terça-feira, setembro 15, 2015

A surpreendente moda do “LUBERalismo” - um motivo para nos animarmos.











por Luciana Lopes e Adriano Gianturco (*).




Um dos efeitos mais interessantes da chegada da Uber no Brasil tem sido a súbita e surpreendente defesa do livre mercado empreendida pelos seus usuários diante das recentes tentativas de proibição do aplicativo.

O "luberalismo" dos usuários surpreende pela qualidade dos argumentos. Nas redes sociais, condena-se a reserva de mercado dos táxis e o caráter coercitivo da organização do transporte público e seu sistema de licenças estatais. Muitos invocam seu direito de escolha: por que devem ser limitados apenas a um serviço, quando seria possível escolher entre vários?

Outros questionam a qualidade do serviço prestado pelos táxis, acostumados ao monopólio, e a compara à dos novos entrantes, apontando que a concorrência leva a uma melhoria geral da qualidade do serviço e do bem estar dos consumidores.

Outros ainda apontam que, a depender do legislador, estaríamos ainda usando máquinas de escrever, e que a Uber já é suficientemente regulamentada pelos seus próprios usuários. Todos argumentos clássicos, há séculos defendidos pelos liberais e libertários, feitos espontaneamente por pessoas que, por ignorância ou opção, provavelmente torcem o nariz quando ouvem falar em "liberalismo".

Há um motivo pelo qual o senso comum, no caso da Uber, se adequou à defesa da liberdade. 


O economista Donald Boudreaux diz que estamos tão bem acostumados com a fluidez dos mercados no nosso dia a dia que nunca nos perguntamos como as trocas entre bilhões de pessoas desconhecidas podem funcionar tão bem a ponto de sempre podermos encontrar um prato de comida em um restaurante. Em geral, quando questionado a pensar nos mercados, o consumidor se sente alheio a esse grande e complexo sistema (apesar de ser, como definiu Ludwig von Mises, seu soberano) e tende a querer controlá-lo e a planejá-lo por meio de legislações e regulamentos governamentais. 


A Uber, ao contrário, torna o funcionamento do mecanismo de trocas e a soberania do consumidor claros e evidentes — por meio de um simples aplicativo, o usuário decide, escolhe e avalia o serviço que adquire.

Ele sabe que não é da benevolência do motorista que vêm a água, as balinhas e a gentileza, mas do seu empenho em promover seu auto-interesse — no caso, as 5 estrelinhas que garantem sua continuidade na rede. A própria lei da oferta e da demanda é evidenciada pela tarifa dinâmica — o usuário vê os preços subirem nos momentos de maior tráfego e decide se vale ou não a pena solicitar a viagem.

Assim, o aplicativo Uber permite ao usuário exercer e experimentar diretamente o poder autorregulador dos mercados.

Porquanto o Luberalismo da ocasião deva ser celebrado em um país de tradição autoritária e antimercadista, é o momento de mostrar que ele não deve se restringir à Uber. Os argumentos a favor da abertura e da competição, evidentes no caso do aplicativo, valem para toda a economia.

No transporte coletivo, as vans, concorrendo com as concessionárias, fazem trajetos mais eficientes e baratos, garantindo um serviço melhor à população mais pobre. Na fotografia, um mercado ainda relativamente livre (não se depender do Senado Federal), qualquer pessoa pode ter seus momentos documentados, por preços baixíssimo ou altos, por novatos ou profissionais de renome. 


Na telefonia, viu-se como a abertura à competição (ainda que limitadíssima, no caso do Brasil), possibilitou a universalização dos celulares. Na Índia e na Guatemala, onde a liberalidade quanto às concessões de telefonia é grande, as tarifas estão entre as menores do mundo.

Na nova economia compartilhada, plataformas como Airbnb, Udemy, Indiegogo, que possibilitam trocas entre seus usuários, estão provocando uma verdadeira revolução de preços, qualidade e oferta.

Assim, quando nos deparamos com mercados aparentemente complexos e não conseguirmos imaginar como poderia se dar seu funcionamento sem uma regulamentação centralmente planejada, tentemos "uberizá-lo". Imagine um Uber para diaristas, contadores, advogados, médicos ou professores. Imagine um Uber para a compra de carros, eletrodomésticos ou comida.

Imagine que exista um aplicativo que conecte tomadores e prestadores daquele serviço, ou consumidores e produtores daquele bem. Imagine essa plataforma descentralizada, que dá aos usuários um poder real de avaliar e direcionar os preços, quantidades e qualidade desses bens e serviços.

Essa plataforma é o livre mercado.




Luciana Lopes é formada em Direito pela UFMG e atua como consultora legislativa de finanças públicas.

Adriano Gianturco é doutor em Teoria Política, professor do Ibmec de Belo Horizonte, e autor do livro "O empreendedorismo de Israel Kirzner.

Fonte: http://www.mises.org.br/

segunda-feira, setembro 14, 2015

O cúmulo da irresponsabilidade.






por Nivaldo Cordeiro (*)







A decisão de Dilma Rousseff de remeter proposta orçamentária deficitária ao Congresso Nacional, em meio a grave crise econômica, reflete o descompromisso dela e do seu partido, o PT, com os destinos da nação. É mesmo um comportamento infantil. A presidente, sabedora de que o Congresso Nacional não aprovaria proposituras de elevação (ou criação) de impostos, bateu o pezinho e manteve a colossal despesa, que não cabe no orçamento. Recusou-se a enfrentar sua clientela preferencial, os tais movimentos sociais.



A reação do mercado foi imediata. O câmbio desvalorizou-se instantaneamente. Em seguida, veio a notícia que a agência avaliadora Standard and Poor’s retirou o precioso grau de investimento, fato que encarece a captação de recursos e impede que investidores institucionais façam do Brasil um destino de seus investimentos. Assim, o Brasil entrou no rol dos mercados especulativos de alto risco. Há algum tempo está havendo fuga de capitais por quebra da confiança.



A agência avaliadora funciona como uma Serasa para países, de certo forma fazendo a análise da “ficha cadastral”. Bancos também emprestam para quem não tenha uma ficha azul, mas os custos e as garantias exigidas serão mais severos. Assim será com o Brasil. O dinheiro ficará cada vez mais caro e escasso por pura incompetência da senhora governante.



Esse tem sido o modo do PT governar, em todas as esferas. Dá as costas para a realidade e praticando injustiças contra os brasileiros. A fantástica ideia de criar a CPMF e outros impostos em plena recessão é fazer pouco caso da capacidade contributiva dos brasileiros e empregar falsos argumentos desenvolvimentistas. Na crise, o certo é reduzir impostos e, mais ainda, as despesas.



