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quarta-feira, janeiro 10, 2018

Jerusalém, Nossa Cidade Santa





por Floriano Pesaro(*).


Que minha mão definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti!
Que me grude a língua ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti e não considerar Jerusalém a minha maior alegria.



Estas frases acima, escritas nos Salmos(137 versos 5 e 6), descrevem nossa devoção em relação a Ierushalaim.

A cidade mais essencial do povo judeu sofreu e sofreu. Muitos tentaram e alguns conseguiram expulsar nosso povo de Ierushalaim. Os babilônios nos conquistaram e nos levaram à sua terra, mas, desde as margens dos rios da Babilônia, os judeus soluçavam e lembravam-se da cidade sagrada. Então, quiseram minar nosso povo de outra forma, obrigando a helenização de Ierushalaim, proibindo o estudo da Torá e os rituais judaicos. E os macabeus lutaram e retomaram Jerusalém. Até que os romanos, no início do primeiro milênio, expulsaram novamente este povo de sua terra, de sua Ierushalaim.

Nestes quase 2 mil anos de separação de um povo e sua terra, nunca Ierushalaim foi esquecida. Sempre foi parte primordial do sonho dos judeus. Em suas datas religiosas mais significativas, como em Iom Kipur, Ierushalaim foi citada e recitada, dando voz à aspiração de para lá voltar. O movimento sionista tem em seu nome esculpida a palavra Tsion, um dos nomes da cidade sagrada.

Foram séculos e séculos de destruição e exílio, de um povo a espera de seu lar espiritual. E finalmente, em 07 de junho de 1967, Ierushalaim nos foi resgatada em sua unificação. Escutamos boquiabertos, o som dos passos dos nossos jovens, nossos bravos soldados, entre tiros e instruções militares, caminhando emocionados, aos prantos. Prantos de tristeza pelos amigos caídos, mas prantos também de imensa emoção por se aproximarem do Kotel, o monumento maior do Judaísmo, a lembrança da era do Templo.

Desde então, Jerusalém vive no centro das discussões de paz, sendo por nós definida como a capital religiosa e secular da Terra de Israel.

Nestas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos declarou que a capital de Israel é a cidade de Jerusalém e que ele tomaria medidas para transferir sua embaixada para a cidade sagrada.

Desde a época de Bill Clinton em 1995, passando por George Bush e Obama, todos presidentes dos Estados Unidos, ouvimos a mesma observação. Quanto a Trump, nenhuma medida prática foi tomada ainda, mas muitos e muitos países condenaram seu discurso. Afirmaram que esta decisão prejudica o processo de paz.

Porém contra fatos não há argumentos.

A verdade é que há mais de 3.300 anos, Jerusalém já era a capital judaica. Ela nunca foi a capital de qualquer entidade árabe ou muçulmana. Mesmo sob o governo jordaniano, Jerusalém nunca foi uma capital árabe e nenhum líder árabe veio visitá-la.

Jerusalém é mencionada na Bíblia dos judeus aproximadamente 700 vezes.

Os judeus rezam voltados para Jerusalém; os muçulmanos rezam na direção de Meca. Se os muçulmanos estiverem entre as duas cidades, rezam voltados para Meca, com as costas voltadas para Jerusalém.

Foi o judeu Rei Davi quem fundou Ierushalaim e durante mais de 3.000 anos, sempre existiram judeus na cidade.

Infelizmente, hoje em dia, os meios de comunicação e o mundo árabe criaram uma tremenda aberração e afirmam que a cidade santa é, prioritariamente, sagrada só para os muçulmanos.

É vergonhoso saber que certas organizações, como a Unesco e mesmo a ONU, são regidas por uma politicagem, e preferem agradar um conjunto de países árabes, em detrimento da verdade.

Nós, que tivemos nosso retorno ao nosso lar, Israel, em 1948, aprovada exatamente pela ONU, temos que constatar que esta organização já não se define pela igualdade e pela História.

Aliás, sempre que surge esta discussão, parece que o mundo árabe esquece que a sua cidade sagrada é Meca. Enquanto os judeus do mundo todo rezam em direção a Ierushalaim, os muçulmanos voltam-se para Meca.

Em nossa liturgia, ansiamos literalmente poder voltar à nossa Capital Eterna. Às vezes, recitamos “O ano que vem em Jerusalém”, exatamente no final de nosso feriado mais sagrado, Iom Kipur.

Assim, não há como dividir a Cidade de Davi.

Sabemos que o mundo, ingenuamente levado pelos meios de comunicação e pela percepção deturpada dos palestinos, acaba desprezando os fatos e a História para colocar-se do lado de um povo que se declara oprimido.

Talvez fosse o caso de pensar em outra estratégia para Ierushalaim se pudéssemos resolver o conflito israelense-palestino e selarmos a paz.

Mas como fazer a paz se o sonho destes mesmos palestinos é eliminar Israel para sempre?

Como fazer a paz se o governo palestino homenageia os terroristas que ferem nosso povo em atentados terroristas?

Como fazer a paz se as crianças palestinas, desde cedo, são ensinadas a odiar nosso povo e são treinadas, em tenra idade, com fuzis, e sonham em destruir Israel?



Como fazer a paz quando movimentos terroristas como o Hamas e o Hesbolá estão nas nossas fronteiras despejando o ódio e esperando qualquer fraqueza nossa para nos atacar?

Já nos seria muito difícil ter que abrir mão de um pedacinho de nossa cidade mesmo que fosse para alcançar a paz, mas neste momento, não conseguimos ver, num futuro próximo, a disposição para a paz.

