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terça-feira, janeiro 09, 2018

A falácia dos que não acreditam em esquerda e direita




por João Cesar Melo(*).




Luciano Huck utilizou o Domingão do Faustão para difundir a ideia de que “não acredita em esquerda e direita”, apenas em “pessoas de bem” e “boas ideias”.

Que lindo! Uma pessoa que apoia ideias e movimentos de esquerda, que trabalha como apresentador num canal de televisão descaradamente de esquerda e que ensaia se candidatar à Presidência da República por um partido (PSDB) de esquerda, diz que… não existe esquerda e direita!

Fazendo de conta que Luciano Huck é um ignorante qualquer, vou lhe dar algumas informações.

As coisas têm nomes. Uma faca é uma faca. Uma faca não é garfo ou colher. Facas servem para umas coisas. Garfos e colheres para outras. Por isso têm nomes diferentes. Cada doença tem seu próprio nome simplesmente porque cada uma tem causa e efeitos próprios.

As pessoas têm nomes. Elas são registradas com nomes diferentes para identificar a origem parental e para cada uma delas ser reconhecida de forma distinta na sociedade, afinal, elas são diferentes umas das outras.

Ideias também têm nomes. O nazismo alemão, o fascismo italiano e o socialismo soviético, chinês, cubano e norte coreano compartilharam as mesmas ideias de concentração de poder no estado e de combate aos direitos individuais, porém, ganharam nomes diferentes porque tiveram justificativas e procedimentos distintos.

Esquerda, direita, liberais e libertários são coisas diferentes e assim devem ser vistos.

A esquerda defende que o estado deve criar uma “nova sociedade” oferecendo um imenso leque de serviços públicos, controlando a economia, a imprensa, a educação e a cultura, dividindo a sociedade em classes e colocando os direitos individuais subordinados aos direitos coletivos.

A direita defende que o estado deve prover serviços básicos como saúde, educação e segurança sem intervir na vida privada, porém, atuando na preservação das tradições culturais e religiosas de um país.

Temos ainda os liberais, que defendem que o estado se restrinja à garantia da liberdade, da propriedade e da paz das pessoas. Para um liberal, cultura e religião – tampouco a sexualidade e a cor da pele das pessoas − não são assuntos a serem tratados pelo governo.

Libertários defendem a extinção do estado.

Sendo assim, estão alinhadas à esquerda todas as pessoas que defendem qualquer nível de intervenção estatal na vida privada – da proibição do porte de arma à patrocínios culturais, passando por programas sociais e econômicos.

Sim! É isso mesmo que você concluiu: todos os partidos atualmente com representação no Congresso são, na prática, partidos de esquerda. Sem exceção. Todos apoiam projetos que concentram poder no estado em prejuízo da autonomia individual. Todos defendem a principal ideia da esquerda: a de que o estado deve promover a justiça social.

Portanto, vivemos num país onde predominam as ideias de esquerda e é isto – nada além disto – que nos impede de ser uma sociedade melhor.

Luciano Huck disse: “não importa se é de direita ou de esquerda, não acredito mais nisso”. A intenção dessa frase, típica dos “isentões” do Facebook e da GloboNews, é a mesma de Fidel Castro à época em que buscava apoio americano para tomar o poder em Cuba. Castro não se dizia comunista. Ele se apresentava apenas como uma pessoa de bem que queria levar democracia e justiça social para os cubanos. O mundo, incluindo o governo americano, acreditou. Então, Fidel Castro tomou o poder e deu início a maior onda de violência de um governo contra seu próprio povo no continente americano, promovendo dezenas de milhares de prisões e assassinatos para implantar a ditadura socialista que vigora até hoje.

Lula construiu carreira política defendendo invasões de terra, estatização dos meios de produção, escolas e bancos, deixando bem claro que ele representava a esquerda. Foi assim que conquistou o apoio de sindicalistas, artistas e intelectuais. Para conquistar as massas, ele precisou mudar o discurso. Assim como Luciano Huck e qualquer “isentão” de nossos dias, Lula, em 2002, passou a rejeitar a “polarização esquerda/direita/liberais” dizendo que o importante é ter no governo “pessoas de bem com boas ideias” – como ele, claro.

Mas, afinal, o que a esquerda quer com isso?

Ela quer evitar ser alvo de uma análise ideológica e histórica, evitar que pessoas comuns correlacionem as ideias defendidas pela esquerda brasileira com as ideias implementadas no Leste da Europa, na China, na Coreia do Norte, em Cuba e na Venezuela. Quer evitar que as ideias de esquerda sejam correlacionadas ao petismo que afundou o Brasil na maior crise econômica e nos maiores escândalos de corrupção de sua história.

Retirando a identidade e a história das ideias, a esquerda dá a elas apenas um pai em determinado momento eleitoral. A “pessoa do bem” que pode salvar o Brasil. A promoção da “justiça social” por meio de programas econômicos e regulação do mercado deixa de ser a mesma ideia que levou tantos países à miséria e passa a ser apenas uma “boa ideia” que terá como pai alguém do PT, PSDB ou PSOL.

Poucos votariam num candidato declaradamente socialista, mas muitos ainda declaram a intenção de votar em Lula, aquele que governou em função de movimentos, partidos e ditaduras socialistas.

Se for difícil entender isso, faça um simples teste: pergunte ao seu amigo “isentão” como ele identifica uma pessoa que defende apenas algumas ideias do regime nazista de Hitler. “Nazista”, ele responderá. Depois, pergunte como ele identifica uma pessoa que defende apenas algumas ideias comunistas. Ele dirá tudo, menos que essa pessoa é comunista.

Quem se esforça em dizer que “não importa se é de esquerda ou de direita, mas se as pessoas e as ideias são boas” faz parte da estratégia da esquerda de ganhar o voto de todos, da esquerda, da direita e até de liberais inocentes.

É cretino o argumento de que é possível defender “algumas” ideias da esquerda e outras da direita ou liberais. As pessoas que dizem que o que importa são as pessoas e as ideias, não onde elas se encontram no espectro ideológico, não conseguem elogiar uma única ideia conservadora ou liberal. Não conseguem dizer que Cuba é uma ditadura e que o socialismo destruiu a Venezuela. Não conseguem sequer dizer que Lula deveria estar preso.

Luciano Huck é apenas mais um nome da esquerda em favor dela mesma. Mesmo que não se candidate a presidente, ele utilizará sua influência sobre as massas em favor do candidato que representa ideias socialistas, assim como faz a grande maioria dos artistas, jornalistas, “intelectuais” e, claro, do nosso colega “isentão”.

Luciano Huck é a Globo. A Globo é o megafone do socialismo brasileiro.


Ele não acredita em direita ou esquerda!
Nem em Saci Pererê?





(*)João César de Melo
http://www.joaocesardemelo.com/
Artista plástico formado em arquitetura, acredita no libertarianismo como horizonte e no liberalismo como processo, ateu que defende com segurança a cultura judaico-cristã, lê e escreve sobre filosofia política e econômica.
Fonte: ilisp.org

sexta-feira, novembro 17, 2017

Errando o alvo na mosca





por Beto Moraes(*).




No início dos anos 1990, minha irmã, então roteirista da Fundação Roberto Marinho, me convidou para ser seu assistente na lida sub-literária de escrever roteiros de teleducação e empresariais. Iniciou-se assim minha carreira na seara das letras plebeias, que durou mais de 20 anos. Graças a minha irmã, entrei na panela, e segui adiante por conta própria: conheci muita gente do meio artístico, ‘bacanas’ aos montes, e até mesmo tentei praticar a tal da ‘arte’. Cheguei a criar e escrever um seriado juvenil para a TV Cultura (Galera) e participei da roteirização de um longa de pegada popular (O Menino da Porteira), que foi visto nos cinemas por mais de um milhão de pessoas (Lei Rouanet, eu confesso, também pequei). O fracasso, no entanto, nunca me subiu à cabeça e minha carreira não foi adiante pelas minhas próprias deficiências e pela minha falta de tino sociopatológico (Thank you, Lord!). O ambiente é tóxico.