Somando tudo, se apresenta no futuro imediato o encaminhamento do processo de impeachment, pois Dilma Rousseff demostrou não ter as condições psicológicas, morais e técnicas para seguir governando. Ela está destruindo o Brasil e os sonhos dos brasileiros. Precisa ser escorraçada do poder o quanto antes. Aliás, seu partido está definhando e deverá sofrer derrota devastadora no ano que vem. Muita gente está deixando o PT já agora. Ninguém quer ficar embarcado em um navio que afunda. Ninguém quer mais a estrela vermelha.



A tardança no processo de impeachment só prejudicará os brasileiros por mais tempo, pois é um fato inexorável. Percebo que a classe política e os empresários já se deram conta disso. Os jornais, todos os dias, dão sinais de que há articulações em andamento para retirar Dilma do poder. É um imperativo de sobrevivência.



Toda gente sabe que a superação da crise econômica terá de ser precedida da superação da crise política. Isso significa construir uma maioria para acabar com os privilégios dos petistas e sua corriola devoradora de orçamento. Será um parto, mas terá de ser feito. Sem acabar com os privilégios não há maneira de o orçamento caber dentro das possibilidades pagadoras dos brasileiros. Os parasitas ficaram mais numerosos do que os que trabalham. Uma iniquidade que precisa ser corrigida.



Quem viver verá.




sábado, setembro 12, 2015

A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado.






A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado.
por Harry Browne  (*)


N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira








De todos os passos que foram dados rumo ao caminho da servidão, qual foi o pior?

Em minha opinião, foi o de permitir que o estado educasse nossos filhos, seja diretamente por meio de escolas públicas, seja indiretamente por meio de escolas privadas reguladas integralmente pelo Ministério da Educação.

Dado que a educação que nossos filhos recebem é toda controlada por funcionários públicos, que operam dentro das normas estabelecidas por um sistema estatal, não é surpresa nenhuma que nossos filhos cresçam acreditando que:



— o estado é um árbitro justo, imparcial, amoroso e caritativo, ao contrário de empreendedores privados, que agem somente em interesse próprio;

— programas governamentais realmente entregam aquilo que prometem e, sem eles, as pessoas estariam em situação muito pior;

— sem a saúde e a educação públicas, e sem programas de assistência social do governo, todos morreríamos doentes ainda muito jovens, seríamos analfabetos e as ruas estariam repletas de pessoas passando fome; e

— o estado é o país, e é nosso dever patriótico apoiar toda e qualquer política idiota que o governo decida implementar.




A educação é um desastre. Se você não acredita em mim, pergunte aos próprios políticos. Todo ano de eleição eles aparecem para nos contar como a educação está terrível — crianças que não conseguem ler em idade já avançada, violência nas salas de aula, professores incapacitados e mal pagos, infraestrutura precária e aos pedaços, drogas sendo vendidas dentro das escolas, salas de aula com excesso de alunos etc.

É claro que todos os políticos têm na ponta da língua soluções que irão sanar todos estes problemas. Porém, mesmo depois de eleitos, e de implementarem suas soluções, eles sempre voltam nas eleições seguintes dizendo como a situação da educação continua terrível.

A política e as escolas públicas

A primeira coisa que precisa ser entendida a respeito das escolas públicas é que elas não são instituições educacionais. Elas são agências políticas — logo, são controladas pelo grupo que tenha mais influência política. E isto exclui você e eu.

Não é de se estranhar, portanto, que suas políticas de ensino e de funcionamento sejam ditadas pelos sindicatos dos professores e dos funcionários, bem como pelas fantasias utópicas das universidades nas quais esses professores se formaram. Não existe um sistema de recompensas ou de incentivos para inovações. Mesmo os professores mais bem intencionados não têm oportunidades para utilizar métodos originais, lógicos e sensatos para resolver problemas rotineiros. Não há nenhuma chance de se recompensar aqueles que demonstram um desempenho superior. É a burocracia quem comanda tudo, e a ela todos devem ser submissos.

Para piorar, as escolas públicas acabam ensinando muitas coisas que iriam deixar os pais apavorados — isto se os pais soubessem exatamente o que se passa nas escolas. Orientação sexual e "kit-gay" são apenas a ponta do iceberg. Os alunos são ensinados a atormentar seus pais para que eles reciclem lixo, para que fechem a torneira do chuveiro enquanto estiverem se ensaboando durante o banho, e para que adotem inúmeros outros rituais da nova religião ambientalista. Literatura clássica quase nunca é mencionada. Quando o é, é apenas para mostrar como as pessoas já foram ignorantes e insensíveis, e não para mostrar aos alunos a complexidade da vida e a riqueza do idioma.

Tempo e recursos parece haver de sobra para ensinar as crianças a se conformarem com a ideologia e o pensamento politicamente correto da moda. Porém, se os pais reclamam que seus filhos não estão aprendendo ciências, português, história e matemática, os políticos respondem que está faltando dinheiro, os professores respondem que são mal pagos e vários "agentes sociais" dizem que a nova metodologia de ensino, com maior ênfase na 'consciência social do aluno', é bastante superior ao velho e reacionário método clássico de educação. E, no final, todos se unem para concluir que o grande problema realmente é o governo, que destina poucodinheiro para a educação — logo, novos impostos são necessários.

A questão é: teria como as coisas realmente serem diferentes? Nesse atual arranjo, sem estarem submetidos a uma pressão competitiva, sem estarem sujeitos à concorrência, as pessoas que realmente estão no controle das escolas públicas — os burocratas sindicalizados — estão livres para saciar seus desejos mais indômitos de doutrinar as crianças para que elas sejam cidadãos exemplares da Nova Ordem. Em um sistema como este, os bons professores não têm a menor chance — nem o estímulo — de fazer a diferença.

Público vs. Privado

O problema não são professores despreparados. O problema não é a falta de recursos ou a falta de participação dos pais.

O problema é que as escolas são administradas pelo governo.

Podemos ver isso claramente ao comparar a educação pública com a indústria de computadores — um dos ramos menos regulados em todo o mundo.



— A educação está sob o comando de políticos e burocratas, gente que jamais irá enfrentar pessoalmente as consequências de suas próprias medidas, por mais que arruínem a educação de nossos filhos. E assim, os custos da educação vão ficando cada vez maiores, ano após ano, ao mesmo tempo em que a qualidade e a utilidade decrescem velozmente.

— A produção de computadores, notebooks e afins está sob o comando de empreendedores, pessoas que visam ao lucro e que, por isso mesmo, têm de estar sempre encontrando novas maneiras de nos satisfazer, produzindo cada vez mais com cada vez menos — caso contrário, perderão o que investiram e irão à falência. E assim, computadores, notebooks e demais apetrechos tecnológicos vão ficando cada vez mais baratos, ano após ano (ou mês após mês), ao mesmo tempo em que sua qualidade e utilidade aumentam velozmente.



