sábado, outubro 15, 2011

Se puxa sacos fossem flores, a imprensa seria um jardim.

Se puxa sacos fossem flores, a imprensa seria um jardim.





Assim fica difícil imaginarmos que um dia - nem que seja na véspera do juízo final - teremos uma imprensa de verdade, isenta, apartidária e eticétera. Vejamos esse trecho extraído do Paraná Online: 


"A vinda da presidente Dilma Rousseff a Curitiba se prendeu principalmente a um alerta ao povo do Paraná: o metrô da capital só vai sair do papel porque o governo federal se dispôs a gastar R$ 1 bilhão a fundo perdido, além de ter liberado, via BNDES, um empréstimo de R$ 750 milhões. Ou seja: o dinheiro da União vai pagar 80% da obra (o restante será dividido entre o Estado, com R$ 300 milhões, e a prefeitura, com R$ 150 milhões). A alegria exuberante de Dilma mostrava claramente que ela era a dona do negócio – e é...."

Alguém algum dia avisou ao colunista que o Estado do Paraná é um dos grandes arrecadadores de impostos e que estes vão diretos para o cofrinho federal, para alimentar a máquina (correta ou erradamente)? A União não vai pagar 80% das obras, a União está devolvendo o que já tomou. O que se deveria questionar é a necessidade ou não do Metrô, o valor, a linha, e uma porção de outros detalhes; o resto é para encher papel e aproveitar a ocasião para puxar o saco (metaforicamente falando, é claro) da presidentE. 

Transcrevendo Reinaldo Azevedo: "O jornalismo brasileiro, mesmo aquele que pode ser considerado sério, já é assediado por dois males, que formam o par do capeta: militância e ignorância. Imaginem, então, o que não se dá no subjornalismo a soldo, que foi comprado pelo partido ou com publicidade oficial ou com empregos diretos mesmo".

Ou ainda, uma parte dessa imprensa puxa o saco da Dilma a outra sente saudades de Lula e quer a sua volta a qualquer preço (que será pago pelos idiotas de sempre: o povo desta pátria varonil...pqp), o que sobra? Só os informativos via Internet... e nada mais. Passeata nessa gente!!!

quinta-feira, outubro 13, 2011

Eufemismo é... chamar um corrupto de petralha?


Por Lind Souto Nbetto (no facebook)



Chamar um ladrão de ladrão? No Brasil de hoje, contemporizador e afeito à impunidade mais deslavada, o melhor mesmo é usar um eufemismo.
Digamos que o ladrão é apenas alguém habituado lançar mão de bens alheios como se fossem seus – algo tão em moda na política de hoje que o “eu-femismo” não atenderá somente ao titular do “eu”. O ego dos ladrões já se mostra elástico, espaçoso, quase um atributo desse tão injustiçado povo brasileiro.

O que é um eufemismo? É um “amenizador”. Um algodão entre espinhos. Um refresco para uma expressão dura, embora verdadeira. É um jeitinho bem brasileiro de diminuir a sinceridade das opiniões e a dureza das aparências.
Elogios e eufemismos não deixam de ser primo-irmãos. Pelos primeiros, penteiam-se todos os egos e se adulam todas as vaidades, especialmente os galanteios dirigidos à mulher que passa - e, como, elogiou o poeta, “a mulher que passa e que pacifica”…
Qual o melhor elogio que se poderia dirigir a uma mulher bonita?
Elogiar, talvez, o seu movimento subversivo, aquele que é o mais perigoso de toda a história das revoluções: o movimento dos quadris…
Se estes cresceram, ganharam o aspecto “rotundo” de uma mamma romana, é chegada a hora do eufemismo:
- Você não está gorda, querida! Absolutamente! Você está mais gostosa do que a mulher-melancia…
Ou, amenizando o volume do gordo Adriano, o Imperador balofo, mais redondo do que a bola neste seu retorno aos gramados:
- Você não está gordo, meu craque! Está é “forte”. Deus te guarde! 
E qual o maior elogio que um parlamentar “moderno” gostaria de ouvir?
- Parabéns, meu ficha suja! Recebias o mensalão e ninguém ficou sabendo, hein?
Já o eufemismo puro é aquela figura de retórica que suaviza o dito “desagradável”, empregando uma palavra ou expressão muito mais delicada.
Como “elogiar” o amigo que acabou de engordar:
- Meu caro, já te vi mais esbelto em outras ocasiões…

Para viver em sociedade é de bom tom elogiar e suavizar, para que não se dissemine apenas o ódio e o desamor.
E se passássemos a chamar o furto de “descuido intencional para redistribuição involuntária de renda”?
Ou se o novo nome de “roubo” passasse a ser “apropriação indevida, mediante alguma violência, para convencer certas pessoas a deixar de ser tão ricas”?
“Chulé” passaria a ser “olor pouco agradável, exalado pelas glândulas sudoríferas nos dedos dos membros inferiores, mas sem a intenção de magoar olfatos sensíveis”.