Dito isto, proponho, então, uma questão de natureza aritmética das mais simples, prosaica e nada artística: quantos artistas brasileiros e vacas sagradas da cultura brasileira (música, artes dramáticas, cinema) têm uma carreira internacional? Quantos gozam lá fora do prestígio e da intocabilidade crítica de que gozam (ops!) aqui? Resposta: nenhum. Zero, zero, zero. Por quê? Também é fácil responder. Porque lá fora não é essa terra de compadres que é a cultura nacional, com trocas de rapapés e tapinhas mútuos nas costas. Essa gente não sobreviveria em uma cultura competitiva, em que o mérito e a qualificação fossem atributos indispensáveis. As atrizes famosas daqui seriam eternas garçonetes lá. Nenhum artista do Olimpo artístico brasileiro, a Globo, conseguiu se instalar de fato na selva mortalmente perigosa que é Hollywood: The Industry. Todos que tentam, quebram a cara. Não me venham dizer que Rodrigo Santoro é um ator hollywoodiano de prestígio. Não é. Sua situação, longe de espetacular, é o máximo que os atores e atrizes conseguem imaginar de sucesso interncaional, o que só mostra o horizonte da mediocridade nacional. A Globo é o limite dessa gente. Por quê? Porque são muito ruins. Só servem para fazer telenovelas, que é um lixo. É o que servem, conscientes da má qualidade do produto, para o povo, que os sustenta com sua audiência, e ao qual devotam o mais supremo desprezo (retrógrados, religiosos fanáticos etc). Eu conheci atores e atrizes que não se envergonhavam de dizer que não viam o trabalho que haviam feito quando este era exibido na televisão. Não viam as novelas que faziam, nem para ver o resultado. A ambição do artista brasileiro não é fazer arte e sim ser famoso e fazer parte de uma turma, da panela do Projac. Uma amiga atriz me contou, que ao fazer um seriado televisivo global, começou a ser tratada por outros atores/atrizes globais, que desconhecia totalmente, como uma antiga amiga. Ela se sentiu mal, achou asquerosamente falso. Não sei como anda agora. Vai ver que se acostumou. Essa panela é nefasta, para eles mesmos e para o país. Todo mundo finge, principalmente eles próprios, que não se trata de um bando de medíocres. E são, todos. As exceções confirmariam a regra, se existissem. Não existem.

A vaca sagrada do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro, Dona Arlete, quando indicada para a categoria de melhor atriz, por sua atuação em Central do Brasil (Hollywood, cínico, se dá ao luxo de fazer essas concessões paternalistas aos países do terceiro mundo, que logo se abraça à glória efêmera, como se não odiasse até ontem mesmo o imperialismo americano, salivante de raiva e impotência), pois então, dona Arlete protagonizou um clássico da vergonha alheia ao se lançar à aventura de falar em inglês em uma entrevista no então mais famoso talkshow da TV americana, capitaneado por David Letterman (modelo de Jô Soares). A coisa foi de um constrangimento atroz: “The rivers and mountains are on the table”. A torcida alienista nacional urrou quando ela conseguiu dizer: “I’m the old girl from Ipanema!”. Vejam só, que linha shakespeariana. A muié não fala lé-com-cré em inglês. Parecia uma débil mental (que ela obviamente não é).



Mas a chuva ufanista nacional inundou qualquer possibilidade de visão da realidade do que tinha de fato acontecido: foi constrangedor. Esta é a verdade: os atores e atrizes nacionais são constrangedores. Cadê os grandes papéis da Dona Arlete no cinema internacional, depois de ter ficado sob os holofotes dos abutres midiáticos mundiais, pelos 15 minutos de fama de praxe concedidos aos melhores artistas de todos os tempos de países do terceiro mundo? Não adianta procurar. Zero. Nada.

Quando fazem sucesso, como o Wagner Moura, começam a se achar demiurgos iluminados e pessoas esclarecidas do bem, e só constrangem ainda mais pela burrice decorrente do estado de torpor mental ideológico (o cara ultrapassa todos os limites da estultice com aquela pose de sabichão imbecil). Nisso, convenhamos, não ficam atrás de Matt Damon, Di Caprio, Meryl Streep e outras sumidades do pensamento humano ocidental.

A classe artística brasileira é uma das certezas nacionais. É garantido: sempre erram o alvo na mosca. (Gracias a Millôr, pela boutade, este sim um artista universal que só não foi mundialmente reconhecido porque escreve em uma linguagem quase secreta chamada português).


Fonte: Midiasemmascara.org
(*)Beto Moraes, 57, é roteirista e tradutor.

sexta-feira, julho 14, 2017

PMESP - Os Dias Não Podem Ser Assim...





por DefesaNet.



Em relação à matéria da GloboNews, no portal G1 de Notícias, publicada no último dia 10 de julho, com o título “Policiais militares mataram mais de 5 mil pessoas em São Paulo nos últimos 10 anos”, fica a pergunta do PORQUÊ de tal assunto tão importante, ter sido ofertado ao leitor de modo a evidenciar números, que o conduzem a formar uma convicção equivocada da realidade pela qual as policias militares enfrentam atualmente.

Os dias, são assim...

Infratores despreocupados com a paz social e certos da impunidade que reina no país, investem cada vez mais em confrontos armados contra as forças de segurança no Brasil. Entretanto, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, aplicadora da Doutrina de Diretos Humanos, ainda mantém o compromisso de que, a decisão de confrontar não é do policial militar e sim do infrator. 

Ora, evidenciemos as estatísticas então!

Nos últimos 10 anos, dos infratores que entraram em confronto armado contra a Polícia Militar, 44% foram presos ou feridos e, apenas 16,7% morreram.

Os dias, realmente são assim.

Os valores sociais invertem-se em benefício daqueles que maculam a segurança pública e desmontam a sociedade.

Vejamos outros números:

Os mesmos dados da Secretaria de Segurança Pública, apontam que no Estado que teve sua população aumentada em 18,39 % nos últimos 10 anos, o número de prisões em flagrante aumentou em 38,78 %. No mesmo sentido, indicam também que o número de homicídios dolosos por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo foi reduzido em 26,06 pontos percentuais.

PORQUÊ então investir contra àqueles que sacrificam a vida em prol da sociedade, apresentando dados descontextualizados e incompletos, com base em preconceitos, generalizações e em verdades parciais?

Os dias NÃO PODEM ser assim!

Ao criticar de forma vazia a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a GloboNews deixa de cumprir a função social do jornalismo e desinforma o seu leitor.

Há o sentimento de que esta matéria é uma resposta aética a uma posição do Comando da Polícia Militar de São Paulo, que teve uma posição assertiva, frente a uma construção de ato de racismo de policiais vestidos com o fardamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo em um capítulo da série Malhação;

Clique aqui para ir à Nota de Repúdio da PMESP





quinta-feira, junho 15, 2017

Miriam Leitão e a Síndrome de Estocolmo da Globo



por Flávio Morgenstern, 



Miriam Leitão foi insultada por militantes do PT. Do mesmíssimo PT que Miriam Leitão tanto elogia. É a típica Síndrome de Estocolmo.



O filósofo e matemático alemão Gottlob Frege carrega em sua filosofia algo que explica à perfeição o ocorrido com a jornalista Miriam Leitão, da Globo News, em um vôo da Avianca, conforme seu relato no jornal O Globo. Trata-se da confusão costumeira entre sentido (Sinn) e referência (Bedeutung).