Jerusalém é, assim, inteiramente nossa!!

E que possa ser assim até a eternidade.

(*)Floriano Pesaro é Secretario de Estado de Desenvolvimento Social e Deputado Federal


terça-feira, novembro 28, 2017

A Bandeira de um Pais







por Floriano Pesaro(*).



Há alguns dias, o mundo presenciou um ato que mancha a história milenar dos esportes.

Sempre acreditamos que todas as competições esportivas ficavam acima dos conflitos políticos e das diferentes nacionalidades. Os milhares e milhares de praticantes, em qualquer que fosse o evento, deveriam respeitar seus adversários e tratar todos com a deferência que qualquer atleta merece.

No mês de outubro, assistimos um dos pontos mais baixos da comunidade esportiva. Em uma competição acontecida em Abu Dhabi, Tal Flicker, um judoca israelense, ganhou a medalha de ouro. Na hora de subir ao pódio, pasmem, a organização do evento se recusou a estender no mastro a bandeira de Israel e a tocar Hatikva, o hino nacional do país. 

Tal Flicker, o campeão israelense, então, na hora da medalha, cantou desafiadoramente e sozinho, o hino de sua nação.

Felizmente, a notícia deste desrespeito correu o mundo através de todos os tipos de mídia, seja nos jornais impressos, nos sites de notícia, no universo das redes sociais, todos se manifestaram, de uma forma ou de outra, o repúdio a este ato, totalmente em desacordo com a prática e a história desportiva.

Já, antes desta ofensa para com Israel, durante os Jogos Olímpicos no Brasil, um judoca egípcio se recusou a cumprimentar seu adversário israelense que o havia derrotado.

Estas manifestações de ódio fazem parte de um contexto mais amplo, a demonização do estado judeu.

Pode haver alguma dúvida de que Israel é o país mais vilipendiado do mundo hoje? Nenhuma outra nação engendra tanto desprezo, seja medido em polegadas de coluna de jornal, protestos de rua ou pixels de computador. O único aspecto do ódio mais perturbador do que a sua onipresença virulenta é a falta de proporção com os erros reais (e alegados) de Israel. A Coréia do Norte funciona como um vasto gulag, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, derrama armas químicas em crianças e os irmãos Castro governam despoticamente a ilha cubana por cinco décadas, mas nenhum desses regimes ditatoriais desperta a fúria dirigida ao estado democrático judaico. A maioria dos europeus, de acordo com pesquisas, considera este pequeno país de oito milhões de pessoas como a maior ameaça para a paz mundial. Um soldado israelense dispara uma bala de borracha na Cisjordânia e isso irá gerar multidões venenosas em cidades ao redor do globo; as forças armadas paramilitares iranianas assassinam manifestantes pacíficos em plena luz do dia e o mundo emite apenas um protesto.

Por que Israel é fruto deste ódio tão desmesurado?

A resposta fácil é o antissemitismo e, embora o ódio aos judeus certamente contribua para gerar hostilidade a Israel, esta não pode ser a única explicação. Conhecemos isso porque Israel, desde a sua fundação em 1948, tem sido um estado judeu, e ainda assim seu status como vilão do mundo só foi conquistado décadas mais tarde.

Grande parte do motivo da mudança nas atitudes do mundo pode ser atribuída a uma transformação básica na ótica do conflito no Oriente Médio. Quando Israel declarou sua independência em 14 de maio de 1948, fez isso como uma nação incipiente de sobreviventes do Holocausto e pioneiros agrários isolados, cercados por exércitos árabes hostis com a intenção de terminar o que os nazistas começaram. Nestas circunstâncias, não é difícil entender por que Israel ganhou a admiração de tantas pessoas em todo o mundo durante os primeiros anos de sua existência precária.

Momento Histórico:Barbra Streisand
interpreta o hino e conversa com
Golda Meir 


Israel aceitou o Plano de Partição das Nações Unidas para a Palestina, que dividiria o território do mandato britânico entre árabes e judeus e colocaria Jerusalém sob uma forma de fiscalização internacional. Os árabes o rejeitaram, escolhendo a guerra contra o compromisso. Quando Israel ganhou essa guerra, também ganhou a admiração de grande parte do mundo (não árabe e não muçulmano). Aqui estava uma pequena nação, uma jovem democracia, defendendo-se contra a agressão que tinha como objetivo aniquilar o país. Diante de tais desafios, Israel, nos meados do século XX, era facilmente identificável como David batalhando por sua própria sobrevivência contra o Golias árabe.

A narrativa, no entanto, começou a mudar após a Guerra dos Seis Dias de 1967. Em meio à defesa contra outra tentativa árabe de destruí-lo, Israel conquistou parte da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, territórios que tinham, até aquela época, sido ilegalmente ocupados pela Jordânia e pelo Egito, respectivamente. Ambas as parcelas de terra eram povoadas de árabes, muitos das quais haviam fugido do Mandato da Palestina - por sua própria vontade ou por serem expulsas de suas casas pelas tropas israelenses - em 1948.

Agora, o conflito poderia ser reformulado e Israel não era mais o pequeno país contra o vasto mundo árabe, mas era Israel poderoso contra os palestinos ocupados e apátridas (que começariam a abraçar uma denominação "palestina" distinta, em oposição à identidade nacional árabe). Em resumo, a luta de Israel para existir ao lado de seus vizinhos em paz passou de ser conhecida de conflito árabe-israelense (em que Israel era inegavelmente David) para o conflito israelo-palestino (em que seus inimigos começaram a afirmar que o estado judaico era na verdade Golias).