Por que não tornar mais “palatável” uma expressão, digamos, indelicada? Por exemplo: chamar alguém de “larápio”, “ladravaz”, “mão grande”… Coisa mais sem educação! Grosseira mesmo. Por que não ser um pouco mais delicado com o ladrão e chamá-lo de “agente expropriador de um bem supostamente alheio”?
E por que batizar um “traficante” com esse nome assim tão feio, que o “discrimina” no meio da nossa melhor sociedade? Por que não chamá-lo, mais delicadamente, de “empresário de elementos químicos e negociador de alegria artificial para gente necessitada?” 

Não há país mais chegado ao eufemismo do que o Brasil. Aqui, nada é “o que parece ser”. Principalmente na área das chamadas apropriações “indébitas”. Que, aliás, antes de ser um enunciado jurídico, é um eufemismo perfeito para expressões toscas e chocantes como “meter a mão no baleiro”.O sujeito não rouba. Só comete “apropriações indébitas”…

Nunca chame, de forma deselegante, um ladrão de f.d.p. Prefira “esse descendente direto de pessoa acostumada a receber dinheiro em troca de um velho exercício, praticado entre fronhas e travesseiros!”


Abaixo a Mídia, abaixo os cagões!.


E mais uma vez o povo unido que está, por enquanto, sendo vencido, saiu às ruas. E não importa, por ora, se foram 2 mil ou 5 mil na avenida Paulista; se em Brasilia foram 10 mil ou 25 mil. O importante é que a marcha aconteceu em Curituba; em Divinópolis (MG), Salvador; Recife, Belo Horizonte; Rio de Janeiro e até em um Parque Infantil em Araraquara...

Mas e a mídia televisiva que destaque deu ao fato? Muito pouca ou nenhuma. O Jornal Hoje da Globo noticiou a Marcha em Brasilia e (como não assisto a Globo a não ser para enlatados) parece-me, mais nada. A TV Bandeirantes durante o execrável, nojento e puxa-saco do governo, Datena deu um flash ao vivo à tarde diante das escadarias do Teatro Municipal. Mas adivinhem por que? Porque no meio de uma dezena de imberbes, com cara de integrantes da ubes, estava nada mais nada menos do que o senador mal amado Suplicy. A fala de Datena foi a seguinte: "Esse é um grande senador e luta contra a corrupção (ou algo parecido)". Tempos atrás o execrável apresentador criticou a permanência de Battisti no país, mas por mais incrível que pareça, ele esqueceu que quem lutou para que esse assassino aqui permanecesse, foi justamente quem ele chama de "o melhor presidente do Brasil; um verdadeiro estadista" e o "grande senador Suplicy" entre outros co-assassinos. 



Manifestantes tomaram a Esplanada dos Ministérios na 2ª Marcha Contra a Corrupção e a Impunidade



Vez ou outra aparece na Internet algo como "Um dia sem Rede Globo". Mas, pelo que se deduz dos índices do Ibope (a quem eu não encomendaria uma pesquisa sobre mim e sendo eu o único entrevistado), a Globo continua firme e forte, para desespero do bispo abortista  (free lance de pastor evangélico) Edir Macedo. 

Deduz-se que quem adere ao Movimento dos "sem Globo por um dia", sequer são capazes de "não curtir" um Luciano Hulck (lulista-dilmista até o ultimo ranho do nariz) no Facebook; não ficariam um domingão sem o Faustão (outro grande puxa saco governamental); desmaiariam ao lhes ser proposto ficar sem a novelinha; não abririam mão de ouvir as bobagens do Galvão Bueno... enfim, parece que a Globo é odiada tanto quanto a cachaça, mas continua sendo a bebida mais consumida. 

Realmente não importa se somados todos os participantes da Marcha contra a Corrupção esse número não tenha chegado ao milhão. Para se ganhar uma maratona é preciso começar a corrida. Que  venham mais datas, mais mobilizações; foi assim que começou a derrocada de Goulart em 1964; e o governo dele não tinha talvez 10% da corrupção que hoje se vê na gestão da presidentE.

E a Globo? Não é realmente a Globo o grande problema. O grande problema se chama Imprensa. Não há mais censura. Os petralhas e seus associados encontraram uma fórmula muito melhor do que censurar a imprensa: compram-na via inserções publicitárias da Caixa, BB, loterias, programas de governo inexistentes, Petrobrás e - pasme! - até dos Correios que estavam em greve. 

Mas um dia a petralhada verá que esse dinheiro poderia ser melhor aproveitado para o lazer e o enriquecimento de seus comparsas e aí a censura virá. 

E os Cagões? Sei lá...que continuem criticando os meios de comunicação, como a Globo, por exemplo, mas não percam o Fantástico no próximo domingo... Plim Plim!


quarta-feira, outubro 12, 2011



Dependendo da sua idade com absoluta certeza você se lembrará do humorista José Vasconcelos, o gago “Rui Barbosa Sa-Silva” da Escolinha do Professor Raimundo, da Globo, da Record ou do SBT (Praça é Nossa).

Zé Disney

Após viagem à Disneylândia (1964), José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto (Rio Branco, 20 de março de 1926 — São Paulo, 11 de outubro de 2011) ou simplesmente Zé Vasconcelos  passou a sonhar com uma cidade infantil, um megaparque temático  em uma área de um milhão de metros quadrados no Brasil, no município de Guarulhos.

