mais para algumas causas do que todas as iniciativas do governo até hoje. Porém, por trás dessa verdade existe outra verdade. Uma verdade dolorosa. Uma verdade vergonhosa. Uma verdade que vem se transformando num imenso absurdo através do Jornal Nacional.


Estamos num dos momentos mais delicados da história do Brasil. Excluo, só por um momento, a degradação da política brasileira. Refiro-me, nesse texto, apenas ao eminente colapso econômico. Uma situação que interfere diretamente na vida de todo cidadão, principalmente na vida dos mais pobres. Pessoas comuns estão perdendo empregos. Pessoas comuns estão perdendo clientes. Pessoas comuns estão perdendo suas únicas fontes de renda. Os salários de pessoas comuns estão sendo corroídos por uma inflação que sabemos que é muito maior do que o anunciado.


Até uma semana atrás, o Jornal Nacional noticiava tudo isso. Noticiava a duplicação do índice de desemprego e da inflação em um ano. Noticiava que o Brasil perdeu 3% de seu PIB no mesmo período. Noticiava o resultado das pesquisas que indicam o pessimismo do comércio, da indústria, do mercado financeiro e até da dona de casa. Até uma semana atrás, o Jornal Nacional noticiava o desmoronamento da economia brasileira. Parou de noticiar desde quando foi aceito o processo de impeachment contra Dilma.


Desde então, o Jornal Nacional atua como advogado de defesa do atual governo. Reproduz os discursos de Dilma até três vezes num mesmo noticiário. Destaca os aplausos dos militantes petistas, as desculpas esfarrapadas de seus líderes e as falas ultrajantes de Lula. Ontem a noite, o telejornal noticiou que uma manifestação da CUT em favor de Dilma, no Rio de Janeiro, contou com 10 mil pessoas, sendo que as imagens aéreas mostravam que não havia nem um décimo desse número.


As poucas entrevistas com pessoas que pedem o afastamento de Dilma foram editadas com o cuidado necessário para que nenhum argumento fosse exposto de tal forma que um telespectador mais humilde pudesse compreendê-lo. Não foi feita uma única entrevista com os Juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment. O Jornal Nacional não mede esforços para fazer o povão acreditar que o processo de impeachment é obra de Eduardo Cunha, cria situações para mostrar os membros do governo dizendo que tudo não passa de um golpe do PSDB, “inconformado com o resultado das urnas”, oferece todo o espaço necessário para o governo dizer que Dilma resolverá a crise que ela mesma criou.


Desde que o pedido de afastamento de Dilma foi aceito, o maior telejornal brasileiro não se deu trabalho de explicar a relação entre a irresponsabilidade fiscal dos últimos anos com a atual crise econômica. Se o Jornal Nacional tivesse um mínimo de honestidade jornalística, repetiria todos os dias o seguinte: O desrespeito da Lei de Responsabilidade Fiscal pode levar o governo a ficar sem dinheiro para pagar os salários de servidores e pensionistas. Não diz isso porque sabe que, dessa forma, o povão entenderia perfeitamente os crimes que recaem sobre Dilma.


O Jornal Nacional não se importa que um possível arquivamento do pedido de impeachment significaria um duro golpe na moral dos brasileiros – o povo que grita “Fora Dilma” sendo obrigado a ver o desejo dos partidos da extrema-esquerda brasileira prevalecer.


Então, eu me lembro de que, dois dias atrás, num mesmo bloco foi noticiada a “vitória da oposição” na Venezuela e a vitória da “extrema-direita” na França, com direito a carinha de nojo do Willian Bonner. Isso é a Globo. Isso é o Jornal Nacional. Sempre dando conotação pejorativa a tudo o que não é esquerda. Evitando ao máximo relacionar o chavismo com extrema-esquerda. Esforçando-se ao máximo em impedir que as pessoas correlacionem o colapso econômico na Venezuela com as ideias socialistas. Fazendo o diabopara que o telespectador não se dê conta de que o PT é um partido de extrema-esquerda e que desde que assumiu o poder tenta impor sua própria revolução bolivariana.