Assim, todas as vozes esquerdopatas, que viam os palestinos como o povo oprimido, passaram a perceber Israel como país dominante e agressivo.

Com esse apoio generalizado ao povo palestino, esta percepção tendenciosa do estado judeu gerou este ódio desmedido contra o país sionista e reacendeu o antissemitismo no mundo.

Como a mídia abraça sempre as visões esquerdistas, esse ódio se disseminou mundo afora.

Israel, os israelenses e, por consequência o povo judeu, começaram a ser atingidos por esta visão distorcida da história.

Assim, mesmo os eventos desportivos, que deveriam estar acima de qualquer ato político, tornaram-se arenas para manifestações de ódio. A nobreza dos esportes foi contaminada indelevelmente.

Entretanto, o mundo judaico pode contar com seu povo, que cria cidadãos como Tal Flicker, que orgulhosamente defende sua pátria no ato solitário de cantar o hino de Israel.


É cedo para sabermos se esta atitude de Abu Dhabi vai se repetir ou se podemos esperar que o mundo perceba o perigo de contaminar o mundo esportivo com ações que representem o oposto de tudo que o esporte acredita.

Porém, hoje, queremos cumprimentar este judoca que se colocou acima desta ofensa e levou seu hino para o pódio.

Kol HaKavod, Flicker.



(*)Floriano Pesaro
Secretário de Estado de Desenvolvimento Social
Deputado Federal

sábado, abril 19, 2014

Dois Estados - Um Judeu






por Floriano Pesaro (*)




Estamos chegando ao dia 29 de Abril, a data final estipulada para as negociações de paz entre palestinos e Israel. Pelo mundo, parece que o calcanhar de Aquiles das tratativas é a exigência do primeiro ministro Benjamin Netanyahu para que os palestinos reconheçam Israel como estado judeu.

De repente, não apenas os assentamentos são considerados crimes de guerra, mas o requisito do estado judeu pelo reconhecimento de sua própria definição é algo absolutamente inaceitável. A própria raison d’être do moderno Estado de Israel, ideia central da partilha da Organização das Nações Unidas e texto intrínseco da Declaração de Independência de Israel é ilegítimo para os palestinos.

O que ressalta aos olhos é o secretário de Estado John Kerry não querer entender quão importante é esta definição para nosso povo e para a garantia de Israel como lar do povo judeu de todos os cantos do mundo.

Israel é o porto seguro para o judeu da Tasmânia e da França, para o habitante da Venezuela e o do Irã. Para aquela senhora que foi atacada no metrô de Paris e para qualquer um que deixar de se sentir protegido no país em que vive.

Ninguém pensa em um estado judeu fundamentalista, mas um estado judeu democrático que respeita o direito de todos os seus cidadãos e com total liberdade religiosa. A Suprema Corte Israelense é um dos órgãos mais independentes do mundo. Mas parece que os palestinos não estão dispostos a oferecer a Israel o que eles estão pedindo aos israelenses: reconhecimento pleno.

No passado, Israel ignorou os anseios do povo palestino por um Estado, mas estamos em outra época e, desde o ano 2000 admite o estabelecimento de um estado palestino. Hoje, devemos falar de um passo adiante e devemos fazer as concessões necessárias para conseguirmos, se não a paz ideal, pelo menos a paz possível. Para tanto, há de haver certo compromisso de cada parte e este compromisso implica primordialmente na aceitação mútua. Infelizmente, aqui, o elementar parece surreal.

Sei que os israelenses devem colaborar com o processo de paz e fazer concessões difíceis para que possamos chegar no dia 29 de Abril com algo concreto, seja com uma negociação nos assentamentos, conversações sobre Jerusalém e libertação de prisioneiros emblemáticos. Entretanto, os palestinos estão discutindo o princípio fundamental do Estado de Israel, princípio já aceito outrora por Yasser Arafat.

Parece-me que toda vez que caminhamos um pouco para um possível avanço nas negociações, chega um momento em que forças palestinas começam a vetar passos adiante. No mínimo, é extemporânea e insustentável a recusa de Mahmoud Abbas em aceitar a definição do Estado judeu.

A comunidade internacional, os israelenses e palestinos pacifistas e todos os que querem a paz devem insistir para que esta barreira caia e continuemos buscando uma real alternativa para a viabilização de dois estados, vivendo lado a lado no princípio da tolerância.

É imprescindível que o povo israelense, mas definitivamente o povo e o comando palestino, demonstrem seu compromisso inabalável com as negociações de paz. Aceitar o Estado de Israel como estado judeu é o passo necessário.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e vereador

terça-feira, junho 11, 2013

Stephen Hawking e seu boicote absurdo.



por Floriano Pesaro (*)




O mês de Maio de 2013 trouxe uma notícia tão inquietadora quanto decepcionante. Um cientista outrora admirável, seja por sua produção acadêmica, seja por sua história de superação na vida e mesmo por seu reconhecimento universal, tomou uma decisão ABSOLUTAMENTE lamentável.

Stephen Hawking, físico teórico e cosmólogo britânico, um dos mais consagrados cientistas da atualidade, resolveu boicotar a “Conferencia Israelense do Presidente” a ser realizada em Israel no mês de Junho.

Israel já vinha sendo o não destino para alguns pretensos detentores da moral e integridade. Desde 2006, foi criado um movimento para boicotar instituições acadêmicas israelenses organizado por uma coalizão de grupos palestinos, ao qual pessoas como o cantor Bono e Stevie Wonder emprestam seu prestígio e apoio. Desta vez, foi o renomado cientista que resolveu acatar os pedidos da organização.