A Vasconcelândia tinha um audacioso e inovador projeto, Zé Vasconcelos buscou todos os tipos de apoio e nada conseguiu. Iniciou uma solitária empreitada onde investiu por mais de 10 anos todos recursos que obteve em 20 anos de carreira. Com recursos próprios, fez terraplanagem no local, construiu restaurante, administração, um parque de diversões e o cine drive-in. 



O projeto quase o levou à falência e foi abandonado para enorme tristeza do humorista.

A iniciativa do humorista inspirou Beto Carrero a criar o seu  parque temático e está relatado no filme “Mundo encantado de Beto Carrero” que foi lançado em Janeiro de 2009 onde José Vasconcelos participa. No mesmo ano (2009) foi lançado em DVD o documentário Ele é o Espetáculo, do cineasta Jean Carlo Szepilovski, uma homenagem ao conjunto de sua obra. Narrado pelo próprio humorista, apresentava depoimentos de Jô Soares, Chico Anysio e trecho de filmes e programas de rádio e TV em que atuou durante a carreira.

A Vasconcelândia está localizada a 28 km do centro de Guarulhos e faz divisa com a AMBEV, no bairro Morro Grande, Serra de Itaberaba. Atualmente a propriedade pertence à empresa PANCO e não é aberta para visitação.


O corpo do humorista José Vasconcellos será cremado nesta quarta-feira (12/10/2011), no Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.

Vasconcellos morreu às 6h da manhã desta terça-feira (11), aos 85 anos. Ele estava internado no setor de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e sofreu uma parada cardíaca. Vasconcellos sofria de doença de Alzheimer e de problemas nos rins.

Fontes: Guarulhosdepontaaponta/ G1

segunda-feira, outubro 10, 2011

A Igreja Católica em queda


A revista Isto é desta semana (12/10/2011) fala sobre a queda em ritmo acelerado do número de "fiéis" da Igreja Católica. Diz a matéria que há 140 anos o número de católicos vem declinando. O que no século XIX representavam 99,7%, hoje significam 68,4%. Uma queda significativa aconteceu entre  2003 e 2009: de 73,7% para 68,4%.

A revista lista 7 pecados da Igreja Católica para apontar o porque da queda vertiginosa no número de fiéis. Os "pecados" são, segundo a matéria aponta:

1 - É cantada em prosa e verso, já há algum tempo, a rejeição dos fiéis contemporâneos a autoridades religiosas que impõem doutrinas e ritos. Imposição, obrigação e restrição são palavras proscritas em um cenário no qual cada vez mais as pessoas se habilitam a estar no comando do próprio destino.

2 - Párocos têm relatado que seus templos estão existindo à imagem e semelhança de supermercados. Percebem que é cada vez maior o número de fiéis que procuram a igreja ocasionalmente, em busca de serviços religiosos como casamentos, missas de sétimo dia, batizados e bênçãos de lugares e objetos.

3 - Fuga de mulheres.
Está lá no “Novo Mapa das Religiões”. Entre as 25 denominações pesquisadas, apenas no catolicismo a mulher não constitui a maioria dos adeptos....De fato, seguem engessadas na Igreja, só para citar três tabus, as questões sobre os métodos contraceptivos, o divórcio e o aborto.

4 - Escândalo de pedofilia
Esses todos conhecem e são dados pela mídia como um número elevado e absoluto.

5 - Ausência de lideranças
A matéria lista os nomes de Helder Câmara (ligado ao comunismo), Paulo Evaristo Arns (cuja família também é ligada à esquerda festiva).

6 - Comunicação centralizada
Entre algumas afirmações meio desencontradas, uma verdadeira confusão nas afirmações de um padre: Para o padre Libanio, "enxergar as demandas da população e repensar até onde a religião pode ir na direção delas é o caminho para o futuro do catolicismo. “Os fiéis querem aquilo que os satisfaz e têm buscado muito o mundo virtual”, diz ele. “A Igreja Católica tem de repensar a sua estrutura paroquial.”

7 - Perda de identidade social
A matéria da Isto é, nesse 7º e último "pecado", faz afirmações bem estranhas, mas provavelmente com muitas verdades embutidas. Em tempos idos a Igreja era condição para que as pessoas fossem aceitas no meio social (!!), era a partir dela que casamentos eram arquitetados. "Assumir-se membro de uma entidade religiosa – católica, de preferência – conferia pertençer a um grupo social". ....Diante da pressão para uma definição religiosa, muita gente tendia a assumir a crença na qual havia sido batizado, mesmo que exercitasse também a sua fé em terreiros de umbanda ou centros espíritas.

Que a Igreja Católica vem perdendo espaço isso é certo. Todavia, a revista não foi ao cerne da questão, limitando-se a ouvir um único sacerdote e nenhuma autoridade despojada de ideologias desencontradas. 
O principal não é o número de "filiados" mas o de "fiéis" que vale. Como tantas matérias sobre o declínio da Igreja Católica, essa da Istoé faltou explicitar que a Igreja tem que se modernizar, se adequar aos novos tempos e às novas demandas da sociedade. 

Quando o cidadão diz que quer estar no comando do próprio destino (pecado nº1 da matéria), ele está exercitando o seu livre arbítrio.

