segunda-feira, maio 20, 2013

Cadeia para a mãe de Daniela Mercury?







Pais de Daniela



Titulo original: 
Daniela Mercury: “homofóbicos” merecem cadeia!

por Julio Severo

Em entrevista concedida ao UOL nesta sexta-feira (17), data considerada pelos ativistas gays como Dia Internacional de Combate à Homofobia, a cantora baiana Daniela Mercury comentou que os que se opõem à agenda gay não merecem ser livres na sociedade, e defendeu: “Pros homofóbicos, prisão.”


Deixe-me ver se entendi direito. Desde 2007, denuncio o homossexual Denílson Lopes por defender a pedofilia (veja a denúncia aqui), mas nunca houve medidas das autoridades contra ele. De acordo com a lésbica Daniela, os que se opõem ao homossexual Denílson são “homofóbicos” e merecem prisão? E o quê o homossexual Denílson merece?

Em 2007, também denunciei o filósofo Paulo Ghiraldelli por dizer: “As pessoas que desejam castrar o estuprador ou o que chamam de pedófilo, não raro, são tão ou mais perigosas que o pedófilo.” Ghiraldelli também afirmou: “Muitos relacionamentos homossexuais se dão de modo melhor quando há grande diferença de idade, e isso não traumatiza ninguém.” Minha denúncia está aqui

As autoridades nunca tomaram nenhuma providência contra Ghiraldelli. De acordo com a lésbica Daniela, os que se opõem a essa agenda homossexual são “homofóbicos” e merecem prisão? E o homossexualista Ghiraldelli merece o quê?
Durante anos, tenho denunciado o infame kit gay, e Paulo Ghiraldelli o tem defendido (aqui) . De acordo com a lésbica Daniela, Ghiraldelli merece ser aplaudido por defender o kit gay e eu, que me oponho, tenho de ser tachado de “homofóbico” e ir para a prisão?
De fato, Denílson Lopes, Paulo Ghiraldelli e os defensores do infame kit gay estão muito à vontade, como se só tivessem tido a intenção de distribuir pirulitos e doces para todas as crianças do Brasil.

Além disso, desde as denúncias contra Luiz Mott envolvendo defesa da pedofília em 2007(aqui), a reação das autoridades tem sido a mesma: descaso e indiferença. Ninguém pediu a prisão de Mott, Lopes, Ghiraldelli e outros homossexualistas.

A reação dos cantores famosos tem sido igual: descaso e indiferença. Ninguém pediu a prisão de Mott, Lopes, Ghiraldelli e outros homossexualistas.

O que vale, com honestidade ou não, é fazer a vontade do movimento gay. Por isso, Daniela Mercury quis avançar em seu show de exibição homossexual, desta vez pedindo a prisão das pessoas que se opõem ao comportamento homossexual e à agenda homossexual. Haja prisão para caber tantos pastores, padres e milhões de outros que não querem se submeter à imposição das repugnâncias homossexuais!

No início de maio, a cantora baiana foi homenageada pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo). A parada gay de São Paulo este ano conta com1,6 milhão de patrocínio da prefeitura petista, dinheiro que vem diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos. Daniela terá participação especial no evento realizado pela APOGLBT. Se dependesse dessa associação, eu estaria atrás das grades.

Em 2006, se sentindo ofendida, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo recorreu ao Ministério Público Federal contra meu blog, porque meus textos sobre homossexualismo deixam claro que a prática homossexual — seja por base bíblica ou médica — não é normal. O principal motivo de acusação foi este artigo “Marcha para Jesus ou Parada Gay: Quem é realmente vítima de preconceito?”.

Imagino que com todos os “homofóbicos” presos (todos os pastores e padres do Brasil, sem mencionar a mãe dela, que, como eu, é contra o “casamento” gay), gente como Denílson Lopes, Paulo Ghiraldelli e Luiz Mott estará livre para fazer o que quiser, debaixo dos aplausos de gente como Daniela Mercury.


domingo, maio 19, 2013








por Percival Puggina.








Muitas vezes me perguntam como desconstituir as falácias que a esquerda militante difunde em relação aos fatos e à história do país. Minha resposta é esta: não há como. O trabalho de manipulação é feito com insuperável determinação. A sempre acesa fogueira das mentiras queimou o sentido de certas palavras e forjou outras com persistência e eficácia que tornam inútil qualquer tentativa de lhes recuperar o significado. Há meia dúzia de anos, por exemplo, a palavra auto-anistia começou a ingressar no vocabulário político nacional para designar o disposto pela Lei de Anistia. Quantas vezes, leitor, você leu ou ouviu algum desmentido a esse respeito?


A simples palavra - auto-anistia - usada em substituição a Anistia, basta para sugerir que os congressistas de 1979 e de 1985 empenharam-se em aprovar preceitos que livrassem do acerto com a Justiça os agentes do regime que vigeu no país entre 1964 e 1985. A substituição de uma palavra pela outra tem o poder de substituir uma história por outra, bem diferente, ao gosto de quem consegue tirá-la da cartola e introduzi-la na cachola do distinto público. Feito isso, está pronto o serviço. A Anistia deixa de ser um instrumento jurídico de reconciliação nacional para se transformar em gesto canalha de quem, valendo-se do poder que detinha, legislou em causa própria para livrar a cara. Como são poucos os que conhecem história, a explicação do vocábulo se contenta com afirmar seu significado: a Anistia foi uma auto-anistia dos militares. Feito! Não há a menor necessidade de apresentar provas, ou indícios consistentes ou depoimentos testemunhais que convalidem aquilo que é afirmado.



Quem conhece a história, no entanto, sabe que não foi assim que as coisas andaram. A partir de 1966 surgiram os primeiros movimentos em favor da Anistia. Quem participava dessa mobilização? Entre outros, Associação Brasileira de Imprensa, Ordem dos Advogados do Brasil, sindicatos, entidades estudantis, advogados de presos políticos, familiares de brasileiros no exílio e o MDB, partido político oposicionista. Como se pode perceber, ninguém pró-anistia falava pelas Forças Armadas. Seria um completo disparate imaginar isso. A campanha era conduzida pelos que estavam do outro lado. Passaram-se muitos anos até que em 1979 fosse votada a Lei de Anistia em tumultuada sessão do Congresso Nacional. O projeto do governo Figueiredo não anistiava quem tivesse participado de "terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal". Para estes, as duras penas da lei. Mas havia uma emenda do deputado Djalma Marinho que anistiava a todos, ampla, geral e irrestritamente. Essa emenda, levada a votação, foi rejeitada por 206 votos a 201. Derrotada a emenda, o projeto do governo foi aprovado pelos votos das lideranças do governo e da oposição. Essa primeira Anistia, parcial, permitiu a volta ao Brasil da maior parte dos exilados, entre eles Leonel Brizola e Miguel Arraes.



A campanha pela Anistia ampla, geral e irrestrita continuou, então, por mais seis anos. Empenharam-se nela as mesmas instituições e grupos políticos de antes, insatisfeitos com o fato de que os praticantes de crimes ditos de sangue tivessem ficado fora da lei de 1979. Foi apenas através da Emenda Constitucional Nº 26, que convocou a Constituinte, em 27/11/1985, que o Congresso Nacional, eleito em plena legitimidade democrática, inseriu o preceito que conferiu à Anistia o caráter amplo, geral e irrestrito pelo qual clamavam as oposições. Não há, ao longo dessa longa história que se estende por 19 anos, o menor traço ou gesto que possa ser lido como um anseio dos governos militares por se protegerem. A Anistia que tivemos foi aquela pela qual clamavam os opositores do regime. Ninguém se mobilizou por uma anistia ampla, geral e irrestrita, menos ampla, menos geral e menos irrestrita, que excluísse os agentes do Estado. Portanto, essa história de que houve uma auto-anistia é mais uma das tantas mentiras sacadas da cartola para ser inserida nas cacholas menos esclarecidas. Ou seja, para enganar quase todos. A Anistia foi concedida pelo Parlamento, portanto, não pode ser "auto" coisa alguma.