Algumas coisas a serem consideradas nesta desastrada atitude de Stephen Hawking:

Antes de tudo, a ironia do evento ao qual ele escolheu boicotar. Esta conferência específica está sendo organizada em homenagem aos 90 anos do presidente de Israel, Shimon Peres.

Na história política recente deste país, Peres é o estandarte da luta pela paz. E tem sido por décadas. Seu compromisso com o diálogo, com amplas negociações e uma paz abrangente e duradoura com os palestinos é fato reconhecido. Shimon Peres é ganhador do Prêmio Nobel da Paz e, aos 90 anos, segue firme e forte, otimista e determinado com seu objetivo de uma solução de dois estados para Israel e Palestina.

Também, há que se considerar que personagens do quilate de Hawking deveriam saber que os boicotes são antiéticos quando se pensa que é o ideal da pesquisa livre que tonifica a empreitada científica.

OU será que Stephen Hawking não acredita na livre troca de ideias?

Neste sentido, Israel é um país democrático que apoia a igualdade, a liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de religião e é comprometido com os direitos de seus cidadãos e das minorias.

Mas, de qualquer modo, acadêmicos e cientistas israelenses não são nem porta-vozes do governo, nem fantoches. Tem sido frequentemente sérias as discordâncias entre o governo e as universidades em Israel, com destaque para a independência das instituições acadêmicas de Israel.

Um exemplo é a decisão do governo israelense no ano passado para atualizar o status de uma faculdade construída em Ariel – uma cidade no interior da Cisjordânia – a de uma universidade. Ela foi veementemente contestada por instituições de Israel de ensino superior (e por talvez 50% da população geral).

Um segundo exemplo é a tentativa mal sucedida pelo governo israelense para encerrar o Departamento de Política e Governo da Universidade de Ben-Gurion – que foi atacada por seus pontos de vista de esquerda. A oposição e pleito dos acadêmicos israelenses em todo o país que alertaram para o perigo para a liberdade acadêmica – ajudaram a evitar o fechamento do departamento. Não que não haja momentos em que a ética deve se sobrepor.

Entretanto, onde, então,está a declaração de Hawking contra o tratamento do povo maiana Guatemala; dos tâmeis no Sri Lanka, na Caxemira, na Índia;dos curdos na Turquia;dos Baha’i do Irã,dos xiitas do Paquistão, dos chechenos na Rússia ou talvez sobre o tratamento dos tibetanos na China,onde Hawking recentemente fez uma visita célebre?

Ao invés de visitar a região e debater sobre suas dificuldades,ele resolve usar seu considerável prestígio e dizer que um país,só um país entre todas as nações do mundo,é merecedor de descrédito exclusivo!

Boicotes acadêmicos são contrários a tudo o que a academia representa. A globalização acadêmica, com todos os seus perigos potenciais, está rompendo as fronteiras. Cientistas de diferentes nacionalidades e religiões trabalham juntos e tornam-se parte de um continuum – uma comunidade global.

A fim de gerar condições favoráveis para as negociações, as pessoas devem falar e diferentes pontos de vista devem ser ouvidos.

O professor Hawking decepciona o mundo livre ao esquecer qual é a essência da academia: o livre intercâmbio de ideias.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e Vereador

segunda-feira, abril 08, 2013

Iom HaShoá - Em memória das vítimas do Holocausto.





(8 de abril, 2013)


por Floriano Pesaro




O Dia da Shoá chega e nossa indignação se exacerba. Nossos pelos crispam, nossos dentes travam, nosso humor entristece.


Como, como ficar apático, assim como tantos ficaram na época, diante de tanta crueldade?


Pois, indiferente, meio mundo testemunhou filas e mais filas de seres humanos serem guiados para a morte, para os fornos crematórios, para as câmaras de tortura, para o trabalho escravo.


Pois, calados, outros tantos permitiram que a máquina de guerra alemã entrincheirasse milhares de pessoas no espaço em que cabiam apenas centenas.


Despercebidos, povos e mais povos viram seus vizinhos serem desprovidos de suas propriedades, de sua dignidade, de suas famílias.


Sim, os alemães fizeram a guerra, perpetraram a grande barbárie nazista do século XX, mas a indiferença permeou e contaminou muitos.


HOJE, ESTAMOS AQUI PARA LEMBRAR.


A cada dia, indignamo-nos e gritamos, a cada ameaça de intolerância alertamos e divulgamos, para cada criança, ensinamos.


Que este seja o nosso compromisso, mas que o mundo possa perceber que sua apatia é quase tão nefasta quanto a bestialidade.


Não toleraremos qualquer tipo de holocausto nunca mais!


Floriano Pesaro

sexta-feira, março 22, 2013

Pessach e as outras escravidões.





por Floriano Pesaro (*)



Uma das festividades mais ricas e simbólicas do calendário judaico acontece na celebração do Seder de Pessach. É quando comemoramos, ao redor de uma mesa farta e em companhia da família estendida e, por vezes, de vários amigos, a passagem da escravidão para a liberdade e a nossa constituição como comunidade no deserto.


É uma destas ocasiões que nos permite refletir sobre liberdades pessoais, sobre sociedade e sobre como tratar o outro, pois a sabedoria judaica nos insta a que recordemos que nós já fomos o estrangeiro na casa do outro.

Como cientista social, fico imaginando como devemos fazer para não nos esquecermos desta nossa traumática experiência e para que tentemos olhar ao nosso redor e ver se não estamos, por acaso, sendo hoje os egípcios de outras pessoas.

Em nossos dias, a escravidão se manifesta pelo domínio econômico, pela falta de reconhecimento do trabalho da classe mais humilde, daquele que na noite de Pessach talvez esteja apenas passando bandejas e lavando os pratos.