Se a Igreja virou um supermercado (pecado nº2)a culpa é exatamente do próprio pároco que tem as rédeas de sua paróquia e pode sim acabar com a "pompa" exagerada numa celebração de casamento. A pompa é tanta que, por exemplo, a Igreja N.sra. do Brasil (SP) tem uma longa fila de espera para casamentos e só a alta sociedade é capaz de se casar por lá.

No pecado nº3 a matéria de Istoé deixa claro que as mulheres fogem da Igreja católica porque esta não lhes permite o uso de contraceptivos, o divórcio e o aborto. Será mesmo? O divórcio é aceito sim desde que se encaixem em alguns "detalhes" como por exemplo "Leva-se muito em conta as capacidades e limitações psíquicas dos noivos para contrair obrigações matrimoniais para sempre. Não basta analisar o comportamento externo de alguém para o conhecer; às vezes, muitos atos das pessoas são irresponsáveis, assumidos sem consciência plena porque podem faltar o senso de responsabilidade, a maturidade ou a liberdade necessárias para que o ato tenha valor plenamente humano e jurídico" (Fonte Canção Nova). Contraceptivos? Dentro da palavra não um único versículo que impeça ou mesmo que libere o método, mas convenhamos quem realmente segue à risca o que está na Bíblia? Liberar o contraceptivo está além dos limites de um papa; ele estaria incentivando o adultério e a fornicação  e, sinceramente, diante de tantas atrocidades outrora cometidas pela Igreja (comandada por gente alheia à Palavra) esta seria uma espécie de Cruzada do século XXI.  Aborto? Ora, em nenhuma das "religiões" citadas, ou mesmo seitas o aborto é algo aceito ou mesmo incentivado; e quem assim o fizer vai - novamente - contra as Escrituras.

Quanto à pedofilia (pecado nº4) É necessário alertar que pedofilia não é algo que somente padres pratiquem, o número de pastores também é enorme, mas sobretudo é dentro do seio da família que acontece o número alarmante de pedofilia.

A ausência de lideranças (pecado nº5) é perfeitamente natural. Afinal, lideranças como a de Helder Câmara não fazem a menor falta. O líder da Igreja sempre foi Cristo e é a Ele que o cristão (católico ou evangélico) deve seguir. 

Quanto ao pecado nº 6 é desnecessário qualquer comentário. Quando um sacerdote diz que a Igreja deve caminhar para onde o fiel quer ele está invertendo a lógica. O fiel e a Igreja devem ir para onde Deus quer.

O sétimo pecado demonstra que a Igreja Católica não fez a sua lição adequadamente. Quando não faz restrições aos cultos afros praticados por seus "fiéis", quando nada diz ao alcoolismo e tolera o fumo, por exemplo, ela está longe do que diz a Bíblia e isso sim é desvirtuar. 

O que realmente caminha a passos largos é a completa aniquilação da Família e a politização das religiões. O celibato também é apontados como "pecado", mas convenhamos, ninguém é laçado no pasto para se tornar sacerdote. Assim também ninguém é obrigado a fazer o que não quiser. Tempos atrás ouvi de um padre que a Deus não interessava o número de integrantes de uma Igreja, mas sim o número de fiéis à Ele; se a Igreja Católica não tiver mais praticantes que feche. 

Diante de tantos líderes protestantes se casando com mulheres mais novas - como no mundo secular -, adulterando e enriquecendo às custas de seus "fiéis" e diante de tantos padres, bispos e cardeais enveredando para a politica partidária - e líderes protestantes igualmente - é importante afirmar que Deus não tem religião, tampouco obrigou a quem quer que seja a segui-LO, sejam católicos, evangélicos, budistas, judeus ou macumbeiros. 


Imagem Amcronos.mex

A palavra é bem clara e objetiva: João 14: 6 Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.  Nenhuma religião, nenhum padre, tampouco um pastor ou mesmo um santo ou santa é capaz de levar à salvação. E ponto final.

domingo, outubro 09, 2011


Hospitais e postos de saúde começam a ser avaliados pelo governo federal a partir de dezembro, informou o presidente da Câmara de Política de Gestão e Competitividade, Jorge Gerdau. Segundo ele, o Ministério da Saúde vai usar o índice de medição de eficiência para estabelecer metas e definir repasses de recursos.







“Quem atingir as metas vai pode receber aumentos de valores que serão transferidos. E conforme os índices vão crescendo, haverá aumentos gradativos. É um mecanismo que possibilitará que os postos que trabalharem melhor obtenham mais recursos. É um estímulo. E Quando houver uma economia, vai ficar naquela unidade.”.







Enfim uma notícia boa. O presidente da CPGC sêo Gerdau, naturalmente vai medir essa eficiência pelo seu próprio conhecimento. É claro que vai comparar o atendimento SUS com os hospitais, ambulatórios e clínicas que já frequentou na vida (Einstein, Sirio Libanês, etc). Como ele é um dos grandes fabricante de pregos, esperemos que ele não queira crucificar os usuários do SUS.


Se alguém duvidava que o sêo Gerdau iria se queimar aderindo ao governo "meenganaquesóestoudandoumtempopromoluscovoltar", errou. Sêo Gerdau vai se queimar e feio.