Ao contrário das empresas de tecnologia, as escolas públicas são organizações monopolistas isoladas da concorrência — e inteiramente sustentadas pela coerção do governo. Um sistema de vouchers para as escolas privadas, nos moldes defendidos por alguns liberais genuínos, não tornaria as escolas públicas mais competitivas simplesmente porque as escolas do governo não precisam competir. (Em nível universitário, já temos os exemplos práticos do ProUni e do Fies, que nada mais é do que uma variância desse esquema de vouchers. O único resultado foi piorar a educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais têm de competir por novos alunos; o governo já garante a receita.)

Não importa quantos alunos as escolas públicas percam para as escolas privadas e para aqueles heróis que, à revelia do governo, praticam ensino doméstico; o fato é que as escolas públicas ainda obtêm seus recursos por meio da força — e quanto maiores os seus fracassos, mais eles são utilizados como desculpa para se exigir ainda mais recursos.

Dado que o governo possui livre acesso a um recurso que empresas privadas não têm — o dinheiro dos pagadores de impostos —, ele consegue oferecer seus serviços "gratuitamente". Eles não são realmente gratuitos, é claro; no contexto estatal, "gratuito" significa que todas as pessoas pagam pelo serviço, queiram elas ou não.

Infelizmente, isso que irei dizer agora não é compreendido por todos, mas enquanto o governo puder tributar os cidadãos para lhes fornecer serviços educacionais a preço marginal zero, todo um serviço educacional privado que poderia existir jamais é criado. Não deixa de ser irônico constatar essa contradição: ao mesmo tempo em que o governo vigilantemente pune empresas que praticam "concorrência predatória" (leia-se: fornecem produtos e serviços a preços baixos), ele próprio incorre nessa prática — só que de maneira totalmente coerciva, pois o faz com o dinheiro que confisca da população — no serviço educacional.



Inversão de papéis

Suponhamos que o governo tenha estatizado a indústria de computadores tão logo ela surgiu (tudo para o "bem do povo", claro). Não é difícil imaginarmos como ela seria hoje:



— Um computador pessoal custaria alguns milhões de reais e seria maior que uma casa;

— Ele provavelmente seria capaz de realizar operações de soma e subtração, porém os funcionários públicos iriam nos explicar por que é cientificamente impossível uma máquina destas realizar multiplicações e divisões;

— O custo de um computador subiria continuamente, e cada modelo novo seria pior e mais caro que o do ano anterior;

— Haveria grupos de interesse organizados tentando fazer com que o governo produzisse computadores com DOS, e outros grupos exigindo interface gráfica. Haveria intensos debates sobre se os computadores fornecidos pelo governo deveriam poder acessar sites religiosos ou não.



O lado positivo seria que todos os computadores viriam com um software que ensinaria às crianças como manusear uma camisinha.


Por outro lado...


Agora vamos supor o contrário, que a educação fosse organizada de acordo com a indústria de computadores — formada por empresas privadas concorrendo em um mercado sem barreiras à entrada, livres de todos os tipos de regulamentações, que não estivessem sujeitas a matérias obrigatórias ou a comissões políticas. Em suma, por empresas que simplesmente tivessem de competir pela preferência dos pais.


Como as escolas seriam? Parece-me óbvio que:




— O custo da educação cairia ano após ano, com as empresas encontrando maneiras de fornecer educação de qualidade a custos cada vez menores. E todo o dinheiro que você gasta hoje para pagar pelas escolas públicas por meio de impostos ficaria integralmente com você, para gastar como achar melhor.

— A concorrência faria com que as escolas tivessem de melhorar ano após ano. Não dá para fazer previsões, mas é bem possível que as crianças precisassem passar apenas 3 horas por dia na escola para receber uma educação muito superior do que a obtida hoje nas escolas controladas pelo governo.

— As escolas seriam tão mais estimulantes, que as crianças poderiam perfeitamente querer passar várias horas por dia explorando o mundo da matemática, da história, da geografia, da literatura, da redação ou de qualquer outro tema que tenha despertado sua imaginação.

— Dado que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar religião, "sensibilidade social" e educação sexual; não haveria problemas com a imposição estatal de "kit-gay" ou com a aceitação ou não de professores homossexuais. Se uma escola quisesse se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali. A liberdade definiria as escolhas. Não mais haveria as centenas de controvérsias que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do Ministério da Educação. Se você não gosta do que a escola do seu filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer.

— Haveria dezenas de opções disponíveis para você — escolas mais severas, escolas com disciplinas especiais, como música e cinema, escolas alternativas e até mesmo escolas que ofereçam um ensino completo sobre o funcionamento do livre mercado e do empreendedorismo, o que iria ajudar seu filho a obter uma vida mais confortável quando crescesse, além de poupar seu cérebro de infecções marxistas. Algumas escolas poderiam perfeitamente criar um currículo personalizado baseando-se em suas expectativas e nas capacidades de seu filho, ao passo que outras ofereceriam uma educação mais simples a um custo menor para aqueles que precisam economizar.



Temos de agradecer aos céus pelo fato de que nossos computadores e demais aparelhos eletrônicos não são fornecidos pelo estado. Mas também nunca podemos nos esquecer de como a educação poderia ser muito melhor, mais dinâmica e estimulante, se ela fosse tão livre do estado quanto é a indústria tecnológica.Não há nada de específico na educação que nos faça duvidar de que o mercado poderia fornecê-la. Assim como qualquer produto ou serviço, a educação é uma combinação de terra, trabalho e capital direcionados a um objetivo claro: a instrução de assuntos acadêmicos e relacionados, os quais são demandados por uma classe de consumidores, majoritariamente pais.

O argumento de que uma educação de alta qualidade seria intrinsecamente cara para uma fatia significativa da população não se sustenta. Um livre mercado que consegue saturar a sociedade com telefones celulares, geladeiras, fornos microondas, televisões da alta definição, computadores, tablets e máquinas de lavar certamente pode produzir educação de alta qualidade para as massas. O segredo é a liberdade de empreendimento.



Imagine um mundo em que os impostos para a educação deixassem de existir, em que a liberdade conduzisse a educação de seus filhos e você pudesse escolher uma escola para eles da mesma maneira que escolhe qual artefato eletrônico quer comprar.

Isso é querer demais?


(*)Harry Browne , o falecido autor de Por que o Governo Não Funciona (Why Government Doesn't Work) e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.


sexta-feira, setembro 11, 2015

Assembleia de Deus Madureira libera divórcio, inclusive para pastores e líderes.






Assembleia de Deus Madureira libera divórcio, inclusive para pastores e líderes.por Julio Severo





Uma das denominações evangélicas mais rígidas em sua doutrina parece que não é mais tão rígida assim: a Assembleia de Deus da Madureira (também conhecida como CONAMAD) decidiu mudar seu estatuto para permitir que pastores e outros líderes possam se casar novamente. Enfim, o divórcio está liberado.


A resolução foi ratificada em julho deste ano no congresso da CONAMAD (Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério Madureira), que ocorreu em Brasília, e foi assinada por um grande número de pastores assembleianos.
A resolução diz “O ideal divino para o casamento é que ele seja uma união para a vida toda.” Mas então pondera que devido a violência, adultério, abusos físicos e psicológicos bem como abandono emocional ou espiritual podem fazer com que seja “imperiosa a dissolução do matrimônio” e “admite o divórcio e nova núpcia.”