Certos discursos que inculcamos em nosso linguajar podem fazer um certo sentido interno ao que nós estamos dizendo. Por exemplo, se nos julgamos contra a exploração e a opressão (e quem não se julga?), nosso pensamento, para fazer sentido, precisa trabalhar no sentido de evitar ambas as coisas.

No entanto, fora do reino do mero discurso, e noves fora as contradições internas que podem fazer um discurso deixar de fazer sentido por si, quando o que dissemos precisa ter uma referência externa na realidade, será que conseguimos transubstanciá-los de fato naqueles partidos ou políticos que não exploram e não oprimem? Ou não sejam corruptos, ou defendam o mesmo que o povo defende?

Miriam Leitão, como boa parte do staff atual da Rede Globo, foi perseguida durante a ditadura. Suas idéias sobre feminismo, programas sociais, aborto, cotas, política fiscal, democracia ou qualquer tema polêmico à escolha do freguês têm chance de serem, 9 de cada 10, idênticas às do PT. Tal como vários jornalistas da Globo News, do jornal O Globo ou de qualquer parcela jornalística da Rede Globo, a visão de Miriam Leitão é progressista e “social”.




No entanto, o PT trata a Globo como um poço de reacionarismo, como se as novelas da Globo louvassem a Igreja Católica ou o protestantismo weberiano, como se a emissora estivesse empenhadíssima em um livre mercado laissez faire absoluto, como se a visão dos jornalistas da Globo fosse pró-Partido Republicano (e pró-Trump) e pró-Tories, como se a Globo odiasse o PT e estivesse desde O Rei do Gado martelando no Jornal Nacional e no imaginário coletivo das novelas e das celebridades que o MST é violento, que as drogas devem ser proibidas, que aborto é assassinato de crianças, que a sexualidade precisa conter freios, que a família é mais importante do que o Estado ou prazeres secundários.

Ou seja: até mesmo ignorando se o discurso interno do PT faz sentido (se seu modelo econômico é bom, se é honesto, se joga limpo, se tem alguma vantagem sobre outros partidos etc), há uma falha de referência, como oposto por Gottlob Frege: a Rede Globo que o PT descreve é a mesmíssima Rede Globo de 1965, como se ela não tivesse mudado uma vírgula de sua linha editorial daquela época até hoje.

O PT, com uma visão parada no tempo há meio século, acredita que Malhação é uma novela sobre estudo e disciplina, que o Videoshow é um programa sobre os valores morais das celebridades, que Fátima Bernardes fala sobre música erudita e educação escolástica, que Amor & Sexo é sobre castidade e fidelidade, que as novelas são sobre família, tradição e propriedade privada, que o BBB pariu Jair Bolsonaro.

O pior: o PT, ou qualquer professor de História clichê no país, acredita que foi o único a perceber que a Rede Globo, digamos, é ruim, e portanto, é direitista (afinal, na época em que nossas avós estavam com seus 20 e poucos anos, a Globo apoiou a ditadura). É uma dissonância da realidade que, antes mesmo de se analisar o sentido de seu discurso (se a esquerda é mesmo boa, se a direita é esse poço de tortura e abatimento de crianças etc), tem um referencial insanamente oposto à realidade.

Não é só Miriam Leitão: a Rede Globo inteira hoje incensa o PT, comprou o discurso “Fora Temer” com uma velocidade impressionante (vide a trapalhada de Lauro Jardim, que vendeu o áudio de Joesley Batista como uma “prova cabal” contra Temer, no que foi repetido roboticamente por todos os petistas do país, quando o revelador áudio não é tão cabal assim), enquanto chamou por meses a fio as manifestações contra Dilma e o PT de “protestos contra a corrupção”.

Miriam Leitão, diga-se, tem uma fundamental divergência com o PT: o desastre econômico. Não é, não quer ser, se ofenderia se fosse chamada de liberal ou de (horresco referens) conservadora. Não cansou de elogiar o PT, até mesmo quando o partido não merecia elogio algum (naquela velha litania de “o PT manteve nossa economia de 2% ao ano ‘nos eixos’, então merece aplausos”, que não convence senão quem se informa pela própria Globo). Seus valores, diga-se, estão incrivelmente mais próximos do PT do que de um DEM, PSC, NOVO ou qualquer partido com nítido viés anti-esquerda.

Mas, como o PT ainda tem referências da década de 60, como o PT ainda fala em ditadura (sic), ainda fala de privatização com nojinho (ZZzzzz), ainda está lutando contra o “neoliberalismo” (!) e ainda acha que não tem voz na mídia, que toda a elite está contra ele, naquele surrado discurso determinista de luta de classes que acha que ricos são ultra-capitalistas e pobres são revolucionários por força de classe, e não que isso seja uma ideologia panacona que se contradiz tão logo um mauricinho a pronuncie após aprendê-la para o vestibular num cursinho de R$ 2 mil de mensalidade.




Malgrado seu, tanto Miriam Leitão quanto boa parte do staff da Rede Globo, com as prováveis únicas exceções jornalísticas de William Waack e Alexandre Garcia, sofrem da Síndrome de Estocolmo: não é de hoje que passaram a defender a esquerda, não exatamente por economia (ao contrário do que brasileiro pensa) ou por consonância ao método da velha esquerda (sindicato, revolução armada etc), mas por progressismo, politicamente correto e globalismo (sexo conta muito mais do que política ou economia). Em troca, recebem o mais profundo desprezo e nojo da esquerda, que não pesquisa e nem reflete sobre algo nem mesmo que todo o seu esforço seja apertar o controle remoto e assistir passivamente por 5 minutos.

Quando delegados do PT atacam Miriam Leitão, estão se suicidando, comprando uma briga com uma emissora de quem só receberam afagos em tempos recentes. Quando a Rede Globo, e mesmo Miriam Leitão, defendem a esquerda com sua Síndrome de Estocolmo, estão também se suicidando: o povo sempre desconfiou da Globo da boca pra fora, mas votou em seus candidatos. Desta vez, seus programas estão perdendo em audiência para A Praça é Nossa ou novelas bíblicas da Record.

É uma falha de referência de ambos os lados, e isso porque ambos os lados também têm falha de sentido.




Em seu relato sobre o vôo da Avianca, Miriam Leitão confessa que “não é inimiga do partido” (quem pode não ser inimigo do PT, hoje?). Escreve: “Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas”, confessando um wishful thinking em crer no ouro de tolos da produção artificial de riqueza petista. E ainda alivia: “Não acho que o PT é isso”. Quem é realmente contra o PT sabe bem que o PT não apenas é isso: hoje, é apenas isso.



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(*)Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). No Twitter: @flaviomorgen

Fonte: sensoincomum.org

terça-feira, dezembro 15, 2015

Jornal Nacional contra o Brasil.







João Cesar de Melo(*)





O povão não lê a Folha de São Paulo, nem o Estadão, nem o Globo porque cada exemplar custa o preço de uma passagem de ônibus. Se não tem dinheiro para jornal, obviamente não tem dinheiro para assinar a Veja, ou a Época, ou a Isto É, ou a Piauí. O povão não lê os tantos blogs sobre política e economia que excitam a classe média porque não têm tempo para isso. Não acompanha a Globo News ou a Band News porque trabalha o dia todo. Não assiste o Willian Waack no Jornal da Globo porque o programa vai ao ar tarde demais. O povão tira suas conclusões a partir do que assiste no Jornal Nacional. O Jornal Nacional é a principal fonte de informação da maioria dos brasileiros.