Apesar de as coisas terem transcorrido desse modo, a mentira muito repetida, insiste, agora, em que a desejada e pleiteada Anistia, além de autoconcedida, foi uma injustiça. Também acho injusto que terroristas, guerrilheiros, assassinos e assaltantes, responsáveis por mais de uma centena de mortes, andem soltos e recebendo gordas indenizações. Digo outro tanto de quem abusou do poder, torturou e seviciou. Tais impunidades não são justas! Mas a Anistia não foi concebida para servir à Justiça. Ela serviu ao perdão, ao esquecimento, à pacificação nacional e à boa Política. Infelizmente há quem só saiba operar politicamente num ambiente crispado por ódios e ressentimentos.



Fonte: Mídia Sem Máscara.


quinta-feira, maio 16, 2013

Islã x Islamismo.










por Daniel Pipes
The Washington Times


Original em inglês: Islam vs. Islamism
Tradução: Joseph Skilnik




Quais motivos estão por trás do atentado à Maratona de Boston no mês passado e o que aconteceria se o ataque ao trem VIA Rail Canada fosse concretizado?

Esquerdistas e pessoas ligadas ao establishment apresentam diversas respostas, imprecisas e já desgastadas, como extremismo violento ou ódio ao imperialismo ocidental, nenhuma delas merecedora de debates aprofundados. Por outro lado, conservadores lançam mão de um debate sério e caloroso entre seus correligionários: alguns dizem que o Islã, a religião, gera motivação, outros dizem ser uma variante extremista moderna da religião, conhecida como Islã radical ou islamismo.

Como participante no debate dos conservadores, a seguir apresento minha argumentação a favor de colocar em foco o islamismo.





Início do trauma muçulmano moderno: Napoleão na Batalha 
das Pirâmides, 1798, idealizado por Antoine-Jean Gros.






Aqueles que atribuem o problema ao Islã propriamente dito (por exemplo, ex-muçulmanos como Wafa Sultan e Ayaan Hirsi Ali), apontam para a consistência da vida de Maomé e o conteúdo do Alcorão e do Hadith à atual prática muçulmana. Concordando com o filme Fitna de Geert Wilders, eles apontam para a impressionante continuidade entre os versos corânicos e as ações da jihad. Eles citam as escrituras islâmicas para constatar o ponto de convergência da supremacia muçulmana, jihad e a misoginia, concluindo que uma forma moderada do Islã é impossível. Apontam para o primeiro ministro turco Recep Tayyip Erdoğan, que ridiculariza a própria noção de um Islã moderado. A questão crucial para eles é se "Maomé era muçulmano ou islamista". Eles sustentam que aqueles que culpam o islamismo, o fazem porcorreção política ou covardia.

A nossa resposta: Sim, existe certa continuidade e os islamistas, sem sombra de dúvida, seguem literalmente o Alcorão e o Hadith. Existem muçulmanos moderados mas carecem do poder, praticamente hegemônico dos islamistas. O fato de Erdoğan negar o Islã moderado aponta para uma curiosa sobreposição entre o ponto de vista do islamismo e do anti-islamismo. Maomé era rigorosamente muçulmano, não islamista, pois o conceito islamista data somente a partir dos anos de 1920. E de mais a mais, não somos covardes e sim, apresentamos nossa genuína análise.




E a análise é a seguinte:

Islã é uma religião de quatorze séculos com mais de um bilhão de seguidores que inclui desde os sufis quietistas até os violentos jihadistas. Os muçulmanos alcançaram sucessos militares, econômicos e culturais impressionantes, a grosso modo entre os anos 600 e 1200 da era comum. Ser muçulmano naquela época significava fazer parte da equipe vencedora, fato este que estimulou, e muito, a associarem sua fé com o sucesso mundano. Essas memórias de glória medieval permanecem não só vivas, mas são cruciais à confiança dos crentes no Islã e em si mesmos como muçulmanos.






A principal dissonância começou por volta de 1800, quando inesperadamente os muçulmanos foram perdendo guerras, mercados e liderança cultural para os europeus ocidentais. E continua nos dias de hoje, à medida que os muçulmanos vão regredindo aos índices mais baixos de praticamente qualquer nível de realização. Essa guinada causou imensa confusão e rancor. O que deu errado, por que Deus aparentemente abandonou Seus fiéis? A insuportável divergência entre as conquistas do período pré-moderno e o fracasso pós-moderno, originou o trauma.




Os muçulmanos reagiram a esta crise de três principais maneiras. Os secularistas querem que os muçulmanos se livrem da Shari'a (lei islâmica) e copiem o Ocidente. Os defensores da Shari'a também querem copiar o Ocidente, mas fingem que assim a estão respeitando. Os islamistas rejeitam o Ocidente em favor de uma aplicação retrógrada e integral da Shari'a.




Os islamistas abominam o Ocidente por ele ser equivalente ao cristianismo, o arquiinimigo histórico e a sua vasta influência sobre os muçulmanos. O islamismo estimula a ânsia de rejeitar, derrotar e subjugar a civilização ocidental. Apesar dessa ânsia, os islamistas absorvem as influências do Ocidente, incluindo o conceito de ideologia. De fato, o islamismo representa a transformação da fé islâmica em uma ideologia política. O islamismo corretamente indica uma versão com toque islâmico da utopia radical, um ismo como qualquer outro ismo, comparável ao fascismo e ao comunismo. Por exemplo, imitando aqueles dois movimentos, o islamismo se baseia por demais nas teorias de conspiração, para interpretar o mundo, a ponto de promover suas ambições, utilizando métodos violentos para alcançar seus objetivos.


Bernard Lewis publicou um livro em 2001 intitulado "What Went
Wrong" (O que Deu Errado)




Tendo o apoio de 10 a 15 por cento dos muçulmanos, o islamismo inspira-se em grupos devotos e qualificados que impactam bem além de seus limitados números. Ele representa uma ameaça à vida civilizada no Irã, Egito e não apenas nas ruas de Boston, mas também nas escolas, parlamentos e tribunais do Ocidente.

Nossa questão crucial é "qual é a proposta para derrotar o islamismo"? Aqueles que fazem do Islã, como um todo, seu inimigo, não só sucumbem a uma ilusão simplista e essencialista, como também carecem de qualquer mecanismo para derrotá-lo. Aqueles que se concentram no islamismo veem a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria como modelos para derrotar o terceiro totalitarismo. "Nós entendemos que o Islã radical é o problema e que o Islã moderado é a solução". Nós trabalhamos com os muçulmanos anti-islamistas a fim de derrotar um flagelo em comum. Venceremos essa nova variante de barbárie, de modo que uma forma moderna do Islã possa aparecer.








quarta-feira, maio 15, 2013

A criação do homem novo. E os pais sabem disso?.









por Escola Sem Partido. 

Menina vira garoto e acaba se apaixonando por garota que era menino(*)


Reportagem de Ocimara Balmant, publicada no Estadão (edição de 4 de maio de 2013), sob o título "Bonecas são para menino? Em algumas escolas, sim". Leia, em seguida, o comentário do Escola Sem Partido.