Simbolicamente, podemos todos ser um pouco mais gentis e reconhecer o fruto do labor daquelas pessoas que, ao lavarem nossos pratos e arrumarem nossas mesas junto com nossas famílias, possibilitam de alguma forma que esta celebração tão fundamental de nossa tradição aconteça num clima festivo e farto.

Adicionalmente, no caráter mais universalista, Pessach foi a transição dos antigos israelitas se fortalecendo e tornando-se coletivamente o povo judeu. Como povo, nessa jornada, a responsabilidade social de aceitar e lutar pela liberdade própria e de todos assumiu para sempre uma conotação relevante.

O próprio livro da narrativa de Pessach, a Hagadá, começa com o mandato para que todos os famintos venham e comam.

A fome e a miséria. Estes são temas indissociáveis da política e da sociedade desde a Antiguidade até os dias de hoje. Em Pessach, O povo judeu pode se permitir então repensar questões como estas e reavaliar suas responsabilidades sociais diante da memória de seu passado milenar.

Em nossos dias, infelizmente, ainda persiste a escravidão sexual, o tráfico humano, a opressão econômica, as guerras tribais e outras situações humilhantes que tornam o ser humano ‘o estrangeiro’.

Neste Pessach, sugiro que possamos aproveitar os vários aspectos que estas celebrações nos sugerem e que, além de relembrar nossas conquistas inabaláveis do passado, busquemos outros meios para fazer ainda mais parte desta corrente de liberdade.

Chag Sameach!



(*)Floriano Pesaro 
Sociólogo e Vereador por São Paulo

terça-feira, novembro 20, 2012

Pilar de Defesa.









por Floriano Pesaro(*) 






É impossível se calar diante da inquietante situação de Israel e da Faixa de Gaza nos últimos dias. A verdade é que estou extremamente preocupado, perplexo e revoltado.

Antes de tudo, estou preocupado pelas vidas dos civis israelenses sob ameaça dos foguetes lançados sobre seus lares, seus trabalhos, suas escolas, pelas vidas dos soldados obrigados a se mobilizar e agir, pelas vidas dos palestinos, inocentes reféns da violência do Hamas. Este Hamas violento e assassino que já lançou milhares de foguetes sobre o Estado de Israel nos últimos anos, mas que se exibe ao mundo como ofendido e indefeso quando os israelenses buscam eliminar a fonte das constantes e, então, insuportáveis agressões.

Minha perplexidade advém do fato que é sabido e notório que o Hamas nunca aceitou e declara que nunca aceitará a existência do Estado de Israel. Esta organização terrorista utiliza civis como escudos humanos, até mesmo para utilizar como instrumento de mídia. O Hamas, desde 2005, tem contrabandeado para dentro do território de Gaza armas cada vez mais letais, que podem atingir milhares de civis inocentes no território israelense, sejam eles judeus, muçulmanos ou cristãos.

Com esta operação, Israel busca desmantelar o arsenal e a infraestrutura do terror preparada ao longo dos anos, desde 2005 até hoje, e abolir o comando deste domínio palestino assassino. Já a minha revolta é imensa. O mundo tem testemunhado estes ataques de foguete há anos e com extrema intensidade nestas últimas semanas.

Porém, assim que Israel exerceu seu legítimo direito de defesa, a mídia mundial, com seu viés característico, começou a noticiar o conflito como se Israel fosse o grande Golias agressor; como se crianças israelenses não fossem feridas, não tivessem traumas, não morressem… As notícias são tendenciosas, simplistas.

Ninguém disse que a Comunidade Europeia e os Estados Unidos se alinharam com Israel e seu direito inalienável de defender seu país das agressões recebidas. Ninguém ressaltou a enormidade de bombas caídas no sul de Israel nas últimas semanas! A situação ainda requer muita atenção e cuidado, mas seria útil ver a imprensa mundial ser mais imparcial, pelo menos no que tange à exposição real dos fatos.

Quanto a nós, ficaremos ainda preocupados e perplexos, mas prontos a alertar o mundo quem é quem neste triste conflito. Israel precisa de todas as nossas vozes em sua defesa. Nosso papel é esclarecer, retificar e impedir que difamem esta brava nação que luta para defender seus cidadãos da agressão terrorista.

Israel tem-me a seu lado no âmbito político, social e onde necessário for.

(*)Floriano Pesaro é Sociólogo e Vereador em SP


quinta-feira, outubro 06, 2011

Yom Kipur o Dia do Perdão.



Vista do Monte Sinai
(10 de Tishrei 5772 / 08 Outubro 2011)

Em hebraico יום כיפור, é o mais importante e sagrado dos feriados judaicos, o Shaba dos Shabarot. É o dia da expiação, do perdão. Com tal importância a festividade solene se caracteriza pelo Jejum e o Auto-exame.

Em Yom Kipur, culmina os "Dez Terríveis dias" ou  de "Penitência" que começam no Rosh Hashanah (ano novo judaico).

É um dia de jejum que dura 25 horas, começando ao pôr do sol na véspera e continua até o cairda noite do dia seguinte.
Neste ano de 2011 o "10 de Tishrei de 5772, do calendário judaico" cai no dia 8 de outubro.

O feriado de Yom kipur foi instituído na época do segundo Templo pelos sacerdotes (Esdras 1:1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:
2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.
3 Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.
4 E todo remanescente, seja qual for o lugar em que é peregrino, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, afora a oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém.)
Em seu início, celebrava a libertação do povo judeu das impureza rituais, mas atualmente, o seu significado é o de libertação do indivíduo e um dia de regeneração moral e pureza ética.
A origem e o significado do Yom Kipur encontram-se na Torá em Vayicrá/Levítico 16: 29 Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vos;30 porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o Senhor.31 Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as vossas almas; é estatuto perpétuo.