Com a resolução, a Assembleia de Deus  Madureira tenta conter a enxurrada de escândalos de separação, onde líderes de renome deixaram suas esposas em troca de mulheres mais jovens.

Não se sabe o que foi que essa denominação fez com a passagem da Bíblia que diz:

“É fundamental, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só esposa, equilibrado, tenha domínio próprio, seja respeitável, hospitaleiro, capacitado para ensinar.” (1 Timóteo 3:2 King James Atualizada)


Mas a liberação do divórcio para pastores e líderes não é o primeiro escândalo da Assembleia de Deus da Madureira. O líder máximo dessa denominação, o bispo vitalício Manoel Ferreira, apoiou Lula e Dilma nas suas duas eleições presidenciais.
Há também o escândalo de pastores assembleianos que, segundo o Portal Padom, teriam recebido dinheiro de propinas da Petrobrás.

Outro escândalo importante é o envolvimento de Ferreira com o falso messias Rev. Moon.
Esses escândalos provam que a denominação dele anda divorciada de Deus já há algum tempo.

A única coisa certa que Ferreira andou fazendo foi questionar a fé evangélica da então candidata presidencial socialista Marina Silva. Seguindo o exemplo dele, por que não também questionar Ferreira e suas incoerências, oportunismos e apostasias?
Se a Assembleia de Deus da Madureira quer voltar a ser uma igreja que prega e pratica a Palavra de Deus, precisa se arrepender e se divorciar de seus pecados e escândalos, que já clamam ao Céu. Precisa se arrepender de seu divórcio e recasar com Deus.
Lugar de pastor ligado a Lula, Dilma, Rev. Moon, propinas e divórcio e recasamento não é no púlpito. É no banco, para ouvir a Palavra e ser liberto.

Com informações do Portal Padom.

quinta-feira, setembro 10, 2015

Comunismo em ação: breve ensaio sobre a destruição dos símbolos nacionais.









por Rafael Hollanda




Recentemente, o governo, através do noticiário, disponibilizou a população uma amostra do design do qual se comporão os novos passaportes utilizados por este país que se encontra sob o comando do partido mais corrupto, antinacional e mentiroso que a América Latina já presenciou.

A um observador ingênuo e despercebido, a face extremamente minimalista do documento que contém apenas a nomenclatura oficial do Brasil e o Cruzeiro do Sul com a inscrição “MERCOSUL” logo abaixo não tem absolutamente nada de suspeito. Sendo apenas uma versão “modernizada” do documento de viagem que simboliza o rosto do Estado brasileiro perante autoridade estrangeira.

Porém, ao olhar para o documento e fazer a analogia daquilo que ele representa e qual o contexto-geral que se encontra o que ele simboliza, percebe-se claramente que o Estado brasileiro, membro do MERCOSUL, que é a personificação exata do Foro de São Paulo (associação criada em 1991 por Lula e Fidel Castro para reunir a esquerda latino-americana no pós-guerra fria) no que concerne à materialização político-nacional do movimento, já começou o processo de destruição dos símbolos nacionais do Brasil. Algo que já vem sendo posto em prática desde o segundo governo Lula quando o poder legislativo do país concedeu o mesmo status legal aos símbolos do MERCOSUL em relação aos símbolos nacionais. Não é a toa que a bandeira do MERCOSUL é, por lei, obrigada a estar hasteada juntamente com a bandeira nacional em todas as repartições públicas do Brasil.

O que se nota cada vez mais nos países do América do Sul governados pelos partidos ligados ao Foro de São Paulo é a descaracterização dos símbolos nacionais para que, em um futuro não muito distante, todos eles sejam mesclados e reduzidos a um Cruzeiro do Sul, talvez, na bandeira de uma provável União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas (URSAL): o objetivo primário dos governos do Foro de São Paulo que foi criado justamente para isto.

Diagnosticar o patriotismo como uma barreira ao avanço da tirania comunista e tentar acabar com ele a qualquer custo através da construção de novos símbolos sem representatividade objetiva é algo que o comunismo tem consolidado em suas escrituras de fundação: o Manifesto Comunista, quando prega o fim das nações e a unificação mundial para um mundo comunista e a Quarta Internacional Trotskista quando diz que o internacionalismo é a única forma possível de construir o comunismo.

Marx dizia que os símbolos antigos, sejam eles de qual natureza forem, eram formas de expressão da classe dominante, alienando e aprisionando o proletariado que deverá tomar o poder, banir os símbolos tradicionais e substitui-los pelos símbolos do movimento revolucionário. Ele inclusive dizia que haviam povos tão ligados a seus símbolos “burgueses” que não teriam salvação e deveriam ser exterminados. Como os poloneses, fortemente ligados a Igreja Católica e os sérvios fortemente ligados a monarquia austríaca e suas tradições e símbolos. Cabe aqui um parêntese para dizer que Marx era um eslavofóbico inflamado, por isso achei conveniente citar aqui o exemplo de duas nações eslavas.

A doutrina comunista literalmente diz: “destruam as nações, seus símbolos, seu orgulho e sua unidade”. Depois dos símbolos propriamente ditos, o banimento passa inevitavelmente para os símbolos espirituais esvaziando-os do seu conteúdo original, como no caso do Brasil pela Revolução Cultural Gramsciana, ou os perseguindo abertamente como nos regimes comunistas clássicos.

Os revolucionários bolcheviques, logo após a revolução de 1917, baniram e proibiram por lei toda e qualquer exibição de símbolos nacionais russos, instaurando em seu lugar o famigerado pavilhão vermelho com a foice e o martelo. Uma bandeira nacionalmente inócua e sem sentido algum, mas que designava o movimento comunista que governava a União Soviética. E no comunismo não importa a nação, importa o governo. Em todas as quinze repúblicas as bandeiras regionais foram banidas e substituídas por bandeiras vermelhas com detalhes azuis, verdes ou brancos sem nenhum sentido nacional. A Igreja Ortodoxa Russa foi perseguida e as suas atividades tornaram-se proibidas. A destruição dos símbolos desorienta e se faz perder a consciência nacional de um povo. Tudo o que o comunismo precisa para o seu surgimento ou, no caso do Brasil, a sua consolidação. O governo brasileiro está preocupado em “consciência regional”, não em consciência nacional.

O mesmo fez a China, banindo a histórica bandeira colorida da República Chinesa e instaurando a bandeira vermelha com as estrelas amarelas. Mais uma vez, como em todo movimento comunista, a bandeira considerava apenas o movimento golpista de 1949 e não a nação chinesa em si. A Revolução Maoísta baniu até símbolos do antigo Império Chinês como o dragão, que era o animal oficial do país e perseguiu brutalmente a religião budista que era a religião majoritária da população chinesa, matando milhões de budistas em campos de concentração e confinando seus monges em um militarizado e policialesco Tibet.