Por muito tempo, não me deixei contaminar pelo frenesi anti-Globo porque sempre respeitei que os meios de comunicação privados tivessem seus posicionamentos em relação aos mais diversos temas. Não me deixava contaminar pelo frenesi anti-Globo porque, mesmo discordando da maioria de suas inclinações, eu reconhecia que a emissora prestava algum serviço público em suas novelas ao abordar temas como transplante de órgãos, câncer de mama, síndrome de down, autismo, racismo, homofobia, religião etc. A verdade é que a Globo contribuiu mais para algumas causas do que todas as iniciativas do governo até hoje. Porém, por trás dessa verdade existe outra verdade. Uma verdade dolorosa. Uma verdade vergonhosa. Uma verdade que vem se transformando num imenso absurdo através do Jornal Nacional.


Estamos num dos momentos mais delicados da história do Brasil. Excluo, só por um momento, a degradação da política brasileira. Refiro-me, nesse texto, apenas ao eminente colapso econômico. Uma situação que interfere diretamente na vida de todo cidadão, principalmente na vida dos mais pobres. Pessoas comuns estão perdendo empregos. Pessoas comuns estão perdendo clientes. Pessoas comuns estão perdendo suas únicas fontes de renda. Os salários de pessoas comuns estão sendo corroídos por uma inflação que sabemos que é muito maior do que o anunciado.


Até uma semana atrás, o Jornal Nacional noticiava tudo isso. Noticiava a duplicação do índice de desemprego e da inflação em um ano. Noticiava que o Brasil perdeu 3% de seu PIB no mesmo período. Noticiava o resultado das pesquisas que indicam o pessimismo do comércio, da indústria, do mercado financeiro e até da dona de casa. Até uma semana atrás, o Jornal Nacional noticiava o desmoronamento da economia brasileira. Parou de noticiar desde quando foi aceito o processo de impeachment contra Dilma.


Desde então, o Jornal Nacional atua como advogado de defesa do atual governo. Reproduz os discursos de Dilma até três vezes num mesmo noticiário. Destaca os aplausos dos militantes petistas, as desculpas esfarrapadas de seus líderes e as falas ultrajantes de Lula. Ontem a noite, o telejornal noticiou que uma manifestação da CUT em favor de Dilma, no Rio de Janeiro, contou com 10 mil pessoas, sendo que as imagens aéreas mostravam que não havia nem um décimo desse número.


As poucas entrevistas com pessoas que pedem o afastamento de Dilma foram editadas com o cuidado necessário para que nenhum argumento fosse exposto de tal forma que um telespectador mais humilde pudesse compreendê-lo. Não foi feita uma única entrevista com os Juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment. O Jornal Nacional não mede esforços para fazer o povão acreditar que o processo de impeachment é obra de Eduardo Cunha, cria situações para mostrar os membros do governo dizendo que tudo não passa de um golpe do PSDB, “inconformado com o resultado das urnas”, oferece todo o espaço necessário para o governo dizer que Dilma resolverá a crise que ela mesma criou.


Desde que o pedido de afastamento de Dilma foi aceito, o maior telejornal brasileiro não se deu trabalho de explicar a relação entre a irresponsabilidade fiscal dos últimos anos com a atual crise econômica. Se o Jornal Nacional tivesse um mínimo de honestidade jornalística, repetiria todos os dias o seguinte: O desrespeito da Lei de Responsabilidade Fiscal pode levar o governo a ficar sem dinheiro para pagar os salários de servidores e pensionistas. Não diz isso porque sabe que, dessa forma, o povão entenderia perfeitamente os crimes que recaem sobre Dilma.


O Jornal Nacional não se importa que um possível arquivamento do pedido de impeachment significaria um duro golpe na moral dos brasileiros – o povo que grita “Fora Dilma” sendo obrigado a ver o desejo dos partidos da extrema-esquerda brasileira prevalecer.


Então, eu me lembro de que, dois dias atrás, num mesmo bloco foi noticiada a “vitória da oposição” na Venezuela e a vitória da “extrema-direita” na França, com direito a carinha de nojo do Willian Bonner. Isso é a Globo. Isso é o Jornal Nacional. Sempre dando conotação pejorativa a tudo o que não é esquerda. Evitando ao máximo relacionar o chavismo com extrema-esquerda. Esforçando-se ao máximo em impedir que as pessoas correlacionem o colapso econômico na Venezuela com as ideias socialistas. Fazendo o diabopara que o telespectador não se dê conta de que o PT é um partido de extrema-esquerda e que desde que assumiu o poder tenta impor sua própria revolução bolivariana.


A verdade: A Rede Globo se tornou o maior veículo de publicidade do socialismo.


Continuo defendendo que todas as empresas privadas de comunicação tenham liberdade para tomar partido sobre qualquer assunto, mas espero que os brasileiros um dia enxerguem a cumplicidade do Jornal Nacional no verdadeiro golpe que está em curso, o golpe do PT contra o Brasil.


A Rede Globo, através do Jornal Nacional, está ajudando o PT a rasgar a Constituição do Brasil. Está tentando tirar de 200 milhões de cidadãos o direito de punir um partido que vem a 13 anos dilapidando a economia do país.


(*)Arquiteto, artista plástico e escritor. Escreveu o livro “Natureza Capital”.



quarta-feira, novembro 26, 2014

A Fantástica Fabrica de Notícias.








por Alexandre Borges(*) para o Mídia Sem Máscara.





O Fantástico, pela segunda semana seguida, faz um carnaval sobre um “escândalo” de corrupção numa cidade de 11 mil habitantes no interior do Paraná. Onze mil habitantes! Ou seja, a cidade inteira não encheria metade do Pacaembú. As Organizações Globo, por exemplo, têm 25 mil funcionários, ou mais do que o dobro da população de São Jerônimo da Serra.

Depois de dar ares de escândalo nacional para corrupção numa cidade com menos moradores que um condomínio de cidade grande, o Fantástico conseguiu o afastamento do prefeito Adir Leite. Ganha uma coxinha opressora quem adivinhar qual é o partido dele.

Como não poderia deixar de ser, a produção descobriu que Adir Leite (PSDB) comprava o apoio dos vereadores da cidade com combustível para os carros deles. O que é o Mensalão e o Petrolão perto de um prefeito do interior que enche o tanque do fusca de um vereador em troca de voto? Vinte mil pessoas na Avenida Paulista protestando contra Dilma? Deixa pra lá. Corrupção de um prefeito tucano numa cidade com 11 mil habitantes? Escândalo!

É óbvio que todo corrupto deve ser processado e pagar por seus crimes, ninguém está acima da lei e é claro que a população de São Jerônimo da Serra merece ter seu dinheiro de volta. Para quem é jeronimense não há nada mais importante do que isso, mas e para quem não é? O Brasil tem 5.570 municípios, o Fantástico vai investigar todos e descobrir todo vereador que teve o tanque do carro completado pelo prefeito? Ou quem ganhou um saco de bala Juquinha?

Um dos trabalhos mais sérios já feitos sobre o viés ideológico na imprensa foi feito pelo professor da UCLA e PhD Tim Groseclose, que também lecionou em Harvard e Stanford, mas não espere que qualquer professor de jornalismo do Bananão indique a leitura. Seu livro “Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” mostra, a partir de uma metodologia científica de análise dos principais veículos americanos, como o noticiário pode ser manipulado para doutrinar politicamente os leitores, com consequências diretas nas eleições.

Segundo o autor, a maneira mais comum que os jornalistas encontram para fabricar notícias é selecionar, na edição, o que é notícia e o que não é. Depois, é só escolher como fonte das matérias especialistas e organizações alinhadas ideologicamente com os jornalistas para que dêem o foco que pretendem dar para a matéria. Tenho certeza de que qualquer um de vocês vê isso acontecer todos os dias, como nessa matéria do Fantástico, não é preciso ser um expert. E é por isso que a pluralidade de fontes de informação é tão importante.