No salão de cabeleireiro de mentirinha, João Pontes, de 4 anos, penteia a professora, usa o secador no cabelo de uma coleguinha e maquia a outra, concentradíssimo na função. Menos de cinco minutos depois, João está do outro lado da sala, em um round de luta com o colega Artur Bomfim, de 5 anos, que há pouco brincava de casinha.

Nos cantos da brincadeira do Colégio Equipe, na zona oeste de São Paulo, não há brinquedo de menino ou de menina. Todos os alunos da educação infantil - com idade entre 3 e 5 anos - transitam da boneca ao carrinho sem nenhuma cerimônia.

"O objetivo é deixar todas as opções à disposição e não estimular nenhum tipo de escolha sexista. Acreditamos que, ao não fazer essa distinção de gênero, ajudamos a derrubar essa dicotomia entre o que é tarefa de mulher e o que é atividade de homem", explica a coordenadora pedagógica de Educação Infantil do Equipe, Luciana Gamero.

Trata-se de um "jogo simbólico", atividade curricular da educação infantil adotado por um grupo de escolas que acredita que ali é o espaço apropriado para quebrar alguns paradigmas. A livre forma de brincar visa a promover uma infância sem os estereótipos de gênero - masculino e feminino -, um dos desafios para construir uma sociedade menos machista.

"Temos uma civilização ainda muito firmada na questão do gênero e isso se manifesta de forma sutil. Quando uma mulher está grávida, se ela não sabe o sexo da criança, compra tudo amarelinho ou verde", afirma Claudia Cristina Siqueira Silva, diretora pedagógica do Colégio Sidarta. "Nesse contexto, a tendência é de que a criança, desde pequena, reproduza a visão de que menino não usa cor-de-rosa e menina não gosta de azul."

Por isso, no colégio em que dirige, na Granja Viana, o foco são as chamadas brincadeiras não estruturadas, em que objetos se transformam em qualquer coisa, a depender da criatividade da criança. Um toco de madeira, por exemplo, pode ser uma boneca, um cavalo ou um carrinho. "Quanto menos referência ao literal o brinquedo tiver, menos espaço haverá para o reforço social", diz Claudia.

A reprodução dos estereótipos acontece até nas famílias que se enxergam mais liberais. Ela conta que recentemente, em uma brincadeira sobre hábitos indígenas, um menino passou batom nos lábios. Quando a mãe chegou para buscá-lo, falou de pronto: "Não quero nem ver quando seu pai vir isso".

"Podia ser o fim da experimentação sem preconceitos, que não tem qualquer relação com orientação sexual. Os adultos, ao não entenderem, tolhem essa liberdade de brincar por uma ‘precaução’ sem fundamento", afirma Claudia.

Visão de gênero. Se durante a primeira infância esses estímulos são introjetados sem que a criança se dê conta, ao crescerem um pouquinho - a partir dos 5 anos -, elas já expressam conscientemente a visão estereotipada que têm de gênero.

No Colégio Santa Maria, no momento de jogar futebol, os meninos tentavam brincar apenas entre eles, não permitindo que as meninas participassem. Foi a hora de intervir. "Explicamos que não deveria ser assim e começamos a propor, por exemplo, que os meninos fossem os cozinheiros de uma das brincadeiras", diz Cássia Aparecida José Oliveira, orientadora da pré-escola da instituição.

Na oficina de pintura, todos foram convidados a usar só lápis cor-de-rosa - convite recusado por alguns. "Muitos falam ‘eu não vou brincar disso porque meu pai diz que não é coisa de menino’. Nesses casos, a gente conversa com a família. Entre os convocados, os pais de meninos são a maioria. "Um menino gostar de balé é sempre pior do que uma menina querer jogar futebol. E, se não combatemos isso, criamos uma sociedade machista e homofóbica."

O embate é árduo e é preciso perseverança. Mesmo no Colégio Equipe, aquele em que as crianças se alternam entre o cabeleireiro e o escritório, alguns comentários demonstram que a simulação da casinha é um primeiro passo na construção de um mundo menos machista. O pequeno Artur, de 5 anos, se anima ao participar da brincadeira. Mas, em um dado momento do faz de conta, olha bem para a coleguinha e avisa: "Eu sou o marido. Vou sair para trabalhar. Você fica em casa".

Comentário do ESP: "Os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". É o que diz o art. 12 da Convenção Americana de Direitos Humanos, que tem força de lei no Brasil. Portanto, se os pais dessas crianças-cobaia autorizaram a experiência comportamental que a escola está fazendo com seus filhos, o problema é deles; ninguém tem nada com isso. Do contrário, podem (e devem) processar a escola por danos morais. Para conhecer outras experiências pedagógicas "progressistas", clique aqui (ou, para ler no original, em inglês, aqui).



Imagem refere-se a um artigo surreal explicado aqui, leia

terça-feira, maio 14, 2013

CNBBdoB.






Deixando bem claro que eu, do Blogando Francamente, não concordo com um petralha nem mesmo quando eventual e milagrosamente um deles concorde com com a umidade da água. Que a Igreja católica brasileira e também o protestantismo, estejam infestados de comunistas...isso nem chega a ser novidade, mas para quem não os conhece convém dar uma espiada nesse artigo Lista de Bispos, padres, freiras, protestantes e leigos que são terroristas Comunistas infiltrados na Igreja.


A nota bucéfala da CNBB sobre a questão indígena e 
a crítica estúpida à ministra Gleisi Hoffmann
por Reinaldo Azevedo.





Não! Não pensem que é só Geraldinho Rastafari que fala besteiras. A Igreja Católica também comete os seus pecados nessa área. E como! Sempre que os bispos decidem renunciar à sua missão pastoral — e só são pastores porque pregam uma mensagem cujo conteúdo é definido: o catolicismo — para fazer política, é certo que mergulham na tolice, no achismo e no preconceito.

A Comissão Pastoral da Terra, da CNBB, emitiu ontem uma nota sobre a questão indígena no Brasil que é um formidável apanhado de tolices, de mistificações e, se as palavras fazem sentido, de negação do próprio cristianismo. Segue a nota em vermelho. Comento em preto.


Ministra afronta a Constituição Brasileira

Bobagem. Não houve afronta nenhuma.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público para manifestar sua indignação e repúdio ao que faz o atual governo federal, em defesa da sua visão monocrática de desenvolvimento e de submissão aos interesses do agronegócio.
Nem este governo nem outro qualquer foram submissos ao agronegócio. Antes tivessem sido mais atentos à realidade do setor, que livra o país da bancarrota.



A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, no dia 8 de maio, em reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, deixou claro qual é a verdadeira e única visão do atual governo em relação aos sérios e graves conflitos que envolvem os povos indígenas.
A ministra só disse, em relação ao caso, palavras de bom senso, ao defender que a questão não fique subordinada apenas à Funai.