Entre casos igualmente notáveis de revisionismo simbólico podemos citar o Camboja do Khmer Vermelho, o Laos, a Coréia do Norte, a Romênia governada pelo ditador Nicolae Ceaucescu e a Alemanha Oriental.

Como o Brasil adotou a linha ideológica de instaurar o comunismo pela revolução cultural, nenhum símbolo deve ser retirado de imediato. O processo de retirada deve ser longo e passar despercebido, substituindo os símbolos nacionais por um ambíguo que tenha, ao mesmo tempo, certa ligação com o país, mas nem tanto, como é o caso do Cruzeiro do Sul.

A constelação do Cruzeiro não é um símbolo exclusivamente brasileiro. É o símbolo da Austrália, da Nova Zelândia, da Samoa, da Papua Nova-Guiné e de uma série de micronações do Pacífico sul. Mais especialmente ela é o símbolo da organização que é a materialização do Foro de São Paulo como entidade politica e nacional. O que torna claro que o Cruzeiro do Sul como colocado no novo passaporte não simboliza de maneira nenhuma o Brasil, mas sim a tão sonhada unidade continental de uma América do Sul vermelha.

A conclusão sobre isto é simples: já se foram os tempos em que a esquerda brasileira, intoxicada pelo trabalhismo varguista, era nacionalista e prezava pelos símbolos nacionais. Hoje em dia a esquerda brasileira não é nacionalista. Ela é apenas comunista e tem um projeto de poder criminoso, internacionalista e expansionista. E isso já denota o caráter intrinsecamente antinacional da sua natureza que, sem a maior sombra de dúvidas, tenta transformar o patriotismo em algo ridículo e ultrapassado e a substituição de símbolos é apenas o começo.


Rafael Hollanda é estudante de Direito do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ) e membro-fundador do Movimento Universidade Livre.

quarta-feira, setembro 09, 2015

Importante alerta sobre o Mais Médicos.












O programa Mais Médicos financia indiretamente a ditadura comunista cubana, que precisa de muito e muito dinheiro para continuar mantendo sob sua férula a infeliz população da ilha.




O site IPCO tem abordado em diferentes ocasiões a imposição feita ao Brasil e aos brasileiros do desastrado programa Mais Médicos do governo federal. O dito programa tem funcionado como um modo indireto de financiar a ditadura comunista cubana, que precisa de muito e muito dinheiro para continuar mantendo sob sua férula a infeliz população da ilha.




De fato, a maior parte dos médicos estrangeiros que vieram ao Brasil são cubanos, que aqui recebem um salário muito inferior ao dos demais profissionais contratados. Enorme naco do dinheiro que lhes seria devido é entregue aos governantes comunistas cubanos, por meio de uma equívoca associação intermediária. E esses profissionais da saúde aqui ficam num regime “especial”, que participa da situação de prisioneiros, vigiados por prepostos da camarilha que governa sua pátria de origem.

De tudo isso já tratamos neste site, embora nunca seja demais repeti-lo.

Agora, porém, um importante artigo abordando esse mesmo tema caiu-nos providencialmente nas mãos: “Mais Médicos: embuste sem fim”. Seu autor é o Dr. Miguel Srougi, que tem todas as credenciais para falar de cátedra sobre o assunto, professor titular que é de urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado em urologia pela Universidade Harvard (EUA) e presidente do Conselho do Instituto Criança é Vida.

Publicado na “Folha de S. Paulo” (6-9-2015), diz a epígrafe do artigo: “Em vez de insistir em programas ficcionais, Brasil deveria adotar medidas genuínas para atenuar o esfrangalho da saúde no país”.

Dele extraímos o trecho abaixo para conhecimento de nossos leitores e comprovação de tudo quanto temos dito nessa matéria.

* * *

Nenhum médico brasileiro ou de outra nacionalidade ignora a necessidade de se produzirem mais médicos, dada a carência e sua má distribuição. Um médico é sempre melhor do que nenhum, sobretudo nas comunidades carentes. Nem por isso a classe médica é obrigada a aceitar um programa implementado de forma ilegal, não resolutiva e divulgado de maneira falaciosa.

Segundo o TCU (Tribunal de Contas da União), que auditou o Mais Médicos, o programa viola o artigo 5º da Constituição, pois brasileiros e estrangeiros residentes no país têm direitos iguais à vida, à liberdade e à igualdade.

O Mais Médicos acolheu 18.240 médicos, dos quais 11.429 cubanos. Estes, pessoas amistosas e resignadas, estão vivendo no Brasil confinados, sem liberdade de ir e vir, recebendo 30% do que auferem seus colegas estrangeiros e brasileiros.

Essa óbvia transgressão é agravada por outra ilegalidade intrigante. Pautados por um ‘contrato obscuro’, o governo transfere para Cuba um adicional de R$ 1 bilhão ao ano, além dos salários. Esses recursos são entregues a uma ‘empresa anônima, cujos proprietários são desconhecidos’. Confesso que o incômodo fica insuportável quando tento imaginar quem são eles.

“O TCU revela também que existe ‘grande inconsistência na aferição dos resultados do programa’, colocando em dúvida números majestosos apresentados oficialmente”.


Nota: Você sabe como são escolhidos os "futuros médicos" brasileiros que se formam em Cuba? Não se assuste, mas são escolhidos mi-nu-ci-o-sa-men-te; veja como:

* * *

Por que insistir sobre esse assunto? Porque, quando a calamidade se torna habitual, ou mantemos nossos olhos abertos para ela, viva nossa rejeição e ativo o esforço para que cesse, ou ela nos traga.

O Dr. Srougi termina seu artigo com uma citação: “Como explicava Geraldo Vandré: ‘Porque gado a gente marca; tange, ferra, engorda e mata; mas com gente é diferente’”


Fonte: IPCO

terça-feira, setembro 08, 2015

O que Obama e o ISIS têm em comum.








O que Obama e o ISIS têm em comum.


Meu Califado por uma hashtag.


por Daniel Greenfield






Às vezes, Obama parece muito mais preocupado com a presença do ISIS na mídia social do que sobre suas dezenas de milhares de combatentes abrindo caminho através da Síria e do Iraque. Ainda não existe uma estratégia para derrotar o Estado Islâmico no campo de batalha, em lugar disso o governo centrou-se sobre uma estratégia de mídia social.

O componente mais perigoso de ISIS não está online, mas é seu componente mais perigoso para Obama. Uma administração que funciona em função da mídia social e da percepção pública está muito mais preocupado com o que diz o ISIS on line do que o número de pessoas que escraviza, violações e massacres no Iraque e na Síria.

Uma das coisas que torna o ISIS muito diferente de outros grupos terroristas islâmicos é como ele é bom para alcançar os americanos com a sua propaganda. Isso torna seu recrutamento de muçulmanos nos Estados Unidos mais eficaz, mas também significa que o governo não é capaz de empurrar a guerra pra dentro do armário.