O Brasil precisa desesperadamente de alternativas para se informar. Se só a VEJA, uma única revista, já é suficiente para fazer um terremoto por semana, imagine um único canal de TV não alinhado com o governo. Até lá, esqueça o Petrolão e vamos falar de São Jerônimo da Serra.


“Prefeito é afastado por desvio de dinheiro após matéria do Fantástico” - http://glo.bo/1yLevHF

“Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” - http://amzn.to/1pevp1m



Publicado na Reaçonaria.

Alexandre Borges é diretor do Instituto Liberal.


domingo, fevereiro 09, 2014

As Damas de Branco e A Globo de Negro.





As Damas de Branco e A Globo de Negro.





O artigo abaixo nem é tão recente assim, mas a ditadura Cubana já é uma velha senhora que desafia o tempo e continua firme e forte graças ao dinheiro injetado outrora pela URSS, mais recentemente pela Venezuela (que também já é uma ditadura) e agora é alimentada pela dupla Lula-Dilma os novos proto-ditadores brasileiros. Mas o artigo se torna interessante na medida em que recentemente a Globo News prestou uma singela homenagem aos 55 anos de ditadura implantada em Cuba pelos irmãos Castro e, na contra mão daquilo que deseja o governo Lula-Dilma - e a Globo segue essa regra serena e servilmente - o SBT exibiu no seu telejornal (08/02/2014) uma reportagem sobre as Damas de Branco (acesse o site aqui)que resistem e há 568 domingos seguidos, fazem seu protesto silencioso pelas ruas de Havana. Bom saber que nem todo o jornalismo no Brasil é formado por esquerdopatas esquizofrênicos que se espalham pelas redações dos principais jornais impressos (alguns até muito importante), revistas (algumas nem se dão ao trabalho de disfarçar o engajamento) e pelas emissoras de TV.






Artigo originalmente escrito para o Mídia Sem Máscara, por Ubiratan Iorio em 31/03/2010.





Quer conhecer um país? Procure saber se nele existem presos políticos. Se houver, não vale a pena sequer visitá-lo.


O verbo transitivo indireto dissidiar significa, segundo os dicionários, ser dissidente, divergir, dissidir. Vem do substantivo feminino latino dissensione, definido como divergência de opiniões ou de interesses, desavença, desinteligência, dissidência e, em sentido figurado, discrepância, contraste, oposição. Todas essas acepções têm uma coisa em comum: são detestadas pelos regimes totalitários de qualquer matiz ideológico, principalmente pelas ditaduras ditas "socialistas". Como a de Cuba, por exemplo.

Podemos perfeitamente divergir - com parentes dentro de nossa casa, com colegas no trabalho, com pessoas com quem encontramos na rua, com opiniões que são manifestadas em jornais ou na televisão - a respeito de qualquer assunto e isso é absolutamente normal, porque ter nossos próprios princípios faz parte do conceito de liberdade de consciência e de pluralidade, que são elementos da individualidade e da dignidade da pessoa humana. Mas nenhum regime realmente ditatorial jamais tolerou nem tolera a existência de dissidentes, de pessoas que, pensando por conta própria, se opõem aos que se apossaram do Estado e pretendem impor o seu próprio conceito de "felicidade" a toda a população.





As Damas de Branco de Havana - as mulheres cubanas que têm parentes presos pelo simples fato de discordarem do regime totalitário imposto por Fidel ao país e que passaram a fazer protestos públicos para que o governo dito "popular e democrático" os ponha em liberdade - merecem não apenas o nosso respeito: merecem o apoio de quem quer que preze as liberdades individuais e o próprio ser humano. Mulheres de coragem, que não temem a opressão, não têm medo de ameaças, não receiam a reação violenta da polícia castrista e querem proclamar ao mundo o que ele há muito tempo já sabe, apesar dos esforços da mídia gramsciana para esconder a podridão do regime cubano: que sufocar as liberdades individuais, que incluem a de opiniões, é um crime bárbaro contra o ser humano e que tais regimes não podem mais ter cabimento no mundo atual.


Cuba, China, Coréia do Norte, Vietnã do Norte, Irã e, no compasso atual, a Venezuela, bem como alguns acólitos latino-americanos do ridículo Chávez, são países que têm presos políticos, dissidentes. Pessoas que não concordaram com as atrocidades cometidas pelos que se apoderaram do Estado, a maior das quais o desrespeito à liberdade de consciência e de opinião. De minha parte, há muitos anos decidi que não poria os pés em Cuba enquanto o regime comunista continuasse dando as cartas. Não estou perdendo nada com essa atitude, embora torça para que os cubanos, oprimidos há cinco décadas, se libertem do sistema tirânico imposto por Castro na época da Guerra Fria.


Mas, enquanto as valorosas Damas de Branco rebelam-se destemidamente contra a tirania, pinçamos do jornal Estado de Minas a notícia publicada no último dia 26 de março: "Cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) ocuparam, na madrugada de ontem, a centenária fazenda Fortaleza de Sant'Anna, em Goianá, na Zona da Mata, a 287 quilômetros de Belo Horizonte. A propriedade de 4,2 mil hectares pertence aos descendentes da família Tostes, uma das fundadoras do município de Juiz de Fora. A coordenação do MST alega que um laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), emitido há dois meses, aponta que a fazenda é improdutiva" (frisemos que tal "argumento", como sempre, é apenas um pretexto para a agressão aos direitos de propriedade, pois o tal laudo não é verdadeiro). E prossegue: "Ocupamos para acelerar o processo de desapropriação. A propriedade não está cumprindo sua função social", justificou um dos coordenadores do MST.


Em outro trecho da notícia, o referido senhor alega que os proprietários da fazenda no século XIX eram donos de escravos, o que por si só já justificaria a invasão... Mesmo se houvesse argumentos para sustentar agressões a qualquer direito de propriedade estabelecido legalmente, trata-se de um raciocínio de um primarismo e de uma bronquice assustadores! E que revelam o que todos os que pensam com a própria cabeça já sabem, há bastante tempo, que é o fato de que a reforma agrária de que tanto falam não passa de mera fachada para encobrir o verdadeiro objetivo desses radicais, o de implantar um socialismo caquético,decrépito e comatoso no Brasil.




Prefiro não perder mais o meu tempo comentando as declarações do chefe dos invasores. Vou apenas salientar o contraste: enquanto em Havana um grupo valoroso defende o retorno da liberdade, aqui no Brasil esses verdadeiros bandos de desocupados, manipulados politicamente e que costumam ser carinhosamente tratados pela mídia de "movimentos sociais", lutam pelo ingresso na servidão! Os maquinadores do totalitarismo que estão por trás do MST são os mesmos que tentaram - e ainda tentam - empurrar goela abaixo dos brasileiros uma verdadeira aberração jurídica, econômica e ética, denominada eufemisticamente de PNDH-3.


Se você ama o Brasil e, mais do que isso, se ama a liberdade e respeita a verdadeira dignidade da pessoa humana, não fique quieto: apóie do jeito que puder as Damas de Branco e rechace veementemente, também de todas as maneiras que estiverem ao seu alcance, essas tentativas do MST e dos que, a pretexto de defender direitos ditos "humanos" (um pleonasmo claro), querem instituir em nosso país a servidão do indivíduo ao Estado.




A esperança dos que prezam a liberdade é que nenhuma ditadura é eterna. Podem durar décadas, mas um dia, terminam. O fim do regime cubano e a derrota de Chávez e de outros chefes totalitários é líquida e certa. Na antiga URSS, nem houve necessidade de disparar tiros. Bastou o esfacelamento natural do regime e o consequente clamor popular. Fidel, Raul, Chávez e outros súcubos da servidão sabem que seus regimes estão com os dias contados. Mais cedo do que se pensa - e do que desejam a mídia gramsciana e os "movimentos sociais" - a brisa suave da liberdade voltará a soprar sobre os milhões de seres humanos que oprimem.