Em Levítico 23: (Torá em Vayicrá): O dia da expiação  - 26 Disse mais o Senhor a Moisés:27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.
30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.
31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.

O Yom Kipur é o dia de se pedir perdão por promessas quebradas ou pecados cometidos para com D'us. Já a véspera, é reservada para pedir perdão das promessas não cumpridas ou pecados cometidos contra o nosso semelhante. Sendo assim, D'us não concede automaticamente o seu perdão a todos, e só perdoa aqueles pecados cometidos contra Ele. Promessas ou pecados cometidos entre pessoas, deve-se pedir perdão diretamente contra a quem se pecou ou a quem ajudou a pecar.
A véspera do Yom Kipur é dedicada também à alimentação. Diz a tradição judaica, que aquele "que  come no nono dia de Tishrei e jejua no décimo, é como se tivesse jejuado os dois dias". Nesse dia, deve-se concentrar em se alimentar bem e assim, preparar-se para o jejum.
Antes do pôr-do-sol, todos reúnem-se na sinagoga e os homens colocam o tallit, xale de orações, que normalmente não são usados à noite, até que se inicie o serviço de Yom Kipur ao cair da noite.

A maior parte do feriado de Yom Kipur é passado na congregação em orações, súplicas, confissões coletivas e abstêm-se de ingerir qualquer alimento ou bebida, inclusive água. A essência do jejum é o arrependimento.
Além de comer e beber, não se pode também: usar loções, cremes ou perfumes, relações maritais, lavar-se ou tomar banho e vestir calçados de couro.
O jejum é obrigatório para todos os adultos, a fim de obter o perdão de D'us.

O serviço de Yom Kipur é iniciado ao cair da noite com o Chazan (cantor litúrgico) recitando o Kol Nidrei que é repetido três vezes, sendo cada vez com voz mais alta. O Kol Nidrei recorda as perseguições sofridas sob a inquisição espanhola que forçou 150.000 judeus a abdicar a própria fé e compulsoriamente adotar o Catolicismo. Esse cântico é um apelo para os que abandonaram o judaísmo retornem para sua antiga fé e enfatiza a necessidade de manter votos e promessas, já que violar um juramento é um dos piores pecados. O auge do serviço ocorre ao final do Yom Kipur com a Neilá, que proporciona a última oportunidade para o arrependimento. Trata-se de uma oração que proclama o verdadeiro anseio do fiel em ser acolhido pela compaixão de D'us, que não deseja a condenação dos maus, nem a destruição do mundo, mas a sua conversão. O serviço litúrgico e a celebração do Yom Kipur é concluído ao proclamar sete vezes: "O S-nhor é D'us, o S-nhor é D'us!" e em seguida com o sopro do Shofar, reafirmando a soberana esperança de Israel em ver "a maldade se esvair como a fumaça e o Reino de D'us triunfante em todo o mundo (...) quando todas as criaturas humanas se agruparem num só feixe para cumprir a vontade de D'us com um coração perfeito".


A Neilá é o único serviço litúrgico do judaísmo em que as portas do Heichal ou Aron Kodesh (a arca onde ficam guardados os Sifrei Torah, os rolos da Torah) permanecem todo tempo abertas, o que significa que estão abertas as portas do céu naquele momento.
Ao se levantar para sair da sinagoga, é um costume um cumprimentar ao outro dizendo: L'Shana ha-baa b'Yerushalaim!, ou seja, no ano que vem, em Jerusalém. Aquele que foi cumprimentado dessa forma, responde: Amém.
Grande parte dos judeus, inclusive os que estão afastados, costuma observar o Yom Kipur, seja em sua totalidade ou parcialmente, indo a sinagoga. Trata-se da única celebração judaica que não possui qualquer significação histórica, tendo somente um sentido essencialmente religioso.

A confissão (Vidui em Hebraico)
Elohênu velohê avotênu, tavô lefanêcha tefilatênu veal tit'alam mitechi natênu, sheên anu aze fanim ukshê óref lomar lefanêcha Adonai Elohênu velohê avotênu tsadikim anáchnu velo chatánu, aval anachnu vaavotênu chatánu.
Nosso D'us e D'us de nossos pais, que a nossa oração chegue até a Tua presença. Não te esquives de aceitar nossas súplicas, pois não somos tão arrogantes e obstinados a ponto de declarar, diante de Ti, Eterno, nosso D'us e D'us de nossos pais, que somos justos e que não pecamos. Mas, pelo contrário, nós e nossos antepassados pecamos.
Ashámnu, bagádnu, gazálnu, dibárnu-dófi. Heevínu vehirshánu, zádnu, chamásnu, tafálnu-shéker. Iaátsnu ra, kizávnu, látsnu, marádnu, niátsnu, sarárnu, avínu, pashánu, tsarárnu, kishínu-óref. Rashánu, shichátnu, tiávnu, taínu, titánu.
Pecamos, traímos, roubamos, falamos em linguagem vil. Cometemos iniqüidades e praticamos o mal, pecamos intencionalmente, praticamos atos de violência, forjamos falsidades. Aconselhamos ao mal, mentimos, escarnecemos, rebelamo-nos, blasfemamos, juramos em vão e falsamente, transgredimos, oprimimos, fomos obstinados. Agimos mal, corrompemos, procedemos abominavelmente, desencaminhamo-nos, enganamos.
Sárnu mimitsvotêcha umimishpatêcha hatovim velo sháva lanu. Veata tsadic al col haba alênu, ki emet assíta, vaanachnu hirshánu.
Desviamo-nos dos Teus bons preceitos e das Tuas ordenações, e isso não nos trouxe proveito. Mas Tu és justo em tudo quanto vem contra nós, pois Tu fizeste a verdade e nós praticamos o mal.