A verdade: A Rede Globo se tornou o maior veículo de publicidade do socialismo.


Continuo defendendo que todas as empresas privadas de comunicação tenham liberdade para tomar partido sobre qualquer assunto, mas espero que os brasileiros um dia enxerguem a cumplicidade do Jornal Nacional no verdadeiro golpe que está em curso, o golpe do PT contra o Brasil.


A Rede Globo, através do Jornal Nacional, está ajudando o PT a rasgar a Constituição do Brasil. Está tentando tirar de 200 milhões de cidadãos o direito de punir um partido que vem a 13 anos dilapidando a economia do país.


(*)Arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro “Natureza Capital”.



sábado, dezembro 12, 2015












Quem é Cunha.
por William Uchoa







Não sei, mas sei quem é o PT e o que fizeram em todos os últimos verões passados quando se depararam com um inimigo político que tenha ameaçado sua hegemonia: a velha e cansada, mas eficaz, tática do assassinato de reputações. 

Não estou defendendo Cunha, mas muita gente boa está acreditando piamente nas “provas” fornecidas por um sistema bancário que recebe depósitos de nazistas e da KGB e considerando como favas contadas a culpa de Cunha. 

Não sabem que a esquerda mundial é um movimento que ajuda os companheiros em dificuldade? 




O Brasil mesmo é um exemplo disso: quanto dinheiro do BNDES foi para regimes comunistas amigos? Todos os governos europeus estão nas mãos de esquerdistas, então fica fácil o sistema bancário suíço vir com “provas irrefutáveis” contra Cunha. 




Os tempos atuais estão mostrando que as bruxarias esquerdistas estão perdendo seu poder de enganação e o que vemos são os povos acordando da longa idade das trevas e da mediocridade do Foro de São Paulo (vide eleição de um conservador na Argentina, oposição venezuelana impondo derrota humilhante ao chavismo nas eleições legislativas e aqui na antiga Banânia (até as manifestações de 2013), hoje Brasil verde e amarelo, o ambiente irreversível que proporcionou a abertura do processo de impeachment. 




Quem viver verá.

sexta-feira, agosto 21, 2015

Manifestações Pró Dilma, mais uma farsa do PT.












O que nas redes se chamou de #MarchaDaMortadela ou #MortadelaDay, não passou de
mais um embuste do partido que curiosamente tem um nome que nada tem a ver, hoje, com a realidade. 

O Petê é sem dúvida um partido de trabalhadores que nunca trabalham, já que podem se dar ao luxo de em plena quinta feira, um dia útil, transformar as cidades num inferno para quem precisou trabalhar; de estudantes que eventualmente vão às Universidades para algo que não seja badernar e de intelectuais (leia-se intelequituais) que não pensam. 






Veja o que eles disseram durante o ato do PT em Belo Horizonte:



quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Escolas de samba: a inegável simbiose com a criminalidade e a imoralidade.








Escolas de samba: a inegável simbiose com a criminalidade e a imoralidade.

por Paulo Henrique Cremoneze (*)





Peço desculpas pelo texto longo (para os padrões de uma rede social e escrevo pautado em fatos, não no gosto pessoal, refratário ao carnaval, ao samba e as escolas de samba).

Pois bem:

Eu nunca comento nada sobre carnaval e desfiles de escolas de samba porque não curto um e acho muito chato e sem graça os outros.

Destaques da Mocidade Independente de - pasmem - Padre Miguel


Limito-me a respeitar o gosto alheio, por mais que não comungue dele, afinal não tenho a primazia do bom gosto e a acidez nesse quesito nada mais seria do que um esnobismo arrogante eivado de tosco sentimento de pseudo superioridade cultural.

Mas, abro exceção.

Isso porque muita gente demonstra indignação pelo fato de a escola vencedora deste ano ter sido patrocinado por um ditador africano.




Lembro que, anos antes, salvo engano, Chavez também patrocinou uma escola de samba.

Hugo Chavez na Unidos de Vila Izabel


Lembro que TODAS as escolas têm em seus quadros, oficial ou oficiosamente, benfeitores vinculados ao narcotráfico, ao contrabando de armas de fogo e ao jogo do bicho.