As diversas manifestações indígenas que vêm ocorrendo nos últimos anos, que mostram sua total discordância com projetos que afetam sua vida e seus territórios, são atribuídos pela ministra a grupos que usam o nome dos índios, tentando, com isso, desqualificar suas ações como se eles apenas fossem massa de manobra nas mãos de outros interesses. “Não podemos negar que há grupos que usam os nomes dos índios e são apegados a crenças irrealistas, que levam a contestar e tentar impedir obras essenciais ao desenvolvimento do país, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte”, disse ela textualmente. E acrescentou: “O governo não pode concordar com propostas irrealistas que ameaçam ferir a nossa soberania e comprometer o nosso desenvolvimento”.
É raro que eu possa fazer minhas as palavras de um petista — a menos que ele se posicione a favor da Lei da Gravidade. Nesse caso, no entanto, ocorreu. A ministra está absolutamente certa. Cito o caso evidente de Raposa Serra do Sol. A Igreja Católica no Brasil é uma das responsáveis pela tragédia social que se seguiu à expulsão dos arrozeiros da região. Pelo visto, os trabalhadores não índios que lá estavam não eram filhos de Deus, não é mesmo? A Igreja, reitero, foi uma das artífices daquele absurdo. Resultado: levou para a reserva fome e desemprego. Índias foram se prostituir às margens da rodovia em Boa Vista. Haverá uma “Pastoral das Prostitutas”? Índios estão morando num lixão. Haverá uma “Pastoral do Lixão”?



A ministra deixa patente que o econômico é o único compromisso do atual governo. Nada pode impedir que os propalados “progresso e desenvolvimento” avancem sobre novas áreas, desconhecendo totalmente os direitos dos povos que há séculos ali vivem e convivem, se assim o governo definir como essenciais ao desenvolvimento.
Com essa linguagem, logo a CNBB vai pedir a cassação simbólica de Padre Anchieta, um jesuíta, como o papa Francisco… Afinal, sabem como é?, ele resolveu montar, por exemplo, o “Auto de São Lourenço” para os índios, em que as divindades indígenas aparecem como demônios… Tenham paciência! Que linguagem é essa? Digam-me cá, senhores religiosos: que conversa é essa de “propalados ‘progresso e desenvolvimento’”? Vocês, por acaso, se opõem a ambos?

Eis aí, leitores! Essa é uma das razões do declínio da Igreja Católica no Brasil, que é a minha Igreja, que é a base material e espiritual da minha religião. Certos setores parecem preferir ainda o atraso e a pobreza, desde que igualitários. Não é por acaso que os evangélicos promovem uma verdadeira razia nas áreas periféricas das grandes cidades. Se entrar no mérito da qualidade da pregação deste ou daquele, o fato é que falam em progresso, em crescimento, em anseios. A Igreja Católica ainda prega contra o… progresso. Essa é a pior Igreja, que mistura dois reacionarismos: o viés anticapitalista que vem de muitos séculos somado ao esquerdismo xucro.

Com essa fala, ela acaba por legitimar toda a violência empreendida contra os povos originários no país. E confirma que o atual modelo de “desenvolvimento” é o mesmo que se implantou no Brasil, desde a época do Brasil Colônia, e se repetiu nos diversos períodos de nossa história.
É o trecho mais estúpido da nota. É coisa de esquerdista ginasiano, mixuruca. De resto, quem entende de modelo de Brasil colônia, se formos ser rigorosos, é mesmo a Igreja Católica, né? Isso é um manifesto político, e eu prefiro quando a Igreja faz manifestos religiosos.



Esquece-se ela, porém, que a Constituição, em seu artigo 231 garantiu: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens” e que o Brasil é signatário de acordos internacionais que corroboram estes direitos. As declarações da ministra soam como uma afronta à Constituição brasileira.
É, sim, mas ninguém deu à Funai o direito de ampliar áreas de reservas indígenas, avançando sobre cidades e desalojando milhares de… cristãos!!! A propósito: os companheiros de batina e cocar da CNBB defendem o direito originário de pelo menos 20 comunidades indígenas que matam seus recém-nascidos, ou esses “direitos originários” têm algum limite? A Igreja Católica no Brasil coonesta a estupidez da Funai, que mantém índios tutelados e na miséria. Relembro: 13% do território brasileiro é destinado a reservas indígenas. Toda a comida e toda a carne que se produzem no Brasil — e de onde o país obtém, em ultimo caso, a riqueza que tem servido para minorar a miséria e a pobreza nos últimos 20 anos — ocupam pouco mais do que o dobro dessa área, onde não se produz quase nada.

E não são só palavras. Para garantir que as obras que o governo se propõe realizar não sejam interrompidas, como nos tempos da ditadura militar, militariza-se a questão. Em 12 de março, a Presidente Dilma assinou o Decreto nº 7957/2013, que dá poderes ao próprio governo federal, através de seus ministros de Estado, para convocar a Força Nacional em qualquer situação que avaliarem necessário. E lá está a Força Nacional na região onde se pretende construir o complexo Hidrelétrico do Tapajós. E estava em Belo Monte para retirar os cerca de 200 indígenas de 8 etnias diferentes, que ocupavam o canteiro de obras da usina, depois que o governo conseguiu liminar da justiça para que os mesmos fossem retirados, até mesmo com o uso da força. Pacificamente como entraram, os indígenas deixaram o local.
Sim, eu também acho que é preciso acompanhar de perto a convocação da Força Nacional de Segurança. Houvesse uma oposição mais vigilante no país, essa questão estaria sendo tratada com mais cuidado. Mas os fundamentos sobre os quais se assenta a nota da CNBB são um absoluto despropósito.

E não fica só nisso. Nas regiões, onde os índios depois de decênios de espoliação, tentam reaver pequena parte do território que lhes pertencia, o Palácio do Planalto desqualifica os trabalhos da Funai propondo submeter os estudos de identificação e delimitação de terras indígenas à análise da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), contrariando, mais uma vez a legislação brasileira.
Contrariando a legislação brasileira uma ova! O que os bispos estão chamando de “reaver parte do território que lhes pertencia” corresponde a expandir reservas indígenas na base da canetada, sem enxergar o que há pela frente. Há 896 mil índios no Brasil. Vivendo nas reservas, apenas 517 mil. Com 13% do território brasileiro destinado às reservas, isso significa 214 hectares por índio. Pequena parte??? Os bispos não sabem do que estão falando.

Aliado a isso tudo, a campanha anti-indígena que se desenvolve no Congresso Nacional com a PEC 215, que quer transferir as atribuições constitucionais da Presidência da República em reconhecer territórios indígenas e de outras comunidades tradicionais para o Senado, e a portaria 303 da Advocacia Geral da União que pretendia estender a todo o Brasil as condicionantes definidas para a TI Raposa Serra do Sol nos dão um quadro de como, depois de cinco séculos, os indígenas são vistos e tratados neste país.
Outra soma de despropósitos. As condicionantes citadas pela Comissão Pastoral da Terra foram definidas pelo Supremo Tribunal Federal justamente para impedir conflitos desnecessários. Até porque definidas pelo nosso tribunal constitucional, é evidente que elas se coadunam com os marcos da Constituição. Ou a CNBB também quer cassar as prerrogativas do Judiciário? A ser assim, daqui a pouco, haveremos de chamar parlamentares, juízes e ministros para definir como deve ser a Igreja Católica, certo? Se bispos querem se comportar como estado, devem anuir que o estado se comporte como bispos.

A Coordenação da CPT espera que nossa Constituição seja respeitada em primeiro lugar pelo próprio governo, garantindo “aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”, e também sobre os territórios dos quais foram espoliados. A preocupação da CPT se dá, também, com relação aos quilombolas e outras comunidades tradicionais sobre as quais cresce a pressão do capital, apoiado pelos poderes públicos. É hora de respeitar e de garantir a diversidade presente em nosso país, e o espaço físico para reprodução física e cultural dos povos e comunidades existentes.
Goiânia, 13 de maio de 2013.
Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Que o papa Francisco fique atento. É esse setor que tem nocauteado sistematicamente a Igreja Católica no Brasil. Ou então que a CNBB renuncie aos “povos derivados” — 199,1 milhões de brasileiros e decida ser a igreja dos “povos originários” — os quase 900 mil índios. Quem sabe consiga “corrigir” o mau trabalho feito pelo jesuíta Anchieta, né? A Igreja está vendo contradição e choque de interesses onde tem de haver convergência. Sim, senhores bispos: os interesses dos índios terão de se casar com os do desenvolvimento do Brasil. Até porque eles também são brasileiros. Eu não acho que bispos devam apenas rezar — embora eu acredite que essa ainda seja uma de suas tarefas principais. Podem e devem participar do debate na sociedade. Mas precisam a) se informar sobre a realidade brasileira; b) pôr o catolicismo à frente da ideologia.