Fonte: Judaismo messiânico. net


Esse post é uma homenagem a Ligia Ramos, Rose Eidman, David Zylbergeld Neto, Floriano Pesaro, Jaime Pinsky e tantos outros homens e mulheres de grande valor, pertencentes à comunidade judaica e que me perdoem os que aqui não são citados.

quinta-feira, junho 24, 2010

ISRAEL NA BERLINDA


ISRAEL NA BERLINDA


Na última quinta feira (17/06), o nobre vereador José Américo, líder do PT, desferiu críticas desmesuradas ao Estado de Israel (Veja discurso do lider do PT atacando Israel). Tivemos que ouvir estupefatos nosso colega vociferar contra um país democrático e legítimo. E quando se questiona a legitimidade de um país, minha integridade política não me permite relevar tanta maledicência. O sentimento expresso nesta casa beirou uma agressão ao direito de existência do Estado de Israel. Foi uma verborragia contra um país independente, democrático e, acima de tudo, soberano. Um país que ostenta uma democracia exemplar na qual os ministros obedecem aos controles e às prestações de contas e na qual os juízes só temem a Deus.

Curiosamente, é um Estado ratificado pela Organização das Nações Unidas, e a sessão que culminou com sua criação foi presidida pelo ilustre diplomata brasileiro, Osvaldo Euclides de Sousa Aranha. Desde então, Israel é a única democracia no Oriente Médio, um país menor do que muitos pequenos estados brasileiros. Israel tem no seu parlamento, o Knesset, legitimamente eleitos e empossados, mais de uma dezena de deputados árabes. A população israelense é de 7 milhões e 500 mil habitantes, sendo que cerca de 5 milhões e 600 mil são judeus, e mais de 1 milhão e meio habitantes são árabes, e os demais 4% da população é composta de cristãos, drusos e beduínos.

Mesmo com esta diversidade, Israel é um país onde há poucos crimes de sangue, mas muitos concertos de música. Onde os fiéis de todas as religiões gozam de liberdade de culto e onde os laicos são bem-vindos. Um país onde qualquer residente é homem livre, até para publicar ataques virulentos contra tudo que é importante à maioria dos que lá vivem. Um país que é uma terra e um povo. A história do povo judeu e suas raízes na Terra de Israel datam de mais de 35 séculos. Nessa terra, sua identidade cultural, nacional e religiosa foi formada; lá, sua presença física foi mantida sem ruptura através dos séculos, mesmo após a maioria ter sido forçada ao exílio.

Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, a independência judaica foi apenas renovada. Nestes últimos 62 anos, Israel conseguiu se tornar um país de ponta em várias áreas, exporta tecnologia de vanguarda, é um dos pólos mais importantes em Tecnologia da Informação e aparelhos médicos. Os sucessos da agricultura israelense são resultado de uma longa luta contra condições adversas e de maximizar o uso de escassa quantidade de água e de terra arável. Hoje, a agricultura representa algo em torno de 2,4% do PIB e 2% das exportações. Israel produz 93% de sua necessidade de alimentos.

Israel possui dois idiomas oficiais, sendo um deles o árabe. No quesito educação, Israel possui a melhor relação de diplomas universitários por habitantes no mundo. Israel é um país preocupado com o meio ambiente e 85% de seus resíduos sólidos são tratados de forma ecológica. Israel mantém a maior proporção de indústrias de tecnologia de ponta no mundo. Quando o tsunami da Indonésia, os terremotos no Haiti e no Chile ocorreram, Israel providenciou equipes de resgate de primeira qualidade para ajudar na localização e tratamento das vítimas. Israel possui o maior número de cientistas e engenheiros per capita no mundo.

Este é o país que defendo. Um país com desenvolvimento tão exemplar e com preocupações humanas tão presentes não pode ser vilipendiado com palavras fúteis. Não pode ser refém de políticos que florescem com crises e que empunham a bandeira da violência. Se os países que hoje querem negar a existência de Israel, buscando eliminá-lo do mapa, quisessem realmente um acordo de paz, isto teria acontecido: a recusa palestina em aceitar dois Estados lançou o Oriente Médio numa guerra permanente, que dura desde a criação de Israel. Yasser Arafat desperdiçou uma oportunidade de ouro quando, Ehud Barak, se encontrou com ele em Camp David no ano 2000 e o premiê israelense lançou um plano para terminar o conflito: dois Estados para dois povos; Jerusalém partilhada; e o retorno dos refugiados para o novo Estado palestino. A Autoridade Palestina rejeitou!

Em 2005, Israel tomou a iniciativa de entregar Gaza e desde então sofre com ataques diários de foguetes contra suas cidades. Israel saiu de territórios e nada foi feito em troca. Houve iniciativas passadas em que o governo se propôs a ceder. Mas os que se alimentam politicamente da revolta e do caos não souberam abrir mão politicamente do conflito. Israel, infelizmente, apesar de todos os seus sucessos, é um país que sofre um ataque acintoso da mídia tendenciosa, que não analisa corretamente os fatos, contextos e a história. Quem compra a informação distorcida, arvora-se em defensor do fraco e do oprimido sem sequer avaliar todo o contexto.