Lembro que muitos dos seus membros são membros de organizações criminosas.

Lembro que as "comunidades" que as compõem não se pautam exatamente pelos valores morais fundamentais e não são exemplares e retas suas condutas cotidianas.

Lembro que todas recebem subsídios dos Poderes federal, estadual e municipal (os dois últimos do Rio de Janeiro), supostamente por atraírem recursos turísticos, sendo que as contas precisas do suposto retorno nunca foi exibida ao público em geral.

Lembro que alguns comportamentos imorais reverberados na sociedade em geral nasceram nos desfiles de escolas de samba, fomentadoras que são da vulgaridade populista, tão sequiosamente desejada pelos políticos venais.

Lembro que quase todos seus membros são favelados e parecem não se incomodar com isso. Se os recursos e os esforços despendidos ao longo do ano para um mero desfile de samba (sempre de gosto duvidoso e nenhum retorno cultural, salvo a "glória do efêmero") fossem empregados nos redesenhos das favelas, essas chagas expostas do caldeirão urbano carioca seriam cicatrizadas e o conceito de "comunidade" deixaria de ser mero eufemismo para ser algo concreto, aí sim alçando o Rio de Janeiro à condição (por enquanto um "ufanismo de oportunidade") de uma das vinte cidades grandes mais bonitas do mundo. Nenhuma cidade com tantas favelas pode ser realmente bela, seja aos olhos, seja ao plano moral.

Enfim, com tantas lembranças, há o que se espantar no patrocínio de um ditador sangrento e de viés socialista?

Imoralidade atrai imoralidade, simples assim!

(*) Paulo Henrique Cremoneze é advogado

sábado, fevereiro 14, 2015

Nosso desembarque na Normandia.


















Nosso desembarque na Normandia.





Vi de madrugada um filme antigo, The Longest Day. Tipo John Waine fazendo um capitão heroico que comanda soldados americanos na invasão da Normandia. Uma patriotada, financiada pelo Departamento de Estado americano em tempos de guerra - muitos tiros, explosões, mortos. O filme mostra que enquanto as forças aliadas vinham para o ataque, lotando mais de mil navios, do lado adversário o oficialato alemão discutia onde teoricamente poderia acontecer o aguardado desembarque. 


E é aí que a coisa pega. Hitler tinha deixado em reserva os seus tanques, sem saber onde realmente aconteceria o impacto da invasão. Só ele poderia dar sinal verde para a mobilização daquela artilharia pesada. Quando os oficiais nas fortificações de praia detectam os inimigos vindo, telefonam pedindo ao estado maior que libere os panzer. Mas os militares, do outro lado da linha se negam a fazer isso, explicando que temiam acordar o fuhrer, ele havia tomado um sonífero. E enquanto Hitler dormia, ia perdendo a guerra. 


Façamos uma comparação. A força de desembarque é o PT. Nós, o povo, somos o estado maior alemão. Os do PT vem na sanha de ganhar espaços, bombardeando com tudo, quase livremente. E o que fazemos nós? Nada, esperamos algum líder despertar. Estamos loucos? Desse jeito, ficando imobilizados, perdemos nosso resto de liberdade, nossa dignidade e até a vida. A guerra, enfim. Vamos acabar como território ocupado. Nossa única chance é reagir, ir para a rua e fazer manifestações, greves, parando tudo. Não esperar mais ninguém, nenhum Salvador Da Pátria. Ele, ou eles, estão demorando demais. 


Chega de esperar as Forças Armadas ou os políticos discurseiros. Temos que tomar a iniciativa, sem medo de black blocs, eles também vão se ferrar. Chegou a hora H de disparar todas as armas que tivermos nas mãos - por enquanto metaforicamente. E os políticos da dita Oposição virão depois para recolher os frutos de nossa revolução, tudo bem, é da natureza deles agir assim. O que acontece hoje na Venezuela é nosso espelho, amanhã. 