Recordar é viver: Tempos atrás, um certo senhor não médico foi alçado ao Ministério da Saúde. Durante a sua gestão o ministério, aleatóriamente pegava fichas de usuários do SUS e enviava correspondência para que o usuário desse nota e comentasse sobre o seu atendimento. O ministro não médico surpreendeu-se ao ver quantas cirurgias penianas foram feitas em mulheres, quantos miomas uterinos foram retirados em homens. Vieram as punições (e não premiações); conveniados foram descredenciados e assim o ministro não médico fez algo que um certo Temporão e, nem mesmo o inventor da CPMF, Adib Jatene, um supermegahiper conceituado médico jamais pensaram em fazer. Mas isso é coisa do passado e ninguém vive do que já passou. Afinal, segundo o Iraniano de Garanhuns, o século XXI começou no Brasil por obra e graça dele. Que saudade da Guilhotina!

sábado, outubro 08, 2011

Estupidez tem limite?


Estupidez tem limite?

É claro que sim, mas apenas para o normais. Atentem para a frase:

- "E eu, operário sem um dedo, fiz mais que o Bill Gates, Steve Jobs e esses aí”.

Foi o Inácio quem disse e convenhamos, cada um pode dizer o que quiser quando bem entender. Então quem é o estupido? É claro que não direi que é o Inácio, já que democraticamente ele pode ser o que quiser.

A estupidez é do bêbado ou de quem convida um bêbado para a festa de debutantes? A estupidez é do motorista de romiseta convidado a conduzir uma nave espacial ou da Nasa que o convidou?

O Bank of America/ Merrill Lynch pagou duzentos e cinquenta mil reais para o Inácio dar uma palestra. Estavam presentes - Casa Fasano - nesta inesquecível ocasião a fina nata do capitalismo e escutaram mais:

- “Wall Street não gosta de mim, mas o chefe deles gosta” ou “tem que falar português em aeroporto americano, eles têm que entender o que a gente fala"...

Mas teve mais, já que desgraça pouca é besteira Inácio continuou e lembrou também do tempo em que guardava sua marmita debaixo do tanque, chamando Marisa para confirmar. A ex-primeira dama já havia ido embora (Um sinal de que nem todos gostam de ouvir coisas estupidas)

Agora sim se pode dizer se a estupidez tem ou não limites. Inácio fala o que quer quando quer e não será tão estupido quanto o que paga para ouví-lo. 

Inácio em momento ludico
É claro que ninguém é tão idiota de pensar que todos na platéia o aplaudiram por que concordaram com as afirmações (exceções ao ex ministro Furlan, a Wilson Quintella e Edson de Godoy Bueno que ganharam muito durante o reinado deste Inácio sem Palácio). É preciso entender que todos nós, menos os defensores dos direitos dos animais e das minorias, adoram ver uma foca fazendo palhaçadas; um anão no circo tomando tapas ou um macaquinho jogando cocô nos visitantes de um zoo. 

O show tem que continuar e o mundo adora ver aberrações, paga por isso e até aplaude, infelizmente.  


CHÊ GUEVARA UMA JUSTA HOMENAGEM A UM CANALHA.



Momento em que o canalha já estava no inferno



Parece que tudo o que envolve os chamados "esquerdistas" fica um tanto quanto nebuloso. Ora é a biografia construída que não resiste ao confronto com a história, ora são fatos que não existiram; enfim se a esquerda fosse tão boa não seria "sinistra". Um desses fatos estranhos é a morte do Che Guevara (para quem não conhece foi um estupido assassino, mas isso não vem ao caso agora). Oficialmente a data é dada como 9 de outubro, todavia o MR-8 (um bando de terroristas, para quem não conhece) tem essa singela sigla por causa da morte de seu ídolo maior o Chê em 8 de outubro de 1967. O MR-8 que está virando partido político (PPL Partido Pátria Livre; não me perguntem "livre" do que?), tem lá suas razões para comemorar o 8 de outubro e, sinceramente isso não vem ao caso: o canalha está morto e isso é o que importa. Na verdade esquerdistas não comemoram nada a não ser quando vêm a miséria florescendo qual tiririca no gramado. Mas vamos ao que interessa;  um texto de Nelson Rodrigues, o filósofo da porrada, como o chamava Juca Chaves.




Nelson Rodrigues, socialismo, ideologias e outras imbecilidades. 

A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: — ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo.


O casamento já é indissolúvel na véspera.
A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.
Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente num doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo.
Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma.


Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o fracasso dessa mesma revolução.
O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível? .


Só Deus sabe que fiz o diabo para ser amigo do nosso Tristão de Athayde. Durante cinco anos, telefonei-lhe em cada véspera de Natal: — "Sou eu, dr. Alce. Vim desejar-lhe um maravilhoso Natal para si e para os seus" etc etc. Tudo inútil. O dr. Alceu trancou-me o coração. Até que, na última vez, disse algo que, para mim, foi uma paulada: — "Ah, Nelson! Você aí, nessa lama!". O mestre insinuara que a minha alma é um mangue, um pântano, um lamaçal. E, por certo, ao sair do telefone, foi se vacinar contra o tifo, a malária e a febre amarela que vivo a exalar. Pois é o que nos separa eternamente, a mim e ao dr. Alceu: — de um lado, a minha lama, e , de outro, a sua luz. .


Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.
A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa..


O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.
Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria.
Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias.
O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata. .


D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.
D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.
Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante. .


No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.
Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.
As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado..


Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes.
Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — "Se Deus não existe tudo é permitido". Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.
Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina..


Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.
[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.
Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina. .


Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.
Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias. .


Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.
Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.
Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — "O Brasil tem 100 milhões de marxistas". .


Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata".
No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.
Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal..


As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.
O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso. .


Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício.
Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.
É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez..


A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.
Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.
Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.
Havia, aqui, por toda parte, "amantes espirituais de Stalin". Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.
Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem.
Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário..


Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.
O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.



Nota - Nelson Rodrigues estava à frente do seu tempo ou, o que é mais sensato supor, o Brasil regride a passos largos. Alguns personagens citados já se encontravam no inferno; outros já haviam reservado o seu lugar nesse aprazível paraiso dos estúpidos (D.Helder, por exemplo). Curiosamente o Fidel teima em não assumir seu posto no inferno. Nelson Rodrigues, por mais cruel que tenha sido ao escrever, jamais imaginaria que o país fosse tomado por uma gang, tendo à frente um marionete metido a estadista de camelôs e deixando o seu reinado a uma sucessora que curiosamente a mídia malvada apelidou de Poste. Um dia os cidadãos de bem bancarão o cachorro e demarcarão esse Poste como todo bom cão faz: urinando.

sexta-feira, outubro 07, 2011

GENTE DESCARTADA.



 Se quiserem saber se um país é desenvolvido ou não, 
basta que deem  uma boa olhada em como
 vivem os seus velhos e as suas crianças”. 
(Francisco Vianna)

Talvez por ser idoso, sempre que posso, observo as pessoas idosas ao meu redor. E, também, as crianças. Embora viva no Vale do Paraíba, considerado uma região que muitos chamam de ‘primeiro mundo’, não é difícil, aqui e ali, constatar as dificuldades que idosos e crianças enfrentam no seu dia a dia. Tanto em casa como na rua.
Outro dia, enquanto observava um grupo de moleques a correr descalços e sujos pelas avenidas movimentadas a mendigar trocados dos motoristas parados nos sinais de trânsito, pude reparar a dificuldade de uma senhora de muita idade em atravessar a avenida, mesmo estando na faixa de pedestres e com o sinal verde para ela. Ela hesitava e, claramente, tinha dificuldades de enxergar e de se locomover.
O que me deixou ansioso não foi a impossibilidade de sair do meu carro para ajudar aquela senhora provecta a atravessar a via, mas sim a insensibilidade das pessoas que estavam ao seu redor e que pareciam incapazes de reconhecer aquele pequeno grande drama da vida urbana. Somente quando abri a porta do carro e gritei para os passantes que a acudissem, foi que um deles resolveu se prontificar para ajudá-la.
Segui meu caminho e vi, pelo retrovisor, que a senhora agradecia efusivamente ao rapaz que a havia ajudado na travessia.
Numa mesma cena urbana, pude testemunhar e reconhecer que idosos e crianças parecem ser um contingente humano muitas vezes esquecido e descartado pela sociedade. Fiquei imaginando o quanto existem desses anciãos confinados em asilos e esquecidos por seus familiares, bem como da legião de crianças sob a circunstância de serem educadas e instruídas por pais que não têm educação ou instrução mínima suficiente para tal.
Fico então pensando no que possa faltar ao povo brasileiro para que suas crianças e velhos vivam, afinal, com mais dignidade. Somos irresponsavelmente omissos e criminosamente alheios ao que ocorre com essa gente descartada. A própria estrutura familiar vem sendo sistematicamente aviltada e descaracterizada ao ponto de se tornar incapaz de cuidar de seus idosos e de suas crianças.
Então surge a figura do estado, como um padrasto geralmente incompetente e até genocida. Basta ver como o estado lida com a administração da previdência social, da saúde, e da educação e do ensino das pessoas mais pobres desse país. E é com base nesses fatos que cada vez me convenço mais de que o problema reside no tipo de cidadania desqualificada que temos no Brasil. Fico pensando no tipo de representação política que tal cidadania desqualificada é capaz de conseguir. Certamente a de representantes igualmente desqualificados, tanto técnica como moralmente. Terminamos sendo governados não pela elite, mas pela escória da sociedade.
Mais do que nunca, convenço-me de que o descarte dessa gente pela família e pela sociedade só deixará de existir quando a qualidade da cidadania melhorar substancialmente, tanto sob o aspecto educacional como instrutivo.
Estou convencido de que, se a condição de cidadania, fosse restringida apenas a quem completasse o segundo grau de escolaridade e educação, passando todas as demais pessoas à condição de dependentes de um cidadão, de um grupo de cidadãos, de empresas, de instituições criadas para esse fim e, finalmente, do organismo do estado, o produto final seria uma sociedade brasileira muito melhor e muito mais capacitada a fazer surgir em poucas décadas uma da maiores – senão a maior – potência do mundo.