Saudações efusivas às Damas de Branco!

Título original: As Damas de Branco e os invasores vermelhos de Goiana.

Fonte: Mídia Sem Máscara.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Abaixo a Mídia, abaixo os cagões!.


E mais uma vez o povo unido que está, por enquanto, sendo vencido, saiu às ruas. E não importa, por ora, se foram 2 mil ou 5 mil na avenida Paulista; se em Brasilia foram 10 mil ou 25 mil. O importante é que a marcha aconteceu em Curituba; em Divinópolis (MG), Salvador; Recife, Belo Horizonte; Rio de Janeiro e até em um Parque Infantil em Araraquara...

Mas e a mídia televisiva que destaque deu ao fato? Muito pouca ou nenhuma. O Jornal Hoje da Globo noticiou a Marcha em Brasilia e (como não assisto a Globo a não ser para enlatados) parece-me, mais nada. A TV Bandeirantes durante o execrável, nojento e puxa-saco do governo, Datena deu um flash ao vivo à tarde diante das escadarias do Teatro Municipal. Mas adivinhem por que? Porque no meio de uma dezena de imberbes, com cara de integrantes da ubes, estava nada mais nada menos do que o senador mal amado Suplicy. A fala de Datena foi a seguinte: "Esse é um grande senador e luta contra a corrupção (ou algo parecido)". Tempos atrás o execrável apresentador criticou a permanência de Battisti no país, mas por mais incrível que pareça, ele esqueceu que quem lutou para que esse assassino aqui permanecesse, foi justamente quem ele chama de "o melhor presidente do Brasil; um verdadeiro estadista" e o "grande senador Suplicy" entre outros co-assassinos. 



Manifestantes tomaram a Esplanada dos Ministérios na 2ª Marcha Contra a Corrupção e a Impunidade



Vez ou outra aparece na Internet algo como "Um dia sem Rede Globo". Mas, pelo que se deduz dos índices do Ibope (a quem eu não encomendaria uma pesquisa sobre mim e sendo eu o único entrevistado), a Globo continua firme e forte, para desespero do bispo abortista  (free lance de pastor evangélico) Edir Macedo. 

Deduz-se que quem adere ao Movimento dos "sem Globo por um dia", sequer são capazes de "não curtir" um Luciano Hulck (lulista-dilmista até o ultimo ranho do nariz) no Facebook; não ficariam um domingão sem o Faustão (outro grande puxa saco governamental); desmaiariam ao lhes ser proposto ficar sem a novelinha; não abririam mão de ouvir as bobagens do Galvão Bueno... enfim, parece que a Globo é odiada tanto quanto a cachaça, mas continua sendo a bebida mais consumida. 

Realmente não importa se somados todos os participantes da Marcha contra a Corrupção esse número não tenha chegado ao milhão. Para se ganhar uma maratona é preciso começar a corrida. Que  venham mais datas, mais mobilizações; foi assim que começou a derrocada de Goulart em 1964; e o governo dele não tinha talvez 10% da corrupção que hoje se vê na gestão da presidentE.

E a Globo? Não é realmente a Globo o grande problema. O grande problema se chama Imprensa. Não há mais censura. Os petralhas e seus associados encontraram uma fórmula muito melhor do que censurar a imprensa: compram-na via inserções publicitárias da Caixa, BB, loterias, programas de governo inexistentes, Petrobrás e - pasme! - até dos Correios que estavam em greve. 

Mas um dia a petralhada verá que esse dinheiro poderia ser melhor aproveitado para o lazer e o enriquecimento de seus comparsas e aí a censura virá. 

E os Cagões? Sei lá...que continuem criticando os meios de comunicação, como a Globo, por exemplo, mas não percam o Fantástico no próximo domingo... Plim Plim!


sexta-feira, julho 25, 2008

PEQUENAS DITADURAS, GRANDES NEGÓCIOS, ENORMES MENTIRAS

Brasil da Era Lulla
PEQUENAS DITADURAS, GRANDES NEGÓCIOS, ENORMES MENTIRAS

Com satisfação li o artigo de Sergio Malbergier na Folha on-line de 24/07. Sergio Malbergier põe o dedo na ferida da Publicidade no Brasil.

No recente IV Congresso de Propaganda, João Roberto Marinho e Roberto Civita, criticaram a Censura do TSE (revogada posteriormente) pelas entrevistas promovidas com a prefeiturável Marta Favre, na Folha de São Paulo e na Veja: Ponto para o João Roberto

Porém,durante todo o Congresso, nenhuma palavra a respeito da ética que deveria nortear a atuação de publicitários, quando o assunto marketing eleitoral. Marcos Valério e Duda Mendonça, salvo engano são publicitários e nos últimos anos se envolveram em todos os tipos de negócios ilícitos: Marcos Valério, com o caixa 2 do Petê, recentemente mas, passando pelo caixa 2 do então candidato Azeredo (aquele que quer calar a Internet) e Duda Mendonça, com o caixa 2 de Marcelo Alencar (1997) e altamente comprometido com caixa 2 do Petê que elegeu - queira elle ou não - Lulla.

Estranho mundo da Publicidade que exige o fim da Censura de um lado e permite ou se locupleta com corruptos de toda espécie, que desviam o dinheiro que falta ao SUS, na Educação e na Segurança. São pequenas ditaduras como essa que dão força moral ao nosso pequeno aprendiz de ditador, para sonhar com a perpetuação no poder; pessoalmente ou com algum preposto.

Agora, falta aparecer um jornalista, não comprometido ideologicamente com o poder ou corrompido pelo governo, que comece a desvendar o estranhíssimo mundo de outra ditadura: a das pesquisas. Essas pesquisas encomendadas, ou por amigos do pesquisado ou - no caso de São Paulo - por inimigos do pesquisado, são altamente suspeitas e, no meu entender, visam apenas a justificar o resultado final de uma eleição que será, novamente, comandada - onde o Rei tiver mais interêsse - por computadores.

E por falar em ditaduras, os traficantes do Rio também têm os seus candidatos preferidos. Esses empreendedores do vício exercem, livremente, todo o seu poder intimidatório para influenciar os Sem Segurança para elegerem os seus candidatos: Traficantes pressionam eleitores

Alguns ganham eleição imputando aos rivais o fim do bolsa família, manipulando pesquisas ou dando uma "azeitada" nas urnas, outros usam uma AK-47 ou uma AR-15; é tudo uma questão de estilo.

quarta-feira, julho 16, 2008

Congresso Brasileiro de Publicidade




Liberdade de Imprensa:

João Roberto Marinho (Rede Globo) citou o recente processo enfrentado pela Folha e pela Abril, multados por publicarem entrevistas com Marta Suplicy e outros candidatos à prefeitura de São Paulo. As matérias foram consideradas propaganda eleitoral antecipada.


"Esse e outros casos colocam o leitor como incapaz de julgar. O poder público não pode cercear a liberdade dos veículos, os veículos são livres a partir do momento em que obtêm concessões para existirem". "Numa democracia, há pesos e contrapesos para lidar com questões polêmicas. A liberdade leva a um equilíbrio maior. É o exercício da liberdade que nos faz amadurecer como cidadãos", afirmou Marinho.

E mais à frente, Marinho dispara:

"...a propaganda também sofre censura, e ela também é responsável por formar o público. Só que, na visão paternalista, o consumidor é sempre desavisado; estamos aptos a julgar o que vemos, mas com as proibições até o conteúdo torna-se infantilizado".


Quanto à Censura nas eleições 2008, tanto Marinho quanto Civita (Abril), estão absolutamente corretos; o TSE praticamente reeditou a "Lei Falcão", onde o candidato tinha apenas uma foto e o nome divulgados.