A Igreja que fala nessa nota é muito pouco pia e, lamento, bem pouco cristã. Se o Geraldinho Rastafari (ver post) se pronunciar sobre comunidades indígenas, deve sair uma nota mais ou menos assim. Isso está mais para “reasoning” do que para uma expressão de uma visão cristã do mundo. E bispos, que eu saiba, não queimam a erva do capeta…

Será que o papa Francisco dará um jeito nos nossos cultores de Tupã e Jaci, mas que envergam o crucifixo? Infelizmente, duvido. Essa gente trocou o dogma da Cruz pela antropologia da mistificação. Como cristãos, são maus antropólogos. Como antropólogos, são maus cristãos.

sexta-feira, maio 10, 2013

Ser judeu e ter que defender Israel.




Original: Conversa fiada.

por Ronaldo Gomlevsky(*)






Dá no saco essa história de ser judeu e ter que defender Israel a qualquer preço, contra tudo, contra todos e a favor de qualquer ação que seus governos adotem. Eu não faço isso. Por outro lado, nada é melhor do que defender atitudes que estão absolutamente de acordo com o nosso pensamento.

Israel que não diz que sim e também não diz que não, está sendo acusado de ter destruído uma boa quantidade de mísseis que estavam no aeroporto de Damasco, prontinhos para serem entregues ao Hezbollah. Vocês fizeram isso? Tomaram essa atitude? Impediram que estes armamentos pesados que do sul da Síria ou do Líbano, podem alcançar o centro de Israel, destruindo ou danificando cidades como Tel Aviv e Jerusalém? Vocês aí do Exército de Defesa do Estado de Israel, tomaram esta providência?

Não querem admitir? Se fizeram, invadindo espaço aéreo sírio, libanês ou de qualquer outro país, o fizeram muito bem. Nota dez para este exército composto por cidadãos, no qual está hoje mesmo servindo, o meu primo Tom, de dezoito anos, nascido no kibutz Mishmar Ha Neguev e filho da minha querida prima Viviane.

É exatamente para este fim que existe e presta um exército de defesa. Para defender seus cidadãos contra a sanha dos inimigos. Alguém pode declarar em sã consciência que o Líbano, a Síria e os palestinos do Hamas e do Hezbollah são amigos de Israel? Claro que não. Então, o que foi feito, se foi feito pelos israelenses, foi muito bem feito. Antes um mau vizinho chegando ao inferno, do que minha boa mãe chegando no céu! Esta tem que ser a máxima de soldados servindo num exército popular, de defesa de seu povo.

Enfim, não gosto da ideia de fugir da responsabilidade. Não vejo porque negar a realidade e nem entendo que haja motivos para tal. Agora, se a Síria do santíssimo Assad que massacra seus concidadãos, não está satisfeita e se sentiu como se recebesse uma declaração de guerra, que ponha a viola no saco ou parta para a guerra. Existe uma outra maneira de lidar com tal fato. Quem sabe, os sírios poderiam ter impedido o tal contrabando de mísseis através de seu território. Querem viver em paz? Então, não sacaneiem a vizinhança. Israel não tem do que se envergonhar e muito menos deve omitir seus feitos na área militar.

Quem quer ser amigo o é. A prova está com a ação de Sadat que chegou em Jerusalém com as mãos abanando, pediu paz e levou todo o deserto do Sinai de volta. Com petróleo e tudo! Que os países árabes tomem como exemplo o comportamento da Jordânia que fez a paz com Israel e vive sem qualquer problema com seu vizinho sionista.

De parabéns o Exército de Defesa do Estado de Israel que nos últimos 65 anos tem sabido defender seu povo como poucos exércitos na história da humanidade o fizeram e o fazem. Quando for preciso, como sempre afirmou a aviação canarinho tupiniquim durante a Segunda Guerra Mundial, o negócio é sentar a pua! Parece que Israel aprendeu como se faz!

(*)Ronaldo Gomlevsky é Editor Geral da Revista Menorah


domingo, maio 05, 2013

64 perguntas para se fazer a um abortista.







64 perguntas para se fazer a um abortista.
por Kevin Deyoung



Do que deveríamos chamar aquele que ainda não nasceu e está no útero?

Se aquela entidade é um ser vivente, não é uma vida?

Se você surgiu primeiramente como uma simples célula, como pode aquele óvulo fertilizado ser algo diferente de um ser humano?

Não é mais correto dizer que você era um embrião, em vez de dizer que simplesmente veio de um?

Então quando é que um ser humano passa a ter o direito de viver?

Devemos dizer que o tamanho importa?

Um feto é pequeno demais para merecer nossa proteção?

Pessoas grandes valem mais do que pessoas pequenas?

Homens são mais humanos do que mulheres?

Um jogador de basquete grandão tem mais direito do que um pequenino jóquei?

Uma vida num útero não pode ser levada em conta simplesmente porque você não pode segurá-la em seus braços, ou colocá-la em suas mãos, ou vê-la em uma tela?

Desenvolvimento intelectual e capacidade mental deveriam se tornar a medida de nossa dignidade?

Crianças de três anos de idade valem menos que pessoas de trinta?

Um feto vale menos do que um ser humano formado porque não pode falar, contar ou ter consciência própria?

Um bebê brincando no berço tem de sorrir, ou acenar com a mão, ou recitar o alfabeto antes de merecer mais um dia de vida?

Se uma expressão de acuidade mental básica é necessária para se ter o direito de ser um membro da comunidade humana, o que deveríamos fazer com pessoas em estado de coma, pessoas muito idosas, ou a mamãe de cinquenta anos com Alzheimer?

E o que dizer de todos nós quando dormimos?

Deveríamos negar o direito de viver de um feto apenas pelo lugar onde vive?

O meio onde vivemos pode nos dar ou retirar algum valor?

Valemos menos do lado de dentro do que do lado de fora?

Podemos simplesmente ser mortos quando estamos nadando debaixo d’água?

O lugar onde estamos determina quem somos?

Uma travessia de vinte centímetros no momento do parto nos torna humanos?

Essa mudança de cenário transforma “coisas” em pessoas?

O amor é condicionado pela localização?

Deveríamos reservar a dignidade humana apenas para aqueles que não são dependentes de outros?

Apenas merecemos viver quando podemos viver por conta própria?

Um feto de quatro meses é inferior a um ser humano porque precisa de sua mãe para viver?

Uma criança de quatro meses é inferior a um ser humano quando ainda precisa de sua mãe para viver?

E se você precisar de uma diálise, ou insulina, ou um aparelho respiratório?

A dignidade é fruto do pleno funcionamento das nossas capacidades vitais?

A independência é um pré-requisito para nos identificar como ser humano?

Somos valiosos apenas quando podemos pensar, realizar tarefas, ou fazer as coisas por conta própria?

Se a vida de um feto é vida humana, o que justifica arrancá-la fora?