Que venham haitianos, guerrilheiros das Farc, forças venezuelanas, “camponeses” do MST, mercenários de todas latitudes e longitudes, toda a bandidalha arregimentada. Vamos soltar os cachorros. Temos que arrancar o PT do poder à força de boticão. Reagir é nosso destino e devemos abraça-lo como a um amigo. O Kissinger disse, certa vez, que metal só se dobra quando quente. Então vamos esquentar o metal da Pátria. E torcer o pescoço do PT, até ele não respirar mais. 
VAMOS PARA A RUA!!!

quinta-feira, julho 17, 2014

Felipão, o professor de gestão de Dilma.









por José Nêumanne(*)


Técnico e presidente usaram pátria, hino e bandeira para chutar a vida real para escanteio.



Dilma Rousseff disse, em 1.º de julho de 2013, que seu governo tinha o “padrão Felipão”, em resposta a uma pergunta sobre se seus ministros tinham “padrão Fifa”. Referia-se ao ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari após reunião ministerial depois da vitória sobre a Espanha por 3 a 0 no Maracanã, onde ela seria vaiada várias vezes domingo, na final da Copa, antes e ao entregar a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm. A comparação tinha sido feita na temporada de protestos nas ruas em que o povo exigiu “padrão Fifa” para a gestão pública federal, nada exemplar. Apesar de ter escolhido o treinador como modelo, ela não foi entregar a Copa das Confederações ao time que ele treinou. Um ano e 13 dias depois, tendo o mesmo time sofrido hecatombes inéditas nos jogos finais da “Copa das Copas”, ela o relegou ao ostracismo para se refugiar no verso de um samba de Paulo Vanzolini (“levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”) e na criatividade (“a derrota é a mãe de todas as vitórias”).


Dilma não atuou na seleção nem a treinou. Não é também dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas não resiste a recorrer ao dito esporte bretão para parecer simpática. Nascida em Minas, comemorou a conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro em 2013 em redes sociais. “Congratulo (sic) com toda a torcida do Atlético pela conquista do título. Eu sou torcedora do Atlético e, quando criança, ia com meu pai a muitos jogos do Galo no Mineirão”, postou. Não faltou quem nos mesmos veículos lembrou que 1) como nasceu em 1947, tinha 18 anos e, portanto, não era criança, quando o estádio foi inaugurado; e 2) que o pai morrera em 1962, três anos antes de sua inauguração.

Consta que Clio, a deusa da história, é irônica. Pelo visto, os deuses do futebol também. Em 8 de julho o estádio foi palco da derrota mais humilhante que o Brasil sofreu na história, ao perder de 7 a 1 na semifinal da Copa. Dela o técnico saiu como padrão de incompetência, e não de excelência.

Nenhum torcedor dotado do mínimo de bom senso teria apostado pesado no time de Scolari na Copa: ganhou da Croácia com a ajuda do juiz, empatou com o México contando com muita sorte e ao vencer Camarões passou para as oitavas de final contra o Chile, e não contra a Holanda, por absurdos erros do árbitro, que anulou dois gols legítimos dos mexicanos no jogo de estreia contra os africanos. A trave nos últimos segundos da prorrogação e no último pênalti carimbou o passaporte para as quartas de final contra a Colômbia, que nunca foi páreo para a canarinha nos melhores momentos dela e nos piores desta. O Brasil ficou entre os quatro melhores com a ajuda da sorte e de apito amigo.

Mas na véspera da semifinal contra a temida Alemanha a presidente resolveu apostar todas as fichas de chefe de governo e de Estado e de candidata à reeleição no “padrão Felipão” de excelente gestão. A página oficial da Presidência da República na internet, usada na campanha eleitoral com uma sem-cerimônia só comparável à do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao desconhecer o fato, divulgou sua “conversa” com internautas sobre a Copa. Chamou os adversários de “urubus”, condenou o “pessimismo indevido” de um sujeito oculto chamado imprensa, vulgo “mídia golpista”, e adotou como mascote de palanque o craque Neymar, cuja dor, ao ser atingido por um jogador do time que fora menos violento do que o Brasil no jogo, segundo ela, “feriu o coração de todos os brasileiros”. Para completar, sem se dignar a explicar o significado do gesto nem da expressão, copiou do astro do Barcelona o “é tóis”, paródia criada por ele para o “é nóis” dos corintianos, com a letra T formada pelos braços e pelo cotovelo. E enquanto a torcida lhe fazia eco gritando o nome do ídolo ferido, os alemães impingiram à seleção mais campeã das Copas a pior goleada em semifinais do torneio.