O que o Sr. João Roberto Marinho não disse é que Liberdade de Imprensa, na visão comercial dele, significa liberdade de veicular publicidade de bebidas 24 horas. Liberdade de Imprensa, para ele, significa que suas novelas, todas cheias de cenas proibitivas, até em asilo, possam ser exibidas em qualquer horário.


O Sr. Marinho esqueceu de mencionar que existe Censura sim e não é na publicidade ou nas novelas. A Censura hoje acontece numa negociação entre as emissoras e o governo; este abastece os cofres daqueles através de muita publicidade governamental e as emissoras se comprometem a blindar, de todas as formas, o sr. presiMente do brazil.

Nas emissoras de rádio a coisa chega ao absurdo. Tomo como exemplo a Jovem Pan Am-SP. comparando-a com a Eldorado Am (Grupo Estado). Todas as vezes em que o presidente fala algo, qualquer coisa, mesmo irrelevante, a Jovem Pan repete a fala do presidente à exaustão, enquanto a radio Eldorado, se muito, comenta a mesma fala.

A guinada a favor do governo na Jovem Pan é algo absurdo e sem a menor explicação, ou ela existe e não o sabemos.


Voltando ao sr. Marinho; quando este fala em Censura, ele está na verdade vendo o seu faturamento. Para a Globo, o cidadão não é manipulável com a publicidade, fato desmentido por qualquer aluno dessa arte de induzir ao consumo. A falta de informação é talvez a forma mais vil de Censura e esta é a que está em curso no Brasil


Mais informações sôbre o Congresso Brasileiro de Publicidade clique AQUI

quinta-feira, julho 10, 2008

PRISÃO DE SUSPEITOS



PRISÃO DE SUSPEITOS




É no mínimo curioso. Considerando que Daniel Dantas, segundo informações publicadas, seria o mentor intelectual e maestro de toda essa trama financeira absolutamente ilegal que suga os cofres da nação e favorece grupos, corporações e pessoas físicas; considerando ainda, segundo publicações, que Dantas teria estreitas ligações com membros do alto escalão do governo em diversos níveis, que Nahas e Pitta, também, foram detidos por estarem envolvidos na mesma suspeição desses crimes, pergunta-se: Se Dantas recebeu mandato de soltura, porque Nahas e Pitta não receberam a mesma ordem no mesmo tempo? O que diferencia um dos outros? Para o brasileiro leigo e comum é muito difícil compreender como a legislação se comporta.

Em um estado livre e democrático é preciso que tudo fique muito claro.

Dr. David Neto - Médico e Jornalista - Ex Secretário de Saúde e Medicina Preventiva



STF decide pela liberação de Daniel Dantas e mais 10 pessoas



Daniel Dantas, Verônica Dantas, Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin e Rodrigo Bhering de Andrade, deixaram a prisão por volta das 5h30.Folha online

Explicando tudo direitinho e democraticamente ao Dr. David, ao Nahas, ao Pitta e à platéia em geral:
O grupo Nahas (Pitta e assemelhados) será solto, evidentemente, como acontece após todas as operações espetaculosas do nosso FBI tupiniquim. Apenas e tão sómente não foram liberados no mesmo instante porque a Rede Globo (Estatal das Comunicações) não tinha equipe suficiente para gravar as cenas da soltura. O Cesar Tralli - que, curiosamente está presente em todas as prisões do grupo Maluf - estava descansando. Hoje ou amanhã quando forem soltos, Nahas e Pitta aparecerão nas telinhas.
Ontem {09/07] a Globo explicou por quê teve a exclusividade na prisão desses laboriosos empreendedores do capital alheio. Willian Bonner - o triplo-pai - disse que "pelo mesmo motivo que teve a exclusividade na entrevista de Ingrid Betancourt"; ou seja, disse mas não explicou absolutamente nada.

Em 13/09/2005, no Observatório da Imprensa, Luiz Weis apontava essa "exclusividade" da Globo:
“O furo de reportagem, dentro dos limites éticos da profissão, é a meta de todo bom jornalista”, teorizou o Jornal Nacional para justificar a equívoca relação entre o repórter da Rede Globo César Tralli no episódio da prisão de Flávio Maluf.
..."A outra coisa é um jornalista usar boné de tira, óculos escuros de tira, blusão de tira, e viajar em carro de tira para fazer a sua parte no espetáculo. A tal ponto que o preso e o seu advogado imaginaram que Tralli era um agente da lei, não um agente da informação", escreveu Weiss.

Explicando ao articulista Luis Weis e ao demais "jornalistas" que vivem acreditando que vivemos numa Democracia:
Será preciso torturar alguns jornalistas para que eles entendam que toda a mídia televisiva está a serviço do NoçuGhia? Algumas emissoras têm a exclusividade nas operações da PF (Globo), outras, as do Ibama (Record) e as demais ficam com a exclusividade nos dados positivos da saúde, educação e segurança que só o governo vê; tudo isso regado a muita publicidade governamental. Desenhei? Ficou claro?

sábado, junho 28, 2008

CENSURA LIVRE

Tá na Wikipedia:
Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas ações de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada.
Isso tudo, acima, é coisa do passado:

Modernosamente, em Banânia, Censura é a farta veiculação de publicidade governamental, "colaborando" assim com o pagamento dos altíssimos salários da mídia, principalmente a Televisiva. Um certo personagem de Dias Gomes, diria que "um ajutório das autoridades governamentativas não fazem mal a ninguém".

Fidel Castro, su hermano e outros ditadores, ainda não perceberam que o esquema, petralhisticamente implantado em Banânia, é uma das mais perfeitas formas de censura. O cala-boca não é mais na intimidação, na força bruta; o vil metal - nem tão vil, nem tão metálico assim - faz grandes jornalistas se tornarem meros garotos de recado ou garotos-e-garotas-propaganda do governo. Mas esse esquema tem começo, meio e fim. Em Banânia estamos no "meio"; falta pouco para dominar a mídia completamente. O fim todos conhecem: não haverá mais um "ajutório", os "reclames" do governo serão veiculados gratuitamente - queiram ou não -; afinal, ninguém paga para sí, quando se louva os próprios feitos. A mídia que hoje faz média, caminha rápidamente para ser mera merda.

...um dos acordos entre as Organizações Globo e o Grupo Estado diz que “cada um, dos seis principais integrantes da família Mesquita receberiam R$ 90 milhões e o grupo Estado teria se comprometido a deixar o passivo trabalhista zerado”.
Ao menos 15 funcionários já foram demitidos. Milton da Rocha Filho (editor de Geral da “Agência Estado”), Osvaldo Faustino e Paulo Zulino (da escuta), Cosme Rímole (repórter do “Jornal da Tarde”) e Heleni Felippe (Esportes) estão entre eles. Fonte - Arena Publica

Apesar dos desmentidos, ontem [28/06] nas redações de Banânia o alvoroço era grande. Muitos "jornalistas" começaram a procurar outra forma de ganhar a vida, enquanto outros comemoravam o bolsa-cala-boca que certamente será implantado, pelo menos no começo, pelo governo do NoçuGhia para tantos desempregados.Fonte -RPMM - Rádio Peão do Mundo Midiático, que não costuma Faiá -.

Alguéns duvidam que um certo banco governamental emprestará o "ajutório" para a Vênus Platinada comprar o ÃO?

Resumindo o imbróglio: Além de Fu....., estamos cada vez mais mal pagos.


domingo, maio 25, 2008

PARADA GAY


PARADA GAY, NOVELAS... UAU!!!!!!