Seria justo tirar a vida de seu filho no aniversário de um ano porque ele veio à vida por meio de circunstâncias tristes e trágicas?

Você jogaria sua filhinha de um ano e seis meses no meio dos carros em tráfego porque ela tornou nossa vida difícil?

Uma criança de três anos de idade merece morrer porque pensamos que merecemos uma escolha?

O que você merece agora?

Quais são seus direitos como ser humano?

Você tinha esses mesmos direitos há cinco anos?

E quando você era um adolescente e nem podia dirigir?

E naquele tempo em que sua bicicleta tinha rodinhas de apoio?

Você era menos do que um ser plenamente humano quando brincava com terra?

E quando você usava babador?

E quando ainda mamava?

E quando cortaram seu cordão umbilical?

E quando você boiava no liquido amniótico e chutava aquela parede elástica?

E quando seu coração bateu pela primeira vez no monitor?

E quando cresceram suas primeiras unhas?

E quando se desenvolveram suas primeiras células?

Do que deveríamos chamar a criança no útero?

Um feto?

Um mistério?

Um erro?

Uma questão ideológica controversa?

E se a ciência, as Escrituras e o consenso chamarem-na de pessoa?

E se um feto, o bebê desastrado, a criança inocente, o adolescente indisciplinado, o calouro universitário, a noiva maquiada, a mãe de primeira viagem, a mulher trabalhadora, a vovó orgulhosa, e o velho amigo esclerosado não diferirem em tipo, mas apenas em tempo?

Onde na evolução a humanidade começa e termina?

Quando a vida passa a ter valor?

Quando começamos a valer alguma coisa?

Quando os direitos humanos se tornam nossos direitos?

E se Dr. Seuss estiver certo e uma pessoa for uma pessoa, sem importar o tamanho que tenha?

Por que celebrar o direito de matar o que você foi um dia?

Por que negar os direitos do pequenino que é o que você é?





Publicado no The Gospel Coalition: 40 Years after Roe, 64 questions

Divulgação: Reformahoje.org

Tradução: Allan Santos 


sábado, maio 04, 2013

Um bandido pra chamar de seu.









Um bandido pra chamar de seu.

por Gustavo Nogy



À esquerda uma das vítimas da sociedade Neoliberal, à direita Cinthya
 Magaly Moutinho de Souza 




Há poucos dias, três homens de bem, inequívocas vítimas da Sociedade Neoliberal e da Lógica de Mercado, atearam fogo na dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 47, justamente contrafeitos com a pequena quantia em dinheiro encontrada no consultório da profissional. Isso não se faz, não senhor. As contas precisam ser pagas e o bolsa família não está para essas coisas. Semanas antes, o estudante Victor Hugo Deppman, 19, imprudentemente demorou mais do que os regulamentares trinta segundos para entregar a um legítimo representante das parcelas menos favorecidas da população o celular a que este teria direito, não lhe houvesse sido negado por ser negro, por ser pobre, por ser menor; quiçá, por ser ciclista. Contrariado com a situação, o adolescente em situação de risco achou por bem defender-se das incorrigíveis injustiças sociais fazendo uso do revólver que, tivesse a sociedade civil apoiado o estatuto do desarmamento, não estaria em suas puríssimas mãos. Sabedor desses e de outros fatos assemelhados, vou tomar minhas precauções se vir a Lógica de Mercado solta por aí.

O clamor social depois dos amenos fatos mencionados foi pela necessária redução da maioridade penal. Dezesseis anos – dizem os brancos, os católicos, os donos de automóveis, os felicianos – são suficientes anos para que o indivíduo saiba a diferença entre um 38 e uma 45 – e os efeitos respectivos que produzem. Para os progressistas, no entanto, isso é discurso de ódio. É querer responsabilizar – vejam só que tamanhos absurdos a que chegamos! – o sujeito com dezessete anos, onze meses e vinte e nove dias pelos atos que pratica, como se não fosse óbvio e como se não soubessem as pedras e os cândidos Antônios que a responsável é a própria sociedade, indesculpável autora dos crimes dos quais se julga vítima, e o meliante em questão não passa de um boneco de ventríloquo das teses comumente ventiladas nos artigos do Vladmir Safatle.

E dizem mais: dizem que punir menores de dezoito anos não vai resolver o problema da violência, e que o verdadeiro problema é mesmo a falta de oportunidades, de educação pública-e-de-qualidade, de espaços para o menino chutar uma bola ou empinar uma pipa. Punir o peralta que nada mais fez que emprestar seu fura-bolo para a sociedade de classes apertar o gatilho é apenas perpetuar o estado de coisas e abarrotar os presídios de marginalizados que não terão meios de se readaptar à sociedade, coitadinhos.

Pois eu digo: às favas com a readaptação do meliante e a retórica dos bem-intencionados de sempre, entre os quais sociólogos e juristas munidos dos tais estudos e documentos a dizer que até os dezoito anos completos o cidadão não goza de plena autodeterminação moral e psicológica e patotas tais. Acho realmente intrigante a idéia de que numa dada idade, decidida mais ou menos arbitrariamente, o infeliz não goza das capacidades todas para saber distinguir um ser humano morto de um ser humano vivo. Dada a mesma idade mais um dia, o pobre-diabo passa da condição de inimputável para a de cidadão inteiramente responsável, deixando agora de ser protegido pelo ECA para ser defendido pelos artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem. 

Esse tipo de argumento ignora que a pena é um dispositivo essencialmente punitivo – é responsabilizar o sujeito pelas ações praticou. Pouco importa, em princípio, sua ressocialização – seja imediata ou futura. O que se quer é punir o crime e tirar o malfeitor de circulação. A ideia é precisamente que o criminoso fique um tempo bastante razoável sem tomar conhecimento da tal sociedade, e não o contrário. Bandido, muito obrigado, mas sua participação acabou por aqui.

Eu não sei se prender garotos antes dos dezoito anos diminui a criminalidade, muito embora eu tenha a vaga impressão de que cadeias existem porque existem criminosos, e não o contrário. Mas ficaremos muito mais satisfeitos, ainda que não suficientemente satisfeitos, se soubermos que um desgraçado que tem como desporto incendiar mulheres ou executar estudantes por uns trocados vai perder a chance de adicionar novos amigos no Facebook por algumas décadas. 

Grato pelos conselhos, psicólogos queridos; devida vênia aos senhores, criminólogos tão graves das suas obrigações, mas entre o incendiário e a incendiada, se me permitem a ousadia, fico com a última. 



Publicado no site Ad Hominem.


sexta-feira, maio 03, 2013

Marxismo: a máquina assassina.

Marxismo: a máquina assassina.
por J.Rummel(*)




Ninguém jamais deve usufruir de poderes ilimitados.




Com a queda da União Soviética e dos governos comunistas do Leste Europeu, muitas pessoas passaram a crer que o marxismo, a religião do comunismo, está morto. Ledo engano. O marxismo está vivo e vigoroso ainda em muitos países, como Coréia do Norte, Cuba, Vietnã, Laos, em vários países africanos e, principalmente, na mente de muitos líderes políticos da América do Sul. 



No entanto, de extrema importância para o futuro da humanidade é o fato de que o comunismo ainda segue poluindo o pensamento e as ideias de uma vasta multidão de acadêmicos e intelectuais do Ocidente.

De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — muito mais sangrenta do que a Inquisição Católica, do que as várias cruzadas e do que a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo foi sinônimo de terrorismo sanguinário, de expurgos seguidos de morte, de campos de prisioneiros e de trabalhos forçados, de deportações, de inanição dantesca, de execuções extrajudiciais, de julgamentos "teatrais", e de genocídio e assassinatos em massa.