Autor: Francisco Vianna

quinta-feira, outubro 06, 2011

Yom Kipur o Dia do Perdão.



Vista do Monte Sinai
(10 de Tishrei 5772 / 08 Outubro 2011)

Em hebraico יום כיפור, é o mais importante e sagrado dos feriados judaicos, o Shaba dos Shabarot. É o dia da expiação, do perdão. Com tal importância a festividade solene se caracteriza pelo Jejum e o Auto-exame.

Em Yom Kipur, culmina os "Dez Terríveis dias" ou  de "Penitência" que começam no Rosh Hashanah (ano novo judaico).

É um dia de jejum que dura 25 horas, começando ao pôr do sol na véspera e continua até o cairda noite do dia seguinte.
Neste ano de 2011 o "10 de Tishrei de 5772, do calendário judaico" cai no dia 8 de outubro.

O feriado de Yom kipur foi instituído na época do segundo Templo pelos sacerdotes (Esdras 1:1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:
2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.
3 Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.
4 E todo remanescente, seja qual for o lugar em que é peregrino, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, afora a oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém.)
Em seu início, celebrava a libertação do povo judeu das impureza rituais, mas atualmente, o seu significado é o de libertação do indivíduo e um dia de regeneração moral e pureza ética.
A origem e o significado do Yom Kipur encontram-se na Torá em Vayicrá/Levítico 16: 29 Também isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e não fareis trabalho algum, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vos;30 porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o Senhor.31 Será sábado de descanso solene para vós, e afligireis as vossas almas; é estatuto perpétuo.

Em Levítico 23: (Torá em Vayicrá): O dia da expiação  - 26 Disse mais o Senhor a Moisés:27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.
30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.
31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.

O Yom Kipur é o dia de se pedir perdão por promessas quebradas ou pecados cometidos para com D'us. Já a véspera, é reservada para pedir perdão das promessas não cumpridas ou pecados cometidos contra o nosso semelhante. Sendo assim, D'us não concede automaticamente o seu perdão a todos, e só perdoa aqueles pecados cometidos contra Ele. Promessas ou pecados cometidos entre pessoas, deve-se pedir perdão diretamente contra a quem se pecou ou a quem ajudou a pecar.
A véspera do Yom Kipur é dedicada também à alimentação. Diz a tradição judaica, que aquele "que  come no nono dia de Tishrei e jejua no décimo, é como se tivesse jejuado os dois dias". Nesse dia, deve-se concentrar em se alimentar bem e assim, preparar-se para o jejum.
Antes do pôr-do-sol, todos reúnem-se na sinagoga e os homens colocam o tallit, xale de orações, que normalmente não são usados à noite, até que se inicie o serviço de Yom Kipur ao cair da noite.

A maior parte do feriado de Yom Kipur é passado na congregação em orações, súplicas, confissões coletivas e abstêm-se de ingerir qualquer alimento ou bebida, inclusive água. A essência do jejum é o arrependimento.
Além de comer e beber, não se pode também: usar loções, cremes ou perfumes, relações maritais, lavar-se ou tomar banho e vestir calçados de couro.
O jejum é obrigatório para todos os adultos, a fim de obter o perdão de D'us.

O serviço de Yom Kipur é iniciado ao cair da noite com o Chazan (cantor litúrgico) recitando o Kol Nidrei que é repetido três vezes, sendo cada vez com voz mais alta. O Kol Nidrei recorda as perseguições sofridas sob a inquisição espanhola que forçou 150.000 judeus a abdicar a própria fé e compulsoriamente adotar o Catolicismo. Esse cântico é um apelo para os que abandonaram o judaísmo retornem para sua antiga fé e enfatiza a necessidade de manter votos e promessas, já que violar um juramento é um dos piores pecados. O auge do serviço ocorre ao final do Yom Kipur com a Neilá, que proporciona a última oportunidade para o arrependimento. Trata-se de uma oração que proclama o verdadeiro anseio do fiel em ser acolhido pela compaixão de D'us, que não deseja a condenação dos maus, nem a destruição do mundo, mas a sua conversão. O serviço litúrgico e a celebração do Yom Kipur é concluído ao proclamar sete vezes: "O S-nhor é D'us, o S-nhor é D'us!" e em seguida com o sopro do Shofar, reafirmando a soberana esperança de Israel em ver "a maldade se esvair como a fumaça e o Reino de D'us triunfante em todo o mundo (...) quando todas as criaturas humanas se agruparem num só feixe para cumprir a vontade de D'us com um coração perfeito".


A Neilá é o único serviço litúrgico do judaísmo em que as portas do Heichal ou Aron Kodesh (a arca onde ficam guardados os Sifrei Torah, os rolos da Torah) permanecem todo tempo abertas, o que significa que estão abertas as portas do céu naquele momento.
Ao se levantar para sair da sinagoga, é um costume um cumprimentar ao outro dizendo: L'Shana ha-baa b'Yerushalaim!, ou seja, no ano que vem, em Jerusalém. Aquele que foi cumprimentado dessa forma, responde: Amém.
Grande parte dos judeus, inclusive os que estão afastados, costuma observar o Yom Kipur, seja em sua totalidade ou parcialmente, indo a sinagoga. Trata-se da única celebração judaica que não possui qualquer significação histórica, tendo somente um sentido essencialmente religioso.