A cena abaixo, talvez aconteça na novela Duas Caras da TV Oficial do Governo. Talvez não aconteça, dependendo do humor da direção:


O cartório engalanado. Flores e flores. O escrevente proclama entredentes.
ESCREVENTE
— Em anos de serviço, nunca vi tanta— E agora, se quiserem assinar no livro…— E assim eu os declaro casados!— E como é de praxe nessas ocasiões…— Eu não ia abrir mão dessa parte, nem— (grita) Claro que não! Casou tem que
frescura!
Ele se volta, e ali estão, com Juvenal, Guigui e Geraldo Peixeiro à frente do pessoal da Portelinha todo, Carlão e Bernardinho lado a lado, o primeiro com um notável bigodão de português. Bernardo, Benoliel, Fernanda Bárbara, Dália, Heraldo e Ana Rosa Maria ali com eles.
ESCREVENTE
Bernardinho e Carlão se olham apaixonados, sorriem um para o outro, depois vão lá e assinam… E o escrevente
proclama:
ESCREVENTE
Aquela festa, todos comemoram e o escrivão acrescenta.
ESCREVENTE
(irônico) Que se beijem os noivos!
BERNARDINHO
morto!
JUVENAL
beijar!
E os convidados todos embarcam no coro: Beija, Beija…
E então Bernardinho e Carlão se aproximam e se beijam sob os aplausos de todos.”
Fonte dessa mixórdia: Planeta TV

A verdade é que o padrão Globo (mas também o das outras emissoras) mudou muito ao longo dos anos. Progresso? Em todas as novelas - dizem - só os maus fumam cigarro; mas todo mundo enche a cara a valer. Talvez seja para compensar o mundo de publicidade de bebidas. Não ficaria bem execrar-se a bebida; vai que o povão aceite a mensagem... E a Brahma e seu test-drive de cervejas Zeca Pagodinho, como ficariam? Mulher honesta, trabalhadora e boa mãe? Tem graça? O negócio é transformar uma prostituta em heroína (não a droga), em padrão a ser seguido. A Televisão está naquela fase da "notícia boa é o sujeito morder o cachorro"; ao contrário não tem mais graça.
Voltando ao beijo da novela (puargh! coisa mais nojenta); é óbvio que homossexuais se beijam, mas será mesmo necessário escancarar essa cena para todos? Puro deboche do autor Aguinaldo Silva e pura safadeza da direção dos lixos produzidos na Globo.

Para compensar o beijo, que talvez não aconteça, a Globo vem dando uma cobertura similar à do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 à Parada Gay: o Brasil de hoje, cheio de corrupção, de mensalões, dinheiro em cueca e acima de tudo. mergulhado na Lama, produzida todos os dias pelo nosso presiMente MERECE

E vale a pena perguntar novamente: Uma avenida como a Paulista, rota preferencial de mais de duas dezenas de hospitais, pode parar para a Homossexualidade e para o Reveillon da Paulista; mas a Marcha para Jesus...nem pensar. É a vida, ora bolas...
Imagem: parcialmente surrupiada do http://www.comentando.blogspot.com/

sábado, abril 26, 2008

Temos um candidato à presidência

Temos um candidato à presidência


"25 de abril de 2008 - Por Geraldo Almendra


(*)“...que não é retirante Pinóquio, nem ladrão, ou ladra de cofres particulares...




”Há muito queríamos perceber a presença de alguém nas Forças Armadas – com brio, honestidade, caráter, honra e dignidade, patriotismo e coragem – para falar ao país, sem medo do corporativismo aético e imoral que protege o Retirante Pinóquio e sua súcia, a verdade para essa canalha do socialismo petista que tomou conta do poder público, e que têm transformado suas instituições no paraíso da corrupção e da prevaricação. Esta traição ao país está sendo perpetrada em nome de um espúrio projeto de poder perpétuo – uma verdadeira dinastia da desonestidade –, com o apoio covardemente omisso de banqueiros e investidores, da canalha dos esclarecidos das elites dirigentes, da academia amante de sinecuras, ou de formadores de opinião do apodrecido meio artístico, todos motivados pelo suborno de um assistencialismo paternalista, e pelo pagamento de indenizações milionárias e de pensões vitalícias aos traidores do país, tudo planejado e executado por um poder público prevaricador-sórdido-corporativista nos seus centros de decisão e controle.


Agora temos um líder – o General Heleno – culto, com uma fortaleza de caráter, oriunda de sua formação militar, digno, honesto e conhecedor dos problemas do país, à altura do desafio de transformar a ilha petista da fantasia da corrupção e da prática meliante sem limites, em uma sociedade controlada por uma Justiça que faça jus a esse nome dentro de um Estado de Direito Democrático. Devemos elevar o General Heleno ao poder maior, seja por meio de um processo eleitoral, seja com uma luta cívica junto com civis que ainda cantam o hino nacional com a mão sobre seus corações, e que têm a ética, a moralidade, e a preservação da dignidade da unidade familiar, sob os olhares de Deus, como seus valores fundamentais.


Neste momento, a sociedade tem uma oportunidade histórica e a obrigação de dar o seu apoio ao General Heleno para motivá-lo a servir à causa da libertação do Brasil do controle de homens destituídos de caráter e honestidade, assim como da extinção das “gangs dos quarentas” que, junto com seus cúmplices, durante mais de duas décadas mentiram vergonhosamente para a sociedade com uma nojenta carapuça – tirada depois do grotesco estelionato eleitoral de 2002 – que escondia um falso discurso de combate à picaretagem dentro dos podres Poderes da República. É neste momento que vamos entender se nosso país realmente tem chances de sobreviver ao domínio dos canalhas da corrupção e da prevaricação. Temos agora um líder – o General Heleno –, com uma personalidade e dignidade que não estão sendo fabricadas com a patifaria das sistemáticas e redundantes mentiras e propagandas que “engrandecem” o Retirante Pinóquio, iguais àquela, que dita por um vendido ao sórdido socialismo petista, teve o descaramento de afirmar em horário nobre, que as escolas públicas do ensino médio estavam todas com “modernos” laboratórios de informática instalados.


Toda esta sacanagem verborrágica, pronunciada todos os dias pela canalha de traidores do país, no teatro da manipulação da opinião pública garantido pela TV GLOBO – que nunca investiga o contraditório quando não é do seu interesse comercial e financeiro –, está sendo paga pelo dinheiro dos contribuintes, que estão sendo manipulados pelas conseqüências de uma falência educacional e cultura meticulosamente planejada pelos calhordas que tomaram conta do poder público após o regime militar. Será que teremos coragem e vergonha na cara para apoiá-lo – o General Heleno – a libertar nosso país do socialismo canalha que está transformando o Brasil em um Estado de Direito Comunista corrupto, corporativista sórdido e prevaricador? Se não aproveitarmos esse momento e colocar o General Heleno no papel de nosso líder maior para lutarmos sem tréguas contra esses bandidos que estão destruindo o futuro de nossos filhos e de suas famílias, teremos que nos convencer que somos, realmente, uma sociedade sem honra e brio, ignorante, corrupta, imoral e aética, além de exemplarmente covarde e merecedora de sofrer as conseqüências do comunismo genocida que já ceifou a vida de milhões de cidadãos em todos os países onde se impôs.


Temos agora o líder que faltava, o General Heleno. Será que seremos dignos de sua coragem? General Heleno, conte com meu sangue seja em qualquer campo de luta, para ajudá-lo a libertar nosso país desses patifes, pois quero que meus filhos e suas famílias não sejam submetidos às conseqüências dos atos insanos e traidores da nossa pátria, que estão sendo praticados pela corja do socialismo petista com o claro objetivo de garantir o poder perpétuo para uma dinastia de corruptos, corporativistas sórdidos, imorais, aéticos, terroristas, ladrões e ladras de cofres, seqüestradores e bandidos, que está se propondo a moldar uma sociedade com as mesmas qualificações, controlada pela mais suja e desonesta burguesia que se pode imaginar.


"(*) Geraldo Almendra, Professor de Matemática e Economista, Petrópolis