A paixão cega e desenfreada é o que tem nos colocado neste impasse e todos os que se contagiam só prestam um desserviço à paz. É o que faz com que as pessoas se percam e demonstrem a capacidade de ódio que nutrem. Temos o exemplo de Helen Thomas, a decana americana do jornalismo que, inflamada pela mídia tendenciosa, disse que os judeus deveriam voltar para a Polônia e para a Alemanha. Bem, neste ponto 6 milhões de judeus nem precisam pagar passagem de volta, estão lá mortos e enterrados. Não há desculpas que possam justificar afirmações semelhantes e a desinformação disseminada é a responsável por este tipo de sentimento.

Podemos, sim, questionar melhores caminhos para a paz, podemos, sim, nos empenhar em mediar o conflito na busca de uma solução definitiva para a região, dois estados independentes, um palestino e outro israelense, é para isso que eu me apresento, para isso que eu luto. Entretanto, uma coisa é clara, Israel tem o direito legitimo de existir e proteger os seus cidadãos, como qualquer país soberano

Floriano Pesaro, vereador - psdb - sp - 24/06/2010

quarta-feira, junho 18, 2008

MORADORES DE RUAS


MORADORES DE RUAS


Tenho o hábito de andar pelas ruas de São Paulo. Verifico nos últimos meses o aumento geométrico de moradores de ruas nos principais corredores e pontos da cidade. Dá para citar a Rua Amaral Gurgel, embaixo do minhocão, praças e mesmo na Av. Paulista. Uma tragédia inominável. S. Paulo está se transformando em um verdadeiro albergue a céu aberto! Até quando? Será que a Prefeitura não tem nenhum compromisso ético e moral com este povo carente? E com o munícipe que paga altos impostos e taxas e exige um tratamento humanizado aos menos favorecidos? É uma vergonha, uma imoralidade, um desrespeito para com a cidade e, principalmente, com estes seres humanos, expostos à toda sorte de intempéries, violências e morbidades, todos, sem duvida nenhuma, ávidos por um pouquinho de amor, carinho e dignidade.

Dr. David Neto - Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva


Fala o ex-secretário

"Depois de 3 anos saindo às ruas para ajudar a população, ainda perco o sono por me preocupar com essas pessoas em situação de desemparo, dormindo nas ruas, com madrugadas geladas. A temperatura ontem (16/6), em São Paulo, bateu 7ºC.

Há um grande esforço da Prefeitura de São Paulo para proteger a população em situação de rua. A Operação Frentes Frias, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, que agora integra várias secretarias municipais, como a Secretaria Municipal de Saúde, é o maior exemplo e hoje disponibiliza mais de 10 mil vagas nos equipamentos sociais...". Na íntegra, no blog do ex-secretário Floriano Pesaro, clicando aqui

segunda-feira, abril 07, 2008

FLORIANO PESARO

SAÍDA DE SECRETÁRIO

Com a proximidade da eleição municipal houve uma debandada de secretários, sub-prefeitos e afins para se candidatarem a cargos eletivos. Certamente não farão falta. Contudo, a saída do Secretário Floriano Pesaro - Planejamento e Desenvolvimento Social -, esta sim deixará saudades, na medida em que este Secretário desenvolveu um trabalho de gestão inigualável, inteligente, de alta qualidade, com base na ética, na dignidade, no profundo conhecimento técnico, enfim, com resultados positivos que fez escola, voltado aos menos afortunados que habitam o município de S. Paulo.

Dr. David Neto
Médico e Jornalista - Ex- Secretário de Saúde e Medicina Preventiva

sábado, agosto 19, 2006

FLORIANO PESARO


FLORIANO PESARO.






Hoje, sábado, o programa FALANDO FRANCAMENTE (das 13:00 hs às 15:00 hs) recebe o Secretário Floriano Pesaro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social - um nome grande para uma secretaria que tem uma missão maior ainda.

Participe, vamos inquiri-lo, criticar se preciso mas acima de tudo de alguma forma poderemos ajudá-lo a construir um futuro melhor; afinal Crianças fora das ruas hoje significam cadeias vazias amanhã.

A área de atuação do jovem secretário (quem disse "jovem" foi a Joyce Pascowitch, não me comprometam!) não é apenas e tão somente a Criança.

Nos LINKS UTEIS (ao lado) pode-se saber mais sobre a Secretaria.
Como sempre os telefones da Radio Trianon (AM 740 KHZ) estarão abertos para os ouvintes - 3253-4845 e 3289-3580, além dos e-mails - ffrancamente@uol.com.br e ffrancamente@terra.com.br


Veja quem é o Secretário CLICANDO AQUI

Uma cidade com estatísticas de país
Artigo de 22/o6/2006-JulianaRocha Barroso




Floriano Pesaro, secretário de assistência e desenvolvimento social de São Paulo, usa o município, com seus 10,5 milhões de habitantes como exemplo. "É fundamental que haja continuidade nas políticas públicas na área social e que se pense nos caminhos que estas políticas estão seguindo. Não dá para começar tudo de novo a cada mandato. Quem mais sofre com a interrupção destas políticas é a população", diz o secretário que vê as organizações da sociedade civil como fortes aliadas. Sociólogo, Pesaro foi também diretor do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Ministério da Educação e acredita que apenas políticas de transferência de renda não resolvem o problema da pobreza. Para ele é fundamental que a intersetorialidade. E essa é, segundo o Pesaro, uma das táticas da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo (SMADS) para o enfrentamento à pobreza. "Fazer mais significa fazer de forma articulada", diz, lembrando que o princípio da política pública é macro, mas se dá no território
Veja artigo completo -Setor 3