A desastrosa onda afegã de Obama custou milhares de vidas americanas sem jamais vencer o Taliban. Mas poucos americanos têm qualquer idéia de que alguma coisa deu errado por causa de um apagão de mídia e uma incapacidade dos republicanos de fazer da guerra um problema. O ataque ilegal de Obama na Líbia levou a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana a tomarem cidades inteiras. Mas a maioria dos americanos não tem a menor idéia de que isso aconteceu.

O ISIS, no entanto, é realmente grande em publicidade. É tão bom para promover os seus mais recentes crimes como qualquer estúdio de Hollywood. Ignorá-lo não é uma opção. Obama tentou e culminou no genocídio Yazidi.

Sua estratégia de combate ao ISIS une todas as suas estratégias fracassadas de sempre. Há os ataques aéreos seletivos visando os líderes do ISIS. Ele está tentando manter junta a velha coalizão da Líbia para ataques aéreos, enquanto espera que outros países façam mais uma vez a maior parte do trabalho pesado. Há mais esforços para montar uma coalizão de milícias muçulmanas. Nenhuma dessas estratégias pode funcionar nem vai funcionar.

A coalizão internacional depende da Turquia, por vezes aliado do ISIS, que esta muito mais interessado em matar os curdos que combatem o ISIS, que lutar contra o grupo terrorista. As milícias muçulmanas que ele está apoiando ou trabalham com a Al Qaeda e ISIS ou trabalham para o Irã. E os ataques seletivos com drones são mais úteis para parar um grupo terrorista em fuga do que um país em expansão que conquista territórios e controla cidades.

O fracasso por si só não iria incomodar Obama. Cada conflito com ele à frente transcorreu desastrosamente. Mas seus fracassos não são mais privados. Eles não estão limitados a debates prolixos nas partes mais densas dos jornais.

Obama não pode fugir do ISIS da maneira como ele tem feito em todos os outros desastres no Oriente Médio. E ele não pode derrotá-lo sem autorizar bombardeios com alto número de vítimas civis ou forças terrestres. Mas ele não está mesmo é disposto a bombardear os campos de treinamento do ISIS, muito menos alvos óbvios, assim ganhar a guerra está fora de questão.

Bater duro no ISIS ou levar tropas de terra de volta ao Iraque para extensas batalhas armadas iria manchar o que ele vê como seu legado progressista da política externa. Isso o deixa com muito poucas opções.

Mentir sobre ISIS tem sido uma estratégia coerente da administração e as últimas revelações sobre os relatórios de inteligência que foram manipuladas para fazer parecer que o ISIS era mais fraco e a campanha contra ele estava trabalhando para se ajustar a esse padrão. Mas as mentiras também foram inúteis. Como Benghazi, os documentos manipulados não fazem diferença quando há fotos gráficas e vídeos de outro ataque que todos podem ver.

Mas isso se encaixa na estratégia maior de Obama de deixar o tempo se esgotar e fazer do ISIS um problema dos outros. A ilusão de progresso, embora falsa e fraca, é melhor do que nada. Obama está apostando que ele ganhando tempo com o público com alegações enganosas, o progresso está sendo obtido em um esforço de uma guerra longa.

Mas para fugir disso, ele tem que fazer algo sobre a máquina de publicidade do Estado islâmico.

Obama e o califa do Estado Islâmico se espelham um no outro. Ambos acreditam em uma estratégia "de Avanço" que esmaga tudo através da janela de Overton violando todas e quaisquer regras do jogo. Os inimigos devem ser destruídos e a quebra de regras deve ser normalizada triunfalmente como o único caminho para a causa ganhar. Lealdade é comprometer-se pessoalmente com o líder e até mesmo pequenos desvios por aliados são impiedosamente castigado.

Ambos também se destacam em propaganda de mídias sociais. Obama e o Califa são radicais de meia idade cercados por equipes cheias de millenials (2) para quem a mídia social é uma segunda natureza. Ambos os lados têm construído uma estratégia de radicalização que está focada em transformar uma base estreita e fervorosamente entusiástica forçando todo mundo a aceitar seus triunfos ou lutar para se envolver em resistência de última hora.

A base de Obama, entretanto, limita-se a violentos distúrbios. Não decapita pessoas diante das câmeras.

O Califa al-Baghdadi tem feito pelo terrorismo islâmico o que Obama fez para a política de esquerda. Ele pegou uma infra-estrutura decrépita, a modernizou e tornou-a da moda. O Califa de ISIS é para Osama bin Laden como Obama é para Bernie Sanders. De certa forma ele é gêmeo de Obama e é por isso que Obama está perdendo para ele.

Obama não está lutando contra um bando de relíquias barbudas em uma caverna em algum lugar. Seu homólogo compartilha grande parte de sua visão de mundo. Obama e o Califa ambos acreditam que as guerras são vencidas usando a publicidade para criar a ilusão de uma vitória inevitável. Ambos construíram máquinas de publicidade poderosas que usam a força coletiva para distribuição de sua propaganda a voluntários para fazê-la parecer como uma mensagem de base autêntica.

Mas é o ISIS que tem o momentum. Obama sempre entendeu que fazer alguma coisa é mais poderoso do que não fazer nada. É por isso que ele tem batido os republicanos tantas vezes. Mas, no Iraque e na Síria, é o ISIS que está se movendo agressivamente para a frente enquanto Obama se esforça para criar a aparência de ação.

Enquanto Obama não parece disposto a alienar os muçulmanos e à esquerda, o Estado islâmico não tem essas preocupações.

Obama não pode levar a guerra ao ISIS. O ISIS, no entanto, não tem dificuldade em recrutar muçulmanos neste país para trazer a guerra para os americanos. Ele não faz isso apenas com discursos ou a escritura islâmica, mas com memes, hashtags e gráficos que ignoram a mídia para tornar a mensagem clara para o público americano.

Tudo isso é típico de como Obama iria empreender uma campanha contra os republicanos. E ele não tem defesa contra isso porque o impulso está do lado do Estado islâmico. Sua hashtag guerra é defensiva. Assim, não é de admirar que seus próprios analistas admitam que ele está mesmo perdendo a guerra da mídia social contra o ISIS.

O governo tem pressionado o Twitter para encerrar as contas do ISIS e prendendo propagandistas do ISIS porque não pode competir com eles. Está menos preocupado com o terrorismo do que com a capacidade do ISIS para bater e repetidamente lembrar aos americanos que a guerra ainda não acabou.

A capacidade de Obama para fazer avançar a sua agenda de política externa, incluindo o acordo nuclear com o Irã, o fechamento de Guantánamo e um Estado palestino, depende de evitar que os americanos percebam que ISIS está vencendo a guerra. Toda vez que o ISIS lembra aos americanos que está ganhando, a sua credibilidade e competência dão outro golpe.