A confissão (Vidui em Hebraico)
Elohênu velohê avotênu, tavô lefanêcha tefilatênu veal tit'alam mitechi natênu, sheên anu aze fanim ukshê óref lomar lefanêcha Adonai Elohênu velohê avotênu tsadikim anáchnu velo chatánu, aval anachnu vaavotênu chatánu.
Nosso D'us e D'us de nossos pais, que a nossa oração chegue até a Tua presença. Não te esquives de aceitar nossas súplicas, pois não somos tão arrogantes e obstinados a ponto de declarar, diante de Ti, Eterno, nosso D'us e D'us de nossos pais, que somos justos e que não pecamos. Mas, pelo contrário, nós e nossos antepassados pecamos.
Ashámnu, bagádnu, gazálnu, dibárnu-dófi. Heevínu vehirshánu, zádnu, chamásnu, tafálnu-shéker. Iaátsnu ra, kizávnu, látsnu, marádnu, niátsnu, sarárnu, avínu, pashánu, tsarárnu, kishínu-óref. Rashánu, shichátnu, tiávnu, taínu, titánu.
Pecamos, traímos, roubamos, falamos em linguagem vil. Cometemos iniqüidades e praticamos o mal, pecamos intencionalmente, praticamos atos de violência, forjamos falsidades. Aconselhamos ao mal, mentimos, escarnecemos, rebelamo-nos, blasfemamos, juramos em vão e falsamente, transgredimos, oprimimos, fomos obstinados. Agimos mal, corrompemos, procedemos abominavelmente, desencaminhamo-nos, enganamos.
Sárnu mimitsvotêcha umimishpatêcha hatovim velo sháva lanu. Veata tsadic al col haba alênu, ki emet assíta, vaanachnu hirshánu.
Desviamo-nos dos Teus bons preceitos e das Tuas ordenações, e isso não nos trouxe proveito. Mas Tu és justo em tudo quanto vem contra nós, pois Tu fizeste a verdade e nós praticamos o mal.


Fonte: Judaismo messiânico. net


Esse post é uma homenagem a Ligia Ramos, Rose Eidman, David Zylbergeld Neto, Floriano Pesaro, Jaime Pinsky e tantos outros homens e mulheres de grande valor, pertencentes à comunidade judaica e que me perdoem os que aqui não são citados.

Steve Jobs

Steve Jobs

quarta-feira, outubro 05, 2011

MR-8 Agora é partido.


Para quem achava que já viu de tudo, o MR-8 que sempre esteve dentro das "hostes" Peemedebistas resolveu ter vida própria.

""O Partido Pátria Livre (PPL) completa no dia 21 deste mês seu primeiro ano. A  sigla, fundada pelos quadros do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), ainda não tem existência formalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não pode disputar eleições. A tarefa é demorada no país, inclui uma vasta documentação, atualmente em avaliação pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) em cada estado. O processo é parte de uma transição que já se arrasta por três décadas""

E como desgraça pouca é besteira, o partido Pátria Livre (naturalmente livre de democracia) já tem uma prefeitura (Guarujá) segundo informa o Angelo da Cia. 


""Fundamos o partido com um programa baseado no princípio do desenvolvimento nacional com soberania, com independência. O partido não nasceu para apoiar ou para participar dessa ou daquela coalizão. Foi um processo longo de vida política. E houve um processo de mais de um ano de elaboração da comissão organizadora, do estatuto do partido."

MR8 ganhou esse nome em 1969, ano em que, juntamente com a ALN, participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, solto após a libertação de 13 militantes (acima) (Foto: Reprodução).


"Claro que, do ponto de vista da situação das alianças atuais, nossa opção – participamos como militantes da eleição para presidente apoiando Lula – foi essa. Foi natural a escolha por manter nossa aliança com o PT, o PDT, os partidos da base aliada."".

O jeito mesmo é arrumar malas e se mandar desse lugar que um dia já foi um país, mas começou a ruir em 15 de novembro de 1889.

terça-feira, outubro 04, 2011

Pró Jovem - Um programa Vitorioso




Como todos os outros programas, o Pró Jovem foi um programa vitorioso do governo federal e, tendo atingido o seu objetivo nada mais justo que tenha um final digno de comemoração.

Após 6 anos e mais de 3 bilhões de reais empregados, o Pró Jovem pode ser até mesmo exportado para países que se encontram atrasados; como estivemos nós antes do maior estadista de todos os tempos assumir a presidência do Brasil. 

Sem delongas, vamos aos vitoriosos números:

- Pró Jovem Urbano (principal programa) -  custou R$ 1,6 bilhão em seis anos e diplomou 209 mil alunos, menos da metade (38%) dos participantes. 
- Na versão "campo", em quatro anos, diplomou 1% dos 59 mil jovens matriculados.
- Na versão "Trabalhador", o programa é alvo de investigações de direcionamentos para ONGs (aquelas já conhecidas e que têm a participação das Centrais Sindicais)











Na versão "Urbana", o vitoriosos programa foi cancelado este ano, a coordenadora demitida, e 87% das prestações de contas já entregues não foram analisadas, como sempre.


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