No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que todas as guerras domésticas e estrangeiras durante o século XX mataram aproximadamente 35 milhões de pessoas. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal do que todas as guerras do século XX combinadas, inclusive a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã. (N. do Editor: Além destes 110 milhões de mortos, não vejo motivo para excluir dentre as vítimas do comunismo os 336 milhões de abortos forçados que o governo chinês, com um orgulho macabro, admitiu recentemente ter realizado entre 1971 e 2010. Isso leva o número de vítimas à casa dos 450 milhões de seres humanos. E levando-se em conta que a legalização do aborto é obra intelectual e política dos comunistas não só na China, como no resto do mundo, não me parece um exagero afirmar que o marxismo matou mais de meio bilhão de pessoas, ou, no mínimo, abriu o precedente cultural e jurídico para que mais algumas dezenas de milhões de fetos fossem assassinados nas últimas décadas. Ver também nota de Graça Salgueiro ao fim do artigo.)

E o que o marxismo, o maior de todos os experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres à custa deste sangrento número de vidas humanas? Nada de positivo. Ele deixou em seu rastro apenas desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais.

O Khmer Vermelho — comunistas cambojanos que governaram o Camboja por quatro anos — fornece algumas constatações quanto ao motivo de os marxistas acreditarem ser necessário e moralmente correto massacrar vários de seus semelhantes. O marxismo deles estava em conjunção com o poder absoluto. Eles acreditavam, sem nenhuma hesitação, que eles e apenas eles sabiam a verdade; que eles de fato construiriam a plena felicidade humana e o mais completo bem-estar social; e que, para alcançar essa utopia, eles tinham impiedosamente de demolir a velha ordem feudal ou capitalista, bem como a cultura budista, para então reconstruir uma sociedade totalmente comunista. 

Nada deveria se interpor a esta realização humanitária. O governo — o Partido Comunista — estava acima das leis. Todas as outras instituições, normas culturais, tradições e sentimentos eram descartáveis.

Os marxistas viam a construção dessa utopia como uma guerra contra a pobreza, contra a exploração, contra o imperialismo e contra a desigualdade — e, como em uma guerra real, não-combatentes também sofreriam baixas. Haveria um necessariamente alto número de perdas humanas entre os inimigos: o clero, a burguesia, os capitalistas, os "sabotadores", os intelectuais, os contra-revolucionários, os direitistas, os tiranos, os ricos e os proprietários de terras. Assim como em uma guerra, milhões poderiam morrer, mas essas mortes seriam justificadas pelos fins, como na derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Para os marxistas no governo, o objetivo de uma utopia comunista era suficiente para justificar todas as mortes.

A ironia é que, na prática, mesmo após décadas de controle total, o marxismo não apenas não melhorou a situação do cidadão comum, como tornou as condições de vida piores do que antes da revolução. Não é por acaso que as maiores fomes do mundo aconteceram dentro da União Soviética (aproximadamente 5 milhões de mortos entre 1921-23 e 7 milhões de 1932-33, inclusive 2 milhões fora da Ucrânia) e da China (aproximadamente 30 milhões de mortos em 1959-61). No total, no século XX, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.

O que é espantoso é que esse histórico fúnebre do marxismo não envolve milhares ou mesmo centenas de milhares, mas milhões de mortes. Tal cifra é praticamente incompreensível — é como se a população inteira do Leste Europeu fosse aniquilada. O fato de que mais 35 milhões de pessoas fugiram de países marxistas como refugiados representa um inquestionável voto contra as pretensões da utopia marxista. [Tal número equivale a todo mundo fugindo do estado de São Paulo, esvaziando-o de todos os seres humanos.]

Há uma lição supremamente importante para a vida humana e para o bem-estar da humanidade que deve ser aprendida com este horrendo sacrifício oferecido no altar de uma ideologia: ninguém jamais deve usufruir de poderes ilimitados.

Quanto mais poder um governo usufrui para impor as convicções de uma elite ideológica ou religiosa, ou para decretar os caprichos de um ditador, maior a probabilidade de que vidas humanas sejam sacrificadas e que o bem-estar de toda a humanidade seja destruído. À medida que o poder do governo vai se tornando cada vez mais irrestrito e alcança todos os cantos da sociedade e de sua cultura, maior a probabilidade de que esse poder exterminará seus próprios cidadãos.

À medida que uma elite governante adquire o poder de fazer tudo o que quiser, seja para satisfazer suas próprias vontades pessoais ou, como é o caso dos marxistas de hoje, para implantar aquilo que acredita ser certo e verdadeiro, ela poderá impor seus desejos sem se importar com os custos em vidas humanas. O poder é a condição necessária para os assassinatos em massa. Quando uma elite obtém autoridade plena, várias causas e condições poderão se combinar para produzir o genocídio, o terrorismo, os massacres ou quaisquer assassinatos que os membros dessa elite sintam serem necessários. No entanto, o que tem de estar claro é que é o poder — irrestrito, ilimitado e desenfreado — o verdadeiro assassino.

Nossos acadêmicos e intelectuais marxistas da atualidade usufruem um passe livre. Eles não devem explicações a ninguém e não são questionados por sua defesa de uma ideologia homicida. Eles gozam de um certo respeito porque estão continuamente falando sobre melhorar as condições de vida dos pobres e dos trabalhadores, suas pretensões utópicas. Porém, sempre que adquiriu poder, o marxismo fracassou miserável e horrendamente, assim como o fascismo. Portanto, em vez de serem tratados com respeito e tolerância, marxistas deveriam ser tratados como indivíduos que desejam criar uma pestilência mortal sobre todos nós.

Da próxima vez que você se deparar com marxistas ou com seus quase equivalentes, os fanáticos esquerdistas, pergunte como eles conseguem justificar o assassinato dos mais de cento e dez milhões de seres humanos que sua fé absolutista provocou, bem como o sofrimento que o marxismo criou para as outras centenas de milhões de pessoas que conseguiram escapar e sobreviver.



Nota da jornalista Graça Salgueiro:
Todos os anos Cuba realiza uma média de 100 mil abortos, alguns deles forçados e sem o conhecimento da mãe, pois existe uma substância nos fetos que serve para fazer uma medicação para doenças neurológicas graves, como os males de Parkinson e de Alzheimer, e cuja patente é cubana. Anualmente chegam à ilha milhares de estrangeiros em busca desse tratamento, o que significa MUITOS dólares e euros entrando legal e abundantemente nos cofres dos Castro. Daí o incentivo ao aborto. Há alguns anos, assisti a um vídeo no qual uma moça contava que estava grávida e fora fazer a consulta do pré-natal. Quando o médico disse que ela "precisava abortar porque estava correndo sérios riscos". No vídeo, ela contava chorando que não sentia absolutamente NADA e que queria muito ter seu bebê.





(*)R.J. Rummel, professor emérito de ciência política e finalista de Prêmio Nobel da Paz, é o mais aclamado especialista mundial em democídio, termo que ele cunhou para se referir a assassinatos cometidos por governos. Escreveu o livro Death by Government, leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira se inteirar das atrocidades cometidas por governos. Ao todo, Rummel já publicou 29 livros e recebeu numerosas condecorações por sua pesquisa.


Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


quarta-feira, maio 01, 2013

Chamando o terrorismo por seu nome









por Rabino Benjamim Blech.







Por que o massacre de Boston pode ocorrer de novo? Agora sabemos.