É por isso que Obama está muito mais focado em tirar o ISIS da mídia social do que em vencer suas forças. Obama deixou o ISIS tomar cidades iraquianas. Ele poderia estar disposto a deixar o Califa ter seu Califado com suas escravas sexuais e pilhas de cadáveres se apenas ele deixar Obama manter seus memes e hashtags de tendências.


(1) A Janela de Overton – Ou: Como fazer a opinião pública se deslocar de um ponto para outro ignorando o mérito das questões (Reinaldo Azevedo) Joseph P. Overton (4 January 1960 – 30 June 2003) era um Vice Presidente Senior do Mackinac Center for Public Policy. Conhecido pela concepção da idéia conhecida como Janela de Overton. Morreu na noite de 2ª feira de 30 de junho de 2003 em consequência de lesões na queda de um ultraleve.
(2) Geração Y, é a geração das pessoas que nasceram após os anos 80, são as pessoas conhecidas também por serem chamadas de geração do milênio ou geração da Internet, que surgiu exatamente por essa época.


Tradução: William Uchoa


Publicado na Front Page Magazine

sábado, setembro 05, 2015

Banners da semana



Os Banners da semana.









Minha ação no mundo.










por Tiago Amorim (*)



É preciso que cada um examine a si mesmo e confesse as verdades que mais doem. São estas as pistas para a descoberta da trajetória “vital”, configuradora de um destino.


Ao final da Guerra Civil Espanhola, em 1939, Julián Marias assim se referiu ao cenário político que testemunhara: “os justamente vencidos e os injustamente vencedores”. A frase paradoxal expressa a circunstância crítica em que se viram os espanhóis durante aqueles anos, tendo de optar entre ditadores de ambos os lados do conflito.

No Brasil, e guardada as devidas proporções, vivemos num contexto de batalha política. Estamos sob o regime da dúvida, incertos do futuro que nos aguarda. Não sabemos se a presidente continuará no cargo por muito tempo, ou se os líderes de seu partido serão presos; nem mesmo se as instituições serão respeitadas e a democracia – hoje identificada numa operação que promete “lavar” o país – sobreviverá à “corrupção sistêmica” de que falara o novo herói nacional, o juiz Sérgio Moro. De fato as manifestações populares deste ano foram as maiores da nossa história, e quem quer que rejeite isto bom sujeito não é.


Entretanto, e consciente de todas as implicações e complexidades que compõem o cenário político atual, não posso me furtar ao dever de perguntar, primeiro a mim mesmo, o que considero ainda mais radical e importante do que os desdobramentos da novela política que vivemos: quem eu serei depois disso tudo? Se o impeachment ou a cassação tornar-se realidade, que mudanças isso causará em mim? Em meus projetos? Em minhas trajetórias biográficas?

Se aprendi algo com os filósofos espanhóis do século XX, foi justamente isto: as perguntas que importam são as minhas perguntas; aquelas radicalmente minhas, às quais é legítimo gastar toda a minha vida para respondê-las. Estas questões pessoais são expressões das minhas inclinações mais íntimas e as únicas capazes de abrir-me um caminho autoral de vida. Sem isto – a posse das perguntas que motivam e justificam minha ação no mundo – qualquer ação externa, como a política, correrá o risco de ser puerilidade, diletantismo e, no fim das contas, falsidade existencial.

Nas redes sociais pululam exemplos de enfurecidos políticos de ocasião: toda a sua vida parece girar em torno do “Fora PT”. Contudo, valeria perguntar: e quando ele estiver realmente fora? No dia seguinte à queda, o que irá fazer? Qual será o próximo inimigo contra o qual emitirá suas bravatas, suas citações de Thatcher, seu inconformismo acadêmico, seus destemidos ataques de Facebook?

A vocação política existe e há quem esteja entrincheirado nela. Graças a Deus, há quem realize sua trajetória principal expondo as fraquezas dos grandes inimigos públicos e mantendo vivas no inconsciente coletivo as realidades que a própria sociedade não abre mão e tem como seus valores inalienáveis. A ação política, neste sentido, diz respeito a quem nela encontra o meio para responder às suas perguntas pessoais e, apenas nela, viver plenamente.

Isto não exclui o direito que eu, que não tenho vocação política, também tenho de expressar meu descontentamento ou preocupações com o destino do meu país. Exerço meus direitos políticos sem confundir as batalhas. A minha não se dá nesta dimensão da vida, mas em outra. Assumindo a Antropologia Filosófica como meio de resposta às minhas perguntas radicais, dirijo meu olhar ao indivíduo; aos homens e mulheres de carne e osso que protestam, compram pão, dão aulas, fazem dança de salão, não discutem política. À realidade pessoal, substância única que tem o dever de realizar a si mesma e de responder à vida.

É preciso que cada um examine a si mesmo e confesse as verdades que mais doem. São estas as pistas para a descoberta da trajetória “vital”, configuradora de um destino. É a fidelidade a ela, portanto às perguntas que a engendram na passagem dos dias, que pode determinar um destino feliz. Feliz mesmo que politicamente tudo permaneça como está.


(*)Tiago Amorim é professor e mora em Curitiba (PR). É idealizador do curso A Vida Humana (veja) e autor do livro “A Abertura da Alma” (editora Danúbio). Dá aulas no Solar do Rosário e atende em escritório próprio, onde desenvolve um trabalho de aconselhamento individual.

quinta-feira, setembro 03, 2015

De jovem moderno a terrorista islâmico.







por Luis Dufaur


 Seifeddine Rezgui



Seifeddine Rezgui foi um jovem estudante tunisiano de 23 anos como muitos outros, sendo conhecido pela sua paixão pelo breakdance. Porém, um dia ele apareceu vestindo roupas negras e abrindo fogo contra turistas numa praia, matando 38 deles.

Ele se formou no Instituto Superior de Estudos Tecnológicos (Iset) de Kairouan, no centro da Tunísia. E não era procurado pelos serviços de segurança do país, pois seu ambiente familiar era normal, explicou um porta-voz do ministério do Interior, citado pelo jornal Le Monde de Paris.

A súbita transformação de Seifeddine Rezgui em terrorista solitário, admirador do Estado Islâmico, surpreendeu sua família e sua cidade. A rede local El Hiwar Ettounsi perguntou: “Como é possível que um universitário diplomado passe de um jovem bem-sucedido nos estudos a um terrorista matador de inocentes?”

Seu pai é um simples pedreiro que não consegue se recuperar do choque emocional. O espantoso terrorista, segundo seu primo Nizar, parecia uma pessoa normal, que trabalhou num bar e ia rezar na mesquita junto com os clientes do local. Todo o contrário de um “soldado do califado”.