Felipão, fiel a seu padrão de embromation, mal consumado o desastre, elogiou o próprio trabalho, lembrando que seu “grupo” – sua “família”, ou seja, as vítimas de suas doses patéticas de autoajuda – foi o primeiro a chegar a uma semifinal desde a Copa em que ele mesmo treinou o time campeão, em 2002, há 12 anos. O auxiliar técnico Carlos Alberto Parreira comprometeu o respeitável currículo de campeão mundial de 1994 lendo na entrevista a carta de uma fã que elogiou a preparação do time de um esporte cujos fundamentos ela própria dizia desconhecer.

Antes de o “padrão Felipão” ser submetido a outro vexame na disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda na arena Mané Garrincha, com o nome de um gênio do tempo em que nosso futebol tinha cara e vergonha, os bombeiros do Planalto correram para salvar a chefe do incêndio. Descalçaram-lhe as chuteiras e ela pôs de novo o capacete de chefe de obras, para jogar espuma sobre a tentativa canhestra de barganhar o sucesso da seleção por votos na eleição. Apelaram até para o óbvio: “Futebol e política não se misturam”. Fez-se isso com desleixo idêntico ao de estropiarem a frase de Nelson Rodrigues “a pátria em chuteiras” por outra, que só adquiriu nexo após o vexame: “a pátria de chuteiras”. Dilma e seu professor (assim os pupilos chamam seus técnicos) usaram pátria, hino e bandeira para chutar a realidade para escanteio.

Dilma ainda contribuiu para o besteirol de político ignorante em esporte ao atribuir o chamado mineiratsen à exportação dos melhores jogadores nacionais para o exterior. O uso da palavra exportação, cabível para médicos cubanos, mas não para nossos craques, omite as evidências de que a seleção atuou em nível similar ao dos campeonatos locais por absoluta incapacidade de dirigentes que se recusam a aprender como se joga nos mercados que hoje vencem. E de governantes que perdoam as dívidas monstruosas acumuladas por estes bancando papagaios de pirata para ganhar votos, perdendo o pudor e as Copas.

(*)José Nêumanne. Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pág.A2 do Estado de S. Paulo na quarta-feira 16 de julho de 2014)

domingo, julho 06, 2014

Crea não garante segurança para obras da Copa em Cuiabá.




Crea não garante segurança para obras da Copa em Cuiabá
por Eliana Bess

Marcos Lopes/HiperNotícias
Viaduto da UFMT foi avaliado como uma das que mais apresentou falhas e uma delas são os desníveis de pilares e as vigas

“Com base na nossa experiência de vários anos atuando na engenharia, a baixa qualidade, pilares tortos, acabamento não muito bom são alguns itens visíveis. Não era para ser do jeito que está aí”, pontuou André Luiz Schuring engenheiro civil do Crea, se referindo às obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. 

Um exemplo de problema de obras da Copa é o viaduto da UFMT que, entre outras situações, foi erguido com diferenças entre pilares e as vigas. Outro diz respeito às caixas de passagem para cabeamento ou ligações de esgoto no canteiro central da Avenida da FEB em Várzea Grande, que estão fora do nível, mais altas.

Apesar de solicitado à Secopa, o Crea não conseguiu ter acesso a todos os projetos das obras executadas em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo. O único projeto que o órgão teve acesso foi do viaduto da UFMT, na Avenida Fernando Corrêa. Foram verificadas falhas na topografia, identificaram pilares errados sendo cada um de um tamanho. Por conta do surgimento dos problemas solicitaram à Secopa e ao projetista os documentos para análise. 

“Não posso afirmar que as obras não têm riscos, não fizemos a análise precisa do projeto, não sabemos o material utilizado ou sequer para que serviço a empresa foi contratada. Se tivesse feito, poderia me posicionar mais veemente. Mas é evidente que com o ocorrido em Belo Horizonte vão se acender as luzes em todos os Estados”.