Os sem coração e malvados terroristas responsáveis pelo atentado na maratona de Boston foram dois irmãos que receberam asilo político nos Estados Unidos. Foi graças à bondade desse país que puderam encontrar a liberdade que lhes negavam em sua Chechênia nativa. O irmão mais velho, Tamerlan, ferido fatalmente depois de disparar com rifles de assalto e de lançar bombas caseiras nos policiais que o perseguiam, estava lá como um residente legal. Seu irmão mais novo, Dzhokhar, em estado delicado de saúde depois de ter sido encontrado ao final de uma intensa caçada humana que fez com que Boston e suas áreas vizinhas ficassem absolutamente paralisadas, havia se convertido em cidadão norte-americano naturalizado, no que só pode ser considerado uma ironia horripilante, em 11 de setembro do ano passado. E é assim como agradecem a seu país adotivo, com sangue.

Foram eles que deixaram as mochilas na linha de chegada da maratona, carregadas com explosivos e com pregos para aumentar seu horrendo impacto em homens, mulheres e crianças inocentes. Foram eles que se afastaram calmamente enquanto a área se enchia com os gritos dos feridos que perderam braços e pernas, com o sangue dos mutilados que passaram de corredores a incapacitados para o resto da vida, e os prantos dos que testemunharam uma tragédia que está muito além do que as palavras podem descrever.

E agora também sabemos que Dzhokhar passou os dias posteriores ao inumano ataque, publicando letras de rap no Twitter e saindo para festas com seus amigos. “Sou uma pessoa descontraída”, escreveu em sua página do Facebook. Há tanto que continua sendo um mistério. Ainda não sabemos se atuaram sós (pouco provável). Porém, o que já é claro é que o irmão mais velho se converteu em um muçulmano radical e deu um jeito para influenciar seu irmão mais novo, conseguindo que este se unisse à sua Jihad.

Do mesmo modo que tantos antes deles, estes eram terroristas com uma causa. Puderam racionalizar seu comportamento inumano.

O presidente Obama levou um dia inteiro depois do massacre de Boston para chegar à conclusão de que quando “nós” somos o objetivo “sempre que se utilizam bombas para atacar civis inocentes, então, certamente é um ato de terror”.

Que diferença surpreendente!

Quando os terroristas disparam mísseis nos centros civis em Israel, a imprensa - inclusive o New York Times - se esforça para identificá-los simplesmente como “militantes”. Militante é uma palavra moralmente neutra. Por outro lado, a palavra terrorista é pejorativa, não esconde a natureza malvada da ação, sempre é má, sempre é um ato imperdoável de maldade. E essa é precisamente a razão pela qual a política do New York Times, daAssociated Press, Reuters e incontáveis outras publicações é continuar camuflando os atos de terrorismo no Oriente Médio com eufemismos purificadores e etiquetando erroneamente os terroristas como “lutadores pela liberdade”, “rebeldes” ou simplesmente “militantes”.

Quando o objetivo é Israel, o New York Times e grande parte do resto do mundo não ouve sobre terrorismo, não vê terrorismo e não informa sobre terrorismo. Os mísseis disparados sem provocação desde Gaza à civis em Sderot e as áreas vizinhas, foram ocorrências diárias durante anos. Porém, certamente foram disparados por simples “militantes”.




Como assinalou Eric Draitser perspicazmente: na semana passada houve uma surpreendente mudança no léxico da imprensa maciça nos Estados Unidos. Os islâmicos chechenos já não são denominados “rebeldes”nem “lutadores pela liberdade”. Após a notícia de que chechenos estiveram envolvidos no ataque em Boston, a linguagem mudou de imediato. A Associated Press, Reuters e outros incontáveis meios de comunicação publicaram artigos discutindo a “ameaça da Jihad” em lugares como Chechênia, onde “os ataques suicidas, as disputas sangrentas e a tomada de reféns” são uma rotina.

Porém, quando o tema não é Boston, seguimos longe de reconhecer a verdade sobre o terrorismo. A retidão política continua sendo sacrossanta e a expressão de um juízo moral em um contexto político continua sendo proibida.



Onde está a ira quando nos inteiramos que nesta mesma semana dois terroristas, Alam Kaabi e Sala Hamouri, que planejaram e executaram o assassinato do ministro israelense de turismo, Rehavam Zeevi, e planejaram assassinar o Grande Rabino Sefaradí, Rabino Ovadia Yosef - descritos na imprensa como “prisioneiros libertados recentemente” em troca da libertação de Gilad Shalit - serão honrados em uma cerimônia na Bourse de Travail da municipalidade de St. Denis, um subúrbio de Paris, a capital da França, acompanhados por um representante da Anistia Internacional?

E onde está a ira, quando nos inteiramos que os terroristas mais honrados pela sociedade palestina são os que assassinaram a maior quantidade de pessoas? Abd Al-Baset Ude, assassino de 30 pessoas no massacre do Seder de Pesaj em Netania, teve um torneio de futebol chamado em sua honra durante 14 anos. Seu irmão foi honrado com a distribuição dos troféus. Dalal Mughrabi, terrorista seqüestradora de ônibus, que liderou um dos ataques terroristas mais letais na história de Israel em 1978 quando ela e outro terrorista assassinaram 37 civis, 12 deles crianças, teve colônias de férias, escolas, cerimônias de graduação e eventos desportivos nomeados em sua honra, do mesmo modo que muitos documentários de TV honrando-a. Taer Hamad, um pistoleiro solitário que assassinou 10 israelenses em 2002, foi glorificado pelo jornal oficial da Autoridade Palestina (AP) como “o herói da Intifada”.

Esta adulação aos piores terroristas e glorificação por seu heroísmo, reflete a política da liderança atual da Autoridade Palestina. O presidente da AP, Mahmoud Abbas, cujo nome é precedido invariavelmente na imprensa com o adjetivo de “moderado”, não faz muito tempo publicou: 

“Saudação de honra e apreço” a assassinos em massa, aos quais nomeou publicamente um por um:

“Envio saudações de honra e apreço a todos os prisioneiros... Said Ataba (cumprindo prisão perpétua por assassinato em ataque terrorista)... Marwan Barghouti (cumprindo cinco prisões perpétuas por planejar ataques terroristas mortais)... Ahmad Saadat (cumprindo 30 anos de prisão por liderar a organização terrorista Frente Popular pela Libertação da Palestina, honrado na televisão pela AP por planejar o assassinato do ministro israelense Zeevi em 2001, e nunca tê-lo concluído)... Aziz Dweik (líder do Hamas, presidente do parlamento palestino)... Jamal Huweil (prisão perpétua por planejar ataques terroristas)... Jamal Tirawi (prisão perpétua por ataque suicida em um café)... Saudações a vocês de nosso povo” (fonte: página no Facebookdo Fatah, em 28 de março de 2013).

Os heróis inevitavelmente conseguem seguidores. Enquanto aqueles que são desavergonhada e cruelmente responsáveis pelos assassinatos de inocente recebam a adulação do mundo em vez de desprezo e da condenação, desafortunadamente continuaremos produzindo mais e mais de seus discípulos.

Temo que Boston ocorrerá de novo até que os terroristas de todo o mundo sejam rotulados como maldade pura - não só quando nos ameacem pessoalmente como americanos, senão onde seja que façam sua diabólica aparição.

É hora de proclamarmos inequivocamente que todo aquele que é culpado de matar indiscriminadamente a inocentes, por mais justa que ele considere sua causa, já não merece ser parte da sociedade civilizada.




Tradução de Graça Salgueiro

Fonte: Mídia Sem Máscara