Foto do Atentado Suicida perpetrado por Seifeddine Rezgui



Mas um comunicado do Estado Islâmico dissipou todas as ilusões: ele era bem um deles e o atentado se inseriu na onda de crimes anti-ocidentais dos fanáticos islâmicos.
Estado Isâmico e seu moderno meio de recrutamento: a internet

Porém, os habitantes de sua cidade haviam notado nele um isolamento esquisito. Ele havia afundado na Internet com um fanatismo singular. E não falava o que fazia quando “surfava”. Talvez nesse período ele tenha viajado clandestinamente para a vizinha Líbia, onde poderia ter recebido treino e possivelmente armas.

Seifeddine Rezgui não era obcecado pelo Corão. Como muitos outros soldados do Estado Islâmico, ele apresentava sinais de intoxicação igualitária e corrupção moral característica do mundo ocidental.
Mistura explosiva

É como se o veneno anárquico e sensual que dissolve a Europa e o mundo ex-cristão tivesse sido inoculado numa pessoa de contexto cultural árabe e que essa mistura explosiva fez dele um assassino suicida.

Como em outras épocas, aliás, também o foram guerrilheiros e terroristas fanatizados pela metafísica igualitária que inspirou os mais cruéis episódios revolucionários da História.

terça-feira, setembro 01, 2015

Porte de armas nos EUA cresce 178% em sete anos; criminalidade despenca.















De 2007 até o presente momento, o número de americanos com licença para portar armas cresceu 178% (fonte, página 9).

Só no ano passado, foram emitidas mais de 1,7 milhão de novas licenças, um crescimento de 15,4% num único ano — o maior já registrado —, totalizando 12,8 milhões de autorizações de porte de armas (fonte, página 6).

Essa estatística despertou a preocupação de diversas organizações desarmamentistas, que temiam que as armas elevassem as taxas de homicídio no país.

Mas o que os dados recentes revelaram foi justamente o contrário: ao mesmo tempo em que o número de cidadãos armados cresceu, a taxa de crimes violentos despencou no país inteiro.

Segundo estatísticas oficiais do governo, citadas neste estudo do Centro de Pesquisa para a Prevenção de Crimes, a taxa de crimes violentos caiu 25% no período e a taxa de homicídios por 100 mil habitantes saiu dos 5,6 para os 4,2, apesar do crescimento massivo do porte de armas. Os números são os mais baixos desde 1957, quando a taxa de homicídios atingiu 4,0 por 100 mil habitantes.

Um dado interessante encontrado pelos pesquisadores foi o de que as mulheres estão se armando mais do que os homens: entre 2007 e 2014, o número de mulheres com porte de arma cresceu 270%, enquanto entre os homens o número foi elevado em 156% (fonte, página 10).

Além das mulheres, a população negra também está se armando mais. Uma análise, citada no estudo, revelou que entre 2012 e 2014, o grupo que mais mudou de opinião em relação aos benefícios do armamento foram os negros (fonte, página 14).

De acordo com a pesquisa, conduzida pelo Pew Research Center, a proporção de afro-americanos que responderam que armas contribuem mais para a autodefesa do que para crimes saltou dos 29% para 54% — um crescimento de 86% —, no sentido contrário do estereótipo de que armamentistas são, em geral, brancos. Além de terem se tornado mais favoráveis, a população negra também tirou mais licenças para porte de armas (fonte, página 10).

"Mais permissões [para porte de armas] significa que está ficando mais difícil para os criminosos atacarem as vítimas", afirma John Lott, autor do estudo. "A composição de pessoas que estão ganhando as novas permissões também está mudando. Estamos vendo um grande aumento entre minorias e mulheres tirando essa autorização. Ter esses grupos mais armados contribui muito para reduzir a criminalidade."

Para Lott, além da visão da população sobre o armamento ter mudado, outro fator que contribuiu para o crescimento do número de licenças para porte de armas foi a redução do custo dessas licenças, que varia de estado para estado.

Como destaca o economista, os estados que reduziram o custo dessa autorização — que varia de US$ 10 a US$ 450 (fonte, páginas 5 e 6) — ou ainda os que já praticavam preços mais baixos, tiveram maiores crescimentos no número de cidadãos negros registrando o porte.

Atualmente, 5,2% da população adulta possui licença para portar armas nos Estados Unidos (fonte, página 4). Apesar disso, em 5 estados (Alabama, Dakota do Sul, Indiana, Pensilvânia e Tennessee), a taxa de porte de armas por adulto está acima dos 10% (fonte, página 5).

O gráfico abaixo (fonte, página 5) mostra a evolução do porte de armas nos EUA em porcentagem da população adulta (eixo Y, linha contínua) e a evolução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes (também eixo Y, pontos azuis):

violencia.jpg



Em contraste, no Brasil, apenas 0,00185% da população possui autorização para portar armas, segundo o Instituto Defesa — aqui, a UF com a maior taxa de porte de armas é a do Distrito Federal, que tem 7,2 vezes mais autorizações para porte que a média nacional.

O estudo ainda destaca que o policiamento não pode ser tomado como responsável pela queda na criminalidade: mesmo após isolar dados de policiamento per capita e de prisões, o crescimento do número de licenças para porte de armas continuou associado com a redução no número de crimes violentos e homicídios. (fonte, páginas 4 e 19)

Apesar do alto crescimento nos últimos anos, o número de licenças para porte de armas emitidas nos Estados Unidos pode diminuir nas próximas décadas, mas por uma outra razão: atualmente, em 6 estados, o ato de portar armas visíveis em público não requer nenhuma autorização. Apesar do número ainda pequeno, a cada ano mais estados se juntam a esse grupo — em 2010, 3 estados permitiam o porte sem autorização.

Maine, que no início deste mês anunciou a nova lei, foi o último estado a entrar para a lista. Com a mudança na legislação, que entra em vigor em outubro, o estado se junta ao grupo de estados mais liberais em relação ao porte de armas, ao lado de Alasca, Arizona, Wyoming, Kansas e Vermont. Além destes, outros cinco estados também possuem uma legislação similar em relação ao porte sem necessidade de autorização, embora apenas para casos especiais.

O mapa abaixo mostra a distribuição de assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings) em cada estado americano:

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Tiroteios em massa desde 2012. Fonte: Vox.com


Já este mapa mostra o número de armas de fogo por habitante.


gun-ownership-study-state-map.png



Uma imagem vale mais que mil palavras. Os estados costeiros, por exemplo, possuem uma taxa de armas de fogo bem baixa e leis bem restritas com o porte e a posse desses artefatos. Nada disso impediu que 486 inocentesperdessem a vida entre 2000 e 2013 em assassinatos em massa praticados com armas de fogo (mass shootings) exatamente nestes estados.

Por fim, e ironicamente, o controle de armas tem um histórico racista. Nos Estados Unidos, foi usada por diversos estados como forma de evitar que os escravos revidassem os abusos de seus senhores. O medo era tão grande que até cães chegaram a ser considerados uma "arma" e sua posse por negros, proibida.



(*)Leônidas Villeneuve é colunista do site Spotniks.