Edson Rodrigues/Secopa
De acordo com Crea, maioria das obras da Copa do Mundo em Cuiabá não teve projeto apresentado para o órgão fiscalizador

Houve inclusive uma situação jurídica, por intermédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), para que os projetos fossem disponibilizados ao Crea. Na semana passada os documentos foram obtidos por meio de liminar concedida em mandado de segurança impetrado no início de junho. Entre eles, contratos, projetos e cronogramas de execução de obras. Segue agora, o trabalho de análise que conta com quatro técnicos do Crea empenhados.

Vale ressaltar que em março, o Crea entregou um relatório a Assembleia Legislativa onde apontava 11 obras com problemas relevantes, entre as 13 analisadas.

TRAGÉDIA EM BH
Na tarde desta quinta-feira (3) em Belo Horizonte um viaduto construído para Copa do Mundo, visando a passagem do Buss Rapid Transport (BRT), desabou por volta das 15h10 desta quinta-feira (03). Entre as vítimas, duas fatais e 19 gravemente feridas. Com a queda foram atingidos 2 caminhões, carro e micro-ônibus.

sábado, maio 31, 2014

Todo poder aos sovietes petistas.






por Alexandre Borges para o Mídia Sem Máscara.




Esse país de vocês ganhou um decreto realmente peculiar semana passada, o de nº 8243. Ele institui a “Política Nacional de Participação Social – PNPS” que tem como objetivo “consolidar a participação social como método de governo”.

A linguagem sinuosa e dissimulada do decreto é proposital, mas vamos traduzir: se você é um militante ou é um membro do Agitprop petista aboletado em algum agrupamento apelidado de “movimento social”, você passará a ter, oficialmente, poder político acima do cidadão comum e poderá influenciar diretamente, sem intermediários, (leia-se Congresso Nacional, por exemplo) a gestão do país.

A idéia é antiga e remonta ao paleolítico do comunismo. Desde a Primeira Internacional e da Comuna de Paris, em meados do séc. XIX, os comunistas desdenham do sistema republicano, com representantes eleitos, a tal democracia burguesa. As idéias de separação de poder de Montesquieu e da democracia representativa sempre foram consideradas empecilhos para a “democracia direta” ou plebiscitária, uma excrescência jacobina que sempre termina em barbárie.

A Atenas do séc. IV a.C. tentou uma forma de democracia direta, em que os julgamentos eram realizados por 500 “juízes” sorteados entre os seis mil cidadãos com plenos direitos políticos, que decidiam por maioria simples os casos do dia-a-dia. O resultado era uma cidade em que todos acusavam todos pelos motivos mais banais, com julgamentos realizados de maneira açodada e emocional, com vereditos diretamente influenciados mais pela eloquencia do orador do que pelo mérito da questão. A experiência ateniense e seus resultados desastrosos já deveriam ser suficientes para enterrar de vez a idéia jacobina de governar por plebiscitos. Mesmo o atual regime suíço, que muitos consideram um tipo de democracia direta, é uma experiência totalmente distinta e com diversas salvaguardas para que leis não sejam aprovadas no calor das emoções (e estamos falando de suíços, não necessariamente o povo mais emotivo do mundo).

A experiência mais emblemática desse tipo de grupamento não-eleito com poderes políticos são os “sovietes” ou conselhos operários, que ajudaram a criar as condições para a revolução russa em 1917. Instituídos em 1905 e festejados por Lênin como “expressão da criação do povo”, os sovietes chegaram a criar uma corrente do comunismo chamada “conselhismo”, uma oposição ao comunismo de estado, que acreditava serem os conselhos operários formas superiores de participação popular na política.

Com a revolução de 1917, os bolcheviques lançaram o lema “Todo poder aos Sovietes” e até a dissolução da URSS os sovietes eram considerados pilares essenciais do regime comunista.

Não se enganem, esse pessoal sabe o que está fazendo. Mais um mandato presidencial para o PT e esse país estará irreconhecível em 2018, podem anotar.